QG Airsoft

TOP GUN por um dia

Poder Naval voa com os Falcões da Marinha

Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, 23 de agosto de 2010 as 6:30hs da manhã. Inicia-se mais uma dia a bordo e este muito especial, pois nesta data comemora-se o aniversário de 94 anos da Aviação Naval Brasileira e o dia do Aviador Naval.

Para mim, um pouco mais especial e a muito esperado, planejado e sonhado, pois dentro de poucos minutos, estaria iniciando os meus preparativos para tripular o AF-1A Falcão (TA-4KU Skyhawk II) do 1° Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1) da Marinha do Brasil, avião este que é uma verdadeira lenda na Aviação Naval mundial e que foi escolhido para fazer renascer a tão esperada aviação de asa-fixa de nossa Marinha, sonho de muitos dos “Velhas Águias” que estariam desfilando orgulhosos, durante a cerimônia militar, da qual tive o privilégio de poder participar voando no Falcão durante a apresentação aérea alusiva a data.

O Briefing de solo

Assim que chegamos ao hangar do VF-1, a equipe do Poder Naval composta por Guilherme Wiltgen, Alexandre Galante e Luiz Padilha, foi recepcionada pelo CC Rômulo Sobral, que seria o piloto da “minha” aeronave. Em seguida, fomos conduzidos para a sala de equipamentos de voo, para que eu pudesse iniciar minha preparação, vestindo o macacão de voo, o anti-G e o colete de sobrevivência.

Passada a euforia inicial, já na fase das vestimentas é possível ter uma vaga ideia do que se passa lá em cima no AF-1.

Devidamente equipado, o desconforto é algo que beira uma sensação de pânico, pois é preciso se adaptar ao espaço que sobra até para respirar, sem contar que neste momento, já com o capacete, você tem um adicional de peso de quase 15 Kg, só de equipamentos nescessários a realização do voo em uma aeronave de alta performance.

Em seguida, passamos ao briefing de cabine e de assento ejetor. Neste momento, comecei a entender os riscos envolvidos neste tipo de operação e o que deve ser feito na possibilidade de algo vir a dar errado durante o voo. Toda a instrução é feita a bordo da aeronave, treinada e repetida várias vezes pelo Comte Sobral comigo.

É importante ressaltar que na Aviação Naval, além do alto grau de profissionalismo dos militares envolvidos, a consciência de segurança de voo é  levada muito a sério e está presente no dia-a-dia de todos, desde o Comandante ao marinheiro mais novo.

Passado esta etapa, nos reunimos na Praça d’Armas do Esquadrão para aguardar a chegada dos demais tripulantes para realizarmos o briefing do voo propriamente dito.

O voo no AF-1A N-1022 (Falcão 22)

Durante este briefing é que tomamos conhecimento de todos os dados técnicos do nosso voo, a descrição das manobras que seriam executadas, frequências de rádio, teto e etc…, tendo ainda o CF Fernando Vilela (Imediato do VF-1) me deixado bem a vontade para participar com as informações com relação ao que precisávamos, para que as aeronaves permanecessem em ângulos e posições pré-determinadas e nosso ensaio fotográfico resultasse em imagens de boa qualidade.

As aeronaves destacadas para apresentação aérea no aniversário da Aviação Naval e suas respectivas tripulações foram:

AF-1 N-1011 – CF Fernando Vilela – Líder
AF-1A N-1021 – CC Medeiros e CT (FN) Lamego – 2
AF-1A N-1022 – CC Rômulo Sobral e G. Wiltgen – 3

Encerrado o briefing, a tão esperada hora de guarnecer a aeronave chegou.

Junto com o CC Sobral, caminhamos pelo pátio das aeronaves em direção ao tão esperado encontro com o Falcão 22, que se encontrava nos hangaretes do Esquadrão, onde fui recepcionado pelo CF Fonseca Júnior, Comandante do VF-1, que veio me desejar um bom voo.

Olhar para aquela máquina, que iria me proporcionar nas próximas horas um dos momentos mais incríveis da minha vida, é algo simplesmente indescritível, mas que tentarei trazer a vocês mais a frente.

