As batalhas modernas são guerras eletrônicas.
Quem não estiver com tecnologias no estado da arte não deve nem participar.
O segredo é aprimoramento constante e incansável.
Sds
Iuri
Alguém poderia explicar: Já viram batedores da polícia escoltando viaturas. Vão a frente fechando pontos críticos como esquinas. As fragatas não poderiam “calcular” possíveis posições para disparo dos Sub? Onde estavam os helis que não “ouviram” toda a operação para o lançamento dos torpedos?
Daniel, o vídeo é uma propaganda do SUBTICS e só tem como objetivo mostrar as capacidades do mesmo num submarino.
É claro que numa situação real, a força atacante reagiria, se detectasse o submarino a tempo.
Mas, geralmente, é isso mesmo o que acontece: o submarino quase sempre sabe com muita antecedência a posição dos navios inimigos, devido ao maior alcance dos seus sensores passivos. Por isso, o submarino tem sempre a iniciativa das ações, é ele quem decide quando o combate ocorrerá.
Quando o submarino realiza um ataque com torpedos, ele toma atitudes evasivas, mergulhando mais fundo e disparando engodos.
O avanço da tecnologia continua favorecendo a plataforma submarina, pois os sonares do navios e helicópteros são afetados pelas condições de mar muito mais facilmente que os sonares do submarinos.
O submarino pode escolher a profundidade que lhe dá o maior alcance sonar e pode também escolher camadas mais frias de água, que desviam as ondas dos sonares inimigos, permanecendo assim oculto ao adversário até o momento do ataque.
A melhor forma de combater um submarino é usar outro submarino contra ele.
Os argentinos tem que ser nossos aliados. É preciso suas forças serem modernizadas também. EUA e Inglaterra combateram ferozmente no passado na guerra da infependencia americana e hoje são irmãos MESMO. Não é porque uns gauchos se mataram nopassado que isto duraria para sempre. Nossa rivalidade precisa ser só esportiva. Viva esta parceria. Que venham a nós os Hermanos. De coração!!!
João, o sonar passivo pode fornecer inicialmente somente a direção (marcação) do alvo. A distância, rumo e a velocidade, só num exame mais detalhado, utilizando um sistema chamado TMA (Target Motion Analysis), que aparece no vídeo. Para que o TMA forneça essas informações, o submarino precisa mudar de rumo várias vezes para obter diferentes marcações do mesmo alvo. Com as diferentes marcações é possível obter a trajetória, a velocidade e a distância do alvo, através de cálculos trigonométricos. O sonar passivo do submarino consegue também obter dados como: número de rotações dos hélices do alvo, quantas pás tem cada hélice, tipo de propulsão etc.
João, de uma forma geral os sonares passivos só fornecem informação de marcação (direção de onde está o contato em relação ao submarino). Acontece que a bordo dos submarinos esses dados de marcação são coletados durante um determinado intervalo de tempo e com o auxílio de programas (existentes no sistema de direção de tiro ou no próprio sonar) e plotagens feitas pela tripulação do submarino é possível fazer a “Análise do Movimento do Alvo” e desta forma determinar os dados do alvo, ou seja sua distância, rumo e velocidade.
Além disso existem os chamados sonares telemétricos que inclusive existem nos submarinos da Classe Tupi e Tikuna. Esse tipo de sonar consiste de três conjuntos (placas) de hidrofones de cada lado do submarino, separados entre si. Assim o sonar pode calcular a marcação e a distância de um determinado contato pela diferença de tempo que o som leva para chegar nas diferentes placas. Sabendo-se a distância do alvo fica muito mais fácil determinar seu rumo e velocidade.
Galante, para se obter os dados do alvo através da TMA (ou AMA em português) não é obrigatório que o submarino altere seu rumo, porém essas guinadas facilitam os cálculos e ajudam a eliminar soluções falsas mas possíveis para aquele contato.
Muito bem lembrado por você também é o fato de que o sonar apresenta as características acústicas do contato, o que permite ajuda a identificá-lo assim como saber sua velocidade para utilização na AMA.
Galante e Cação,
não seria difícil pra um sub convencional que tem sua velocidade de patrulha limitada a 8 nós (se tanto) “tomar a iniciativa” contra navios que se deslocam a mais de 18 nós em patrulha e mais de 28 nós em deslocamento, principalmente usando torpedos?
Levando também em consideração que os torpedos possuem alcance limitado e velocidade limitada (65 nós no máximo) e sem falar que os sonares dos mesmos só são eficientes em uma velocidade máxima de 30 nós.
Submarinos convencionais não estariam limitados a serem armas de “emboscada” dada à sua mobilidade reduzida pela necessidade de permanecer furtivo?
Um abraço.
Essa história mostra bem como um submarino convencional pode tomar a iniciativa, desde que ele esteja bem posicionado em relação ao alvo.
No caso de estar sendo caçado, muitas vezes o submarino pode também ter boas oportunidades de tiro.
Os exercícios navais têm mostrado que os submarinos convencionais conseguem se dar bem, mesmo contra forças de superfície mais numerosas e mais rápidas.
