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Ordem do Dia do ComemCh: Embraer vai modernizar os AF-1 Skyhawk

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MARINHA DO BRASIL

DIRETORIA DE COMUNICAÇÕES E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DA MARINHA

BOLETIM DE ORDENS E NOTÍCIAS

Nº 821 DE 10 DE NOVEMBRO DE 2008

BONO ESPECIAL

GERAL

COMANDO-EM-CHEFE DA ESQUADRA

NITERÓI, RJ.

Em 10 de novembro de 2008.

ORDEM DO DIA Nº 1/2008

Assunto: Aniversário da Esquadra

Em 10 de novembro de 1822, há exatos 186 anos, o pavilhão nacional era içado pela primeira vez em um navio de guerra brasileiro. Nascia a Esquadra, para combater as forças navais portuguesas que se opunham à nossa independência.

O núcleo do Poder Naval brasileiro teve origem a bordo da Nau Martim de Souza, depois rebatizada Nau Dom Pedro I, nosso primeiro Capitânia, sendo sua formação marcada por grandes desafios de ordem material e pessoal.

Graças à determinação e à criatividade de seus primeiros integrantes, a Esquadra firmou-se como força combatente, atuando de forma decisiva na consolidação da Independência e na manutenção da integridade do território nacional.

Com coragem e espírito de sacrifício, as gerações de marinheiros que compuseram nossas forças navais no passado tiveram papel decisivo nas campanhas do Império e, no século XX, nas duas Guerras Mundiais, nos legando uma Esquadra invicta e moldando o caráter daqueles que servem à Pátria no mar.

É esse passado de glória que nos incentiva a superar os desafios do presente e, sem dar qualquer espaço ao desânimo, perseguir a prontificação e a manutenção do aprestamento dos meios navais, com vistas ao cumprimento das tarefas que nos são atribuídas.

Nesse sentido, é relevante registrar a elevada prioridade com que a Alta Administração Naval tem procurado atender nossas demandas de material e pessoal, bem como destacar as principais realizações da Esquadra ao longo do último ano.

No campo material, a construção do novo prédio do Comando da Força de Superfície e Esquadrões subordinados vai evoluindo conforme programada, com previsão de conclusão em maio de 2009; a recuperação dos cais e piers do Complexo Naval de Mocanguê foi concluída; e a ampliação da pista de pouso da Base Aérea Naval de São Pedro D’Aldeia tem término programado para março do próximo ano.

Visando à modernização das aeronaves AF-1, o Almirantado autorizou a contratação da EMBRAER, a ser formalizada no próximo mês, e que deverá realizá-la no espaço temporal de cinco anos. Em paralelo, a Israel Aircrafts Industries (IAI) vem revisando os motores JP-52 das referidas aeronaves.

Por fim, como ponto alto do material, a incorporação do NDCC Garcia D’Ávila aumentou significativamente nossa capacidade anfíbia e, em decorrência, de projetar poder sobre terra.

Mantendo a tendência positiva dos dois anos anteriores, a Esquadra deve chegar ao fim de 2008 com seus navios totalizando mais de 1950 dias de mar. Esta expressiva marca, além de ser motivo de satisfação para todos nós marinheiros, denota a constante prioridade atribuída a nossos meios operativos.

Entretanto, a verdadeira dimensão da atividade operativa da Esquadra vai além dos números aqui apontados. Ao longo desses quase dois mil dias de mar, nossos navios de superfície, submarinos e aeronaves operaram com mais de vinte e duas marinhas amigas, incluindo parceiras já tradicionais, como as da Argentina e dos Estados Unidos da América, e outras mais recentes, como as da África do Sul e Índia.

O Navio-Escola Brasil regressará ao Rio de Janeiro em dezembro próximo, após ter levado nossa Bandeira ao redor do mundo, em mais uma viagem de circunavegação.

As participações da Fragata Greenhalgh nos exercícios COMPTUEX e JTFEX, com a Marinha dos EUA, e da Fragata Liberal na SWORDFISH, com marinhas da OTAN, e na PANAMAX, na região do Canal, possibilitaram a operação de novos sistemas de comando e controle, o acesso a importantes procedimentos operacionais e, em especial, atestaram a nossa capacidade de operar e prestar o apoio logístico, simultaneamente, a dois de nossos escoltas, afastados por mais de quatro meses do porto sede.

A realização do segundo DEPLOYMENT-SUB, pelo Submarino Timbira, validou os conhecimentos obtidos na primeira operação e consolidou a presença de um meio da MB nesse tipo de exercício, o que trará, para as operações futuras, níveis crescentes de integração e de troca de experiências.

Em setembro último, nossos meios participaram da Operação Combinada Atlântico, conduzida no Litoral Sudeste e na área dos campos petrolíferos da Bacia de Campos, região de elevado valor estratégico. Nesse exercício de grande vulto, do qual participaram mais de dez mil homens e mulheres das três Forças singulares, foi possível aprimorar a interoperabilidade entre estas, aperfeiçoar a doutrina de operações combinadas e interagir, de forma mais direta, com órgãos civis e instituições acadêmicas de alto nível.

Tais marcas, em especial o incremento das operações, nos têm permitido intensificar os adestramentos, mostrar a Bandeira nos portos visitados e, acima de tudo, ampliar a presença e a vigilância sobre nossa Amazônia Azul. Por outro lado, vamos revigorando o entusiasmo característico dos marinheiros e renovando as esperanças de uma melhor prontidão operacional.

Hoje, releva enfatizar que a eficácia da Esquadra depende, cada vez mais, da perfeita sinergia de seus integrantes, militares e servidores civis, homens e mulheres que guarnecem as Organizações subordinadas.

Assim, com grande satisfação, destaco o desempenho dos Comandos de Força, das Divisões e dos Esquadrões pela maneira profissional como têm racionalizado o preparo e o emprego dos meios, bem como registro a dedicação de nossas bases, centros de instrução, de adestramento, de apoio e de manutenção, todos de fundamental importância para que nossos navios, submarinos e aeronaves sejam bem guarnecidos e manutenidos.

Nesse momento, com alegria, não poderia deixar de agradecer aos insignes Chefes Navais que nos antecederam, nossos ex-Comandantes-em-Chefe, não apenas por suas honrosas presenças, mas, principalmente, pelos exemplos e ensinamentos que nos legaram, além do precioso patrimônio do qual nos orgulhamos e, diuturnamente, buscamos manter e desenvolver.

