Criação de novas esquadras pode retirar 3º DN de Natal ou diminuir sua importância

Ontem, dia 13 de dezembro, foi comemorado o “Dia do Marinheiro”. Ao todo, cerca de 2 mil homens e mulheres trabalham pela Marinha na capital potiguar, onde fica também o comando do 3º Distrito Naval, responsável por patrulhar a costa do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, além dos arquipélagos de Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo. Apesar da importância dessa estrutura e da localização privilegiada, a base naval da cidade não será uma das agraciadas com as novas esquadras que o Governo Federal deverá instalar nas regiões Norte e Nordeste do país.

O motivo é simples. O rio Potengi, estreito e pouco profundo, não comportaria a chegada dos navios de maior porte que integram essas esquadras. Isso, contudo, não significa que a participação da Marinha no Rio Grande do Norte está fadada à estagnação. “A tendência é de crescimento. Hoje, o nosso inventário é de quatro navios-patrulha de 250 toneladas (além de um navio-balizador) e deveremos ter, dependendo do programa de construção, de seis a oito navios-patrulha de 500 toneladas, até 2020”, afirma o comandante do 3º Distrito Naval, o vice-almirante Edison Lawrence Dantas.

O primeiro deles está previsto para chegar em 2010 e será o segundo dos 20 navios-patrulha que devem ser construídos para a Marinha brasileira nos próximos anos. Os quatro atuais deverão ser redistribuídos para outras áreas, mas não deixarão a base natalense enquanto não chegarem os que irão substituí-los. “O recebimento de novos meios se reflete em um número maior de tripulantes. Hoje, temos em torno de 2 mil homens, mas devemos alcançar a faixa dos 2.500”, estima.

Esse número, contudo, não representa apenas o acréscimo de tripulação (que não passa de poucas dezenas nesses navios). Junto com as novas embarcações, será necessário ampliar o parque industrial dentro da base, onde é feita a manutenção dos navios. “Da mesma forma, precisaremos de mais gente no Hospital da Marinha para atender a família naval e todo o pessoal para dar suporte”, explica Edison Lawrence.

Porém, nem toda essa melhoria será suficiente para fazer da capital potiguar a sede de alguma das novas esquadras pretendidas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Ele já deu declarações de que o Plano Estratégico de Defesa Nacional, aprovado pelo Conselho Nacional de Defesa na última quinta-feira e que deverá ser divulgado pelo presidente Lula esta semana, incluirá a criação de duas novas esquadras, além da única existente hoje, localizada no Rio de Janeiro.

Uma delas iria para a região do Amazonas e outra para o Nordeste, onde os Estados de Pernambuco e Bahia são os mais cotados. Natal está praticamente descartada. “A tendência da Marinha em Natal é crescer, mas quando a gente fala da Marinha em Natal, falamos do rio Potengi e os navios que atracam na base são navios-patrulha, de menor porte”, ressalta o comandante.

O vice-almirante esclarece que esquadras reúnem navios como as fragatas, que são de maior porte, chegando a 4 mil toneladas. “São embarcações com maior calado (extensão do navio abaixo da linha d’água). Enquanto nosso navio-patrulha cala 3m, uma fragata cala 6m a 7m. Precisam também de maior área para manobrar. Nosso rio cala pouco, até a Base Naval o calado é de cerca de 5m a 6m, e o rio é estreito, não tem muita área para um navio de grande porte manobrar”, indica.

Comando deve ser transferido a antiga Rampa

Com a possibilidade de Recife ser a sede de uma das novas esquadras previstas para a Marinha brasileira, há um temor nos meios militares de que a cidade pernambucana possa tirar de Natal a sede do comando do 3º Distrito Naval, uma vez que além da força política a capital de Pernambuco é onde nasceu essa estrutura e hoje conta com os comandos regionais do Exército (7ª Região Militar) e da Aeronáutica (2º Comar). Edison Lawrence, no entanto, afirma que a única mudança que tem conhecimento é a de endereço. “Acredito que não haja nenhum estudo sobre tirar o comando do distrito de Natal. Inclusive existe perspectiva de construirmos uma nova sede aqui.”

