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Corveta classe “Victory” de Singapura

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O navio da foto é a RSS Vengeance (clicar na imagem para ver os detalhes), corveta da classe “Victory” de 600t de deslocamento, projeto da Fredrich Lürssen Werft alemã para a Marinha Real de Singapura. O primeiro navio foi construído na Alemanha e os outros localmente pela ST Marine.

As “Victory” foram os primeiros navios de Singapura a terem capacidade anti-submarino (elas possuem um sonar de casco Thomson Sintra TSM 2064 e um VDS Salmon) e são facilmente identificáveis pelo seu alto mastro, que não chega a prejudicar suas qualidades marinheiras nas calmas águas da região em que opera. Têm 62m de comprimento, 8,5m de boca, tripulação de 46 homens e atinge a velocidade de 30 nós.

Essas pequenas corvetas são armadas com mísseis antinavio Harpoon, um canhão Oto Melara de 76mm de duplo emprego, dois reparos triplos de torpedos anti-submarino Eurotorp A244-S Mod 3 (equivalente ao Mk.46 americano) e, surpreendemente, mísseis antiaéreos Barak (conhecido como o “Seawolf israelense”) de lançamento vertical (ver foto deles sendo lançados abaixo).

Esse pequenos navios muito bem armados poderiam servir de inspiração para a Marinha do Brasil, que planeja construir dezenas de navios de patrulha para proteger as plataformas de petróleo nacionais.

Não podemos conceber que, em pleno século XXI, e diante das possíveis ameaças exaustivamente estudadas na Escola de Guerra Naval, tenhamos que nos equipar com navios-patrulha armados apenas com canhões de 40mm.

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69 COMMENTS

  1. Indiscutíveis as considerações do post acerca do sistema de armas das futuras (?) corvetas da MB. Mesmo porquê, para guarnecê-las com meros canhões de 40mmm, não seria necessário um projeto dessa envergadura, anunciado com pompa e circunstância. Aliás, o blog possui alguma visualização artística desse “projeto-corveta” da MB, para que possamos saber como-seria-se-fosse ?

  2. Singapura e o estado de Israel possuem algumas similaridades no tocante à organização das Forças de Defesa. A cidade-estado asiática certamente analisou a eficiência em operações litorâneas das patrulheiras israelenses para chegar nessa solicitação exemplificada pela foto. O caso do Brasil me parece bem diferente. Não raro, teríamos que deslocar tais patrulhas até o Nordeste, à foz do Amazonas ou até o Chuí, no limite das duzentas milhas. A MB não vai construir um barco tão bem equipado para navegar apenas em patrulhas de curto alcance, ou depender de abastecimentos em rota freqüentes e perigosos.

  3. mas com certeza apos o anuncio do pretoleo descoberto na camada pre sal, da volta da IV frota ao atlantico sul o governo brasileiro tomara medidas para proteger o ouro preto, algumas e nao todas corvetas serao equipadas com sonares, torpedos anti sub, misseis anti navio e aereo, canhoes… so fica no ar qual tipo de misseis, torpedos, canhoes sera usado nesses “barcos patrulha”

  4. As definições adotadas em embarcações de linha nas marinhas de todo o mundo foram, são e serão extremamente controvertidas. Particularmente, me alinho aqueles que as definem pelo conjunto de armas que empregam, resultando no envelope de missões que podem desempenhar, não considerando, necessariamente, sua tonelagem.

  5. Este projeto não fica muito distante, do que imaginei para equipar uma corveta para patrulha, porém acredito que esta embarcação seja muito pequena para enfrentar um mar mais revolto.

  6. Uma pergunta para o autor: Quais seriam essas “possíveis ameaças exaustivamente estudadas na Escola de Guerra Naval” que justificariam um navio tão bem armado como esse ? Um Canhão de 40 e duas metralhadoras de 20 constituem um sistema de armas mais do que suficiente para a patrulha naval. Para acrescentar alguma coisa no sistema de armas dos nossos Napas, eu diria que uma alça optrônica para direção e operação remota do canhão, ou a instalação de plataformas estabilizadas e operadas remotamente, para as metralhadoras seriam mais do que suficientes. Agora, para cobrir um espaço tão vasto como a nossa costa, um navio maior deveria, logicamente, ter mais autonomia e, talvez, poder operar uma aeronave de pequeno porte (a corveta do artigo, ao que parece, não opera), o que traria ganhos reais na capacidade de patrulhar a nossa Amazônia Azul. Além disso, por ser beeeem mais barato que essa corveta do artigo, mais navios poderiam ser adquiridos.

