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Hamina, navios-patrulha com poder de fogo de fragata

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Aproveitando o tema dos navios-patrulha e seu armamento, que vem a calhar no momento em que a MB planeja a construção destes em grande escala, trazemos para o debate a classe finlandesa “Hamina”, de 250 toneladas, praticamente o mesmo deslocamento dos nossos atuais classe “Gurupi”.

É um conceito completamente revolucionário de navio-patrulha, pensado para um país totalmente diferente do Brasil, mas que traz algumas características que poderiam ser aproveitadas nos nossos navios.

O casco da classe “Hamina” é feito de alumínio e a superestrutura de material composto. Os navios são equipados com water jets no lugar de hélices, o que lhes dá a capacidade de operar em águas extremamente rasas e de manobrar de maneiras não convencionais.

Embora pequenos, são navios com capacidade de vigilância e poder de fogo encontrado normalmente em navios com mais de o dobro de seu deslocamento. O projeto enfatiza as características “stealth”, com mínimas assinaturas magnética, infravermelha e de radar. A forma do casco reduz a seção reta radar e as partes de metal são cobertas por material que absorve ondas eletromagnéticas.

A superestrutura em material composto protege os equipamentos eletrônicos do navio contra pulsos eletromagnéticos e também impede que os sinais de radiofrequência gerados pelo navio escapem, denunciando sua presença.

O casco feito de poucas partes de metal gera um campo magnético muito pequeno, que é anulado pelo sistema degaussing, protegendo o navio contra minas de influência. Os gases de exaustão são direcionados sob a água para minimizar a assinatura infravermelha. Cinqüenta nozzles ao redor do convés e superestrutura podem espargir água do mar sobre o navio para resfriá-lo e limpá-lo depois de um ataque químico ou radioativo.

Com relação ao armamento e sensores, as “Hamina” realmente impressionam. São equipadas com um sistema de controle tático Ceros-200 da Saab, um radar de navegação Selesmar, um radar 3D multimodo TRS-3D/16-ES da EADS, um sonar de casco Simrad Subsea Toadfish e um towed array Sonac/PTA.
Cada “Hamina” pode monitorar cerca de 200km de espaço aéreo do redor do navio e é capaz de engajar até oito aeronaves a 14km de distância, com mísseis antiaéreos Umkhonto VLS.

A capacidade antinavio reside em 4 mísseis RBS-15 Mk.3 com 200km de alcance e um canhão Bofors de 57 mm. O sistema alemão MASS garante a defesa contra mísseis e duas metralhadoras 12.7 mm são usadas contra alvos menos capazes. Os navios podem ser usados também em ações de minagem.

O calcanhar de Aquiles da classe é a pequena autonomia, de apenas 500 milhas a 30 nós, mas que não chega a ser um problema para o litoral da Finlândia. Clicar nos vídeos abaixo para ver uma demostração da classe “Hamina”.

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64 COMMENTS

  1. Se eu não estou enganado, um participante aqui da blog, numa ocasisão, postou num de seus comentários um link do youtube mostrando um vídeo em que é demonstrada a performance desse navio patrulha. Vídeo bastante interessante, assim como esse navio.

  2. Navios como este só serviriam para a Marinha Brasileira se fossem mantidos “estocados” em locais secretos e/ou bem protegidos de ataques à longa distância (Tomahawks, etc) e distribuídos ao longo do litoral brasileiro. No caso de uma ofensiva os mesmos seriam “soltos” para ajudar os submarinos, caças e AWACS para um ataque à esquadra inimiga, liberando os aviões patrulha e as corvetas (umas 12 a 18) para as operações anti-submarino e protegidas dentro da cobertura aérea dada pelos caças baseados em terra e pelos navios de defesa aérea (umas 3 fragatas)
    Como patrulhas/escoltas eles não servem para nós devido à pequena autonomia e ao armamento muito pesado. Enquanto não tivermos uma “Guarda Costeira” a marinha vai precisar de um monte de navios de “baixa tecnologia/armamento” para fazer cumprir seu papel de polícia e de corpo de bombeiro. De preferência com autonomia de pelo menos 30 dias, um ou dois botes, hangar, pelo menos 1 canhão de pequeno/médio calibre e algumas ponto 50, sem sonar e com um simples radar de busca de superfície comercial.
    Um hangar e um helicóptero orgânico seria bem vindo mas aí eu acho que estamos querendo demais.