O destino seria o antigo terreno da Rampa, ao lado do Iate Clube, em Santos Reis. “O espaço está sendo repassado para a Marinha, que irá construir a sede do Distrito Naval e o Governo do Estado ao lado vai erguer uma espécie de centro cultural sobre a memória da Rampa e de sua participação nas mobilizações da 2ª Guerra Mundial”, explica Edison Lawrence. A obra deve ter início em 2009, após a antiga empresa que funcionava no local retirar as balsas e desocupar por completo o terreno.

A atual sede, localizada na avenida Hermes da Fonseca, deve entrar na negociação como permuta. Já quanto à mudança para outro estado, o vice-almirante é claro: “No momento desconheço qualquer intenção nesse sentido, confesso que nunca ouvi nada a esse respeito.” Ele lembra que quando o comando veio para Natal (em 1975) a Marinha deve ter considerado o fato de a cidade ser ideal por congregar uma série de unidades militares, como a Base Naval, o Grupamento de Fuzileiros Navais, a Capitania dos Portos e o Hospital Naval, anteriores à vinda do comando.

“Até onde saiba não há perspectiva de transferência desse comando”, reforça. Essa permanência é fundamental, pois faz de Natal o porto de todos os navios da região e a residência de dois terços dos militares do distrito. Em toda a área do 3º Comando são cerca de 3 mil homens da Marinha e Natal reúne 2 mil deles. “A cidade tem um contingente razoável de militares das três forças. Acredito que eles representem uma parcela considerável da economia local, uma vez que há ainda os familiares, sem contar as aquisições de material das próprias forças armadas”, reconhece o comandante.

Já os cinco navios permanecem atracados na Base Naval de Natal, mas realizam patrulhas em toda a região, eventualmente parando em algum porto de outro Estado.

Marinha não definiu local da nova esquadra

Se o Plano Estratégico de Defesa Nacional, previsto para ser divulgado quinta-feira, já deverá incluir a criação uma ou duas novas esquadras da Marinha, a localização delas ainda será motivo de muita discussão e estudos. “Não temos uma idéia exata do que vai ocorrer. O plano envolve todas as Forças Armadas e ainda deverá passar pela aprovação do Congresso Nacional, por isso poderá até vir a ser modificado”, admite o vice-almirante Edison Lawrence.

Ele afirma que mesmo que viessem a ser realizadas dragagens no Potengi, o que poderia aumentar a profundidade de seu leito, o rio não possui características para receber a esquadra. “Ele não é largo, por exemplo, como o Amazonas, que permite navegação de maior porte. A Marinha está realizando estudo de áreas que possam ser consideradas estratégicas e que possam vir a receber navios de maior porte, porque uma esquadra não tem apenas um ou dois navios, tem 10 a 15”, destaca.

O comandante acredita que a localização não será divulgada em um curto prazo. “Hoje, o que se imagina para a Marinha, como prioridade, é a construção do submarino com propulsão nuclear, não é com armamento nuclear, mas propulsão. Provavelmente deverá ser assinado algum acordo com a França, para haver o repasse de tecnologia para construção desse submarino”, ressalta.

Atribuições da Marinha aumentou nos últimos anos

A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar estipula que os países costeiros têm como mar territorial 12 milhas náuticas, a partir da costa, nas quais nenhuma embarcação estrangeira pode ingressar sem pedir autorização. A chamada Zona Econômica Exclusiva (ZEE), no entanto, se prolonga por mais 188 milhas, totalizando 200 milhas. Na ZEE os navios de outros países podem transitar, porém são proibidos de explorar comercialmente, seja com pesca, ou recursos minerais.

“A mesma convenção diz que o estado costeiro pode estender a sua zona exclusiva de 200 milhas para até 350 milhas da costa, mas tem de fazer um levantamento da plataforma continental. O Brasil já apresentou seu levantamento à Comissão de Limites das Nações Unidas e ganhamos alguma extensão extra. É o que chamamos de Amazônia Azul, maior que a verde. A Marinha é responsável pelo patrulhamento dessa área e por exercer a presença com seus navios”, ressalta o comandante Edison Lawrence.