  7. Pois é. Se um navio de 600 toneladas pode ter toda a gama de armamentos necessária, porque alguns países europeus continuam a desenvolver projetos de emprego específico? Também acho essa embarcação muito pequena para as nossas necessidade, mas isso também significa que poderíamos ter sim, Corvetas do tamanho das Inhaúmas/Barroso muito mais equipadas…

  8. …não desconsiderando o fato de que os barcos mostrados não tem hangar ou aeronave embarcada, mas mesmo assim…

  9. Segundo o que já foi informado nesse blog, nossos patrulhas oceânicos de 1.300t serão armados com um canhão de 76mm e dois de 30mm, provalmente da Oto Melara, da qual já se falou ter interesse em se instalar no Brasil.Poderá levar também mísseis mar/mar de tipo não definido. Embarcará ainda um heli de 5t (Linx). Os patrulhas de 500t serão armados apenas com um canhão de 40mm e duas metralhadoras de 20. Afirma-se que na parte traseira do convês desses barcos, cabe um heli Esquilo. O que acho ideal para a MB são corvetas mais pesadas, na faixa de 2.500 toneladas, com alguma capacidade oceânica.

  10. qual seria a tonelagem minima para ter um patrulha oceanica ???
    e para a patrulha da zona exclusiva economica?????

  11. Senhores, no deslocamento previsto para nossos patrulhas(em torno das 320/400tn) deveria ser levado em conta o conceito de modulariedade como o da classe Flyvesfisken (ou STANFLEX) da marinha da Dinamarca. Como são projetos modulares, permitiram ampla gama de configurações indo desde um patrulha equipado com canhão duplo emprego OTO 76mm e duas GPMG 12,7mm até embarcações equipadas com 8 HARPOON e 6 VLS SEA SPAROW, passando por versões configuradas para contraminágem. Foram construídos 12 embarcações entre 1989 até 1996 (portanto o conceito arrojado para época já esta na verdade desatualizado). Deve ser observado que todos os navios possuiam sistemas básicos em comum como o sonar de casco TSM-2640 e o radar TSR-3D, sistemas de guerra eletrônica SABRE e Jammer Cygnus mas os sistemas de armas eram totalmente modulares podendo-se configurar os navios da maneira que fosse mais apropriada ao momento. Será que a MB pensa neste conceito, ou mesmo os escolhidos P-400 poderiam ter este conceito modular? Mais, o VLS BARAK pelo seu pequeno peso e pouco espaço necessário para instalação poderia ser adotado até mesmo nos novos patrulhas bem como seria uma boa opção para a defesa curta do NAE A-12 SP(lembrar que o INS VIRAAT da marinha da ìndia possui 16 VLS BARAK).

  12. Senhores, 600t e eles levam misseis de lançamento vertical. E aqui ainda se discute se podemos instalá-los nas corvetas de 2000t… E justamente o equipamento que falta na Barroso.

  13. outro dia li um reportagem dizendo que o Brasil estaria interessado em coprar patrulhas do Chile.
    alguem sabe dizer qual o tonelagem dos patrulhas que o Chile esta fabricando ??? na mesma reportagem li que a Argentina encomendou algumas unidades junto ao Chile.

  14. Sobre as nossas canhoneiras, serão navios para cumprir o papel constitucional de guarda costeira que a MB tem. Espero que venham duzias deles com sistema de comunicação moderno. Não são barcos de guerra, capazes de sobreviver em TO militar hostil. Acho até que devemos esclarecer esse uso. Senão, também fica parecendo que a MB pretende ver seus meios como simples canhoneiras.
    Por outro lado, sobre capacidade de defesa, não temos qualquer projeto no horizonte para uma classe multifuncional de fragatas e corvetas com o fim de defesa da nação. Neste aspecto fala-se muito, faz-se nada.

  15. chile??? se são as oceancias de longo curso, são de 1800t, acho eu. aqui no blog tem uma reportagem sobre elas.

  16. O primeiro “Patrullero de Zona Marítima (PZM)” da Armada do Chile, o PZM 81 Piloto Pardo, foi incorporado no último dia 13 de junho. A incorporação do Piloto Pardo significa a conclusão da primeira fase do Projeto Danubio IV. O programa chileno abrange a construção de dois navios de patrulha oceânica (OPV) de 1800 toneladas. Embora o projeto seja de origem alemã (FASSMER OPV 80), os navios são de construção local, a cargo do estaleiro chileno ASMAR, em Talcahuano.