Após todo o trabalho de me acomodar e prender ao meu assento ejetável SCAPAC IG-3, procedemos ao “starte” dos motores Pratt & Whitney J52-P408. Esse motor é muito comum nos últimos modelos (M/N e alguns F modificados por Israel), porém, os TA-4KU são os únicos Skyhawk biplaces equipados com eles (os TA-4J utilizam a versão Pratt & Whitney J52-P6A).

O J52 é um motor do tipo turbojato, com um compressor duplo de fluxo axial e sem dispositivos de pós-combustão. A esta altura, só conseguia visualizar o Galante e o Padilha, correndo de um lado para o outro, escolhendo a melhor e mais segura posição para registrar este momento histórico do Poder Naval e assim como eu, aquele som altíssimo, parecia música para seus ouvidos também.

Taxiamos até o ponto de espera, para nos posicionarmos na cabeceira da pista 07-25, aguardando a decolagem do Líder e do 02, em frente ao local onde se concentrava as autoridades e o público presente.

Pontualmente às 9h56 iniciamos a nossa decolagem para, em seguida, ser apresentado a tão falada força G, em uma arremetida seguida de uma curva acentuada à esquerda, já senti o que me esperava pelas próximas duas horas.

Ao fim da curva o Falcão 22 já se reunia em formação ao 11 e ao 21, demandando imediatamente para a área Arraial, a fim de aguardar o momento que a Torre Aldeia iria nos chamar para a nossa passagem durante a solenidade.

Enquanto não chegava este momento, passamos para a fase de treino da apresentação, quando em voo, realizamos todos os procedimentos e manobras que iríamos realizar perante o público, na passagem sobre a Macega.

Após a passagem sobre a pista, as três aeronaves simulariam uma perseguição típica de combates aéreos, aí se percebe imediatamente a manobrabilidade do A-4 e é impossível não lembrar do “Maverick” e do “Goose” fugindo desesperadamente com seu F-14 do “Jester”, a bordo de seu A-4 no papel de “Aggressor”.


Todo o nosso treinamento foi realizado a aproximadamente 150 milhas da costa (cerca de 270Km), onde atingimos também o teto de voo FL180 e velocidade de até 450 nós (833km/h).

Encerrada esta etapa e estando tudo na marca para a apresentação, podemos relaxar e nos dedicar a realizar a “Fotex” com o VF-1.

Antes de iniciarmos as fotos, aproveitei este momento muito especial da minha vida, que não podia deixar de compartilhar com a minha esposa Maria Angela e minha filha Thaís, de 2 aninhos, que mesmo não podendo estar na Macega desta vez, pegaram uma carona no voo com o Falcão 22.

Descemos para aproximadamente 300 pés de altitude e começamos a sobrevoar a linda costa da Região do Lagos em direção a Ilha de Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios, afim de buscar conjugar a imagem dos nossos AF-1/1A com as verdes águas do mar, característica desta área, logo abaixo de nós, num dia que parecia agendado com São Pedro.

A título de informação técnica, segue o nosso metar (Meteorological Aerodrome Reports) do dia do voo:

SBES 231200 06010KT CAVOK 25/17 Q1021

Onde lemos o seguinte:

SBES – Identificação da Estação – SÃO PEDRO DA ALDEIA (RJ)
06010KT – Velocidade e direção do vento sendo, 060 direção de onde sopra o vento e a velocidade de 10KT=10 nós
CAVOK: A palavra CAVOK também é usada quando a visibildade é maior que 10 Km sem nuvens abaixo de 5.000 pés e não há precipitação ou tempestades.
25/17 – Temperatura do ar e temperatura do ponto de orvalho. Ambas as temperaturas estão em graus celsius
Q1021 – Pressão barométrica em hPa (hectopascal)

Terminada a “Fotex”, nos posicionamos orbitando sobre a Lagoa de Araruama, pois se aproximava o momento da apresentação.


