QG Airsoft

DAE do HA-1 a bordo da Constituição.

A bordo da Fragata Constituição, em trânsito pelo Estreito de Magalhães com destino ao Pacífico, a aeronave N-4004 (AH-11A Super Lynx) do Esquadrão HA-1 (1° Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque) realizou vôo nos canais chilenos com o propósito de registrar a passagem do navio pela Angostura Inglesa, local conhecido pela navegação restrita.

Tendo o 1º Esquadrão de Escoltas como Comandante do Grupo-Tarefa Brasileiro, a Fragata Constituição e o Esquadrão HA-1 representarão a Marinha do Brasil na Comissão BOGATUN com a Armada do Chile.

Encontram-se também embarcados e fazendo parte do Estado Maior da Unidade Tarefa Brasileira, um oficial do Esquadrão HS-1 (1° Esquadrão de Helicópteros Anti-Submarino) e um oficial do Esquadrão HU-2 (2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral), os quais participarão como observadores nas aeronaves P-3 (Orion) e SH-32 (Cougar) da Armada do Chile, durante o exercício.

No dia 31 de outubro, durante a operação, o Lince 4004 deslocou-se para o HU-5 (5° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral) a fim de realizar visita nas dependências do mesmo. Após o pouso, a tripulação composta pelos pilotos, fiel e supervisor do DAE (Destacamento Aéreo Embarcado), foi recebida pelo CC(FN) CARLOS EDUARDO (Comandante) e CC CASAES (Imediato) e percorreu o Esquadrão. Após o almoço a aeronave regressou para bordo da Fragata “Constituição”.

Fonte e Fotos: ComForAer.

Lince N-4004 no Esqd. HU-5. Lince N-4004 decola para sobrevôo da Angostura Inglesa.

Lince 04 realizando sobrevôo aos picos nevados nos canais chilenos.

 

Clube do AIP – estado atual e futuro

Países que possuem submarinos com sistemas AIP operacionais

- Alemanha
- Itália
- Suécia
- Coréia do Sul
- Grécia
- Japão
- Paquistão
- China (?)
- Rússia (?)

Países que possuirão capacidade AIP até 2012

- Portugal
- Espanha
- Índia
- Israel

Países que entrarão para o clube após 2012

- Turquia
- Austrália
- Egito (?)

-

 

Raio de ação dos futuros submarinos portugueses

areamilitar-aip.jpg

A ilustração acima, extraída do site português “Areamilitar“, apresenta uma previsão do autor em relação à autonomia dos futuros submarinos da Marinha de Portugual. Estes submarinos terão sistemas AIP incorporados. Observem a comparação em relação aos submarinos consteiros da classe Albacora (Daphné).

É interessante comparar esta ilustração com aquela do artigo “Alcance de um submarino convencional com AIP“. Deve-se ter em mente que neste segundo caso foi considerado apenas a autonomia com sistema AIP e no caso português foi utilizada toda a capacidade do submarino, inclusive esnorqueando.

 

Cobaias

Quando a Grécia realizou os primeiros contatos com os alemães para a construção de novos submarinos, uma das opções apresentadas era o novíssimo projeto Tipo 214. Este projeto baseava-se nas experiências das famílias 206/209, nos Dolphin israelenses (lançados entre 1996 e 1998) e no programa do Tipo 212 (ainda no seu início). Por mais que a experiência prévia fosse de grande valia e muito bem fundamentada (até aquele momento a HDW já havia construído perto de 90 submarinos), o 214 era um conceito que, na prática, precisava ser provado. Os gregos aceitaram o desafio.

A França resolveu não mais possuir uma frota de submarinos convencionais (diesel-elétricos) desde que seu último Agosta foi aposentado em 2001. Mesmo assim, seguiu desenvolvendo submarinos para exportação. Assim surgiram os Agosta-90B para o Paquistão e, na seqüência, o “submarino conceito” Scorpène em parceria com a Navantia da Espanha. Assim como a Grécia no caso do Tipo 214, o Chile decidiu apostar no projeto francês e tornou-se o primeiro cliente.

Tanto o Chile como a Grécia pagaram um preço por adquirir projetos de vanguarda (lembrando que a África do Sul foi mais conservadora e adquiriu três Tipo 209 recentemente). Ambos enfrentam problemas. Alguns são largamente conhecidos.