Galante, eu também não havia lido essa história ainda e achei muito interessante.
Só para complementar sua resposta quanto a dúvida do Bosco, normalmente os submarinos são posicionados em uma área denominada Zona de Patrulha (ZP), onde se espera que os alvos em questão irão passar. Em geral as ZP são estabelecidas em áreas focais, ou seja, locais onde espera uma grande movimentação de navios como penínsulas, pontas ou cabos, entradas e saídas de canais ou portos. Para aumentar a probabilidade de o ataque ser bem sucedido em uma área mais extensa podem ser estabelecidas duas ou mais ZP próximas uma da outra para diferentes submarinos.
Assim como ocorreu com o Hangor, uma vez detectado o alvo, cabe ao comandante do submarino manobrá-lo dentro da ZP de forma a obter a melhor posição para o ataque, pois, devido à limitação imposta pela baixa velocidade dos submarinos convencionais será muito difícil reposicionar o submarino para um novo ataque no caso de se ter perdido a oportunidade inicial. Esta é uma das vantagens do submarino nuclear pois, por poder desenvolver velocidades mais altas por tempo indeterminado, este pode reiniciar o ataque quantas vezes for necessário (ou possível). Além disso as ZP para subs nucleares podem ter uma extensão muito maior do que as de alguns submarinos convencionais juntas. Estes são apenas alguns dos motivos pelo qual eu acredito que a melhor opção para o Brasil seja mesmo um submarino nuclear e não um com propulsão AIP. Mas isso é papo para outra conversa…
PS.: Galante, quanto ao Dangerous Waters, eu deixei meu email naquele tópico do Fórum. Quando quiser é só falar.
Grande abraço.
É com alegria que vejo o meu companheiro de bordo na Fragata Niterói nos anos de 87 a 89, comentando assuntos navais!
Aliás, essa foi sempre sua paixão não é mesmo!?
Estou servindo atualmente em Manaus, na Flotilha do Amazonas.
Excelente página naval.
Forte abraço,
Irapuan
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“só” faltou o sistema de defesa da fragata ter entrado em ação…
As batalhas modernas são guerras eletrônicas.
Quem não estiver com tecnologias no estado da arte não deve nem participar.
O segredo é aprimoramento constante e incansável.
Sds
Iuri
Video muito bom, como sou noob no assunto ainda, esse video me ajudou a enteder um pouco melhor como funciona os sitemas de radares e sonares.
Alguém poderia explicar: Já viram batedores da polícia escoltando viaturas. Vão a frente fechando pontos críticos como esquinas. As fragatas não poderiam “calcular” possíveis posições para disparo dos Sub? Onde estavam os helis que não “ouviram” toda a operação para o lançamento dos torpedos?
Daniel, o vídeo é uma propaganda do SUBTICS e só tem como objetivo mostrar as capacidades do mesmo num submarino.
É claro que numa situação real, a força atacante reagiria, se detectasse o submarino a tempo.
Mas, geralmente, é isso mesmo o que acontece: o submarino quase sempre sabe com muita antecedência a posição dos navios inimigos, devido ao maior alcance dos seus sensores passivos. Por isso, o submarino tem sempre a iniciativa das ações, é ele quem decide quando o combate ocorrerá.
Quando o submarino realiza um ataque com torpedos, ele toma atitudes evasivas, mergulhando mais fundo e disparando engodos.
O avanço da tecnologia continua favorecendo a plataforma submarina, pois os sonares do navios e helicópteros são afetados pelas condições de mar muito mais facilmente que os sonares do submarinos.
O submarino pode escolher a profundidade que lhe dá o maior alcance sonar e pode também escolher camadas mais frias de água, que desviam as ondas dos sonares inimigos, permanecendo assim oculto ao adversário até o momento do ataque.
A melhor forma de combater um submarino é usar outro submarino contra ele.
o Subtics sera comaptivel com os nossos P3BR ???
serao compativeis com os nossos atuais sub’s que estao sendo modernizados nos EUA pale LM ??
Os argentinos tem que ser nossos aliados. É preciso suas forças serem modernizadas também. EUA e Inglaterra combateram ferozmente no passado na guerra da infependencia americana e hoje são irmãos MESMO. Não é porque uns gauchos se mataram nopassado que isto duraria para sempre. Nossa rivalidade precisa ser só esportiva. Viva esta parceria. Que venham a nós os Hermanos. De coração!!!
Comentario com endereço errado. Vejam naquele que fala do treinamento de brasileiros pela FAA.
Prezado Alexandre Galante
Um sonar passivo pode fornecer direção, posição e velocidade de uma embarcação?
João, o sonar passivo pode fornecer inicialmente somente a direção (marcação) do alvo. A distância, rumo e a velocidade, só num exame mais detalhado, utilizando um sistema chamado TMA (Target Motion Analysis), que aparece no vídeo. Para que o TMA forneça essas informações, o submarino precisa mudar de rumo várias vezes para obter diferentes marcações do mesmo alvo. Com as diferentes marcações é possível obter a trajetória, a velocidade e a distância do alvo, através de cálculos trigonométricos. O sonar passivo do submarino consegue também obter dados como: número de rotações dos hélices do alvo, quantas pás tem cada hélice, tipo de propulsão etc.