Também, não poderia deixar de registrar as presenças dos membros do Almirantado e dos demais Almirantes, bem como agradecer ao Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra JULIO SOARES DE MOURA NETO, que muito honra a Esquadra, e a todos os seus integrantes, ao presidir esta Cerimônia.

Meus comandados! Identificamos no horizonte um futuro promissor! Unidos pelos mesmos ideais de amor à Marinha do Brasil, navegando em rumos seguros, seguiremos firmes e perseverantes na busca por melhores níveis de aprestamento. Ao comemorarmos os 186 anos de criação da nossa Esquadra, manifestamos o imenso orgulho em integrar a parcela mais relevante do Poder Naval brasileiro, instrumento de nossa soberania no mar!

FERNANDO EDUARDO STUDART WIEMER
Vice-Almirante
Comandante-em-Chefe

NOTA DO BLOG: Ficamos particularmente felizes pelo anúncio da modernização dos AF-1 Skyhawk, que defendemos num artigo no Poder Naval Online publicado no ano passado. Quem ainda não leu, clique aqui.

82 COMMENTS

  1. teremos, em alguns anos (vocês abem que vai demorar…), A4s e F5s respondendo pelo poder aereo do pais… isso a 40 anos atras ia dar o que falar, hoje…

  2. Agora acho que decola a reforma dos AF-1 !!! Daqui uns 10 anos teremos uma ala aérea de respeito dentro da Marinha… kkkkkkkk… ate lá já teremos doutrina…doutrina… e mais doutrina… rsrsrsrsrsrsrs !!!

  3. serao atualizados com o que ???
    Radares ??
    Avionicos ??
    armamentos ??
    Revo ??
    novos motores ??
    air bags ??
    sensor de estacionamento ??

    outro dia li aqui mesmo no Blog, mas nao acreditei, li que os A4 nao possuem radar ??? serio mesmo ???
    qual a finalidade de um aviao como esse sem radar ??

  4. Beto, trecho do artigo “O Futuro dos Falcões”:

    A revitalização, numa primeira etapa, compreenderá a substituição dos componentes mais envelhecidos e sujeitos a panes, que reduzem a disponibilidade dos aviões, como o sistema de navegação e rádio. Uma segunda opção de modernização abrangerá também a instalação de um glass cockpit, similar ao do F-5EM e do A-29 Super Tucano da FAB. E um terceiro pacote, incluirá um radar multimodo.

    A abrangência do pacote de revitalização/modernização vai depender obviamente da disponibilidade de recursos. Acredita-se que o pacote mais completo custará em torno de US$ 66 milhões por 12 aviões modernizados, o que é praticamente o valor de apenas uma unidade do novo caça do Programa FX-2, que em breve deve ser escolhido pela FAB.

  5. Acho que 5 anos é muito tempo realmente. Por que tanto tempo? Da para fabricar um avião novo.

    Aliás será que vai valer a pena gastar esse dinheiro?

    Não existe outra opção no mercado?

    5 anos é um bom tempo.

    Se for para modernizar esses aviões e pensar em substitutos seria uma boa…

  6. Afinal se o SÃO PAULO for modorenizado. Ele opera ou não um Rafele, F-18, SU-33 ou o MIG-29K. Alguém sabe de verdade essa resposta?

    Se as catapultas, elevadores e tudo mais forem modernizados… Quanto isso custaria?

    Agora pergunto. Se a resposta for positiva por que a marinha não faz isso? Por que ela não propõe isso?

    R: . . . . . .

  7. Rodrigo,

    ate onde eu sei, li que a marinha ira recalibrar as catapultas bem como os elevadores. tanto para o F18(que ja pousou no Sao Paulo) quanto para o Rafale.
    agora nao sei se a fonte de onde eu tirei isso sta correto.

  8. Se estamos com problemas orçamentários, e não temos como comprar um novo OMEGA CD, para substituir o OPALÃO, nem tão pouco comprar novos caças, acho que temos mesmo que entrar de cabeça neste pacote de revitalização para 5 anos. Pelo menos é um começo e assim teremos a tão sonhada “doutrina” !!! Vamos torcer por este começo dar certo, mesmo que sendo dentro dos 5 anos… rsrsrsrs.

  9. Além da Argentina, Nova Zelândia (não sei se ainda usa) e do Brasil algum país ainda usa o A-4.

    Qual a capacidade que essa aeronave modernizada terá? Ela vai poder usar qual armamento Ar-Ar e Ar-Superfície?

    Ela vai poder operar um míssil BVR e os Exocet? Bombas inteligentes? Qual aeronave vai dar suporte para ela na esquedra? REVO, ASW, Alerta Aéreo, etc…?

  10. grato Gunter,

    o Brasil nao e capaz atraves da VEM, CTA, ate mesmo EMBRAER dentre outras empresas sediadas aqui no Brasil de revitalizar os motores do A4 ??
    somos capazes de revitalizar algum motor de qq aviao que a FAB opera ???
    acho nao, tenho certeza de que temos pessoa capacitadas e equipamentos necessarios para revitalizar esses motores aqui mesmo…

  11. Vai treinar doutrina assim lá na Chi..!!! Pessoal vamos parar de pensar igual a países do sub-mundo (Bolívia, Timor Leste, Haiti, etc)… Nem os africanos pensam assim. Temos que ter uma solução para os próximos 30/40 anos, pois se iremos manter a frota em Nae “grandes” (do tipo do OPALÃO, por exemplo), Nae Menores (do tipo Mistral, por exemplo) ou não teremos nenhum baseando em Submarinos Nucleares e os aviões serão baseados em terra (Su-34, por exemplo), daí sim, desenvolver uma doutrina!!! Para uma marinha moderna e eficaz, que possui uma real dimensão de suas aspirações. Não sou contra o A-4, mas modernizá-lo pra quê? Doutrina??? Não sou contra Navios antigos, como o Monitor Parnaíba e a Corveta Imperial Marinheiro, desde que sejam empregados em teatros específicos com o Pantanal e a Amazônia, pois mesmo sendo da época do meu tataravô, são muito mais bem armadas do que os novos Navios Patrulhas que estão sendo construídos para patrulhar a Bacia Petrolífera (Isso só acontece no Brasil mesmo…). Temos que pensar no futuro, ou então viveremos apenas das glórias e conquistas do passado, pois a MB está virando um museu vivo e intinerante, que do jeito atual não sobrevive nem nas primeiras 24 hrs de uma futura guerra. Sds.