O pleito brasileiro foi julgado em 2007 pelas Nações Unidas, que reconheceu 712 mil km2 dos 950 mil km2 solicitados pelo país. A área aceita é 14 vezes superior à do território do Rio Grande do Norte e o Brasil ainda vai apresentar novos argumentos para garantir os 238 mil km2 restantes, ou seja, ainda mais mar para a Marinha tomar conta. “A fronteira terrestre é perfeitamente delimitada, mas a fronteira marítima é uma linha imaginária. Então você só pode dizer que aquele mar é seu com a presença dos nossos navios”, diz o comandante.

Os cerca de 4,2 milhões de km2 de oceano hoje sob responsabilidade do Brasil representam uma área equivalente à metade do território nacional (de 8,5 milhões de km2). Somado a isso, as descobertas de petróleo na chamada camada pré-sal aumentam ainda mais a responsabilidade da Marinha, uma força armada que, no entender do vice-almirante, tem amplo respaldo da população. “As Forças Armadas são geralmente muito bem avaliadas em pesquisas que analisam quais as instituições mais respeitadas pela população. Estão sempre em primeiro, ou segundo lugar”, cita.

Ele considera que principalmente no Nordeste os militares são sempre bem acolhidos, tanto pelo poder público, como pela sociedade. “Há muita simpatia para com a Marinha, que se trata de uma força cujo perfil abrange um percentual muito grande de gente oriunda dessa região”, acrescenta.

Fonte: Tribuna do Norte

Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

23 Responses to “Futuro incerto para a Base Naval de Natal” Subscribe

  1. molleri 14 de dezembro de 2008 at 13:27 #

    “O Ministério da Defesa prevê investir R$ 1,27 bilhão em uma olimpíada militar. A 5ª edição dos Jogos Mundiais Militares, que ocorrem a cada quatro anos, está prevista para 2011, no Rio de Janeiro. É a primeira vez que o Brasil sedia esse evento.

    De acordo com a reportagem, o custo da olimpíada militar será maior que a conclusão do programa nuclear da Marinha (R$ 1,04 bilhão), considerado estratégico por colocar o país no seleto grupo dos que dominam o ciclo do combustível nuclear. Em quatro anos, o Brasil colocou na na missão de paz no Haiti R$ 431 milhões.” (Folha de SP)

    Dinheiro para olimpíada vai ter, agora, para os meios e a manutenção… quem viver verá.

  2. Cabral 14 de dezembro de 2008 at 14:52 #

    Sem sombra de duvida, a Marinha do Brasil vai precisar de uma base naval de grande porte, tem em vista que a quantidade de navios baseados na nova base naval deve ficar em torno de 10 a 20 navios de guerra de grande em médio porte, o local mais adequado seria a costa do Estado de Pernambuco, onde no período da segunda Guerra Mundial existiu a Força Naval do Nordeste que por sua vez ficava baseada na antiga Base Naval do Recife, hoje desativa. Como não deveria deixar de ser, Recife e a cidade mais importante da Região Norte e Nordeste, tem dois grandes portos (Porto do Recife e Suape) está sendo construindo o maior estaleiro da America latina (Atlântico Sul) e uma grande refinaria, sem contar que já existe em Recife uma estrutura da Marinha como, por exemplo: o Hospital Naval do Recife, a Escola de Aprendiz de Marinheiro e Capitania dos Portos, existe na cidade alguns terrenos e prédios da MB que estão desativas e poderia ser utilizados para da suporte a nova Base Naval do Recife. E o Comando do 3° Distrito Naval com certeza devera volta para a Capital Pernambucana onde já existe o Comando Militar do Nordeste e 7ª Região Militar, também o 2º Comando Aéreo.

  3. Voluntário da Pátria 14 de dezembro de 2008 at 16:26 #

    Pegua mal algmas observações, lembra o antigo seriado GUERRA, SOMBRA E AGUA FRESCA…

  4. Voluntário da Pátria 14 de dezembro de 2008 at 16:28 #

    Pega mal…

  5. Mahan 14 de dezembro de 2008 at 16:31 #

    Até geograficamente, se for levado adiante transferir a esquadra para fora do Rio de janeiro, a escolha deveria ser Recife, além de existir toda uma infra-estrutura para comportar os navios da MB, conforme citado pelo colega acima.

