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Submarino indiano que perseguia navios chineses, foi detectado e obrigado a emergir

220px-gulf_of_adenNavios de guerra chineses enviados para lutar contra a pirataria nas águas da Somália foram perseguidos por um submarino de ataque indiano e os dois lados se envolveram em um tenso confronto, por pelo menos meia hora, segunda a mídia chinesa e alguns sites.
Após manobras durante as quais ambos os lados testaram as deficiências no sistema sonar um do outro, os dois navios chineses conseguiram forçar o submarino indiano a emergir. O submarino deixou a área posteriormente sem reação.
O incidente foi relatado pelo jornal Qingdao Chenbao, mas tanto Pequim quanto Nova Deli fizeram silêncio sobre o assunto. Este é o primeiro incidente entre forças militares da China e Índia, depois da guerra fronteiriça de 1962.
O incidente ocorreu em 15 de janeiro, nas águas perto do estreito de Bab Al-Mandab, que separa Djibuti e Iêmen, na extremidade ocidental do Golfo de Áden. Os destróieres  chineses detectaram um submarino não-identificado em seu sonar, segundo o relatório.
A Marinha Chinesa logo determinou que o alvo tinha cerca de 70 metros de comprimento, identificado depois como um submarino classe “Kilo”.
O submarino tentou fugir mergulhando mais fundo. Mas a perseguição continuou.
O relatório diz que os navios chineses enviaram um helicóptero anti-submarino para ajudar a monitorar o alvo, que tinha tentado jammear (bloquear) os sonares chineses.
Mas, finalmente, os dois navios acabaram encurralando o submarino, que foi forçado a emergir. O relatório disse que o submarino perseguiu os navios chineses desde que eles entraram no Oceano Índico, a caminho da Somália.
Foi informado também que durante o incidente, o comandante chinês ordenou ao helicóptero para armar seus torpedos anti-submarino.
Acredita-se que o submarino indiano estava coletando sinais eletrônicos e dados dos sonares dos navios de guerra chineses. Essas informações são cruciais em conflitos futuros.
A China enviou dois destróieres à Somália, que estão entre os mais avançados navios de guerra da atualidade. Um dos destróieres, Haikou, foi incorporado em 2005.
Embora considerado um gesto hostil e provocativo, não é incomum para um país enviar submarinos para coletar informações de outras marinhas.
Em 2006, um submarino chinês perseguiu o porta-aviões Kitty Hawk perto da ilha japonesa de Okinawa. O submarino chinês veio à tona no meio do Grupo de Batalha americano, causando consternação na US Navy, pois permaneceu indetectado até aquele momento.

FONTE: South China Morning Post

NOTA do BLOG: Na imagem abaixo, pode-se verificar o relevo submarino do estreito de Bab Al-Mandab, segundo o Google Earth 5. A profundidade no sulco mais profundo raramente passa de 500 pés (150m) e nas laterais mais rasas, ela é em média de 200 pés (60m), o que mostra que o submarino indiano teve pouca margem de manobra vertical e não conseguiu, provavelmente, camadas termais para se ocultar dos sonares chineses.

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Mostra de Nautimodelismo em João Pessoa

Miniaturas de embarcações e realização de oficinas são os atrativos da II Mostra de Nautimodelismo da Paraíba para este final de semana na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano Cabo Branco. O evento, que prossegue até o dia 28 de fevereiro, tem oferecido oficinas, palestras, exibição de vídeos e acervos para visitação desde o mês de dezembro. A II Mostra de Nautimodelismo da Paraíba é uma realização da Associação Brasileira de Educação Profissional (Asbepro) com a co-realização da Capitania dos Portos da Paraíba e patrocínio dos Correios. A entrada é gratuita.

A exposição é composta por peças em miniaturas de embarcações produzidas por Celestino Augusto Tavares dos Santos, Djair Duarte dos Santos, Hermágoras Henriques Torres, José Flor e Talvani Sobreira, além de obras do acervo do colecionador Laudelino Francisco de Sousa Pereira.