  12. Considero boa a modernização do A-4. Vejam bem, na RED FLAG, o Mig-21 modernizado foi um adversário difícil de se enfrentar. O A-4 modernizado (laro, refiro-me à modernização completa) será um bom vetor.

  13. Pode até ser um bom vetor, mas o problema é a idade!!! daqui a cinco anos, e depois de quanto tempo eles estarão operacionais??? mais quanto tempo para fazer essa doutrina???
    Será que depois desse tempo todo essa doutrina não terá ficado atrasada e obsoleta???
    Não são apenas críticas, são perguntas tb, alguém !!!????

  14. Não entro no mérito da necessidade da MB em operar asa fixa embarcada. Mas partindo do pressuposto que é isto que ela precisa, a modernização e operação destes A-4 tem muito a oferecer, tanto em doutrina como operacionalmente tb.

    A MB mostra uma atenção prioritária ao adestramento de suas fileiras, e sinceramente acho isto o mais importante, a capacidade humana, interagindo mas superando a capacidade do material. Em última instância e isto que decide uma guerra.

    Alguns falam em comprar não sei quantas Fragatas, mais alguns Subs AIP, operar aviões de ataque baseados em terra, vários navios de pequeno porte muito bem armados para patrulha, entre outros equipamentos. Muito bem, demonstra um conhecimento dos meios, mas pergunto: quem vai operar estes meios? Como vão ser operados estes meios?? Quem vai manter tudo isto???

    Quando se pensa no todo isto não pode ser esquecido.

  15. tamos reclamando de barriga cheia………….nao tinha dinheiro pra nada……agora que sai a reforma dos aviao…tao todo mundo reclamando……….TAO QUERENDO ATE AVIOES NOVOS…………se a MB pudesse com certeza taria com o melhor aviao para sua frota…..mais falta e verba

  16. É estranho mas não deixa de ser um consolo.Agora sabemos que com a modernização, os A-4 ficarão aptos a combater helicópteros ou aviões de treinamento que se aproximem da esquadra para disparar ou fazer a orientação final de mísseis SS ou bombardear suas unidades (SU -MK30 é outra história).Ou quem sabe, projetar poder sobre uma frota ou um território inimigo. Tenho minhas dúvidas quanto à necessidade e a oportunidade do gasto num país de poucos recursos, mas vá lá.

  17. A ordem do dia não fala nada sobre a incorporação do ex – Sir Bedivere e a compra do Turbo Tracker para a funçao alerta aéreo.

  18. Amigos, a modernização do A-4, signifca que realmente teremos o A-13 e novos caças no futuro,espero não muito longínquo. O quadro internacional está se tornando parecido com aquele antes da II WW, é bom estarmos preparados caso os EUA fraquejem.

  19. Galante.

    Respostas…respostas.rssr…

    Ta pego hein amigo..rrsrs..

    Até que enfim, esses A4 serão modernizados.
    Particularmente não acredito ser a melhor opção para o Brasil, pois sempre mantive a opinião de que já são velinhos e o custo de manutenção é alto, haja vista estão parados sem capacidades operacionais.
    No entanto, já que virão para somar com essa moderniazação, eu seria um tongo em não apoiar né.rs.

    Abraços.

  20. John McCain voou nestes falcões dos céus e foi abatido em 1967 sobre Hanoi. Nesta época os Skyhawks não eram tudo isso, imagine agora? Só servem para doutrina e retórica dos comandantes navais e nada mais. Ainda se fossem os F8 Crusaders.

  21. É uma vergonha comprar um avião,que não temos capacidade de dar manutenção.Precissa mandar a turbina para Israel,espero com a modernização a Embraer assuma o ciclo completo.Um abraço.

  22. Senhores.

    Que bom ter uma noticia de que algo vem sendo feito, mesmo que de maneira não tão, digamos unânime, pois todos gostaríamos te ter mais equipamentos de ponta, recursos e outras coisa que jugamos ser necessárias para ter um poder de dissuasão que se encaixe no padrão Brasileiro; mas dentro de tudo que tenho lido aqui e em outros meios, diga-se de passagem muitas pejorativas, devo parabenizar com todo meu ardor o esforço destes que estão fazendo que vetores ultrapassados voltem a ter capacidade ofensiva dentro da nossa realidade.
    Só isso senhores é a prova viva da capacidade que esta nação tem de superar dificuldades com esfoço dedicação e galhardia, acredito que melhor ter pouco do que nada!

    BRASIL ACIMA DE TUDO!

  23. Excelente notícia, o A-4 apesar de pequeno tem autonomia suficiente para assegurar a defesa da frota no mar.Sem dúvida será equipado com míssil de médio alcance.

  24. Acho uma boa notícia o fim dessa novela e torço pela rapidez do serviço, espero que surjam maiores detalhes do que está sendo feito, a descrição do Galante sobre o upgrade foi boa mas ainda é meio genérica.

    Penso que essa notícia favorece o Gripen no FX2, perdoem o off topic.

    Sds.

  25. Penso que a marinha não receberá novos aviões, pelo menos não para operar no São Paulo, até porque, no prazo curto de 10 anos, se o que foi dito do plano de defesa é sério, concentrará seus esforços em adquirir e construir meios de patrulha menos dispendiosos e em maior quantidade.

    Logo, está tratando de recuperar o que tem, e treinar, ter pilotos e capacidade de assumir um porta aviões no futuro. Não é o ideal, mas é o possível. Quem sabe, dentro de 10 anos se fale em um novo porta-aviões ou nesse ínterim, em alguma compra de oportunidade?

  26. Será que não tem uns Super Etendard pra vender não. Era só instalar os Exocet que já tava de bom tamanho. Uns 6 bastavam e mais uns 6 helis antisubmarinos.
    Nesse “caça” cabe um radar que valha pra algo mais que fazer previsão do tempo?
    Uma coisa eu sei. Pra defesa de frota ele não serve. No máximo consegue abater helicópteros. Caças inimigos?
    É turma otimista!

    Sarto,
    qual será o míssil que ele pode operar? BVR? Duvido.
    No máximo um Python IV. Se tanto.

