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Escoltas novos versus escoltas de segunda-mão

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escoltasmbA Marinha do Brasil conta hoje com 14 navios escolta (se considerarmos a corveta Barroso), sendo 6 fragatas da Classe “Niterói”, 3 fragatas da Classe “Greenhalgh”, 4 corvetas da Classe “Inhaúma”, e a corveta Barroso, que em breve estará 100% operacional.
O atual Comandante da Marinha considera como número ideal para a Marinha do Brasil, entre 12 e 16 navios escolta. Com exceção da “Barroso”, todos os demais navios escolta serão retirados do serviço ativo até o ano de 2025. Dessa forma, torna-se imperativo um planejamento visando à substituição desses meios navais.
Surge então o dilema que está presente em todas as marinhas que contam com orçamentos reduzidos: O que seria melhor, obter esses meios por construção ou a aquisição por oportunidade de navios escolta?

Durante a “Guerra Fria”, as principais marinhas do mundo possuíam grande quantidade de meios, e estes eram retirados de serviço, em média, com duas décadas de utilização, o que garantia uma vida residual de cerca de 20 anos, possibilitando assim que marinhas com orçamentos reduzidos adquirissem esses meios.
Com o fim da “Guerra Fria”, os tradicionais fornecedores de navios de “segunda-mão” reduziram drasticamente o número de escoltas em seus inventários. Além disso, passaram a utilizar esses meios por 30 ou mais anos, criando uma espécie de escassez de meios disponíveis no mercado.
Por outro lado, os escoltas novos, devido a sua grande sofisticação, possui um custo de aquisição bastante elevado, fazendo com que as marinhas com orçamentos reduzidos não consigam construí-los em quantidades adequadas às suas necessidades, ou então são obrigadas a subarmá-los.

O atual Programa de Reaparelhamento da Marinha (PRM) prevê a obtenção, por construção, de 6 navios escolta com 6.000t de deslocamento até o ano de 2025. Esse número é claramente insuficiente para substituir os 13 navios que serão desincorporados nesse período. Dessa forma, a Marinha do Brasil estuda a possibilidade de se construir mais algumas unidades da corveta “Barroso” com algumas modificações.
A obtenção de meios por construção, apesar de possuir um elevado custo inicial (aquisição), possibilita à MB desenvolver um meio adequado ao Teatro de Operações (TO) em que iremos atuar. Esses meios possuem um custo operacional menor em relação as unidades mais antigas, uma vez que o intervalo entre as docagens é consideravelmente maior em relação aos meios mais antigos.
Além disso, a construção desses meios no Brasil gera empregos e capacitação de mão de obra. Proporciona também uma padronização de sistemas, sensores e de armas reduzindo os custos com a “logística”.

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Contudo, com a atual crise econômica mundial, parece inevitável o corte nos orçamentos. Isso pode levar a MB a considerar a obtenção por oportunidade de escoltas que estarão sendo desincorporadas em suas Marinhas. Surge então algumas questões: Quais meios estarão disponíveis para obtenção na próxima década? Qual a vida útil residual desses meios? Qual o nível de padronização desses meios, com relação a possíveis navios construídos no Brasil? Eles são adequados ao nosso TO?
A obtenção de meios por oportunidade não possibilita uma grande padronização, uma vez que a quantidade de meios adquirida de uma mesma classe é pequena, o que obrigaria a MB a adquirir de 4 a 6 unidades de 2 ou 3 classes diferentes.

Muito se fala na obtenção de fragatas do Tipo 22 B3, ou então do Tipo 23 operadas pela RN. Contudo, segundo fontes inglesas, as Type 22 B3 só estariam disponíveis para venda a partir do ano de 2014. Nesta data, elas teriam cerca de 25 anos de uso e, portanto, uma vida residual de cerca de 15 anos. As Type 23 são um pouco mais novas, todavia, com o atraso na construção de seus sucessores, fica cada vez mais evidente que a RN irá mantê-las ainda por bastante tempo em seu inventário.
As fragatas da Classe “Bremen” operadas pela Marinha da Alemanha serão desincorporadas a partir de 2011, e terão quase 30 anos de uso. Outra possibilidade seriam os contratorpedeiros franceses das classes “Georges Leygues” e “Cassard”, contudo, os primeiro terão quase de 40 anos de uso, e os últimos cerca de 30 anos.

Os mais desejáveis, porém fora da realidade orçamentária da MB, seriam os contratorpedeiros estadunidenses da classe “Arleigh Burke” F1. Mesmo que os americanos concordassem em repassar esses meios para MB, o número de unidades ficaria restrito a 2 ou 4 (o mesmo número de “Spruance” oferecidos no início dessa década).
Para a Marinha do Brasil, o ideal poderia ser a obtenção de meios por oportunidade, ao mesmo tempo em que se constroem algumas unidades no AMRJ. Contudo, deve-se buscar ao máximo uma padronização entre os sistemas, os sensores e as armas dos meios novos e de “segunda-mão”, a fim de minimizar os custos logísticos.

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AUTOR: Luiz Monteiro (LM) / FOTO do ALTO: DoD Imagery

NOTA do BLOG: Este texto é mais uma excelente colaboração do amigo e leitor “LM”. Pelas informações que nos são passadas, conclui-se que a janela de oportunidade para aquisição de meios de segunda-mão está se fechando para a MB. Urge portanto que nossas autoridades ajam, para que a capacidade de construção de meios navais no Brasil, conquistada com tanto esforço, tempo e dinheiro, não se perca.

69 COMMENTS

  1. sobre esse assunto é bom lembrar que a MB assinou uma carta de intenção junto a RN para possivel compra das fragatas tipo-23,seria
    uma ótima compra ´pois saão navios novos,vejam o chile comprou 3 fragatas dessa e segundo soube extra oficialmente a MB estaria negociando a vinda de 4 tipo-23,vou torcer bastante pois 14 escoltas
    para um pais com a dimensão do brasil é ridiculo.

  2. Sem querer pautar o LM, creio que a pergunta podia se aplicar – e gerar um bom artigo – também ao apoio logistíco móvel: NT novo versus NT de segunda mão?

