Este é o vídeo que fizemos da visita em 12.03.2009, na cidade de Salvador-BA, do Grupo-Tarefa alemão 501.01 composto das fragatas Sachsen (F219), Lübeck (F214) e do navio de apoio logístico Frankfurt am Main (A1412). Para ver o vídeo em alta resolução, clique no botão HQ na barra de ferramentas.
O Estreito de Ormuz (ou Hormuz) é um pedaço de oceano relativamente pequeno entre o Golfo de Omã ao sudeste, e o Golfo Pérsico ao sudoeste. Na sua costa norte está o Irã e na costa sul, os Emirados Árabes Unidos e um enclave de Omã.
Ele tem 29 milhas (54km de largura mínima) e é a única passagem de grandes áreas de exportação de petróleo para o mar aberto. De acordo com a US Energy Information Administration, uma média de 15 petroleiros carregando de 16,5 a 17 milhões de barris de óleo cru normalmente passam pelo estreito diariamente, tornando Ormuz um dos mais estratégicos “choke points” no mundo.
O volume de tráfego diário corresponde a 40% de todo o transporte de óleo por mar e 20% de todo o transporte marítimo mundial.
Os navios navegam pelo estreito seguindo um esquema de separação de tráfego (Traffic Separation Scheme – TSS), que separa os navios que entram dos que saem, para reduzir o risco de colisão. O tráfego segue por dois corredores de 3 milhas de largura cada, separados por um corredor de 2 milhas.
Ao atravessar o estreito, os navios passam pelas águas territoriais do Irã e de Omã, sob as provisões das Leis do Mar da Convenção das Nações Unidas. Embora nem todos os países tenham assinado a Convenção, a maioria, inclusive os EUA, aceita as regras de navegação codificadas na Convenção. Omã tem um sítio de radar que monitora o TSS no estreito.
Clicando no gráfico abaixo, pode-se ver os dados de batimetria da região, mostrando as profundidades muito rasas, que dificultam e tornam extremamente arriscadas as operações com submarinos, principalmente os nucleares, de grande tamanho/deslocamento e consequentemente, reduzida mobilidade.
NOTA do BLOG: Muito tem sido especulado sobre a colisão noturna entre o SSN Hartford e o LPD New Orleans, que segundo a USN, navegavam no mesmo rumo. Uma possibilidade é a de que o navio, de 22 mil toneladas, tenha sido atingido pelo submarino de 7 mil toneladas, devido às avarias na parte frontal da “vela” do SSN e não na parte posterior. O submarino seguia numa velocidade considerável, por isso houve feridos a bordo.
Já que a área é muito rasa, os submarinos constumam navegar ali na profundidade de periscópio, o que dá reduzida margem para manobras evasivas verticais. As condições de funcionamento do sonar no local também são muito ruins e os sonares rebocados (towed array) não costumam ser empregados, pois podem arrastar no fundo e ficar presos. Alguns especialistas defendem que, para essas áreas de operação, seria melhor a US Navy operar submarinos convencionais, com deslocamento menor, pois possuem mais mobilidade.

A Marinha da Índia está prestes a iniciar os testes de mar da primeira das três unidades da classe Shivalik (foto acima). Estava, pois o governo dos EUA acaba de suspender o envio das turbinas GE LM-2500 para a Índia. Não é nada contra a Índia, mas sim uma reavaliação da administração Obama em relação aos laços militares dos EUA com diferentes países.
Este seria o primeiro navio de guerra da Índia a ser equipado com turbinas de origem norte-americana. Isso não poderia vir numa hora pior para a Índia. Além da INS Shivalik, o estaleiro Mazagon Docks (MDL) constroi outras duas unidades da classe (INS Satpura e INS Sahyadri) que, em breve, também estarão realizando provas de mar.
Mas isto não é só. O novo NAe indiano, ainda em construção, também foi projetado para utilizar turbinas LM-2500. Segundo informações da GE, fornecidas ao estaleiro indiano, este “embrólio” levará pelo menos três meses.
A Índia procura por solução no curto prazo e já contatou a Fiat Avio na Itália para viabilizar e entrega de duas turbinas LM-2500. O objetivo do MDL é iniciar as provas de mar em um ou dois meses.
Depois de anos de desconfiança mútua, a Índia finalmente acertou um contrato bilionário com a Boeing para o fornecimento de oito aeronaves P-8I Poseidon. Contratos como este e eventuais futuros contratos serão reavaliados pelos indianos, que não estão acostumados com cláusulas de usuário final (End-Use Monitoring Agreement), comumente impostas pelo governo dos EUA.
FOTO: Ajai
FONTE: Times of India
A Marine Nationale conduz permanentes missões de salvaguarda marítima.
As ações do Estado no Mar possui uma ampla variedade de tarefas como: SAR (Search and Rescue), combate a pirataria, Polícia Marítima, proteção a pesca, combate ao tráfico de drogas e de seres humanos e na luta contra poluição.
Nesta última função, participou o Navio de Assistência a Despoluição Ailette.
Fonte e fotos: NetMarine

O SH-3 Sea King tornou-se “cinquentão”. No último dia 11 de março comemorou-se 50 anos do primeiro voo do protótipo do H-3, que acabou gerando uma família bastante grande.
A história e os feitos do SH-3 são vastas, incluindo salvamento de vidas no mar, proteção de esquadras, recolhimento de astronautas e até transporte de presidentes.
Quatro países (além dos EUA, Reino Unido, Itália e Japão) construíram diferentes versões sob lincença do Sea King, totalizando 1500 aeronaves civis e militares, espalhadas por mais de 20 países.
FOTO: Poder Naval Online

