p-3cLockheed Martin modernizará 12 P-3C da Marinha de Taiwan por 665,6 milhões de dólares.

A Marinha de Taiwan (ROCN – Republic of China Navy) adquiriu em 2007 12 aeronaves P-3C usadas via FMS (Foreign Military Sales), selecionadas entre diversos aviões da versão estocados nos EUA. Conforme noticiado pela Lockheed Martin, o contrato assinado para a modernização dessas aeronaves  de patrulha marítima, reconhecimento, guerra anti-submarina (ASW) e  anti-superfície (ASuW), inclui novos sistemas de missão, aviônicos e kits de extensão da vida útil, de modo a ampliar o tempo de serviço das aeronaves em 15.000 horas de voo.

O upgrade dos sistemas de missão, que visa elevar as aeronaves ao estado-da-arte, inclui a instalação de medidas de suporte a sistemas eletrônicos e acústicos, sistemas de comunicacão, infravermelhos e eletroópticos, além de hardware e software para processamento de dados, com novas telas e computadores de missão. Já os kits de extensão de vida útil incluem substituição das asas externas e da cobertura externa inferior da parte central da asa, novos estabilizadores horizontais e seus bordos de ataque, além de componentes das naceles.

O primeiro P-3C modernizado para a Marinha de Taiwan deverá ser entregue em 2012, e os trabalhos de modernização serão divididos entre diversas instalações da Lockheed Martin localizadas nos EUA.

Fonte: Lockheed Martin   Foto: USN

NOTA DO BLOG: antes de adquirir os P-3C usados, a ROCN utilizava para a função aeronaves S-2T Turbo Tracker, cujo histórico de emprego na Marinha de Taiwan (e antes disso na Força Aérea – Republic of China Air Force – ROCAF) foi assunto de matéria  no Blog do Poder Naval (clique aqui para acessar). Também é interessante comparar o programa de Taiwan, de aquisição de aeronaves P-3C usadas e modernização / revitalização, com o programa similar da Força Aérea Brasileira, que difere na versão adquirida (P-3A, recebendo após a modernização o nome P-3AM), na origem dos sistemas de missão e também na quantidade de aeronaves e custos. Para saber mais sobre o assunto e comparar os programas com conhecimento de causa, você pode conferir dossiê do Poder Naval Online assinado por Guilherme Poggio sobre a modernização dos P-3A da FAB, incluindo a história do desenvolvimento dos P-3 (clique aqui para acessar).

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COMENTÁRIOS VIA FACEBOOK

8 Comentários to “Assinado contrato para modenizar os P-3C de Taiwan”

  1. Jacubão disse:

    E os nossos??? Quando chegarão????
    Tá parecendo até obra de igreja.

  2. Wolfpack disse:

    ASW deve ser realizada pela Marinha assim como helicopteros de ataque devem estar nas mãos do Exército, alguém com coragem deveria impor isso a Aeronáutica que com sua idéia de gigantismo coloca em risco nossa defesa, assim como ocorreu com o hiato de ASW após a desativação dos P16. A Aéronáutica deve manter, garantir, nosso espaço aéreo e só. Com questões básicas como esta ainda a resolver é difícil acreditar na melhoria de nossos materiais e na eficiência dos meios operados pelas três forças hoje. Os P3A estão com mais de 40 anos de uso e devem ficar nas FFAA por mais 20 ou 30 anos. Isso é um absurdo. Acredito que falhas estruturais os farão ficar no chão, assim como ocorreu nos Estados Unidos. Porque ficamos com a versão original A e não a B e C? Porque os P99 não atendem aos requisitos da Aeronáutica? O que a FAB deseja um avião que vá ao Cabo da Boa Esperança e volte? ou que fique em operação por uma semana? Quais são os critérios que eliminaram o P99 desta concorrência? Os custos, porque não se esclarecem isso? Se for autonomia, o P99 deve sair do site da Embraer pois não servirá a nenhuma força.

  3. Ulisses disse:

    Jacubão

    Se não me engano virão até ao início do segundo semestre.

    sds

  4. Mauricio R. disse:

    A aquisição de células de P-3A deveu-se ao baixo número de ciclos (decolagens e pousos) das mesmas, há no site matéria sobre isto.
    No mais Taiwan tem + cacife junto aos americanos, que nós e ainda há a obrigatoriedade legal dos EUA, de zelarem pela segurança da ilha.