    No ano que vem o segundo navio da classe, o Policarpo Toro, deverá ser entregue à Marinha do Chile. Os dois navios terão como função principal a vigilância das riquezas marítimas da Zona Econômica Exclusiva do Chile.

    No ano passado, o Blog Naval publicou uma nota sobre o lançamento do Piloto Pardo com um link para o vídeo da Armada do Chile.

    Características principais dos Patrulheiros:

    • Comprimento: 80,60 metros
    • Boca : 13,00 metros
    • Altura máxima : 16,50 metros
    • Calado : 3,80 metros
    • Deslocamento total : 1.728 toneladas
    • Velocidade : > 20,0 nós ( 36 Km/h)
    • Autonomia : 30 dias – 8.000 milhas náuticas (O navio pode ir de Talcahuano à ilha de Páscoa e voltar duas vezes, sem precisar se reabastecer).
    • Tripulação máxima: 60 pessoas
    • Armamento: 1 canhão 40mm/L70, 6 Metralhadoras 12.7 mm.
    • Propulsão: Motores principais 2 x Wärtsilä 12 V 26, 2 x 4080 KW
    dois hélices de passo variável e dois “Bow thruster”

  17. Yamamoto, há quanto tempo. Também gosto muito do conceito das Flyvesfisken. Considero um caminho interessante a considerar sim, como conceito (não os navios em si – precisamos de coisa maior).

    Aproveito para lembrar, comentando sobre navios “armados até os dentes” que para as necessidades de um litoral como o nosso, com ZEE e Plataforma continental configurando distâncias consideráveis a navegar, boa parte do deslocamento de um navio patrulha tem que ser destinada a combustível, víveres etc, para uma autonomia condizente com essas necessidades. Muitas vezes quando vemos navios pequenos superarmados, devemos levar em conta o TO dos países que os operam e por aí vai. Aliás, como bem lembrado no texto do artigo aí em cima, essa “Corveta” não deve ter características marinheiras boas para o nosso atlântico sul com esse mastro gigantesco e a quantidade de armamento (ou seja, peso) acima da linha d’água. Nem autonomia, imagino.

    Assim, lembrando do comentário de outro dia do LM, sobre a possibilidade dos futuros NapaOc serem baseados nos BR70 de +/- 1000 toneladas e muito bem armadas para esse deslocamento, creio que o aumento no deslocamento que ele citou (vai para umas 1300 t ou mais) seja principalmente para aumentar a autonomia.

  18. Só acrescentando: tudo isso que eu escrevi não impede que pelo menos algumas unidades dos Napa500 (e também os NapaOc, dependendo de como venham a ser armados para as funções que desempenharão) sejam equipadas com SSM – e uns SAM tipo manpads para combinar. Acho importante no mínimo para manter uns núcleos com treinamento e capacidade mais “guerreiras” nessas classes de navios.

  19. Nunão,
    100% certo seu comentário, estas corvetas pequenas são para estados (países) com pequeno litoral, aliás, quer mais pequeno que Cingapura, que é uma cidade-estado??
    Para Cingapura, se tivessem duas Barroso tava bom para a bola deles.
    Para o pessoal que critica, lembro que a classe Victory tem os Barak em detrimento de heli orgânico, o que aliás nem caberia.
    Sds.

  20. Neste link há informações sobre dois projetos de um estaleiro australiano AUSTAL, o 1º é sobre o LCS-2, já o 2º é referente a projeto de barco patrulha, que eu achei muito interessante, gostaria de saber o que vocês acham, ele serveria para as nossas necessidades?

  21. Nunão, perfeito. A notícia que o NAPA500 poderia operar helicópteros como esquilo e jet ranger seria a mesma coisa de que se não operasse, logo a troca é justa. Helicópteros por SSM e SAM.

