QG Airsoft

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O Rafael Barak é um sistema antiaéreo integrado, projetado para a destruição de mísseis antinavio. O sistema compreende o míssil interceptador de 12km de alcance e Mach 2 de velocidade, o lançador vertical da IAI/Rafael, o radar EL/M-2221 STGR (Search, Track Guidance/Gunnery Radar) e o sistema de direção de tiro da Elbit, capaz de operação totalmente automática, com a habilidade de engajar dois alvos simultâneamente.
O míssil é capaz de voar a altitudes muito baixas e tem um raio letal muito grande, graças à sua cabeça de combate de 22kg. O sistema é totalmente operacional tanto de dia quanto de noite e em quaisquer condições meteorológicas. O míssil é lançado verticalmente, cobre 360º de azimute e é orientado por CLOS (Command to Line-Of-Sight), através de um feixe estreito de radar com capacidade ECCM (contra-contramedidas eletrônicas), para garantir a imunidade a jamming. O sistema de guiagem garante a interceptação de alvos a altas e baixas altitudes, mesmo em ambientes desfavoráveis, com clutter e com alvos simultâneos de várias direções.
O Barak equipa dez navios de guerra da Marinha da Índia, inclusive seu navio-aeródromo Viraat. Em 2003, quando foi adquirido pela Índia, o míssil teve dois lançamentos mal-sucedidos. Mas em 2005, todos os testes tiveram 100% de acerto nos alvos, contabilizando 14 lançamentos bem-sucedidos até 2007. O Barak também é usado pela Marinha de Israel e pela de Singapura. Como o sistema é compacto, pode ser instalado até em navios de pequena tonelagem.

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Para o ministro Nelson Jobim, da Defesa, é preciso pensar na proteção de instalações estratégicas

As Forças Armadas brasileiras colocarão de prontidão 9 mil homens para tentar repelir uma iminente invasão no litoral brasileiro. O objetivo das tropas inimigas são a Serra do Mar e – posteriormente – as instalações de Yptu, um local imaginário e bem menos conhecido do que a camada de pré-sal, recentemente descoberta e amplamente divulgada pela Petrobras, mas que também guarda um megacampo de petróleo e gás.

A ofensiva dos homens do Exército, Marinha e Aeronáutica começará no dia 15 de setembro e se estenderá até o dia 26, quando os invasores estarão derrotadas. Trata-se da “Operação Atlântico”, manobra conjunta das três forças, que visa fundamentalmente preparar “a defesa da área da Bacia de Campos e da infra-estrutura de petróleo e gás da região Sudeste”, segundo informa o Ministério da Defesa.

A operação não é a primeira e certamente não será a última, no litoral, com o objetivo de planejar a segurança de instalações de interesse estratégico. Ela é um dos mais fortes argumentos para uma idéia do ministro Nelson Jobim, atualmente em discussão no governo, para aparelhar as Forças Armadas: levar as empresas responsáveis por essas obras, como é o caso da Petrobras, a financiar as forças encarregadas de sua proteção.

O raciocínio básico é o seguinte: se as Forças Armadas contribuem para a valorização de uma empresa no mercado, levando seus investidores a sentirem-se seguros, nada mais natural que a Defesa seja beneficiária do resultado alcançado com o financiamento de equipamentos como navios e radares. Exemplo contrário seria o de um gasoduto, alvo potencial de freqüentes ações de terroristas

O ministro Jobim tem procurado esclarecer que não se trata de mercenarismo, mas da proteção de instalações estratégicas para o Brasil. Mercenarismo – argumentam interlocutores do ministro – seria se uma mesma empresa fabricasse aço e cerveja, e os militares cuidassem da segurança das duas instalações.

O foco de Jobim é a infra-estrutura estratégica, primeiros alvos em um país sob ataque militar: usinas de energia (hidrelétrica, nucleares), gasodutos, pontes, entre outros. É certo que a Petrobras, especialmente após a revelação da camada pré-sal, é um modelo prefeito e acabado do tipo de empresa imaginada por Jobim. Mas a “Operação Atlântico”, de fato está planejada desde 2007, antes de a Petrobras e o governo terem a dimensão do “mar de petróleo” que pode haver na costa brasileira.