  6. AMX 15 de dezembro de 2008 at 16:11 #

    Ao falar sobre ZEE e Mar Territorial, se não estou enganado, falta uma outra denominação que chama-se Zona Contígua. No entanto, não estou certo do quê é essa definição.
    Alguém aí pode esclarecer um pouco mais?
    Abraços!

  7. Guilherme Poggio 15 de dezembro de 2008 at 16:49 #

    Prezado AMX,

    Acredito que as suas dúvidas podem ser sanadas lendo o texto “Espaços Marítimos”, do Poder Naval OnLine.

    http://www.naval.com.br/conhecimentos/espacos_maritimos/espacos_maritimos_parte1.htm

  8. Cabral 15 de dezembro de 2008 at 17:00 #

    Com tudo a Base Naval de Natal deve ter a sua estrutura aumentada para receber alguns navio de menor calada, poderia ser destacada uma pequena força naval formada de 2 ou 3 corvetas classe Inhaúma, tendo em vista importância estratégica da localidade. Como também um pequeno destacamento aéreo naval formado por alguns aviões de patrulhamento marítimo.

  9. Icaro 15 de dezembro de 2008 at 19:12 #

    A tradição militar em Natal é infinitamente mais forte em Natal do que a cidade do Recife,por mais que eu seja cidadão natalense com muito orgulho, o estado do Rio Grande é o segundo maior produtor de petróleo do Brasil e ainda existe a possibilidade de exitirem campos na camada pré-sal potiguar alvo atual de estudos da Petrobras e Cefet-rn.Então a justificativa de uma “possivel” mudança para o Recife é perder dinheiro e tempo numa possivel ação de patrulhento ou reação a um ataque de x país tendo em vista que na 2ªGM,intervenção militar de 64 e outros episidios a ainda serem confirmados o principal ponto de ação de uma armada seria o RN.Por esses e outros motivos é mais barato melhorar a estrutura já existe no RN que mudar o 3ºDN(efetivo administrativo,comando e atribuiçõs familiares) a Recife.

  10. Anderson 15 de dezembro de 2008 at 21:42 #

    Pois é Cabral, acho sensato manter a BNN, não apenas pelo seu valor histórico, mas por toda a estrutura que ela detém, vejamos: dique flutuante (o qual realiza PMG dos navios patrulhas sediados em Natal, além de reparos em embarcações particulares), Hospital Naval, Escola de Formação de Reservistas Navais (Recrutamento para o Serviço Militar Inicial na área do 3º DN), Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal, Estação Rádio da Marinha em Natal e Serviço de Sinalização Naútica-3 (estes dois últimos operavam em Recife, a Estação Rádio foi a penúltima a ser transferida, pois a aréa onde ela operava sofreu um grande avanço imobiliário e passou a dificultar/interferir nas comunicações, pois era na área de Boa Viagem e o Serviço de Sinalização Naútica-3 [SSN-3] foi transferido do bairro do Cabanga, Recife no final do ano de 1999 para Natal, dentro da área/estrutura da BNN, onde foi construído sua nova sede).

    Porém com uma dragagem no Rio Potengi, aumentando o seu calado, poderiamos manter a BNN com sua atual função, dando suporte e apoio ao Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste onde continuaria sediado os Navios Patrulha.

    No entanto, com esse desmembramento da Esquadra que ficará baseada no Nordeste, estão na disputa Recife/PE e Salvador/BA, e por uma questão de Defesa Nacional e/ou posição estratégica, acho que Recife seria mais indicado, o amigo Cabral já elencou algumas situações estratégicas acima (2 portos, estaleiro, etc.), mais não apenas por isso, por exemplo, Recife está localizada praticamente na área mais central do litoral nordestino, não ficando tão distante para dar um combate no litoral baiano, como também no cearence, já para deslocar essa esquadra da Bahia para o Ceará seria mais distante, sem falar que a Esquadra do Nordeste baseada em Recife ficaria mais próximo de Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo.