  22. SAM timpo manpads para navios é igual ao revólver calibre 22. Só presta pra atirar em primo, irmão e sogra.
    Eu até hoje não sei pra que serve um Mistral, um RBS70 ou um Stinger lançado de navio. Principalmente se o navio conta com um canhão com capacidade antiaérea.
    A menos que se “combine” com o inimigo dele te atacar com Zeros Kamikases, com metralhadoras de helicópteros ou como os Argentinos fizeram nas Malvinas, lançando bombas “burras” a baixa altitude.
    Pra prevenir estas possibilidade é melhor ter um lançador à bordo. O mesmo não precisa fazer parte do projeto do navio.
    Como nos dias atuais até os “Liliputianos” têm mísseis anti-navios é melhor termos um sistema de defesa de ponto de gente grande com uma equilibrada composição de mísseis, canhões, despistadores e interferidores. Se não é melhor só os trinity mesmo aliado a um canhão médio com capacidade antiaérea.

  23. É bastante perigoso usar um navio de proporções tão reduzidas sobrecarregado de tantas armas, mas dotado de POUCOS e LIMITADOS SENSORES, os quais inequivocamente não têm capacidade suficiente para explorar toda a potencialidade de seus armamentos!
    Prefiro as 2 lanchas-canhoneiras da Armada Argentina (um projeto mais sóbrio, também de origem alemã).Além disso, os citados navios da Armada argentina têm uma velocidade bem superior! E vale ressaltar que tais navios foram construídos há mais de 20 anos!
    Acho que uma única corveta do porte da Combattante BR70 provida de um helicóptero Super Lynx com 4 mísseis Sea Skua manda 4 dessas corvetas de Singapura, com todos os seus vultosos armamentos, para o fundo do mar com a maior facilidade.

  24. Baschera, não sei se vc lembra, mas os Singapuretanos têm bem mais fome de navio que duas Barroso – encomendaram meia dúzia de Formidable, primas das La Fayette (e tão horrorosas quanto, apesar do armamento e potência dos motores serem superiores – e estes últimos à custa do alcance, que é muito bom de qualquer forma, o das La Fayette é que é maior por ter emprego diferente)

    http://www.naval-technology.com/projects/formidable/

    Jorge, quando apareceu numa reportagem da LAAD 2007 que a popa dos Napa 500 poderia ter convôo para operar esquilo / jet ranger eu achei bem estranho de qualquer forma, até perguntei pra galera se isso procedia. Mas parece que, operação com helis, só Vertrep. UAV seria o melhor pra eles e imagino que reabastecendo os Helis nas instalações da popa, com eles também pousando nas plataformas etc, a coisa fica bem resolvida. Sobre SSM, um frequentador do blog que traz notícias de lá do fundo do balde (acho que foi ele, não lembro) uma vez comentou que SSM é uma possibilidade (pelo menos sairiam preparados “de fábrica” para recebê-los, o tal “fitted for but not with” ou sigla em patonês que o valha).

    Mas de qualquer forma, o armamento mais pesado vai fazer sentido pra valer nos NapaOc, além de hangar, convôo decente, enfim, pacotinho mais completo e eficaz. Ia ser bom ter uns 8 deles, uns 5 para o 1ºDN, e 3 para o 3ºDN. Aliás, o mesmo número de corvetas do porte da Barroso também cairiam bem, em distribuição similar, 3 em Natal, 5 no RJ. E assim as tais 6000 toneladas nem precisariam ser 8, quem sabe 5 ou 6, seguindo o tradional corte no número de unidades planejadas tão comum não só por aqui, mas na França, Reino Unido etc. Enfim, é o que eu penso, em vista de prioridades que dá pra pegar das últimas declarações Mangabeirenses e Jobianas.

    Escrevi demais, melhor voltar a trabalhar que já é sexta-feira à noite e a coisa ainda tá feia pro meu lado…

  25. Tá vendo, demorei tanto pra escrever que já meteram pau nos meus “manpads”… Sou da opinião de que, sozinhos, Mistral e congêneres são realmente pouca coisa, nisso eu concordo contigo, Bosco. Mas somando forças com um Trinity por perto, já é um bom reforço para, pelo menos, fazer uma eventual ameaça aérea (tipo um heli) ser um pouco mais criativa / cuidadosa, mesmo pensando em um Napa 500. Enfim, pra cada tipo de navio, uma ameaça. Imagino que NapaOc, com SSM pra meter medo em navios maiores, também teriam que ter SAM compatível, algo um pouco melhor, assim como as corvetas. Mas entre não ter nada e ter um Mistral…

  26. Nunão,
    não meti o pau nos seus manpads não.
    Aprecio muito seus comentários. E talvez eu não veja todos os angulos de um problema, por isso que existem empresas idôneas desenvolvem e oferecem ao mercado estes mísseis para instalação em navios.
    Dei só a minha opinião e fiz um pouco de graça.
    Um abraço.

