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Quem vai substituir o “velho” Parnaíba?

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parnaiba-21

O Monitor Parnaíba é o navio mais antigo da Marinha do Brasil, tendo sido incorporado em 1938. O navio foi completamente modernizado em 1998/99, recebendo inclusive um convés de vôo capaz de operar helicópteros do porte do Esquilo e do Jet Ranger.

Talvez por falta de conhecimento sobre o navio e sobre o ambiente onde ele deve operar, muitos aqui no Blog e em outras páginas na Internet “malham” constantemente o Parnaíba, em seus comentários sobre a obsolescência dos equipamentos militares, a falta de recursos e o descaso com as nossas Forças Armadas.

Então vamos às perguntas:

  • Quem vai substituir e como deve(m) ser o(s) substituto(s) do Parnaíba?
  • O que você espera de uma navio desse tipo?

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majunior
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majunior

não sei quem deve substituir ,mais um navio com 70 anos de idade é brincadeira!

Rod
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Rod

mais velho que minha vó!

joao vaz bandeira
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Me parecem bastante estranhas, as críticas feitas, pois todo o mundo parece se preocupar com a idade, e não com a finalidade, é imcrível como tem gente falando bobagen em assuntos militares, quem lê fica imaginando o grau de conhecimento dos “críticos”

Dalton
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Dalton

Permitam-me um pouco de ” licença poetica “…

O Parnaiba é insubstituivel !!

E…com certeza, teremos as tais compras de oportunidade…

” Fair Winds and Following Seas ” Parnaiba !

Flamenguista
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Flamenguista

A pergunta seria… Hoje, no cenário sulamericano, qual embarcação e de qual marinha, teria condições de confrontar o Parnaíba???

blackace
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blackace

Não existe um navio dessa idade em serviço em todo o UNIVERSO
Deveria ser rebatizado como Highlander, guerreiro imortal ou então Monitor Matuzalem

churrascão
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churrascão

Se substituir pelos batelões do CIAW, vai estar honesto.
brincadeira. A MB deveria pensar nuns hovercraft, do tipo LCAC. São nervosos

Marine
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Marine

JSilva,

E isso ai mesmo, criticos ja temos demais…

Gostei das perguntas no estilo:

“What now Admiral?”

Semper Fi!

churrascão
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churrascão

Flamenguista,

No cenário em que está inserido, o Monitor Matuzalem é o “cruzador AEGIS do pantanal”, invencível e insuperável. Para tirá-lo de ação, somente com táticas de abalroamento. Não existem rivais no planeta. Talvez seja neste o único ponto em que a MB tem superioridade.
É a fera do rio !!

Marcelo Ostra
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Marcelo Ostra

Não existe navios desta idade na ativa … tens certeza ? pelo nick eh de aviaozinhum …. bem, tem gente ue tem equivalente, tem nome de rei e fica aqui pertinho, alias navegam no mesmo rio …

isso apenas pra iniciar

Alias e aibla bla bla e ninguem sabe pra que serve um monitor, modus operandi, longevidade, armamdnento, motivos para subistituição

To aguardando os genios navais ….

MO

Dom Joao
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Dom Joao

Pra q serve navio deste monitor?

Tiago Jeronimo
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Tiago Jeronimo

Não conheço muito o parnaiba mas pelo que conheço das operações fluviais no vietnã quando ele for substituido deve ser por uma embarcação que forneça apoio de fogo suficiente e seja uma verdadeira canhoneira, mas com equipamentos de mira modernos.

Vejo os monitores como suporte para operações na amazônia e como tal devem prover o apoio nescessário as tropas de terra.

Baschera
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Baschera

É o único navio em atividade na MB que participou da II WW.
Suas missões são : Guerra naval, patrulha fluvial, assistência as populações ribeirinhas, salvamento, e operações conjuntas com os FN.

Não faço idéia de que tipo de navio deveria substituí-lo, mas talvez uma versão totalmente atualizada, mas não necessáriamente maior.

Sds.

Roberto
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Roberto

O Monitor Parnaíba merece um bom descanso pelos relevantes serviços prestados à MB. sERÁ que a MB não consegue alguns navios da classe Oliver Perry?Turquia e mais alguns países como Polônia e Egito são usuários desses navios que adquiriram a medida que foram retirados de serviço dos EUA.Foram modernizadas e tem ainda um longo período de vida útil pela frente. Os navios da classe Oliver Hazard Perry tiveram a sua origem no conceito de uma fragata de patrulha que foi proposto na década de 70.Com o objetivo de criar um navio de 2ºcategoria que pudesse efetuar um grande número de… Read more »

lucas lasota
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lucas lasota

A substituicao deve-se dar com patrulhas, certamente. Por outro lado, as novas patrulhas que estao na iminencia de serem construidas nao possuem cacife para a substituicao.

