Home Noticiário Nacional Informações sobre a classe Round Table

Informações sobre a classe Round Table

309
25

rfa-sir-bedivere-2-mar-05.jpg

Após a confirmação da aquisição do LST Sir Bedivere (futuro Almirante Saboia) pela DGMM, é interessante rever algumas informações sobre a classe.

A classe Sir Lancelot, ou classe Round Table (‘Távola Redonda’), foi uma iniciativa do Ministério dos Transportes da Grã Bretanha para prover o Exército britânico com navios tipo NDCC (LST). Ao todo foram construídos seis navios, todos repassados para a RFA em 1970.

O Sir Galahad foi afundado durante a Guerra das Malvinas/Falklands e o Sir Tristan foi duramente castigado pela Aviação Argentina. Após o conflito, decidiu-se reconstruir os navios sobreviventes com base na experiência adquirida em combate. O primeiro deles foi o próprio Tristan, reconstruído entre 1984 e 1985. A incorporação de uma nova seção a meia nau não foi exatamente um sucesso. A estabilidade do navio foi alterada e ele não pôde mais transportar blindados a ré do convés de veículos.

O segundo a ser modernizado/modificado foi exatamente o Sir Bedivere. Os trabalhos começaram em 1994 com uma perspectiva inicial de 70 meses. Em função da profunda corrosão do casco, os trabalhos duraram quase quatro anos e os custos subiram exageradamente. Segundo os britânicos, o navio foi profundamente reconstruído, sendo considerado em melhores condições que o Sir Galahad (o segundo, construído na segunda metade da década de 1980 e adquirio pela MB no final do ano passado). Foi exatamente a questão do custo a responsável pelo cancelamento da reforma dos outros dois navios da classe. A Grã Bretanha, ao invés de gastar uma quantia considerável na reforma, decidiu investir em uma nova classe. Assim surgiu a casse Largs Bay.

De qualquer forma, os navios desta classe já não eram mais apropriados para operações de abicagem desde o início da década de 1990.

O Sir Geraint e o Sir Percivale deram baixa em 2003-2004. O Sir Lancelot, primeiro da classe, foi vendido para uma empresa civil da África do Sul e depois revendido para a Marinha de Singapura como RSS Perseverance em 1992. Deu baixa em 2001 e foi repassado para a Glen Defense Marine, sua proprietária desde 2003. No início deste ano o ex-Sir Lancelot foi para Bangladesh para ser desmontado.

A Austrália ainda opera um navio anfíbio derivado do projeto Round Table chamado HMAS Tobruk. O navio, que entrou em serviço em 1981, foi reformado em 2000 e deve dar baixa em 2010.

25 COMMENTS

  1. Amigos, acabei de ver na capa do DEFESANET ( http://www.defesanet.com.br/ ) :

    “16:45 – Submarinos – Ministro Jobim acaba de anunciar no Encontro de Forte de Copacabana a assinatura de entendimentos, no dia 23 de Dezembro, com a França, para a aquisição de três submarinos convencionais e de um casco para a inserção de um reator nuclear
    17:20 – Plano Estratégico de Defesa – Reunião no Planalto dia 27 Nov com o Pres. Lula, Min Dilma, Min Mangabeira Unger e Franklin Martins para apresentação do Plano. Após reunião com os presidentes da Câmara e Senado e até dia 8 Dez Reunião do Conselho de Defesa.”

  2. Meu Deus!!!!!!!!!!!!!!! Vamos comprar mais uma porcaria desta????? Depois de ler essas caracteristicas da classe, já temos uma bomba ainda vamos pegar outra!!!!!!! Isso e que se chama compra de oportunidade? Com nosso dinheiro!!!!!

  3. É o FINAL DOS TEMPOS!!! Ele não serve para operações de abicagem desde o início da década de 90, imagine agora, quase 20 anos depois… O maior problema dessa classe na guerra das Malvinas foi que eles possuiam muito alumínio em sua estrutura e nenhuma blindagem, simplesmente eles derretiam após um ataque! São navios “civis” em uso militar, o que mais me assusta é saber que o “Gastão Mota” estava em piores condições do que esse, e olha que foi construído depois… Se nem a RN deu conta de manter esse navio a MB vai dá, com certeza mais um pro Espaço Cultural da Marinha!!!

    Sds.

