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Prosseguem as reformas no São Paulo

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SP em reforma

O NAe São Paulo passa atualmente por um intenso programa de reformas internas que, aos olhos do público geral, não é visto. As obras continuam em ritmo acelerado e são diversas as modificações em andamento, que vão desde a troca do revestimento do piso interno até a reforma da catapulta lateral. Na foto acima é possível ver parte da reforma do convôo, já com as marcações típicas da USN, ou como alguns mais saudosistas preferem, ao estilo do “Velho Mingão”. Detalhe, a MB já está trabalhando no sistema tático SICONTA Mk4 que será o substituto do atual SENIT 8 a bordo do São Paulo.

A turbina do sistema de propulsão de bombordo atualmente passa por revisão e esperamos para breve a colocação do seu eixo e, posteriormente, realização dos testes de máquinas. Caso corra tudo bem, então o “Opalão” será alvo da CIAsA (Comissão de Inspeção e Assessoria de Adestramento) e estará liberado para retomar o adestramento dos pilotos navais, incluindo os do VF-1.

Nas fotos abaixo, o NAe São Paulo aparece rompendo a barra do Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 2007, quando dava prosseguimento às provas de máquinas, depois de quase dois anos parado, por causa do acidente ocorrido em 17 de maio de 2005. Nos testes, foi detectada vibração excessiva num dos eixos do navio, o que o obrigou a uma nova docagem e retirada do eixo para reparos.

sp-a12.jpg

sp-a12-a.jpg

58 COMMENTS

  1. É Poggio,

    A nota fala de pintura, eixo propulsor, Siconta MK4, beleza; até aí tudo bem, se não faltasse mais um item, considerado essencial: a ampliação da capacidade anti-aérea dele.

    Tomara que, pelo ao menos volte à navegar, mesmo sem essa atualização.

  2. Sem proteção anti-aérea teremos um bom alvo. Por mais arrochado que seja o orçamento da MB, não considero proibitivos uns canhões Bofors de 57 mm e um sistema de mísseis como o Aspide e o Sea Wolf. Mistral é ótimo para engajar aviões depois que eles já bombardearam e só.

  3. Defesa antiaérea é o de menos. Vai ter sempre uma Type 22 por perto como goleira e pelo menos uma “Niterói”, com Aspides.
    O importante é o navio ficar 100% com relação às máquinas, para voltar a fazer 32 nós sem problemas.

  4. O Brasil já domina a tecnologia do reator nuclear, não é? Mas não sabe ainda construir o cso de um submarino, estou certo?

    Será que seria possível instalar um reator nuclear no nosso porta-aviões? Provavelmente sairia bem caro, mas seria interessante.

    Alguém sabe me responder?

  5. Galante, vamos que os sistema AA de uma dessas fragatas falhe, como aconteceu com os ingleses na Guerra das Malvinas, como o São Paulo vai se defender?

  6. Lecen, compensaria construir um navio do zero, para colocar um reator nuclear. Adaptar um reator ao Nae São Paulo não é viável, devido ao que resta de vida útil no navio e os enormes custos envolvidos.

  7. Qualquer grande reforma que o SP receber daqui para frente inviabilizará sua vida operacional pelo tempo que lhe resta. Portanto, imagino que esta seja a última grande reforma dele e tudo o que pode ser feito para melhorá-lo está sendo feito.

  8. O Brasil construiu um reator do tipo pwr, entretanto este ainda encontra-se como protótipo.
    A instalação em si seria um desafio complexo, porém possível de realização; teríamos que adaptar sistemas de blindagem (chumbo, muito provavelmente), sistemas trocadores de calor e etc, só não sei se no momento em que este reator estiver plenamente operacional seria viável instalá-lo no São Paulo devido à sua provável pouca vida restante.Comparando-o ao monitor Parnaíba acho que meus netos irão vê-lo navegando por aí.( E isso que nem tenho filhos!!!)

  9. Poggio,

    Realmente, para mim não é novidade o fato de os lançadores Mistral terem sido reinstalados. Quanto à isso, estava à par da situação.

    Novidade para mim é o Galante defendendo Niterói e Tipe22 como “goleiras” da Esquadra Brasileira. Vão gastar 120 mi de dolletas por ano em um sub que, talvez nunca irá sair do papel, e deixar de gastar 100-130 milhões em um poderoso sistema de defesa para o A-12????????????????????????????????