João, de uma forma geral os sonares passivos só fornecem informação de marcação (direção de onde está o contato em relação ao submarino). Acontece que a bordo dos submarinos esses dados de marcação são coletados durante um determinado intervalo de tempo e com o auxílio de programas (existentes no sistema de direção de tiro ou no próprio sonar) e plotagens feitas pela tripulação do submarino é possível fazer a “Análise do Movimento do Alvo” e desta forma determinar os dados do alvo, ou seja sua distância, rumo e velocidade.
Além disso existem os chamados sonares telemétricos que inclusive existem nos submarinos da Classe Tupi e Tikuna. Esse tipo de sonar consiste de três conjuntos (placas) de hidrofones de cada lado do submarino, separados entre si. Assim o sonar pode calcular a marcação e a distância de um determinado contato pela diferença de tempo que o som leva para chegar nas diferentes placas. Sabendo-se a distância do alvo fica muito mais fácil determinar seu rumo e velocidade.
Galante, para se obter os dados do alvo através da TMA (ou AMA em português) não é obrigatório que o submarino altere seu rumo, porém essas guinadas facilitam os cálculos e ajudam a eliminar soluções falsas mas possíveis para aquele contato.
Muito bem lembrado por você também é o fato de que o sonar apresenta as características acústicas do contato, o que permite ajuda a identificá-lo assim como saber sua velocidade para utilização na AMA.
Obrigado, Cação! Precisamos marcar umas partidas de Dangerous Waters…
Galante e Cação,
não seria difícil pra um sub convencional que tem sua velocidade de patrulha limitada a 8 nós (se tanto) “tomar a iniciativa” contra navios que se deslocam a mais de 18 nós em patrulha e mais de 28 nós em deslocamento, principalmente usando torpedos?
Levando também em consideração que os torpedos possuem alcance limitado e velocidade limitada (65 nós no máximo) e sem falar que os sonares dos mesmos só são eficientes em uma velocidade máxima de 30 nós.
Submarinos convencionais não estariam limitados a serem armas de “emboscada” dada à sua mobilidade reduzida pela necessidade de permanecer furtivo?
Um abraço.
Bosco, você leu toda a história do afundamento da fragata INS Khukri pelo submarino PNS Hangor na guerra de 1971?
http://www.naval.com.br/blog/?page_id=2092
Essa história mostra bem como um submarino convencional pode tomar a iniciativa, desde que ele esteja bem posicionado em relação ao alvo.
No caso de estar sendo caçado, muitas vezes o submarino pode também ter boas oportunidades de tiro.
Os exercícios navais têm mostrado que os submarinos convencionais conseguem se dar bem, mesmo contra forças de superfície mais numerosas e mais rápidas.
Galante,
não tinha lido ainda a história do Hangor.
Muito bom e bastante esclarecedor.
Obrigado.
Galante, eu também não havia lido essa história ainda e achei muito interessante.
Só para complementar sua resposta quanto a dúvida do Bosco, normalmente os submarinos são posicionados em uma área denominada Zona de Patrulha (ZP), onde se espera que os alvos em questão irão passar. Em geral as ZP são estabelecidas em áreas focais, ou seja, locais onde espera uma grande movimentação de navios como penínsulas, pontas ou cabos, entradas e saídas de canais ou portos. Para aumentar a probabilidade de o ataque ser bem sucedido em uma área mais extensa podem ser estabelecidas duas ou mais ZP próximas uma da outra para diferentes submarinos.
Assim como ocorreu com o Hangor, uma vez detectado o alvo, cabe ao comandante do submarino manobrá-lo dentro da ZP de forma a obter a melhor posição para o ataque, pois, devido à limitação imposta pela baixa velocidade dos submarinos convencionais será muito difícil reposicionar o submarino para um novo ataque no caso de se ter perdido a oportunidade inicial. Esta é uma das vantagens do submarino nuclear pois, por poder desenvolver velocidades mais altas por tempo indeterminado, este pode reiniciar o ataque quantas vezes for necessário (ou possível). Além disso as ZP para subs nucleares podem ter uma extensão muito maior do que as de alguns submarinos convencionais juntas. Estes são apenas alguns dos motivos pelo qual eu acredito que a melhor opção para o Brasil seja mesmo um submarino nuclear e não um com propulsão AIP. Mas isso é papo para outra conversa…
PS.: Galante, quanto ao Dangerous Waters, eu deixei meu email naquele tópico do Fórum. Quando quiser é só falar.
Grande abraço.
Valeu Cação.
Ajudou muito!
Um abraço.
Pelo jeito o Cação, tal como o LM, tb vive no “meio” do assunto. Os comentários são muito bons.
abraços a todos.
Prezado Alexandre Galante,
É com alegria que vejo o meu companheiro de bordo na Fragata Niterói nos anos de 87 a 89, comentando assuntos navais!
Aliás, essa foi sempre sua paixão não é mesmo!?
Estou servindo atualmente em Manaus, na Flotilha do Amazonas.
Excelente página naval.
Forte abraço,
Irapuan