  4. Não tenho noção de custos da construção naval, mas arrisco a pensar que o gasto com a compra desses dois navios, de operação limitada e no limiar de sua vida últil,poderia pagar a metade de uma nova embarcação.

  5. Valeu Claudio.Eu também optaria por uma embarcação nacional e totalmente nova,mas essa que vai chegar vai ajudar muito os fuzileiros.Você já percebeu que algumas pessoas(quando digo algumas pessoas quero dizer que é um monte)defendem como,por exemplo:se o Chile adquiri-se 4 KDX-II usadas ou novas muita gente defende,mas quando somos nós,as pessoas acham que não é nada,incrível!

  6. O Almirante Sabóia não tem mais a superestrutura de alumínio original, foi substituída por uma de aço, além de ter uma sala de máquinas toda reconstruída, já falei isso em outro post.

    Quanto ao preço de compra ele pagaria apenas uma pequena parte de uma versão LPD da classe Bay, que opera até Chinooks e V 22 Osprays em seu convoo.

    Lógico que eu gostaria de fazer como a Inglaterra, encomendar logo 4 classe Bay de uma vez, e da encomenda ao comissionamento levar em média 6 anos, gerando milhares de empregos, mas, veja os custos :

    “The budget for the first two ships is £140M”. Apenas os dois primeiros construídos custaram 140 milhões de Euros ( 200 milhões de dólares ), a preço de 2000.

    Uma beleza, 4 navios novos, muitos empregos criados, mas, talvez o pequeno detalhe de 300 milhões de Euros ( 400 milhões de dólares ao câmbio da época ), atrapalhe um pouco.

    Esperemos que o novo PND contemple um horizonte, em médio prazo, igual ou melhor que o da Inglaterra, temos que pensar grande, mas, no momento eu prefiro dar algum crédito ao pessoal da Marinha, eles observaram as modificações feitas, viram que pelo preço de compra em relação a vida útil restante, e principalmente devem ter levado em consideração o grande aumento no poder de projeção de força da Marinha, então concluíram que o custo-benefício era favorável.

    Abraços.

  7. Falando da Austrália…

    Marinha australiana paralisa atividades por 2 meses

    Meraiah Foley

    Os marinheiros da Austrália receberam um presente de Natal inesperado com o anúncio, na terça-feira, de que todos os membros não essenciais das forças navais do país teriam dois meses de licença paga.

    Em lugar de varrer os conveses e polir os metais, a maior parte dos cerca de 13 mil integrantes da marinha de guerra australiana poderão desfrutar do sossego nas férias de verão, que começam em 3 de dezembro no hemisfério sul.

    A iniciativa, anunciada pelo ministro da Defesa Joel Fitzgibbon, é parte de uma série de reformas cujo objetivo é tornar a marinha de guerra australiana um empregador mais benévolo para com as famílias dos militares.

    As forças de defesa da Austrália, como muitos dos setores da economia do país, vêm sofrendo escassez e mão-de-obra habilitada nos últimos 15 anos, à medida que a economia do país floresce. A concorrência oferecida pelo setor de mineração e as mudanças nas atitudes dos trabalhadores, que hoje parecem menos interessados em seguir a mesma carreira por toda a vida, tornam mais difícil o trabalho de recrutamento.

    Mas um novo programa, conhecido como Marinha da Nova Geração, está procurando maneiras de tornar a marinha de guerra um empregador mais cordial e menos exigente, com melhores serviços para os filhos do pessoal naval e condições de serviço flexível para os pais e mães que a instituição emprega.

    Os cônjuges dos integrantes da marinha australiana ainda precisam arcar com as longas ausências de seus maridos e esposas durante missões navais de longa duração, mas agora podem ser recompensados de maneira mais generosa por esses sacrifícios.

    Fitzgibbon anunciou que o governo planejava anunciar diversos benefícios novos para o pessoal naval no ano que vem. O governo australiano considera que selecionar e reter pessoal é “o maior desafio” que as forças de defesa do país terão de enfrentar na próxima década.

    Cerca de 11% dos integrantes da marinha deixam o serviço a cada ano, e atualmente apenas 73% das metas de recrutamento vêm sendo cumpridas, de acordo com a marinha.

    “Podemos investir bilhões em nossas capacidades – navios de guerra, jatos modernos, etc., mas nada disso nos será muito útil se não dispusermos do pessoal necessário a tripular esse equipamento”, disse o ministro em entrevista à rádio nacional. “Temos de encontrar novas maneiras de tornar atraente a vida nas forças armadas, especialmente na marinha”.