    Não estou falando mal das nossas Fragatas, só que eu não queria ir para um “conflito” sabendo que o “inimigo” estaria equipado com Su-30/KH-59 e, o lado que defendo operando como principal meio de defesa aérea o seguinte: Mistral ( + – 5000 mt) Sea Wolf ( + – 7000) Aspide ( 14000 mt) de alcance.

    Falta aí: Um Goalkeeper como defesa terminal, o Sea Wolf ficaria no lugar, pois é atualizado e confio nele; e, como defesa de área, ficaria com um Sistema ASTER-30.

    Mas, como sou realista, que pelo menos possa voltar à operar à plena capacidade.

    abraços.

  10. Onde ele está???

    Estive no Rio semana passsada para participar do 8°ENEE e aproveitei para conhecer o Sub Riachuelo e fazer o passeio da ilha fiscal. no ancoradouro apenas o rebocados trident, duas Inhauma, a Barroso cheia de andaimes, o gastao mota e outro navio que não me lembro o nome. Mas o A-12 não estava lá… para onde levaram ele??? o pessoal da marinha não sabia responder…

  11. “Nesta semana, um único piloto do 1º/14º GAV já abateu em combate a curta distância (sem BVR) dois Caças Mirage 2000 da Força Aérea Francesa, e um F-5 Tiger III da Força Aérea do Chile. Este novo feito também foi repetido por vários outros pilotos do mesmo esquadrão, o que comprova o alto nível operacional desta tradicional unidade, já chamada de a elite da aviação de caça da FAB…” (Transcrição de matéria jornalísitca da Cruzex/2008)

    E qual o liame com o post em questão ? Bem, a conexão poderá ser controversa conforme o intento, mas para mim há muita, no mínimo ilustrativa, haja vista o nível doutrinário/tecnológico da guerra aérea observado em operações como essa, que dirá sobre o mar, e para defesa de meios navais.

    E aqui estamos, vislumbrando a nova maquiagem do São Paulo, por certo apenas um navio-conceito, com meios aéreos-conceito, a fim de atingir um nível operacional consistente e conformado à guerra moderna ? Sabe-se lá quando, a ponto de, se atingí-lo, a guerra aérea sobre o mar (e terra) já estar dominada integralmente por UCAV’s ! E nós, nesse confronto hipotético, alinhando A4’s sobre o “Belo Antônio”, como já o alcunharam por aqui.

    Sinceramente, por mais bela que esteja a pintura, parodio a frase de um general-fuzileiro dos “Marines”, adequando-a para o caso em debate: “É bom fazer com que um Nae não se esqueça de que é um navio de combate e de que a guerra aeronaval é a razão de sua existência…”

    Se assim pensássemos, e não apenas em paradas navais, sequer o São Paulo ultrapassaria a barra da baía de Guanabara…

  12. Senhores,

    Não quero voltar a discutir coisas que já foram bem debatidas aqui, mas, sobre a reforma na catapulta lateral, citada na matéria, será que a capacidade de 15 ton foi ampliada ou só fizeram uma reforma geral e pronto? E a dianteira, continua com as 20 ton ? Quanto aos elevadores, que também tinham 15 ton de capacidade, foram reforçados?

    Pergunto isso para saber se a Marinha estava pensando na possibilidade de utilização de possíveis novos aviões, padronizando com a FAB, no caso os SH e os Rafales. Que só decolariam do São Paulo praticamente descarregados caso não se realizem mudanças nas catapultas e elevadores, e talvez nos cabos de parada. Caso contrário, serão só os Falcões mesmo por um bom tempo.

  13. Gostei de um post aí em cima, que propõe a instalação de um reator nuclear no Opalão…Não consigo parar de rir… mas vamos lá.
    A falta de um sistema de defesa antiaérea de médio alcance pelo menos, digamos defesa de ponto ampliada, como o Aspide, já operacional na MB, além dos Simbad de ponto, é uma negligência inaceitável. Os lançadores Simbad são operados manualmente, com o pessoal exposto a tudo. O mínimo seriam dois CIWS 20mm, um a bombordo e outro a boreste, e pelo menos um lançador óctuplo Aspide.

