Corte Seccional do Astute em alta resolução

O quarto submarino nuclear de ataque da classe “Astute” (clicar na imagem) teve sua quilha batida ontem, em cerimônia presidida pelo Secretário de Defesa britânico, John Hutto. O Audacious se juntará aos irmãos Astute, Ambush e Artful, formando a pedra angular da capacidade de Defesa do Reino Unido no mar.
Os submarinos desta classe deslocam 7.400t submersos, têm comprimento de 97m e são capazes de circunavegar a Terra em 90 dias, sem a necessidade de vir à superfície, podendo chegar a quase 30 nós de velocidade por tempo indeterminado. Sua propulsão é nuclear, com um reator PWR-2 de Core H, que não necessita de reabastecimento por toda a vida útil do submarino, acabando com a necessidade de custosos reabastecimentos do reator.
Cada submarino é armado com 6 tubos lança-torpedos de 533mm de diâmetro, para torpedos Spearfish, mísseis antinavio UGM-84 Harpoon, mísseis de cruzeiro de ataque terrestre Tomahawk Block IV e minas navais.

NOTA DO BLOG: O projeto da classe “Astute” teve imensas dificuldades de gestão e só na quarta unidade as questões foram resolvidas. Conheça os problemas do desenvolvimento do mais avançado SSN inglês clicando aqui.

 

11 Comentários to “Batida a quilha do HMS Audacious, quarto submarino nuclear classe “Astute””

  1. Dalton disse:

    Os britanicos nao querem saber de silos verticais para lançamento de seus tomahawks.

    Deve ser por causa da manutençao.

    Os proximos submarinos americanos da classe Virginia virao com modificaçoes. Ao inves de 12 silos verticais, terao apenas dois maiores capazes de lançar 6 misseis cada um, propiciando economia na construçao.

    Hoje em dia toda ideia para poupar é importante.

    sds

  2. Sandro disse:

    Pois e aqui na terrinha nos vamos levar 20 anos pra cosntruir um submarino, eta brasil veio…..

  3. Marcelo Martins disse:

    Essa configuração que o Dalton mencionou já é usada nos 4 SSBN da classe Ohio que foram (ou ainda estão sendo) convertidos em SSGN.
    Ao invés de um tubo para cada missil, há um “tubão” com 6 tubos menores dentro.

  4. Dalton disse:

    Marcelo,

    na verdade cada ” tubao ” comporta 7 misseis.
    Dos 24 silos originais, dois sao usados para outros propositos, assim, 22 silos x 7 misseis cada = 154 misseis.

    ah…e todos os quatro já foram convertidos e recomissionados porem um deles ainda está passando por testes e exercicios antes de ser empregado operacionalmente.

    abraçao

  5. Marcelo Martins disse:

    Beleza Dalton.
    Pelo que eu sei esses outros 2 tubos serão usados para lançar SEAL’s e seus equipamentos, confirma?
    De qualquer forma imagina um submarino com 154 tomahawks prontinhos para lançar!
    Tudo bem que alguns desses 154 devem ser com ogivas nucleares e que dificilmente seriam usadas numa guerra com o Irã (usar nukes traria uma repercussão negativa muito grande para os EUA)…….mesmo assim, é um arsenal de respeito!!

  6. Dalton disse:

    Marcelo,

    voce está certo sobre o transporte de ” seals” e seus equipamentos.

    Quanto a tomahawks com ogivas nucleares, nenhum é transportado até porque foram retirados de serviço há muitos anos atras.

    Os unicos navios da marinha americana equipados com armamento nuclear sao os SSBNs.

    abraços

  7. Bosco disse:

    Dalton,
    Sempre achei interessante do por que não usarem o mesmo “tubão” com 7 dos SSGN na classe Virgínia modificada. Seriam 14 ao invés de 12.
    O “tubão” dos Virgínias não deve ser o mesmo “tubão” da classe Ohio.

    Quanto aos armamentos nucleares, embora os NAes não os transportem em situações “normais”, eles podem em caso de necessidade receber as bombas B-61 e lançá-las pelos F-18. Ou não?

    Dalton, eu fiz um questionamento no post sobre o LHD8. Se puder dê uma olhada e me responda.
    Um abraço meu caro.

  8. Dalton disse:

    Oi Bosco…

    Realmente teria sido muito melhor se os Virginias viessem desde o inicio com apenas dois silos maiores capazes de abrigar multiplos misseis…sai mais barato construir e depois fazer a manutençao, mas depois que começam a ser construidos fica dificil modificar até porque novas tecnologias e preocupaçoes com o orçamento nao sao estaticas e sim dinamicas, vao aparecendo aos poucos, entao o jeito é ir criando os block II, block III, block XXX e por aí vai.

    Quanto a B61, estao todas estocadas, nao apenas jogadas em um canto, mas sempre passando por supervisao para mante-las em condiçoes de uso ainda por muitos anos, mas apesar do F18 ser capaz de transporta-la acho que nao veremos o retorno de bombas nucleares a bordo de porta-avioes americanos.

    Pode ser uma opiniao pessoal minha, mas os americanos sempre foram muito praticos, nada de ficar enfeitando navios com sistemas e armas que dificilmente seriam usadas, até porque, como vc e eu sabemos, nao adianta apenas ter o navio ou aeronave mais capaz por mais interessante que sejam as guerras de estatisticas que vemos aqui no blog.

    O que importa é o conjunto de todas as forças.

    Agora vamos ao outro post,

    abraços

  9. Bosco disse:

    Sobre as armas nucleares é interessante em época de pós “Guerra-Fria” a falta de versatilidade da US Navy.
    Tendo apenas os mísseis Trident como opção nuclear, armado com MIRVs, a marinha americana está capacitada apenas para exercer seu papel dissuasório contra um ataque continental maciço na tríade nuclear, mas do ponto de vista tático, está completamente incapacitada já que não pode agir de forma gradativa.
    Parece que a capacidade de usar armas nucleares em um conflito de “baixa intensidade” de forma tática ficou só por conta da USAF já que parte (ou seriam todos os 450?) de seus mísseis Minuteman são dotados de apenas um RV. Além das bombas B-61 e B-83. Se brincar os ALCM e ACM já foram desativados também.
    Ou seja, a USN é hoje o maior responsável pela dissuasão mantendo a política do MAD e garantindo um contra-ataque maciço contra um ataque em larga escala ao território americano, e a USAF é o responsável pelo uso tático e gradual do arsenal nuclear caso seja necessário, conservando a capacidade de “primeiro ataque” mas com poucas chances de sobreviver ao “dia seguinte”. Com exceção os mísseis Minuteman.

  10. [...] Batida a quilha do HMS Audacious, quarto submarino nuclear classe “Astute” [...]

  11. [...] Batida a quilha do HMS Audacious, quarto submarino nuclear classe “Astute” [...]

Comente

Você precisa estar logado para postar comentários.

Saiu o número 4 da nossa revista impressa Forças de Defesa, com 96 páginas. Garanta já o seu exemplar, por apenas R$18,00. O preço inclui o envio registrado pelos Correios e a embalagem protetora. Para adquirir o seu exemplar, clique num dos botões abaixo. Use o PagSeguro para gerar um boleto pagável em qualquer banco e o PayPal para pagar com cartão de crédito. Para dúvidas sobre outras formas de pagamento e demais informações, envie um e-mail para revista@fordefesa.com.br. Ao comprar a revista, o leitor torna-se assinante dos sites das Forças de Defesa, podendo postar comentários após o seu cadastramento.