  3. O vídeo é justamente esse, mas quando acessei o post ele não aparecia juntamente com a notícia, apenas as fotos.

  4. Impressiona o pequeno espaço destinado aos lançadores VLS Umkhonto e o RBS. Combinado com munição inteligente é uma arma letal.
    Este armamento todo nos NAPA 500 tava de bom tamanho, e põe bom nisso.
    Embora pequenas, poderiam servir no TO Amazônico e fronteira do Paraguai com MS. E não devem custar “Us$ 263 milhões”.
    Sds.

  5. caros amigos se em um navio patrulha de 250 ton. pode ter esse poder de combate , fica aqui a pergunta e nos atuais de 500 ton. o que mais poderia tem e ainda nos de 1000 ou 1600 ton. que serão lançados ainda o quanto poderosos seriam esses navio de patrulha oceanica.

    Abraços

  6. Galante,
    Parabéns por “garimpar” esta classe de navio patrulha.
    Achei impressionante e pergunto : não era esta que o EB testou na amazônia alguns anos atráz ??
    O primeiro vídeo, apesar de ser uma animação, é impressionante, principalmente quando lança o míssil anti-navio RBS. O Contâiner suspende…. fantástico!!! Vai para o meu arquivo pessoal.
    Sds.

  7. Me pergunto.
    As caracteristicas do návios são impressionantes, stealth, com materiais compostos, até artificios para limpar o navio existem em caso de ataques quimicos e biologicos. Ok, até ai ótimo.
    Armamento. RBS com alcançe de 200km, e radar de vigilancia aérea com captura de 200km. Seria impossivel aplicarmos materiais de fabricação nacional, como os radades SABER M200 e o missel TM Tático da Avibrás que possuem ambos cobertura e raio de ação em torno de 300km?
    Misseis Piranha AA1-B com alcance de 15km, Misseis FOG da Avibrás que possui um alcance consideravel?

    Enfim, fica ai a pergunta.
    Abraços.

  8. E se aumentar o tamanho dela concerteza ficaria bom.
    Quanto ao Piranha a essas alturas ele ja é ultrapassado e ja estamos trabalhando no A-Darter que devera ter esse alcance com algumas modificações.
    Saudações

  9. Rogério,
    Com exceção dos “Piranhas” que já nasceram obsoletos e foram (graças à Deus) produzidos em poucas quantidades (se é que teve o que podemos chamar de produção) os FOG e TM não existem.
    Nunca foram produzidos. Tiveram seu desenvolvimento interrompido provavelmente por falta de apoio e de verbas. São sonhos em uma noite de verão. Bravatas. Os TM, que a imprensa alardiou como sendo o Tomahawk brasileiro (só que melhor) não deve ter passado da maquete. Nunca foram disparados em guerra nenhuma, muito menos no Iraque.
    O único míssil (arma guiada autopropulsada) que salvo engano o Brasil chegou a levar à fase de produção industrial foi o nati-obsoleto Piranha.
    Eu duvido até da produção do Piranha. Uma fábrica de mísseis não vai produzir mísseis só pra um comprador e por sinal quebrado, como é o caso da FAB. Se chegaram a adquirir alguns além das maquetes instaladas nos cabides dos Tucanos e AMX foram pouquíssimos.
    Na vontade nós produzimos mísseis antitanques, ar-ar, anti-radar, sup-sup guiado por fibra óptica com capacidade NLOS, míssil de cruzeiro jatopropulsado com orientação ATA (aquisição automática de alvos), mísseis anti-navios, etc.
    Repito: bravatas que dão em um beco sem saída.
    Sei das dificuldades e da boa vontade do empresariado e da indústria de ponta nacional mas a Mectron não muda o seu site há pelo menos 5 anos e nele não consta nem o “moderníssimo” míssil anti-radar que eles estão fazendo que de acordo com a imprensa vai rivalizar com o AARGM e o Armiger.

  10. PS:
    O TM passou da fase de maquete porque me lembro de ver uma foto do mesmo sendo disparado (fase de booster) de um lançador Astros. Não me recordo se era uma foto ou uma foto montagem, mas acho que era de verdade. Pelo menos uma coisa com o o formato de um suposto TM foi disparado por um motor foguete de um lançador Astros.