Chamado pelo controle Aldeia, nos posicionamos em formatura e realizamos a passagem baixa sobre a pista no sentido 07-25, para em seguida realizar uma arremetida seguida de uma curva acentuada à esquerda, iniciando a perseguição aos outros dois Falcões. Depois, nos posicionamos novamente e de frente para o público, realizamos um “Brake” com uma subida vertical, terminando a manobra com os três caças em formação, entramos no circuito para pouso, sendo a ordem novamente do Falcão 11 (Líder), seguido pelo 21 e pelo o 22, último a pousar as 11:41hs.

O Batismo

Ao retornar do voo, e seguindo as melhores tradições dos pilotos de caça, não escapei do tradicional batismo promovido pelos pilotos e os Plane Captain do VF-1.

Bem fisicamente mas nitidamente cansado após 1:45h de voo, tomei um banho com a água mais gelada da minha vida e ainda atravessei o corredor polonês composto pelos “meus colegas de esquadrilha”, mecânicos de voo e do fogo amigo do Padilha, encerrando este momento maravilhoso, que lembrarei com muito carinho pelo resto da minha vida.

NOTA do EDITOR: Agradecemos ao Comandante da Marinha AE Júlio Soares de Moura Neto, ao CA Faria Alves (Diretor do CCSM), ao CA Liseo (ComForAerNav), ao CF Rogério Miranda (CEM ForAer), CF Fonseca Júnior (Comte. VF-1), ao CF Fernando Vilela (Imediato VF-1), ao CC Rômulo Sobral, grande amigo e meu 1P, CC Medeiros, CT Lamego e todos do VF-1 que não pouparam esforços em nos auxiliar e a Ten. Renata Francisco e D. Anne Figueiredo (SECON ForAer).

A todos o nosso muito obrigado, principalmente pelo privilégio único, de me proporcionar ser um Aviador Naval, justamente na data em que se comemora o seu dia.

BRAVO ZULU FALCÕES!

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O painel do AF-1A em detalhes

Acima, o painel frontal do biplace AF-1A da Marinha do Brasil. A foto apresenta com detalhes os principais mostradores do painel. Em alguns anos, depois que os Skyhawk forem modernizados, esta será apenas uma visão do passado. Clique na imagem para ampliar.

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O Paquistão operou oito contratorpedeiros da classe “Gearing”, que começaram a chegar ao país em 1977. Os navios foram modernizados depois, recebendo novos equipamentos eletrônicos, mísseis antinavio Harpoon e CIWS Vulcan Phalanx de 20mm.

Sua substituição começou em 1988, quando o Paquistão recebeu por leasing fragatas da classe “Brooke”, que mais tarde foram devolvidas por causa do embargo americano.

O Paquistão então voltou-se novamente para o Reino Unido a fim de comprar navios de guerra e adquiriu as fragatas da classe “Amazon” Type 21.

Nas fotos, alguns “Gearing” paquistaneses, lembrando que a Marinha do Brasil também operou dois navios desta classe espetacular.

FONTE: Pakdef.info

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A Corveta Barroso foi designada para representar a Marinha do Brasil, no período de 30 de agosto a 17 de outubro, nas comemorações do Bicentenário da Independência do Chile. Serão visitados os portos Mar Del Plata (Argentina), Valparaíso (Chile), Punta Arenas (Chile), Montevideo (Uruguai) e Rio Grande do Sul (Brasil).

Na ocasião da permanência nos portos, o Navio será aberto a visitação pública, simbolizando o nosso País no exterior, e servirá como importante meio para estreitar os laços de amizade com as Marinhas amigas e nações visitadas.

Durante a Comissão, o Navio, comandado pelo Capitão-de-Fragata Alexander Reis Leite, contará com uma tripulação de, aproximadamente, 150 militares.

Projeto que contribui para o desenvolvimento da capacidade de construção naval militar brasileira, a Corveta “Barroso” decorre do projeto das Corvetas Classe Inhaúma, construídas anteriormente no Brasil, e incorporou melhorias e desenvolvimentos tecnológicos que aprimoraram o desempenho do navio.