    Quanto ao Comando do 3º Distrito Naval ser transferido de Natal para Recife, acho mais fácil isso ocorrer, até porque Recife já é a sede do Comando Militar do Nordeste, 7ª Região Militar e 7ª Divisão de Exército (EB), sede do 2º Comando Aéreo Regional [em outras palavras, salvo engano, a mesma área territorial do CMN e 3º DN] (FAB), passando a ser a sede do Com3ºDN, seria centralizado no Recife toda e qualquer ação integrada entre as Forças, facilitando as reuniões e as decisões entre os altos Comandos, sem falar na força política que o Estado de Pernambuco detém frente ao Rio Grande do Norte.

    Acho que a BNN poderia continuar com uma melhoria no calado do Rio Potengi e a sede da Esquadra baseada no Nordeste poderia ser Recife, mas como tudo na Marinha é centralizar tudo em um lugar, fica a pergunta, será que a Base Naval de Natal sobreviverá?

    Torço para que sim, e que seja realizado nesses moldes, até porque teremos uma Marinha descentralizada e com Bases Operacionais para tarefas diferentes.

  11. Cabral 15 de dezembro de 2008 at 21:55 #

    Icaro
    Baseado em que dados a cidade de Natal tem mais tradição militar mais do que a cidade de Recife?

  12. Cabral 15 de dezembro de 2008 at 22:04 #

    Sr. não sabe que a estrutura do 3ºDN, foi formada na cidade de Recife? E a cidade pernambucana tem o prédio que funcionou a antiga sede do 3 DN, e tem uma vila Naval? Uma escola de aprendiz de marinheiro, todo está preparado para receber uma frota de navio, sem contar que Recife e o centro econômico e político da região.

  13. Anderson 16 de dezembro de 2008 at 11:29 #

    Cabral, sou pernambucano, no meu período do serviço militar, servi a Marinha, já conhecia a estrutura na qual a Capital pernambucana tinha e como o recrutamento do 3º DN e realizado em Natal, conheci também a estrutura montada na BNN.

    Hoje estou morando e trabalhando em Natal, acho que o custeio para levar tudo daqui (Natal) para Recife seria altissímo, por isso concordo com a manutenção de toda estrutura aqui já montada, com o melhoramento do calado do Rio Potengi para receber os Navios Patrulha de 500 toneladas, no entanto, como o próprio Almirante declarou o Rio Potengi não tem condições de abrigar uma Esquadra, porque ele é estreito para as manobras. Considerando que no Recife tambem ja existe uma estrutura montada, com Hospital Naval, o prédio da Capitania dos Portos de PE (que é muito grande), Escola de Aprendizes – Marinheiro, Vila Naval e outras áreas da União sob a responsabilidade da Marinha, como exemplo: uma vasta área de coqueiral ao lado da EAMPE, a área da antiga Estação Rádio da Marinha no Recife e a do Serviço de Sinalização Naútica – 3, sem contar que o calado e a extenção do cais do Porto do Recife é superior em comparação com o Porto de Natal, além de espaço para manobrar os Navios.

    Ao meu ver poderia sim, continuar em funcionamento a Base Naval de Natal com a função de basear/reparar os Navios Patrulha e uma nova Base para a Esquadra no Recife, até porque a FAB mantém a Base Aérea de Natal e a Base Aérea do Recife, cada uma com sua função tática/operacional e de apoio. Lembrando também que Salvador também tem uma importância estratégica para a Nação, com um poló petroquímico, refinaria (salvo engano), a ser defendida, emfim, acho que Recife seria o local ideal por sua localização geográfica, fica entre Salvador, Natal, Fortaleza e os Arquipélagos de Fernando de Noronha e os Penedos de São Pedro e São Paulo, além de ser “o centro econômico e político da reigão” como você frisou.