  11. A sorte das nossas fábricas de mísseis é que elas produzem outras coisas que não os tais mísseis que sempre são divulgados mas nunca são encomendados e produzidos, porque senão estariam quebradas.
    Mas junto com outras “cocitas mas” elas mantém no portfólio os tais mísseis de alta tecnologia. Vai que alguém se interessa. Agora, se as FA do próprio país de origem da fábrica não se interessou (ou não valorizou ou incentivou, como queiram), quem vai se interessar se no mercado existem produtos competitivos, exaustivamente testados e de eficiência comprovada em combate.

  12. Pessoal, o que o Bosco descreveu não é exatamente a doutrina sueca, que utiliza suas patrulhas rápidas desta forma? Se não me engano saiu uma matéria na Tecnologia & Defesa a alguns anos atras sobre exatamente este assunto. Estes barcos (perdoe a comparação) são autenticos caças, capacitados a uma resposta rápida a qualquer ameaça. Levando em consideração os comentários anteriores de vocês sobre as diferenças de teatro operacional, seria tão dificil assim aumentar a autonomía e adaptação deste projeto às nossas aguas? Acredito sinceramente que não. A propósito e indo mais além ou até mudando bem de assunto, será que a doutrina de defesa deste pais não poderia a ser adaptado à nossa realidade. A Suécia adotou uma politica de não alinhamento fortemente armada(que parece que ser uma posição política mais próxima da do Brasil), com caracteristicas inequivocadamente (a palavra ficou tão grande que estou na dúvida de realmente existe) defensivas. Para o que se discute hoje sobre a capacidade de sobrevivência de nossa força em caso de conflito (principalmente se envolver uma inimigo com maior capacidade) eles ja têm uma estratégia definida a muito tempo. Suas forças em caso de ameaça são imediatamente espalhadas pelo pais, ao mesmo tempo que são altamente integradas via um sistema de comunicação e coletas de dados eficiente (ex:desde os Draken, possuem um sistema de datalink). As aquisições tanto da aeronaltica, exercíto e marinha, parece que são feitas de forma a criar um sistema único de defesa e em camadas. Sugestão: o sitema sueco é só um exemplo para levantar a questão. Não seria legal fazermos uma discução de qual modelo de defesa deveriamos adotar adaptar para o Brasil?

  13. Este debate tá bom!

    Salvo engano, nos anos 70, o Alte. Vidigal já entendia que devíamos ter uma quantidade razoável de pequenas unidades que cumprissem a tarefa de “negar o uso do mar”(NPa c/ mísseis, lança-minas e subs) e um núcleo de esquadra para “mostrar bandeira”. Eu tirei da memória este comentário, mas há algo mais fresco na página da EGN (Uma Jeune École à brasileira para as ameaças do século XXI):
    http://www.mar.mil.br/egn/cepe/trabCurriculares/ensaioCcLeonardoMattos.pdf

  14. Bosco.
    Concordo com você quanto ao fato de utilizarmos o A-Darter por se tratar de um projeto mais moderno.
    Quanto aos FOG e TM, é uma pena não termos passado do estágio de protótipos.

    O meu grande sonho, seria ver o Brasil fazer o que fez por exemplo a India recentemente. Comprar a carcaça do EMB145 R99 para preencher o interior com avionica própria. No caso dessa embarcação, poderiamos comprar a carcaça e preencher com nossa tecnologia que acredito ser totalmente capaz, desde que haja o único ponto que falta para que possam engrenar. APOIO GOVERNAMENTAL.

    Abraços.

  15. Nossos empresários reclamam mas no site da MECTRON, que vale salientar não muda a pelo menos uns 5 anos e que é em português exclusivamente, não tem nenhuma informação (nem uma simples referência) ao “moderníssimo” míssil MAR que eles estão desenvolvendo. Não tem nenhuma informação sobre sua parceria com a Denel no A-Darter. Não tem uma vírgula sobre o Piranha B (“que tem uma performance entre o R73 e o Python IV” acreditem se quiserem!). Será que eles não se interessam em divulgar informações tão importantes?
    Mas continuam lá as informações “exclusivamente em português” sobre o míssil anti-tanque guiado a laser que nunca saiu (e nem vai) e sobre o Piranha. Só desenhos e nenhuma foto, vale salientar.
    Depois não adianta chorar.
    Até a minha firmazinha mixuruca tem um site que presta.