    A folga de verão estendida é vista como uma medida “provisória”, com o objetivo de propiciar descanso ao pessoal, fatigado devido à necessidade de cobrir um déficit de efetivos que chega a 2.020 marinheiros, mas pode se tornar parte fixa do calendário naval no futuro, disse Fitzgibbon.

    “Não existe motivo para que não possamos ter um período mais longo de folga a cada Natal”, ele afirmou. “Estamos considerando todas as maneiras de encorajar as pessoas a continuarem nas forças armadas. E o equilíbrio entre vida familiar e vida de serviço tem importância muito, muito grande nessa equação”.

    Conceder licença ampliada à marinha é uma decisão séria para a Austrália, um país ilhéu, e por isso nem todos os marinheiros do país terão direito a praia e churrascos.

    Navios da marinha continuarão a patrulhar os cerca de 10 mil quilômetros da linha costeira australiana, e mais ou menos 500 oficiais e marinheiros continuarão em serviço ativo no Golfo Pérsico e outras partes do Oriente Médio, onde auxiliam a missão de ocupação do Iraque liderada pelos Estados Unidos.

    “A segurança nacional da Austrália continua a ser a nossa prioridade”, disse o vice-comandante da marinha australiana, contra-almirante Davyd Thomas. “Nossos navios continuarão a realizar missões de proteção às fronteiras e cumpriremos nossos compromissos no Oriente Médio”.

    Para o comandante Andrew Mierisch, a abordagem mais delicada da marinha é boa notícia.

    Em 2005, ele passou para a reserva naval, depois de uma carreira de 25 anos que o conduziu a todos os mares do mundo. Um desejo de passar mais tempo em casa com a mulher e dois filhos pequenos o levou a procurar uma alternativa à vida em alto mar – meta que a marinha o ajudou a realizar. Mierisch agora está encarregado de instruir jovens oficiais sobre como equilibrar seu trabalho e suas metas de vida sem deixar a marinha. Ele afirmou que o programa Marinha da Nova Geração representa uma grande mudança de pensamento, ante as estruturas rígidas e hierárquicas que costumavam dominar as carreiras militares.

    “Eles estão tentando pensar de maneira original”, disse Mierisch. “Sinto que a liderança, no momento, é do tipo que pode conduzir a pensamento bastante radical e interessante”.

    Herald Tribune

  8. Srs…
    precisavamos substituir “para ontem de manhãzinha”… o Ary Parreiras… esses dois navios estavão em boas condições e disponíveis…
    Construir novos… aonde?
    Vamos partir para a hipotese do PRM sair do papel… (tenho certeza que sim).
    Os estaleiros civis estão com um volume enorme de obras contratadas pelos clientes off-shore e Petrobras(tem obras contratadas para pelo menos os próximos 5 anos, sem contar os navios da Transpetro)… Vamos ter que construir os Subs anunciados e as escoltas em um novo estaleiro, pois até para a manutenção dos navios da MB no Arsenal de Marinha a agenda é apertada… o NDD Ceará esta aguardando o NAE São Paulo terminar sua manutenção para poder acelerar a dele (casco e mecânica nos mesmo padrões do NDD Rio de Janeiro)… em breve as Inhaúma vão ser modernizadas… e as Rademaker, idem… os NaPa provavelmente vão ser construídos no nordeste…
    Ah… vamos encomendar a um estaleiro gringo!!!
    Aposto que aí algum “chato” de plantão iria dizer… “que absurdo, porque não damos emprego no Brasil…”
    Srs… temos problemas de infraestrutura e não vamos resolver em 5 minutos…
    Estamos caminhando, fazendo o possível em um país com pouca ou nenhuma mentalidade de segurança nacional… vamos com calma!!!
    São navios que nos servem e muito bem… estive a bordo do Garcia D’Avila… ele esta 50 anos a frente do Ary Parreiras que tinha tampas de porão emperradas e guindastes de enfeite…
    O Garcia D’Ávila por exemplo pode operar dois Super Puma simultaneamente… um no convoo na popa e outro sobre os porões, no espaço entre o guindastes…
    Enfim, acho que podemos projetar e construir esses navios aqui, mas a seu tempo… a seu tempo!!!
    Acordem Alices, Acordem!!!
    Um abraço a todos!!!

