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Queen Elizabeth 2, que serviu como transporte de tropas no conflito de 1982, deverá ser convertido em hotel flutuante em Dubai

Escoltado pelo HMS Manchester, um destróier Type 42 Batch 3, o Queen Elizabeth 2 partiu nesta segunda-feira da Base Naval Clyde, na Escócia, após sua última visita ao local onde foi construído há 41 anos. Em 1982 o navio, de propriedade da Cunard, foi requisitado pela Royal Navy para transportar tropas para o Atlântico Sul, e boa parte do seu trajeto rumo à Zona de Operações foi feito sem escolta. A cerimônia foi um tributo da RN aos serviços prestados no conflito pelo QE2, considerado por décadas como o navio de cruzeiros mais famoso do mundo até o lançamento de seu irmão mais novo, o gigantesco Queen Mary 2.

Fonte e foto: Royal Navy

Nota do Blog: segundo o site não oficial do QE2, o navio deverá ser entregue em novembro à companhia Dubai World. Seu destino provavelmente será a conversão em hotel flutuante em Dubai, EAU, atracado a um pier construído especialmente para ele. A Base Naval Clyde, citada acima, fica próxima a Glasgow e é responsável pelo suporte ao sistema de armas estratégicas Trydent, composto pelos quatro SSBN classe Vanguard e seus  SLBM Trydent II D5. 

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COMENTÁRIOS VIA FACEBOOK

18 Comentários to “Royal Navy presta homenagem a “veterano civil” das Malvinas”

  1. Elden disse:

    Eu tinha 12 anos quando a guerra estourou, e lembro-me que pensava: Se os Argentinos torpedearem este navio, a frota volta pra casa.
    Bom, Eles preferiram atacar as escoltas e o resultado todos já sabem.
    Mais pergundo: Se eles tivessem afundado este navio e outros de suprimentos, será que os Ingleses continuariam na área? Hoje penso que não; e no mínimo teriam atrasado uns 06 meses a retomada das ilhas. A guerra não é só ataque frontal, a história nos mostra isso, o ponto fraco de todos os oponetes é o suprimento, sem eles, já era, não chega armas, munição, comida…
    Um abraço a todos.

  2. João-Curitiba disse:

    Caro Elden.
    Os argentinos chegaram a afundar um navio, parece que era o Atlantic Convoyor (não era assim, mas quase), que levava todas as barracas que seriam usadas pelas tropas. Porisso eles tiveram de dormir ao relento.
    Mas não fizeram mais por medo do sub nuclear que os ingleses deslocaram para a área. O NAe deles nem saiu do porto. O cruzador General Belgrano foi afundado fora da zona de exclusão. Também por medo do sub, ele só ficava ao largo.
    E também por medo do sub nuclear, os argentinos só atacavam no entorno das Malvinas, ataques aéreos.
    E olha que os britânicos deslocaram só um sub. Outro medo deles é que não sabiam se nuclear era o sistema de propulsão ou se ele também levava mísseis atômicos que poderiam ser disparados contra o país.
    Na verdade os militares argentinos não esperavam a reação da Inglaterra. Sempre pensaram que ela iria negociar na ONU. E não se prepararam convenientemente para a guerra.

  3. Coralsea disse:

    @ João-Curitiba:
    Além do HMS Conqueror, os britânicos enviaram outros 2 SSN; não me lembro agora do nome destes…eles não enviaram somente um SSN.

    @ Nunão:
    A base naval de Clyde é one ficam baseados os SSBN britânicos.
    Os mísseis Trident, ficam estocados na base naval de Culport, perto da base de Clyde….ambas perto de Glasgow.

  4. RL disse:

    Apenas não entendo uma coisa.

    Antes do conflito, de quem eram as ilhas Falklands ou Malvinas?
    Quem invadiu quem, quem retomou de quem?
    Argentina ou Inglaterra?

    Desculpem amigos minha santa ignorância no assunto, más quando a guerra estourou eu tinha apenas 6 anos. Li muito pouco sobre essa história.