Mas a questão principal é a seguinte. A classe Tipo 214 continua no mercado e participando de concorrências em diversos países. Ou seja, o projeto continua evoluindo (assim como foi o 209 ao longo de sua carreira). Já o Scorpène deverá ser extinto, uma vez que o acordo comercial entre espanhóis e franceses deve terminar ainda este ano e a marca “Scopène” deverá sumir do mercado comercial.

Por este motivo a França (via DCNS e somente ela) lançou no mercado em 2006 uma variação do Scorpène denominada “Marlin”. É um novo conceito também baseado na sua longa experiência. Portanto, a França deve oferecer ao Brasil um “submarino conceito”. Estaremos dispostos a adquirir um conceito e conviver com eventuais surpresas desagradáveis que venham a surgir? Existirão outros clientes para o Marlin ou seremos os únicos?

 

Um encouraçado contra o Forte



Já está disponível no site do Poder Naval OnLine a primeira parte do artigo “Um encouraçado contra o Forte”. Este texto é parte das pesquisas históricas que o Poder Naval tem feito com o intuito de resgatar a memória da história naval brasileira e disponibilizá-la no meio eletrônico.

Boa leitura.

 

riachuelo-no-esp-cult-da-mb-foto-nunao-2004.jpg  

Os pescadores da esperança: grupo, que reúne de mendigos a comerciantes, desafia militares e veículos em alta velocidade

Com capacidade para armazenar até 24 torpedos, o submarino Riachuelo, da classe Oberon, alcança velocidade máxima de 17,5 nós na superfície e 15 nós submerso. Construído na Inglaterra e incorporado à Armada brasileira em janeiro de 1977, a embarcação, ancorada na Praça 15, quase é acertada por anzóis, lançados ao mar por cerca de 20 homens que se acotovelam no parapeito sobre as águas da Baía de Guanabara.

A cena se passa por volta das 17h30 de sexta-feira, na descida do elevado da Perimetral, uma área militar, na região portuária, pela qual circulam em torno de 150 mil veículos todos os dias. A idéia dos pescadores da Praça 15 – que se reúnem diariamente no trecho de cerca de 100 metros, entre o 1º Distrito Naval e o Complexo Cultural da Marinha – não é fisgar o submarino mas cardumes de cocoroca, bagre, tainha ou corvina.

É da água emporcalhada da baía que alguns obtêm seu sustento.

- Tem gente que tira até R$ 80 em um dia – conta o aposentado Pedro Paulo Lima, 49 anos.

Método primitivo
Morador do Jacarezinho, este pai de três filhos amanhece de segunda a segunda no local. Ex-geofísico da Petrobras, aposentou-se por invalidez em 1998, quando um acidente de moto o deixou com uma perna maior do que a outra.

Apesar de locomover-se com dificuldade- usa um tênis-plataforma – Lima garante pescar uma média de 10 quilos de peixe por dia. O quilo na sua mão sai por volta de R$ 4.

- É mais um complemento de renda. No início tinha dificuldade, mas descobri que o macete é usar um anzol mais curto – revela.

O método de pesca de Lima é primitivo mas similar ao da maioria: um cano PVC substitui o molinete, a “boinha” é de isopor, pintada de rosa. Receita da isca: gordura de galinha e barrigada de porco. O grupo de pescadores é heterogêneo. Inclui motoboys, comerciantes, mendigos, assistentes de escritório.

- Aqui é o lazer do pessoal que sai do serviço estressado – explica o jardineiro Rodrigo Gomes, 32 anos, que admite pescar no local pelo menos uma vez por semana.

No lugar de monstros marinhos, os pescadores da Praça 15 convivem com ameaças típicas de uma metrópole – como ônibus e carros, que margeiam a exígua calçada junto ao cais, em alta velocidade. Um puxão mais forte na linha, que engancha em fios de alta tensão, contudo, não é tão preocupante quanto a patrulha do 1º Distrito Naval. De duas em duas horas, um grupo de quatro militares percorre o trecho. É a hora que o grupo recolhe os anzóis.

- Querem nos tirar daqui, mas enquanto tiver peixe a gente não sai – protesta um homem baixo, peito cavo, que se identifica apenas como Kaká, 29 anos.

Segundo a Marinha, os pescadores são alertados de que correm risco de atropelamento, mas nega haver qualquer tipo de repressão.

Fonte: Jornal do Brasil, via Notimp. Reportagem de Fred Raposo

Foto: Nunão (foto de 2004)

Nota do Blog: a reportagem do Jornal do Brasil mostra um ponto de vista interessante sobre a realidade que cerca o Espaço Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro – RJ (um ponto turístico que o Blog recomenda entusiasticamente a visita). Mas como esse é um Blog Naval, não podemos deixar de lembrar que faltou à reportagem avisar que o Riachuelo não está em atividade, como o texto pode dar a entender: é um submarino-museu. E que não está “ancorado”, está “atracado”.