  16. Rogério,
    eu já conheço o “defesabr”. É muito bom. O cara que o mantém é um verdadeiro guerreiro e patriota. Como os caras deste blog que também o são.
    Outro muito bom é o “Sistema de Armas” e o do “Campo de Batalha”.
    Tem outros também.
    São todos uns figuraças da melhor qualidade os mantenedores destes sites e blogs que fazem a alegria da galera que curte o assunto.
    Um abraço!

  17. o comentário do Kurita foi viralatista de extremo mau-gosto. Viram que navio stealth pode ser bonito.Avisem aos americanos

  18. lembro-me de ter postado a alguns meses atras uma sugest~ao detes navios ou mesmo a classe de corvetas Visby suecas como modelo de navios que poderiam ser avaliados para um poss´ivel reaparelhamento da marinha. na altura, alguns experts disseram que tal n~ao se adequava as nossas realidades…
    bem a julgar pelas dimens~oes e o relativo poder de fogo deste navio vejo que o que muitos dizem ser improv´avel para os nossos navios dado seu deslocamento e dimens~oes ´e sim poss´ivel para os navios dos outros.
    oque me leva a crer que ou estamos muito enganados ou o resto do mundo est´a certo…

  19. estes barquinhos aí em cima só serviriam para uma “guerrilha naval lá no meio das ilhas aland, ao estilo das philipinas na IIWW, ou então para fugirem para a costa da suécia!Se alguém acha que a MB deve realizar guerrilha naval contra as prováveis( e realistas) ameaças ao Brasil…

  20. Concordo com o primeiro comentário do Bosco. Primeiro, precisamos de uma quantidade decente de Navios-Patrulha e Navios-Patrulha Oceânicos armados / equipados para cumprir as tarefas básicas dos mesmos. Satisfeita essa necessidade (ou enquanto ela caminhar para ser satisfeita), a incorporação de versões mais pesadamente armadas dos mesmos seria interessante, a meu ver.

    Falando em armamento, acabei de ver nas bancas uma Segurança & Defesa com uma matéria sobre armamento de tubo, começando em 57mm e indo até 127mm. Parece ser interessante, vou ler. Tinha uma foto de um “Spruance” alvo recebendo um disparo de 57mm.

  21. Voltando à Hamina, o que achei interessante foi o fato desse pequeno navio contar com lançadores de Umkhonto, que por terem guiamento infra-vermelho avançado e capacidade LOAL “Lock on after launch”, não requerem outro guiamento além do que é dado no momento do disparo pelas informações provenientes do TRS3D (que aliás também equipa as Meko200A sul-africanas, se não me engano, e está nas Bremen atualizadas e padronizadas com as K130, ambas alemãs), podendo ser atualizado também por data-link. Acho que lançadores e radares assim (ou de capacidade similar) em sucessoras da Barroso seriam interessantes…

  22. Ninguém aqui percebeu o atraso que estamos em relação a outros países? Que nenhum navio de combate brasileiro tem sistemas tão avançados como este pequeno navio patrulha, que tem towed array e até radar 3D, inexistentes na nossa Marinha?
    Senhores, caiamos na real, a Marinha do Brasil não é guarda-costeira. Navio de combate é uma coisa, navio de polícia naval é outra.
    Mais vale ter meia dúzia de Haminas, que poderiam até fazer a defesa antiaérea do Rio de Janeiro, do que uma Esquadra que tem um navio-aeródromo sem aviões e fragatas que só servem para mostrar a bandeira.

  23. Mahan, só restará à MB a opção de fazer guerrilha naval contra alguma potência, pois não temos condições de travar um combate clássico contra uma marinha de águas azuis de verdade.
    Como indicou o Farragut, precisamos de uma Jeune École à brasileira. Investir em pequenos navios dotados de armamento e sensores de combate com REAL capacidade de dissuasão e submarinos.