  27. Hoje a regra dos combates, seja aéreo, terrestre ou naval é: “atire no arqueiro e não na flecha”.
    Como nem sempre esta idealização é possível temos que tentar interceptar ou desviar a flecha. E se formos atingidos o ideal é que estejamos com uma boa e pesada armadura.

  28. Ih, relaxa Bosco, opinião é pra dar e graça é pra fazer mesmo. O que me faz gostar de comentar aqui é justamente incentivar debate e, quase sempre, aprender mais com isso. Além do que é uma distração fundamental em dias na frente do computador com uma pilha virtual de trabalho real pra fazer.

    Quanto as fabricantes de mísseis, o importante pra muitos deles hoje é portifólio variado pra atender amplas necessidades. Se tudo que está no catálogo funciona?

    Prometer eles prometem…

  29. Nunão,
    Relaxa, quando disse que duas corvetas tava bom para a bola deles, naturalmente não lembrei das La Fayette. Lembrar tudo é bravo….
    Acho que, então, a bola deles é muito maior…heheheheh….
    Acho que a Barroso podia usar estas munições inteligentes nos canhões Trinity Mk3 CIWS como a Suécia e os USA estão testando.
    Vi estes testes no Discovery e são fantásticas !!
    Sds.

  30. Baschera, segundo uma Segurança & Defesa com a capa soltando e já relativamente idosa dados os avanços tecnológicos que não perdoam o passar do tempo, assim como esse também não perdoa a capacidade de lembrar do meu cérebro e me fez recorrer à dita revista… enfim, Seg&Def 70 de 2001, as espoletas 3P já eram utilizadas nos antigos Bofors 40mm L70 da MB desde os anos 90. O canhão é o mesmo, o que muda é o sistema automatizado, com radar doppler para medir a velocidade inicial dos projéteis, direção de tiro a partir do RTN30X ou alça Saab.

    Bom, pelo menos é o que diz a revista.

    De qualquer forma, ter o Trinity instalado e não usar a munição 3P sria o mesmo que… que… ah, sei lá, não tô raciocinando para fazer alguma metáfora bacaninha. Fica pra outro dia.

  31. Fiz esse post hoje à tarde e chegando agora fiquei surpreso por ver 39 respostas ao mesmo. Que bom que o debate está sendo provocado e que o pessoal têm trazido mais informações para a mesa. 🙂
    Um grande abraço a todos vocês que prestigiam e colaboram com o BlogNaval com suas opiniões, que enriquecem nosso conteúdo.

  32. A munição que o Baschera se refere é detonada não por um dispositivo de proximidade e sim em uma distância pré-programada próximo ao alvo após a mesma ter sido estabelecida por um telémetro laser.
    Ela já foi desenvolvida para o canhão americano de 30mm Mk44 e para o de 57mm Bofors que os USA vão usar nos DDG1000.
    Também é usada no lançador de granadas Mk47 de 40mm.
    E será usada no lançador de granadas XM307 de 25mm (se sair) e no lançador XM25.
    Não vejo muita utilidade desta munição contra alvos de superfície “assimétricos”. Apesar da USN a adotarem exatamente para isto nos LPD17 com o Mk44 e nos LCS e DDG1000. Um Phalanx da última versão com capacidade antisuperfície faria o serviço ingualzinho e ainda provê proteção anti-míssil. Mas americano as vezes gosta de inventar moda. Vai saber!
    Esta munição foi desenvolvida principalmente para a “guerra urbana” onde pode atingir combatentes escondidos em trincheiras e atrás de paredes já que explode em cima ou do lado em pleno ar. E na guerra campal contra tropas desprotegidas espalhadas em grandes áreas aberta, que de outro modo teriam que ser atingidos um a um com munição cinética padrão. Como esta munição “explode” no ar em uma precisa posição pré-definida antes do disparo ela distribui fragmentos em uma grande área otimizando a relação custo-benefício.
    Até para matar gente tem que se pensar no din-din.

  33. Reeditando o mesmo comentário após tê-lo lido, com menos erros de português. Principalmente de concordância.
    Peço desculpas.