  3. Excelente texto do LM! Bravo Zulu!
    Essa foto do alto é demais, a F44 tá com “cara” de brava.

    O jeito é a MB construir pelo menos mais uma Barroso, enquanto o des)Governo se decide pela aprovação do PRM e liberação dos Royalties.

  4. Amigos sou um leitor novato do blog e entusiasta sobre os assuntos militares e de defesa.
    Li recentemente no blog um artigo que tratava sobre a guerra da lagosta, naquela ocasião a nossa marinha se arrastava pelos mares, tentando cumprir o seu dever. Atual como anda a nossa marinha?

    Grato, pelo ótimo trabalho aqui executado.

    Brujhar

  5. Sou da opinião de que devemos contruir nossos próprios meios. Basta de comprar navio usado dos outros! Já chega que motores e armamento temos que comprar fora, agora o casco, pelo amor de Deus, nós temos condições de projetar e contruir navios de guerra aqui!!!!
    Fizemos isso com as Inhaúmas e Barroso. Porque não podemos projetar e contruir uma fragata/destroier novo?
    Com a experiência que temos podemos contruir um navio que seja digno de defender o nosso litoral e as suas riquezas.

  6. o prblema é N/T militar usado com casco duplo (até onde eu saiba) não esta disponivel no mercado, mas não que não possa ser possivel converter um single hull em duble hull, mas fica dificil raciocinar sem una noção orçamentaria disponivel para este fim

    Mais uma vez, seria interessante adquirir pelo mens um HJ Kaiser semi construido em James River e até converte-lo em double hull

    Ou fazer igual aos Australopitecos fizeram com o seu Sirius

    Abs
    MO

  7. E o acordo com os Coreanos?

    Será uma ótima ter aquelas 10/12 corvetas bem armadas ao mesmo tempo em que se construiriam umas 4 (ou mais) KDX-II.

    Até lá, poderíamos encomendar mais 3 Barroso para ficarem prontas até 2015 quando a operação de alguns meios já ficará prejudicada, incorporando gradualmente as KDX até 2025.

    No fim das contas ficaríamos com cerca de 18/20 escoltas.

    As Barroso, inclusive, deveriam incorporar algumas modificações, como o lançador vertical de Aster 15/30 e priorização da instalação de sensores e armamento anti-submarino.

    Enfim, teríamos cerca de 8 navios com capacidade anti-submarina e anti-aérea, enquanto os outros 10 navios seriam prioritariamente navios anti-superfície com alguma capacidade de defesa anti-aéra (canhões de ponto).

    Até lá teríamos os 4 Scorpene + o Tikuna, e provavelmente um ou dois Tupi mais novos. Seriam 6 submarinos na força, pelo menos. Voando mais alto, teríamos 6 convencionais e um nuclear.

    O artigo só esqueceu de falar sobre a força aeronaval. Deixando de lado a aviação de asa fixa, os helicópteros estarão todos com vida útil comprometica até 2025. Portanto, acredito que a compra de 10 Seahawk seria suficiente para completar as unidades já encomendadas. Teríamos, portanto, como hoje, algumas escoltas em que o helicóptero orgânico deverá ser um esquilo-biturbina para transporte e carga, já que nem todas as escoltas vão ao mar ao mesmo tempo com o heli orgânico embarcado.

  8. Ontem vi um documentário no Discovery sobre a construção do primeiro sub da classe Virgínia, o USS Virgínia.
    Eles tiveram dificuldades para construir um sub de uma nova classe e projetado inteiramente utilizando recursos de computação gráfica. Nada de pranchetas.
    Penso que o nosso problema não se resume a limitações orçamentárias. Temos limitações, me permitam, culturais nesse aspecto. Temos vergonha, medo, sei lá o quê, de projetar e construir armas para nos defender. E aí ficamos dependendo de acordos com os países que constroem.
    A questão é: somos ou não capazes de construir os armamentos que precisamos?

  9. aLGUEM SABE ME DIZER QUAIS NAVIOS ESTÃO DISPONIVEIS NOS eua PARA AQUISIÇÃO? PORTA-AVIOES, CONTRATORPEDEIROS, NAVIOS DE ASSALTO, TANQUE, DESEMBARQUE……

  10. LM,

    Gostei do seu ponto de vista. É a síntese da realidade mundial. Com a crise braba, os orçamentos militares tendem à cair mesmo. E aqui, não será diferente.

    Que pena que a MB não possa ter mais escoltas de superfícies. Se, ao menos o valor dos royallites que ela tem direito fossem liberados, já seria alguma coisa. Mas nem isso o governo autoriza.

    Só nos resta torcer que os Comandantes das FFAA brasileiras consigam, pelo menos manter o atual nível de treinamento e prontidão, pois menos que isso seria por demais de sofrível.

    abraços.

  11. Cláudio Melo, concordo com vc, devemos superar as dificuldades e construir os meios navais, terrestres e aéreos. E a principal dificuldade, na minha opinião é a vontade politica, pois dinheiro nós temos, basta vontade política.

  12. Acho que devemos contrir nossos propios meios , isso gera empregos , deixa a fiesp contentinha e nos livra das clausulas de usuário final que são uma baita dor de cabeça.

  13. O governo deveria criar incentivos fiscais aos estaleiros privados para construir os escoltas com um custo mais em conta, só que o problema é eles largarem o osso. Acrise mundial fez todos os países baixarem os juros e os inteligentíssimos, melhores do mundo (de goleada), os deuses em economia, preferiram manter os juros como estavam pra sugar até o último centavo dos nossos bolsos e só abaixaram os juros depois das pressões de vários sindicatos, e foi só um caquinho de baixa.
    Agora, as T-22 são belos navios de guerra, muito eficiêntes e de extremo conforto para a tripulação, são belonaves extremamente capaz e daria um grande incremento ao poder naval brasileiro.
    Sua principal deficiência é justamente a manutenção cara, pois o navio é inglês e a libra é muuuuuuuito mais cara que o dólar.
    Palavras de quem conhece bem esses navios.