O CSG do USS Dwight D. Eisenhower (CVN 69) lançou suas primeiras aeronaves em apoio à Operação “Enduring Freedom” ontem (21/3). Aeronaves da CVW 7 decolaram do convoo do Eisenhower em suporte às operações terrestres em andamento no Afeganistão.
O Eisenhower substituiu o USS Theodore Roosevelt (CVN 71), que se encontrava na área de operação da 5a. Frota desde Outubro passado. Durante este período, a CVW 8 do Theodore Roosevelt voou mais de 3.100 missões de combate sobre o Afeganistão e despejou mais de 59.500 libras de munição.
Durante uma das Operações aéreas lançada sobre o Afeganistão, dois F/A-18 do Theodore Roosevelt colidiram no ar, mas voltaram sem maiores problemas para o NAe.
Antes de partir para a área de operação da 5a. Frota, o Theodore Roosevelt participou dos exercícios JTFEX e foi devidamente “fotografado” pelo submarino italiano Salvatore Todaro. No seu caminho de volta, o Theodore Roosevelt participou de exercícios navais com as marinhas do Paquistão a da China.
Acompanham o Eisenhower os cruzadores USS Vicksburg (CG 69) e USS Gettysburg (CG 64), o contratorpedeiro USS Bainbridge (DDG 96) a fragata USS Halyburton (FFG 40) e o submarino USS Scranton (SSN 756).
Os esquadrões que compõem a CVW 7 são: “Jolly Rogers” VFA- 103, “Pukin’ Dogs” VFA-143, “Rampagers” do VFA-83, “Wildcats” do VFA-131, “Patriots” do VAQ-140, “Bluetails” VAW-121 e “Lightdippers” do HS-5.
O USS Hartford (SSN 768) e o USS New Orleans (LPD 18) atracaram no porto de Mina Salman. Ambos os navios estiveram envolvidos numa colisão no dia 20 de março, no Estreito de Hormuz.
Detalhes do incidente ainda não foram divulgados e o mesmo encontra-se sob investigação. Além de ter um dos tanques de combustível rompidos (origem do vazamento de óleo), o New Orleans teve dois de seus tanques de lastro avariados, o que causou uma inundação parcial dos compartimentos. A vela do USS Hartford foi seriamente danificada conforme mostram as fotos divulgadas.
Em Janeiro de 2008, o submarino USS Newport News colidiu com o petroleiro japonês Mogamigawa, no mesmo local. Analistas atribuem esta colisão ao “Efeito Venturi”.
Num outro evento, ocorrido em 2005, o USS Philadelphia também colidiu com um mercante turco próximo à costa do Bahrein. Parece que as lições anteriores não foram suficientes para evitar acidentes como o de sexta-feira passada.
Lockheed Martin modernizará 12 P-3C da Marinha de Taiwan por 665,6 milhões de dólares.
A Marinha de Taiwan (ROCN – Republic of China Navy) adquiriu em 2007 12 aeronaves P-3C usadas via FMS (Foreign Military Sales), selecionadas entre diversos aviões da versão estocados nos EUA. Conforme noticiado pela Lockheed Martin, o contrato assinado para a modernização dessas aeronaves de patrulha marítima, reconhecimento, guerra anti-submarina (ASW) e anti-superfície (ASuW), inclui novos sistemas de missão, aviônicos e kits de extensão da vida útil, de modo a ampliar o tempo de serviço das aeronaves em 15.000 horas de voo.
O upgrade dos sistemas de missão, que visa elevar as aeronaves ao estado-da-arte, inclui a instalação de medidas de suporte a sistemas eletrônicos e acústicos, sistemas de comunicacão, infravermelhos e eletroópticos, além de hardware e software para processamento de dados, com novas telas e computadores de missão. Já os kits de extensão de vida útil incluem substituição das asas externas e da cobertura externa inferior da parte central da asa, novos estabilizadores horizontais e seus bordos de ataque, além de componentes das naceles.
O primeiro P-3C modernizado para a Marinha de Taiwan deverá ser entregue em 2012, e os trabalhos de modernização serão divididos entre diversas instalações da Lockheed Martin localizadas nos EUA.
Fonte: Lockheed Martin Foto: USN
NOTA DO BLOG: antes de adquirir os P-3C usados, a ROCN utilizava para a função aeronaves S-2T Turbo Tracker, cujo histórico de emprego na Marinha de Taiwan (e antes disso na Força Aérea – Republic of China Air Force – ROCAF) foi assunto de matéria no Blog do Poder Naval (clique aqui para acessar). Também é interessante comparar o programa de Taiwan, de aquisição de aeronaves P-3C usadas e modernização / revitalização, com o programa similar da Força Aérea Brasileira, que difere na versão adquirida (P-3A, recebendo após a modernização o nome P-3AM), na origem dos sistemas de missão e também na quantidade de aeronaves e custos. Para saber mais sobre o assunto e comparar os programas com conhecimento de causa, você pode conferir dossiê do Poder Naval Online assinado por Guilherme Poggio sobre a modernização dos P-3A da FAB, incluindo a história do desenvolvimento dos P-3 (clique aqui para acessar).



NOTA DO BLOG: Observar a grande inclinação da vela para boreste após a colisão com o USS New Orleans no Estreito de Hormuz. Agradecimentos ao Franz Neeracher pelo envio das fotos.
FOTOS: USN, via Franz Neeracher
Esta sequência de quatro vídeos, mostra uma faina rotineira na MB de transferência de combustível em alto mar.
Neste primeiro, temos uma visão do G-23 Almte. Gastão Motta, navegando a boreste da F-46 Greenhalgh
Aproximação da F-49 Rademaker
F46 Greenhalgh se afastando após reabastecida.

Facebook
LinkedIn
Twitter
PDF
Orkut













Comentários recentes