Com uma autonomia de 30 dias e raio de ação de 8.000 km, o mais novo escolta da Esquadra Brasileira, vem a contribuir para a constituição do nosso poder naval, inaugurando uma perspectiva de renovação dos nossos meios de superfície.

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Foi realizada ontem a cerimônia de descomissionamento da fragata USS McInerney (FFG 8), na Naval Station Mayport. Logo em seguida, o navio foi comissionado na Marinha do Paquistão como PNS Alamgir (F 260).

A fragata USS McInerney, da classe “Oliver Hazard Perry” foi adquirida pelo Paquistão, por 78 milhões de dólares. Foi noticiado que Islamabad está negociando com Washington a compra de mais 5 fragatas da classe.

Os oficiais do HA-1, CC Padão e CT Itapicuro junto ao kit do FLIR. O Poder Naval recebeu uma apresentação completa das capacidades do novo equipamento

Dia 24 de agosto marcou o início dos trabalhos no Esquadrão HA-1 para instalação do FLIR na primeira aeronave Super Lynx e o Poder Naval, em mais uma matéria exclusiva com a Força Aeronaval, esteve presente nessa importante data.

A aeronave AH-11A Super Lynx N-4011 (Lince 11) já estava com o nariz seccionado para a instalação do imageador térmico Star Safire III, produzido pela Flir Systems. O equipamento ficará na mesma posição que o do modelo Lynx Mk88A, utilizado pela Marinha Alemã. Porém, a versão adquirida pela Marinha do Brasil é a mais moderna atualmente no mercado.

O equipamento já foi apelidado carinhosamente pelo pessoal do Esquadrão como “Cabeça de ET”. A aquisição do sistema animou bastante o pessoal do HA-1 e exigiu uma série de mudanças na infraestrutura do esquadrão, para o armazenamento e manutenção.

O Star Safire III é um sensor passivo que amplia o alcance de reconhecimento e identificação de alvos noturnos, provendo imagens com o máximo de detalhe, fora do alcance de armas defensivas.

Além de combinar um imageador por infravermelho de múltiplas bandas e câmera com intensificação de luz, o equipamento também pode levar um laser para telemetria e designação de alvos.

Além dos técnicos da MB, encontram-se também no Esquadrão três técnicos da Agusta-Westland, que vão realizar a compatibilização dos sistemas do FLIR com as da aeronave. Para apresentar a imagem gerada pelo sistema, será utilizada a própria tela do radar Seaspray 2000.

O FLIR será operado com o auxílio de um joystick pelo 2P. Caso seja colocado um mini-monitor a bordo, a operação poderá ser feita por um operador posicionado na cabine de passageiros do helicóptero.

As 12 unidades adquiridas pela Marinha já estão no Esquadrão HA-1 e, tão logo o Lince 11 esteja pronto e seja aprovado nos testes de voo, os trabalhos serão estendidos às demais unidades.

Clique aqui para acessar a brochura técnica do Star Safire III.

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A BAE Systems, segunda maior companhia de defesa, segurança e aeroespacial do mundo, afiliou-se hoje à Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde). A decisão de juntar-se a esta conceituada organização é a mais recente demonstração do comprometimento da BAE Systems em construir relacionamentos com a indústria brasileira para apoiar o crescimento contínuo do setor de defesa no Brasil de forma sustentável.

“A afiliação da BAE Systems a uma entidade de tamanha importância para o setor de defesa como a Abimde mostra o compromisso da companhia com o país”, comenta Dean McCumiskey, diretor da BAE Systems para a região oeste. “O Brasil é nosso mercado prioritário e vamos continuar a desenvolver parcerias com organizações chave para consolidar as habilidades e tecnologias que o Brasil precisa para satisfazer suas necessidades de defesa no futuro”.

A Abimde representa empresas do setor de material militar de todo o Brasil e apoia o relacionamento entre a indústria e entidades governamentais, a fim de acelerar e estimular a comercialização, o desenvolvimento e a qualidade dos produtos brasileiros.