 

Mais uma parceria com a ABRA-PAT

amazonia azul

Em mais uma parceria com o site da ABRAPAT o texto do Poder Naval OnLine “Espaços marítimos e seu reconhecimento internacional” também está disponível no site daquela associação.

A ABRAPAT (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EQUIPAGENS DA AVIAÇÃO DE PATRULHA) é uma associação formada por Membros de Equipagem da Aviação de Patrulha (independente da Força) cujos objetivos são: resgatar, preservar e divulgar a história da Aviação de Patrulha no Brasil, divulgar a evolução da Aviação de Patrulha no Brasil e no mundo, colaborar com as Autoridades da Aeronáutica e estimular o Espírito de Corpo, o Profissionalismo e o Entusiasmo que sempre existiram no seio da Aviação de Patrulha.

O Blog Naval recomenda aos seus leitores uma visita a este interessante site, em especial a parte sobre “HISTÓRIAS E CONTOS DOS PATRULHEIROS”.

 

Concluindo participação na 27ª Operação Fraterno, estão no Porto Novo do Rio Grande, desde o final da tarde de ontem, três navios da Esquadra da Marinha do Brasil – o Navio Desembarque-Doca Rio de Janeiro, a Fragata Bosísio e a Corveta Inhaúma. Nesta manhã devem atracar, também no cais público, a Fragata Rademaker e a Corveta Frontin. Os cinco navios ficarão no porto rio-grandino até segunda-feira. Neste sábado, 22, e domingo, 23, das 14h às 18h, estarão abertos à visitação pública. Nestas embarcações, estarão seis helicópteros de Emprego Geral, pertencentes aos Esquadrões Anti-Submarino de Esclarecimento e Ataque), além de viaturas anfíbias e carros de combate pertencentes ao Corpo de Fuzileiros Navais.

A escala em Rio Grande integra a parte final do exercício binacional, que é realizado em conjunto com a Armada Argentina desde 1978, visando a estreitar cada vez mais os laços de amizade com a nação argentina e a fortalecer a defesa recíproca da porção sul do continente americano. A edição deste ano da Operação Fraterno teve início no último dia 12 e foi concluída ontem, com ações na área marítima compreendida entre a cidade do Rio de Janeiro e Rio Grande. Durante este período, foram realizadas simulações de guerra naval, exercícios de comunicações, transferência de combustível no mar e diversas modalidades de operações aéreas.

Conforme a Marinha, a Fraterno é uma importante operação realizada anualmente que, nesta edição, envolveu dez navios e mais de 2000 militares, sendo 1580 brasileiros e 497 argentinos. O Grupo-Tarefa brasileiro, composto pelos cinco navios que estão no porto do Rio Grande, irá desatracar segunda-feira e seguir para a área marítima adjacente à costa uruguaia, onde participará da Operação URUEX-08, em conjunto com a Armada do Uruguai. Neste segundo exercício, os navios brasileiros farão visita operativa ao porto de Montevidéu. Esta operação tem a mesma motivação da Fraterno.

Fonte: Jornal Agora

 

“Não vemos os seqüestros como crime, mas como um pedágio, uma vez que não há governo na Somália’

O pirata somali Asad ‘Booyah’ Abdulahi, 42 anos, disse em uma entrevista publicada pelo jornal inglês The Guardian neste sábado que o grupo liderado por ele é composto por heróis e que luta contra a pobreza. O corsário disse que pratica pirataria desde 98 e que era pescador na Somália antes de começar a seqüestrar navios.

No texto, narrado em primeira pessoa, Abdulahi se recusa a nomear sua atividade como pirataria.”Não vemos os seqüestros como um ato criminoso, mas como um pedágio, uma vez que não há governo central que controle nosso mar“, diz. A Somália vive uma crise institucional desde 1991.

Segundo ele, o primeiro resgate rendeu US$ 300 mil e desde então não sabe o número de embarcações que atacou. O dinheiro é dividido entre os piratas e um financiador da operação.

O pirata também conta como aborda as vítimas. O grupo atira perto do navio para atrair atenção. Se necessário, invade a embarcação com escadas feitas de corda. Depois de reunir e contar a tripulação, faz o pedido do resgate. Abdulahi negou usar a violência contra os reféns e diz que até costuma fazer refeições com eles.