Alguns sinais apontam nessa direção. O primeiro deles é que desde 2005, quando realizou a Timbó 3, uma das sete operações combinadas desencadeadas na Amazônia desde 2002, o foco das Forças Armadas tem sido cada vez maior em áreas com obras de infra-estrutura estratégicas. No caso, Timbó 3 se destinava à “proteção de áreas críticas, particularmente a usina hidrelétrica de Samuel e os aeroportos de Tabatinga, Porto Velho, Cruzeiro do Sul, Rio Branco e Porto de Tabatinga”, segundo a Defesa. Além disso, a Marinha já recebe recursos de royalties.

Dois anos depois, em 2007, as Forças Armadas realizaram a “Operações Solimões”, no jargão militar para “garantia da soberania nacional e manutenção de patrimônio petrolífero da região” – na prática, defesa da área onde a Petrobras explora petróleo e gás em Urucu -, e a “Operação Poraquê” que, como o próprio nome diz, refere-se às hidrelétricas amazônicas (o poraquê é um peixe que dá descargas elétricas). No litoral, ainda em 2005, foi realizada a “Operação Leão”, no litoral do Rio e do Espírito Santo, “a fim de salvaguardar as pessoas, os bens e os recursos brasileiros ou sob jurisdição brasileira”, diz o ministério.

Ano passado foi a vez da “Operação Albacora”, na mesma região do litoral entre o Rio e o Espírito Santo, “a fim de garantir a soberania nacional, com a preservação da integridade territorial e manutenção do patrimônio petrolífero da região”. Já a “Operação Atlântico”, a ser desencadeada em menos de um mês, é mais explícita ainda nos seus objetivos.

Segundo divulgou o Ministério da Defesa em sua página na internet, “uma operação combinada vem a ser um moderno conceito de aplicação de forças militares de mar, terra e ar, de forma coordenada, para atingir um objetivo que seja de interesse para o país, como, por exemplo, a defesa de áreas de grande atividade econômica”. A nota fala da área da Bacia de Campos e da infra-estrutura de petróleo e gás da região Sudeste, sem referência específica ao pré-sal, mas é certo que essa área também está incluída nos planos de Jobim.

A área litorânea é chamada de “Amazônia Azul”, na simulação feita pelos militares, e está sob o risco de um ataque militar, na simulação planejada, das tropas do país “Amarelo”, que quer ocupar “a região da Serra do Mar, rica em minérios, e um megacampo de petróleo e gás, “Yptu”, situada em áreas marítimas. Caberá às Forças da Marinha, Exército e Força Aérea fazer a mobilização necessária para levar o país “Amarelo” a desistir dos seus planos de agressão”.

A “Operação Atlântico” contará com cerca de 9 mil homens das três Forças. O teatro de operações se estenderá pelo litoral do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e o Atlântico Sul. Na região Sul haverá treinamento de comandos e estados-maiores, treinamento visando operações integradas das três forças, e “ações que envolvam o combate convencional em áreas marítimas e litorâneas”.

O custo previsto da “Operação Atlântico” é de R$ 20 milhões e já constava no Orçamento da União de 2008, elaborado ano passado pelo Planejamento. Esse é outro indício que a Defesa aponta para justificar que não pensava nos royalties do pré-sal ao pensar nas empresas que tocam e lucram com obras estratégicas para financiar o setor.

O problema, segundo a Defesa é que o valor nunca é o necessário e isso limita os meios utilizados. “Para ter maior realismo, seria necessário mais meios militares envolvidos”, diz um assessor. Prova seria a “Operação Poraquê”, que mobilizou um pouco mais da metade dos homens – 5 mil militares – e custou cerca de R$ 10 milhões. Na Amazônia. Em geral, segundo a Defesa, a Força Aérea é a que mais se aproxima de uma operação real. No caso do Exército, o treinamento é mais realista para o Estado-Maior, que cuida do planejamento, mas menor para o operacional.

FONTE: Valor Online

NOTA DO BLOG: As empresas brasileiras já financiam as Forças Armadas com os altos impostos que pagam. O problema é que o dinheiro que deveria ser repassado às Forças é contingenciado há anos. Só a Marinha tem mais de R$ 3 bilhões de reais para receber dos royalties do Petróleo que lhe são devidos por Lei.
Por isso desconfiamos de todo o discurso sobre o Plano Estratégico de Defesa que está para ser anunciado no próximo dia 7 de setembro, pois o atual Governo ainda não mostrou nenhuma ação concreta para reverter o estado de sucateamento dos nossos equipamentos de Defesa. Por enquanto são só ações paliativas, promessas e muitas reuniões.