  27. Sehores,
    Quem é mais velho aqui sabe, pela milésima vez….
    O A-12 Opalão NÃO pode operar nenhum outro vetor a não ser os A-4, os vetustos SEM e Alizé se fosse o caso. Também pode operar vários tipos de helicópteros no convés. Também está prevista a compra e modernização nos EUA (sob supervisão da Embraer) de seis S-2T Tracker, que também pode operar à bordo. Só.
    As duas catapultas já foram revitalizadas e espera-se a conclusão dos reparos em um dos eixos. Outros tantos pequenos, mas não menos importantes equipamentos e sistemas também foram revitalizados ou modernizados. “Novas” catapultas ou aparelhos de parada não são possíveis de se adaptar. Equipamentos como estes não existem a venda nas prateleiras de lojas. São feitos sob medida e custam uma fortuna. Isto sem falar das caldeiras, que só tem capacidade para o que já está instalado.
    O A-12 é e terminará seus dias na MB apenas como navio de desenvolvimento de doutrina (para desgosto de alguns ) aeronaval.
    Sds.

  28. Reconhecendo o esforço dispendido pela MB, entretanto, não julgo a solução adequada para defesa da frota num espectro de 5 anos.

    Pergunta-se: um A4, ainda que modernizado, poderá fazer frente as ameaças previsíveis na guerra aeronaval a partir de 2013, e até quando, 2030 ?

    Não seria mais honesto transferir a defesa da frota, ainda que não idealmente, à FAB, oxalá detentora de um caça-polivante e no estado da arte naquela ocasião ?

  29. Logicamente ao citar anteriormemnte “estado-da-arte”, faço alusão a uma expressão corrente, não necessariamente verdadeira, vez que a tecnologia aeronáutica torna-se, diariamente, “obsoleta”. Assim, entenda-se que a FAB, oxalá, possuirá caças bem mais atualizados, ao menos de 4ª geração, conformados às demandas da guerra aérea dos próximos anos.

  30. Baschera,
    mas nem um etandardizinho usado com um exocet no cabide central e dois tanques alijáveis sob as asas. Tira o CD, o frigobar, o ar condicionado, joga fora o air bag, etc, pra diminuir o peso, põe mais lenha na chaleira e tenta fazer a catapulta a vapor do A-12 São Opaulão empurrar o dito mar adentro. Eu acho que com um pouquinho de boa vontade dá.

    Ozawa,
    se eu tivesse esse seu linguajar sofisticado eu já tinha arrumado até casamento aquí no blog.rs.rs.rs….

    Um abraço a todos!

  31. Em “passo tartaruga” em frente Marche!!!!
    Convenhamos , está tudo bem mas em 5 anos é capaz do presidente Hugo Chavez ter “comprado” um NAe nuclear da Russia
    Parece que tudo aqui é em marcha lenta ACORDA BRASIL!!!

  32. Acho que deve-se fazer tal reforma mas também deve já negociar em alguns anos vetores mais capaz que em conjunto com a-4 possam dar defesa completa a frota . Sem isto ainda seremos uma marinha oceanica sem nenhuma projeçâo de poder .Se olhassemos para 1982 a argentina estava melhor preparada que o Brasil de hoje.

  33. Bosco,
    Os SEM não nos serão ceditos. A Marine Nationale vai usa-los até cairem !!!
    Os A-4 Modernizados do VF-1 terão, provavelmente, capacidade ar-ar e BVR com o Python 5 e Derby. Para a arena ar-superfície o candidato, se houver, será o Popeye II, já hologado para esta aeronave. Nada de novo, inclusive já discorrido em matéria aqui no Poder Naval.
    O Exocet não é homologado e faze-lo custaria muito tempo e dinheiro, não valendo à pena, além disto não temos o tal na função ar-superfície e teriamos que comprá-los…..
    Após o A-12 voltar à operar, a MB pretende completar o pacote com os S-2T , os SH-60 e os EC-725 e até 12 A-4M….. e isto deve operar até 2025, quando o A-12 será, então, aposentado.
    As catapultas operam até 20 Ton em seu limite máximo, mas em condições normais não se deve forçar mais de 15 Ton. Os aparelhos de parada é que são o verdadeiro limitador para o NAe e por isto não se pode pensar em Rafale ou F/A-18 Hornet, Su-33….. não aguentam.
    Já se iniciou os estudos preliminares para a construção de um novo PA. Por enquanto são só estudos….

    PS: Me tira desta sua lista de “casamento” …hehehehehe….
    Sds.

  34. Em relação aos SEM. São aeronaves 100% compatíveis com o A-12. Foram modernizadas e são plenamente operativas na Marinha Francesa. Desempenham praticamente todo o tipo de missão, exceto defesa da frota, assumida agora pelo Rafale. A logística está começando a ficar difícil para franceses. O custo operacional está aumentando e a diponibilidade está diminuindo. Acredito que ainda serão oferecidos à MB, a despeito da modernização do AF-1.
    O programa de modernização do AF-1 inclui basicamente um radar Griffo F modificado em relação ao F-5Br. Antena menor e, conseqüentemente, menor alcance. OBOGS, novo HUD, e duas telas de LCD no mesmo padrão do F-5BR CMFD de 5×7. Novo sistema de geração de energia, nova cablagem, RWR, 1 computador de missão. Não está definida a integração de nenhum armamento. Novos rádios O objetivo é aumentar a disponibilidade, segurança, possibilitando absorção de doutrina mais atual. Não se mexe em motor e, a que tudo indica, permanecerá a dependência do exterior para reparos e revisão. A Embraer é o prime contractor e a Elbit será subcontratada. A idéia é aproveitar o que for possível do programa F-5BR. Primeiro protótipo pronto para ensaios em vôo por volta de 2011.

  35. Sem querer entrar em discussões profundas e filosóficas, a modernização do AF-1 é o que a MB pode fazer com os recursos existentes. Mais do que isso, é irreal. Aviões de quarta geração e NAe novo, não teremos vida para ver.
    Comentário do amigo Osawa.”Não seria mais honesto transferir a defesa da frota, ainda que não idealmente, à FAB, oxalá detentora de um caça-polivante e no estado da arte naquela ocasião” – com todo o respeito, a maior sandice que já li neste Blog.

  36. Ops. Só agora que li direito os posts, então eu respondo a mim mesmo.

    Hornet sua besta, não leu o post acima do Galante? Serão 12 falcões modernizados…(bastante, hein? Achei que seria só uma meia dúzia e olhe lá…)

    isso que dá ler tudo correndo…é a pressa…fazer o quê?

    abraços a todos

  37. Fontes ligados ao processo de aquisição dos aviões S-2T TurboTracker para a Marinha do Brasil informaram que em poucas semanas deve ser assinado um contrato com a Embraer,. A empresa nacional será o contratado principal do programa TurboTracker brasileiro.

