| Ingalls
Shipbuilding |
 |
| Os
"Arleigh Burke" possuem um casco que
evoluiu a partir dos projetos da classe
"Spruance" e "Ticonderoga" e
incorporam em seu desenho muitos
aperfeiçoamentos |
Destroyers do Futuro
n Alexandre
Galante
"Existe mais poder de fogo por tonelada nesse navio
do que em qualquer outro tipo no mundo!"
disse o Comandante John G. Morgan sobre a classe de
contratorpedeiros "Arleigh Burke". Seus
mísseis Tomahawk têm um alcance de 250km contra navios
e de 2.500km contra alvos em terra.
Os "Arleigh Burke" foram
apelidados de pocket-battleship, porque suas
partes vitais são protegidas por duas camadas de aço e
70 toneladas de blindagem de Kevlar.
O
PROGRAMA
A construção do primeiro navio foi
autorizada no ano fiscal de 1985 (FY85) e os últimos
dois em 1994. Os contratos de construção foram
divididos entre os estaleiros da Litton (subsidiária da
Ingalls Shipbuilding) baseada em Pascagoula, Mississipi e
a General Dynamics (subsidiária da Bath Iron Works) do
Maine.
Os "Arleigh Burke" serão
provavelmente a classe de navios mais numerosa da frota
americana na virada do século; os primeiros 21 navios
(DDG51-DDG71) são do lote Flight I. Os
outros sete (DDG72-DDG78) são do lote Flight II.
As diferenças no lote Flight II
incluem o Link 16, o sistema de ECM SLQ-32(V)3, os
mísseis superfície-ar de alcance extendido (Standard
SM-2ER) e sistema de troca de informações táticas
melhorado.
Um outro lote da classe, denominada Flight
IIA, deve entrar em produção em 1997/98 e
deverá corrigir a principal deficiência dessa classe,
que é falta de um hangar para helicópteros. Em 2010,
planeja-se complementar os "Arleigh Burke" e os
cruzadores "Ticonderoga" (também equipados com
o sistema antiaéreo Aegis) com um navio multi-missão
designado SC-21. Com um deslocamento ainda não definido,
incorporará muitas das características e inovações do
sistema Aegis.
| Ingalls
Shipbuilding |
 |
| O canhão naval FMC/UDLP 5/54 de
127mm Mk.45 Mod 1 compõe o sistema de armas dos
"Arleigh Burke" para ações
de apoio de fogo naval e de superfície. Tem
cadência de 20 tiros por minuto e alcance
máximo de 23km |
DESIGN
Os "Arleigh Burke" são
navios menores, mais estáveis e mais rápidos que
os cruzadores da classe "Ticonderoga".
Incorporam em seu desenho as lições aprendidas na
colisão do cruzador Belknap com um
navio-aeródromo, na guerra das Falklands/Malvinas e no
episódio da fragata Stark atingida por um
míssil Exocet no Golfo Pérsico. O navio inteiro é
construído em aço, exceto as duas chaminés, que são
de alumínio.
Existe uma plataforma para rearmar e
reabastecer helicópteros LAMPS III SH-60B/F mas sem
hangar, o que é uma falha óbvia no projeto desta
classe. O design do navio apresenta características stealth,
como ângulos e cantos arredondados para reduzir a
assinatura radar. O centro de operações de combate foi
posicionado abaixo da linha d'água, para aumentar as
chances de sobrevivência do navio contra o ataque de
mísseis.
O principal armamento dos navios da
classe "Arleigh Burke" são dois lançadores
verticais Mk.41 para até 90 mísseis
superfície-superfície Tomahawk e superfície-ar
Standard, que dão um punch incrível a esses
navios, permitindo-lhes executar missões contra alvos em
terra a 2.500km de distância e contra alvos aéreos até
137km. Sua capacidade de apoio de fogo naval e de ataque
a alvos estratégicos já foi comprovada em ataques
contra alvos no Iraque.
Os principais sensores destes navios são
os radares de busca aérea de tela plana phased array
RCA SPY-1D 3D, controlados pelo sistema multialvo Aegis
Mk.99 Mod.3 MFCS com capacidade para rastrear e engajar
múltiplos alvos aéreos simultâneamente.
Mantendo a tradição dos EUA na
construção de excelentes destroyers desde a
classe "Fletcher", os "Arleigh Burke"
têm tudo para reservar um lugar de honra na US Navy. 
|
|
 |
 |
O principal armamento dos navios da
classe "Arleigh Burke" são dois
lançadores verticais Mk.41
para até 90 mísseis superfície-superfície
Tomahawk e superfície-ar Standard
|