Portanto, deve-se observar o que ja foi publicado nesse blog quanto as patrulhas turcas da classe kilic, japonesas e finlandesas, com uma adaptacao para o cenario amazonico.

Acho isso salutar.

Fábio Max
Visitante

É um navio fluvial. Se um dia entrar em combate com alguém, será com as marinhas da Bolívia e do Paraguai, quando muito com a da Venezuela… ou seja, tá é bom demais, porque vai combater contra canoas!

Monte
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Monte

Não da para acreditar que tem gente propondo substituir o Parnaíba pelas OHP! Espero ter entendido errado…

André
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André

Eu também tive essa mesma impressão, Monte!
Fiquei até assustado.
Sds a todos.

Vagner
Visitante
Vagner

Bom dia srs. Deixa eu ajudar um pouquinho… Apesar de já ter sido comentado por aqui e em outros foruns e blogs, a impressão é a de que alguns lêem, bloqueiam a informação no cérebro, e continuam com o mesmo discurso. O Parnaíba, na sua modernização, trocou TODOS os sistemas de bordo. Quando eu digo sistema, eu me refiro ao que realmente interessa num navio: propulsão, geração de energia, governo, comunicações, sensores, armamento, além da reformulação das acomodações de bordo. Antigo, só o casco mesmo (antes que alguém levante a questão, o canhão de 76,2mm e as mtr 20mm atuais… Read more »

Alexandre Galante
Visitante

Vagner, muito obrigado pelos esclarecimentos!

Não seria relativamente fácil para a MB instalar um AWS-4 no Parnaíba, igual à das “Inhaúma”, que é um radar que tem MTI? Ou um radar mais recente, com as mesmas características…
Um SICONTA também não seria bem-vindo, para coordenar os sensores e indicar alvos para os MANPAD?
Saudações navais!

Don D
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Don D

Vagner disse quase tudo, concordo plenamente, agora só para complementar, seria possível a MB também construir um monitor tipo catamarã (nos moldes do NA Pará) claro que com configuração de monitor. Tecnologia e capacidade nós temos.

Claudiio/Itajaí
Visitante
Claudiio/Itajaí

Vagner,

Q tal fazer um novo modelo copiando o Parnaíba?
Uma versão atualizada.

Vagner
Visitante
Vagner

Galante,

Não tenho dúvida que seria possível adaptar o radar.
Quanto ao SICONTA, talvez o TTI já seria suficiente.

Don D,

Não sou engenheiro naval.
Dando meu pitaco, não vejo problemas quanto ao projeto com características de catamarã. Só não podemos esquecer que um monitor tem como configuração básica uma silhueta muito baixa.

Abs.

Alexandre Galante
Visitante

Vagner, fica difícil para alguns entender que a idade do casco não importa, se o miolo do navio foi trocado e atualizado.
O que é estranho, porque na área naval, a idade da “carcaça” é menos crítica do que na aviação, na qual vemos a USAF continuar a usar os B-52, que já passaram dos 50 anos de idade e não têm data para aposentadoria.

Nunão
Visitante
Nunão

Muito interessantes suas colocações, caro Vagner.

Uma pergunta, o que seria mais necessário hoje, construir um “irmão” com características principais parecidas com as do Parnaíba (forte armamento e convoo), na bacia do Pantanal, ou maior quantidade de embarcações menores, com menor poder de fogo e sem convoo para substituir / complementar os demais patrulhas da flotilha?

Vagner
Visitante
Vagner

Eu diria que, raciocinando com recursos limitados, eu primeiro colocaria mais navios patrulha menores, sem convôo.
Depois, construiria um irmão para o parnaíba, que hoje está só nas suas capacidades. A existência de um convôo na região é imprescindível).
Cabe ressaltar que tudo que falei aqui sobre Pantanal vale do mesmo jeito para a Amazônia.

Abs.

Guilherme Poggio
Visitante

Quanto ao comentário do Vagner – “contra aeronaves, aí a coisa complica”, isso não é um problema do Parnaíba. Todo a unidade fluvial (independente do país ou da fonte) padece deste mal. O meio fluvial guarda poucas semelhanças com o meio marítimo. Na verdade, o meio fluvial está inserido num contexto continental e assim deve ser entendido. Por uma série de características do próprio meio, incluindo aqui a limitação do movimento do navio e os acidentes geográficos existentes nas margens, uma unidade fluvial jamais conseguirá uma boa defesa aérea própria ou um alerta aéreo antecipado próprio. Portanto, a unidade fluvial… Read more »

Vagner
Visitante
Vagner

Perfeito Poggio.

