Que tal um pouso em navio-aeródromo?

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A foto mostra o que um piloto da MB vê momentos antes de pousar no NAe São Paulo (a foto é do tempo que o navio ainda era o Foch). O pouso a bordo de um navio-aeródromo é uma das operações mais arriscadas para o aviador naval, na verdade o pouso é uma “queda controlada”.
O sistema ótico (foto baixo) que aparece do lado esquerdo (bombordo) com duas linhas de luzes verdes e uma laranja no meio (que os americanos apelidam de “almôndega”), indica ao piloto que o avião está na rampa de descida correta. Esse equipamento tem um espelho côncavo no meio, cuja imagem luminosa é percebida pelo piloto de forma concentrada e intensificada.
Quando a rampa de descida do avião está errada, a luz laranja fica desalinhada, para cima ou para baixo, em relação à fileira de luzes verdes, indicando que o avião ou está muito alto ou muito baixo em relação à rampa. Se essa situação ocorrer pouco antes do toque, acendem-se as luzes vermelhas e é preciso arremeter e tentar novamente.
Ao descer corretamente, passando zunindo sobre a borda do convés de vôo, a uma velocidade de aproximadamente 250Km/h (a velocidade relativa é menor que essa, graças à velocidade do navio), o piloto reduz o motor, e quando o avião toca a pista, ele avança totalmente a manete, o que lhe dá a potência necessária para arremeter, caso deixe de pegar um dos cabos de retenção.

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COMENTÁRIOS VIA FACEBOOK

Se comentários » to “Que tal um pouso em navio-aeródromo?”

  1. João-Curitiba disse:

    Galante

    O que você se refere a “queda controlada”, eu ouvi de dois oficiais da MB conversando que era uma “colisão controlada”.

  2. João, quis dizer a mesma coisa: crash controlado…rs

  3. Bosco disse:

    Parece que esse sistema nos NAe americanos é interno, digital, ou eles ainda usam a “almôndega”?

  4. brazilwolfpack disse:

    Que bacana. Espero ver o Sao Paulo operacioal um dia destes. Na mao dos franceses foi uma maravilha de navio.

  5. Tailhooker disse:

    Os NAes americanos utilizam o mesmo sistema de lentes para auxílio visual ao pouso. Só que o sistema deles é “improved”, com nove células de “source lights” que projetam a “bolinha”, em vez se somente seis do nosso OP3. Isso aumenta a precisão do “movimento” e a resolução da bolinha quando vista a 3/4 da milha náutica. Fora isso, são praticamente iguais em princípio de funcionamento. O do A-12 (foto) é idêntico ao do CDG. Embora se traduza “meatball” em almôndega, é chamada aqui pelos pilotos e LSOs de “bola”.
    Bonita foto.

  6. Tailhooker disse:

    Contribuindo para retificar a informação do texto. Nesse tipo de equipamento, não existe espelho côncavo. Todas as células projetam luzes de acordo com o sistema de lentes “fresnel”, porém, dependendo da posição em relação à rampa selecionada, obeserva-se somente uma das células de cada vez. Os espellhos eram utilizados em equipamentos antigos com a mesma finalidade e por isso mantiveram o nome. O sistema ótico do A-11 era literalmente um espelho de pouso.

  7. Bosco disse:

    Obrigado pela informação Tailhooker.
    Um abraço.

  8. Wolfpack disse:

    O Brazil não necessita de uma Navio Aerodromo. Precisa sim de uma força de subamrinos nucleares e navios de superfície modernos. A Aviação Naval mesmo para os países mais ricos do mundo se resume a um navio aerodromo, com os custos operacionais conhecidos de um Nae, é possível ter bases aereas espalhadas ao longo de nosso litoral com função igual e eficiência melhorada. A Royal Navy negou os mares do sul com seu submarino nuclear Conqueror fez com que o 25 de Maio e suas escoltas tiveram que colocar o rabo entre as pernas e retornar a águas rasas quando mais se esperava dele, em um conflito. Um vergonha de operação de NAe no Atlântico Sul.
    O NAe São teria o mesmo destino hoje, ou algo pior em iguais circunstâncias.

  9. Bosco disse:

    Tailhooker,
    o interessante é que a “almôndega” dos NAe americanos é mais escondida, baixa, difícil de ver.
    Ou é impressão minha?
    Também esse sistema deverá ser abandonado no futuro com a entrada em operação dos UCAVs.
    Um abraço.

  10. Bosco disse:

    Tailhooker,
    desconsidere o meu último comentário que é demasiado ingênuo e baseado apenas em algumas fotos que vi de NAes americanos.

  11. The Captain disse:

    Alguém poderia me informar se já houve colisão de aeronaves com a ilha do NAe?

  12. Nimitz disse:

    The Captain, já houve sim, no tempo em que o convés de voo não era em ângulo. No clássico filme “Midway”, aparece uma cena real de um Wildcat pousando e batendo na ilha e se partindo ao meio.

  13. Tailhooker disse:

    Prezado Bosco

    É só impressão. Na realidade, a intensidade luminosa do sistema pode ser controlada remotamente pelo LSO da plataforma dos LSOs, a partir de feedbacks dados pelos pilotos também, em função da luminosidade ambiental.

  14. The Captain disse:

    Grato Nimitz,

    The Captain

  15. Excel disse:

    Radicalllllll !!!!!

  16. lula disse:

    passei hj ao lado do A-12 e fiquei inprecionado com o tamanho do navio e sua inponencia , agora eu acho que vale apena moderniza-lo!!!
    ou pelo menos mante-lo na ativa ate o conçeito de aviação naval se enraizar de vez na mb!!!

  17. Almeida disse:

    Redundante dizer que as fotos são da época em que ele navegava pela Marinha Francesa. Na MB ele só solta vapor no rosto dos marinheiros e fumaça preta pela chaminé! Tô pra vê-lo saindo da Baía de Guanabara pela Boca da Barra!

  18. Smedley D. Buttler disse:

    Até onde se saiba por aqui nunca realizou operacoes de pouso e decolagem noturnas. Alguem confirma?

    Se for o caso, não é bem isso que um piloto nosso vê…

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