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LCS-1 Freedom começa as provas de mar

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O primeiro Littoral Combat Ship (LCS) da Marinha dos EUA, USS Freedom, é visto nas fotos em Lake Michigan, em 28 de julho, iniciando as provas de mar da Lockheed Martin. As provas compreendem testes nos sistemas de propulsão, comunicações, navegação e sistemas de missão.

O LCS, que poderia ser considerado uma fragata, já que desloca cerca de 3.000t carregado, é um navio orientado para missões, projetado para enfrentar ameaças como minas submarinas, submarinos convencionais silenciosos e barcos patrulha rápidos.

Mas o grande diferencial do LCS-1 com relação às escoltas atuais é sua velocidade, podendo atingir até 45 nós em mar 3, e seus “pacotes de missão”, que podem ser embarcados de acordo com as tarefas previstas. Estes “mission packages” são especializados em três áreas: contra medidas de minagem (MCM), guerra de superfície (SUW) e guerra anti-submarino (ASW). O LCS-1 deverá ser entregue à US Navy até o final de 2008, e será baseado em San Diego.

Outro LCS, com casco Trimaran, está sendo construído pela General Dynamics. O navio também será equipado com pacotes de missão, que poderão ser trocados rapidamente.

Características do LCS-1:

Encomenda: Maio 2004
Construtor: Marinette Marine, Marinette, Wisconsin
Batimento de quilha: 2 de junho 2005
Lançamento: 23 de setembro 2006
Comissionamento: Programado para setembro de 2008 em Milwaukee, Wisconsin
Base: San Diego, CA

Deslocamento: Aprox. 3.000t (full load)
Comprimento: 378,3 pés (115,3 m)
Boca: 57,4 pés (17,5 m)
Calado: 12,1 pés (3,7 m)
Propulsão: 2 turbinas à gas Rolls-Royce MT30 36 MW, 2 motores diesel Colt-Pielstick, 4 waterjets Rolls-Royce;
Energia elétrica provida por 4 motores diesel Isotta Fraschini V1708, com geradores Hitzinger de 800 kW cada.
Velocidade: 45 nós (Mar 3)
Alcance: 1.500 milhas (2.800 km) a 50 nós (90 km/h), 4.300 milhas (8.000 km) a 20 nós (40 km/h)
Autonomia: 21 dias (336 horas)
Embarcações transportadas: 11 high-speed boats RHIB de 40 pés (12m)
Tripulação: 15 a 50 fixos, 75 mission crew (Blue e Gold)

Armamento:
1 Canhão Mk 110 57 mm BAE Systems
1 lançador RIM-116 Rolling Airframe Missiles
Torpedos Honeywell Mk.50
Mísseis NETFIRES PAM no pacote ASuW
2 metralhadoras .50 (12,7mm)
2 helicópteros MH-60R/S Seahawk e vários UAV MQ-8 Fire Scout

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1 COMMENT

  1. Faz sentido uma navio desse na Marinha do Brasil? Penso, às vezes, que seria o substituto ideal para nossas Inhaúmas e Barroso.

  2. pUTZ, a julgar pela ficha técnica, o navio é bem armado hein?
    Torpedos, mísseis, metralhadoras…….

  3. Silueta baixa,os radares aesa estão acima do passadiço.
    Será que vamos ter algo desta classe,digamos em termos de custo,
    e manutenção ,com esta velocidade..

  4. Os LCS são uma nova concepção de emprego dos meios navais ? Vieram substituir ou preencher a lacuna de alguma classe, talvez as OHP, como produto exportação para marinhas amigas ?

    Eles, os EUA, já não estariam mais que bem servidos em termos de classes de escoltas ? Se o dinheiro sobra, tudo bem, quem nos dera…

  5. Já é um produto de exportação, aparecendo em feiras, tem projeto para a Marinha de Israel etc. Interessante é que as turbinas são do mesmo tipo selecionado para os novos CVF (Navio Aeródromo) da Royal Navy.

    A lacuna que preenchem é, como diz a nota, SUW, ASW e MCM nos cenários específicos de guerra próximo ao litoral, em águas rasas, como o próprio nome diz. Para cenários “oceânicos”, continuam os Burkes, Ticos, Nimitz e por aí vai.A defesa anti-aérea é de ponto (RAM), sendo mísseis de defesa de área de unidades maiores e, é claro, a cobertura aérea vai defendê-los nessa arena. Ou seja, um navio bem focado num cenário específico, mas com grande flexibilidade quando operando em grupo (os tais “mission packages” -cada unidade com seu pacote específico – como unidades, não são flexíveis, mas em grupo são).

    Um defeito: segundo o que já li a respeito, a superestrutura é toda de alumínio. E imagino (chute meu, posso estar redondamente enganado) que com todos os vãos necessários à instalação de contêineres específicos de missão, que devem ter instalação facilitada para atender à especificação do navio ser completamente configurado em 24 horas, compartimentação e estanqueidade não sejam o forte da classe. Em compensação, imagino que a construção do casco seja bem robusta para aguentar os 45-50 nós de máxima.