    No contrato está previsto a aquisição de células antigas de S-2F armazenadas no deserto pela Marinha dos EUA, a modernização dos sistemas propulsivos com a instalação de motores turbo-hélice Honneywell (ex-Garrett Air Recearch) TPE 331-14GR no lugar dos radiais originais, e a instalação de novos aviônicos e eletrônica de missão. Serão ao todo 6 células, sendo que 3 delas serão fornecidas numa configuração para transporte de carga e passageiros (COD – Carrier Onbord Delivery), e outras 3 configuradas para aeronave de alerta antecipado (AEW – Airborne Early Warning). Uma das células COD, no entanto deverá ser entregue plenamente configurada como aeronave-tanque para a realização da função de reabastecimento em vôo (revo) dos A/F-1 (A-4Ku) da Marinha do Brasil. Os demais COD serão “fitted for”, ou seja poderão, no futuro ser convertidos com certa facilidade para a missão de revo. A simples troca de motor pelo novo turboélice, muito mais leve, adiciona cerca de 2250 kg (4500 libras) de carga útil à nova aeronave, além de melhorar sensivelmente a performance operacional desta aeronave.

    As três células COD serão entregues primeiro, por serem mais simples e por demandarem menor envolvimento direto da Embraer em sua preparação. A idéia é que a primeira aeronave destas seja entregue 18 meses após a assinatura do contrato. Pode ser que haja uma extensão deste período por mais seis meses, para permitir ajustes finais e incorporação de novos detalhes solicitados pelo cliente do desenrolar do programa industrial. Já as células convertidas em AEW, um programa muito mais complexo que os CODs, devem levar aproximadamente 36 meses para serem entregues à Força Aeronaval.

    Neste momento, estão sendo realizados os acertos finais entre a Embraer e a Marinha para substituir os componentes que haviam sido selecionados no período de estudos anterior (entre 2001 e 2004) que porventura, ou não estejam mais disponíveis no mercado, ou cujos preços tenham variado ao ponto de torná-los não-competitivos. Após um longo hiato, este projeto foi retomado a partir da aprovação de um estudo do Estado Maior apresentado no ano de 2007.

    O pessoal técnico da Marinha deve visitar as instalações da firma Marsh Aviation, na cidade de Mesa no estado americano do Arizona, o maior especialista mundial na recuperação e modernização dos Grumman S-2, para preparar o início dos trabalhos. As entregas devem então se dar entre 2011 e 2012 com uma vida operacional esperada de pelo menos 10 anos operando no NAe São Paulo.

  38. Quais os custos totais desta modernização? E, após, qual será a real efetividade dos A4 como plataforma de armas/ caça (performance do avião/sistema de armas)? Dependendo dos valores, não seria $$$ demais gastos ac/aeronaves de 40, 50 anos atrás e que, no final, serviriam apenas para criar doutrina?

  39. É claro que a doutrina é importante, mas, a quanto tempo e por quanto tempo a MB já opera os A4? O VF^1 não está completando 10 anos em 2008? Após todo este tempo, a doutrina ainda não esta implantada? Já não estaria na hora da MB pensar em algo mais efetivo?

  40. Caro Tailhooker, com relação à sua adjetivação ao meu comentário, acerca de se transferir à FAB a defesa da frota em alto mar, se ncessário apoio aéreo em casos concretos, então definido como “a maior sandice que já li neste blog…”, há de sua parte um certo exagero, vez que minha tese já foi tema de debate por profissionais da área, obviamente, defino-os como os pró-MB e os pró-FAB, ambos, com argumentos sólidos porém, conflitantes, nada mais fiz do que a síntese de um deles, e fundamentei minha posição.

    Daí “a maior sandice que li nesse blog”, com a devida licença, replico, eu, ser essa “a maior sandice que li nesse blog”, especialmente por não demonstrar os argumentos no qual está apoiada.

  41. Sim. O VF-1 já está completando/completou 10 anos de operação. Acontece que desses 10 anos, pelo menos 5 foram usando para criação da doutrina. Até hoje, que eu saiba a doutrina se baseou apenas em CATRAPO, toque e arremetida (em terra e no mar), e a familiarização da força como um todo do uso de aeronaves de asa fixa (não citem o P-16, pois esse pertencia a FAB).
    A partir de agora, se realmente vingar a vinda dos S-2F(M), a MB poderá treinar a doutrina com seus Falcões modernizados no ambito de combate. É possível que assim como na IAF e na NZAF, o A-4 brasileiro opere armas ataque preciso, e como a principal função dele na MB, uso de armamento ar-ar moderno, tanto WVR como BVR. Armamentos usados, não faço idéia.
    Se tudo isso acontecer, a MB poderá sim começar a criar uma verdadeira doutrina de operação de aeronaves embacadas, para que daqui a 20-30 anos, possamos ter uma “esquadra” aérea de respeito.
    Sds.

  42. Ozawa, pedimos que tenha paciência com o Tailhooker, ele provavelmente pertence à Aviação Naval brasileira e ficou ofendido com sua proposta de acabar com o sonho da aviação embarcada.
    Fazer voltar à FAB a responsabilidade pelo apoio aéreo à Esquadra, seria no mínimo um retrocesso, principalmente para o pessoal do VF-1, que luta para voar todos os dias.
    Pelo contrário, seria melhor pensar em daqui a alguns anos repassar os aviões de patrulha marítima da FAB para a MB, pois esta sabe melhor o que é operar sobre o mar.
    A FAB, até hoje, mesmo sabendo do que ocorreu na Guerra das Malvinas, não opera sequer um míssil antinavio! Isso demonstra sua preocupação com a interdição marítima…

  43. Certo Nimitz. Seus argumentos são relevantes, por certo, argumentos, e não simples adjetivações depreciativas. Aos fatos, já que você os demonstrou com propriedade:

    1) Qto. ao “retrocesso”, acho que na visão da MB esta é uma questão mais política que técnica;
    2) O 1º/7º GAV, se a memória não me falha, o Esquadrão Orugam, acho que tem esse nome, não me parece um “neófito” na patrulha marítima, e faz belos e importantes trabalhos;
    3) No que respeite a doutrina ar-mar, acho que isso é uma questão de tempo, desde que se tenha uma plataforma adequada à operação, e rotina na missão. Advogando a causa, entendo que à FAB, hoje, tal missão lhe seja impertinente face a posição da MB. Uma hipótese…;
    4) Sim, acho que diante da escassez de recursos, as FFAA/BR deveriam se ater ao seu fim específico, por um princípio econômico chamado “custo de oportunidade”. Nesta apertada síntese de raciocínio, entendo que a MB devesse alinhar melhores escoltas anti-aéreas e anti-submarinos, e submarinos logicamente, e deixasse o espaço aéreo sobre o mar com a FAB. Retrocesso ? Deus ! Os A4 são o quê ?
    5) No demais, agradeço seus argumentos, pois sobre eles, e não adjetivações, pode-se debater.