  14. A DCNS tinha apresentado à MB proposta para a construção de fragatas baseadas na Classe FREMM, desenvolvidas para as Marinhas da França e da Itália. Em paralelo aos negócios no Brasil, o estaleiro francês também está bastante ativo em outros países sul-americanos. No final de janeiro, a empresa, em parceria com uma de suas controladoras, a também francesa Thales, anunciou ter conquistado um negócio avaliado em mais de 100 milhões de euros para a modernização dos sistemas de combate de quatro fragatas da Classe Almirante Padilla operadas pela Marinha da Colômbia.A MB tem 15 anos para optar pela construção ou aquisição de navios de 2ºmão.
    Na minha opinião acho que 1 FREMM equivaleria por 2 navios usados em termos de combate e modernização.Palavras de um leigo no assunto.

  15. Construir + 8 Barrosos especializadas em defesa AAe e mais 5 Tikunas,o resto é perfumaria e poderia esperar até que as coisa melhorassem

  16. Na minha opnião nossa Marinha está fadada a naufragar. Não existem planos concretos de construção de novos navios de superfície. Nossa Marinha ainda não se decidiu sobre qual caminho irá seguir. Se irá dominar o mar ou se irá negar seu uso através de submarinos. Nossas verbas são muito pequenas e insuficientes para a operação e manutenção de grandes quantidades de navios e principalmente manter e operar um NAe e seu respéctivo grupo aéreo. Portanto é preciso primeiramente decidir qual a missão da Marinha, para em seguida decidir qual a melhor maneira, de acordo com nosso orçamento, de cumprir esta missão e posteriormente escolher e comprar ou construir os meios necessários.
    Mas nada disso ainda foi decidido e a total falta de organização de nossa Marinha, promete dar continuidade ao desperdício de recursos públicos, por falta de uma estratégia CLARA de defesa a ser seguida na nossa Marinha.
    Inclusive seria muito interessante uma discussão sobre qual será o caminho seguido por nossa Marinha no futuro, para aí sim discutirmos quais os meios que possivelmente iremos comprar.
    Um abraço a todos…

  17. Pessoal, como diz no artigo, o atual comandante pensa em 12 ou 16 escoltas, isso é nada! Teria que ser o triplo, para ter pelo menos uns 15 navios no mar o tempo todo. Como disse o Fábio Souto, tem a questão das Type 23, acho que teriam de vir todas as Types 22 e 23, só pra começo de conversa, se quisermos ter uma defesa do mar séria, além de construir novas escoltas às dúzias. Mas vai ter amigo aqui dizendo que acredito em Papai Noel, hehehe. Mas penso qie isso deveria ser o mínimo. Mas como diz a letra daquela música: “Sonho meu…”. Abraços.

  18. Eu particularmente acredito que o Ministério da Defesa vê uma Marinha equipada basicamente com lanchas de patrulha marítima e fluvial e submarinos, que em boa quantidade, poderia negar o uso de nosso mar territorial em caso de guerra. Não acredito numa nova classe de navios de escolta, nem em nova Barroso, nem em compras de oportunidade. Tudo que está ocorrendo atualmente me faz crer numa Marinha como citei acima e com apoio aéreo da FAB através dos P-3 Orion, Bandeirulha e quem sabe no futuro com o P-99. Não vejo de forma alguma possível a compra e/ou construção de novas escoltas, sendo talves no máximo possível, a compra de oportunidade de algumas bem poucas escoltas, apenas vizando minimizar a insatisfação dos militares.
    Parece muito claro que iremos mesmo ter uma Marinha de submersíveis.
    Um abraço a todos….

  19. se a MB contruir 6 FREMM na versao AAe aki no Brasil .. e padronisava 12 fragatas entre as Niterois e tipo-23 na versao
    ant-sub.. deriamos 18 escoltas.. se dividimos em 6 GT deriamos 2 escoltas AWS e uma AAe para cada GT.. parece pouco mais teria uma capacidade exelente para uma marinha.. se escoltasse o Sao Paulo poderia usar apenas 2 GT, com 6 fragatas (2 AAe e 4 AWs) .sem falar das corvetas Inhaúma’s

  20. Pra mim, novas versões da Barroso não precisariam de grandes alterações. Bastaria um canhão de 76 ou de 57 mm no lugar do Mk8, a utilização de mísseis SSM de maior alcance (como por exemplo o Exocet Block 3 ou o RBS-15) e um sonar rebocado.
    Já as escoltas de 6000 t deveriam ser simplificadas para baratear os custos, contando com um radar 3D (giratório mesmo), lançadores verticais de mísseis, 1 canhão principal também de “pequeno calibre” (76 ou 57mm), lançadores de torpedos, um helicóptero orgânico, defesa anti-míssil na forma de um Phalanx ou um Goalkeeper cobrindo o arco de popa. E claro, toda uma suíte de defesa “passiva” na forma de interferidores e lançadores de engodos anti-mísseis e antitorpedos.
    Não vejo necessidade a princípio de um SSM e nem de um canhão de maior calibre (acima de 100 mm) já que não vamos colocar nossas caras e raras escoltas fazendo apoio de fogo próximo à costa e nem engajada em combate contra outros navios.
    Os mísseis de longo alcance na minha opinião deveriam ser os ASTER 15/30 já que possuem orientação autônoma e seriam menos dependentes de radares mais sofisticados e de “iluminadores”.
    Nossa capacidade anti-navio deveria ser distribuída entre as corvetas, os submarinos (convencionais) e as aeronaves (P-3, helicópteros SH-60 e quem sabe o AMX modernizado e até os F-X2). Isso liberaria as escoltas de 6000 t para a função básica de proteção à frota.
    Uma versão pós “Barroso Mod 1” poderia contar com um radar 3D e espaço adicional para um lançador vertical de mísseis sup-ar (Unkhonto ou Barak) e ter uma característica mais “furtiva”.
    Um upgrade futuro para as escoltas de 6000 poderia dotá-las no futuro de um radar phased array.

  21. Guilherme Poggio,
    que bom que lembrou de mim. Eu também lembro de você vez por outra.
    Só que não fui eu que falei sobre os “aviões”, foi o “BRONCO”. Parece comigo mas somente o branco dos olhos, o céu da boca e a sola do pé.rsrsr….
    Um abraço meu caro amigo. E sonhe com os anjos.rsrs….