 

Monte sua Barroso de papel

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Finalmente, como prometido, nosso colaborador Fernando “Nunão” de Martini terminou os planos de montagem da corveta Barroso, que estão disponíveis nas imagens abaixo.
São dois arquivos em formato JPG de 300 dpi, um com cerca de 1Mb e outro com pouco mais que 2 Mb. Ambos estão em formato A4 (podendo ser ampliados para imprimir em A3, o que resulta numa maquete maior e mais fácil de montar.
Observação: as fotos do modelo da Barroso, já publicadas, são de um
protótipo de 5 anos atrás, alterado conforme novas imagens. Mesmo assim, há pequenas diferenças, mas as fotos do protótipo podem tranqüilamente servir de referência para a montagem.

NOTA DO BLOG: Pode parecer apenas uma brincadeira e passatempo, mas o modelismo é um hobby capaz de despertar nas crianças e nos jovens a paixão pela carreira e pelos assuntos militares. Nós do Poder Naval crescemos vivendo essa realidade e estamos plantando a semente na esperança de “fisgar” muitos outros. Espalhe a mensagem também! Mesmo numa época de Playstations e Lan Houses, incentive seus filhos, sobrinhos, netos e amigos a montarem suas maquetes.

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A Marinha está mais uma vez no Litoral Norte realizando treinamento militar. Os alvos são paredões rochosos do arquipélago de Alcatrazes protegido como área de proteção ambiental. A novidade desta vez é que funcionários do Ministério do Meio Ambiente estão acompanhando de perto a operação.

São Sebastião é a base de apoio ao treinamento da marinha em Alcatrazes. A equipe que vai participar dos exercícios de tiros tem 10 oficiais, além da tripulação de uma fragata que vem do Rio de Janeiro. Pela 1ª vez, três funcionários do Ministério do Meio Ambiente vão acompanhar o grupo.

Segundo a analista ambiental do Ministério, Marli Penteado, a ida dos funcionários vai servir para observar a atividade da Marinha e criar eventuais sugestões para diminuir o impacto desse tipo de atividade na fauna e na flora do arquipélago.

Os tiros são disparados da fragata em direção a alvos instalados nas rochas do arquipélago. Para o Capitão Carlos Monteiro, comandante da Capitania dos Portos, a área dos testes acontecem em formações rochosas ao nível do mar e não oferece risco de incêndio ao arquipélago.

Nas ilhas vivem cerca de 16 espécies de animais que só são encontradas ali. Só de aves são cerca de oito espécies. Em um acordo feito em 2006, entre a Marinha e o Ibama ficou decidido que as operações respeitariam a chamada ‘janela ambiental’, um período estipulado pelos pesquisadores em que o dano seria menor. Isso não estaria acontecendo nos exercícios dessa semana.
Ainda de acordo com os pesquisadores, esse período da ‘janela ambiental’ seria entre novembro e abril, quando não há tanta atividade de reprodução e alimentação dos animais. O comandante da Capitania dos Portos não quis comentar sobre essa questão.

FONTE: http://www.vnews.com.br/

NOTA DO BLOG: A Ilha de Alcatrazes é a principal ilha do arquipélago dos Alcatrazes, localizado no litoral norte do estado de São Paulo. Se distancia aproximadamente 45 km do Porto de São Sebastião, e dista igualmente do município de Guarujá. Sua área é de aproximadamente 196 hectares. A ilha é habitada por uma infinidade de pássaros, principalmente alcatrazes, de onde origina o nome do arquipélago.

 

Mk 8 já tem substituto na RN

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A BAE Systems desenvolverá um canhão naval de 155mm (foto) para equipar os atuais e futuros navios da RN. O contrato, firmado com o MoD do Reino Unido, foi avaliado em quatro milhões de libras esterlinas.

O futuro canhão substituirá os atuais Mk 8 de 4.5″ (114 mm). Segundo informado, as vantagens serão: maior proteção para os navios, redução de custos e melhoria nos aspectos logísticos, pois a munição será a mesma empregada pelos canhões do Exército britânico.