  44. Ozawa, sabe quanto tempo faz que o 1º/7º GAV não dispara um torpedo anti-submarino? Com o fim do 1o. GAE, a doutrina já era.
    A MB levou de 1965 até 1997 para voltar a voar seus aviões. Não é por falta de recursos que deve abandonar a aviação de asa-fixa embarcada.
    Pelo contrário, é necessário lutar por mais recursos.
    O A-4 é praticamente um AMX, só que mais manobrável. Os A-4 da MB estão semi-novos, pouco voaram no Kuwait. Se a FAB vai modernizar seus A-1, por que a MB não pode modernizar seus AF-1?
    Isso sem falar no F-5, que é um fusca da década de 60 e que modernizado está fazendo bonito. Os A-4 terão a mesma eletrônica do F-5M.

  45. Nimitz,

    O Pessoal do VF-1 luta para voar todos os “meses”, uma ou duas vezes se possível, pois estão quase todos parados ( A-4 ).

    A notícia é excelente, pena que o prazo seja tão extendido.

    TB reclamaram à respeito da idade, mas uma aeronave não se julga pela sua idade, e sim pela sua quantidade de horas voadas, e pelo que sei, os Falcões ainda tem muito o que gastar.

    A Embraer, o PAMA, A Mectron, a mecânica de autos poderia realizar a manutenção dos motores J-52, mas não tem “autorização” do fabricante, pois pensam que é simplesmente pegar, desmontar, ver o que está gasto, usinar, trocar e botar para voar?????????????

  46. Nossa 5 anos prá empresinha fuleira, modernizar 23 células???? É mta incompetencia!!!
    Pq é que a MB tem de fazer as mesmas cacas que a FAB, já não viram que esses caras da Embraer só empatam…
    Qual o problema de a MB licitar esse upgrade c/ algumas empresas que realmente manjem de A-4??? Os cofres publicos agradecem!!!
    E prá piorar vão ressucitar o P-16!!! Cruz credo, outra velharia!!!
    Qual o problema de operar helicóptero AEW tal como a RN???
    Agora vão montar uma linha logística p/ os Tracker, enquanto poderiam converter o SH-3 p/ nessa função e passar as missões ASW e ASuW p/ os SeaHawk.

  47. Se for para a MB operar AEW a partir de um helicóptero, é mais vantajoso ter uma bela estação radar embarcada em um navio.
    O Tracker vai ter a vantagem de “acompanhar” as AF-1.

  48. Embora sem usar a linguagem sofisticada do Ozawa, que reputo invejável, sou plenamente a favor do seu argumento em favor do uso dos caças da FAB para a defesa da frota, e sem querer tirar o mérito e a originalidade do seu texto, mas apenas no sentido de corroborá-la, já fiz comentário semelhante em passado recente aqui na casa do Galante.

  49. Maurício,

    Não são 23 células e sim 12; os que estiverem em melhores condições.

    Sei não hein, discordo à respeito de sua opnião sobre a FAB.

    Como disseram recentemente e eu assino em baixo, digo: se vier para melhorar as fracas capacidades ofensivas de nossas FFAA, que venha, será bem vindo essa modernização do VF-1.
    Que venha os P-16 AEW;
    Que venha os Sea Hawk;
    Que venha os 51 Super Cougar – EC-725;
    Que venha Rafale;
    Que venha Scórpene;
    Que venha mais Piranha III;
    Que venha MK-48 ADCAP;
    Que venha Sir Bediveri …… cadê esse, ninguém mais fala.

  50. Visto que o nosso NA não tem capacidade para operar aeronves mais modernas como F-18s, Rafales etc.. é bem vinda a alternativa de modernizar os AF-1.
    Agora (minha opinião), dadas estas condições porque a MB não equipa o São Paulo com unidades de Sea Harriers? Garanto que a combinação de bons Helis + Sea Harriers (com todos os equipamentos e armas é claro) tornaria nosso porta aviões realmente efetivo em termos de defesa.
    Outra pergunta, que meios de defesa próprios tem esse navio? pois que saibamos veio “pelado” da França.
    Abraço.

  51. Henrique,
    se não me engano o São Paulo recebeu recentemente 2 lançadores de mísseis Mistral que eram do Minas Gerais, de operação manual. O atirador recebe o alerta de aproximação do operador de radar, tenta alinhar o tubo lançador de modo visual (usando o sistema de controle de tiro Brain/Eye Mk1) e espera o fone de ouvido emitir um sinal informando que o alvo está travado, aperta o gatilho, lança o danado e torce pra ver um clarão seguido de um estampido. Se ele não ver nem ouvir nada, a próxima coisa que vai ouvir serão os sinos do Paraíso.
    Ou seja, o Opalão pode não estar “pelado” mas no máximo está com uma sunguinha de croche.

  52. Digníssimo e Ilustríssimo OSAWA. Desde já, receba a minha admiração por tão sofisticada eloqüência. Percebi que ficou ofendido com a “adjetivação” do comentário, embora eu tenha empregado um substantivo para qualificar, sob a minha ótica, o seu comentário, ou melhor, sua tese. Não se ofenda, pois quem defende tese tem que está disposto a ouvir a qualificação da banca. Embora o blog não seja uma defesa de doutorado, quem escreve aqui, escreve o que quer e, às vezes, ouve o que não quer. Não tenho a intenção de ofendê-lo. Talvez o termo “sandice” não tenha sido o mais apropriado. Se eu substitui-lo pelo termo muito bem empregado pelo Nimitz “retrocesso” você vai ficar chateado comigo ? Agora para que você ma faça mudar de idéia, eu queria saber, através dos detalhes da sua tese, como seria feita essa defesa da frota no mar usando os recursos da FAB. De que maneira isso poderia ser operacionalizado no mundo real e com os recuros de que o País dispõe? Seria fácil isso ? Caso me ofereçam argumentos consitentes de que isso é exeqüível, adequado e aceitável, vou propor que a MB transfira seus navios de superfície para a FAB, o que você vai achar uma sandice. Seu argumento me leva a essa linha de raciocínio.
    Não se aborreça, o espaço aqui é democrático e ótimo. Take it easy man !!