    A munição que o Baschera se refere é detonada não por um dispositivo de proximidade e sim em uma distância pré-programada próximo ao alvo após a mesma ter sido estabelecida por um telêmetro laser.
    Ela já foi desenvolvida para o canhão americano de 30 mm Mk44 e para o de 57 mm Bofors do DDG1000.
    Também é usada no lançador de granadas Mk47 de 40 mm.
    E será usada no lançador de granadas XM307 de 25 mm (se sair) e no lançador XM25.
    Não vejo muita utilidade desta munição contra alvos de superfície “assimétricos”. Apesar de a USN as adotar exatamente para isto nos LPD17 com o Mk44 e nos LCS e DDG1000 com os Mk110. Um Phalanx da última versão com capacidade anti-superfície faria o serviço igualzinho e ainda provê proteção anti-míssil. Mas americano às vezes gosta de inventar moda. Vai saber!
    Esta munição foi desenvolvida principalmente para a “guerra urbana” onde pode atingir combatentes escondidos em trincheiras e atrás de paredes, já que explode em cima ou do lado, em pleno ar. E na guerra campal contra tropas desprotegidas espalhadas em grandes áreas abertas, que de outro modo teriam que ser atingidos um a um com munição cinética padrão. Como esta munição “explode” no ar em uma precisa posição pré-definida antes do disparo, ela distribui fragmentos em uma grande área, otimizando a relação custo-benefício.
    Até para matar gente tem que se pensar no din-din.

  34. Para calibres maiores, como os de 40 mm para cima (40, 57, 76, 100, 114, 120 e 127 mm) este conceito de munição que “explode no ar” seria útil para defesa aproximada contra alvos assimétricos (botes e lanchas suicidas, pequenos, manobráveis e velozes) devido à pouca “mobilidade” dos mesmos contra tais alvos.
    Ou seja, estou ‘desdizendo” o que disse antes após refletir um pouco mais.
    Tá bom! Vou dormir.
    Boa noite!

  35. Só mais esta.
    Munições de canhões sempre explodiram no ar. Tradicionalmente se usa 3 métodos: espoleta de tempo, barométrica ou de proximidade.
    A barométrica e a de proximidade (salvo exceções) tem serventia apenas na guerra antiaérea. A de tempo não tem a precisão necessária para ser eficiente contra alvos na superfície por lhe faltar precisão.
    As novas munições “airburst” usam espoletas com contagem de “distância percorrida” e têm precisão na casa dos centímetros. Aliada aos telêmetros lasers e à miniaturização dos seus componentes as mesmas se tornaram ideais para uso contra alvos no solo (ou na superfície do mar) mesmo por canhões de pequeno calibre (30, 35 e 57 mm) e por lançadores de granadas de porte individual (XM25 e XM29) e de uso coletivo como o XM307.
    Parece simples fazer um projétil explodir no ar depois de percorrer uma certa distância. Mas não é.
    O Mk44 de 30 mm usa um complexo sensor de campos magnéticos e o de 57 mm da bofors usa um sistema de contagem de rotação. Eu sei é que o “trem” explode exatamente no lugar desejado e espalha uma chuva de fragmentos para todos os lados.
    Em geral estas munições podem ter sua espoleta ajustada para explodir por contato ou após penetrar no alvo.

  36. Bosco,
    Depois que vc postou tudo o que eu ia discorrer sobre estas munições de explosão programada…. e muito bem…. só faltou dizer que seu custo é bem menor que um míssil de pequeno porte,lançam até 1.500 esferas de tugstênio à altíssima velocidade. No teste que vi, no Discovery (armas do futuro), é muito eficiente e o Us Marine Corps será o primeiro a utiliza-las. Na Suécia a Bofors desenvolveu a mesma junto á um canhão naval, para defesa da costa e uso em lanças rápidas de patrulha armada.
    Paro os NAPA 500 seriam mortais.
    Um abraço.

  37. Alguém poderia informar qual seria o custo de aquisição de uma corveta nesse porte? Levando em consideração a falta de recursos e desinteresse do Governo no reequipamento das FAs, não seria mais interessante à MB se concentrar esforços em adqurir navios desse porte e da Barroso ao invés de sonhar em construir navios de 6.000t?

  38. Então, Bosco e Baschera, acho que, no fim das contas, estamos falando todos da mesma coisa, independentemente do calibre ser 40mm (os 40mm “Trinity” Mk3 das Niterói e da Barroso) ou 57mm (os LCS).

