NAeL Minas Gerais
n Alexandre Galante
| Marinha do Brasil |
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| O "Minas" mais uma vez modernizado,
deverá operar até o ano 2010, quando deverá ser substituído |
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O Navio-Aeródromo Ligeiro (NAeL) Minas Gerais (A-l l)
completou no dia 6 de dezembro de 1997, 37 anos de serviço na Marinha do Brasil (MB). O
"Minas" é o primeiro e único porta-aviões (navio-aeródromo) da MB até hoje.
Sempre motivo de críticas e controvérsias, não é raro ouvir leigos referindo-se ao
navio em tom pejorativo, a despeito de seu tamanho e poder de fogo. Entretanto, nosso
"Minas" está aí após mais de três décadas de serviços prestados à
Marinha, e o que foi realizado por ele até agora não só é digno de nota, como também
deveria ser motivo de orgulho para os brasileiros. Este artigo dá uma visão geral do
navio e sua história, sendo uma homenagem aos marinheiros que mantiveram e mantêm nosso
Navio-Aeródromo em prontidão operativa até hoje, apesar das limitações
orçamentárias da Marinha.
A CLASSE "COLOSSUS"
No início da década de 40, em plena Segunda Guerra Mundial, o
Almirantado britânico esbarrou num sério problema: não era possível construir em tempo
hábil um número suficiente de navios-aeródromo de esquadra, dotados de convés de vôo
blindado e capazes de transportar uma boa quantidade de aeronaves. A construção de
navios-aeródromo de escolta não resolvia a questão, pois estes eram muito pequenos,
lentos e transportavam um número irrisório de aviões. Era necessário um novo projeto,
capaz de ser produzido rapidamente em diferentes estaleiros, que pudesse transportar uma
razoável quantidade de aeronaves e que tivesse velocidade suficiente para acompanhar os
encouraçados.
A solução para o problema surgiu com os Light FIeet Carriers
(Navios-Aeródromo Leves), e os primeiros a serem construídos foram os dez da classe Colossus,
seguidos de outros seis da classe Majestic. Vamos nos deter no histórico da classe
Colossus, por pertencer a ela o Minas Gerais.
Para atender aos requisitos de rapidez de construção, várias
especificações técnicas peculiares a navios-aeródromo de esquadra foram sacrificadas,
tendo a classe Colossus sido projetada com técnicas comuns às aplicadas em navios
mercantes, bem menos exigentes, tornando possível deste modo a sua construção por
estaleiros desprovidos de experiência na construção de navios de grande porte. Esses
navios eram completamente desprotegidos no que tange à blindagem; entretanto, possuíam
razoável compartimentação e eram capazes de desenvolver, carregados, a velocidade
máxima de 23 nós. O hangar, servido por dois elevadores centrais, era adequado para
acomodar as mais modernas aeronaves de projeto norte-americano da época.
Apesar do empenho dos estaleiros ingleses na construção destes navios,
nenhum deles foi completado em tempo para emprego operacional na Segunda Guerra.
| SDM |
René L. Uijthoven, Holland /Air Forces Monthly
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| A Ilha do
"Minas" na década de 50 (à esquerda) e hoje (à direita): reformas sucessivas
mantiveram os sistemas eletrônicos no estado-da-arte |
O PÓS-GUERRA
Com o fim do conflito, a Royal Navy viu-se numa situação de
custos operacionais proibitivos, e a saída para o problema foi reduzir a quantidade de
unidades operativas, considerada excessiva na ocasião. Desta forma, a maior parte dos
navios-aeródromo foi colocada na reserva e alguns foram emprestados; anos depois,
iniciou-se uma verdadeira "liquidação" destes.
O Colossus foi transferido por empréstimo para a França em 1946,
onde foi batizado Arromanches. Participou ativamente das operações na Indochina
no final da década de quarenta, e em 1951 foi adquirido definitivamente. Em 1957 passou
por uma remodelação, recebendo diversas melhorias, como convés em ângulo e novos
equipamentos eletrónicos. Operou até o início dos anos setenta como navio-aeródromo de
treinamento e porta-helicópteros.
