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Se comentários » to “Só existem dois tipos de navios: submarinos e alvos”

  1. Wolfpack disse:

    Pela demora em posicionar o periscópio, o camarada já teria sido atingido por um SeaHawk, ou Linx ou SeaKing.

  2. Nimitz disse:

    Tá por fora, Wolfpack. O radar precisa de umas três varreduras pra pegar um periscópio e olha lá.
    Normalmente em exercícios ninguém consegue detectar periscópios.
    Sinto informar que nos exercícios ASW os submarinos estão ganhando de lavada.

  3. Dalton disse:

    O melhor meio de pegar um submarino é destruindo ele no porto.

    Satelites e outros meios permitem saber quantos estao dentro ou fora de uma base.

    Nossos submarinos estao muito vulneraveis, seria interessante se houvesse uma especie de ” bunker” como os alemaes tinham na França ocupada durante a Segunda Guerra para resistir aos bombardeios.

    abraços

  4. Nimitz disse:

    É verdade Dalton, tanta é assim que a doutrina americana de enfrentamento de submarinos convencionais preconiza em primeiríssimo lugar que eles sejam destruídos no cais ou na saída do porto por minagem. Pois eles sabem que se ele for pro mar, o bicho pega.

  5. Bosco disse:

    No meu modo simplista de ver o navio de superfície não se torna preza fácil porque o submarino (nuclear ou convencional) é altamente eficaz e mortal. Ele é preza fácil por ser grande e lento.
    Ele é preza fácil até de um pequeno caça armado com um míssil competente.
    É uma luta inglória do navio contra o míssil tanto a do navio contra o submarino.
    A única defesa possível a um navio, eficiente em 100 % das vezes, é o vetor do míssil ou do torpedo ser destruído antes de lançar seus armamentos. Isso só é possível com a utilização de uma cobertura aérea fornecida por um NAe no caso dos vetores serem navios ou aeronaves inimigas e helicópteros e submarinos para se contraporem aos submarinos inimigos.
    Mesmo sistemas altamente sofisticados e caros de defesa aérea baseados em navios especializados e em avançados sistemas de defesa de ponto para todos as outras classes não é garantia de sucesso.
    Sem a proteção de um NAe um navio é um alvo fácil pra qualquer país de terceiro mundo armado com mísseis.
    É claro que a coisa complica muito quando o adversário é um submarino, já que não existe garantia de sua destruição.

  6. Bosco disse:

    Grande, lento e barulhento.
    E alguns possuem tantas áreas reflectivas que embora sejam do tamanho de fragatas aparecem no radar como um couraçado.
    Características stealth para reduzirem o RCS e a assinatura térmica, motores elétricos para reduzirem o ruído das máquinas, novas formas hidrodinâmicas e desenhos dos hélices (ou novas formas de propulsão), novos conceitos que tornarão os navios de superfície semisubmersos deverão ser usadas no futuro para que o mesmo tenha uma sobrevida no campo de combate do Século XXI.
    Mas a vantagem sempre está do lado do atacante.

  7. Wilson Johann disse:

    Foi publicado neste mesmo site:

    De acordo com o CDI – The World Security Institute’s Center for Defense Information:
    - “Cruzadores, destróieres e fragatas são navios de guerra obsoletos e precisam ser desativados. Suas funções podem ser cumpridas por pequenos navios-aeródromos ou navios mercantes convertidos. “A melhor escolta para um navio-aeródromo é outro navio-aeródromo”.
    - “Em caso de guerra com a Marinha Soviética durante a Guerra Fria, os porta-aviões americanos não durariam dois dias, segundo o almirante Hyman Rickover, pois seriam alvos prioritários dos submarinos lançadores de mísseis”.
    - “Os submarinos são os navios capitais de hoje e a US Navy deve manter-se dominante nessa área, inclusive explorando outros designs, como a volta dos submarinos convencionais para operações costeiras”.