Mais uma vez a Mostra abre espaço para a realização de oficinas voltadas para quem possui curiosidade sobre o meio marítimo. Serão oferecidas neste final de semana as oficinas de ‘Nós de Marinheiro – Identificação e Elaboração de nós por marinheiros, com o 2º sargento da Marinha, Ulisses Galdino; ‘Barquinhos Estilizados – Construção de embarcação em cartolina’, com o nautimodelista Hermágoras Henrique Torres; e ‘Comunicação Naval – Código Morse. Sinalização por bandeiras, com o 1º sargento da Marinha do Brasil, Cláudio Rodrigues da Silva. As oficinas são realizadas das 10h às 12h e de 14h às 18h e a inscrição é gratuita e podem ser feitos no próprio local.

A Mostra de Nautimodelismo prossegue até o dia 28 de fevereiro com uma programação composta por palestras, oficinas, exposições e exibição de vídeos que envolvem temáticas de meio ambiente, nautimodelismo e a vinda da família real para o Brasil.

O evento também conta com a parceria da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, Fundação Joaquim Nabuco (Ministério da Educação), Receita Federal, Secretaria Interministerial para os Recursos do Mar, Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira e o Museu Naval (Comando da Marinha – Ministério da Defesa) e a Organização Mar Aberto. Mais informações pelo telefone: (83) 8880 8300.

FONTE: Paraiba.com.br

 

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O texto é de 2002, mas contém ainda muitas informações válidas para o futuro

“O controle dos recursos naturais voltou ao palco principal da geografia”. A afirmação de Michael Klare, titular da cadeira de Paz e Segurança Mundial no Hampshire College e na Amhrest University, nos Estados Unidos, foi feita em seu livro “Resource Wars: the new landscape of global conflict“. Klare argumenta que guerras como a do Golfo, a operação no Afeganistão e a anunciada intervenção no Iraque, pelo Estados Unidos, situam-se entre as disputas pelo controle de um recurso natural estratégico e fundamental: o petróleo.
Na opinião de Klare, uma boa parte das guerras de conquista e posicionamento estarão marcadas pelo controle geo-estratégico de recursos como os energéticos, os sistemas aqüíferos, minerais e florestais.

Guerras como a do Yom Kippur (1973), Irã x Iraque (1980-1988) ou a do Golfo (1991) são diretamente relacionadas às disputas pelo petróleo por vários intelectuais. Mas nem todos concordam que a causa fundamental seja o petróleo. Para o geógrafo Nelson Bacic Olic, o petróleo foi um dos elementos da Guerra do Golfo, mas não o único. “Saddam Hussein invadiu o Kwait também porque não reconhece que haja ali uma fronteira. A questão é que as fronteiras que conhecemos hoje no Oriente Médio, assim como as dos países africanos, são fronteiras artificiais, que vêm sendo feitas, por exemplo, pelos europeus desde o período colonial”, diz Olic. Para ele, outra razão importante para essa guerra, e também para a anterior contra o Irã, é a necessidade do Iraque de uma saída mais ampla para o mar. “A única saída do Iraque é pelo estuário comum entre os rios Tigre e Eufrates, chamado Chatt-El-Arab. Uma das razões dessas guerras foi a tentativa do Iraque de ampliar seu espaço para a exportação”, diz o geógrafo, que acredita também que os futuros conflitos no Oriente terão muito menos a ver com petróleo e muito mais com água.

A opinião é de certa forma compartilhada por Saul Suslick, diretor do Cepetro (Centro de Estudos do Petróleo) da Unicamp. Para ele, cada vez mais existe um esforço mundial para uma menor dependência do petróleo. Nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que existe a preocupação de diversificar as fontes de energia, há um estoque de petróleo e seus derivados e uma campanha para explorar petróleo em territórios norte americanos não explorados. Suslick argumenta que por esse motivo e pela menor importância que o petróleo assume hoje, se comparado a década de 70, dificilmente poderá ocorrer um novo choque nos preços do petróleo. “O petróleo ainda ocupa uma agenda de preocupações, mas cada vez mais os conflitos estarão vinculados a outras questões, como a água, por exemplo”, afirma Suslick.