  14. Concordo com o Vassily Zaitsev.
    Para que gastarmos 120 milhões de dólares por ano com um submarino nuclear que poderá nunca estar operacional? A má administração e a falta de planejamento da Marinha me envergonham enquanto brasileiro. Temos 5 submarinos e apenas 1 é mantido operacional e ainda assim com toda essa falta de verbas, vamos contratar uma parceria com a França para novos submarinos? Tudo isso é uma tremenda incoerência. Se não temos verbas para navegar/treinar nossas tripulações nos 5 submarinos que já temos, para que comprar outros?
    Não sou nenhum epecialista em Defesa, mas é evidente a falta de planejamento e bom senso da Marinha. Já que compramos o São Paulo (pela quantia irrisória de 12 milhões de dólares), já que compramos os A-4 ( com todas as células em ótimas condições com pouquíssimas horas de vôo ), não deveríamos então moderniá-los e opera-los como uma arma letal e temida por nossos adversários? Não deveríamos modernizar o A-12, dando a ele os melhores equipamentos/sensores/armas para torna-lo um porta-aviões de fato?Mas ao invés disso, “maquiamos” o A-12, trocamos um eixo e aí sim, teremos um navio pronto para a parada marítima de 7 de setembro de 2009. Ao mesmo tempo só modernizaremos 12 A-4, porque afinal precisamos de alguns “aviõezinhos” para completar a “foto da festa do Dia da Independência”. E para terminar aprovaremos a compra de novos submarinos (como já dissa acima) para podermos desperdiçar os míseros recursos de que dispomos.
    Precisamos de um porta-aviões de verdade, bem armado, bem defendido, com real capacidade de dar proteção aérea à nossa esquadra, bem como realizar nossa projeção de poder.
    O correto, seria:
    1°- Alocarmos recursos para podermos manter e operar nossos navios, realizar treinamentos realmente proveitosos e que nos traga para um nível opracional satisfátório.
    2°- Alocarmos recursos para manutenção/modernização dos meios á existentes elevndo-os o “estado da arte”
    3°- Aí sim, planejarmos a compra de novos meios (submarinos nucleares, navios de parulha, novas escoltas, novos submarinos convencionais,etc…)
    Mas aqui é o Brasil, tudo é feito às avessas, sem transparência, sem planejamento, sem seriedade. Aqui impera a má administração e o descaso como dinheiro público. Pr isso no final, temos isso aí que acostumamos a chamar de Marinha…
    Abraço a todos.

  15. Galante,

    Impressionante seu conhecimento sobre defesa antiaérea marítima…

    Se você acha que uma Type 22 com Seawolf e uma Niterói com ASPIDE seguram um ataque aéreo, então não sei pra que a US Navy, a Royal Navy, a Marine Nationale, a Marinha Russa, e todos os outros países buscam navios com sistema de defesa de área com vários mísseis dispostos em silos.

    Quem sabe fica você no NAe São Paulo enquanto os aviões de caça inimigo voam tranquilamente a 20km do nosso porta-aviões. Porque é essa a distância que eles estão seguros de nós, já que não temos nenhuma arma capaz de atacá-los a partir daí…

    E VIVA A MARINHA PELA “SÁBIA” DECISÃO DE MODERNIZAR OS A-4KU!!!!!!! SÃO AERONAVES EXTREMAMENTE MODERNAS, HÁ MUITOS PAÍSES OPERANDO O AVIÃO, NÃO FALTARÁ PEÇAS E ALÉM DO MAIS, QUANDO CARREGADO COMPLETAMENTE, O SKYHAWK TEM UM ALCANCE IMPRESSIOANTE, PERFEITO PARA FICAR DE OLHO NA ESQUADRA!!!!!!!!

  16. Proclamo os colegas deste blog a darmos um VIVA às forças armadas brasileiras!! São tantas sábias decisões que elas merecem!!!!!!!

    VIVA!!!!!!!!!!!!!!

  17. Eu acho que para o que se propõe o Opalão é suficiente. Ele e os A4 servem para adestramento dos aviadores da Marinha, não oferece nenhum perigo a ninguém, somente é um monumento ao que foi no passado uma grande Marinha Brasileira. Alguns países o transformariam em um Museu, outros os venderiam como sucata. Mantê-lo na ativa serve para colocar na ativa um corpo de marinheiros e justificar a manutenção de alguns Almirantes. Enquanto isso nossos rios de fronteira estão repletos de contrabandistas e traficantes, os cargueiros sujeitos a pirataria e a Amazônia, bem vi que dependem de um toque de recolher e proibição de navegação a noite. Os Marinheiros não dispõe nem de Googles NVG para monitorar os jacarés na Amazônia. Mas precisamos de um submarino nuclear + uma NAe para diversão dos pilotos navais. Não seria mais barato comprar um PS3 pra cada um? ou Alguém acredita na capacidade do São Paulo e de sua força de A4 Skyhawk?