  22. Quem sabe este não é o momento, por exemplo, de a MB avaliar seus planos e procurar uma plataforma convincente entre as corvetas Inhaúma e as planejadas fragatas de 6 mil toneladas. O mercado já tem alguma coisa com credibilidade que pode ser avaliada, como as Formidable, de Singapura, e um novo modelo coreano de 3.100 toneladas. Minha modesta opinião é de que precisamos de um novo projeto, barato de construir e de manter, mas com capacidade bem superior as de nossas corvetas, que nem navios de esquadra são considerados. Talvez aí esteja a chave para superar a questão proposta pelo LM (belo texto), navios novos versus compras de oportunidades.

  23. A marinha brasileira precisa de escoltas anti-aéreas, isso é inegável.
    Na minha opinião deveríamos ter algo assim :

    -1°linha : 6 Fremm ou semelhantes equipadas com radares como o Smart-L e mísseis Áster 15/30.

    -2°linha : 10 fragatas com deslocamento ~3.200T, equipadas com Áster 15 mas podendo lançar Àster 30 em caso de necessidade

    -3°linha : 11 corvetas com deslocamento ~2.800T ( podendo ser novas Barroso reprojetadas com design atual) + a Barroso ( total 12 ) equipadas com Unkhonto.

    – Total: 28 escoltas

    O resto do armamento seria padrão para todas, 1x 76mm Oto-Melara, 1x Bofors Trinity para defesa de ponto, Lançadores de torpedo, e o míssil anti-navio ideal seria o PJ-10 Brahmos, mas é um sonho distante, então poderia ser mesmo o Exocet Block III.

    Mas alguém sabe a real disponibilidade de venda dos navios usados citados na matéria ?
    – As duas Cassard são relativamente novas ( 1988 e 91 ), são equipadas com SM-1 e Exocet Block II, considero boas opções de curto prazo, podendo substituir dois navios de 2° linha da minha proposta …
    Será que já estão á venda ?

  24. LM,

    Mais uma vez parabens ao senhor pela materia profissional e analitica! Realmente e aterrorizante o fato de que 13 das escoltas serao decomissionadas ate 2025.

    Nao faco parte da MB portanto so posso comentar como observador mas temo que a forca de superficie esteja sendo colocada em segundo plano e me preocupo com nossa futura capacidade de controlar as linhas maritimas e ja nem falo em projecao de poder…

    Semper Fidelis!

  25. Concordo com a nota do blog. O numero de navios de segunda mão em condiçoes esta diminuindo e pelo visto os que restam ainda vão levar um tempo pra serem descomissionados. Acho que valeria a pena o investimento em navios novos, complementados por corvetas de projeto nacional(Barroso).Agora, vcs não citaram as Maestrale Italianas.Eles não estão para serem descomissionadas tb???
    Abraços !!

  26. Eu penso que um design “off the shelf” c/ deslocamento menor seria o mais adquado e rápido de se obter, tb creio que deve ser um design capaz de “mostrar bandeira” mas c/ características dissuatórias efetivas.
    Por isso eu sou fã da classe “Floreal”, não é cara tal qual a “FREMM”, mas levemente adaptada seria interessante.
    Então portaria um helo ASW/ASuW orgânico, misseis antí-navio de bom alcance mas sem capacidade “land attack”, misseis antí-aéreos de capacidade entre o Barak, o Unkhonto, no máximo o ESSM.
    Um radar 3D mesmo que de deriva mecânica e um sonar completariam o design. rebocado “lightweight”, alem de ecm, esm, tb um “flir”

  27. Apesar de me considerar apenas um leitor deste blog, não poderia perder a oportunidade de parabenizar o LM pelo texto, pois, como sempre, nos apresenta um diagnóstico da frota e o pensamento do comando da Marinha.
    Ressalto também, o texto de Zorann (24 Mar, 2009 às 22:05) pois propõe que seja discutido que tipo e tamanho de Marinha o Brasil deve ter. Realmente este é o ponto que deve ser debatido e definido antes de se iniciar ou até mesmo sonhar com as compras, pois até hoje não consigo entender a permanência na frota de um porta-aviões se a Marinha não tem não ou não consegue ter os meios aéreos adequados para operá-lo de forma LETAL.
    Abraço a todos

  28. O problema da falta de continuidade é muito grave. Era para termos uma linha de produção de corvetas e fragatas, onde a cada 3 anos uma nova sairia da linha, e as velhas venderíamos.
    Esse comodismo de comprar coisas usadas é que mata.
    A Barroso pode muito bem ser evoluída a cada unidade com adição de novas tecnologias de sistema e mudanças estruturais para sanar as falhas detectadas nas ateriores.
    A Barroso ficou 14 anos no estaleiro…..dispensa comentários, mas agora o que tem sendo cosntruído? nada nesta categoria.
    Na pior da hipóteses, a proposta Coreana vejo com bons olhos.

    Esdras

  29. Uma das fragatas cujo programa (classe HORIZON)foi substituído pelo da FREMM, a FORBIN, cruzou a barra do RJ hoje por volta das oito da manhã.