  14. Cabral 16 de dezembro de 2008 at 16:31 #

    Prezado Anderson, também concordo com a manutenção da BNN, sua estrutura deveria ser melhorada, como também a manutenção de navios patrulhas na região principalmente por conta do Estado do Ceará e Rio Grande do Norte, como também Fernando de Noronha, mas seria interessante criar um esquadrão anti submarino e basia- los próximo de Natal, também defendo que alguns navios de menor porte como é o caso das convertas dever ser Baseados em Recife, mas destacados em Natal, outros navios dessa mesma frota como porta aviões, Contratorpedeiros, Fragatas e navios de apoio, deveria ficar próximo de Recife, talvez próximo do Porto de Suape, por ser uma área de menor taxa demográfica. Um fato importante é que o Porto de Recife está praticamente desativado tem em vista que os maiores navios estão sendo direcionados para o Porte de Suape, um Mostro Portuário, só tem quer tomar cuidado com os tubarões.

  15. Thiago B. F. de Lima 17 de dezembro de 2008 at 11:13 #

    Bom, em primeiro lugar Natal possui tradição militar historica real em uma possivel situação de combate e posição estrategica relevantes, tudo isso vivido na segunda guerra mundial, a maior potencial militar do mundo escolheu na segunda grande guerra a cidade do Natal e não Outras cidades, ou seja ate os Estados Unidos derão credibilidade ao que estou citando considerando-a como o ponto mais estrategico de todo nosso Pais,Natal foi e é tão importante estrategicamente que deslocou para cá na única situação real de um possivel combate contra o Brasil que foi a 2º guerra os presidentes Getulio vargas e Franklin Delano Roosewelt, além de tudo isso Possuimos o comando do terceiro distrito naval, a base naval de natal, a capitanis dos portos,o serviço de sinalização naútica, o grupamento de fuzileiros navais,hospital naval,um pequeno museu ao lado da base naval,a estaçaõ de radios as vilas navais e até ja foi o comando naval do nordeste sediado na propria base naval de Natal, por tudo isso acho que deveria ser feito o maximo possivel para sediarmos uma frota naval aqui, se isso realmente for algo impossivel então que se faça o maximo que a cidade pode comportar!

  16. Marcelo Ostra 17 de dezembro de 2008 at 11:43 #

    Thiago

    Por gentileza, na época aurea da Base Naval de Ntal, na II GM, vc ou alguem teria alguma ideia da capacidade de atracação da base, considerando a maioria dos navios CT´s CTE´s, PC´s e SC´s

    Alguma foto que ilustr isso, para se ter uma ideia ?

    MO

  17. Marcelo Ostra 18 de dezembro de 2008 at 13:01 #

    Xiiiiiii meu

    Morreu neves …. asim fica dificil neh

    MO

  18. Cabral 18 de dezembro de 2008 at 21:44 #

    Nesse Plano de Defesa Nacional, agora estão falando apenas em uma base que será no Norte do País, estou começando a acha que isso não está indo bem, antes eram duas novas bases navais, agora reduziu para um, fica a pergunta amanhã quantas bases serão construídas?

  19. Cabral 18 de dezembro de 2008 at 21:51 #

    …Nesse Plano de Defesa Nacional, agora estão falando apenas em uma base que será no Norte do País, estou começando a acha que isso não está indo bem, antes eram duas novas bases navais, agora reduziu para um, fica a pergunta amanhã quantas bases serão construídas?…

  20. Cabral 19 de dezembro de 2008 at 21:38 #

    Durante a 2ª Guerra Mundial Recife foi a principal Base de Operações
    Com efeito, a essa altura dos acontecimentos, arrastado o Brasil à guerra, crescendo os encargos das Forças Americanas do Atlântico, o Almirante Ingram transferiu a base de sua força naval de Trinidad para o Recife, em cujo porto fizera estacionar o grande navio-tanque “Potoka”, para o qual transferiu do C. “Memphis” o seu pavilhão, a fim de poder melhor agir estrategicamente na distribuição de tarefas e de promover os meios logísticos mais eficientes de modo a atender às prementes solictações de uma esquadra em operações, para as quais, afnal, por seu caráter especial, não era necessária a permanência de um almi¬rante no mar