  24. Hum… Já tivemos uma “Jeune École à brasileira”, há uns cento e poucos anos: Encouraçados “guarda-costas” Floriano e Deodoro, e cruzadores torpedeiros (na real, nem uma coisa nem outra) Tupy, Tymbira e Tamoyo, além de outras pequenas torpedeiras, fora o Cruzador Barroso, este sim navio decente para a época e destoante do resto. Até que duraram bastante tempo pra além da obsolescência, esta já herdada do estaleiro. E como a gloriosa esquadra de 1910 que a sucedeu, só navios, sem capacidade de mantê-los direito. E, é claro, tanto uma esquadra como a outra seguiam conceitos diversos e ficaram restritas a poucas unidades para serem realmente eficazes em relação ao que preconizava suas escolas (e, aliás, por muito tempo conviveram). Bom, tudo isso pra dizer que, em pleno século XXI, o que mais temo é que, seja uma visão Jeune École renovada, de negação de mar, ou uma visão “combate clássico”, não se concretize nem uma, nem outra, e fique-se com o tempo com tosco um arremedo de ambas, ou menos ainda que isso. Bom, pelo menos a diferença em relação a 100 anos atrás é que a capacidade de construir e manter navios de primeira categoria, seja de uma escola ou de outra, existe, apesar de natimorta e necessitando de cuidados e atualizações. Enfim, que venha a Jeune École à brasileira (que é o lado para o qual Mangabeiras e Jobins parecem apontar) do século XXI para a parte efetivamente guerreira e não policial da MB, caro Nimitz. Mas que venha, não fique na metade.

  25. As Hamina representam o que penso sobre as ideais pequenas plataformas navais. Furtivas, velozes e letais, com robusta capacidade de fogo SSM e SAM. Sem dúvida que a defesa marítima não pode somente pautar-se nelas, mas constituir um “mix” de plataformas de menor complexidade para plataformas mais avançadas. Vigilantes 400 CL54 (NAPA 500), Harminas e Combattante BR70, além das “futuras” escoltas maiores.

  26. Joune ècole..é coisa de francês né (olha eles aí de novo)? Porque nós Brasileiros sempre queremos ficar do lado dos perdedores ( e seus conceitos)?

  27. Isso é verdade João das Botas e ja vimos no que deu quando algum cliente que foi contra algum pais da OTAN ganhou um baita pé na bunda dos franceses não venderam mais nada…
    Melhor fasermos parceria com paises não alinhados.
    Continuo achando que esses navios com umas 50/60 Toneladas a mais e Upgrade nos motores ficaria muito boas para nos ja que isso deveria aumentar a capacidade de combustivel delas.
    Saudações

  28. Nunão,
    depois que li seu comentário entrei no site da S&D e li sobre a intenção da MB de mudar para canhões mais pesados como os de 127mm.
    Ainda não comprei a revista e não li a matéria inteira mas já adianto que se for verdade é um disparate.
    A única vantagem de um canhão de maior calibre que os de 114mm (que já acho grande) é dar maior capacidade de apoio de fogo aos fuzileiros ou em ações punitivas. Estas armas não são características de marinhas de países alinhados com a paz e que não têm pretensões de ocupar, invadir ou atacar outros países.
    Qual as necessidades reais da marinha frente às possíveis ameaças? Qual doutrina ela vai usar para lidar com as possíveis ameaças? Será que apoio de fogo é importante para a marinha “possível” que o Brasil precisa? Podemos levar a guerra a outras costas mundo afora? Em qual situação hipotética isto poderia acontecer que foge à minha imaginação? Qual “inimigo” potencial nos temos em que tais armas seriam cruciais? Tendo tais canhões podemos manter um fogo consistente com nossos estoques de munição, e manter uma campanha com os parcos recursos de que dispomos? Ou estes canhões são para dar tiro na nossa própria costa?
    Olha! Tem hora que parece que os loucos tomaram conta do hospício de vez e da vontade de desistir. Daqui a pouco vamos querer ter AGS, DDG1000 e submarinos Ohio SLCM recheado de Tomahawks.
    Haja paciência!

  29. Calma, Bosco… Acabei de ler, não é necessariamente intenção da MB, tá mais pra elocubração de quem escreveu o artigo, que é bem amplo, e certamente ultrapassa qualquer visão realista da MB ao tratar dos futuros canhões eletromagnéticos de 64 joules.

    Pode apostar que as primeiras “6.000” toneladas, quando e se sairem, vão ter Mk8. A MB aparentemente gosta muito deles.

  30. E não é são bem bonitas as tais das bichas? Mas além do problema da autonomia como ficaria a estabilidade em alto-mar? Não haveria problemas com um mar territorial tão grande como o nosso?

