|
1822 - NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS - Hoje |
||||||
|
NPaFlu Amapá - P 32 Classe Roraima
"Patrulhar, Proteger e Integrar"
"Patrulheiro da Amazônia"
D a t a s
Batimento
de Quilha: 9 de março
de 1973
C a r a c t e r í s t i c a s
Deslocamento:
340 ton (padrão), 365 ton (carregado). Velocidade: máxima de 14.5 nós. Raio
de Ação: 6.000 milhas
náuticas à 11 nós, com autonomia de 30 dias. Tropa e Equipamentos: pode transportar fuzileiros navais, sendo equipado com duas LAR - Lancha de Ação Rápida. É dotado também com consultório médico e dentário, além de enfermaria. Código
Internacional de Chamada:
PWMP (PXMP)
H i s t ó r i c o
O Navio de Patrulha Fluvial Amapá - P 32, é o terceiro navio a ostentar esse nome(1) na Marinha do Brasil, ao estado homônimo. Foi construído pelo estaleiro MacLaren Estaleiros e Serviços Marítimos S/A., em Niterói, seguindo o projeto do Engenheiro Naval Jorge A. M. Vasques. Foi lançado ao mar em 10 de março de 1974 e foi incorporado em 12 de janeiro de 1976.
1976
Passou a subordinação do 4º Distrito Naval, integrando a Flotilha do Amazonas (FlotAM), operando a partir de Manaus-AM.
1979
Atingiu a localidade de Boca do Acre-AM, através do Rio Purus.
1980
Em abril, participou da Operação RIBEIREX - 80/I, integrando a FT ribeirinha com os NPaFlu Pedro Teixeira - P 20, Raposo Tavares - P 21, Roraima - P 30 e Rondônia - P 31, e a Cv Solimões - V 24. Participaram também aeronaves do DAeFlotAM, homens de uma Cia de Operações Especiais do Batalhão "Tonelero", e de destacamentos de Saúde, Engenharia, Comunicações e Reconhecimento Anfíbio.
1981
Entre 22 de junho e 7 de julho, realizou comissão pelo Rio Negro, atingindo a localidade venezuelana de São Carlos do Rio Negro que passou a ser o ponto extremo navegável desse rio. Para atingir esse ponto a cerca de 50 milhas a montante da fronteira tríplice Brasil/Venezuela/Colômbia, o Amapá teve de ultrapassar o trecho compreendido entre Santa Izabel do Rio Negro e a foz do rio Uaupés, constituído de corredeiras e cachoeiras, das quais as mais difíceis situam-se nas proximidades de Camanaus e São Gabriel das Cachoeiras. Nessa comissão visitou o porto de Camanaus a cerca de 532 milhas de Manaus, onde participou das comemorações alusivas à inauguração do Aeroporto de Uaupés, ocasião em que foi visitado pelo Ministro Chefe do EMFA e mais nove oficiais generais das três armas.
1982
Em junho, ligou as bacias do Amazonas e Orinoco, atingindo novo ponto extremo navegável, a cidade de San Fernando do Atabapo, na Venezuela, enfrentando as Cachoeiras de São Gabriel da Cachoeira no Rio Negro, as pedras, a pequena largura do Canal do Cassiquiare, a pouca profundidade, e a Corredeira de Santa Bárbara no Rio Orinoco.
1985
Em junho, participou da Operação LEÃO II/85, na região de Almeirim integrando uma FT ribeirinha composta pelos NPaFlu Pedro Teixeira - P 20, Raposo Tavares - P 21, Rondônia - P 31 e Roraima - P 30, o NPa Pampeiro - P 12 e a Cv Angostura - V 20.
1988
Em fevereiro, enquanto realizava patrulha fluvial nos rios Solimões e Purus, recebeu ordem de demandar a cidade de Rio Branco, para verificar as condições de navegabilidade numa missão precursora da ida do NAsH Carlos Chagas - U 19, e também para prestar assistencia as vitimas da enchente que afligiu a região. Em 7 de março, deixou Rio Branco por causa do forte baixa do rio Acre.
