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Type 730: o canhão anti-míssil chinês

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O Type 730 é um sistema de defesa antiaérea aproximada (CIWS),  projetado para defender navios de superfície em última instância contra mísseis sea-skimmer que tenham penetrado as defesas de médio e longo alcance. O sistema está instalado nas classes de destróieres “Luyang” Type 052B, 052C “Luyang II”, 051C “Luzhou”, e na de fragatas Type 054A “Jiangkai II”. Uma versão terrestre baseada no sistema foi desenvolvida e batizada como LD-2000.

O desenvolvimento do Type 730 começou no início dos anos 1990. O sistema tem algumas semelhanças externas com o Thales Goalkeeper da Holanda.

O Type 730 consiste de um canhão em barril com sete tubos de 30mm, um mecanismo de controle e de alimentação de munição e o sistema de direção de tiro. Normalmente um navio é equipado com dois reparos Type 730 para fornecer uma cobertura completa de 360º.

Ele é totalmente automático, alimentado por duas caixas com 500 projéteis de pronto uso. Uma caixa normalmente contém munição perfurante e a outra munição explosiva.
O canhão é alimentado eletricamente por uma fonte externa de energia, e tem uma cadência máxima de tiro de 4.600 a 5.800 disparos por minuto. O canhão tem alcance máximo de 3.000m, mas os alvos são engajados tipicamente a distâncias de 1.000 a 1.500m.

O sistema de direção de tiro inclui um radar TR47C e um sistema eletro-óptico, este último contendo uma câmera de TV com infravermelho e um telêmetro laser, com alcance de 6 km. O TR47C tem um alcance máximo de 8 km, contra alvos de RCS igual a 0,1m2.

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31 COMMENTS

  1. Este “Goalkeapelee” parece-me bom, sei não vejo uma evolução nos sistemas de armas chinêses e um exemplo para nós que adoramos comentar a evolução dos outros sem sair do lugar.
    seria bom se tivéssemos programas de desenvolvimento como estes tanto para a defesa naval como terrestre.

  2. O trinity brasileiro ( Mk 3 ) tem uma cadência de tiro bem menor e carregador duplo de apenas 101 projéteis, é inferior ao Phalanx e Goalkeeper mas compensa em alcance e utiliza espoletas de proximidade.Não é um CIWS dedicado e sim um canhão de tiro rápido multiuso, embora possa ser eficaz contra Harpoon ou Exocet.

  3. O Trinity é apenas uma adaptação do Bofors 40mm/L70. Na verdade é um CIWS de pobre.
    Sou muito mais esse CIWS bonitão dos Ching-Ling.

  4. Complementado o comentário do LeoPaiva, o Trinity usa munição pré-fragmentada com espoleta de proximidade para saturar uma região do espaço de fragmentos. Isto compensa sua “baixa” cadência de tiro e permite o engajamento de alvos a uma distância 2 x maior que a de canhões com menor calibre. Quanto à ser bom ou ruim, está na dependência dos sistemas de vigilância e de direção de tiro do navio em detectar e rastrear as “ameaças”, já que o Trinity não possui seus próprios sistemas dedicados. Além da sensibilidade da espoleta de proximidade quando enfrenta alvos com um RCS tão pequeno quanto os ditos mísseis. Teoricamente funciona muito bem.
    A USN parece sinalizar uma mudança de postura em relação à defesa aproximada anti-míssil com a seleção do Mk110 de 57mm no LCS e nos DDG1000. Seria uma tendência a querer migrar para canhões maiores com munição de alta fragmentação com expoleta de proximidade?
    Veremos!

  5. Se bem que a USN é altamente confusa no que diz respeito ao sistema anti-míssil ideal.
    Alguns possuem apenas o Phalanx, outros apenas os RAM, outros os ESSM, outros Phalanx e RAM, Phalanx e RAM e ESSM, ESSM e RAM, etc.
    Ou seja, eles fazem uma mistureba com o CIWS Phalanx e os mísseis RAM e Sea Sparrow/ESSM em qualquer combinação possível.
    Lá como cá o seguro morreu de velho.

  6. Existem videos no youtube,com o Trinity 40mm,mostrando varios testes,tem um que colocam um missil do tamanho do Exocet,
    à uma certa distancia do reparo,e fazem um disparo,o
    missil,na parte dianteira,vira uma peneira.

  7. Eu já vi Paulo, é muito interessante.
    O problema é saber se funciona em uma situação real onde ao contrário de um teste controlado o míssil não quer “aparecer”.
    Em testes ou eles usam um simulador de um míssil preso a uma “torre” ou no máximo um drone com velocidade muito inferior e em geral com dispositivos adicionais para incrementar a reflexão do radar.
    Não sei se algum sistema de defesa anti-míssil foi efetivo em combate real, tendo realmente abatido um míssil em aproximação em uma distância segura.

  8. E pensar que nos últimos anos, sob o governo dos 2 nefastos, a única novidade em artilharia aqui no Brasil, acho que foi o morteiro 120mm do EB.

    Link para video do Bofors 40mm

  9. Esqueceu do L118 105mm que tem o alcance maior que os M114 de 155mm heheheheh….até isso a gente consegue fazer por aqui. No CFN deve ter nego babando pela versão leve do M198 de 155mm que o USMC esta recebendo.

  10. Sistemas anti-mísseis como este chinês que usam munição cinética e alta cadência de tiro precisam ser altamente precisos para conseguirem impactos diretos, por isso todos contam com um radar de direção de tiro incorporado à arma, o que a faz intrínsicamente mais precisa.
    Sistemas que usam munição de alta fragmentação e espoleta de proximidade ou explosão/fragmentação em um ponto predeterminado do espaço podem usar diretoras de tiro (radar ou EO) não dedicados, de uso comum do navio porque pequenos erros angulares são aceitáveis.
    A munição 3P do Trinity é sensibilizada a 3 metros de um míssil como o Exocet e a até 10 metros de um caça.