  30. Se a MB optar por adquirir algumas escoltas usadas,pode ser que existam alguns navios modernos que serão desativados ou já foram e seriam boas compras de ocasião para marinhas c/ orçamentos modestos.
    Esses dados são de 2004:
    Nos EUA tem os contratorpedeiros da classe Spruance ou com as fragats da classe Oliver Hazard Perry.No velho Continente algumas das opções são as fragatas da classe Maestrale(Itália),Karel Doorman da Holanda,Bremen da Alemanha e da Inglaterra,as fragatas Type 23 e Type 22 Batch3 e os contratorpedeiros Type 42 Batch2 e 3.
    As mais novas são as fragatas Holandesas da classe Karel Doorman,construídas num total de 8 exemplares,foram incorporadas entre 1991 e 1995.Deslocam 3.320 ton,medem 122,2m X 14,4m de boca.O armamento é constituido de mísseis superfície-superfície Harpoon e anti-aérea Sea Sparrow(VLS),canhões de 76mm e sistema CIWS Goalkeeper,de 30mm,trpedos ASW e um helicóptero.A Marinha do Chile já adquiriu 2 unidades em 2003.
    As fragatas Alemãs foram incorporadas em nº de 8 entre 1982 e 1990.Deslocam 3.415ton, medem 130,5 X 14,4 de largura.Com boa capacidade anti-aérea,anti-submarino e anti-superfície.São armadas com canhão de 76mm, mísseis Harpoon,Sea Sparrow e Ram,torpedos ASW,podendo operar até 2 helicópteros.
    Da Inglaterra terá disponível num total de 16 navios.Fragatas Type 23(Norfolk,Marlborough e Grafton)projetadas principalmente para guerra anti-submarino.Deslocam 4.300ton e medem 133m de comprimento X 16,1m de boca.Armadas com canhão MK.8 de 114mm,mísseis Harpoon e Sea Wolf(VLS),torpedos ASW e um helicóptero do porte de um Cougar NH-90 ou SH-60.Na época esses 3 navios foram oferecidos ao Chile por U$$ 250 milhões,metade do custo de um único navio novo da mesma categoria.
    As Type 22 foram incorporadas entre 1988 e 1990.Deslocam 5.300ton,medem 148,1m X 14,7m de boca.São armadas com canhão MK.8 de 114mm,sistema CIWS Goalkeeper,de 30mm,mísseis Harpoon e Sea Wolf,a partir de lançadores de conteineres,torpedps ASW e 2 helicópteros Sea Lynux ou similar.
    Os contra-torpedeiros já são mais velhos.Foram incorporados entre 1978 e 1983, num total de 8 unidades.Os Type 42 Batch 2/3,deslocam 4.820ton e 5.200ton,medem 125 e 141m de comprimento e 14,3 e 14,9m de boca.O armamento é quase semelhante,ou seja, canhões MK.8 de 114mm,CIWS Phalanx,de 20mm,mísseis anti-aéreos de defesa de área Sea Dart,torpedos ASW e 1 helicóptero Super Lynix.A classe Manchester transporta um número mais de mísseis Sea Dart.Porém o grande problema dos Type 42 reside exatamente no sistema Sea Dart que aposentado na Royal Navy(Marinha Real),poderá ter como extremamente onerosa e de difícil manutenção as suas condições operacionais.
    Portanto isso ficará a critério da MB,qual a melhor escolha e o melhor caminho a seguir.

    sds!

    Maiores detalhes:

    Fonte: T&D ano 21 nº102 de 2004

  31. Qualquer que seja o meio escolhido, insistir na compra de oportunidade é transferir para as gerações futuras a nossa tão sonhada independência tecnológica. Que talvez nunca venha a acontecer……

  32. J Roberto

    Vc esta considerando tbm se os paises proprietários estariam disponibilizando estas unidaes ?

    as UK

    Não tem intenção nenhuma de se esfazer as T 22 B III
    Tipo 42, não tenho certeza sobre os B III, mas os B II estão no bico do urubu, indo um atras do outro para scrap

    FRG

    Um certo tempo aparentemente houve alguma intençao (so não sei defenir se foi oferta ou procura, pois realmente me deu branco do comentário original) por 4 F 122

    NET

    Os Holandes, é, seria uma boa opção, mas até aonde vai intenção deles de vender estes navios

    MO

  33. Bozoh, atento a msg do Azevedo, a Forbin ta ai nos merrrrrrrrrmão

    Ve se condegue dar uma corridaa lá, si viu pleix
    Merci ..

    Le MO

  34. Ostra,

    Como foi falado no post do blog,as fragatas do Tipo 22 B3, ou então do Tipo 23 operadas pela RN, segundo fontes inglesas, as Type 22 B3 só estariam disponíveis para venda a partir do ano de 2014. Nesta data, elas teriam cerca de 25 anos de uso e, portanto, uma vida residual de cerca de 15 anos. As Type 23 são um pouco mais novas, todavia, com o atraso na construção de seus sucessores, fica cada vez mais evidente que a RN irá mantê-las ainda por bastante tempo em seu inventário.
    As fragatas da Classe “Bremen” operadas pela Marinha da Alemanha serão desincorporadas a partir de 2011, e terão quase 30 anos de uso. Outra possibilidade seriam os contratorpedeiros franceses das classes “Georges Leygues” e “Cassard”, contudo, os primeiro terão quase de 40 anos de uso, e os últimos cerca de 30 anos.
    As fragatas Italianas da Classe Maestrale são um aperfeiçoamento da Classe Lupo utilizadas na América do Sul pelo Peru e Venezuela.Foram incorporados 8 navios do tipo à Marinha Italiana no período de 1982 a 1984.Armadas com canhões de 127mm e 40mm,mísseis superfície-superfície Otomat e anti-aéreos Aspide,torpedos ASW e um helicóptero.Os Spruance americanos são muito capazez em oposição a múltiplas ameaças,mas possuem elevados custos de operação e manutenção.Já as Oliver Perry,são uma opção menos dispendiosa,num total de 51 navios,muitas delas já foram transferidas para as marinhas de outros países como Barhaim,Egito,Polônia e Turquia, e 2 foram cedidas a Portugal,elas aceitam programas de modernização em relação aquelas que estão em serviço na Austrália e Espanha.
    Das fragats Holandesas,o Chile adquiriu 2 unidades em 2003 e existia a possibilidade de aquisição de mais 2 a longo prazo.As fragatas Alemãs,segundo consta,chegaram a ser oferecidas ao Chile também.As Type 23 inglesas também foram oferecidas ao Chile por U$$ 250 milhões de dólares.As 4 Type 22 B3,possuem uma certa padronização com as suas “irmãs” chilenas e brasileiras,também denominadas Classe Cornwall.
    Ou seja,vários países já adquiriram ou estão adquirindo à exemplo do Chile,Venezuela,Peru e outros e se a MB ficar “marcando” não vai sobrar nada mesmo.Pararelo a isso, a MB poderia participar em um programa internacional em curso,para o projeto e fabricação em série dessas belonaves.Assim,devido ao aumento de encomendas,seria possibilitada uma razoável economia de escala para todos os envolvidos.

    sds!

  35. Pessoal, agora a tarde me dei conta da quarta Greenhalgh, aquela que os argentinos nos sacanearam, ela está perdida para sempre? Nunca mais voltará? Quando me lembro desse fato dá-me vontade mandar um deles para o fundo, para ficarmos quites… Abraços.