Para Nelson Bacic, o mundo hoje é menos dependente do Oriente Médio também porque existe uma outra área muito promissora para exploração do petróleo: a região que bordeja o Mar Cáspio. “O Azerbaijão é conhecido atualmente como o novo Kwait. Junto com o Cazaquistão e o Turcomenistão possui mais petróleo que o Golfo Pérsico. A fronteira das regiões produtoras de petróleo está se deslocando para a Ásia Central”, diz Bacic.

Ambições das potências do mar Cáspio
(Projeções e metas estratégicas para 2010)
Países Petróleo (1) Exp. Petróleo (1)
Azerbaijão 1,2 1
Cazaquistão 2 1,7
Turcomenistão 0,2 0,15
Fonte: Energy Information Administration, www.eia.doe.gov
Notas: (1) Milhões de barris diários

O Programa Traceca (Transport Corridor Europe, Caucasus, Asia) confirma essa idéia. Lançado numa conferência em Bruxelas em 1993, o programa pretende desenvolver um corredor de transporte, num eixo leste oeste, cruzando o Mar Negro através do Cáucaso e do Mar Cáspio até a Ásia Central. Com assistência técnica e financeira da União Européia e do Banco de Desenvolvimento da Ásia, o sistema de transporte deverá incluir rodovias, ferrovias, portos e oleodutos num trajeto ainda não definido, pela Ucrânia, Bulgária, Moldova, Romênia, Turquia, Georgia, Azerbaijão, Turcomenistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e Kirquistão.

Segundo texto do jornalista e historiador José Arbex, para a revista Caros Amigos, o Traceca será um componente fundamental de estruturação da Eurásia no século XXI, como eixo de transporte de petróleo ou corredor de mercadorias. Para Arbex, o traçado da futura rota ajuda a compreender o interesse americano pelo Afeganistão, uma região de acesso entre o extremo asiático, o Oriente Médio e a Europa, e os conflitos entre a Índia e o Paquistão pela região da Caxemira, que pode se tornar um dos pontos de passagem da rota.

Mesmo que esteja ocorrendo esse deslocamento de interesses para a Ásia Central, atualmente o foco de tensão relacionado ao petróleo ainda é o Oriente Médio. De acordo com o Relatório Nacional de Política Energética do Estados Unidos de 2001 (Report of the National Energy Policy), o abastecimento norte-americano depende das reservas do Golfo Pérsico e coloca como prioridade o acesso dos Estados Unidos a essas reservas.

Segundo Michael Klare, o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos declarou em 1999, que os norte americanos continuariam tendo um interesse vital em assegurar seu acesso aos suprimentos de petróleo no exterior e, neste sentido, deveriam conscientizar-se da necessidade de estabilidade e segurança regionais em áreas chave de produção, a fim de assegurar esse acesso aos recursos e sua livre circulação. Ainda segundo Klare, o presidente Jimmy Carter em 1980 afirmou que qualquer intenção de potências hostis para a interrupção da circulação de petróleo do Golfo Pérsico seria considerado como um ataque aos interesses vitais dos Estados Unidos, que poderia ser reprimido por qualquer meio necessário, incluindo a força militar.

Após o ataque de 11 de setembro ao World Trade Center foi aberto um precedente contra o terror que relaciona-se também com a necessidade “vital” norte-americana pelo petróleo. Não apenas o Afeganistão é um ponto de passagem estratégico, mas o Iraque, atualmente ameaçado pelos norte americanos, detém uma reserva potencial de petróleo que, em tese supera, as atuais reservas da Arábia Saudita principal fornecedora dos Estados Unidos.

De acordo com o estudo “Panorama do Petróleo e Gás 2002″, realizado pela empresa italiana ENI (Ente Nazionale Idrocarburi), o Iraque é o país com maior disponibilidade de reservas, para um total de 130 anos, seguido pelo Kuwait, com reservas para 123 anos, os Emirados Árabes Unidos, para 105 anos, a Arábia Saudita, para 81 anos, e Venezuela, para 67 anos.