  18. Boa Zorann e Wolfpack, Não só a Marinha está vivendo desta forma, irracional, a FAB e o EB estão, digamos, com este virus, e já começou a tosse na FAB, pelo jeito que anda o processo FX2.
    Realmente fica a pergunta, pq um NAe deste? pq Aviões que não servem para nada? que a MB explique! queremos entender! o Brasil só vai viver de doutrina? de treinamento? e se precisar de verdade? aí vamos ver? este país não é sério mesmo, estou com 40 anos e só vi contingências na área de defesa! chega!

  19. Leandro, a questão da defesa antiaérea de uma força-tarefa é algo bem mais complexo do que você imagina. Dá uma olhadinha nessa gráfico:

    http://www.naval.com.br/dossie/Niteroi/FTMB.jpg

    Quais os cenários que você imagina que o NAe São Paulo vai enfrentar?
    Quando um NAe depende da sua própria defesa antiaérea para sobreviver, ele já era!

    A Marinha já fez estudos para dotar o A12 com dois lançadores de mísseis Aspide e também com mísseis Umkhonto, mas existem três problemas que atrapalham sempre: dinheiro, dinheiro e dinheiro.

  20. Para um país continental que quer ter, manter e operar um NA .. que ao menos dê ao mesmo plena capacidade de ação
    Sem querer ofender, nosso NA não passa de um “adorno” pois sem ser dotado de equipamentos eficientes, principalmente para auto-defesa, não passa de um grande alvo – duvido que saia sequer da Baia da Guanabara em caso de conflito pois viraria um segundo General Belgrano.
    Não sei porque a MB não adquire equipamentos, não só para o A-12 mas para demais unidades como o do link abaixo. Obs: nas fotos do Dokdo Sul Koreano dá pra ver equipamento similar bem explícito no bido de proa.

    A obsolescência que foram submetidas nossas FAs durante quase três décadas transformou em uma missão quase impossível colocá-las em plenitude operacional pois há necessidades urgentes nas três forças. Forças estas que nunca tiveram planejamento estratégico ou de prioridades para que, mesmo com poucos equipamentos … tornar estes realmente eficazes.
    Ultimamente falam tanto no SN, concordo que temos que ter este know-how e que seja bom termos armas deste tipo, mas analisando detalhadamente a situação da armada… de que adianta um SN (que não sabemos quando se tornará realidade) se somente 1/3 de nossa força naval é operacional e mesmo assim não em plena capacidade. Fala-se em escoltas… que escoltas? Nem nossos submarinos estão capacitados a acompanhar uma força tarefa. “Prioridades neste país não são priorides”.
    Abraço.

  21. Meu amigo Galante!
    Quantas críticas? acho que sobrou até para você.
    Nunca vi tantas mudança na estrutura das FFAAs como agora. Na década de noventa estive em Taubaté para participar da formatura da 1ª turma de sargentos aviadores do EB. À noite no hotel de trânsito dos oficiais, conversando com um capitão perguntei o por que da estrutura tão grande daquela base para operar esquilos e panteras. Ele me respondeu: Primeiro a gente constroi os próprios militares (base, quarteis, alojamentos e residências)e principalmente a doutrina da nova arma e depois equipa o força com modernos equipamentos. Hoje, depois de mais de uma década a AvEx é outra coisa. Com a marinha vai acontecer a mesma coisa. Não adianta comprar o que tem de mais moderno se a MB atualmente não tem tradição nesta arma. O A12 com os A4 modernizados e também com os S2 tracker modernizados vai dar a MB um salto muito grande em termos de doutrina. Basta olhar para o patamar que a FAB está atingindo com os A29 e F5M em parceria com os R99 A e B. Foi uma solução simples, mas eficiente. Todo mundo está vendo que as coisas estão mudando. Não está acontecendo como na venezuela, onde o reequipamento segue apenas de forma ideológica. Arrumaram um inimigo e falam que vão invadir seu pais. É bom ver o presidente do nosso país participando de uma conferência para decidir os rumos da economia mundial. Não sou petista, não sou de esquerda nem de direita. Sou apenas um brasileiro!

