Corveta Júlio de Noronha em PMG/MOD

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A corveta Júlio de Noronha (V32), da classe “Inhaúma”, entrou em PMG/MOD (Período de Manutenção Geral e Modernização) no ano passado. Ela é a primeira a passar pela modernização que vai gastar R$ 13,8 milhões por navio.
Mesmo o PMG de um navio do porte de uma corveta envolve muito trabalho, que na maioria das vezes, não é conhecido pelo pessoal acostumado a discussões do tipo “Super Trunfo”.
Um navio de guerra funciona como uma pequena empresa, ou uma pequena cidade flutuante auto-suficiente. Ele precisa prover todos os serviços para funcionar e ainda ser capaz de combater quando for preciso. Para isso, a tripulação desenvolve tarefas múltiplas e bem definidas. A organização administrativa da corveta, além do comandante e imediato, conta com os seguintes departamentos: Serviço de saúde, Departamento de armamento – 2 divisões, Departamento de operações – 2 divisões, Departamento de máquinas – 2 divisões, Departamento de intendência – 1 divisão. Para o combate, razão de ser do navio, todos os tripulantes se enquadram dentro de outra organização, a organização de combate, que se sobrepõe à organização administrativa.
Nas fotos abaixo, vê-se a faina de remoção de um dos motores diesel da corveta para revisão. Observar que o piso e o teto do hangar são removidos para a passagem da peça.

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FOTOS: CV Júlio de Noronha

 

Fechado contrato para o terceiro LCS

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A USN e a Lockheed Martin finalmente fecharam um acordo para a construção do terceiro LCS nesta Segunda-feira (24/03). O USS Fort Worth (LCS 3) será construído pelo estaleiro Marinette Marine Corp.(Wisconsin), que entregará o navio em Dezembro de 2012.

A USN não divulgou ainda o valor do contrato. O Congresso americano impôs um teto de 460 milhões de dólares por navio. Mas este valor só valerá para o próximo ano fiscal.

Por outro lado a General Dynamics negocia com a USN a construção do quarto navio (USS Coronado - LCS 4).

Até o momento só dois LCS foram construídos, o Freedom (LCS 1), comissionado em Novembro do ano passado, e o Independence (LCS 2). Este último deverá ser entregue à USN em breve.

O custo de cada unidade praticamente dobrou, sendo que o alvo inicial era de 220 milhões por navio. Em 2007 a USN suspendeu a construção dos navios para reavaliar o programa e negociar o valor com os construtores.

A USN planeja adquirir outros três LCS no ano fiscal de 2010. Espera-se um total de 55 navios nesta classe sendo que estas futuras encomendas podem ser tanto de um único modelo ou de ambos.

Tanto o LCS 1 como LCS 2 são classificados como “Flight 0″. As próximas unidades serão designadas como “Flight 0+”.

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salto_livre2O Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, Paulo Cesar Stingelim Guimaraes (FN), presidiu na última quinta-feira (12), a cerimônia de encerramento do Curso Expedito de Salto Livre/2009 (C-Exp-SaL), realizado no Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais (Batalhão “Tonelero”). Com duração de cinco semanas, o curso tem como objetivo suplementar a habilitação técnico-profissional de militares pára-quedistas.
Com administração pedagógica do Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), o curso é dividido em três fases: a primeira teórica, conduzida no Batalhão; a segunda, utilizando o Simulador de Queda Livre “Túnel de Vento”- recurso instrucional que facilita o treino dos iniciantes -, realizada na Brigada de Operações Especiais do Exército Brasileiro em Goiânia (GO); e a terceira, com práticas de saltos em Corumbá (MS).
salto_livre3Dos 30 alunos matriculados, 29 concluíram o curso com aproveitamento. Foram quatro militares do Exército Brasileiro, seis do Grupamento de Mergulhadores de Combate e os demais do Batalhão Tonelero. Na operação, foram utilizadas as aeronaves: UH-14 do 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral e o C-105 – Amazonas, da FAB.
Foi realizado com sucesso o primeiro salto livre levando passageiro para a atividade militar na Marinha do Brasil (MB). A operação ocorreu na Zona de Lançamento de Corumbá (MS) à 12.000 pés (4.000 m de altitude). O salto duplo, é um meio de infiltrar militares com especialidades específicas, mas sem qualificação de pára-quedista, para o emprego futuro em missões de apoio aos Comandos Anfíbios.

FONTE: MB

 

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A equipe que investiga o incidente envolvendo o submarino USS Hartford e o navio anfíbio USS New Orleans já está no Bahrein e trabalhando no caso desde Segunda-feira. Nenhuma informação oficial foi dada até o momento, mas existem várias especulações sobre o caso.

É possível que o Hartford estivesse tentando entrar no Golfo Pérsico sem ser notado. Sendo assim, o New Orleans (deslocamento máximo superior a 24.000 t) “sombrearia” a passagem do submarino (deslocamento máximo perto de 7.000 t).

 

Em defesa do Estreito

hormuz Se o Estreito de Hormuz é importante para o tráfego marítimo mundial, ele é vital para o Irã. E por este motivo uma boa parte das forças militares está posicionada bem próximo dele.

A imagem acima (clique para ampliá-la) é a mesma apresentada no “post” Mais informações sobre o estreito de Hormuz porém, com algumas modificações. Ela mostra a localização do complexo aeronaval de Bandar Abbas (localizada no recorte amarelo do lado esquerdo da imagem) e da Base Aérea de Bandar Abbas (recorte amarelo do lado direito da imagem).