Países Reservas Comprovadas Produção Exportação
Iraque 112.500 milhões de barris 2,593 milhõesde barris diários 1,710 milhõesde barris por dia
Arábia Saudita 262.697 milhões de barris 7,888 milhõesde barris diários 6,035 milhõesde barris por dia
Fonte: Organization of the Petroleum Exporting Countries www.opec.org

De acordo com a Energy Information Administration, o Iraque, antecipando uma eventual suspensão das sanções econômicas impostas pela ONU e pelos EUA desde o final da Guerra do Golfo, assinou acordos com companhias da Rússia, França e China sobre as reservas potenciais de petróleo e gás, que serão efetivados quando as sanções forem suspensas. Segundo Michael Klare, os dissidentes americanos escolhidos por Washington para liderar o novo regime de Bagdá, após eventual queda do ditador iraquino, ameaçaram cancelar todos os contratos com os países que não auxiliarem na derrubada de Saddam Hussein.. O professor de Paz e Segurança Mundial Michael Klare afirma que o controle sobre as reservas potenciais iraquianas será estratégico no século XXI e prevê, que independente dos resultados das atuais inspeções da ONU no Iraque, uma invasão norte americana nesse país ocorrerá no máximo na terceira semana de fevereiro de 2003. Mesmo que existam outros elementos importantes entre os motivos para alguns conflitos, o petróleo, fonte não renovável de energia, continuará sendo na sua história, uma fonte constante de guerras.

FONTE: SBPC/Labjor

 

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Na Ponte de Comando do navio-aeródromo, inicia-se o procedimento para recolhimento das aeronaves. Toda a operação aérea a bordo, seja lançamento ou recolhimento das aeronaves, é feita  sob a coordenação do “Air Boss”.

O NAe manobra novamente para aproar na direção do vento.

As aeronaves sobrevoam o navio, para que possam ser observadas pela  tripulação, afim de se certificarem que o gancho de parada desceu até a posição correta.

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No caso específico, o Rafale está alijando o excesso de combustível, afim de não ter o peso acima dos limites estabelecidos para o pouso a bordo.

O “espelho da pista” ajuda o piloto a se orientar quanto a descida correta.

O Rafale se aproxima para pouso com uma inclinação de 16° em relação ao convés de voo.

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O Oficial de Sinalização de Pouso (OSP) orienta o piloto na aproximação final. É prática comum na Marinha, o OSP dar uma nota para cada pouso.

No momento do pouso, a aeronave precisa realizar o enganche com potência e velocidade suficiente para, no caso de não conseguir pegar um dos cabos, a aeronave possa decolar novamente em segurança e realizar o circuito para nova tentativa de pouso.

Neste pouso, O Super Étendard engancha o cabo n°1.

O Rafale engancha no cabo n° 2 do  PAN Charles de Gaulle. Na Marine Nationale, o cabo n° 2 é considerado o ideal para a realização do enganche perfeito.

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Após o pouso enganchado, a aeronave vai desacelerar  até parar no convoo. A tripulação irá sinalizar ao piloto quando o cabo for retirado do sistema de parada da aeronave.

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Após este procedimento, o piloto é orientado a taxiar a aeronave até um ponto fora da pista de pouso para que, posteriormente, esta aeronave seja preparada para outro lançamento ou para a hangaragem.

A aeronave que está realizando o “Pedro”, somente é recolhida após a última aeronave realizar o seu enganche no Nae.

Ao fim das atividades aéreas, as tripulações retornam para realizar o debriefing.

 

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Antes de se iniciar qualquer atividade aérea, o convoo é cuidadosamente examinado a procura de qualquer objeto que possa causar DOE (Danos por Objeto Estranho).
Começa a movimentação das aeronaves do hangar para o convoo, utilizando os elevadores. Já no convés, serão abastecidas, armadas e guarnecida(s) por sua(s) tripulação(ões).
O NAe  inicia manobra para aproar na direção do vento.

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O helicóptero que irá realizar a guarda das aeronaves (Pedro), se posiciona a boreste do NAe, pois em caso de queda no mar, esta aeronave resgata a tripulação em poucos minutos.

Uma operação milimétrica é realizada para que a aeronave esteja na posição correta, para a perfeita instalação dos cabos na aeronave e na catapulta.

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Após se certificarem que está tudo preso corretamente, fazem a verificação final e liberam a aeronave para o orientador.