    Não é preciso dizer muito mais. Se navega na superfície é um alvo. Não tem como se esconder. Um submarino apenas é capaz de imobilizar uma frota inteira. Que venham os Scorpenes, e quanto mais, melhor.

    Abraços!!!

  8. Surface disse:

    Se estes navios andam a 25 nós como os americanos, fotos como esta só em CASEX….

  9. Dalton disse:

    Wilson!

    So nao esqueça que um submarino é a melhor arma para caçar outro submarino, portanto, nao é apenas ficar a espreita esperando a frota
    sair, vc pode ter que lidar com outro(s) submarinos.

    Submarinos nao sao a resposta para tudo…nao transportam tropas,nao prestam ajuda humanitaria, nao sao tao eficientes na escolta de outros navios, nao projetam poder, nao podem dar apoio aereo a tropas em terra, etc.

    Precisa-se uma esquadra equilibrada, alem do mais, este instituto que emitiu a opiniao nao e o dono da verdade é apenas mais um de muitos.

    abraços

  10. Bosco disse:

    O submarino defensor de uma frota de superfície opera na mesma cota de um submarino atacante, portanto o mesmo não está à salvo das famigeradas camadas térmicas.
    Os maiores avanços na ASW no futuro se dará com a utilização de USVs (ex: o “Draco”, se não me falha a memória rsrs)e UUVs autônomos com grande autonomia e dotados de torpedos que farão a cobertura da frota.
    Esse Draco por exemplo pode dipar seu sonar ou rebocar um sonar passivo. Outros ainda levam torpedos. Tudo ligado em rede.
    Os UUVs podem ficar mergulhados e operarem de forma autônoma e ainda navegarem rebocando uma antena para se manterem na rede.
    Vai ser bem interessante ver uma frota ‘satelizada” por esses guerreiros autônomos.
    Isso sem falar no tal do ‘laser blue-green” que ninguém fala mais mas que era tido como tendo capacidade de deixar o “mar transparente”, possibilitando comunicação e detecção.

  11. Dalton disse:

    Bosco!

    O que vc escreveu pode vir a ser a grande reviravolta na guerra naval…ainda há muito ceticismo com relaçao a estes veiculos mas de qualquer forma irao equipar os submarinos da classe virginia que por si só já sao revolucionarios.

    abraços

  12. Bosco disse:

    O LCS também vai usar no seu pacote ASW um (ou vários ?) USV.

    O DDG 1000 terá um nível de ruído extremamente baixo quando em patrulha o que com certeza trará dificuldades ao atacante.
    Se você não pode achar o atacante o jeito é tentar fazer com que ele não ache você também.

  13. Vassili Zaitsev disse:

    Concordo com os companheiros Bosco e Dalton. Mas, mesmo assim, navios de superfícies são e serão por muito tempo parte obrigatória para qualquer nação que pretenda ocupar um lugar ao sol. Desde uma pequena lancha lança-míssil até os poderosos cruzadores, tipo Pedro, O Grande.

    Isso sem falar em NAEL e outros destinados à logística.

    abraços.

  14. Ivan disse:

    O submarino é a grande arma naval de negação dos mares, com sua capacidade de afundar quase tudo que flutue…
    Mas é de NEGAÇÃO.
    O submarino impede que os outros flutuem ou naveguem.

    Peço ajuda aos homens do mar e aos filósofos de plantão.
    (plantão mesmo e não Platão)