  22. Meu caro Francisco AMX e Robson Br

    A situação de nossas três forças não é igual.
    A FAB está executando um projeto de modernização muito bem pensado levando-se em conta o orçamento de que dispõe (sem contar o FX-2):
    – Modernização de aeronaves qua ainda possuem uma boa sobre-vida( F-5, A-1, C-130, a possível modernização dos Bandeirante)para um padrão de tecnologia nunca antes esperimentado pela Força Aérea. Hoje temos um caça – que se não é a última palavra em tecnologia – que nos possibilita combater num cenário atual e inclusive colher vitórias sobre aeroaves de geração mais recente a um custo acessível e condizente com nossa realidade (vide post acima do Ozawa).
    – Desenvolvimento de um novo conceito de aeronave que possibilita um treinamento avançado e “ataque leve” a baixos custos (ALX A-29)e que é admirado, comprado e plagiado por várias nações.
    – Compra de oportunidade de Mirages 2000 para substituir os Mirage III muito bem pensada, pois, com o cancelamento do F-X (por falta de verbas) e a urgência de substituição dos mesmos, conseguimos manter o 1°GDA ativo, voando e com um vetor semelhante e ao mesmo tempo, mais moderno, oque facilitou a adaptação à nova aeronave.
    – Aumento das horas voadas por unidade
    – Negociação para compra de um pequeno lote de mísseis BVR para possibilitar o adestramento de nossas tripulações.
    -Parceria com a Áfricado Sul para desenvolvimento conjunto de um míssel BVR.
    Está aí alguns bons exemplos do que se fazer quando a condição financeira não permite “abraçar o mundo”. A FAB demonstra coerência e apesar da falta crônica de verbas (que atinge as três forças) procura tirar o máximo proveito dos recursos que dispõe.
    Isto já não ocorre da mesma forma no Exército. Na Marinha a situação é ainda pior, pois as decisões tomadas demonstram uma completa falta de planejamento.
    Se o orçamento é pequeno, não seria mais correto termos apenas alguns poucos navios e submarinos modernos, bem armados e em operação do que um monte de “alvos fáceis”, mal armados e encostados em manutenção? Ouço falar de “doutrina”, mas como tê-la se nem navegamos/treinamos com os meios que dispomos? Se a função da Marinha fosse apenas manter a “doutrina”, como mantê-la e desenvolvê-la sem navegar e com navios obsoletos? Qualquer leigo no assunto teria a resposta correta para essas perguntas “na ponta da lingua”.
    Voltando-se ao A-12:
    Se vamos opera-lo, se queremos manter a dita “doutrina”, devemos fazê-lo da melhor forma possível, tranformando-o num verdadeiro porta-aviões, bem armado, bem defendido, bem suprido de aeronaves e não como “um grande alvo fácil” que só manterá a “doutrina” utlizada em combate na década de 60. Agora me digam, qual a utilidade de se manter um conhecimento de décadas atrás se os mesmos nem são mais viáveis nos dias atuais?
    O correto seria a Marinha repensar toda a sua “doutrina” de treinamento/combate considerando a grande extensão de nossa costa e sua realidade orçamentária. Pesquisar e desenvolver outros métodos/armamentos que possibilitem a defesa de nosso país, sem acarretar na obrigatoriedade da manutenção de uma grande frota de navios imcompatíveis com nossos orçamentos. Nossa Marinha precisa se reinventar e investir de fato em medidas que realmente nos proporcione a defesa de nosso mar territorial.
    Voltemos ao exemplo da FAB:
    A necessidade de substituição dos Xavante (já no final de sua vida operacional) e a falta de verbas para a compra de um grande número de jatos modernos para treinmento avançado, fez a FAB repensar seus conceitos, “se debruçar sobre a prancheta” e criar uma nova aeronave (em parceria com a Embraer) que revolucionou o treinamento avançado na força, criando-se um novo conceito, uma nova doutrina, uma nova noção de emprego desse novo meio em combate.
    É isso que nossa Marinha precisa. OUSADIA. Ousar para criar novos armamentos, novas doutrinas de emprego, novas formas de vencer um posível inimigo, tendo como base suas reias necessidades e disponibilidades orçamentárias e priorizando a sua verdadeira razão de existência: a Defesa Da Pátria.
    Um abraço a todos

  23. Parabéns Zorann pelos otimos posts, e Wolfpack tb pelo post, vejo que ainda temos pessoas com lucidez, nao criticando os demais, apenas discordando um pouco, poís a mentalidade de alguns, é continuar a MB, a insistir nos mesmos erros de quase 50 anos atrás, na decada de 60, a MB sinceramente … PAROU NO TEMPO!

