Na Guerra das Malvinas, em 1982, a Fuerza Aerea Argentina (FAA) possuia 3 jatos Boeing 707. Embora operassem como aviões de transporte de passageiros e carga, a FAA decidiu usá-los em missões de esclarecimento marítimo e vigilância, para acompanhar a descida da Força-Tarefa britânica rumo às Ilhas Malvinas.
As fotos são do dia 21 de abril de 1982, quando a aeronave argentina TC-91 detectou no visual a FT britânica, por volta das 9:00h da manhã.
Um Sea Harrier do 800 NAS, pilotado pelo tenente Simon Hargreaves, interceptou a aeronave, sem contudo derrubá-la, por causa das regras de engajamento (ROE).
No dia 22 de maio, outro 707 no mesmo tipo de missão teve a sorte de escapar de 4 mísseis Sea Dart lançados contra ele, pois as ROE tinham mudado. Depois disso, os argentinos não quiseram mais arriscar.
Por causa desses vôos, um 707 da VARIG, que fazia a linha Joanesburgo-Rio, quase foi abatido por um Sea Harrier, quando passava sobre a FT britânica. A verificação visual salvou o avião brasileiro.
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29 Comentários to “Sea Harrier intercepta 707 no meio do Atlântico Sul”
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magine se os Britanicos tivessem abatido o boeng da varig, será que o brasil entraria na guerra?
Com certesa porque na epoca os argentinos espravam q o brasil entrariam na guerra
Grande armação dos “hermanos”, dois coelhos com uma só cajadada e, aí sim, vitória.
Conheço essa história. O 707 da Varig passouno lugar errado, na hora errada. Quase sobrou um Lima para ele.
se não me engano o Brizola estava nesse avião, se fosse derrubado certamente a pressão para entrar na guerra seria grande, mas ai eu perguto, sera que mudaria alguma coisa?
Se aquele avião fosse derrubado, e “se” o brasil entrasse em guerra contra a Inglaterra, o que mudaria? A Marinha tinha o quê na época?
Abraços.
Se o Brasil entrasse na guerra talvez o resultado fosse outro
pois os ingleses teriam dificuldades com a logistica e o conflito tomaria proporções bem maiores
Mas se nós entrasse-mos na guerra ai poderia haver uma coalizão contra nós.Imagine 20 ou 30 países contra a Argentina e o Brasil igual na Guerra do Golfo em 1990/1991.
Nao creio que o Brasil tivesse envolvimento na guerra caso o 707 fosse derrubado. Os militares no governo nao tinham o menor amor pelo Brizola e achama os argentinos loucos por terem se metido naquel enrrascada. Acho mais provavel que o Reino Unido pedisse desculpas, pagasse uma boa idenizacao para O Brasil e a coisa ficasse por isso mesmo.
Naquela época, assim como hoje, as principais escoltas da marinha eram de origem inglesa. Iria ser um festival de sea cats nos céus.
Caro Rodrigo, se esse avião fosse derrubado pelo menos o meu querido Rio de Janeiro teria se livrado dessa praga chamada Leonel Brizola!!!
Sei que o que falei é horrível, mas foi mais forte do que eu!!! Não me contive.
Graças a Deus que o piloto teve presença de espírito,senão o Brasil até hoje estaria chorando pelos mortos.
Se eu fosse o piloto do SEA HARRIER, teria dado apenas um único tiro de 30 mm na janela do Brizola, e ia pra galera.
Se o Brasil tivesse entrado na guerra venceríamos por falta de logística dos britânicos que só poderiam contar com o que tinham em seus navios, nós teríamos os mirages III e f-5 para combatê-los e submarinos, somado as forças argentinas o confronto duraria muito mais tempo e os ingleses provavelmente teriam que voltar a inglaterra para abastecer, mas um 707 escapar de 4 mísseis é um milagre.
Nao acredito que os EUA iriam deixar a Inglaterra , o maior aliado que eles tinham na OTAN, sem falar do laço historico e lingua que os unem, ser derrotada pelo Brasil e Argentina.
Seria muita humilhaçao para a Inglaterra perder as Falklands sem lutar. No meu entender, os argentinos nao deram nenhuma escolha aos ingleses. O governo de Margareth Thatcher provavelmente cairia .
E se fosse um Mirage III enconstando em um Nimrod?
Essas fotos estão num site argentino: http://www.dintel-gid.com.ar.
Lá tem justamente uma matéria sobre o uso que eles fizeram dos seus 707. É bem interessante.
Abraços.
Sinceramente, acho que o Brasil não entraria de forma alguma na Guerra, ainda mais para ajudar a Argentina a recuperar território!!! Se fosse assim o Uruguai teria que ser devolvido ao Brasil…
Sds.
O Brasil não entraria na guerra ao lado da Argentina por várias razões, mas a principal delas era a absoluta falta de interesse ou necessidade de jogar o país em uma aventura militar, que é o que buscavam os líderes argentinos. Não devemos esquecer que aquele foi um ato de uma ditadura enfraquecida e desunida, que lançou seus militares numa aventura….