  31. Quando postei esses links, da hamina e da Visby, alguns meses atrás, visava justamente questionar a opção “sempre francesa” de aquisição nacional.
    Efetivamente a hamina não serviria para mar aberto, mas imagino o grau de defesa que poderíamos usufruir com algumas delas postadas em cada um de nossos principais portos (Santos, RJ, Tubarão p.exe), muito maior que qualquer “opalão velho” armado com seus aviões de papel e pirocópteros….
    O custo de cada uma é de 50 milhões de libras, enquanto que as Visby totalmente armadas encontram-se na casa dos 250 milhões de libras cada (The Guardian/UK), coloquei o link com os custos na época também.
    Fora o alcance, em relação a armamento e tecnologia, nossos “futuros patrulhas” não passam de balsas (daquelas do naufrago, mas sem o WILSON!!!!)

    Fica a pergunta: se um barquinho desses pode ter armas de verdade, pq nossos patrulhas, teoricamente maiores, serão armadas com flechas e estilingues?

  32. Essas classes de navios patrulha, tem mais poder de fogo que a Barroso. E tem gente aqui que acha que a Barroso não poderia receber esse tipo de armamento em razão de limitação de casco ou peso. Pelo sistema de armas acima descrito nesse pequeno navio, vê-se que o problema brasileiro é falta de verba, e de planejamento geral também. sobre as canhoneiras, acho que são ideais para a função de guarda costeira. tem esperança de que sendo de manutenção barata, sem alta tecnologia, sejam encomendadas as 50 inicialmente faladas. Sobre naves de guerra de superfície, não vejo nada no horizonte além das falas ponposas de autoridades. A

  33. A questão do míssil piranha é emblemática. Os formadores de políticas militares, ainda não perceberam que nós não podemos criar um sistema de armas sem ajuda e comprometimento externo. O Brasil não é grande o bastante para absorver a produção industrial de uma arma que só será usada pelas nossas FA. Daí, gasta-se o que não tem encomenda-se muito pouco e a arma demora o triplo do tempo para ficar pronta. E quando é testada o mercado externo já está testando e fabricando uma ou duas gerações acima.

  34. Paulo, a resposta é sempre uma das tres opções a seguir: não há verba, não precisamos disso, eles não transferem tec. Abraço

  35. As pessoas quando falam que o brasil deve ter um poderoso parque industrial militar não perceberam que o país tem outras prioridades (educação, saúde e segurança interna), que não entra em uma guerra há 60 anos, que não está em região com conflito deflagrado , por enquanto. então só há viabilidade no desenvolvimento de armas com parceria externa. Não importa se o “irmão” é mais fraco ou mais forte, o que importa é a parceria. O orçamento das FA hoje é ridículo, mas não pensaem que haverá no futuro tanto dinheiro assim para uma industria tão ampla. Perdemos o bonde do F-35 anos atras quando a Embraer foi consultada e não entrou pois o governo não estava nem aí. que venha o míssil com os sul africanos, ´só espero que não nos tornemos mercado cativo da industria francesa, pois tal qual aqui, a França queria fabricar de tudo, realmente faz de tudo um pouco, mas seus produtos estão longe de ser o creme da tecnologia atual de ponta, justamente pelo erro estratégico em não ter parceiros. Saíram do Eurofighter pra criar um caça inferior, o Rafale, que mal se paga, pois não vende e com isso flui hoje muito menos dinheiro em pesquisa na França no que nos EUA, que ao perceberem o tamanho da conta, fechou acordor, e hoje prevê vender mais de três mil F 35 nos prximos 25 anos.

  36. Mauro excelente seu posicionamento. Apesar da baixa autonomia, essas plataformas serviriam muito bem para negar o uso do mar, dentro da zona exclusiva econômica. E, reitero, o seu emprego somente é válido como complemento a outros meios. Portanto, não podemos nos pautar, somente, em uma só plataforma para a defesa da Amazônia Azul, qualquer que seja o meio naval.
    Outro comentário bastante pertinente, é quanto a reversão do parque industrial. Como bem expôs todos os países desde o século 18 que disponham um parque industrial tem uma certa vantagem, desde que o conflito dure o tempo necessário para que esta “mobilização industrial” ocorra. Não me parece que algum conflito futuro dure mais do que alguns meses de forma intensa, ou como preferirem, em regime de guerra total.
    Daí concluo, pelo seu ponto de vista, que o parque industrial de defesa tem que ser fortalecido agora para que possa reagir imediatamente sobre as pressões nos estoques bélicos. E, sem dúvida, o Brasil está entre os líderes na América Latina neste quesito.