  36. AL, a quarta fragata que vç está falando é a RADEMAKER. Ela já foi recuperada dos estragos feitos pelos canhões de 40mm da ARA SARANDI. Ela executou em 2005 um lançamento de míssil SEA WOLF sobre um drone americano de alta velocidade (durante a operação UNITAS) e atingiu em cheio o alvo que virou poeira cósmica. No YOU TUBE tem algumas imagens do lançamento do míssil.
    No momento, a RADEMAKER está para iniciar a sua revitalização no AMRJ.

    Um grande abraço.

  37. JR

    Eu ainda acho que as T 22 B III ainda vao ficar um pouco msi, particularmente gosto da Dukes, mas creio que a nivel dde peças as OHP são as que terão mais opções no mercado (não seria totalmente contra elas, desde que como o Mk 13 e os SM e o Harpoom a disposição

    Abs
    MO

  38. Ostra: diante da situação de crise, acho que pode caber algumas OHP, desde que sejam as mais novas e com sistemas de armas e sensores modernizados.Um dos erros da MB em relação às Type 22 na época de sua incorporação, foi não ter promovido uma modernização dessas plataformas. Sem modernização, essas fragatas tem suas capacidades desatualizadas para os cenários que eles atuam – o Sea Wolf b1, por exemplo, é um míssel descontinuado – e a modernizadação programada em nada vai atualizá-las.

  39. Amigos Marujo e Marcelo, concordo plenamente com vcs, as unicas opções que creio serem realmente validas de todas as citadas, são:

    UK
    4 unidades TYPES 23
    4 unidades TYPES 22 Block III

    EUA
    ou 8 OHPs, estas seriam perfeitas para o atual momento vivido pela nossa MB, infelizmente, até que tenhamos, mares mas bonito no futuro financeiro da nossa MB, não acredito em navios novos, no atual estagio da MB.

  40. Agora, do jeito que nossa MB anda, nem atirando em navio de 2ª, imagina em novos, se sobrar alguma coisa para MB, só se for as velharias da Guarda Costeira dos EUA, ou então voltamos a REATIVAR a Classe Pará e a “Dods”, NÃO DUVIDO, sinceramente!

    Agora, como citei no post anterior, seria as melhores aquisições para nossa “MB – Restritiva”, os custos beneficios da OHPs, seriam as melhores opçoes, agora desde que sejam no minimo 8 unidades, e que sejam divididas em 4 bases 2 unidades em cada (Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Salvador e Belem).

  41. Deus… como ficaria super FELIZ, se a nossa MB, adquirisse 8 navios, não importando se 8 unidades da UK (4 T-22 B III + 4 T-23) ou 8 unidades dos EUA (4 OHPs + 4 Spruances ou 8 OHPs mesmo).

    Que Deus me ouça, por que do jeito que nossa MB vae… sinceramente, acho que ta mas façil reativar os “aposentados”.

  42. A MB com apoio do Governo poderia lançar um pacote de construção pequeno, mas extremamente importante, de construção de outras 5 Barroso, com capacidade anti-aérea ampliada com a colocação de mísseis Umkhont, Sulafricano, daqui pra lá, quem sabe as 6 fragatas francesas não poderiam ter um número ampliado, com a contribuição do Brasil, 2 na França para acelerar o recebimento e mais 6 no Brasil.

    Depois quem sabe uma nova encomenda das Barrosos Mod.2, com misséis de longo alcance e mais avançados.

    Assim teríamos até 2020, 14 navios novos e em plena capacidade.

  43. Sempre me posicionei pela compra de unidades de segunda mão para a MB, para aumentar um pouco a credibilidade da força enquanto as novas unidades estiverem em construção. Mas, estou começando a ver a questão sob um novo prisma. Num momento de crise como o de agora, acredito que o ideal não seria nem a construção de unidades grandes como as fragatas de 6 mil toneladas,nem novas Barrosos Batch2 e nem comprar unidades de segunda mão. Deveríamos embarcar num programa de construção modernizador mas menos ambicioso, privilegiando projetos novos como as FFX-2 sul-coreanas. Assim,provavelmente gastando menos dinheiro, renovaríamos a esquadra e resgataríamos nossa capacidade de construção de belonaves num patamar tecnológico mais avançado.

  44. Vou jogar mais um “balde de água fria” no pessoal que sonha em T22B3 na MB (por favor, desculpem).
    O Future Surface Combatant (FSC) inglês, destinado a substituir tanto aquela classe como também as Type 23, ainda está engatinhando.
    As Type 45 vão substituir “somente” todas as Type 42, e em números menores do que o originalmente planejado.
    As épocas esperadas de baixa das T22B3 e T23, segundo a fonte que apresentarei a seguir, tiram-nas totalmente de cogitação para uma eventual obtenção pela MB, pois casam com a previsão de início de construção dos escoltas de 6.000 ton. Tomo como referência a página http://navy-matters.beedall.com/fsc.htm:

    “Timescales

    The first FSC’s are expected to enter service in the later years of the next decade – 2019 has been speculated by industry sources.

    The following pay-off dates for current vessels were officially published in March 2005:-

    Type 22 Batch 3 frigates: HMS Cornwall (2015), HMS Cumberland (2017), HMS Campbeltown (2017), and HMS Chatham (2018).

    Type 23 frigates: HMS Argyll (2019), HMS Lancaster (2019), HMS Iron Duke (2020), HMS Monmouth (2021), HMS Montrose (2021), HMS Westminster (2021), HMS Northumberland (2022), HMS Richmond (2022), HMS Somerset (2023), HMS Sutherland (2025), HMS Kent (2028), HMS Portland (2028), HMS St. Albans (2029).

    It was announced in June 2008 that only six Type 45 destroyers will be built. The first FSC would thus need to enter service in 2015 to replace HMS Cornwall if the Royal Navy’s escort force was not to drop below 23 units (6 Type 45 destroyers, 13 Type 23 frigates, and the remaining Type 22 Batch3 frigates). This is very unlikely to happen given the current status (at August 2008) of the FSC project, indeed keeping the escort force strength above 19 units will now be very challenging for the Royal Navy.”