Assim como no Brasil, onde as principais unidades da marinha estão concentradas numa única base, a Marinha do Irã posicionou quase todos os seus meios numa base próxima do Estreito de Hormuz. A Base Naval de Bandar Abbas é, de longe, a mais importante daquele país. Ali se localiza o quartel-general da Marinha do Irã. A base foi construída na década de 1970, durante o regime monárquico do xá Reza Pahlevi. Na parte oeste da base (ver polígono azul dentro do polígono verde) ficam baseados os submarinos do Irã.

Um pouco mais para leste da Base Naval encontra-se o aeródromo da Base Aérea Naval de Bandar Abbas, também conhecido como Havadarya, utilizado pelas aeronaves da Marinha do Irã. Ali está concentrada parte da frota de helicópteros comprada ainda na época do xá, incluindo SH-3 e RH-53. Ela também abriga aeronaves Fokker F-27 e helicópteros AB-212 e Mi-171.

Ao sul do aeródromo (marcado por um quadrado vermelho) existe uma instalação pouco comum. Trata-se de uma base de Hovercrafts do Irã. Ampliando a imagem original do Google Earth é possível identificar quatro deles.

Também existem pequenas instalações da Guarda Revolucionária espalhadas pela costa do Irã próxima ao estreito. Elas servem de bases para embarcações de pequeno porte que, por ventura, investem contra navios maiores no golfo. Um exemplo disto foi a provocação feita em 6 de Janeiro de 2008, quando pequenos barcos iranianos investiram de forma ameaçadora sobre navios da USN.

O Aeroporto Internacional de Bandar Abbas (grande retângulo amarelo do lado direito da imagem) compartilha como a Base Aérea (quadrado azul dentro do retângulo amarelo) as mesmas pistas. A base em si localiza-se no extremo norte. Ela abriga o Esquadrão 91, equipado com Phantom F-4E. Existem diversos hangares reforçados e as aeronaves não ficam expostas. Quatro destes hangares são do tipo QRA e estão próximos da cabeceira 21L. A base é protegida por sistemas de defesa AA.

 

Corte Seccional do Astute em alta resolução

O quarto submarino nuclear de ataque da classe “Astute” (clicar na imagem) teve sua quilha batida ontem, em cerimônia presidida pelo Secretário de Defesa britânico, John Hutto. O Audacious se juntará aos irmãos Astute, Ambush e Artful, formando a pedra angular da capacidade de Defesa do Reino Unido no mar.
Os submarinos desta classe deslocam 7.400t submersos, têm comprimento de 97m e são capazes de circunavegar a Terra em 90 dias, sem a necessidade de vir à superfície, podendo chegar a quase 30 nós de velocidade por tempo indeterminado. Sua propulsão é nuclear, com um reator PWR-2 de Core H, que não necessita de reabastecimento por toda a vida útil do submarino, acabando com a necessidade de custosos reabastecimentos do reator.
Cada submarino é armado com 6 tubos lança-torpedos de 533mm de diâmetro, para torpedos Spearfish, mísseis antinavio UGM-84 Harpoon, mísseis de cruzeiro de ataque terrestre Tomahawk Block IV e minas navais.

NOTA DO BLOG: O projeto da classe “Astute” teve imensas dificuldades de gestão e só na quarta unidade as questões foram resolvidas. Conheça os problemas do desenvolvimento do mais avançado SSN inglês clicando aqui.

 

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A Northrop Grumman e a Marinha dos EUA juntaram forças a bordo do mais novo navio de assalto anfíbio Makin Island (LHD 8), para concluir com êxito os testes de aceitação no Golfo do México. O navio é o oitavo da classe “Wasp” (LHD 1) de assalto anfíbio, construído pela empresa em suas instalações de Pascagoula, Mississippi.
Durante os testes de mar, o Makin Island realizou todas as evoluções solicitadas pelo Comissão de vistoria e inspeção (INSURV). O navio provou o funcionamento bem-sucedido de suas turbinas a gás e motores elétricos, que nunca tinham sido utilizados em navios de assalto anfíbio. O novo sistema de propulsão híbrida substituiu a tradicional propulsão a vapor usada nos navios anteriores da classe, proporcionando significativa economia no ciclo de vida em recursos humanos e custos de manutenção, ao longo da vida útil dos navios.
O Makin Island desloca 42.800t, tem 257m de comprimento e 32 metros de boca. é 844 metros de comprimento e 106 pés de largura e pesa 42800 toneladas. O seu sistema de propulsão híbrida de 70.000 cavalos podem conduzir o navio a velocidades superiores a 20 nós. O navio de assalto anfíbio se destina ao transporte de uma Unidade Expedicionária dos Marines (cerca de 2.000 fuzileiros navais), efetuando o desembarque deles em terra por helicóptero, embarcações de desembarque e veículos de assalto anfíbio.
Makin Island tem também como missão secundária o controle do mar e a projeção de poder com helicópteros e aeronaves de asa fixa de decolagem curta e pouso vertical; o navio pode também ser utilizado em missões de apoio humanitário, pois possui um hospital com seis salas de cirurgia. O LHD 8 deve ser comissionado em San Diego, em Outubro de 2009.

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NOTA DO BLOG: Se a Estratégia Nacional de Defesa for levada adiante pelos futuros Governos brasileiros, essa é uma das classes de navios adequada ao conceito de navios de propósitos múltiplos, proposto na END. Um navio deste tipo poderia transportar uma força de fuzileiros navais para qualquer área de interesse do Brasil e ainda prover o apoio aéreo às nossas forças navais.