    As verbas que HOJE, e durante um bom tempo, com o proximo governo sendo do PT, PMDB, PSDB e etc.. será a mesma, e a tendencia em epoca de crise, é de minguar cada vez mais, vide o PDN, depois da crise anunciada, ninguem mas comenta nada, incluso sabemos que a Petrobras já foi a 1ª a receber os cortes, com seus investimentos nos novos campos descobertos, sendo postergados para outro momento.

    E ainda temos Almirantes SONHANDO com SubNuc? sinceramente é nesta hora que desconfio de alguns militares, sei que muitos estao envolvidos em varias questoes criticas, de cargos em estatais, partidarismos, envolvimento com licitaçoes (bem indecentes), talvez nao seja por isso que eles queiram um projeto destes? em um momento como este da nossa MB e do Brasil? Talvez os RIOS de verbas tenham correntezas fortes desmais, e quem nao gostaria de molhar um pouquinho seus pés? e/ou correr um balde com um pouco desta abundante água.

    MB tem que 1º decidir o que quer, ter uma Força de Defesa e/ou Ataque, ou simplesmente um mixto das duas, 2º começar a por os meios atuais para navegar (assim vamos aprender a tao dita Doutrina, já cansei deste termo), reformar os navios e subs que ainda valem apena serem reformados e reequipados (Tipe22, Subs Conv e outros), o A-12 Sao Paulo tem que receber os A-4, S-2 e novos Helis e partir para outras águas, chega de ficar nas docas da vida, e sainda para paradas navais, e servindo de Restaurante de Luxo de Politicos e Almirantes em eventos.

    O problema de nao mandar o A-12 passear (até a sucata), é o EGO dos Almirantes, que tem medo de perder o que ganharam da queda de braço com a FAB, de operar caças exclusivos da MB (por isso estao reformando 12 A-4), se hoje sou Presidente enterrava este decreto, sou a favor da MB e do Exertito operar só helicopteros, Asa fixa é FAB!

    Um outro problema serio, sou a favor das comprar de ocasiao desde que realmente sejam validas, a se operar por mais 15 anos no minimo, e a favor das compras de prateleiras, claro que sendo que uma parte seja construida tambem no Brasil (nao todos, metade-metade, assim como os Subs Tupis).

    E por fim, rever os NUMEROS DE OFICIAIS existente hoje na MB, para baixo, a demasiado ALMIRANTES, e poucos marinheiros de verdade, ae sim, começará a sobrar um pouco mais de verba para MB.

    SubNuc é pagamento por compra de EGO dos Almirantes, ou seja BALELA!

    Um abraço a todos, que fazem deste Blog, um dos melhores do Brasil, se nao da America latina.

  24. To achando que tem almirante aegentino na marinha do Brasil. Ta parecendo aquela água que deram para o Branco…

    Pergunta!

    A um tempo ouvi uma histório de que a USNavy estava oferecendo o USS Kitty Hawk para a marinha da Índia em detrimento da escolha do F-18. Isso é fato ou lenda? Acho que lenda né?

    Outra dúvida. O que projeta mais poder para uma marinha. Um submarino nuclear ou um porta-aviões como o DeGaule?

    Será que se a MB construisse um PA com aeronaves de ponta não seria muito mais poderosa? Será que a combinação FREMM, Sub AIP, PA não ajudaria?

    Só to perguntando, viu!!!

    Sei que a realidade é outra e que no estágio atual as coisas andam bem complicadas.

    Outra pergunta. Os A-4M e os S-2T estarão operacionais quando? 2014.

    Depois disso quanto tempo o A-12 vai operar?

    O Brasil poderia construir um submarino semelhado ao Indiano?