Sobre a BAE Systems

A BAE Systems é uma empresa global que atua nas áreas de defesa, segurança e aeroespacial, com aproximadamente 107 mil colaboradores em todo o mundo. A companhia oferece uma gama completa de produtos e serviços para forças aéreas, terrestres e navais, bem como avançadas soluções eletrônicas, de segurança, tecnologia da informação e serviços de apoio ao cliente. Em 2009, a BAE Systems registrou vendas de 22,4 bilhões de libras (36,2 bilhões de dólares).

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Navios-patrulha rápidos (Fast Patrol Boats) da Armada Chilena, Teniente Serrano, Teniente Orella, Teniente Uribe e Guardiamarina Riquelme operando com a fragata americana USS Klakring (FFG 42), ao largo de Iquique no Chile, em 19 de julho de 2010, no exercício Southern Seas 2010.

Os FPBs ou FACs (Fast Attack Craft) proliferaram depois do final do século de 19, por causa da Jeune École da Marinha francesa, com a tese da “poussiere navale” ou “poeira naval”, que defendia a idéia de que pequenos navios, fortemente armados, poderiam enfrentar navios de guerra maiores e mais poderosos, em águas costeiras.

As modernas FACs incorporam essa idéia, por serem fortemente armadas (com mísseis antinavio), pequenas, rápidas, baratas e, portanto, numerosas. Esse navios são vendidos pelos fabricantes como a nêmesis de navios de guerra maiores, como fragatas e corvetas.

Para enfrentar esse tipo de ameaça, surgiram os helicópteros de ataque embarcados, como o Super Lynx. Por essa razão, para serem efetivos contra forças-tarefa mais poderosas, esse pequenos navios precisam de apoio aéreo baseado em terra.

FOTOS: US Navy

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O Poder Naval, em mais uma cobertura exclusiva, acompanhou no dia 24 de agosto, a partida do AH-11A Super Lynx N-4006 (Lince 06) sob o comando do CF Gilberto (Imediato do HA-1).

O Lince 06  vai compor o Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) da Fragata Niterói (F-40), durante a participação da Marinha do Brasil no exercício IBSAMAR 2010, que acontecerá na costa da África do Sul.

Os exercícios tem o propósito de desenvolver intercâmbio entre as Marinhas da África do Sul, Índia e Brasil, com relação às ações e táticas executadas por cada uma delas no que diz respeito à guerra de superfície, antissubmarina e defesa contra ameaças aéreas.

NOTA do EDITOR: Antes de seguir para a Fragata Niterói, o Lince 06 participou da “Fotex” com o Poder Naval, tendo os editores Alexandre Galante e Guilherme Wiltgen embarcados no Lince 01.

Em breve, mais uma matéria exclusiva do Poder Naval.

IPERÓ – Em uma estrada vicinal, a 130 quilômetros de São Paulo, seguem em ritmo acelerado as obras da terceira usina nuclear brasileira, programada para 2014.Essa central, que está em desenvolvimento pela Marinha do Brasil no Centro Experimental de Aramar (CEA), Município de Iperó (SP), faz parte do seu programa nuclear, cujo objetivo é desenvolver o sistema de propulsão do primeiro submarino nuclear brasileiro, previsto para 2020.

Enquanto isso, o Ministério Público Federal discute com a Eletronuclear e com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) a paralisação das obras de Angra 3 (prevista para 2015).

A central de Iperó é uma miniusina que terá como função simular o funcionamento, em escala real, do reator que equipará esse “vetor de patrulhamento”, conforme classifica o coordenador do Programa Propulsão Nuclear, comandante André Luís Ferreira Marques.

A etapa da construção civil das 11 edificações que em 2014 irão compor a central termonuclear começa a tomar forma. O prédio central, que abrigará este reator, já está em fase avançada e, em paralelo, os operários trabalham nas fundações dos demais edifícios que devem suportar, segundo explicou o coordenador, do impacto de pequenas aeronaves a tempestades mais severas, como tornados, fenômenos estes não muito raros no interior do Estado de São Paulo.