  9. Caro Leo Paiva,
    Acho que cometeste um pequeno engano: “The budget for the first two ships is £140M”. São 140 milhões de LIBRAS e não EUROS.
    Assim, pela cotação de hoje, um navio da classe Bay, custaria 140 milhões de Libras ou 166 milhões de Euros ou 518 milhões de Reais.
    Um abraço.

  10. Concordo que, se pudessemos, votaria por uma MB equipada somente com navios “top”, mas como não dá, vamos nos virando como podemos mesmo, mesmo que seja com alguma restrição.
    Se os KDX-II viessem, seria um tremendo salto tecnológico para a questão “escolta anti-aérea”, questão essa amplamente discutida aqui no Blog.
    E as PoHang? tb seriam bem vindas, mesmo com equipamento diferente do que usamos em nossas escoltas, mas por dez anos, dariam conta do recado.
    A-12 Opalão, com eixo no lugar, funcionando sem maiores vibrações e com alguma atualização de seus sistemas de auto-defesa, com 18 Falcões, ao invés de somente 12 modernizados, SeaHawk, EC-725 e Tracker-M, doido seria eu se falasse que não queria; Claro que melhor seria, no lugar dos A-4, viessem F-35B, mas como não dá………………..
    5 sub. IKL-209 modernizados, com torpedos MK-48 ADCAP, para o cenário sul-americano, quem não iria querer?????
    Completando esses 5 subs, 4 novos -214 com AIP realçariam muito nossa capacidade dissuasória. Vejam a Coréia do Sul com o -214, conseguindo ficar 18 dias sem precisar vir à superfície. Mais do que isso, só um nuclear, e isso só pra quem pode, não para quem quer.

    Isso sem falar NaPaOc, EDCG, EDVM, Fuzileiros Navais, Navios de Projeção Estratégicas, caça minas,

    Vou parar por aqui, pois precisamos de quase tudo, e temos grana para quase nada…………………………………………

  11. Do jeito q as coisas estão indo, será q dessa vez o “ARY PARREIRAS” vai ser aposentado mesmo !!??
    ** Já q o governo disse q uma das prioridades será a Amazônia, não seria o caso de remanejar o “ARY” para aquela região?? Como forma de se reforçar o Apoio Logístico e de Tropas naquela região??
    ** Nem q fosse de uma forma provisória, devido a idade avançade desse “Senhor” ??

    ** E se em “tese” existe essa idéia de se ampliar a capacidade de transporte de nossos FUZILEIROS, bem q se poderia dar um “reforço urgente” na área de EDVPs, EDVMs e EDCGs ??
    Pois com 3 EDCGs (classe GUARAPARI) e 8 EDVMs, a princípio se equipa de forma máxima, apenas um NDD (classe CEARÁ)

    ## OBS: Já q são navios menos sofisticados, bem q se pode aproveitar a Indústria Nacional (ou o próprio ARSENAL de MARINHA)

  12. Alem dos problemas dos equipamentos do Ary, como por exemplo, vedação de seus tampoes de porão, paude carga a vapor que são horriveis de trabalhar, perguntoto hipoteticamente: teria ele maquina para navegar contra a vazante do amazonas entre outras situs (apenas conjecturando) ?

    MO

  13. Por falarem em navio de apoio, alguem sabe me dizer qual é a verdadeira história do “Atlantico Sul”??
    Bons ventos e mares tranquilos…

  14. Sou ex-fuzileiro Naval, tive bons momentos ADRENALINA no Ary Parreiras, Soares Dutra, lotados de equipamentos Militares, desfrutando ondas que lavavam os convês. Mas cumprimos nossas missões. Eles prestARAM EXCELENTES serviços ao CFN e a nossa Patria. Existe nações que nos deve e, com aparelhamento de Estaleiros parados e ociosos, por que negociar e usarmos este Estaleiros. Acredito no Lema da Nossa Bandeira : ORDEM E PROGRESSO. nÃO ACREDITO NESSES PARTIDOS PLURALISTA que só visa venha nós, e o País que seja Guerreiro e sobreviva.O Amanhã. Encomendar logo 4 classe Bay de uma vez, e da encomenda ao comissionamento levar em média 6 anos, gerando milhares de empregos, mas, veja os custos, se nacionalizarmos :2 fabricado lá e dois no nossos estaleiros brasileiros, Assim uma mão lava a outra e temos experiência de tecnologiA para o NOVO AMANHÃ. Abracos.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here