    No final das contas, as T22B3 mostraram-se navios tão bem construídos (melhor que T23) que os ingleses vão ficar com eles até virarem sucata, vão extrair até a última gota.

    No mais, parabéns ao LM pelo excelente artigo.

    Abs,

    GHz

  45. Entao isto sugere ser uma prova ao nosso descaso de nao remodelar e reequipar as nossas T-22?

    Entao… só nós restará as OHPs.

  46. Particularmente sou contra a aquisição de navios usados para a MB. Temos condições de construir navios aqui, não faz sentido comprar navios de segunda-mão que têm manutenção complicada e pouca disponibilidade.
    Estamos perdendo know-how e pessoal qualificado, que não vamos recuperar tão cedo, se não continuarmos a construir navios no AMRJ.

  47. Galante, comprendo vc sim, mas é que nossa carencia de material é PARA ONTEM, e construir aqui vc já imagina quantos anos, creio.

    Bom, compremos pelo menos 6 a 8 OHPs, e depois partimos para construir por aqui.

  48. Com relação às OHP, sempre lembradas, cito que duas foram oferecidas à Turquia no segundo semestre do ano passado, e a Marinha Turca declinou da oferta dizendo que os custos para reativar os navios (na reserva da USN) e modernizá-los seriam desvantajosos.

  49. GHz,parece-me que algumas unidades foram oferecidas à MB, que também não se interessou pelo negócio por seu alto custo de manutenção.

  50. Afirmativo, marujo, já faz alguns anos. Eram justamente as que vinham participando anos a fio de UNITAS aqui na América do Sul.
    Duvido que o lançador Mk.13 estaria operacional, só para citar um dos “pepinos” que iria cair no colo da MB (E as revisões de LM2500? E a eletrônica americana “caixa-preta”? E os SM-1 saindo de linha? E a munição de 76mm?)
    Na prática, seria como comprar CT’s classe Pará “menos velhos”, com melhor capacidade para operações aéreas (convoo maior e dois hangares), mas com menor capacidade de apoio de fogo naval e sem ASROC.
    Ainda bem que não foram compradas (E torço que logo deixem para sempre de ser cogitadas!).

    [[ ]]
    GHz

  51. O problema é a MB nem constrói e nem quer comprar material usado no exterior….e nisso o tempo vai passando…
    O ideal seria partir já para a construção nacional e como medida “tapa-buraco” comprar algumas unidades no exterior…mas quais? Eu pessoalmente não gosto das FFG 7…creio que a melhor oferta foi a dos coreanos…
    Os “Arleigh Burke” podemos esquecer por pelo menos 3 bons motivos:
    1. São muito caras de comprar e de operar.
    2. Tecnologia sensível (Aegis) que os EUA não passariam para o Brasil.
    3. Os próprios americanos precisam muito delas…ainda mais agora quando várias FFG 7 derem baixa.

  52. É a minha primeira participação e gostaria de parabenizar o outor da matéria. A nossa MB e como também toda as Forças Armadas precisam urgentemente de recursos para reaparelhamento. No tocante a MB é ridiculo termos tão poucos meios operativos. Necessitamos construir no AMRJ novas unidades, de tudo podemos e devemos construir.

  53. Jacubão, obrigado pelo esclarecimento. Pessoal, a previsão (tomara que assim seja) para o anúncio do vencedor do FX-2 é no segundo semestre, mas e a MB? Tem data ou previsão para a escolha da classe de escoltas novas e quando deverão ficar prontas? Abraços.

  54. Prezados,

    Peço desculpas por demorar tanto para responder, mas, conforme expliquei para o Galante em off, ando sem tempo para nada.

    Obrigado a todos pelos comentários, agora tentando responder as perguntas que foram feitas…

    Brujhar,

    A disponibilidade e o nível de prontidão dos meios são informações classificadas.

    AL,

    Sempre que temos a oportunidade de conversar com o Comandante da Marinha, Alte. Moura Neto, ele diz que prefere qualidade à quantidade, que devemos ter uma Esquadra equilibrada, mas dentro da realidade orçamentária que é imposta.

    Marine,

    A END estabeleceu como tarefa principal da MB negar o uso do mar para um possível inimigo, com capacidades secundárias para controle de área marítima e projeção de poder. Concordo com seu pensamento e compartilho de suas preocupações (Outro dia te expus o meu ponto vista – rsrs)

    Semper Fidelis!!!!

    J Roberto,

    As “Karel Doorman”, de um total de 8 unidades, 2 foram vendidas ao Chile, 2 para Portugal e 2 estão sendo negociadas com um outro país, restam portanto 2 unidades (muito pouco na minha opinião)

    Galante,

    Conforme informei no texto, no momento a MB não pensa em adquirir, por oportunidade, navios escolta, isso somente ocorreria caso houvesse um atraso no programa dos futuros escoltas. O PRM prevê apenas a aquisição por construção desses meios. Na minha opinião o custo ∕ benefício de um navio novo é infinitamente superior ao de um navio de segunda-mão.

    Prezados,

    Esclarecendo algumas dúvidas frequentes aqui no BlogNaval:

    a) Não foram oferecidos à MB contratorpedeiros da classe KDX II USADOS. Os coreanos irão modernizar seus navios dessa classe, e construir pelo menos mais duas unidades, segundo nos informaram. Dessa forma, eles não tem interesse em nos repassar esses meios. O que eles nos ofereceram foi a CONSTRUÇÃO de KDX II no AMRJ;

    b) Existe sim um projeto de construção de escoltas em andamento na MB, contudo o MD primeiro irá anunciar o vencedor do programa F-X2 para depois anunciar os escoltas;

    c) A disputa final ficou mesmo entre as FREMM, o KDX II e as F-100;

    d) A DCNS apresentou a MB, na ocasião da escolha dos SBR, toda sua gama de projetos para futuras parcerias, contudo, até a presente data, não houve uma avaliação mais profunda deles.

    Sds

  55. LM,

    mas a MB prentende construir somente aquelas escoltas de 6.000 toneladas? Ou além delas viriam mais Barrosos ou corvetas com projeto um pouco mais avançado? Abraços.

  56. LM:
    A fragata F-100 que a MB está considerando é a versão espanhola ou que foi fabricada para a Noruega? Não sabia que outros tipos de navios tinham sido avaliados, além dqueles que o Sr. citou em seu último post.