Os defletores de jato se erguem do convoo, indicando que a aeronave está pronta, aguardando  a liberação.

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O orientador de lançamento levanta a bandeira verde, indicando ao piloto para dar “Full Throttle” (Potência máxima), em seguida abaixa a bandeira, ordenando o lançamento ao operador da catapulta.

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A aeronave é lançada atingindo 150 nós em poucos segundos e logo após lançado, o piloto assume o controle para interceptar o seu objetivo.
A característica nuvem de vapor indica o lançamento da aeronave e a tripulação já se posiciona para realizar uma nova catapultagem.

NOTA do BLOG: Os procedimentos descritos acima, são os realizados pela Marine Nationale (Marinha Francesa) e basicamente  são os mesmos adotados nas marinhas que possuem NAes.

Na MB não é diferente, porém usamos as características adotadas na US Navy, pois quando do início das operações dos AF-1/1A no NAel Minas Gerais, o pessoal contratado para treinar a tripulação do NAel e do VF-1 era composta por militares reformados da US Navy.
O “Pedro” é realizado por uma aeronave UH-12 Esquilo, do Esquadrão HU-1, equipado com o hoist (guincho),  flutuadores de emergência e também é guarnecida com um mergulhador.

 

A cena acima é do filme “The Sum of All Fears”, no qual bombardeiros russos TU-22 Backfire atacam um navio-aeródromo americano com mísseis antinavio. Para alguns, a melhor tática seria esta aqui.

 

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Segundo a revista ASAS, a FAB comprou dos EUA um lote de mísseis antinavio Boeing AGM-84 Harpoon, para equipar a sua futura frota de aeronaves de patrulha Lockheed P-3AM Orion, cujo primeiros exemplares modernizados devem ser entregues no final deste ano para a FAB, para serem operados pelo 1°/7° GAv “Esquadrão Orungan”, sediado na Base Aérea de Salvador.
Não há informações sobre a quantidade de mísseis adquiridos. No foto acima, um Orion da US Navy lança um Harpoon. Na foto abaixo, o míssil ATM-84 (versão de manejo) na asa de um P-3.

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NOTA do BLOG: Similar ao Exocet francês usado pela MB, o Harpoon americano é movido por uma pequena turbina a jato. Ele tem um alcance de cerca de 150km e leva uma ogiva de 250kg.
Se  a notícia for mesmo verdadeira, será a primeira vez que o Brasil terá um míssil antinavio lançado de aeronave de asa-fixa, ou seja, com mais de 25 anos de atraso em relação à Argentina, que na Guerra das Malvinas, usou o Exocet vetorado por jatos Super Étendard, contra navios da Royal Navy.

 

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Valor é pelo menos 50% superior ao estimado por governo e Petrobras. Preço do barril caiu cerca de US$ 100 desde julho de 2008, e empresas do setor cortam investimentos para novas descobertas

presal-mvg_eco_evolucao_petroleoA BP (British Petroleum), a segunda maior companhia petroleira europeia, afirmou que a exploração de petróleo em águas profundas no Brasil, como é o caso do pré-sal, é viável comercialmente apenas com o barril valendo ao menos US$ 60. A afirmação contrasta com as mais recentes declarações do governo brasileiro, que estima que o barril deva valer entre US$ 30 e US$ 40.
Nos últimos meses, com a queda na cotação do barril nos mercados internacionais, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, vêm afirmando que a exploração do petróleo do pré-sal é viável mesmo com o preço atual -que gira em torno de US$ 40. Em seu plano de investimentos para os próximos anos, a Petrobras usa como referência a cotação do petróleo a US$ 37 o barril.
A visão do grupo britânico, no entanto, é diferente da brasileira. Para a BP, o preço do barril precisa subir logo para que ela não precise se endividar para conseguir manter seu nível de investimento.
De acordo com ela, se a recuperação na cotação demorar a chegar, as empresas petrolíferas ficarão em uma situação cada vez mais desconfortável.
Para chegar ao nível desejado pela companhia britânica, o preço do barril precisaria subir cerca de 50% em relação à cotação atual. Não faz muito tempo que a commodity valia ao menos US$ 60: a última vez ocorreu no início de novembro do ano passado. O problema é que a cotação do produto, que chegou ao recorde de US$ 145,29 em julho do ano passado, vem despencando, após ficarem mais claros os sinais de que a economia mundial está em crise e que o consumo de combustível deverá cair. O FMI estima para este ano o menor avanço do PIB global desde 1945.
Uma das consequências na queda do preço do barril foi sentida no balanço das grandes empresas petrolíferas mundiais. A ExxonMobil, a maior petroleira com ações negociadas em Bolsa do mundo, teve uma queda de 33% no lucro do quarto trimestre. A sua principal rival, a Shell, teve um prejuízo de US$ 2,8 bilhões no período, e a BP perdeu US$ 3,3 bilhões, o primeiro resultado negativo em sete anos.
O recuo na cotação também é observado nos investimentos globais para a descoberta de novos poços e, consequentemente, a manutenção do fornecimento do produto. No final do ano passado, a AIE (Agência Internacional de Energia) alertou sobre que os gastos para a descoberta de petróleo estão abaixo do necessário, com vários projetos sendo adiados.