Abs.

Alexandre Galante
Visitante

Poggio, concordo com você, mas para uma unidade que tem a importância do Parnaíba naquela região, um radar com MTI, um TTI e uns MANPADs seriam baratos, pelo aumento da capacidade de gerenciamento do campo de batalha e garantia de auto-defesa, caso a superioridade aérea venha a ser penetrada. Aliás, para se integrar a outros meios, só o rádio não resolve, tem que ter terminal tático digital e IFF para não derrubar aeronaves amigas.

Marcelo Ostra
Visitante
Marcelo Ostra

Valeu CO

Tava me coçando, esperando a maioria de pessoal que mete o pau nele se manifestar, mas como visto tem gente que nem sabia o que é um monitor

Bem, tbm pelo jeito vc pode ir para uma OHP, já pensou o BNS Luis O. Padilha – U 21, com lema e tudo do padrão do país de origem

” Est Caladum and Caracteristicum Permitem, Navegarum Paranaum Iriam ”

Ainda vou ler VLS, skipjump a afins ….

hohohoohhhuhuhuhuuhhuuhhhaoooo
MO

Henrique Sousa
Visitante
Henrique Sousa

Valeu pessoal, muito obrigado por externarem suas opiniões plenamente fundamentadas.

Quando li cedo a proposta de OHP para substituir o Parnaíba me embrulou a vista, mas tinha certeza que gente muito mais bem capacitada que eu viria explicar.

Com todo respeito ao pessoal da ótima Trilogia Blog, tem horas que a conversa perde totalmente o nexo com a realidade. Fica parecendo mais coisa de gamers ou fanáticos religiosos.

McNamara
Visitante

Aquilo lá, para os dias de hoje, é um sarcófago para a tripulação. Estamos em 2009. Em uma guerra contemporânea, é uma sucata perigosa, que oferece riscos infinitos. Usemos a experiência obtida com os NAPAFLU da Amazônia. Sistemas eletro-óticos, infravermelhos, sistemas de navegação, comunicações, armas, helicóptero com blindagem e armamento decente a bordo, canhões com menos de quarenta anos… é isso que esperamos. O Arsenal do Rio tem experiência de sobra para fazer uma meia dúzia de barcos como esses.

Vagner
Visitante
Vagner

McNamara,
De qual Amazônia são esses NPaFlu que vc citou, e que teriam nos dado essa experiência?

“Sistemas eletro-óticos, infravermelhos, sistemas de navegação, comunicações, armas, helicóptero com blindagem e armamento decente a bordo, canhões com menos de quarenta anos… ”
????????

Vagner
Visitante
Vagner

Só complementando, já que foram citadas as idades dos armamentos:
Os canhões de 40mm do Parnaíba são mais novos do que os do NPaFlu. Ambos são 40L70, porém os do Parnaíba vieram da Fragata Liberal, por ocasião da MODFRAG e são eletro-hidráulicos, enquanto os do NPaFlu são manuais…
As metralhadoras de 20mm do Parnaíba (seis) são as mesmas do NPaFlu (duas).
Abs…

Edilson
Visitante
Edilson

Salve Wagner e Ostra O quesito velocidade é importante para esta função? Propulsão por hydrojatos seriam uma alterantiva? Ou um problema? Digo isto devido aos detritos dos rios. Acho que aeronaves não tripuladas (helis) para recnhecimento não seriam interessantes? Quanto ao quesito blindagem, creio que um projeto novo poderia incluir este item pois como disse o colega Wagner e se entendi bem, é uma das melhores características do Parnaíba. Há um ponto em que não concordo, não creio que o navio seja assim tão superior e capacitado a defesa de ataques por terra, haja vista as operações americanas na guerra… Read more »

Shinigami
Visitante
Shinigami
Vagner
Visitante
Vagner

Edilson, A velocidade, a partir de certos patamares mínimos já atingidos, passa a ser desejável, porém não imprescindível. Quanto aos hidrojatos, os detritos são uma realidade. Se os engenheiros navais conseguirem contornar o problema, não vejo porque não usá-los. Quando eu falei sobre a superioridade em relação a posição inimiga em terra, quis dizer quando essa posição já foi identificada. Essa superioridade se dá pelo alcance e volume de fogo que o navio pode dispor pelo seu armamento. sem dúvida, RPGs, AT4 e mísseis anti-carro são sim, grandes obstáculos e ameaças. É por isso que, doutrinariamente, a força fluvial só… Read more »

Shinigami
Visitante
Shinigami

Os menores poderiam ser estes baratos e muito bom…..http://unffmm.com/Articulos/bote%20lpr40.pdf

Farragut
Visitante

Se vacilar, ele deve estar em melhores condições que navios “menos velhos”: Ary Parreiras e Marajó, para ficar em dois exemplos.