    A 24 de setembro, o Comando da Fôrça do Atlântico Sul, já promovido ao posto de Vice-Almirante, baixava uma “Ordem de Operações Combinadas”, a de n° 1 de 1942, datada do Recife, Pernambuco mas citando ainda o C. “Memphis” como navio-capitânia, ordem essa para as Forças Navais Brasilei­ras do Nordeste, as quais constituíam, assim, a Força-Tarefa n° 1 sob o comando do Capitão-de-Mar-e-Guerra Dutra. A Organização por Tarefas es­tabelecia:

    a) 1.1 – Grupo-Tarefa Afir – C.M.G. Dutra
    “Rio Grande do Sul”

    b) 1.2 – Grupo-Tarefa Bala – C.C. Macedo Soares “Caravelas”
    “Carioca”
    “Cabedelo”
    “Cananéia”
    “Camaquã”

    c) 1.3 – Grupo-Tarefa Cruz – C.F. Cox
    “CS-1″
    “CS-2″.

    1. Esta força foi posta sob a direção operacional do Comandante da Força do Atlântico Sul da Esquadra do Atlântico dos Estados Unidos.­ Submarinos estão operando ao largo da costa nordeste do Brasil contra a navegação aliada e neutra. Devem ser esperados raiders de superfície. É provável que as proximidades dos portos sejam minadas. O desembarque de agentes e o bombardeio de estabelecimentos em terra podem ser tentados por submarinos inimigos.

    2. Esta Força, em cooperação com a Força do Atlântico Sul da Es­quadra Americana do Atlântico, protegerá a navegação mercante do Rio de Janeiro até Trinidad. Localizará e destruirá forças inimi­gas que cheguem às áreas marítimas contíguas à costa dentro da área de operações designada.

  21. Icaro 27 de dezembro de 2008 at 18:46 #

    Cabral

    Estou a reunir alguns elementos históricos para lhe resporder o questionamento,com relação a Recife ser mais prox. de Fernando de Noronha acho melhor dar uma olhada em um mapa com mais atenção, tendo em vista que após a expulsão dos holandeses a estrutura administrativa das capitanias de Rio Grande e Parayba ficaram sob responsabilidade do Recife, e assim tambem os territorios destas capitanias.Quando da emacipação politica das capitanias Fernando de Noronha ficara a cargo de ocupação e admininstração de Pernambuco, tendo em vista a falecia economica e politica da provincia do Rio Grande do Norte restando-lhe de o Atol das Rocas.

  22. SALES MONTEIRO 19 de abril de 2009 at 11:17 #

    Em relação a essa matéria, na condiação de Norte-Riograndense, bem como admirador da Marinha do Brasil, o Governo Federal, assim como boa parte das Autoridades Brasiliras, deveriam esforçar-se para que o Rio grande do Norte não fosse tão esquecido, bem como é também discriminado, fazendo com que a Base Naval de Natal e a sede do Comando do 3ºDistrito Naval permaneçam nessa belíssima Capital.

  23. Job Neto 17 de agosto de 2010 at 17:21 #

    A Base Naval do Natal é de extrema importância para a Cidade do Natal, Estado do Rio Grande do Norte, e para o Brasil por se localizar no ponto estratégico do país. Quando os colonizadores portugueses aqui chegaram escolheram exato esse ponto estratégico com vista à colonização do nordeste do Brasil nos estados do Norte. Em tempos primitivos piratas e corsários franceses ocuparam exato este lugar para servir-lhe de ancoradouro para suas investidas nos contrabandos de serias e pau-Brasil. Isso ainda nos idos oitenta do ano de mil e quinhentos, depois de expulsos da cidade do Cabedelo na Paraíba. Portanto senhores, esse lugar onde está erguida a Base Naval de Natal é um ponto histórico do Estado. Hoje ele já não tem mais servidora à aplicabilidade naval moderna de nossa Marinha do Brasil. Que se aperfeiçoou, e está dentre as mais eficazes do mundo naval. Contudo também acho que o local do qual está sendo estudado, é o mais apropriado da via fluvial do Rio Grande, e hoje é o mais estratégico para o mundo moderno.
    - Que o local de ocupação da então Base, seja entregue a comunidade visando ali um Grande Museu Naval orgulho dos Natalenses, Potiguares e Brasileiros.
    - Job Neto (presidente) – Associação de Moradores do Bairro do Alecrim – ACOMACRIM

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