    Negar algo apenas deixa as outras missões incompletas.
    Historicamente isto é verdade.
    Senão vejamos:
    a) Na guerra civil espanhola os soviéticos tentaram apoiar os guerrilheiros que se rebelavam contra Franco, mas sem sucesso, pois os submarinos não tinham condições de cumprir missões de escolta, transporte e outras intervenções de superfície;
    b) Na segunda guerra mundial a Marinha da Alemanha perdeu a Batalha do Atlântico por acreditar que só os submarinos resolveriam, sem apoio aéreo de reconhecimento de longo alcance ou mesmo uma marinha de superfície para apoiar e abastecer as matilhas;
    c) Na guerra fria, que para mim foi terceira guerra mundial, os submarinos soviéticos foram sempre uma ameaça… mas quem colocava as bombas onde queria eram os porta-aviões americanos e um punhado de ingleses;
    d) Falando nos ingleses todos se lembram das Malvinas. Os submarinos ingleses negaram o mar, os poucos argentinos tentaram negar o acesso a ilha, mas foram as forças de superfície que transportaram os soldados, equipamentos e mantimentos (dos dois lados), bombardearam os alvos, estabeleceram superioridade aérea e lutaram a maior parte da guerra.

    Com os poucos exemplos históricos acima quero mostrar que os submarinos, SOZINHOS, não qanham querra nenhuma. No máximo conseguem um empate.
    Precisam para ser a arma mortal que se espera de reconhecimento aéreo para lhes indicar os alvos (alguem já parou para pensar no alcance do reconhecimento de UM submarino); precisam de reabastecimento marítimo, mesmo os nucleares precisam de armas, água e comida; os barcos que vão abastecê-los precisam de escolta; os aviões de reconhecimento precisam de escolta…
    As outras missões positivas, diferentes de negação, como escolta de comboios, reconhecimento de qualquer alcance, patrulha, projeção de poder sobre o continente (sem explodir tudo em uma ou vária núvens nucleares), transporte e desembarque de tropas e por aí vai… quem vai executar? Os vulneráveis navios de superfície.
    Reconheço o enorme poder dos submarinos, principalmente os nucleares. Mas é necessário o restante da marinha, pois existem toda uma série de missóes que não cabem aos subs ou este precisam de algum tipo de apoio aéreo ou embarcado para cumprir.
    Que ninguém se iluda, uma marinha APENAS de submarinos será uma marinha desequilibrada, assim como, uma marinha SEM submarinos efetivos e em quantidade efetiva será uma marinha desacreditada.

    Grande abraço a todos.

  15. Bosco disse:

    A emissão de ruído do DDG-1000, dizem, é comparável a de um submarino Los Angeles.

    Vassili,
    exatamente. Sempre serão necessários e forçosamente terão que evoluir.
    Com a tecnologia AIP a coisa pegou mais pro lado dos navios de superfície, mas isso já aconteceu antes, quando pela primeira vez um míssil foi usado contra um navio.
    Agora é a vez do navio de guerra evoluir. Os saudosistas poderão reclamar das novas formas que os mesmos assumirão. Eu “gostio” rsrs….
    Um entrave para que esse desenvolvimento seja mais rápido são os preços exorbitantes que as novas tecnologias trazem à reboque, principalmente em tempo de “vacas magras”, mas não tem outro jeito.
    A menos que uma tecnologia anti-submarina revolucionária e heterodoxa venha à tona, o que não parece ser provável.
    Um abraço.

  16. WAR disse:

    Ivan em 30 Jan, 2009 às 19:54

    Perfeito, amigo. Só uma pequena correção: na Espanha, quem se rebelou foi Franco, com suas tropas de elite que estavam na àfrica. O governo legal era o Republicano, eleito. No mais, já se sabe, as atrocidades de lado a lado e a vitória final de Franco, com apoio direto da Alemanha (Lutwafe) e da Itália.
    Abraço e lutemos por uma M.B equilibrada e moderna.

  17. Radical_Nato disse:

    Creio que hoje o submarino faz o papel do caçador no campo de batalha.

    Lembram daquela frase?

    ” Mate um, e aterrorize mil ”

    SDS.