    Qnto ao P-99:

    A) A FAB tem necessidades, e isto vale p/ helicópteros, ac de transporte, caças, etc; se não as atende não serve.
    Mto simples, até haver a ingerencia do poder civil e certas práticas “criativas” de resolver problemas.
    E isto não está somente limitado ao alcance e a autonomia da aeronave em questão, mas as capacidades que seus sistemas possam oferecer.

    B) Não é pq é produto da Embraer que a FAB tem alguma remota obrigação de adquirir, aliá já chega a lambança feita no GTE.
    Ou a palhaçada do Super Cougar, tão somente adquirirdo por imposição do governo de MG, FIESP e a Eurocopter; que nunca transferiu qq tecnologia de seus produtos.

    Em tempo, a India que recentemente contratou a aquisição de P-8I “Posseidon”, tem um requerimentop p/ aeronave de esclarecimento marítimo de curto alcance, manda a Embraer enfrentar a concorrência internacional, lá!!!

  5. Wolfpack disse:

    Caro Mauricio R. Acredito que você é quem deve ler o texto apontado pelo post. A FAB parece a rainha da sucata e fica gastando o dinheiro do contribuinte em lixo, quais os cirtérios da FAB para aquisição dos P3A, tempo de vida da célula, de pousos e decolagens. Se resume a isso. Se for somente isso, o P99 é mais que recomendado. O P3A é a solução simplista dos Brigadeiros da FAB, pois desenvolver uma Aeronave como o P99 ASW é complicado demais para os integrantes da FAB, não existe esta capacitação local. A FAB onde se mete dá cabeçada. O Sivam é prova disso assim como a aquisição dos Mil Mi 34. É a verdadeira rainha da sucata. O texto abaixo é bem claro quanto ao futuro destas células do P3AM. O chão. ou servir de restaurante a beira das estradas brasileiras.

    “Aquisição e modernização do Orion da FAB só pode ser encarada como uma solução provisória, limitada e de alto custo.

    Ela é provisória, pois as aeronaves não terão uma vida longa. Primeiramente porque por volta de 2025 estas células de P-3A estarão com quase 60 anos. Só como exemplo, não há nenhuma aeronave com essa idade no inventário atual da FAB. Ou seja, a FAB já deveria estar pensando no seu substituto. Como poder ser visto acima, desde o momento em que a FAB anunciou a aquisição do P-3 até a entrega do primeiro exemplar modernizado, o que deve ocorrer no primeiro trimestre do ano que vem, existe um intervalo de quase dez anos! Se levarmos em conta todos os estudos anteriores desde a emissão do primeiro NOP após a aposentadoria dos Traker (1993) chega-se a mais de 15 anos. Como a FAB pretende voar com o P-3 por 15 anos, os estudos para o seu substituto já deveriam estar em andamento.
    Além disso, nos próximos 5 a 10 anos a grande maioria dos operadores de Orion, incluindo a USN, aposentará a aeronave, gerando uma escassez de sobressalentes generalizada. A FAB conhece bem este problema, pois já teve inúmeras dificuldades com outros modelos de aeronaves cujos equipamentos deixaram de ser fabricados. Os problemas foram tão graves que deixaram esquadrões inteiros no solo.
    O primeiro protótipo do P-8A a deixar a linha de montagem da Boeing no início do mês de agosto de 2008. A USN pediu para a fabricante da aeronave acelerar o programa de desenvolvimento em função dos problemas estruturais dos P-3. Em dezembro de 2007, perto de um quarto da frota de Orion foi “groundeada” por rachaduras nas asas.
    A questão da limitação está relacionada à estrutura da aeronave (que, por sua vez, está vinculada à própria idade da aeronave citada acima). A USN, em conjunto com a fabricante da aeronave, desenvolveu diversos estudos estruturais no final da década de 1990 denominados SLAP (“Service Life Assessment Program”). Já no início deste século os resultados preliminares mostraram que partes da estrutura apresentavam desgaste prematuro. Como conseqüência, a frota de P-3 teve sua expectativa de vida reduzida e o programa MMA (Multi Mission Maritime Aircraft), que buscava um substituto para o P-3, foi acelerado. No início de 2006 o Serviço de Controle Alfandegário e de Proteção de Fronteiras dos EUA (US Custom Service) identificou rachaduras na estrutura de fixação das asas do seus P-3 e suspendeu temporariamente o vôo dessas aeronaves. Todos estes problemas levaram a USN a emitir Diretivas Técnicas alterando procedimentos de manutenção e impondo certas restrições operacionais. Recentemente a Lockheed Martim reabriu a linha de produção das asas do P-3 para resolver em definitivo o problema das limitações operacionais e esticar a vida útil do Orion.
    A FAB alega que os testes foram executados em aeronaves do modelo P-3C e não em P-3A como os adquiridos por ela. O Comando da Aeronáutica também afirma que as células adquiridas possuem apenas 40% de FLE (“Fatigue Life Expended”) contra mais de 100% das atuais aeronaves do inventário da USN. Portanto, a FAB não pretende participar do programa ASLEP (Aircraft Service Life Extension Program) da Lockheed Martin ou qualquer outro semelhante que substitua grandes componentes estruturais. A verdade é que qualquer aeronave com mais de quarenta anos possui limitações operacionais.
    A opção pelos P-3 poder parecer vantajosa economicamente num primeiro momento. Ao final do processo o valor unitário deverá ser inferior a 45 milhões de dólares, algo como a metade do custo de uma aeronave nova deste segmento. Mas o verdadeiro custo aparecerá com o tempo, quando as limitações estruturais e a falta de sobressalentes impuserem restrições na disponibilidade reduzida.”