1989
Por ocasião das fortes chuvas que atingiram a região Amazônica, prestou atendimento de emergência as populações ribeirinhas de região de Parintins.
1990
Participou da Operação BRACOLPER-II/90, com as Marinhas da Colombia e do Peru. Nessa comissão foram feitos 15 dias de mar e navegadas 2/343 milhas, sendo visitadas as cidades de Tabatinga, Foz do Jutaí, Coari, Codojás, Belém do Solimões, Bom Jardim, Iquitos (Peru) e Leticia (Colômbia).
1991
Em 11 de abril, participou de uma Parada Naval em homenagem ao Presidente da Republica, Fernando Collor de Mello, embarcado no Padro Teixeira - P 20, e de uma Operação Ribeirinha em Grupo-Tarefa com os NPaFlu Pedro Teixeira - P 20, Rondônia - P 31 e Oswaldo Cruz - U 18.
1992
Em 12 de janeiro, completou 16º aniversario de sua incorporação a Marinha do Brasil, tendo nesse período navegado pelos Rios Amazonas, Solimões, Negro, Pará, Tapajós, Jarí, Xingu, Japurá, Tefé, Branco, Juruá, Acre, Madeira, Trombetas, Purus, Içá, Javari, Marmelos, Moju, Oriñoco (Venezuela), Marañon e Ucayaly (Peru) e Putumayo (Colômbia), atingindo a significativa marca de 1.238 dias de mar e 178.237 milhas navegadas.
1994
Entre os dias 3 e 7 de outubro, operou entre as cidades de Curralinho e Bréves, nas proximidades da Ilha do Camaleão, no Rio Pará, tendo a bordo um pelotão do Grupamento de Fuzileiros Navais de Belém (GptFNBe).
1997
Prestou assistência aos desabrigados de Boca do Acre, vitimas das enchentes dos rios Acre e Purus.
Entre 28 de abril e 4 de maio, participou da Operação RIBEIREX AM - I/97, que se realizou a cerca de 360 milhas de Manaus, nas proximidades da cidade de Alavarães-AM, situada à margem direita do rio Solimões. A FT ribeirinha era composta também pelo NDD Rio de Janeiro – G 31, NPaFlu Pedro Teixeira - P 20, Raposo Tavares - P 21 e Rondônia – P 31, Cv Solimões - V 24, NPa Piratini – P 10, Parati – P 13 e Penedo – P 14, além de helicópteros do HU-3 (UH-12 Esquilo) e do HU-2 (UH-14 Super Puma), EDCGs do GED, CLaAnfs AAV-7A1 e elementos do 2º BthInfFN (Batalhão Humaitá) e dos GptFN de Belém e Manaus.
Em outubro, participou da Operação RIBEIREX AMAZONAS – II/97, realizada próximo a cidade de Parintins-PA, integrando a FT ribeirinha composta também pelos NPaFlu Pedro Teixeira - P 20, Raposo Tavares - P 21 e Rondônia - P 31.
2000
Entre 23 e 30 de maio, participou da Operação RIBEIREX AM-2000, realizada na região de Coari. Com a missão de conquistar e manter as localidades de Livramento, Itapeuá e o Bairro de Pêra, a Força-Tarefa Ribeirinha (ForTaRib) foi constituída além do Amapá, pelos NPaFlu Pedro Teixeira, Raposo Tavares, Roraima e Rondônia, NPa Bocaina, Cv Angostura, NTrT Custódio de Mello e pelos destacamentos do Grupamento de Fuzileiros Navais de Manaus (GptFNMN), 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-3), Companhia de Comunicações dos Fuzileiros Navais (CiaComFN), Companhia de Guerra Eletrônica dos Fuzileiros Navais (CiaGEFN), Batalhão de Engenharia dos Fuzileiros Navais (BtlEngFuzNav) e do Batalhão de Operações Especiais dos Fuzileiros Navais "Btl Tonelero" (BtlOpEspFuzNav). Integraram o figurativo inimigo a Cv Solimões e o NPa Pampeiro.