  53. Boa notícia. Não é mais hora de contestar o fato. me perginto sobre a nova configuração.O AF1m só será caça de defesade frota se for equipado com BVR, o que me leva a craer que será também o Derby.Com a FAB e a Marinha operando o mesmo míssil, os custos de aquisição diminuem e pode-se fazer um pequeno estoque comum(?). Resta saber qual será o míssil anti-navio comum adotado pelo AF1M e pelo A1M.Acho o Exocet com alcance limitado para interdição naval, embora eles seja ideal para os helicópteros pesados.Defendo o míssil com alcance superior a 100km para maximizar o datalink fornecido pelas aeronaves AEW. As opções seriam o Harpoon block 1C ou o RBS15,valeria a pena integrá-los à nova aeronave?

  54. LI UMA NOTICIA QUE A ALEMANHA ESTS DESATIVANDO OS F4 PHANTON
    SERA QUE ELES PODERIAM OPERAR APARTIR DO SÃO PAULO?
    ABRAÇOS A TODOS APRENDO MUITO COM OS COMENTARIOS POSTADOS NO BLOG VLW

  55. Nelson Lima,
    Como possivelmente não vamos enfrentar uma força tarefa baseada em porta-aviões, com uma defesa aérea consistente além do horizonte, o alcance do Exocet não é assim tão mal.
    Talvez o míssil anti-navio ideal para nossos Skyhawks reformados com tecnologia israelense sejam os Gabriel (versão com fire-and-forget). Não vejo com bons olhos o Popeye para a função anti-navio.
    Se os A-4 operarem os Python IV (e V ?), o Gabriel 3 e bombas guiadas à laser, estaremos bem na foto.
    Não acredito na integração do Derby, e mesmo que seja viável acho a idéia meio desproporcional dada a performance limitada do caça (capacidade de aceleração, velocidade subsônica, etc) o que reduziria o já não muito grande “envelope” do mesmo contra alvos BVR. Mas se vier será ótimo, já que contaremos com mais uma opção.

  56. Já a versão mar-mar do Exocet, esta sim concordo que seja de alcance limitado, já que qualquer míssil turbopropulsado tem facilmente, pelo menos o dobro (e até o triplo) do alcance, fazendo as escoltas brasileiras presa fácil para um adversário com um helicóptero orgânico (pra não dizer do alcance dos supermísseis russos, indianos, etc).

  57. Caro Tailhooker, superadas as controvérsias periféricas e discutindo o que realmente é substantivo, vamos às questões apresentadas por você item-a-item:

    1) “Como seria feita essa defesa da frota no mar usando os recursos da FAB ?”

    Resp.: Por certo, estamos falando de um contexto futuro, assim, num projeto efetivamente unificado de defesa, ultrapassando barreiras passionais desta ou daquela força, o país admitiria que – “hoje” – o poder aéreo é o definidor das guerras. Desta premissa, seriam definidas alocações de recursos tendo por ordem de prioridade o poder aéreo. Seria terminantemente revogado o projeto de asas-fixas na MB. Em síntese, não estou defendendo uma estratégia futura com conceitos atuais, tais conceitos logicamente terão que acompanhar a estratégia que se defende. Para ficar mais claro, mais recursos à FAB, constitucionalmente detentora do poder primário (não exclusivo) da defesa aérea, competindo às demais, no que tange o poder aéreo, responsabilidades residuais, conjunturais, periféricas;

    2) “De que maneira isso poderia ser operacionalizado no mundo real e com os recuros de que o País dispõe? Seria fácil isso ?”

    Resp.: dirimida pela resposta anterior.

    3) “Caso me ofereçam argumentos consitentes de que isso é exeqüível, adequado e aceitável, vou propor que a MB transfira seus navios de superfície para a FAB, o que você vai achar uma sandice. Seu argumento me leva a essa linha de raciocínio.”

    Resp.: Não compreendi a conexão entre navios de superfície e FAB feita por você. Num esquema rasteiro, estou propondo a transferência das “asas-fixas”, como poder aéreo primário, à FAB, por uma conexão natural que dispensa explicação, derivada da crônica falta de recursos que devem ser dispendidos racionalmente entre as forças. Razoável supor que a MB aloque recursos em vetores do mar, que lhes são INERENTES, e, caso fosse possível, no poder aéreo que lhes circundem, o que tem se demonstrado financeiramente inviável…, com aquisições pífias, assim, nem obtem vetores aéreos críveis, nem vetores do mar consistentes. Neste cenário: A MB QUER TUDO E NADA TEM… Daí, inferir que se transfira à FAB também as belonaves, acredito ter sido um “transbordar de ironia”, apenas isso, sem qualquer sentido lógico.

    4) “Não se aborreça, o espaço aqui é democrático e ótimo. Take it easy man !!”

    Resp.: That’s fine !

  58. Caro Bosco,
    Obrigado pela informação. Eu fico pensando, se um NA destes sequer tem capacidade de auto-defesa de que adianta modernizar os caças?
    Em caso de conflito aposto que este “trambolho” sequer irá saír da Bahia da Guanabara pois depender sua defesa nos “vetustos” AF-1 é pedir para perder não só o navio como o mais valioso … sua tripulação!
    Isto é absurdo, tá certo que não temos conflitos mas se temos máquinas de guerra que estejam preparadas para tal e este “depósito de amianto” já está aí fazem quase 8 anos e nada de uma efetividade ao que foi proposto. Isto é um desrespeito aos “recursos humanos” incumbidos de guarnecê-lo e operá-lo.
    Depois a MB não sabe porque perde tanta gente para a iniciativa privada.
    Abraço.