  25. Me desculpe Mauro
    Mas primeiro ,em qualquer nível de organização, decidimos qual a missão, para em seguida escolhermos os meios. Já passou do tempo da Marinha decidir “oque quer ser quando crescer”. Primeiro decidimos oque queremos e posteriormente decidimos com quais meios e de que forma iremos fazê-lo, nunca ao contrário. Este conceito é válido para todos, desde uma grande empresa/instituição até para uma simples “dona de casa” de origem humilde que precisa determinar prioridades, para em seguida, gastar o pequeno salário de que dispõe.
    Se nossa Marinha ainda não se decidiu sobre oque ela quer ser, então por que comprar e modernizar equipamentos se nem sequer sabemos qual a missão e como cumpri-la da melhor forma?
    Muitos aqui falam sobre “doutrina”, que devemos mantê-la (assunto esse que também já me encheu saco), mas oque é essa bendita doutrina?
    São conhecimentos/experiência adquiridos e aperfeiçoados a medida que treinamos/praticamos baseados numa razão de existir e missão pré-definidas, sem a qual a mesma nunca poderia ser criada.
    É muito claro que devemos nos decidir primeiramente que Marinha queremos, determinarmos sua missão, que meios são necesários para cumpri-la (baseados nas verbas disponíveis), e aí sim efetuar compras/construção/modernização de equipamentos de forma planejada.
    Toda instituição/empresa tem seus objetivos, que sempre – sejam eles quais forem – só são alcançados após muito planejamento/dedicação. Se não sabemos oque queremos, ora, se nossa Marinha ainda não traçou seus objetivos, suas missões,não há como ter planejamento (pois para se planejar é preciso se ter um objetivo,algo a ser alcançado), nem como ter uma razão que justifique sua existência.
    Um abraço a todos…

  26. Não afirmei aqui, em momento algum que defendo a “aposentadoria” do A-12 ou dos A-4. Muito pelo contrário, eu defendo o planejamento, baseado no nosso minguado orçamento, que só é possível após determinarmos oque de fato queremos, determinarmos nossos objetivos, para posteriormente elegermos nossas necesidades.
    Oque me assusta e me deixa inconformado é o fato de que com os poucos recursos de que dispomos, não planejamos nossos gastos através da escolha de prioridades que só pode ser feita após determinarmos “quem somos e pra onde vamos”. Ora, compraremos novos submarinos, sem sequer utilizarmos os que já dispomos; compraremos novas escoltas se nem temos verbas alocadas para a operação/manutenção das já existentes; compraremos novos navios de ptrulha se nem sequer navegamos/usamos também as já existentes; construimos um sub-nuclear gastando 120 milhões de dólares por ano, para nem sequer termos idéia de em que século ele estará operacional e ao mesmo tempo alocamos apenas 66 milhões para a modernização dos 12 minguados A-4.
    Oque falta é planejamento, é sabermos oque queremos. É MUITA PRIORIDADE PARA POUCO ORÇAMENTO.
    Um abraço a todos

  27. Falou tudo, prioridade de mais, e orçamento de menos, e nós só sabemos culpar os Politicos, nao culpo, quanto a MB recebe do PIB? será que é pouco? que tal uma reforma interna, e cortes de desperdicios? como os almoços a Salmao e Caviar, enquanto os marinheiros, nem feijao com arroz (entra segunda depois das 12:00hs, para economizarem no rancho, e chegarem almoçados de casa, e sai na Sexta antes das 12:00 para nao almoçar no qualtel, é mole), cortem o surpefluo que sobra mas, ou deveriamos culpar nossos Almirantes por improbidade administrativa (vae administrar mal lá na beira do fosso), será que a Petrobras, nao deu seu salto como Estatal-Empresa, depois que afastaram os Almirantes dos cargos de confiança e comando da mesma? é só para apimentar um pouco mas.

  28. Não me esqueci desses ‘detalhes”, porém voltando ao nosso exemplo, se imagine você nessa mesma situação que você citou:
    Você, enquento diretor de um determinado setor de uma empresa,vê seus recursos cortados após a compra de novos equipamentos. Qual decisão tomar? Você deverá escolher uma prioridade e investir os parcos recursos restantes, procurando obter os melhores resultados possíveis, tendo em vista o seu objetivo, que é a razão que justifica sua escolha. Você poderá repensar sua extratégia e readequar seu setor às novas realidades de sua empresa. Mas se você não eleger uma prioridade, – visando colher os melhores resultados para a empresa onde trabalha – abandonando os projetos -mesmo que temporáriamente – que são mais custosos e cujos resultados podem demorar muito a vingar, você poderá levar sua empresa “para o buraco” e ser demitido por falta de resultados/planejamento. Agora se eleger uma prioridde, investir nela, buscando o melhor, sua empresa colherá resultados espressivos e posteriormente, se a situação melhorar, os antigos projetos poderão ser retomados e sua empresa voltar a crescer.