Os navios que serão contemplados com o novo armamento serão as fragatas Tipo 23 remanescentes e os novos contratorpedeiros Tipo 45. A classe Tipo 22 não foi citada. O acompanhamento desde projeto é importante para a MB, pois a quase totalidade do seu armamento de tubo de médio calibre é composta pelos Mk 8 de 4,5″.

 

Fundo soberano pode desvirtuar royalties do petróleo

Nota do Blog: O texto a seguir foi publicado no jornal Gazeta Mercantil hoje (19 de agosto). A rápida leitura do mesmo nos faz refletir sobre o episódio do cancelamento do programa F-X da FAB, com o objetivo de destinar os recursos ao programa “Fome Zero”. O F-X foi cancelado e a fome não foi zerada. Um mero marketing político. Será que ocorrerá o mesmo com os royalties do petróleo e o reequipamento do MB? A Marinha terá que ser forte no jogo político para não perder recursos legítimos.

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GAZETA MERCANTIL – São Paulo, 19 de Agosto de 2008

Com pré-sal, soberano volta ao debate

As discussões envolvendo a criação de um fundo soberano pelo Brasil se arrastam há quase um ano e, agora, ganham novos contornos.

As discussões envolvendo a criação de um fundo soberano pelo Brasil se arrastam há quase um ano e, agora, ganham novos contornos. A descoberta de reservas gigantes de petróleo no chamado pré-sal, com os bilhões de dólares que ela pode gerar em royalties para o País, realimentou os debates sobre a criação de um fundo. A proposta que está no Congresso prevê a elevação do superávit primário em 0,5%, com os recursos direcionados ao fundo. Com o pré-sal no foco, outras alternativas começam a ser cogitadas pelo governo.

A nova idéia é de um fundo soberano formado com os royalties do petróleo. Sua destinação, chegou a afirmar o presidente da República, seria para “combater a desigualdade” ou ainda para “reparar erros históricos do País”. Em uma declaração mais recente, Luiz Inácio Lula da Silva chegou a citar o fundo soberano da Noruega, que utiliza recursos oriundos do petróleo, como um modelo. Qualquer que seja a opção do Brasil, dizem especialistas, as idéias em discussão – e a própria necessidade do fundo – parecem distantes da experiência internacional.

“Este tipo de fundo soberano é bem antigo, normalmente criado por países com sobra de recursos, superávites estruturais para compor o fundo, o que não é o caso do Brasil”, critica Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating. “Nosso superávit é conjuntural e não podemos esquecer que a economia feita se sustenta graças a uma carga tributária excessiva”, diz. O saldo primário excedente, de 0,5% do PIB, na estimativa do governo, irá destinar R$ 14 bilhões ao fundo soberano. Há uma possibilidade, que deve constar da proposta orçamentário para 2009, que destina qualquer excedente acima da meta de 3,8% do superávit primário para o fundo. Até agora, o que excedia era utilizado para abater a dívida pública.

Um dos países que utiliza superávits estruturais para compor o fundo é a China. O país destina parte de suas reservas gigantes, de US$ 1,7 trilhão, para um fundo soberano que investe os recursos no mercado acionário, na busca por rentabilidade. As reservas brasileiras, pouco acima dos US$ 200 bilhões, estão longe de ser consideradas gigantes.

Outro tipo de fundo soberano são os de estabilização, típicos de países ricos em um determinado recurso natural. O Chile, por exemplo, tem um fundo com recursos oriundos das exportações de cobre. No Oriente Médio, são comuns os fundos compostos por recursos da extração de petróleo. O mais antigo deles é o do Kwait, da década de 50. É o que se discute agora no Brasil, ou seja, usar os royalties do pré-sal para compor um fundo soberano.

Neste caso, a crítica que se faz é em relação à finalidade da iniciativa. “O problema não é criar o fundo com recursos do petróleo, isto pode ser positivo, mas desde que se defina muito bem sua utilidade”, questiona Vladimir Caramaschi, estrategista-chefe do Crédit Agricole, asset do banco Calyon. O economista lembra que normalmente fundos compostos de ganhos com recursos naturais têm por finalidade a estabilização fiscal. “No Chile, o fundo ligado ao cobre ajuda na estabilização fiscal, ou seja, quando o preço do metal sobe, o governo poupa os recursos para os momentos de baixa, que afetariam a arrecadação”, explica. “Aqui, pelo que se sabe, a proposta é um pouco diferente.”