Fonte: Folha de S.Paulo/Com o “Financial Times”

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skyhookexplainedNo esforço para explorar o potencial de vendas do jato STOVL Sea Harrier, que repousava em grande medida na sua capacidade de operar a partir de pequenos navios, de baixo custo, a British Aerospace, no início da década de 1980, propôs a instalação de “ski-jump” em navios mercantes, e o conceito ‘Skyhook’, que permitiria ao Sea Harrier operar no modo VTOL a partir de escoltas, sem qualquer tipo de convoo especial.
O “Skyhook” foi inventado por Heinz Erwin Frick (um piloto de testes da BAe). Frick tinha ficado impressionado com a facilidade com que os Sea Harrier pairavam com grande precisão, independentemente das variações do vento. Ocorreu-lhe que, esta precisão em pairar poderia ser combinada com um guindaste-estabilizado “Skyhook” instalado num navio, para proporcionar os meios de recuperação e lançamento da aeronave, mesmo num navio com convés com grande oscilação. Se o desenho do navio impedia a utilização de uma rampa “ski-jump”, a aeronave poderia decolar e ser reabastecida diretamente do “Skyhook”, embora com carga de combate menor.
A BAe estimava que o desenvolvimento do sistema custaria em torno de US$ 12 milhões, em meados dos anos 1980, mas o MoD não demonstrou muito interesse no conceito e o “Skyhook” acabou não indo adiante.

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Marinha de Israel aborda navio libanês

A Marinha de Israel interceptou na manhã desta quinta-feira um navio libanês que levava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.

Pelo menos oito pessoas estavam a bordo do navio Irmandade, que foi levado para o porto israelense de Ashdod.

De acordo com um comunicado do ministério da Defesa israelense, o navio Irmandade foi abordado após o comportamento da tripulação “levantar suspeitas” de que “o barco pudesse ser usado para contrabandear equipamento proibido (armas, etc) para dentro ou fora da Faixa de Gaza”.

Um porta-voz israelense, citado na versão online do jornal Haaretz, também disse que nenhum tiro foi disparado pelas forças do país para tomar o navio - só teriam sido feitos disparos de advertência para cima.

No entanto, um correspondente da emissora de TV árabe Al Jazeera, que estava à bordo do navio, alegou que três soldados israelenses apontaram suas armas e que agrediram alguns passageiros.

Um dos organizadores da viagem do navio, Maen Bashur, disse em uma coletiva em Beirute que os passageiros o informaram por rádio que forças israelenses subiram à bordo do navio após abrir fogo. Ele diz ter perdido contato com a embarcação logo depois.

De acordo com Bashur, a missão humanitária partiu do porto da cidade libanesa de Trípoli na terça-feira carregando 60 toneladas de remédios, comida e outros suprimentos.

A versão israelense é de que o barco levava apenas cerca de 150 garrafas de água mineral e poucos quilos de comida e remédios, de acordo com informações das Forças de Defesa israelenses citadas pelo Haaretz online.