  37. Nossas patrulhas não podem ser tão caras e armadas (e com pequena autonomia). É contraproducente interceptar barcos de traficantes de drogas ou de contrabandistas ou de navios pesqueiros com mísseis RBS15. Precisamos de Patrulhas Oceânicas e Costeiras armadas com canhões e metralhadoras e grande autonomia.
    De resto, precisamos de corvetas de uso geral com ênfase em ASW, fragatas anti-aéreas e submarinos DE. Se sobrar uma graninha podemos ter umas destas Haminas no caso da coisa ficar preta que elas são bem bonitinhas.

  38. Um pais pode ficar 1000 anos sem fazer guerra mas deve estar pronto para ela.
    Basta ver o que aconteceu no Libano a infraestutura do pais foi pro Brejo,iraque e concerteza sairia muito mais caro….
    Aqui concerteza temos dinheiro para todas as necessidades basicas e para as FA’s e ainda sobraria.
    Aqui isso tem outro nome mau investimento.
    Saudações

  39. Pois é Bosco.
    Também vejo assim, que venham os 50 barcos com canhao. Pra exercer guarda costeira, não precisamos de equip. de ponta. Minha única critica é sobre a vel. desses barcos, acho baixa.

  40. Mauro, sobre os Mirage III OK. Mas vc sabe o que queimou a França em boa parte do mercado? quando Israel estava a ponto de ser destruído e pediu com urgencia mais avioes, os franceses negaram com argumentos populistas. Ai, Israel caiu no colo dos americanos.Varios paises viram nisso falta total de compromisso frances. Não disse que o produto frances é lixo, mas não é ponta não. O EC 725 é um fracasso de vendas, nem eles querem o helo, e querem diminuir o prejuízo conosco. Eles lá adotaram o EH 90. Sobre o F 35 vai repetir o sucesso dos F 16. sobre transferencia? vc acha que se o Rafale tem tec. revolucionaria eles nos dariam o riscado? se é de ponta porque tá encalhado dando prejuízo a eles que não podem absorver mais do que 280 unidades? Em recente concorrencia no oriente medio, o rafale foi o unico a nao conseguir supercruise e essa nova caracteristica é importante pra nós, que somos um continente. A Dassault promete novos motores, mas isso é pra daqui a anos. Bom eu acabo sempre falando com visão de que devemos encomendar o melhor possivel. E diferente das canhoneiras, como guarda costeira, estarão excelentes, que venham 50 ou mais. (Quando critico é quando o Jobim vai ao congresso vendendo a ideia de que são a “nova” MB, que protegerão plataformas). Nossa ZEE é imensa, acho eu maior que a do Japão. rsrsrsrsrs

  41. saiu uma noticia aqui no Rio que os EUA mandaram dizer ao Jobim que a IV frota, nao é pra invadir o Brasil não, como muitos aqui acham, mas pra protege-lo, pois poderemos nos tornar o principal forcencedor de óleo deles e então seremos estratégicos dentro do grande jogo mundial, como não temos capacidade de defesa, então eles querem uma frota pronta pra isso, não porque são bonzinhos, mas pra que nao tenham interrompido o fornecimento do ouro negro por um ataque de algum maluco Isso saiu no Jornal o Globo.

  42. Caro Mauro
    Conforme pronunciamento recente do presidente da Dassault, o Rafale é 100 % Dassault, 100% França, segundo a visão dele, o dia em que aquela indústria terceirizar um componente, jamais voltará a produzir inteiramente um avião.

  43. Com o preço de um “Hamina” poderíamos comprar pelo menos 4 caças supersônicos com capacidade de ataque naval que fazem o serviço do mesmo jeito, só que ao invés de 40 nós/ 500 milhas são 800 nós/1000 milhas.
    Precisamos é de Fragatas anti-aéreas (3/4), corvetas ASW (12/16), submarinos DE (15), sub nuclear (no mínimo 3), navios de patrulha oceânica (15), navios de patrulha costeira (30), navios de patrulha fluvial(15), aviões de patrulha marítima (18/24), navios de desembarque doca (2), navios de desembarque de tanques (2), navios varredores, algumas lanchas Stealth e helicópteros para o transporte de comandos.
    Por conta da FAB ficam os caças supersônicos com capacidade de ataque naval e os AWACS

  44. Acrescente-se a isto um número adequado de aviões e helicópteros para SAR e de lançadores móveis de mísseis anti-navios terrestres.
    Quanto aos subs nucleares não são fundamentais, mesmo porque acho que nunca o teremos.