As falas do presidente Lula estabelecem um vínculo entre um possível fundo soberano com recursos do petróleo a investimentos sociais. O fundo da Noruega segue esse modelo e visa garantir uma poupança de longo prazo. Nesse caso, a origem dos recursos e a destinação do fundo estão bem claros (leia texto abaixo).

Uma das hipóteses levantadas pelo governo seria que o fundo soberano investisse em educação. Hoje, a União fica com 40% dos royalties e o restante beneficia quatro ministérios: Marinha, Minas e Energia, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente. Mas, na prática, nem sempre os recursos chegam aos ministérios, ficando contingenciados.

A idéia original de aplicação dos recursos do fundo soberano composto pelo superávit primário também é diferente do padrão. Neste caso, os recursos seriam para financiar investimentos de empresas nacionais no exterior. “É o contrário do que hoje é feito, normalmente os fundos soberanos investem em empresas estrangeiras visando elevar sua lucratividade”, explica Caramaschi. Os fundos soberanos não compram apenas títulos de países, mas investem em imóveis, ouro e ações de grandes companhias na tentativa de maximizar seu retorno. Hoje, existem 47 fundos soberanos no mundo, com US$ 3,854 trilhões em ativos.

Discussão legítima

A idéia de criação do fundo soberano, seja ele via elevação do superávit primário ou com royalties do petróleo, é defendida pelo ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e atual consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Julio Sérgio Gomes de Almeida. “Acho inevitável que o Brasil tenha um fundo soberano, mas considero legítima a discussão sobre a origem dos recursos e sua finalidade”, diz Almeida. “É claro que o superávit primário é sustentado por uma carga tributária elevada mas, enquanto existir esta folga tributária, é melhor pouparmos os recursos”, explica o economista. Segundo ele, em um momento de menor crescimento e, portanto, menor arrecadação, a poupança já realizada evitaria uma elevação da carga tributária.

Sobre a utilização dos royalties do petróleo, Almeida é favorável desde que os recursos do fundo estejam “carimbados”. “Se não estiver claro qual a finalidade do fundo pode ocorrer o que já acontece com os royalties, usados para sustentar a máquina estatal e não para investimento em educação, infra-estrutura etc.”, diz. “A idéia do governo de criar um fundo soberano com os royalties está correta, é preciso perpetuar esta riqueza, mas sei que falar é mais fácil do que fazer, por isto precisamos cuidar para que os recursos não caiam no gasto comum.”

 

Mais Perry para a Turquia

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A Marinha da Turquia receberá em breve mais duas fragatas classe “O. H. Perry” da USN. Uma será adquirida por compra e a outra será doada, mas ambas serão reformadas pelos EUA antes da entrega. A duas unidades foram recentemente retiradas do serviço ativo da USN. Atualmente a Marinha da Turquia já opera seis fragatas desta classe, todas adquiridas de sgunda-mão. Atualmente as “Perry” desempenham um papel secundário na USN e perderam muito da sua capacidade operacional. Esta classe, que já se aproxima dos 30 anos, será substituída pelos novos LCS.

 

Pouso a bordo no EBAR 2008

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No dia 1° de agosto de 2008, iniciou-se a fase de pouso a bordo dos alunos do Estágio Básico de Asa Rotativa – Turma 1/2008, da Marinha do Brasil. Contando com a presença do Comte. da Força Aeronaval, CA Garrone, os futuros Aviadores Navais Brasileiros tiveram seu primeiro contato com o navio, sendo que este elo, Navio-Aeronave, é de grande importância durante toda a carreira de qualquer aviador naval.

Durante este estágio na Fragata Bosísio, os 10 Oficiais-Alunos do CAAVO (Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais), realizaram vários procedimentos e diferentes tipos aproximações para pouso a bordo, além de se familiarizarem com as rotinas do DAE (Destacamento Aéros Embarcado) nos meios da Esquadra.