Roberto
Visitante
Roberto

Eu acho meio incoerente defender um navio que participou da 2ºGM,tem gente que fala que vamos combater com canoas dos nossos vizinhos tá muito bom.Nossos vizinhos sempre tiveram navios patrulha mais sofisticados que o nosso.Um exemplo,já que o Parnaíba é da 2ºguerra: No período noturno do dia 4 de julho de 1949, o gaiola “Ajudante”, pertencente à frota do “Serviço de Navegação da Amazônia e Administração do Porto do Pará – SNAAP”, navegava próximo à margem esquerda do Solimões, no trecho entre São Paulo de Olivença e Benjamim Constant, transportando 120 passageiros. Surpreendentemente, uma canhoneira da Marinha da Colômbia, bem… Read more »

Almirante Nérson
Visitante
Almirante Nérson

Roberto, concordo com vossa pessoa sobre a necessidade de prover capacidades multimissão aos navios fluviais, incluindo a sábia decisão de incorporar melhor capacidade de defesa contra alvos aéreos, embutida em seu último parágrafo.

Mas mísseis anti-navio fluviais? Uau…

Vagner
Visitante
Vagner

Míssil antinavio num rio?
É, quem sabe um Aster 30…
Um SCALP…
Não, acho que prefiro um Brahmos.

Vagner
Visitante
Vagner

Antes que alguém apedreje, eu não me referi ao Aster 30 como antinavio não.
Foi só licença poética, utilizando o nosso bom e velho português.

sds.

Nimitz
Visitante
Nimitz

Daria para instalar os mísseis Spike que Israel usou contra o Hamas:

http://www.naval.com.br/blog/?p=2964

Mas seria pedir muito para a nossa Marinha…

Marcelo Ostra
Visitante
Marcelo Ostra

Ola Edilson O Vagner tinha falado sobre o quesito da veloc Realmente os detritos fluviaissão problemas para as propul~sões convencionais, quem dira um hidrojato, sem contar que considerar (independente de detritos) o tamanho do Parnaiba em relação ao rio navegandoem alta veloc Quanto o Vietnã, deve se condirar que as embarcações americanianas tinham um perfil relativamente diferente do Parnaiba, principalmente no qwuesito blindagem Um bom embate para o Parnaiba seria os classe Murature argentinicos, mas estes clam bem mais = 4 m, restrigindo seu TO Não considero o Itaipu, paraguaiense em mesmo nivel do parnaiba (para combate) e olha que… Read more »

Monte
Visitante
Monte

Daqui a pouco vai ter gente sugerindo porta aviões fluvial! Menos pessoal, menos…

Abraços a todos

Roberto
Visitante
Roberto

Se nós tivessemos condições,um ex: A lancha de patrulha Skjold P-960 da marinha norueguesa. Uma lancha como essa poderia fazer a patrulha das costas brasileiras com velocidade e com um poder de combate elevado. Além do canhão de 76 mm, esta lancha transporta 2 lança missies NSM, que no Brasil poderia ser substituido por misseis Exocet. Como a situação orçamentária é apertada o poder dissuasório fica a cargo da força de submarinos e sob a forma de fragatas avançadas. Para patrulhar a costa brasileira e mesmo poder patrulhar regiões mais distantes da costa, mais ao centro do oceano Atlântico, pequenas… Read more »

Vagner
Visitante
Vagner

???????

Monte
Visitante
Monte

Se for escrever não beba, se beber não escreva! rsrs

edilson
Visitante
edilson

Salve Wagner, de fato eu não havia lido corretamente seu post, agora sim, eheheh mas deixa eu te perguntar outra coisa, moreteiros como o suéco, AMos nãos eria tão eficientes para as operações ribeirinhas quanto os 76mm? lança granadas? quanto a flexibilidade provida pelo heliponto, acho que é ítem ideal em qualquer embarcação militar, nem que seja para UAV (helis). concordo com os colegas quanto ao quesito multi propósito dos navios, acho que se deve buscar um consenso sobre as capacidades pois como você bem ressaltou nosso orçamento é curto, portanto no meu entender, navios polivalentes supririam um número maior… Read more »