  45. Mauro,
    embora ache que no atual momento não temos condições de ter um NAe a sua idéia de mesclar os A-4 com os Rafales M é bastante razoável. Até mesmo com um número menor, digamos, de 8 A-4, 6 Rafales e 6 helicópteros ASW.
    Não podemos nos esquecer que a adaptação do P-29 e do A-29 para operarem em NAe’s não é difícil e os mesmos podem ser bem aproveitados em conflitos de baixa intensidade. E quem sabe uma versão AEW do P-29 como era o Breguet Alizé francês se não me engano. Enviando os dados do radar via data-link para serem processados no navio.
    PS: na minha visão de uma marinha ideal para o atual momento histórico-ecônomico em que vive o Brasil cabe, além de aviões de patrulha marítima de longo curso com capacidade ASW, um razoável número de P-29 para esclarecimento e ataque (em determinadas situações). Sendo ótimos para apoiarem navios patrulhas lentos quando da perseguição a barcos de alta velocidade. Já que a velocidade dos nossos patrulhas é consideravelmente (como já observou o Douglas) lenta e os mesmos não possuem helicópteros orgânicos.

  46. Amigos vc estão me criticando pelos meus comentários? ORA para uma marinha que pensa em fazer segurança das plataformas com patrulhas canhoneiras rsss? Acordem rssss , a MB deve ter complexo mesmo de PT 109 rsss

  47. Achei interressante a Hamina,mas sera que um canhao destruiria um missel antinavio em vôo de aproximação,e segundo os quatro navio de encontro ao Hamina são antigidos sem disparar nem um missel. o video foi muito exagerado.Claro foi uma propaganda e muitos ficam sonhando com isto para a Mb.

  48. […] petróleo com navios-patrulha de concepção obsoleta e subarmados, assistimos em outras marinhas a proliferação de designs stealth e armamento pesado em unidades leves, que podem se contrapor perfeitamente a frotas inimigas mais poderosas, ainda mais com o emprego de […]

  49. navios patrulha muito bom, a nossa marinha tem total condições te manusear esse tipo de navio, portanto nao seria dar uma mercedes a um morador de rua, acredito q a pessoa que fez esse tipo de comentários nunca deve ter colocado os pés em um quartel de nossa marinha deve ser mais q tentou e nao conseguiu entrar para marinha.

  50. Li uma boa parte dos comentários e me orgulho de saber que há patriótas e que desejam o melhor para o país.Construir návios e submarinos para Marinha de Guerra etambém cargueiros par nossa Marinha mercante,creio não ser impossível,pois temosuma engenharia navalcompetente e estaleiros para isso.O problema é meramente político.Não é errado pensar grande.Produzir aqui gera emprego para mosso povo.Se construímos plataformas de petróleo que requerem tecnologia, porque não podemos ter uma frota ao invés de esquadra?por que pensar para vinte anos se podemos ter 15 submarinos,10 fragatas e 20 corvetas em cinco,sem contar,navios patrulhas etc.Desculpe por pensar alto,pois não aceito ver nossas Forças Armadas,Nossa Marinha Mercante,ou seja nosso potencial ser menosprezado ou jogado no lixo.Revitalizar nossa indústria naval,aérea,tecnológica se faz com erros e acertos,gera trabalho.Temos Universidades,Escolas Técnicas,centros depesquisa…Nossa Educação,Saúde,segurança estão em “frangalhos” pos causa da má gestão política aos longo de décadas,porém sabendo investir e aplicar os recursos mudar a mentalidade obtusa,gananciosa e anti-patriótica de nossos políticos aí poderemos ter orgulho de dizer que somos um país desenvolvido e nãp”emergente” como dizem Por isso faz-se necessário pessoas esclarecidas e ´s existe a educação como caminhao.Abraços e parabéns atodos que pensam num Brasil melhor.

  51. desculpem os erros,pois ainda não estou muito bem familiarizado com o teclado.Há palavras unidas a outras,algumas trocadas e até pontuação errada.Peço porém compreensão e novamente desculpas.Abraços.

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