    Nos dois calibres, a munição é 3P (Pre-fragmented, Programmable, Proximity-fuzed), ou seja, pode explodir por espoleta de proximidade ou pré-programada no momento do disparo – e nesse caso acredito que é aí que faz a diferença a alça eletro-óptica que dirige o canhão, e que no caso da Saab EOS-400 das Niterói, Inhaúma e Barroso, incorpora TV, infravermelho e telêmetro laser, mas, principalmente, o radar doppler instalado junto ao tubo que mede continuamente a velocidade inicial dos projéteis. Imagino que os antigos 40mmL70, não tendo direção automática a partir dessa alça (ou da diretora radar/optrônica RTN10X ou RTN-30X) e não tendo o radar doppler, alimentação por cinta, e outras facilidades do seus primos moderno, mesmo que direcionados (indiretamente) pela mesmas alças ou radares, podiam explorar muito pouco do que a munição 3P oferecia.

    Trocando em miúdos, creio que a precisão do momento / distância em que a munição vai explodir é o ponto forte e também o ponto em comum entre os agora Bae Systems, mas antes conhecidos como Bofors 40mm (Mk3) e o Bofors 57mm (este também Mk3 – nos EUA Mk110). A diferença é obviamente relacionada ao peso (e poder explosivo / quantidade de balins ou penetração no caso de munição AP) de cada projétil: 2,4 a 2,8 kg nos 57mm, 0,88 a 0,975 nos 40mm, alcance e, na proporção inversa, cadência de tiros por minuto (330 no 40mm, 220 no 57mm).

    Por essas e outras que gosto da idéia de ter os dois calibres juntos num mesmo navio…

  39. Nunão,
    posso estar enganado mas a munição 3P “não” pode ser programada para explodir em uma determinada distância.
    O “programável” no caso da 3P é referente a uma “faixa” na sua trajetória em que a espoleta de proximidade fica “ativa” para inibir uma detonação prematura quando o canhão adquire alvos rente ao solo. Neste caso, como helicópteros abaixo da copa das árvores ou do cume de morros, ocorreria uma estimulação prematura da espoleta por acidentes naturais do terreno.
    Programando-a para ficar ativa apenas em uma faixa restrita da trajetória o risco disto ocorrer diminui.
    Daí tanto alarde com as “novas” munições “airburst” que independentemente de terem uma espoleta de proximidade explodem efetivamente em um ponto preciso do espaço.
    Tais espoletas programável também são comuns em mísseis sup-ar de baixa altitude, como por exemplo o RBS70.
    Por isto o desenvolvimento de espoletas de proximidade inteligentes que só funcionam nas proximidades de um determinado objeto com características específicas de calor, forma ou de campo magnético, e não na proximidade de qualquer coisa.
    Ao sensor de proximidade (radar ou laser) é acrescido um sensor de calor ou um magnetômetro, impossibilitando que um prédio, uma árvore ou um morro a estimule provocando a detonação prematura do projétil.

  40. Esta corveta parece que usou a configuração unica ,mastro e
    chaminé,e ficou bem alta.
    As espoletas de aproximação automaticas apareceram na 2 guerra,
    conhecidas como espoletas VT,logo apos o desembarque na normadia
    os americanos a usaram no battle of the bulge.
    Varios paises consideram o 40mm o minimo para usar uma espoleta
    com efeito doppler de proximidade ,com contra medidas,ou impacto,
    ou auto destruição.

  41. Já pensaram como é difícil ter essa corveta como adversária? Ela pode abater mísseis antinavio disparados contra ela e ainda revidar o ataque com mísseis Harpoon. Osso duro de roer.

  42. O próximo avanço na munição para canhões de pequeno calibre (20 a 40 mm) “seria” a capacidade de correção da trajetória do projétil em vôo. O canhão de 76 mm já tem disponível uma munição guiada por RF, o que o habilita a ser uma excelente arma anti-míssil.
    Embora a tecnologia exista a mesma não vingou para canhões de menor calibre devido ao fato dos tais canhões já serem altamente precisos quando associados a uma diretora de tiro de precisão (desculpem a redundância), portanto os ganhos seriam marginais, principalmente em relação ao custo da munição guiada, que seria alto.
    Na década de 80 foram feitos testes com projéteis guiados de até 20mm com sucesso, mas com o avanço das espoletas, associados aos sistemas de pontaria optrônica e à estabilização do canhão, a tecnologia não avançou ficando apenas na história.
    Hoje, o menor “missil” guiado é o “dardo” do míssil inglês Starstreak que tem um diâmetro de 22 mm e pesa menos de 1 kg, sendo guiado por “rastreio de feixe laser”.
    OBS: na década de 80 chegou-se a fazer propaganda da aguardada futura munição guiada de 40 mm para o 40L70 mas ela nunca deu as caras. Tal animação talvez tenha sido motivada pela escolha por parte do US Army do canhão anti-aéreo Sgt. York que no final das contas não se concretizou.