É uma verdadeira usina que poderia ser chamada de Iperó-1, ou, como preferiu referir-se Ferreira Marques, “Eu diria a você Brasil-Marinha-Iperó-1″.

A construção desta central nuclear se deu pela necessidade de realizar testes intensivos no reator que equipará o futuro submarino que, de acordo com o capitão, é uma verdadeira usina que se desloca. Inclusive o coração dessa usina utiliza a mesma tecnologia empregada nas centrais termonucleares de Angra, a PWR, com água pressurizada para geração de energia.

Início

Esse projeto começou na década de 1970, em São José dos Campos (SP). A meta de desenvolver um projeto de propulsão movido a energia nuclear pela Marinha se deu em função da inexistência de uma indústria nacional que detivesse a tecnologia para o seu desenvolvimento. “Naquela época, havia necessidade de criar toda uma infraestrutura que não existia no Brasil, por isso a Marinha teve de se envolver em pesquisas para sua aplicação na defesa da soberania nas águas nacionais”, explicou o oficial, que é capitão-de-mar-e-guerra. Com esse objetivo em foco, uma área de oito milhões de metros quadrados (pertencente à Fazenda Ipanema), localizada no limite da pequena cidade, próxima de Sorocaba, foi a escolhida para receber o centro da Marinha. Ferreira Marques enumerou diversas vantagens que levaram à escolha. A Marinha já estava atrás de uma área que reunisse as condições encontradas aqui, entre elas a que disponibilizasse uma linha de transmissão – e neste local passa justamente a linha da usina hidroelétrica de Itaipu, que corta o terreno do Centro.

“Precisamos de abastecimento de um grande volume de energia para as atividades de Aramar, não somente para receber essa energia, mas para realizar o escoamento da produção do reator”, comentou ele. Além disso, destacou a característica inóspita da área, a proximidade aos maiores centros urbanos do País e o isolamento obtido para contornar qualquer incidente ou emergência, seja de caráter físico ou nuclear, que possa ocorrer.

Abastecimento

A fase mais adiantada de implantação é a de conversão do concentrado de urânio (yellow cake) em hexafluoreto de urânio (UF6), atividade que é realizada no Canadá no caso de atendimento das centrais nucleares de Angra dos Reis. As ultracentífugas que realizam o enriquecimento do urânio e os equipamentos para sua conversão em pastilhas já estão em operação.

“Um dos desafios para a operação do submarino é o fornecimento de combustível, pois ninguém vai vender esse produto, já que a meta é aplicação em defesa; há uma restrição das outras nações em fazer a venda. Encaramos o fato como uma medida natural. Por questão de soberania, uma nação não contribui com a defesa da outra”, explicou.

Aramar está a poucos meses de iniciar esse processo de conversão do concentrado de urânio para UF6. A previsão é de a Usexa, unidade responsável pela atividade, operar em 2011. Ferreira Marques não indicou uma data específica de inauguração. Atualmente, a unidade, que pode ser vista da rodovia que dá acesso ao complexo da Marinha, passa por testes nos sistemas de segurança.

Quando entrar em operação, o CEA terá capacidade instalada de 40 toneladas de UF6 por ano e atenderá todas as necessidades da Marinha. O excedente ainda será insuficiente para atender as usinas de Angra dos Reis. Segundo o capitão, essa demanda será suprida pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que construirá com o auxílio da própria Marinha, uma planta cerca de 30 vezes maior que a de Aramar. “Atendemos prioritariamente o nosso programa nuclear e, de forma secundária, a matriz energética nacional. Aqui é apenas o catalisador da pesquisa que é utilizado para evitarmos erros e aplicarmos esse conhecimento em escalas maiores com total segurança”, acrescentou. Mesmo com a proximidade das operações para as quais foi projetado, Ferreira Marques afirma que Aramar nunca será finalizado. “Sempre teremos um projeto novo para pesquisa e isso impede que possamos afirmar que o CEA está terminado.”