2001
Em maio e junho, participou da Operação ADERIB 2001, no Rio Iça, próximo a localidade de Santo Antônio do Iça.
2002
Em maio, participou da Operação Combinada TAPURU, realizada na Amazônia Ocidental, em conjunto com unidades da Força Aérea e do Exército. A Força Tarefa Ribeirinha, era composta além do Amapá, pelos NPaFlu Raposo Tavares, Pedro Teixeira, Roraima e Rondônia, pelo NAsH Carlos Chagas, quatro aeronaves UH-12 Esquilo do HU-4, duas companhias de Fuzileiros Navais e outras embarcações das Capitanias Fluviais de Tabatinga e da Amazônia Ocidental. Durante a operação, a Força-Tarefa Ribeirinha, realizou patrulha e esclarecimento, Ação Cívico Social e Inspeção Naval nos rios Japurá, Puruê, Iça, Puretê, Solimões e Negro.
Em outubro, realizou a Operação TRANSPOEB NORTE III, que consistiu no transporte do 17ª Pelotão de Infantaria do Exercito da cidade Tefé, para a cidade de Vila Bittencourt, sede do 3º Pelotão de Fronteira do Exercito. Foi realizada ação de presença no rio Apaporis e no rio Traira até Vila Bittencourt.
2004
Participou da Operação RIBEIREX 2004, realizada nos rios Amazonas, Tapajós e Arapiuns, integrando a FT Ribeirinha composta pelos NPaFlu Raposo Tavares – P 21 (capitânia do ComFlotAM e ComFTRib ), Roraima – P 30, Rondônia – P 31, e o NasH Carlos Chagas – U 19.
2005
Participou da Operação TIMBÓ III, integrando a FT Javari, comandada pelo VA Gerson Carvalho Ravanelli, Comandante do 9º Distrito Naval. A FT era composta além do Amapá, pelo NPaFlu Raposo Tavares - P 21 e o NAsH Carlos Chagas - U 19, além de uma Cia de FNdOpRib e dois UH-12 Esquilo. Também participou da operação, realizada na fronteira oeste da Amazônia, a 16ª Brigada de Infantaria de Selva. Ainda durante a TIMBO III, realizou ACISO em Benjamin Constant, no Rio Javari.
Participou da Operação RIBEIREX 2005, integrando a FT Ribeirinha composta pelos NPaFlu Pedro Teixeira - P 20, Raposo Tavares – P 21 e Rondônia – P 31, NPa Bracuí - P 60, NA Pará - U 15 e o NAsH Carlos Chagas - U 19.
R e l a ç ã o d e C o m a n d a n t e s
I m a g e n s
B i b l i o g r a f i a
- Baker III, A.D. Combat Fleets of the World 1998-1999. Annapolis, MD: Naval Institute Press, 1998.
- NOMAR - Notícias da Marinha, Rio de Janeiro, SRPM, n.º 439, jan.1980; n.º 443, mai. 1980; n.º 460, out. 1981; n.º 502, abr./mai./jun. 1985; n.º 503, jul. 1985; n.º 506, out. 1985; ; n.º 536, abr. 1988; n.º 538, jun. 1988; n.º 551, jul. 1989; n.º 569, jan. 1991; n.º 573, mai. 1991; n.º 584, abr. 1992; n.º 627, dez. 1994; n.º 699, jul. 2000; n.º 711, jul. 2001; n.º 727, nov. 2002.
- Revista Segurança & Defesa.
- Colaboração do Comandante José Fernando De Negri. (1) Amapá é uma árvore da família das apocináceas (Hancórnia Amapá), comum na região amazônica. |
||||||
|
|