A aeronave utilizada é o IH-6B “GARÇA” (Bell 206B Jet Ranger III) do 1° Esquadrão de Helicópteros de Instrução – HI-1, aeronave que é utilizada na instrução básica de vôo, complementando o ensino teórico ministrado pelo CIAAN (Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval

Por Guilherme Wiltgen / Foto: ComForAerNav

 

Fotos da incorporação da Barroso

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A corveta Barroso já foi incorporada, pelo menos na coleção do amigo “Nunão”. Ele passou o final de semana fazendo alterações no modelo montado há 5 anos e também nos planos de montagem, que vai disponibilizar aos leitores do Poder Naval, como fez com o modelo da “Niterói”. BZ “Nunão”!

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Texto sobre o P-3 Orion – Parte II

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Já está no ar, no sítio do Poder Naval OnLine, a segunda parte do texto sobre o Lockheed P-3 Orion. Este texto trata dos diferentes tipos de P-3 fabricados e os seus usuários ao redor do mundo.

 

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A Marinha do Brasil, através da Diretoria de Engenharia Naval (DEN), abriu licitação para a construção de outros quatro navios de patrulha NaPa 500. Na verdade, trata-se de uma continuação do atual processo de obtenção de duas embarcações em construção pelo estaleiro INACE. Os navios serão do mesmo tipo, ou seja, baseados no projeto francês da CMN e já comentado aqui no blog. O valor sugerido para este contrato é de 208 milhões de reais (cerca de 52 milhões por embarcação).

Abaixo, parte do edital onde é esclarecido o “objeto” da licitação. O edital completo pode ser obtido diretamente no sítio da DEN .

2 – DO OBJETO DA LICITAÇÃO

2.1 – O objeto da presente Licitação é:

a) a construção de quatro Navios-Patrulha (NPa), para a MARINHA, que ora passam a ser denominados, respectivamente, 3º, 4º, 5º e 6º NPa, com todos os seus sistemas, subsistemas, equipamentos, equipagens, componentes, acessórios e instrumentos;
a.1) a elaboração do Projeto Executivo e Projeto de Detalhamento dos quatro NPa, desenvolvidos a partir das informações dos documentos do Projeto de Concepção fornecido pela MARINHA
b) o fornecimento de ferramentas especiais, sobressalentes, documentação técnica e e garantia da qualidade;
c) o treinamento da tripulação para operação e manutenção de 1º e 2º escalões para todos os equipamentos.

2.2 – A construção dos quatro NPa dar-se-á a partir dos Projetos de Concepção, Executivo e Projeto de Detalhamento aplicados em outros dois NPa, ora denominados 1º e 2º NPa, já em construção para a MARINHA, desenvolvidos pela empresa francesa Constructions Mécaniques de Normadie – CMN, e executados pela empresa brasileira Indústria Naval do Ceará S/A –
INACE, cuja documentação será disponibilizada à futura CONTRATADA pela MARINHA, de acordo com o estabelecido no subitem 20.2 deste Edital.

2.3 – A descrição detalhada do objeto consta do Projeto Básico, Anexo A deste Edital, e dos documentos nele referenciados.

NOTA DO BLOG: Esses navios são uma versão ligeiramente modificada dos patrulhas franceses da classe P-400, cujo projeto data de 1982, quando foi pela primeira vez apresentado.
Os primeiros seis (foram efetuadas duas encomendas, uma de seis e outra de quatro navios) foram considerados sub-motorizados, sendo feitas alterações posteriormente de forma a dar a estes navios uma velocidade máxima superior a 20 nós.
O primeiro P-400, baptizado L’Audacieuse, entrou ao serviço nos finais de 1986, tendo o último dos navios sido entregue à Marinha da França em 1988.
No projeto original, são navios capazes de atingir 24 nós, com uma tripulação de 26 e capacidade para o transporte de mais 20 pessoas a bordo. Têm 55 metros de comprimento e dispõem de autonomia para 7.000Km.
Além da França, este navio foi também vendido para o Gabão e Omã, e o projeto recebeu o nome de “Vigilante CL-54″.
É um projeto antigo, que foi modificado. O armamento é leve, adequado apenas a missões de polícia naval.
Alguns especialistas consideram que a melhor opção para o Brasil seria adquirir um projeto mais recente que tivesse provisão para a instalação de mísseis antinavio, na configuração “fit but not with”. Dessa forma, em caso de necessidade, os navios poderiam receber imediatamente armamento antinavio, aumentando consideravelmente seu valor militar.
Observar nas fotos abaixo, os navios CL-54 das Marinhas do Gabão e Omã, armados com canhões Bofors de 57mm e Oto Melara de 76mm. A versão brasileira será a mais fraca, com apenas um canhão de 40mm.