  6. Mania de escrever depressa e só ler depois de enviar… Troquem a péssima frase “sendo mísseis de defesa de área de unidades maiores” por; “sendo mísseis de defesa de área equipamento só para unidades maiores, como os DDG 1000 e os Ticos e Burkes”.

  7. Superestrutura toda de alumínio ? Mesmo depois do caso “Shefield” ? Devem estar se fiando num poderoso “guarda-chuva” de proteção anti-míssel

  8. Dificilmente um míssil antinavio acerta um navio a mais de 30 nós… porisso a construção em alumínio.
    Eu diria que a MB já tem LCS faz tempo, as “Inhaúma” e agora a “Barroso”… a diferença só está na velocidade máxima… rs

  9. Um belo navio. Quase tão bonito quanto a fragata do Ostra.
    Brincadeiras à parte eu “torço” pela Independece. Além de mais bonita e com aparência futurística ela é mais bem armada, já que vai contar com os Mk41.
    O Freedon também deve poder aceitar (no futuro) os Mk41 na proa, à frente do Mk110. Parece que tem espaço de sobra. Só os Nlos-PAM como mísseis anti-superfície não é lá grande coisa.
    Cada lançador Mk41 (com 8 células) é capaz de acolher 2 lançadores CLU com 15 unidades. Na Independence (LCS 2) está previsto 4 Mk41, totalizando 32 lançadores verticais.

  10. O engraçado é que a primeira vista parece bem desarmado, mas olhando a ficha tecnica…..

    Viva a Republica!!!

  11. Para quem já ouviu falar da “Política das Canhoneiras” adotada pela Europa e pelos Estados Unidos no final do Século XIX e início do Século XX, essas são as novas canhoneiras americanas. Mas um reforço para as suas Forças de Reação Rápida. Mistura intervenção naval com terrestre (lembrem-se do primeiro nome da destinação do navio:”Litoral”). Com certeza irá abrigar contingente de fuzileiros e Seals para intervenções clandestinas (sabotagens em portos, plataformas marítimas… com certezas as prometidas 50 patrulheirinhas da MB não irão dar conta de tal tipo de embarcação).
    Com a descoberta das grandes reservas em nosso litoral… os EUA não reconhecem a nossa soberania… teremos visitas inoportunas de tais embarcações daqui a alguns anos. Não estamos tão longe e nem somos arredios quanto os iraquianos e vizinhos. Isso sem falar da Amazônia, minérios, etc etc.

  12. Nunão,
    Estou meio sem tempo de fazer pesquisa, então se já é um produto de exportação, quanto custa meia grossa destas LCS ??
    O problema é que já começamos a contrução de nossas patrulhas ou os Napa 500 são de classe inferior ??
    Sds.

  13. sem saber…
    NAPA-500 e grajaú~, navios de garda costeira? cria a tal da guarda costeria e passa estes poderosos 50 navios para a guarda costeira e adiquire umas 16 destas maravilhas para substituir gradualmente as inhaúma e demais navios da tal dissuasão naval!!!
    agora, quanto ao teatro de operações destas, estas se adequam a substituir as inhaúma? teriam o perfil deste navio?

  14. Bem armados e funcionais para a tarefa que se propõe. Quanto a estrutura em alumínio, talvez procuraram diminuir ao máximo o calado dos navios, para maior liberdade nas operações.

    Um pequeno adendo sobre esta questão de mar territorial e zona econômica excluisiva, que alguns ainda confundem.
    Uma coisa e o mar territorial de 12 nm, onde o Brasil tem soberania e se equivale ao território propriamente dito, outra e a Zona Econômica Exclusiva, de mais 188 nm além do mar territoria (e que em alguns pontos foi expandida em mais 100 nm num trabalho louvável da Marinha do Brasil), onde o Brasil não tem soberania, tem direitos de exclusividade para exploração econômica, e pode exercer o papel de polícia. Os EUA e nenhum outro pais do mundo reconhecem a soberania do Brasil nestas áreas.

  15. Outro ponto que leio muito e que o Brasil deveria proteger esta Z.E.E.E.. Parece-me claro que o Brasil deva defender seus interesses, mas o assunto fica muito vago:
    – proteger de quem (qual pais tomaria atitudes efetivas para afetar os interesses do Brasil)?
    – proteger do que (o que este pais utilizaria para concretizar suas ameaças)??
    – proteger com o que (quais sereiam os meios e sistemas mais eficientes para defender nossos interesses)????

  16. Baschera, também tô sem tempo pra pesquisar, mas se não me engano teve uma notícia da versão do LCS para Israel aqui no blog no começo do mês.