  43. Exatamente Nunão e Bosco,
    A que vcs se referem é esta :
    Chama-se 3P ammunition, na Bofors/BAe: 3P fuze is automatically and individually programmed by a Proximity Fuze Programmer (PFP) which continuously receives data from the Fire Control Computer. Immediately before firing the fuze is programmed to the selected mode.

    A que me referi, é esta, descrita abaixo:
    INTELIGENT MUNICION – TCM
    Bofors Defence has a long history of intelligent munitions design for its artillery, air defense and naval gun designs. Current intelligent munitions offered by Bofors Defence include the 3-P family of ammunition for its 40-mm and 57-mm naval guns, the STRIX motor round and the BONUS artillery projectile with its dual intelligent armor defeating submunitions.

    Additionally, Bofors Defence is developing a Trajectory Correctible Munition (TCM) for future artillery applications.For the U.S. Navy’s Advanced Gun System, BAE Systems is responsible for development of long-range land attack projectiles and has initiated subcontracts with various subcontractors to accomplish this goal.
    Sds.

  44. Sei que o assunto não tem a ver com o desse post, mas não deixa de ser intrigante as semelhanças.
    Enquanto esperamos a divulgação do PED, e a consequente aprovação do PRM, os russos anunciaram no dia da Armada Russa o seu plano de reaparelhamento naval. Eles pretendem estar operando, em 2025, com 6 grupos de batalha com NAes, além de novos SSN e SSBN. Será que eles conseguem?

    http://www.defense-update.com/newscast/0808/070803_russian_navy_expansion_plans.html

  45. Nunão e Bosco,
    Achei. O vídeo do Discovery o qual me referi a munição inteligente TCM etc, etc, esta aqui :

    Trata-se no Canhão Naval MK 110 57mm, que será usado pela Guarda Costeira Americana, nos destroiers Classe Zumwalt e nos novos Littoral Combat Ships.
    Vale a pena ver !!!
    Sds.

  46. Valeu pelo link, Baschera, foi esse documentário (ou melhor, propaganda…) que eu vi mesmo. Propaganda muito bem feita para a USNavy, Bae Systems / Bofors – mas independentemente das intenções, o fato é que impressiona bem! Lembro que tinha uma segunda parte, mostrando o tiro direto nos barquinhos e em alvos em terra – o projétil penetra e explode dentro do alvo.

    O “P” do 3P que o cara da Bofors enfatiza é realmente o programável, por tempo após o disparo (o que, havendo os dados sobre a velocidade inicial, passa a significar distância a percorrer), daí a utilidade do radar doppler (a o radome visto acima do tudo), medindo a velocidade inicial dos projéteis disparados e passando aos projéteis seguintes o tempo exato em que eles devem explodir. É claro, já saber essa distância antes pelo telêmetro laser da alça eletro-óptica deve facilitar ainda mais as coisas.

    O que o Bosco também descreveu foi outra coisa, mais avançada / diferente, com detonação por campo magnético etc, que eu cheguei a ver uma vez (também documentário) com munição de 20mm, granada de 40mm e por aí vai. Agora, se os caras tiverem isso também para o 57mm, certamente aumentará ainda mais a flexibilidade de utilização do mesmo. Legal na cena mostrada é o carregador, com duas “calhas”, cada uma com um tipo de projétil, sendo carregado na hora o que for escolhido.

  47. Nunão,
    O carregador do canhão é realmente prático, vc pode escolher e usar dois tipos de munição automaticamente, ao simples toque de um botão. Por fim, lembro que este canhão MK 110 é o mesmo da Classe Amina, apenas sem o redome acima do tubo.
    Hoje vou descançar um pouco, é Dia dos Pais.
    Feliz Dia do Pais à todos.
    Sds.

  48. Feliz dia dos pais, Baschera, e bom descanso!

    Quando retornar, pode olhar as fotos e o link com cuidado que vc vai ver o pequeno radome acima do tubo em todas. É padrão para o Mk3 – Mk110.

  49. Putz Nunão,
    Realmente este “troço” vicia…..
    Sobre os radomes, tens razão.
    O descaso foi para o espaço…hehehehe….
    Grato.
    Sds.

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