  18. Wolfpack disse:

    Sou totalmente a favor de uma frota numerosa de submarinos, claro operados de forma adequada, mas quando me referia ao posicionamento do periscópio, e sua lentidão em se posicionar para um ataque, não importava a assinatura da torre aos radares dos Lynx, SeaKing e SeaHawk, mas sim sua vulnerabilidade a uma patrulha bem feita e as sonobóias. Neste caso este cara teria poucas chances de escapar. Lembro que quase a totalidade da subamrinos da Kriegsmarine foi perdida durante a Segunda Guerra Mundial. Já faz tempo, mas a história mostrou que diversar armas foram desenvolvidas e devolveram a seguranças as rotas no Atlântico aos Comboios de Suprimentos e Navios de Combate.

  19. Ivan disse:

    War,
    Vc tem razão, desculpe meu esquecimento da história da guerra civil espanhola.
    Mas acredito que consegui esclarecer o meu ponto de vista.
    Grande abraço,
    Ivan.

  20. Nimitz disse:

    Wolfpack, digamos que os submarinos convencionais “evoluíram um pouquinho” depois da WWII.
    O submarino argentino San Luis, IKL209, por exemplo, obrigou a Royal Navy a manter uma ponte aérea ASW com MPA Nimrod a partir da Ilha de Ascensão, sem conseguir detectá-lo uma única vez. As escoltas inglesas esgotaram seus torpedos anti-submarino, a ponto de ter que recorrer à US Navy para reposição.
    O San Luis esteve várias vezes com as escoltas inglesas ao alcance do periscópio, sem ser detectado, nem pelos SSN britânicos.
    O submarino só não obteve sucesso devido à incompetência argentina na manutenção dos seus torpedos e no treinamento.
    É aquela máxima: você combate como treina.

  21. Ivan disse:

    Nimitz,
    Com este nome vc deve entender “um pouquinho” de guerra naval…
    rs rs rs…
    O San Luis poderia ter dado rumos diferentes a Guerra das Malvinas se fosse operado de forma mais competente, como nossos Tupis tem operado em diversos exercícios internacionais. Ganhar a guerra não, pois o poderio americano estava por trás do velho aliado inglês, mas poderia ter conseguido condições melhores com uma meia dúzia de navios ingleses afundados.
    O poder submarino é intenso e mortal, mas é um poder de negação.
    Este é o ponto que eu quero registrar o sub é mais que importante, É ESSENCIAL, mas nunca poderá ser considerado isoladamente se vc quer ter uma marinha equilibrada.
    Você, Nimitz, sabe disso melhor do que muitos pensam, pois seus submarinos classe Gato e Balao fizeram um enorme e silencioso estrago contra a marinha mercante e de guerra japonesa no Pacífico da Segunda Grande Guerra. Mas foi todo o conjunto de sua USNavy que ganhou a guerra, lembra?

  22. Nimitz disse:

    Ivan, concordo plenamente com você. Submarino sozinho não ganha guerra, mas pode evitar uma, com seu poder de dissuasão.

  23. marcos silva disse:

    NOSSA FLOTILHA DE SUBMARINOS TUPI,ESTA ANCORADA NA BAIA DE GUANABARA,TOTALMENTE VULNERAVEIS. Os MERGULHADORES DE COMBATE FARIAM UM BELO SERVIÇO,COM A FLOTILHA !!!!

  24. AJS disse:

    Caro Marcos Silva

    Por ocasião de Pearl Harbour, foi dito que entre os navios deveria haver uma distancia de segurança, e que também é óbvio eliminaria a atracação a contra bordo.
    Nas diversas ocasiões em que vejo fotos de marinhas de diversos paises, vislumbro essas recomendações antigas não sendo seguidas.

  25. Dalton disse:

    AJS

    Apenas como curiosidade, a atracaçao a contrabordo, em Pearl Harbor, salvou navios.

    Os encouraçados Maryland e Tennessee estavam no lado de dentro,enquanto o Oklahoma e West Virginia estavam do lado de fora
    e assim protegeram os de dentro de serem atingidos por torpedos.

    Até onde sei, atracaçoes a contrabordo sao feitas devido a falta de espaço.

    abraços

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