O HMS Venerable foi vendido à Holanda em 1948, sendo rebatizado Karel
Doorman. Remodelado entre 1955-58, recebeu convés em ângulo e nova superestrutura.
Este navlo foi revendido à Argentina em 1968, onde opera até hoje com o nome de Veinticinco
de Mayo. Atualmente passa por nova modernização para operar de forma eficiente pelo
menos até o final do século - podendo inclusive empregar sem restrições aeronaves
Super Etendard.
O Warrior serviu na Royal Canadian Navy entre 1946-48. Foi
utilizado como navio-aeródromo de treinamento pela Royal Navy, sendo vendido à
Argentina em 1958, onde recebeu o nome de Independencia. No início da década de
setenta foi definitivamente desativado.
Apenas quatro unidades da classe Colossus foram mantidas pela Royal
Navy como navios-aeródromo de esquadra após a guerra: Glory, Ocean, Theseus e
Triumph. Participaram de ações na Guerra da Coréia e na campanha de Suez, sendo
finalmente desativados em 1960-61, à exceção do Triumph, que foi convertido em
navio-oficina em 1964. Os navios-aeródromo Perseus e Pioneer foram
completados como navios de manutenção de aeronaves.
O HMS Vengeance foi emprestado à Royal Australian Navy
entre 1952 e 1955, e retornando à Inglaterra foi para a reserva. Em dezembro de 1956 foi
adquirido pelo Brasil por 3,2 miIhões de libras.
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Marinha do Brasil |
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O "Minas" na década de 60, com o
convôo lotado de aviões P-16A da FAB e helicópteros da Marinha |
O MINAS GERAIS
Após a aquisição do Vengeance pelo Brasil, vários estaleiros
apresentaram propostas para a modernização do navio, tendo a Verolme holandesa sido a
vencedora, iniciando os trabalhos em 17 de julho de 1957. A remodelação efetuada foi uma
das mais completas já realizadas num navio-aeródromo leve. A ilha foi completamente
reconstruída, novos elevadores foram instalados, grande parte do armamento antiaéreo
original foi removido e introduziu-se uma grande extensão no convés de vôo a bombordo
para acomodar a nova pista de pouso em ângulo, que foi reforçada e dotada de cabos de
retenção para permitir o pouso de aeronaves de até 30.000 libras de peso, à velocidade
de 60 nós.
0 antigo sistema elétrico de bordo, de corrente contínua, foj
inteiramente substituído por um novo sistema de geração de energia de corrente
alternada, compatível com os radares e sistemas de guerra eletrônica instalados, de
origem norte-americana. As caldeiras foram retubuladas para permitirem uma maior
capacidade de produção de vapor, necessária para a operação contínua da catapulta. O
custo da reforma do "Minas" atingiu 9,65 milhões de libras esterlinas.
AS PRIMEIRAS PROVAS DE MAR
Em 18 de outubro de 1960 tiveram início as provas de vôo ao largo da
Inglaterra, quando foram realizadas operações de pouso e decolagem com aeronaves do
Esquadrão 700 da Royal Navy. Foram feitos 27 lançamentos de aviões turboélice Gannet
e 34 com jatos Seahawk. Após as provas, os observadores britânicos ressaltaram as
qualidades do navio. considerando-o como um dos mais bem equipados navios-aeródromo do
mundo, apesar de seu tamanho.
Foram doados pela U.S. Navy três aviões Avenger que foram
utilizados para treinamento de movimentação a bordo, como alinhamento na catapulta,
hangaragem. etc., sendo que um deles caiu ao mar durante a viagem do navio para o Brasil.
Antes de serem incorporadas à Marinha do Brasil. duas dessas aeronaves estavam em uso na
aviação naval holandesa e uma na francesa.
EM OPERAÇÃO
| Segurança & Defesa |
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| A Minas Gerais esteve presente em quase todas as
operações de vulto na década de 80 |
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A entrada em serviço do "Minas" causou um
acirramento nas relações entre a MB e a FAB, pois havia divergências sobre uma questão
fundamental: quem operaria os aviões embarcados?