    Quanto ao emprego, cada um na sua. Os nossos Napa e NapaOc em construção e projetados são para tarefas de patrulha nas nossas próprias águas. Os LCS deles são para meter o bedelho nas águas alheias. Se um dia os de lá vão se confrontar com os daqui? Seeei lááá, como diz o personagem Tadeu da reprise do Pantanal, com o qual compartilho a inocência da alma.

    De qualquer forma, acho que não é com Napa e NapaOc que se contrapõe uma possibilidade aventada da ameaça de LCS (que não estarão sozinhos, é claro). Eu acho que é com mais poder de fogo do que patrulheiros oferecem – e de preferência com esse poder vindo direto do fundo do balde, ou melhor, do fundo do mar…

  17. Só pra complementar: há pouco tempo troquei idéia com o Poggio no fórum do PNOnline sobre armar os NapaOc “até os dentes”. Ele me convenceu que, apesar de relativamente válida, isso seria mais ilusão do que dissuasão. A missão principal dos NapaOc não é se contrapor a ameaças desse calibre.

  18. Esse navio é espetacular. qual o preço? Para patrulha de longo alcance em apoio às nossas pequenas canhoneiras seria ideal. Mas qual o preço? o pessoal aqui acaba sempre chegando nesse ponto… nosso orçamento não comporta…… Sonho com uma evolução da classe Barroso nos moldes acima… Agora com 3000t a 45 nós em mar 3 e max de 50 nós…. parece ficção cientifica.

  19. Gostei delas !!! Nada de fantasioso….Pefil moderno, bem armadas, rápidas, multirole, baixo nº de tripulantes, baixo calado (dá para patrulhar no Amazonas e afluentes se for preciso!) HAHAHAHAHA..
    18 Delas no plantel da Marinha estaria ótimo !!
    Fui….

  20. A US Navy cancelou os LCS 3 & 4, qndo a conta passou do US$500 milhões USD.
    Estão rediscutindo o formato dos contratos.

  21. Me desculpem pela ignorância, mas bem armadas com o que?
    Com 1 canhão 57mm?
    Com os mísseis RAM?
    Com os torpedos Mk50/54?
    Com as .50?
    Com os mísseis NETFIRE-PAM?
    Com os UAVs, USVs, helicópteros e botes?
    Seus mísseis sup-sup alcançam apenas 40 kms e tem ogivas de 9 kgs. No mano a mano perdem até para a Barroso.
    Eu sei que devem operar sempre em conjunto com escoltas de defesa aérea e dentro da cobertura dos porta-aviões, mas e nas exceções?
    Como não tem mísseis de defesa aérea de médio alcance são preza fácil de um Linx com Sea Skua. É claro que os Sea Skuas podem ser interceptados pelos Mk110 e pelos RAM, mas o Linx sairia impune (a menos que os MH60 ou os UAVs tenham capacidade antihelicóptero).
    Pra mim faltam uns 8 Harpoons e uns 32 ESSMs. Aí sim ficaria de bom tamanho.

  22. […] a um projeto totalmente turco. O conceito e o perfil operacional da Milgem tem similaridades com o LCS (Littoral Combat Ship) desenvolvido pela Lockheed Martin americana, para compor a próxima geração de navios de guerra […]

  23. Bosco, concordo em parte com você. Mas esse é digamos o armamento “básico”. Precisa ver o que virá junto com com cada mission package. No caso de MCM, junto com todos os sitemas, equipamentos de contra-minagem etc, é acrescentado um canhão de 30mm ao armamento, por ser mais adequado a essa missão (só um exemplo, é claro, não estou dizendo que com esse canhão ela passa a ficar superarmada…) Como não faço idéia do que efetivamente acompanhará os outros pacotes específicos quando a classe entrar em operação, fico aguardando mais notícias.

  24. Valeu Nunão!
    Com certeza teremos surpresas. Eu ainda acredito que algumas configurações devam receber os VLS Mk41.
    Outra coisa interessante é que ela parece ser bem menos furtiva que as Visby suecas, é claro, guardando as devidas proporções (700 para 3000 tn). Seu sistema de mastros é pouco diferente dos navios convencionais (não stealth).
    Até!

  25. […] A Marinha da Turquia receberá em breve mais duas fragatas classe “O. H. Perry” da USN. Uma será adquirida por compra e a outra será doada, mas ambas serão reformadas pelos EUA antes da entrega. A duas unidades foram recentemente retiradas do serviço ativo da USN. Atualmente a Marinha da Turquia já opera seis fragatas desta classe, todas adquiridas de sgunda-mão. Atualmente as “Perry” desempenham um papel secundário na USN e perderam muito da sua capacidade operacional. Esta classe, que já se aproxima dos 30 anos, será substituída pelos novos LCS. […]

  26. […] O LCS é um novo conceito de navio de guerra, voltado para o enfrentamento de ameaças assimétricas, como minas navais, submarinos convencionais silenciosos e embarcações rápidas. O Independence (LCS 2) foi projetado pelo General Dynamics Littoral Combat Ship team e concorre com o LCS 1. […]

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