“O navio foi alertado por dois helicópteros israelenses na noite anterior (quarta-feira) para que voltasse. Ele se afastou da área, mas tentou nesta manhã chegar a Gaza através das águas territoriais egípcias”, disse Bashur.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, confirmou que primeiramente o navio foi autorizado a seguir viagem para o Egito, mas foi abordado quando retornou e tentou chegar a Gaza.

A missão foi organizada pelo Comitê Nacional Palestino Contra o Bloqueio em cooperação com a entidade americana Movimento para a Liberdade de Gaza.

O território palestino sofre com a falta de suprimentos depois de 22 dias de operações militares israelenses contra o Hamas no mês passado que deixou Gaza em ruínas.

O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, condenou a operação israelense contra o Irmandade e pediu à comunidade internacional para que pressionasse Israel para que deixe o navio entregar os suprimentos aos palestinos de Gaza.

“O navio estava apenas em uma missão humanitária e já vem sendo permitido a Israel violar as leis internacionais por muito tempo. A comunidade internacional deve pressionar o governo israelense”, declarou Siniora.

Segundo Bashour, entre os tripulantes do Irmandade estava o ex-arcebispo greco-católico de Jerusalém, monsenhor Hilarion Capucci.

Capucci deixou a cidade nos anos 70 após servir um período na prisão por ser membro da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

FONTE: O Estado de São Paulo

 

Uma “Lady” com 8 polegadas a mais

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O Blog do Poder Naval tem estado numa fase “NAe”, então nada mais apropriado do que tratar de algumas particularidades da história desses navios. Ampliando a foto acima, tirada no Canal do Panamá nos anos 30, ficam bem visíveis as torres dos canhões de 8 polegadas que equipavam o CV2 USS Lexington, conhecido também como “Lady Lex”. Juntamente com seu irmão USS Saratoga (CV3), constituiu a primeira força de “porta-aviões de esquadra” (fleet carriers) da marinha norte-americana – o primeiro NAe da US Navy, o CV1 Langley, convertido a partir de um carvoeiro, era pequeno e não tinha velocidade suficiente para acompanhar a esquadra, embora tenha sido imprescindível para as primeiras experiências com a operação de aviões embarcados, no início dos anos 20, chegando a cumprir serviço de transporte de aeronaves na II Guerra Mundial até ser afundado em fevereiro de 1942.

uss-lexington-torres-canhoes-8-polegadasVoltando aos canhões de 8 polegadas, o fato de equiparem os dois primeiros “fleet carriers” da US Navy, no caso em quatro torres duplas, deve-se à doutrina da época em que foram comissionados, o final dos anos 20. Uma doutrina que perdurou pela década seguinte na mentalidade naval até que os próprios exercícios com a frota a contestassem e a realidade da Guerra, na década de 40, a derrubasse: a idéia de que os porta-aviões eram meros auxiliares da esquadra de batalha e que deveriam ter a capacidade de, quando operando sozinhos, poderem se defender de cruzadores inimigos – e o calibre dos canhões dos cruzadores havia sido limitado, por tratado, justamente em 8 polegadas (os famosos “Treaty Cruisers”).

O próprio CV3 Saratoga incumbiu-se de iniciar a contestação a essa doutrina no primeiro exercício que os novos porta-aviões realizaram com a frota, em janeiro de 1929. Numa manobra noturna em que contornou a “Força Azul” que defendia o Canal do Panamá, e que incluía  “Lady Lex”, o Saratoga explorou sua velocidade acima de 30 nós para estar em posição de lançar, antes dos primeiros raios de sol, um ataque devastador que na simulação destruiu o canal. Começava um longo processo de se perceber que, de auxiliar capacitado a se defender sozinho, o porta-aviões deveria ser encarado como o centro da frota, defendido por todos os demais navios.