Somente no governo do Presidente Castelo Branco foi resolvido o empasse, determinando que
as aeronaves de asa fixa seriam operadas pela FAB, enquanto a MB operaria os
helicópteros.
A partir de 1965 o lo. Grupo de Aviação Embarcada da FAB, que até
então só operara com base em terra começou a voar também a partir do
"Minas", com aviões anti-submarino Grumman S-2A Tracker, designados
P-16A. A Marinha cedeu seus aviões P-3 Pilatus e T-28 Trojan para a FAB,
que em troca passou àquela seus helicópteros Sikorsky SH-34J, que vieram a
integrar o lo. Esquadrão de Helicópteros Anti-Submarino (HS-1) da Aviação Naval.
O "Minas" tem operado desde então como navio-aeródromo de
guerra anti-submarino, e para tal missão tem sido constantemente reforçado, com
aeronaves mais modernas. Nos anos setenta a FAB adquiriu uma versão mais moderna do Tracker,
o S-2E, que aqui foi designado P-16E. A Marinha por sua vez, passou a operar os
helicópteros Sikorsky SH-3D Sea King, um dos mais modernos do tipo na
época. Esse time opera até hoje, tendo a Marinha adquirido a versão mais moderna do
SH-3, o SH-3H, à Agusta da Itália, e modernizado as aeronaves remanescentes no
mesmo padrão.
O "Minas" operou normalmente até 1976, quando foi submetido a
outra reforma, que teve duração de quatro anos. Neste período, o navio foi
completamente reparado e revisado em seus sistemas de máquinas e sensores, para poder
continuar operando sem restrições por pelo menos mais uma década.
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Marinha do Brasil |
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Os P-16 Tracker operaram no "Minas"até
1996, quando finalmente foram desativados pela FAB, deixando o "Minas" sem
aeronaves de asa fixa |
A partir de 1980 nosso navio- aeródromo iniciou mais uma fase de
operação, na qual suas tripulações tiveram que ser submetidas a uma intensa rotina de
reabilitaçáo, para que o navio alcançasse mais uma vez sua prontificação operativa.
Nos últimos dez anos o "Minas" foi bastante exigido, principalmente nas
operações conjuntas com outros países, como a UNITAS. Ficou patenteado mais uma vez a
importância do "Minas" para nossa Esquadra, que é nucleada nele. Nas
operações de guerra anti-submarino o "Minas" torna-se o centro nervoso da
Força-Tarefa, onde as informações são processadas e de onde partem a maior parte das
decisões. Suas aeronaves realizam a busca aos submarinos hostis em quadrantes
pré-determinados, utilizando bóias radiossônicas e outros sensores, além de executarem
o esclarecimento marítimo a longa distância, indicando alvos de superfície para os
contratorpedeiros e fragatas que fazem a escolta. Em operações anfíbias o
"Minas" é simplesmente indispensável, transportando helicópteros (atualmente
os UH-14 Super Puma e os UH-12/13 Esquilo) que fazem o desembarque avançado das
tropas dos Fuzileiros Navais em terreno inimigo.
| Marinha do Brasil |
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| Os helicópteros SH-3D/H dão uma grande
capacidade de guerra anti-submarino ao "Minas", além de serem capazes de
lançar o míssil anti-navio AM-39 Exocet |
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O "Minas" poderia realizar muito mais se fosse dotado de
aeronaves de caça e ataque. A Marinha sempre se ressentiu de que o apoio aéreo com base
em terra fornecido pela FAB é insuficiente, pois as aeronaves de caça e ataque da nossa
força aérea não possuem autonomia para dar cobertura aos navios da Marinha em
operações oceânicas. Após o conflito das Falklands/Malvinas houve um
ferviIhamento sobre esta questão, tendo a Marinha e a FAB cogitado a aquisição de um
certo número de aviões de ataque A-4 Skyhawk para equipar o navio. Os planos,
entretanto, não foram adiante, em parte porque a compra de tais aviões não era tão
prioritária para a FAB (que estava engajada em outros programas de reequipamento, como o
do AMX), como era para a Marinha.