  29. Galante,

    Eu não disse que um porta-aviões precisa apenas da sua defesa antiaérea. Minha crítica foi a sua afirmação de que uma Type 22 e uma Niterói dão proteção aérea a um grupo nucleado em porta-aviões…

    Isso é ridículo. E repito o que eu disse: se dois navios de escolta com mísseis de curto alcance protegessem alguma coisa, as esquadras modernas não teriam investido nos mísseis de defesa de área, como o SM-3 do sistema AEGIS.

    O que precisamos é de navios de superfície decentes. Nosso porta-aviões é um porta-gaivotas, porta-albatroz. Não adianta ter um navio aeródromo se você não tem o principal meio de combate desse navio: aviões!!!! O Skyhawk modernizado vai ser piada. O alcance vai ser tão grande quando armado que poderemos sobrevoar outra fragata do grupo tarefa do A-12…

  30. Senhores,
    Colocando um pouco mais de lenha na fogueira..
    A marinha operou por 40 anos o A-11 e esta história de ver se é viável termos um NA usando o “opalão” para a tal mal falada “doutrina” ou teste não tem sentido algum. Uma força não se faz pelo momento mas sim com PLANEJAMENTO e ESTRATÉGIA e isso, quem é do meio, sabe que nunca foi o forte da nossa marinha. Como citei no post anterior, se é pra ter que se tenha 100% operacional… pra isto deveria ter tido desde o início o planejamento do que queríamos, como empregaríamos e o que disponibilizaríamos de recursos e equipos para tal. Sou a favo de deixarmos o A-12 100% operacional e com meios modernos de DEFESA (já que somos o país bonzinho, cheios de amigos, hermanos e papagaios de pirata – não adianta pensarmos numa armada de ataque).
    Quando se começou a pensar na substiuição ou desativação do A-11 .. deveria-se ter um plano de metas e prioridades para tal.
    Que os parcos avanços que estamos tendo agora sejam o prenúncio de uma doutrina militar conjunta e avançada.(sonhar ainda é possível).
    Abraço.

  31. Mandou bem Henrique! (2)

    Sabe o que se passa, alem nao termos mas Almirantes como outrora, tambem nao temos mas marinheiros como outrora, precisamos é de uma revolta da chibata 2 (modo ON).

    O que me dá desprezo, é que depois que vc passa pela escola de aprendizes, e fica sonhando em embarcar em um dos navios de guerr da MB, vc embarca é na casa d um Oficial (metido a gatinho), para levar filhinha para o colegio, ajudar a esposa do mesmo a fazer compras, e no final da tarde lavar as calçinhas das piriguetes, por isso digo que a MB, infelizmente precisa ser repensada, as vezes me dá nojó, e ninguem nunca entendeu.

  32. parabéns aos amigos Mauro e Zorann pela discussão, com alto nível de argumentação de ambos os lados.

    E por aí mesmo que se discutem as questões de defesa no Brasil. Acho q

    abraços aos dois

  33. continuando…Acho que vc tocaram no ponto central, independente da posição de cada um: o planejamento da MB…se existe, qual é, se é suficiente, ou se não existe…os amigos já debateram, e muito bem.

    abraços novamente

    ps. esbarrei sem querer numa tecla do micro e a mensagem anterior foi enviada sem que eu tivesse terminado…desculpem por isso.

  34. Zohann e Wolfpack

    É isso aí. E acrescento mais:

    Qualquer submarino destemido poderia afundar o A-12 sem que ele nem percebesse de onde veio o tiro.
    Lendo uma matéria, não lembro se foi no ALIDE, falava que: durante um exercício, um submarino -209 sul-africano escutava as hélices de um navio “inimigo” girarem bem em cima dele. realmente em cima, e nada de ser detectado.

    Questão: a fragata era brasileira, pertencente a classe Niterói.

    como consequencia desse fato, o sub conseguiu “furar” as defesas do GT e se posicionar para lançar torpedos contra um PA norte-americano, que fazia as vezes capitânea.

  35. Gostaria de sugerir aos administradores desse blog, que mantivessem mais artigos na página iniial. O A-12 merece mais discussão e seria um pecado essa matéria publicada por vocês já ir para a página de “artigos anteriores”.
    Valeu, um abraço.

  36. Ótimo comentário Mauro. Eu não defendo ou condeno projeto nenhum nas FAs. Somente defendo um planejamento sério que é o início de qualquer empreitada bem-sucedida, só isso…

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