  11. Como toda regra tem exceção o sistema “Sea Zenith” com 4 canhões de 25mm instalados juntos é o único CIWS no ocidente que foge à regra e não possui um radar incorporado. Pelo jeito os projetistas não acharam justificável o grande aumento do custo em relação ao “pequeno” ganho em precisão.
    Na Rússia vários sistemas CIWS com munição cinética também não têm um radar incorporado, usando o do navio.

  12. Interessante é que para ter-mos desenvolvido algo semelhante hoje teríamos que ter começado no governo Collor, 18 anos desenvolvendo alguma coisa é algo difícil de se ver por aqui, provavelmente os chineses começaram a partir de algo inferior comprado de outro país.

  13. O que os chinas fazem é manter o foco, copiar e melhorar, contruir na casa deles e se der, até exportar algum. Coisa que ainda não aprendemos…..descontinuamos tudo.
    Sds.

  14. Lá nos anos 80, eu me lembro de ter lido em alguma “Tecnologia & Defesa” ou “Defesa Latina” que o Brasil havia comprado os planos do Meroka ou de algum outro CIWS com a intenção de terminar o seu desenvolvimento por aqui para produzí-lo localmente. Pena que isso não deu em nada.

  15. O Meroka possui o problema de dispersar tiros a mais de 3 kilômetros do alvo devido à sua configuração multicanhão e não gatling como no Phalanx e no Goalkeeper.A tendência da Armada Espanhola é desativá-lo.

  16. ese e um goalkeeper maide in china mais o inpotante e que funciona sou a favor do brasil desenvouver um ciws nosso uma ideia seria um canhao 30mm e o miseis superficie ar en desenvouvimento pelo exercito numa configuraçao en que o canhao ficaria no cento da bateteria os misseis no lado e o sistema fila en cima para aquisiçao do alvo o brasil fabricao os miseis o radar e ja fabricou o canhao pro amx por que nao casar tudo num ciws AE UM DESAFIO PRA GALERA DESENHEN SEU CIWS E SE O ADIMINISTRADOR DO SAITE LIBERAR AGENTE PODE ESPOR O DESENHO NO SAITE O Q VCS ACHAN

  17. No ocidente temos apenas 4 tipos de canhões anti-mísseis que são o Phalanx, o Meroka, o Sea Zenith e o Goalkeeper. Em calibres de 20, 25 e 30 mm.
    Os de calibres 35, 40, 57, 76 mm são canhões multifuncionais empregados na defesa anti-míssil na dependência da munição apropriada (AHEAD ou 3P) e de um sistema de controle de tiro adequado por parte do navio.
    Vale salientar que o canhão 76 mm possui munição anti-aérea guiada e está sendo desenvolvida uma para o de 57mm. Isto aumentará a eficiência dos mesmos.
    Na década de 80/90 foram feitos esforços para o desenvolvimento de munição guiada anti-aérea para o canhão de 127mm da USN, o que o habilitaria a função anti-míssil, mas o programa foi interrompido.

  18. Alguém sabe se além dos canhões de 40mm e 114mm, a MB está estudando o uso do canhão Otobreda de 76mm?

    É impressionante como o seu uso está difundido em várias Marinhas de Guerra.
    http://en.wikipedia.org/wiki/Otobreda_76_mm

    Aparentemente é o mais equilibrado para tiro de superfície e anti-aéreo, e é o meu sonho de consumo para os futuros NaPaCos.

  19. Penso que esse tipo de canhão(CIWS) usando munição de impacto seria um complemento ao canhão Bofors Trinity 40mm em uso na MB que poderia ser substituido por um de maior calibre(bofors 57 ou o Super Rápido de 76 mm da Oto Melara) e só ficaria faltando um míssil tipo Sea-Wolf\RAM\Barak para completar a defesa anti-míssil.Acho que esses sistemas (Goalkeeper,Phalanx) é inexistente na MB por motivos de custo/benefício e o fato da MB só possuir canhões de médio calibre para defesa antimíssil é preocupante pois ele pode falhar ou em um ataque com vários mísseis ficaria na dúvida a eficiência dos mesmos,daí a necessidade de um canhão dedicado(CIWS) para última defesa.

  20. “No CFN deve ter nego babando pela versão leve do M198 de 155mm que o USMC esta recebendo.”

    Se vc se referiu ao M-777, é uma arma totalmente nova derivada da tecnologia do L-118 Light Gun.
    Consequenemente não é uma versão leve do M-198 e nem americano é, mas inglês.

  21. É falei besteira, e devo assumir que o meu conhecimento em termos de armamento de tubo é meio limitado mesmo, afinal pertenço a comunidade das “Ostras”.

    Bom, deve haver alguma coisa do M-198 nessa arma, agora o fato de ser derivado do L-118 eu não sabia e sendo assim é lógico que seja inglês, disso eu não tenho duvida.

    A ultima vez que li sobre essa nova arma ainda era um projeto em desenvolvimento (XM-177) e não dei muita atenção, dai o engano e minha orelhada.

    Mesmo assim valeu pela correção, e fica a minha expectativa de que essa arma venha um dia substituir os M-114 do CFN e quem sabe do EB.

  22. M-777 derivado do L-118?
    Pra mim é novidade.
    Embora seja de origem inglesa e não seja um desenvolvimento direto do M198 com certeza o M-777 é fruto dos ensinamentos que o mesmo trouxe ao exército americano. Portanto não deixa de ser uma “versão” do mesmo.
    Para um bom entendedor um ponto é letra.

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