NOVA VIDA E NOVOS AVIÕES
O NAeL Minas Gerais chegou aos anos noventa, superando as
expectativas dos mais otimistas quanto à sua vida útil. O estado de conservação do
casco e das máquinas é de causar inveja aos mais altos padrões de manutenção.
Em 1991 ele entrou novamente num PMG (Período de Manutenção Geral), onde sofreu as
modificações radicais, visando ampliar sua vida útil por pelo menos mais uma década.
As obras realizadas no navio foram centralizadas no AMRJ, envolvendo também inúmeras
empresas privadas.
A modernização mais importante ocorreu na área eletrônica, onde o navio foi equipado
com um sistema da dados táticos denominado SICONTA, de projeto nacional. Esse sistema
permite a coleta de dados de todos os sensores do navio, apresentando-os de forma
sintética aos operadores, que podem rastrear até 96 alvos simultâneos.
| Matra |
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| Três lançadores duplos de mísseis SIMBAD/Mistral
aumentaram a sensivelmente capacidade de defesa antiaérea e anti-míssil do
"Minas" |
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Outras modificações importantes foram o recondicionamento da
catapulta e a substituição dos canhões antiaéreos de 40mm por dois lançadores duplos
de mísseis SIMBAD/Mistral.
Em meados de 1997 a Marinha do Brasil decidiu adquirir aeronaves de asa
fixa para o "Minas". Autorizada pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, a
Marinha fechou negócio com o Kuwait para a transferência de caças A-4 Skyhawk. Esses
aviões, adquiridos da Força Aérea do Kuwait, são 23 células, sendo que deste total, 2
biplaces (TA-4KU) e 16 monoplaces (A-4KU) serão operacionais e o restante serão
canibalizados para peças de reposição. As aeronaves são remanescentes de um total de
30 A-4M e 6 TA-4M adquiridos entre 1977 e 1978. Estes estavam reduzidos a 19 aeronaves
operacionais quando o Iraque invadiu o Kuwait em 1990, equipando os esquadrões número 9
e 25.
Todas as aeronaves conseguiram fugir para o país vizinho Bahrein em 2 de agosto de 1990
e, de lá, voaram para Dharam, na Arábia Saudita, onde se juntaram aos 16 AMD Mirage
F1C/BK da Forca Aérea do Kuwait que conseguiram fugir da invasão iraquiana. Estes
aviões receberam então a frase FREE KUWAIT (Kuwait Livre) em suas fuselagens e lutaram
ao lado dos demais aviões da Coalisão anti-Iraque. Os A-4 realizaram 621 sortidas
durante a Guerra do Golfo, sendo que um deles, o A-4KU s/n 820 foi perdido em ação.
Após a liberação do Kuwait, os 18 A-4 sobreviventes retornaram ao seu país entre 6 e 7
de julho de 1991, sendo desativados e armazenados em Ali al Salem, como condição para a
entrega dos 32 F/A-18C e 8 F/A-18D Hornet encomendados antes do conflito pelo Kuwait. Os
aviões comprados pela Marinha do Brasil tiveram os seguintes números de série na Força
Aérea do Kuwait:
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| Na foto de cima, um dos A-4KU adquiridos pelo Brasil
ao Kwait. Embaixo, uma concepção artística de um A-4 já nas cores da aviação naval
brasileira |
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A-4KU: 801, 802, 807, 809, 811-814,
816-819, 822, 824, 825, 827, 829
TA-4KU: 884 e 886
Todos os aviões são baseados na versão A-4M mas, não são equipados
com o sistema ARBS (um tipo de telemetro laser) usado pelos A-4M da US Navy/US Marine
Corps (Marinha e Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos). No lugar deste
equipamento, os A-4KU parecem levar algum tipo de radar de alcance, provavelmente o
APG-53A que equipa alguns dos A-4M e outras versões do Skyhawk. Todos os A-4 Kuwaitianos
possuem capacidade de reabastecimento em vôo e têm uma completa suíte de aviônicos,
incluindo sistemas de comunicaçãao UHF/VHF, ADF, Tacan, RWR, INS e HUD. Na parte de
armamento, são equipados com dois canhões Colt Mk12 de 20mm com 200 projéteis cada e
podem transportar até 4.500 kg de cargas externas, em 5 pontos duros.