O Brasil não cometeria o mesmo erro, até porque é bastante plausível supor que a Inglaterra não ficaria sozinha e, muito provavelmente, teria os EUA a seu lado *oficialmente* por que na logística eles fizeram muito (mísseis, munição, combustível e tudo o mais que os ingleses carregaram na escala em Ascensão).
Não vamos esquecer que o despreparo foi tamanho que só existiam um poucos Exocet no arsenal e as aeronaves de REVO estavam fora de uso (alguém confirma isso, por favor!!).
Se o avião tivesse sido abatido, se o Brasil resolvesse entrar na guerra, a frota Inglesa estaria derrotada, independendente de seus aliados, seja quem fosse !!!
Por vários momentos a esquadra inglesa esteve perto de entrar em colapso, isso com todas as carências e despreparos das forças argentinas.
Se e somente se entrássemos na guerra, não mandaríamos recado, mas sim atacaríamos de forma precisa, equilibrada e corajosa. Não tenho dúvidas de que a esquadra inglesa teria de recuar ante as perdas. Bem, depois disso é outra história e depende de outros “se”…
Naquele tempo eramos , uma potencia regional e se tivessemos entrado ao lado da Argentina o resultado seria outro devido à logistica , o custo para a vitória da arrogancia e prepotencia britanica talvez não compensasse a vaidade de ter um território no quintal dos outros. Iriam sim pensar duas vezes , mesmo com o auxilio dos EUA, do Chile e de quem quer que fosse.
Leonardo!
Na epoca a espinha dorsal de nossa frota eram as seis fragatas classe niteroi e os tres submarinos classe oberon, uns dez contra-torpedeiros da segunda guerra e mais quatro submarinos antigos.
Considerando-se que boa parte destes navios nao estaria disponivel por encontrarem-se em manutençao, mesmo assim vc acha que teriamos alguma chance combatendo a marinha americana que na epoca transportava até armas atomicas taticas a bordo de navios e submarinos ?!
Com apenas dois porta-avioes eles teriam maior poder de fogo do que o Brasil e Argentina juntos, sendo que teriamos que despachar nossos avioes para bases argentinas, para que conseguissem chegar até as Falklands e sofreriam do mesmo problema dos avioes argentinos ou seja, mal teriam combustivel para ir e voltar.
sds
Caro Dalton.
A marinha americana não estava com a frota inglesa !!! Defendo, a nével de pura especulação, que se o Brasil resolvesse entrar no conflito a frota inglesa estaria inviabilizada no seu intuíto em retomar às ilhas. “Se” os EUA entrassem ao lado dos ingleses já seria um outro capítulo em nossas especulações.
Sabemos que os meios são fundamentais para o sucesso em uma guerra. Mas a genialidade, a ferocidade e a correta corelação entre meios disponíveis e objetivos concretos a serem alcançados a cada momento, é que faz da guerra uma grande incógnita. Por isso acredito que só a análise dos meios disponíveis não é o suficiente para determinar o sucesso nos campos de batalha.
Obrigado pelas informações.
Sds.
Leonardo…
O resultado de uma batalha pode surpreender realmente, e a Historia está repleta de exemplos onde uma batalha é vencida quando tudo dizia que estaria perdida, mas voce escreveu, que a frota inglesa seria derrotada se o Brasil entrasse no conflito ao lado da Argentina, independentemente se a Inglaterra teria apoio direto de um aliado, no caso EUA.
Bem, ao menos foi o que entendi do que escreveu.
abraços
Certamente o Brasil não iria entrar na guerra, tremenda fria.
Quanto ao comentario de JACUBÃO muito infeliz. O Rio de Janeiro não tem conserto e acho que nem quer ser consertado, não importa quem governe.Leonel Brizola foi Governador do RS três vezes seguidas e deixou um grande legado, na epoca ele ja construia escolas em tempo integral e foi um grande lider na luta pela democracia desse país sem ser comunista. Oque voçes merecem voces ja tem.
Vídeo que mostra as Malvinas / Falklands atualmente.
Mostra o retorno de um veterano argentino em suas posições de combate em 1982!!!
Amigos, creo que si mañana la IV flota americana se paseara frente a Rio de janeiro, uds. pedirían, y nosotros le daríamos, todo el apoyo que necesiten.
Argentina se equivoco en su coalición: solo los países como Venezuela y Perú serán recordados aqui como los que apoyaron a nuestro pueblo, independientemente de los gobernantes de turno.
Lamentablemente Chile nos traicionó, está claro cuales son sus intereses geopoliticos…veremos que hacen cuando el Pacífico crezca un par de metros.
Bueno, les tengo mucha simpatía, son un país mas importante, y tienen las praias mas lindas del mundo…las mujeres son mas lindas aqui.
Olha acho que o JACUBÃO …. (————)
comentado quase deletado (bem, deveria ser …) por NÃO TER NADA A VER COM SEA HARRIER, 707 e afins
Mod MO
Repondendo ao Dalton.