  5. CorsarioDF disse:

    RL, lá no inicío do século XX e final do XIX, a Inglaterra tomou as “Malvinas” dos Argentinos, quase um século depois os Argentinos reivindicaram as ilhas, agora “Falklands” dos ingleses para desviar as atenções do povo em relação ao Governo Militar (e as persiguições políticas e problemas internos) que queria se manter no poder a qualquer custo. Aí os Argentinos foram lá e invadiram as “Malvinas”, só que a Inglaterra respondeu com uma guerra contra os mesmos. Isso é só pra você ter uma idéia do que aconteceu. Espero ter te ajudado em alguma coisa, sds.

  6. RL disse:

    Corsário DF. Muitissimo obrigado pela explanação.

    Vem de encontro ao que eu imaginava. Claro que a Argentina não seria doida de invadir uma ilha sem que antes a mesma não tenha sido de sua posse.
    Mais uma vez, os “folgados” e pretencionistas do mundo fazem o que querem.
    É como se de uma hora para outra a França ou Inglaterra, ou qualquer uma das grandes potencias europeias desolvessem invadir Fernando de Noronha por qualquer motivo que seja.
    Mais tarde, por algum outro motivo, nós tentamos resgatar nossos direitos e “Pimba”…assim como los hermanos ficamos chupando o dedo por sermos mais fracos.

    Obrigado Amigo.
    Abraços.

  7. Nunão disse:

    Coralsea, dei uma conferida melhor no site da RN e acho que vc está certo. O texto original aí em cima foi alterado de acordo.

    CorsarioDF, só pra complementar: a Grã-Bretanha tomou as ilhas, se não me engano, na década de 30 do século XIX, quando a Argentina como conhecemos hoje não existia pra valer, eram várias províncias em constante disputa entre si para comandar uma federação bastante heterogênea resultante da independência com a Espanha – e os ingleses se aproveitaram disso para tomar as ilhas que, de qualquer forma, na época pouco importavam para essa federação capenga, cujo domínio territorial pouco passava do sul da província de Buenos Aires (daí pra baixo, praticamente tudo era território indígena). Nem existia a figura de presidente da Argentina: Rosas, o líder mais conhecido dessa federação entre 1829 e 1852 e que muitos vêem como presidente, era na verdade governador da província de Buenos Aires. O estado nacional só se consolidou pra valer a partir da década de 1860, e os territórios mais ao sul foram tomados dos índios nas décadas de 1870 e 1880, mesma época em que o governo argentino começou a mandar expedições marítimas cada vez mais ao sul, rumo à Terra do Fogo e arredores. Aí que eles começaram pra valer a se interessar pelas ilhas, e com razão…

  8. João-Curitiba disse:

    Só para complementar o assunto, em janeiro de 1895 a mesma Inglaterra nos passou a mão na ilha de Trindade, sob a alegação que era terra sem dono. O Brasil chiou na hora e provou que aquela ilha nos tinha sido passada por Portugal por ocasião da independência. Numa arbitragem internacional o Brasil recuperou a ilha em janeiro de 1897, quando foi colocado um marco de bronze que testemunha o nosso domínio daquele local. No marco está escrito “O direito vence a força”. Mas como todo cuidado é pouco, desde 1957 ali funciona uma unidade da Marinha.
    Se a Argentina tivesse feito o mesmo na ocasião… Mas como disse o Nunão, na época (1830) a Argentina era apenas um projeto de país.

  9. Voluntário da Pátria disse:

    Além das Falklands nunca terem sido argentinas, ainda eram habitadas por milhares de britânicos que, lógico, preferiam permanecer súditos da rainha.

  10. Paulo Costa disse:

    As Malvinas na epoca pertenciam ao Peru,quando foram
    perdidas para os Ingleses.Na região não existiam
    o Chile,nem a Argentina.Quem mais perdeu terras na
    região foi o Peru,apos a criação destas….