  6. Jaique Sparro disse:

    Quando alguém terá coragem de garantir que a MB e o EB ,voltem a ter suas aeronaves de asa-fixa.

  7. André C disse:

    O primeiro P-3 da FAB foi entregue esta semana :

    “”Decorreu em Getafe, Espanha, a cerimónia oficial da entrega do primeiro P-3AM Orion que foi atualizado pela EADS CASA à Força Aérea Brasileira. Este é o primeiro de oito Orion que pertenceram à US Navy que serão modernizados pela EADS CASA, sendo possível que um nono aparelho seja também adquirido.
    Sabe-se que o Brasil comprou também três “airframes“, das quais duas servirão para peças tendo sido desmontadas e armazenadas, no Brasil. Se o Brasil não exercer a sua opção de compra para um nono Orion, então a terceira “airframe” terá o mesmo destino.
    Desta forma, o Brasil assegura um nível de vigilância marítima sobre a sua muito extensa zona económica exclusiva com estes aparelhos muito competentes neste tipo de missões e também utilizados neste tipo de missões pela Força Aérea Portuguesa.”"

    fonte:Air Forces Monthly

  8. Don D disse:

    Olha só, vamos ver se eu ajudo a esclarecer com meu ponto de vista.

    1- Realmente, o ORION P3A foi escolhido para MÈDIO prazo, como tinha poucos ciclos, os modelos A são uma boa plataforma, garantindo ao Brasil gastar com os aviônicos e sistemas de combate mais modernos, ao invés de gastar com uma plataforma nova. E lembrem-se que os EUA já tinham sinalizado que não forneceriam a versão C para o Brasil. São robustos, tem excelente autonomia, excelente capacidade de carga e podem disparar diversos tipos de mísseis (harpoon, etc…).
    2 – O P-99 apesar de ser uma excelente aeronave, não têm capacidade de exercer missões ASW como o P3, falta capacidade de carga, suas asas são muito baixas, prejudicando a utilização de alguns tipos de mísseis, servem mais como esclarecedores, como os bandeirulhas por exemplo.
    3- O avião ideal da embraer seria o ERJ-190 ou 195, cuja performance atende exatamente o que um moderno ASW necessita, a embraer ainda não desenvolveu essa versão pq aguarda o projeto 390 que talvez possa agregar essa função tb.
    4 – Acho que tanto a FAB quanto MB podem ter esse tipo de aeronave, pq lembrem-se um ataque anti aéreo pode partir de um submarino ou navio que se esgueirou furtivamente perto da costa. Sendo que a FAB mais num limite curto de mar como a MB num limite mais extendido.
    Por fim, mesmo que se o 390 se adiante, ainda ter os P3 seria um bom negócio, pq teriam serventia com sua eletrônica modernizada. Quanto mais melhor neste país de costa tão extensa.
    Não achos as escolhas da FAB erradas, talvez fora de prioridade, mas sabem o que estão fazendo sim, os Mil Mi 35 são necessários para os batalhões de infantaria da Aeronáutica, e são excelentes combatentes , pq se alguem diz que no afeganistão eram alvos fáceis , se enganam, já aqueles modelos antigos eram os terrores das milícias afegãs, e olha que elas estavam sendo supridas por mísseis stingers americanos pelos EUA (modernos pra época), e mesmo assim as taxas eram bem favoráveis.

    Espero ter contribuído. Saudações…

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