Os Skyhawk podem receber na linha central da fuselagem um pod de
reabastecimento em vôo do tipo buddy-buddy Douglas D-704, que além de contar
com funil e mangueira para reabastecimento segundo a técnica probe and drogue,
pode transportar até 1.135 litros de combustivel. Os modelos biplace usados pelo Kuwait
possuem uma carenagem no alto da deriva vertical que deve abrigar algum tipo de
equipamento de ECM ou interferência eletrônica. Os modelos monoplace do Kuwait não
possuem a mesma carenagem, o que parece indicar que os biplace, além da missão de
treinamento e conversão operacional, deviam ter como missão secundária a supressão de
defesas ou o apoio eletrônico fundamental neste tipo de missão.
| Marinha do Brasil |
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| O "Minas", equipado com aviões de ataque
A-4 Skyhawk, dará nova dimensão ao poder naval brasileiro |
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O ideal seria que a Marinha pudesse equipar pelo menos alguns (8 a
10 unidades) dos A-4M com um radar multimode, como o APG-66 (o mesmo que equipa
os novos Skyhawks argentinos), para que estes tivessem uma melhor capacidade
ar-ar para defesa da esquadra. Os demais permaneceriam otimizados para missões de ataque.
Os Skyhawks são excelentes aviões e ainda equipam várias unidades da reserva e da ativa
nas forcas navais americanas e outras forças aéreas e navais do mundo. Serão, sem
dúvida alguma, uma importante adição ao poder naval brasileiro. Equipados com mísseis
ar-ar Sidewinder de versões modernas, como o AIM-9P4 ou equivalentes, darão à nossa
Esquadra uma capacidade de proteção antiaérea e de projeção de poder naval nunca
antes possuida por nossa Marinha. Com os aviões de ataque A-4 Skyhawk, finalmente o NAeL Minas
Gerais poderá ser realmente considerado um Navio-Aeródromo digno do nome.

NAeL Minas Gerais
A11

Características
Técnicas
| Deslocamento |
15.890t standard; 17.500t normal; 19.890t
totalmente carregado |
| Dimensões |
211,8m de comprimento, 24,4m de boca e 7,5m de
calado |
| Convés de vôo |
210,3m de comprimento e 36,4m de largura |
| Catapulta |
1 MacTaggart Scott a vapor |
| Propulsão |
4 caldeiras Admiralty; 400psi, 371ºC; 2
turbinas Parsons; 40.000hp, 2 eixos |
| Velocidade/alcance |
24 nós/12.000 milhas a 14 nós; 6.200 milhas a
23 nós |
| Tripulação |
1.300 homens (300 de aviação) |
| Defesa antiaérea de ponto |
3 lançadores duplos Matra SIMBAD para mísseis
Mistral; Guiagem IR até 4km; cabeça de guerra de 3kg |
| Contramedidas |
Lançadores de Chaff Plessey Shield; ESM Racal
Cutlass B-1 |
| Sistema de dados táticos |
SICONTA; Link YB compatível com o CAAIS das
fragatas classe "Niterói". SATCOM |
| Radares |
Busca Aérea: Lockheed SPS-40B;
banda E/F; alcance de 320km
Busca combinada: Plessey AWS-4; banda E/F
Navegação: Signaal ZW-06
CCA: Scanter Mil-Par, banda I |
| Grupo aéreo |
Aviões: 10 a 12
caças-bombardeiro A-4 Skyhawk
Helicópteros: 4 a 6 SH-3A/B (ASH-3D/H) Sea King anti-submarino
2 UH-13 Esquilo de emprego geral e/ou 3 UH-14 Super Puma |
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