Leia a íntegra:

“Tenho 42 anos e tenho nove filhos. Sou o chefe dos barcos que operam no golfo de Áden e no Oceano Índico. Após me formar no segundo grau, queria fazer faculdade, mas não tinha dinheiro. Então me tornei um pescador, como meu pai, ainda que tivesse o sonho de trabalhar numa empresa, o que nunca aconteceu porque o governo somali foi destruído em 91 e o país se tornou instável.

No mar, embarcações estrangeiros frequentemente confrontavam nós, os pescadores. Alguns não tinham licença. Os que tinham não queriam competição. Destruíam nossos navios e forçavam-nos a fugir por nossas vidas.

Comecei a sequestrar estes navios pesqueiros em 1998. Pela nossa primeira captura, recebemos US$ 300 mil. Com o dinheiro, compramos fuzis AK-47 e pequenas lanchas. Não sei ao certo quantos navios já sequestramos, mas creio que são cerca de 60. Algumas vezes enfrentamos fortes ventos, enfrentamos doença e até morremos nas ações.

Damos prioridade para navios europeus porque os resgates são maiores. Para atrair a atenção deles, atiramos perto da embarcação. Se eles não param, usamos uma escada de corda para abordagem. Fazemos então uma contagem da tripulação e descobrimos de onde eles são. Então pedimos ao capitão para usar o telefone e pedir o resgate.

Ficamos amigos dos reféns. Dizemos a eles que o que queremos é dinheiro e nao matá-los. Às vezes até comemos arroz, peixe e macarrão com eles. Quando o resgate chega, contamos o dinheiro e vamos embora. De volta ao continente, dividimos o dinheiro. Por exemplo, se conseguimos US$ 1,8 milhão, o financiador das nossas missões recebe US$ 380 mil, e o resto dividimos entre nós.

Nossa comunidade pensa que somos piratas conseguindo dinheiro ilegal. Mas nos consideramos heróis fugindo da pobreza. Não vemos os seqüestros como um ato criminoso, mas como um pedágio, uma vez que não há governo central que controle nosso mar. Com a patrulha de navios estrangeiros temos tido dificuldades. No entanto, estamos comprando novos barcos e armas. Não vamos parar até que a Somália tenha um governo que controle nosso mar. ”

FONTE: Estadão

 

Estudo de órgãos de inteligência dos EUA aponta Brasil como país “essencial” e diz que seu futuro terá profundo impacto econômico e político na região

O Conselho Nacional de Inteligência do governo americano prevê que China e Índia vão se consolidar como as novas potências mundiais até 2020, enquanto Brasil, Indonésia, Rússia e África do Sul vão ganhar poder econômico, mas não devem “ter o mesmo peso político de Índia e China“.

“O crescimento desses países vai beneficiar seus vizinhos, mas não é provável que eles se transformem em potências econômicas que conseguirão alterar o equilíbrio de poder além de suas regiões – um elemento-chave da ascensão econômica e política de Pequim e Nova Délhi“, diz o Conselho em seu relatório Mapeando o Futuro Global – Projeto 2020, divulgado ontem.

O estudo prevê vários cenários para o mundo em 2020 e foi elaborado pela equipe do Conselho Nacional de Inteligência, que reúne a CIA e outros 15 órgãos de inteligência dos EUA. O Conselho acredita que, em 2020, “os EUA ainda serão o país mais importante em todas as dimensões de poder, apesar do desgaste de sua posição”.

O Brasil – ao lado de África do Sul, Rússia e Indonésia – faz parte dos “países arrivistas” (emergentes), segundo o relatório. “Esses países vão reforçar o papel de China e Índia, mas eles mesmos terão impacto geopolítico mais limitado.”

Enquanto isso, a Europa, o Japão e também a Rússia estarão sob pressão para lidar com o envelhecimento de sua população.

Impacto

O estudo aponta o Brasil como um país “essencial” com uma “democracia vibrante, economia diversificada, população empreendedora, grande patrimônio nacional e instituições econômicas sólidas”.

“O sucesso ou fracasso do Brasil ao equilibrar medidas econômicas pró-crescimento com uma agenda social ambiciosa para reduzir pobreza e desigualdade de renda vai ter um impacto profundo no desempenho econômico da região e governança nos próximos 15 anos”, diz o documento.

Segundo o conselho de inteligência, a atração de investimentos estrangeiros e a estabilidade regional vão continuar sendo axiomas da política externa brasileira. “O Brasil é um parceiro natural para os EUA e a União Européia e para as potências emergentes China e Índia, e tem o potencial de aumentar sua estatura como exportador de petróleo.” O relatório diz também que o Brasil e a África do Sul são histórias de sucesso que devem servir de modelo para suas regiões.