| Características
Técnicas |
| Deslocamento |
8.422
normal ; 9.033 toneladas full load (a
partir do DDG-72) |
| Dimensões
|
comprimento:
153,8m; boca: 20,4m; calado:
6,3m, 9,9m com domo sonar |
| Propulsão |
4
turbinas a gás GE LM2500 produzindo 105.000shp,
2 eixos e hélices de passo variável |
| Velocidade/Raio
de ação |
32
nós/4.400 milhas a 20 nós |
| Tripulação |
303
(23 oficiais) |
| Mísseis |
SLCM/SSM:
56 GDC/Hughes Tomahawk para emprego:
a) Contra alvos em terra:
guiagem TAINS (Tercom aided navigation system),
alcance de 1.400 milhas (2.500km) a mach 0.7;
cabeça de combate de nuclear de 200kT, ou
convencional de 454kg ou de submunições
b) Contra navios: guiagem
inercial, radar ativo e/ou anti-radiação,
alcance de 250 milhas (460km) a velocidade de
mach 0.7; cabeça de combate de 454kgSSM: 2
reparos quádruplos para 8 mísseis anti-navio
MDD Harpoon; quiagem inercial e por radar ativo;
alcance de 130km (70 milhas) a mach 0.9; cabeça
de combate de 227kg
SAM:
GDC Standard SM-2MR Block 4 guiagem
comandada/inercial; radar semi-ativo, alcance de
73km (40 milhas) a mach 2; a partir do DDG-72 o
SM-2ER extended range, alcance de 137km (74
milhas)
A/S:
Loral ASROC VLA, guiagem inercial de 1.6 a
16.6km; cada míssil leva um torpedo leve
anti-submarino Mk.46 Mod.5 Neartip
Obs. Os mísseis
são armazenados e lançados de magazines
verticais Mk.41 Mod.0 e Mod.1, 29 mísseis na
proa e 61 na popa, compatíveis com os mísseis
Tomahawk, Standard e ASROC VLA
|
| Canhões |
1
reparo FMC/UDLP de 5 polegadas/54 calibres
(127mm) Mk.45 Mod.1 ou 2, com alcance de 23km
(12.6 milhas); elevação máxima de 65º; 20
tiros por minuto; peso do projétil de 32kg; sem
capacidade anti-aérea; a partir do ano 2000
entrará em serviço para uso em apoio de fogo
naval a munição ERGM (extended-range guided
munitions) com alcance de 140km e 72
submunições, guiagem GPS, e cep de 10m 2 sistemas anti-míssil
CIWS Vulcan Phalanx GE/General Dynamics com um
canhão rotativo de 20mm de 6 canos Mk.15, 3.000
tiros por minuto, alcance de 1.5km; serão
equipados com sensores IR
|
| Torpedos |
2
reparos triplos de tubos de torpedo Mk. 32 Mod.14
para torpedos anti-submarino Alliant Mk.46 Mod.5,
guiagem ativa/passiva até 11km a 40 nós;
cabeça de combate de 44kg |
| Contramedidas |
Decoys:
2 lançadores Loral Hycor SRBOC de 6 tubos Mk.36
Mod.12 para foguetes Flare e Chaff, alcance de
4km; SLQ-25 Nixie, isca anti-torpedo; NATO Sea
Gnat, SLQ-95 AEB; bóia chaff SLQ-39 ECM/ESM:
Raytheon SLQ-32(V)2, alarme radar, jammer
|
| Sistemas
de Combate |
CEC,
NTDS Mod.5 com links 4A, 11, 14 e 16; SATCOM
SRR-1, WSC-3 (UHF), USC-38 (EHF); SQQ-28 para o
datalink LAMPS; TADIX B Tactical Information
Exchange System |
| Controle
de armas |
SWG-3
Tomahawk WCS; SWG-1A Harpoon LCS. Sistema Aegis
multialvo Mk.99 Mod.3 MFCS e três iluminadores
Mk.80. GWS 34 Mod.0 GFCS (inclui sistema Mk.160
Mod.4 e alça optrônica Kollmorgen). Singer
Librascope Mk.116 Mod. 7 FCS para guerra
anti-submarino |
| Radares |
Busca
aérea: SPY-1D phased arrays, 3D; banda
E/F
Busca de superfície: Norden SPS-67(V)3;
banda G
Navegação: Raytheon RCA SPG-62; banda
I/J
Tacan URN 25; IFF Mk.12
AIMS UPX-29 |
| Sonares |
Gould/Raytheon/GE
SQQ-89(V)6; combina o sonar de casco SQS-53C
montado num bulbo na proa, busca e ataque ativo,
com um sonar passivo rebocado (towed array)
SQR-19 TACTAS de média frequência, que inclui
um terminal SRQ-4 LAMPS III |
| Helicópteros |
Plataforma
e facilidades na popa para reabastecer e rearmar
um helicóptero LAMPS III SH-60B/F |
Os
Navios da Classe

Arleigh Burke
DDG-51 |

Barry
DDG-52 |

John Paul Jones
DDG-53 |

Curtis Wilbur
DDG-54 |

Stout
DDG-55 |

John S McCain
DDG-56 |

Mitscher
DDG-57 |

Laboon
DDG-58 |

Russel
DDG-59 |

Paul Hamilton
DDG-60 |

Ramage
DDG-61 |

Fitzgerald
DDG-62 |

Stethem
DDG-63 |

Carney
DDG-64 |

Benfold
DDG-65 |

Gonzalez
DDG-66 |

Cole
DDG-67 |

The Sullivans
DDG-68 |

Milius
DDG-69 |

Hopper
DDG-70 |

Ross
DDG-71 |

Mahan
DDG-72 |

Decatur
DDG-73 |

McFaul
DDG-74 |

Donald Cook
DDG-75 |

Higgins
DDG-76 |

O'Kane
DDG-77 |

Porter
DDG-78 |
|