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A costa croata é mais quente que a finlandesa, mas também possui uma linha costeira extensa, com águas restritas e muitas ilhas próximas ao litoral, possibilitando a adoção de soluções semelhantes em termos de emprego de meios navais. Em 17 de julho de 2008 a Croácia comprou duas Lanchas de Patrulha e Ataque Rápido (FAC – Fast Attack Craft) da Finlândia, pertencentes à classe “Helsinki” e que são adequadas para operação nesse tipo de cenário.
O contrato de aquisição foi assinado em Zagreb pelo Ministro da Defesa croata Branko Marjomaa e representantes da firma finlandesa Patria Aviation Ou, e engloba as lanchas Oulu (62) e Kotka (63). Segundo o Ministro da Defesa, essas embarcações não eram previstas nas metas do Plano de Desenvolvimento e Reequipamento das Forças Armadas Croatas, que abrange o período de 2006 a 2015, sendo sim um compra de oportunidade que foi realizada depois de um contato realizado por representantes do país junto a autoridades croatas, informando a disponibilidade desses meios para venda. Foi também levado em consideração a fato desses navios serem compatíveis com meios que já estão em serviço na Marinha deste país.
A classe “Helsinki” é também conhecida pelos finlandeses como “PB 80” e é formada por quatro navios, tendo a construção da primeira unidade sido autorizada em outubro de 1978 e às três subseqüentes em janeiro de 1983. A construção de unidades adicionais foi cancelada em favor dos novos navios da classe “Rauma”.
Os quatro navios foram construídos pelo estaleiro Wärstila, de Helsinki sendo a Halsinki (60) incorporada em setembro de 1981, a Turku (61) em junho de 1985, a Oulu (62) em outubro de 1985 e finalmente a Kotka (63) em junho de 1986.
Construídas em casco de alumínio, tem um comprimento de 45.0 metros, boca de 8.9 metros e calado de 3.0 metros (propulsores), um deslocamento leve de 250 toneladas e carregado de 280 toneladas. Podem atingir até 30 nós de velocidade máxima que é proporcionada por três motores MTU 16V538 TB92 acoplados a três propulsores gerando um total de 12.000 bhp. Conta com uma tripulação de cerca de 30 homens.
O armamento é formado por até oito lançadores de mísseis superfície-superfície RBS-15SF, um canhão de duplo emprego Bofors SAK Mk-1 de 57 mm/70, dois reparos duplos de canhões AAé Sako de 23 mm/87, duas calhas de cargas de profundidade (três cargas cada uma) e minas.
Em missões de minagem é necessário que sejam desmontadas as calhas para cargas de profundidade e os mísseis RBS-15 para poderem ser instalados os trilhos para as minas. Os canhões Sako são uma versão local e modificada do ZU-23-2 russo e são instalados em reparos que podem ser modificados para receber, em seu lugar até 6 mísseis Mistral.
São equipadas com um radar de vigilância de superfície Phillips 9GA 208, um radar de navegação Raytheon ARPA, um radar de direção de tiro Phillips 9LV 225, uma diretora de tiro optrônica Saab EOS-400, duas alças Galileo para os canhões de 23mm, sonar de casco de alta freqüência Simrad SS 304 e Towed Array Finnyards SONAC-PTA. Para Guerra Eletrônica conta com o conhecido MAGE Thales DR-2000U e com dois lançadores de foguetes de chaff e flare do tipo Wallop Barricade, para 32 foguetes cada.
A alça optrônica EOS-400, modelo semelhante ao instalado em nossas Corvetas classe Inhaúma, é usada para controlar o canhão de 57 mm e foi instalada inicialmente sobre o passadiço das três ultimas unidades da classe, que tinham um desenho de superestrutura um pouco diferente da Helsinki. A Helsinki sofreu mais tarde modificações em sua superestrutura e passou a ter a mesma configuração das unidades mais novas.
A quantidade de mísseis RBS-15 varia de acordo com a configuração dos navios, podendo ir de quatro a oito mísseis, mas com a instalação do Towed Array a boreste, passaram a carregar apenas três containeres de mísseis.

 
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