Mas “Lady Lex” e seu irmão não foram os únicos navios-aeródromo com “8 polegadas a mais” a entrarem para a história. uss-lexington-lancando-torpedeiroSuas contrapartes japonesas, o Akagi e o Kaga, o primeiro resultante de conversão a partir de um cruzador de batalha, como era o caso dos dois norte-americanos, e o segundo completado a partir de um casco de couraçado, também empregavam canhões do mesmo calibre. Os primeiros planos para o alemão Graf Zeppelin, que nunca chegou a ser completado, também pressupunham o emprego de armamento de tubo de 203 milímetros (8 polegadas), depois reduzido para canhões de 150mm, calibre similar ao empregado no único porta-aviões francês da época, o relativamente pequeno (182 metros de comprimento) e lento (21,5 nós) Béarn, que era equipado com 8 canhões de 155mm. Calibre similar ao empregado em dois dos primeiros navios-aeródromo ingleses: o Eagle, convertido a partir do casco incompleto do couraçado Almirante Cochrane, encomendado pelo Chile, e o Hermes, primeiro NAe de convés corrido a ser planejado desde o início para a função. Ambos eram equipados com canhões de 6 polegadas (152 mm), em número de 12 e de 10 respectivamente. O armamento de tubo de 6 polegadas equiparava esses vasos à maioria dos cruzadores leves contemporâneos e da II Guerra Mundial, e superava o calibre empregado nos contratorpedeiros. Já o porta-aviões britânico Furious, que em sua primeira versão portava um canhão de nada menos que 18 polegadas, é uma outra história (contada aqui neste Blog, assim como a de seus irmãos Courageous e Gloriousclique aqui para acessá-la).

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Tanto o Lexington quanto o Saratoga iniciaram a II Guerra Mundial ainda portando suas torres de canhões de 8 polegadas (cujos tubos tinham 55 calibres de comprimento) instaladas duas à vante e duas à ré da superestrutura. Nos anos imediatamente antes da guerra, estava planejada uma ampla reforma em ambos, que visava principalmente resolver problemas de estabilidade criados pelo peso da volumosa superestrutura e das quatro torres a boreste, acrescentando uma saliência a bombordo. Mas a iminência das hostilidades permitiu que apenas o “Lady Lex” recebesse alguns importantes acréscimos como o novo radar CXAM-1 e artilharia antiaérea de pequeno e médio calibre. Mesmo assim, em Abril de 1942, encontraram tempo para remover as quatro pesadas torres do Lexington e instalar no espaço disponibilizado montagens quádruplas adicionais de canhões anti-aéreos de 1,1 polegadas. E foi nessa configuração que ele encontrou seu destino no Mar de Coral, indo ao fundo no mês seguinte, em 8 de maio de 1942. Já o Saratoga, torpedeado alguns meses antes (janeiro de 1942) também teve suas torres pesadas retiradas na consequente reforma “forçada”, mas em seu lugar foram instaladas torretas duplas de canhões de 5 polegadas, em uma configuração similar à da nova classe Essex, recebendo também a tão adiada saliência a bombordo e grande quantidade de armamento AAe, ampliado ainda mais no decorrer da guerra. E assim termina a história do emprego dos canhões de 8 polegadas em porta-aviões da marinha norte-americana, um armamento que podia chegar ao respeitável alcance de 27.000 metros com munição perfuradora de blindagem de 118 quilos (porém com uma cadência de apenas 4 tiros por minuto, em média). Mas tudo isso tinha o custo de equacionar no projeto um peso, por torre, de 190 toneladas localizadas muito mais acima da linha d’água do que o desejável, fora a munição. Quilo por quilo, a aviação embarcada provou ser muito mais efetiva, assim como muito mais necessários eram o peso e espaço disponibilizados, com a remoção das torres, para armamento anti-aéreo adicional.

Especificações do CV2 USS Lexington -  Comprimento: 270m. Boca: 32,1m. Calado: 10,2 m. Deslocamento carregado: 43.055 toneladas. Propulsão:  turbinas a vapor, 4 eixos, 180.000 shp. Desempenho: 33,3 nós de velocidade máxima. Alcance de 10.500 milhas náuticas a 15 nós.

Fotos: navsource (exceto a segunda de cima para baixo: navweaps)

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Year in pictures 2008

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Como em todos os anos a USN faz uma seleção das melhores fotos (segundo ela) no ano anterior, exibindo-as para o público em geral. Como sempre, existem belas fotos e outras … bom, melhor cada um dar a sua opinião.

Confira neste link official da USN as fotos escolhidas e dê a sua opinião. Com direito a trilha sonora e legendas.

 
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