  57. Bom, vi uma amigo citar: “”O problema é a MB nem constrói e nem quer comprar material usado no exterior….e nisso o tempo vai passando…””

    Me chamou atenção, poís é a PURA VERDADE, e ainda tem gente aqui no BLOG que defende tais atitudes, NÃO temos dinheiro para pagar o RANCHO, COMBUSTIVEL e PEÇAS, fora que quando compra um lote de armamentos, chega a ser RIDICULO (8 ou 12 torpedos, quantos submarinos possuimos mesmo?).

    Gente, temos que COMPREENDER, temos uma Marinha de Guerra de 3ª DIVISÃO, e não devemos cuspir nas OHPs, Spruances e Types 22 e 23, para a MB, que temos ultimamente, seriam importantes aquisiçoes, gostaria muito, mas muito mesmo de ver construidas no país as KDX-II, para mim, um conceito melhor e mas capacitado que as FREEMs, tanto que as KDX-III botam as AB (EUA) no bolso, literalmente.

    Gostaria muito, de ver uma demanda de LULA, mandando construir mas 2 Barroso, pelo menos não veriamos a ENGEPROM demitindo o pessoal qualificado, a mesma coisa digo das TIKUNAS, pelo menos mais 1 ou 2 tambem.

    Procuro me centrar, e me colocar como Alm. em Chefe da MB, do que faria para sair de tal estagio, poís nossos navios vão dar baixa somente em 2025, MAS desde já estao DEFASADOS e DESATUALIZADOS, chegar em 2015 já estaram com MULETAS, contando o tempo para ir a RESERVA em 2025.

    Um acordo com a Koreia, seria EXPLENDIDO, poderiamos conseguir as 10 Corvetas POHANG, que nós ajudaria bastante, até a entrada de novas Corvetas e Navios Patrulhas Oceanicos, e já estariamos construindo pelo menos 4 KDX-II, com a construçao tambem de pelo menos mas 2 Barroso e 2 Tikunas, já estariamos visualizando algo no futuro.

    Bom, se não der para as Construir mas Barroso, que pelo menos, comprem algumas OHPs (pelo menos 4 a 6 unidades), até que encerrem a FUTURA licitaçao das FRAGATAS (KDX-II, FREEMs e F100), fora que poderiamos fazer uma MODERNIZAÇAO das T-22, poís já ficou mas que provado que são bons navios, mas que façamos algo, parado do jeito que estamos, em breve, muitos que aqui não gostam de OHPs (e navios dos EUA em geral), vão pedir até ao capeta para que consigamos os mesmos.

    No momento atual da MB, se continuar neste passo a passo, a unica saida daqui a 5 anos, é sacar da RESERVA a Pará e a Dods, Deus é pai, resussitar defunto é taca, mas da MB atual, não duvido de mas nada.

  58. Prezado Marujo,

    A fragata F100 e o modelo espanhol. A versão da marinha norueguesa é designada como F350.
    A MB avaliou algumas classes de navios, contudo, somente esses 3 atendiam os requisitos estabelecidos.

    AL,

    A MB estuda a construção de mais unidades da “Barroso” com algumas modificações, mas isso não está definido.

    Sds

  59. Sou um daqueles que NAO acreditam que entraremos em guerra com os EUA dentro dos proximos 15 anos. Sou ingenuo mesmo.

    Entao, a compra de 4 OHP, apesar de nao possuirem mais a capacidade de lançar os SM 1 e os Harpoon, sao otimas para aguas rasas e podem operar com 2 helicopteros.

    PORÉM, acho que seria valida a compra apenas se nós nao tivessemos 3 fragatas da classe tipo 22.

    A idade das OHP e das tipo 22 é praticamente a mesma, ou seja, todas seriam desativadas ao mesmo tempo, entre 2020 e 2025.

    Ou começamos a construir navios, ou compramos algo de segunda mao mais novo, as OHP nao sao a resposta.

    abraços

  60. Amigos, há uma fragata de última geração ancorada no porto do Rio de Janeiro desde a última quarta-feria, dia 25 de março. Teriam alguma informação? Vi que não se trata das fragatas alemãs em visita ao Brasil. Não há bandeiras ou qualquer outra identificação da mesma.

  61. […] A fragata francesa de defesa aérea Forbin (D620), da classe “Horizon”, está no Rio de Janeiro desde quarta-feira, numa visita para divulgação da tecnologia naval francesa. Oficiais brasileiros poderão conhecer o navio e ter uma idéia das FREMM, que estão sendo oferecidas à Marinha do Brasil, para substituição de suas escoltas. […]

  62. Parthenon,

    Pará e Dods não são reserva, são baixa mesmo.
    Eu sou da opinião de que essas compras de oportunidade de meios de segunda-mão resolvem problemas de curtíssimo prazo e criam problemas de curto, médio e longo prazo.

    [[ ]]
    GHz

  63. espero que o ministro jobin cumpra sua palavra,pois ele declarou que o brasil não vai mais comprar produtos de segunda mão ou de prateleira,chega de comprarmos sucatas e restos dos outros,é muito preferivel contruir aqui mesmo e o brasil tem condiçãoes de contruir algo muito melhor que estas sucatas de segunda mão,sem falar no beneficio empregaticio,tem que ter coragem e partir para a luta sem se acovardar,pois a marinha brasileira sabe construir e é fasendo que se aprende é apanhando que se aprende a bater,no maximo o brasil poderia faser igual o fx-2 adquirir para serem contruidas aqui com serta transferencia de tecnologia,para podermos ficar autosuficientes,chega de darmos emprego para os outros paises,compramos as sucatas deles em quanto eles controi navios modernos e evoluem a nossas custas,está mais que na hora é de exportarmos isto sim, vendermos nossas sucatas para outros paises de menor envergadura e construir navios de guerra para nós de ultima geração e tambem esportar os novos para quem quiser e puder adquirir,e chega chega de sucatas velhas cheia de amianto para nos envenenar,tá mais que na hora de nossa marinha bater o pé e egigir que se contrua aqui e que gere emprego e mão de obra especializada aqui no brasil.

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