Acho que a marinha brasileira não estaria tão desprepara assim, mesmo com navios antigo você pode ver o que um submarino antigo poderia fazer.
Pois veja o que aconteceu em Manobras da Otan em 1997, poderia muito bem acontecer com o Porta Aviões Ingles na época da gerra das Malvinas.
Zebra na batalha naval
Submarino brasileiro “afunda” porta-aviões da Otan em guerra simulada nos mares europeus
10 de setembro de 1997
O submarino brasileiro Tamoio pôs a pique o porta-aviões Príncipe Astúrias, de bandeira espanhola, que integra a mais poderosa frota naval do mundo, a da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A façanha ocorreu em maio deste ano, e só agora foi revelada em relatório inédito da Marinha brasileira. É bom que se esclareça: não houve derramamento de sangue. O feito foi apenas um episódio da Operação Link Seas, um conflito bélico simulado. Se não fosse apenas um exercício de treinamento, os mares Mediterrâneo e da Península Ibérica teriam sido palco de uma guerra naval histórica – algo como, consideradas as proporções, a Batalha de Midway, em que os Aliados surpreenderam os japoneses na Segunda Guerra Mundial. No tempo da guerra fria, havia a iminência de um conflito real. Hoje, na falta de um inimigo com poder de fogo igual ao da extinta União Soviética e seus antigos aliados do Pacto de Varsóvia, os europeus pedem ajuda a países como o Brasil. Apesar da penúria financeira que atinge as Forças Armadas, nossa frota não fez feio.
O desempenho dos navios de guerra brasileiros – o submarino Tamoio, a fragata União e a corveta Júlio de Noronha – na Link Seas surpreendeu alguns oficiais europeus. A expectativa era de que a Marinha brasileira tivesse uma participação de mero figurante. Alguns países desconheciam que o Brasil já domina a tecnologia de submarinos, inclusive nucleares. O comandante do submarino Tamoio, que participou da operação da Otan, o paraibano Paulo de Oliveira, 41 anos, está sendo considerado um herói. O sucesso nas manobras simuladas deve apressar sua promoção de capitão-de-fragata (equivalente a tenente-coronel na hierarquia do Exército) para capitão-de-mar-e-guerra (o “coronel” da Marinha). O Brasil também deve receber dividendos do exercício. Aumentaram as chances de a Marinha participar da próxima Operação da Otan, em 1998. Na avaliação feita pelos militares do maior arsenal do planeta, influíram também os desempenhos da corveta Júlio de Noronha e, especialmente, da fragata União, que conseguiu neutralizar os sofisticados radares de navios da Otan. Ou seja: o sistema de guerra eletrônica brasileiro igualmente marcou pontos.
Entre as três Forças Armadas brasileiras, a Marinha é a que menos sofre restrições financeiras, em boa parte graças aos recursos que recebe do Fundo Naval. Ao contrário do Exército e da Aeronáutica, a força naval não reduziu o expediente dos marinheiros por falta de recursos para o rancho. O Brasil acaba de adquirir quatro fragatas MK/22, inglesas, que participaram da Guerra das Malvinas (1982). Apesar dessas vantagens da Marinha em relação às duas outras Forças, estão atrasados projetos estratégicos como o do submarino nuclear, em desenvolvimento em Iperó (SP). Um documento reservado da Marinha menciona as duas principais deficiências: insuficiência de navios para o controle do mar patrimonial brasileiro e a tibieza da aviação naval, por falta de aviões.
Na manobra naval da Otan, foi adotado um cenário de guerra. As forças militares envolvidas foram divididas equanimemente, com a criação do “país ouro” e do “país prata”. Até o final da década de 80 – no tempo em que a estratégia militar da Otan se baseava no confronto entre Estados Unidos e União Soviética -, o cenário era baseado no confronto entre os países “vermelho”, representado pela União Soviética, e “azul” (Estados Unidos e seus aliados). O Brasil fez parte do “país ouro”. O cenário foi de uma nação em crise cujo desdobramento poderia envolver outros países, semelhante ao que aconteceu na Guerra do Golfo. O capitão-de-fragata Pedro Vasconcellos, 43 anos, comandante da corveta Júlio de Noronha, explica que a preocupação da Otan é com a manutenção da segurança internacional. Um compromisso que o Brasil vem assumindo, diz Vasconcellos, citando a participação de fuzileiros navais brasileiros na Força Internacional da ONU, em Angola.
Apesar de o Brasil ter sido o único país latino-americano a participar das operações na Península Ibérica, o capitão Vasconcellos afasta qualquer tipo de disputa com a Argentina. “A Argentina já participou de um conflito – o do Golfo -, com tropas da Otan, e sua capacidade militar está mais do que comprovada”, diz. Vasconcellos lembra, ainda, a cooperação entre as Marinhas do Brasil e da Argentina: “Recentemente, os pilotos argentinos fizeram treinamento no porta-aviões Minas Gerais. Se não há uma ligação carnal, há uma ligação estratégica.”