A 130 quilômetros da cidade de São Paulo, seguem em ritmo acelerado as obras da terceira usina nuclear brasileira, programada para começar a operar em 2014. Essa central, que está em desenvolvimento pela Marinha no Centro Experimental de Aramar (CEA), no município paulista de Iperó, faz parte do seu programa nuclear, cujo objetivo é desenvolver o sistema de propulsão do primeiro submarino nuclear nacional, previsto para 2020.

A central é uma miniusina que terá como função simular o funcionamento, em escala real, do reator que equipará esse “vetor de patrulhamento”, conforme classifica o coordenador do Programa Propulsão Nuclear, comandante André Luís Ferreira Marques.

Segundo o capitão, essa demanda será suprida pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que com o auxílio da Marinha construirá uma planta cerca de 30 vezes maior que a de Aramar. “Atendemos prioritariamente o nosso programa nuclear e, de forma secundária, a matriz energética brasileira. Aqui é apenas o catalisador da pesquisa, que é utilizado para evitar erros e aplicar esse conhecimento em escalas maiores com total segurança”, acrescentou. Mesmo com a proximidade do início da operação, Marques afirma que Aramar sempre terá um projeto novo.

Na sexta-feira, a Eletronuclear informou que a Usina Angra 1 teve de ser desligada. A empresa garantiu que os equipamentos que apresentaram problema não têm contato com a área onde está a radioatividade.

FONTE: DCI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem um pacote de medidas de agrado ao ministro Nelson Jobim. A sanção da lei complementar 97 reestrutura o Ministério da Defesa e dá poder de polícia à Marinha e à Aeronáutica nas fronteiras, a exemplo do que o Exército já possui.

O pacote amplia os poderes do ministro da Defesa, que passa a indicar ao presidente da República os comandantes das Forças – antes ele só era ouvido. A nova lei cria o Estado Maior de Defesa Conjunta, cargo para o qual Jobim nomeou o general da reserva gaúcho José Carlos de Nardi, que terá nível hierárquico equivalente ao de coma1212ndante das Forças Armadas e será responsável pela coordenação de ações do ministério, como as ações de militares brasileiros no Haiti.

Além do decreto aprovando a nova estrutura militar de defesa, que cria o Estado Maior de Defesa, o presidente assinou medida provisória criando duas novas secretarias na pasta. A primeira cria a Secretaria de Produtos de Defesa, que definirá a política de compras das Forças Armadas e a política relativa aos equipamentos das três Forças, dentro da Estratégia Nacional de Defesa.

As compras normalmente são feitas em cada Força e um dos objetivos da nova política é ampliar a participação do setor civil e da indústria nacional da produção de materiais de defesa. Foi criada ainda a secretaria de pessoal, ensino, saúde e desporto.

Mais cargos. Lula também encaminhou ao Congresso projeto que cria 647 novos cargos na Defesa. Os titulares das duas secretarias ainda não foram escolhidos. De acordo com a Defesa, a nova estrutura representará gasto adicional de R$ 18,9 milhões ao ano na folha de pagamentos do ministério.

Em seu discurso, Lula elogiou os comandantes militares que souberam compreender a importância das mudanças e comentou que esperava maior debate no Congresso sobre as alterações propostas na legislação e que houvesse mais resistência.

“Quero agradecer ao Congresso pela rapidez com que foi feita a mudança; às Forças Armadas, pela compreensão de que ninguém queria diminuir o papel de nenhuma das Forças. Pelo contrário, o que nós queríamos era fazer uma inovação na forma de entender a questão da Defesa no Brasil”, comentou Lula, ao defender a importância do reequipamento das Forças Armadas.

Lula acrescentou: “Com a descoberta do pré-sal, sabemos o que precisamos reestruturar a Marinha, para que ela possa tomar conta de um patrimônio que a gente ainda não tem dimensão de quanto é. É incalculável, a gente não sabe se tem 8 ou 80 bilhões de barris, a gente não sabe o conjunto da obra que Deus deixou preparado, quando permitiu a divisão do continente, a separação.”

FONTE: O Estado de S. Paulo – 26/08/2010

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