  59. O problema maior é a premissa da qual você partiu. Ela é utópica e, na minha humilde opinião, incompatível com a nossa cultura. Nesse impresionante mundo maravilhosamente imaginário, sua tese faz sentido. Mas acho que estamos trabalhando no problema errado. O problema não é discutir se a FAB tem que prover ou não a defesa aérea da Marinha, o que continuo sustentando que é um absurdo.
    O verdadeiro problema é saber o que realmente o País pensa das suas Forças Armadas, é definir o papel e a verdadeira missão de cada uma, não deixando isso a cargo somente dos Oficiais Generais de cada uma delas. Não concordo que uma País como o Brasil invista numa arma chamada navio-aeródromo. Isso é para país rico e com poder de influência no cenário político intenacional. Isso é projeção de poder. Agora, se temos o Porta-aviões e se o país acha que é importante o ter em função da sua política de defesa nacional, sou a favor que sejam liberados os recursos necessários à manutenção e operação de uma arma desse porte de maneira digna e decente. Querer que a FAB se encarregue da defesa a aérea e aerospacial de uma frota nucleada em NAe em trânsito pelos mares é querer tratar o sintoma e não a doença. É como querer tratar câncer com aspirina, não é por aí, mesmo no mundo perfeito e maravilhoso que você idealizou. Defesa aérea de NAe não pode ser feita por aeronaves que não são lançadas do Nae. Imagine o SP navegando a 350 milhas da costa tendo que acionar o alerta de uma base em terra situada a 500 milhas. Não chega. Como base aérea flutuante, um NAe precisa prover sua própria defesa aérea e não pode depender de outra base para isso, seja lançando aeronaves em alerta ou mesmo mantendo patrulhas aéreas de combate permanentes no ar. Privar a Marinha de sua asa fixa é querer limitar o seu próprio funcionamento como força armada. A Marinha é a força armada mais complexa, pois deve ter capacidade de atuar em todos os ambientes. Ar, mar e terra. Indo para um mundo perfeito e imaginário, tambémm acho que a tarefa de patrulhar os mares a atacar submarinos deve ser deixada com quem entende de guerra anti-submarino, assim como o Exército deveria possuir os helicópteros de ataque que a FAB quer adquirir. O problema é que não há concenso e os militares só estão interessados nos cursos, viagens, diárias e beneces que essas compras proporcionam, esquecendo-se do objetivo maior, que a Defesa Nacional. Acho que nós, aqui no blog, exergamos melhor o problema do que as próprias forças armadas. Falta pensamento unificado. Na minha opinião,o gerador de todos esses problemas é a falta de uma cultura de defesa no Brasil. “A Marinha quer tudo e nada tem” Ela está certa de quer, ela precisa para cumprir a sua missão constitucional, mas se não tem, o problema não é dela, é de quem não dá recursos para ela. Se tudo funcionasse perfeitamente, o A-12 com sua ala aérea embarcada operacional, fazendo exercícios, adestramentos, representando o País em missões internacionais, projetando poder, não teria fundamento essa questão. Estamos discutindo sobre o problema errado.
    Grande abraço companheiro

  60. A revista Força Aérea OUT/NOV 2008 traz uma interessante matéria sobre os avanços do Esquadrâo VF-1, no curtíssimo período em que operou, as razões da indisponibilidade dos aviões, o que se está fazendo e o que se pretende fazer, inclusive com depoimento do Comandante Cursino, comandante do esquadrão.
    Penso que um dos motivos do não envio dos aviões para modernização em outro país, deve-se ao fato de a Embraer fazer também a modernização dos S-2T Turbo Tracker e que provavelmente vai utilizar o Radar Ereye da Ericsson, empregados no R-99, devem fazer alguma integração dos sistemas das aeronaves.
    Quanto ao prazo para a modernização, basta ver que o primeiro A-1A, FAB 5530, foi para Gavião Peixoto – SP, em maio de 2007 e só deve chegar em Santa Maria-RS em 2011 (se não houver atrasos). Creio também que a Marinha vai se beneficiar da experiência da Embraer com os F-5M e A-1M. Abs a todos.

  61. Sobre os Phantons Alemães, estes foram feitos para pouso em pista pavimentada, são diferentes da versão naval, que tem trem de pouso diferente, mais reforçado, devido ao peso do F-4.
    Porém se pudesse, tecnicamente, seria uma boa aquisição, pois estão equipados com bom radar e usam míssies BVR, além da capacidade muito superior ao A-4, acho que seria melhor se comparado com a modernização dos A4, que para mim é desperdício de tempo e dineiro, se é para doutrinar! comprem aparelhos mais capazes, usados, e pronto! palhaçada e palhaçada… pena, está acontecendo o mesmo na FAB.
    Abraços
    Francisco

  62. Quanto a marinha abrir licitação, é relamente muito mais interessante um empresa americana ligada a empresa fabricante dos A-4, pois teriam como sanar o problema da modernização mais rápido, como no Brasil as cabeças pensantes não pensam no hoje e sim no amanhã e quando chega o amanhã, eles pensam no outro amanhã e nunca concretizam nada, cabe a nós caros amigos ficarmos no sonho, de vermos um dia nossa briosa(armada), em condições não só no papel, em similuções de jogos de guerra naval , como uma verdadeira marinha de ponta condizente com o tamanho da nossa costa e com grande e verdadeira capacidade de projeção sobre terra.
    Felicitações…

  63. Porque a marinha não procura fazer uma capanha junto a sociedde onde ela mostre que nosso pais precisa de uma marinha mais eficiente, e que o povo brasileiro tem que exigir do governo, garantias e condições do governo em possamos ter a garantia que temos nossas fronteiras protegida e guardadas, por uma marinha com capacidade tecnologica e operacional de revidar ou evitar qualuer tipo de agressão a nossa soberania vindos pelo mar.
    Quanto a marinha abrir licitação, é relamente muito mais interessante um empresa americana ligada a empresa fabricante dos A-4, pois teriam como sanar o problema da modernização mais rápido, como no Brasil as cabeças pensantes não pensam no hoje e sim no amanhã e quando chega o amanhã, eles pensam no outro amanhã e nunca concretizam nada, cabe a nós caros amigos ficarmos no sonho, de vermos um dia nossa briosa(armada), em condições não só no papel, em similuções de jogos de guerra naval , como uma verdadeira marinha de ponta condizente com o tamanho da nossa costa e com grande e verdadeira capacidade de projeção sobre terra.
    Felicitações…

  64. Ouvi dizer que seriam reformados 12 avioes.He uma vergonha!!!! 5 anos para reformar 12 avioes.Todos deveriam ser modernizados em um ano. E perfeitamente possivel executar o processo em 1 ano.

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