O conselho compara a emergência da China e da Índia à unificação da Alemanha no século 19 e ao poder dos EUA no século 20. Só uma “reversão abrupta do processo de globalização ou uma enorme convulsão nesses países evitaria a ascensão de China e Índia”.

FONTE: Estadão

NOTA DO BLOG: É interessante notar como China e Índia têm investido em Defesa, especialmente em suas Marinhas. A China em poucos anos terá um porta-aviões, a Índia também receberá seu novo navio-aeródromo até 2012 e arrendará um submarino nuclear russo. Quando é que o Brasil vai entender que o Conselho de Segurança da ONU não é lugar para eunucos?

 

FAs contra o mosquito novamente

O Ministério da Defesa participará da ação de combate à dengue deste ano com 2.321 militares que vão atuar em todo o país em 2008.

A informação foi dada nesta quinta-feira pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao divulgar o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti.

Segundo o ministro, serão disponibilizados 201 militares da Marinha, 1.850 do Exército e 270 da Aeronáutica que combaterão os focos do mosquito transmissor da dengue em dez estados brasileiros.

No Acre, 50 deles começam a trabalhar amanhã. Em mais nove estados – do Rio de Janeiro; Bahia; Pará; Minas Gerais; Amazonas; Pernambuco; Ceará; Sergipe e Alagoas – os militares estarão disponíveis e serão acionados quando e para onde o ministério da saúde indicar.

Os militares serão treinados para inspecionar locais com risco de proliferação das larvas do Aedes aegypti e para orientações à população. O objetivo é capacitar, antecipadamente, os militares que estarão aptos a agir, em caso de necessidade, de forma imediata. Antes os militares eram treinados após a demanda e levavam em torno de 15 dias para estar qualificados.

- A idéia é termos equipes em alerta para, em 24 horas, estarmos no local. Temos capacidade logística por intermédio da Força Aérea [Força Aérea Brasileira - FAB] – salientou o ministro Nelson Jobim.

Fonte: JB Online

 

joaocandido.jpgEm solenidade sem representantes da Marinha e do Ministério da Defesa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reinaugurou ontem no Rio, à beira-mar, a estátua do marinheiro negro João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chibata. Lula comparou o homenageado a outros personagens da história brasileira que enfrentaram militares- o beato Antônio Conselheiro, líder de Canudos, no início da República; Gregório Bezerra, comunista torturado em 1964; e o guerrilheiro Carlos Marighela, morto em 1969 – e disse que os brasileiros “precisam aprender a transformar seus mortos em heróis”.

Na cerimônia, João Cândido foi chamado de “almirante”, embora a Marinha o considere chefe de um motim contra a hierarquia. “Não sei quantos brasileiros hoje teriam coragem de se rebelar contra seus comandantes”, afirmou Lula, diante de representantes de movimentos contra o racismo e do público que comemorava o Dia Nacional da Consciência Negra.

Devido a resistências da Marinha, a estátua levou anos para chegar à Praça XV, no centro do Rio. Antes, ficou no Museu da República.

Ocorrida em 1910, a Revolta da Chibata foi um levante de marinheiros, a maioria negros, contra castigos com chicote que lhes eram impingidos por oficiais. Os revoltosos dispararam canhões contra o Rio. Seis pessoas morreram.

Preso e expulso, João Cândido morreu em 1969. Só em 24 de julho passado foi anistiado, graças a projeto da senadora Marina Silva (PT-AC) aprovado pelo Congresso e sancionado por Lula. O episódio é tema da música O Mestre-Sala dos Mares, de João Bosco e Aldir Blanc.

Em seu discurso, o presidente afirmou que João Cândido era um “homem negro que foi perseguido por ter consciência política”. “Finalmente, João Cândido virou cidadão brasileiro, livre de preconceito.” Lula exaltou a mistura de raças que formou o povo brasileiro e destacou a importância da eleição de Barack Obama para presidente dos Estados Unidos.

O presidente afirmou que seu futuro colega americano deve pensar como ele pensava ao assumir, em 2003, quando se convenceu de que, se falhasse, os trabalhadores seriam responsabilizados. “O Obama tem que entrar e dizer: Tenho que recuperar a economia americana, senão vão jogar esse desastre dos brancos em cima dos negros”, afirmou Lula.

Fonte: O Estado de São Paulo

 
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