  11. Antonio disse:

    Tem um texto interessante numa “Defesa Latina” ou “Tecnologia e Defesa” dos anos 80 com um título parecido com “A Primeira Batalha das Falklands/Malvinas” … Esse texto vale a pena ser lido pois ele relata um episódio ocorrido no início da Primeira Guerra Mundial quando os navios alemães que estavam no Pacífico (ou será Índico) tiveram ordens para retornar para a Europa e bombardearam as Falklands no meio do caminho.

  12. Nunão disse:

    Paulo, cuidado pra não confundir Vice-Reinado do Peru com Peru… E o Vice-Reinado do Peru já tinha sido dividido e criado o Vice-Reinado do Rio da Prata décadas antes. Saudações.

  13. Marcelo Ostra disse:

    o QE2 esta causando comoção em todos os locais que passa, em NY houve uma cerimonia especial, por ocasião de sua última escal, inclusive a passagem dos tren grandes da Cunard, pla primeira vez junto na mesma escala, o QE2, o QM2 e o QV

    Este navio escalou Santos 4 vezes, 1985, 1987, 1989 e 1992, fui ver ele em todas as oportunidades, alias em 1989 cpor ocasião de sua saida, ao redor das 1800 hrs ele parou um desfile de carnaval, pois o pessoal simplesmente virou para o canal e deu de costa para o desfile em favor do QE2, sem sombra de duvidas um dos maiores navios (nao em tamnho fisico, claro) da História

    Um dia uma almo tera iniciativa que os Dubaianos tiveram e algo do genero acontec por aqui

    MO

  14. Nunão disse:

    MO,
    O que eu mais gostei de saber é que o QE2 (conforme essa pesquisa que fiz, é claro) vai ficar lá em Dubai pra quem quiser ver e se hospedar etc, na cidade que está virando o maior parque de diversões para adultos do mundo. Um dia, com muita grana sobrando (quá-quá-quá, diria alguém em patonês) vou conferir o moço por lá. É um navio muito bonito, gosto dele desde quando vi fotos de sua construção numa coleção antiga chamada “Como Funciona”.

    Navio bom de visitar é irmão mais velho dele, o Queen Mary, atracado em Long Beach, CA. Além de hotel, é ponto turístico e dá pra escarafunchar o navio quase inteiro.

    Tenho quase certeza de que numa dessas vezes que vc falou eu vi a saída do QE2 de Santos, agora não lembro se foi 85 ou 87. Certamente não foi 89 – muito boa essa sua história do carnaval! Aliás, não lembro mais se foi chegada ou saída, na época eu não fotografava nada e, convenhamos, já faz muito tempo e eu acabo misturando muita coisa…

  15. Marcelo Ostra disse:

    Em 1985 ele saiu de tarde, 1600 hrs (Sol a pino)

    1987 era de noite

    1989 era ao redor das 1800/1830 hrs

    Em 1992, se nao me engano foi a noite

    MO

  16. Paulo Costa disse:

    Em um forum argentino,houve uma discussão a respeito,eles
    são quem mais discutem o tema,e varios foristas dizem que
    as Malvinas eram do Peru,apesar de no continente,ja existirem divisões no territorio do Peru.Depois do Vice reinado da Jamaica,houve varios vice reinados na região para ter primazia
    em certos ambitos,houve ate pais por aqui que se auto proclamou como vice reinado da Espanha…

  17. Nunão disse:

    MO, então só pode ter sido 85 (a não ser que tenha sido alguma chegada, como citei acima)

    É incrível como minha própria memória de assuntos navais dos anos 80, quando vai para o detalhe, às vezes depende mais de vc e do Zé do que de mim mesmo. E olha que em 85 eu já não era mais tão moleque…

    Pena que eu não quase não tirava foto na época. As poucas que eu tenho guardadas do período são do Mingão, do Alagoas e do Amazonas. Todas horríveis, com máquina xereta. Lembro que quase um filme inteiro gasto numa Niterói (coisa linda, novinha, era a Liberal ou a Constituição, porque tinha MM38) velou…

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