d620-forbin

A fragata francesa de defesa aérea Forbin (D620), da classe “Horizon”, está no Rio de Janeiro desde quarta-feira, numa visita para divulgação da tecnologia naval francesa. O navio saiu da França no dia 3 de março, para sua primeira turnê de longa duração. Cada fragata “Horizon” custa cerca de € 1,35 bilhão.
Oficiais brasileiros poderão conhecer o navio e ter uma idéia das FREMM, que estão sendo oferecidas à Marinha do Brasil, para substituição de suas escoltas. Concorrem com as FREMM, as escoltas KDX-II da Coréia do Sul e a F-100 espanhola.

FOTO ACIMA: Shipspotting.com/Stéphane Saissi
ARTE: MConrads/MihoshiK

fddghorizon_forbin

Horizon – Ficha Técnica
Tipo: Fragata de defesa aérea (FDA)
Deslocamento: 6.600 toneladas/7.050t carregada
Comprimento: 152,87 m
Boca: 20,3 m
Calado: 5,4 m
Propulsão CODOG: 2 x 31.280 hp turbinas a gás GE/Avio General Electric LM2500
2 x 5,875 hp motores diesel SEMT Pielstick 12 PA6 STC2 eixos propulsores com 5 pás
Velocidade: 29 nós (54 km/h) (18 com diesel)
Alcance: 7.000 milhas a 18 nós, 3.500 milhas (6.480 km) a 25 nós (46 km/h)
Barcos a bordo 1 EDO
1 EFRC 1
Hurricane 733
Capacidade dos barcos: 32 passageiros
Tripulantes 26 oficiais
110 sargentos
38 marinheiros
Sensores e sistemas de processamento Radar multifunção EMPAR “Phased Array” banda G
Radar S1850M de longo alcance
1 sistema NGDS (2 lançadores de engodos REM, RIR, LAD)
1 jammer
1 jammer de comunicações
1 sistema Contralto (2 lançadores de decoys acústicos)1 sonar Thales UMS 4110 CL
Armamento: 8 × Exocet MM40 ou 8 × TESEO Mk-2/A (versão italiana)
2 × Otobreda 76 mm Super Rapid guns (3 nos navios italianos)
2 × canhões de 20 mm modèle F2 ou 2 × KBA Oerlikon 25/80 mm

PAAMS (Principal Anti-Air Missile System): lançadores Sylver A50 vertical com 32 mísseis Aster 30 e 16 Aster 15

2 × lançadores de torpedos MU90 Impact
2 × SCLAR-H chaff, decoy e flares

2 × SLAT sistema anti-torpedo

Aeronaves: 1 (capacidade de 2) helicóptero NH90 ou EH101 (radar ENR, sonar Flash, LADT 11, mísseis Marte missiles ou torpedos MU90 Impact)

NOTA do BLOG: Vamos tentar fotografar o navio.

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COMENTÁRIOS VIA FACEBOOK

35 Comentários to “Fragata Forbin da classe ‘Horizon’ no Rio”

  1. KURITA disse:

    Gostaria de parabenizar os organizadores desse blog , que na minha opinião está cadaz vez melhor , com artigos novos sempre diários , a todos , os meus parabéns e que um DIA eu possa ler aqui a contratação de 4 navios desse pra MB a todos um abraço.

  2. Parthenon disse:

    Nossa… que foto linda!

    Parabéns mas uma vez ao pessoal que gerencia o BLOG NOSSO NAVAL.

    OBS: Deixo aqui só uma duvida, a Forbin pertençe a Class Horizont, e se a mesma pertençe a esta Classe de Navio, não seria um Destroier (Contra-Torpedeiro)?, poís pelo que já li muito, as FREEMs sim são Fragatas, poís as Horizont eram caras, dispendiosas e grandes demais, e as FREEMs, foram projetadas para sairem mas em conta.

    Bom se Estiver enganado, por favor me corrijam.

  3. Rodrigo Rauta disse:

    Aonde ela esta atracada ou fundeada???
    Pela foto parece ser perto da escola naval.
    Abraços!!!

  4. virtualxi disse:

    Muito bonita a foto. Muito linda a Fragata.
    Sorte não ter ao lado ou perto um “navio” classe Niterói… afinal pode passar ferrugem….

  5. Voluntário da Pátria disse:

    Por suas dimensões, deslocamento, poder de fogo e missão principal, este navio não pode ser classificado como fragata. É um DESTROYER. Bom para quem está aí no Rio conferir in loco.

  6. Douglas disse:

    A KDX III da Coreia parece-me melhor armada .

  7. Dalton disse:

    Bons tempos da segunda guerra, ao menos quanto a classificaçao de navios, tudo certinho sem confusao.

    Hj em dia, termos como destroyer e contra-torpedeiros estao totalmente defasados. Lembro que destroyer é um diminutivo para torpedo-boat destroyer.

    Mas por tradiçao sao mantidos, porém os franceses preferem o termo fragata mesmo numerando o Forbin como D620.

    Fica meio a gosto do fregues. Na marinha americana seriam classificados como destroyers sem duvida.

    abraços

  8. LM disse:

    Galante,

    Tive a oportunidade de estar à bordo da “Forbin” ontem, a convite da MN.

    Tudo nesse navio impressiona, os sensores, os sistemas, as áreas habitaveis…

    Seria muito bom contar com pelo menos 2 desses meios no inventário da MB.

    Sds

  9. Prezado Voluntário da Pátria,

    Qual o modelo de classificação que você está utilizando para dizer que dimensões, deslocamento, poder de fogo e missão principal classificam este navio como “destroyer”?

  10. Zero Uno disse:

    Belo navio. Desenho com baixa assinatura radar e bem armado.

  11. Galante disse:

    Parabéns, LM!
    O navio é ótimo, mas é muito caro.
    Que tal o COC dele?

  12. Dalton disse:

    Poggio,

    Um dos divisores de aguas entre fragata e destroyer nao seria hj em dia a capacidade do segundo ter capacidade anti-aerea de longo alcance enquanto as fragatas teriam defesa anti-aerea de ponto?

    abraços

  13. Comandante Viana disse:

    Caríssimo Guilherme Poggio

    A Marinha Real classifica os seus navios de acordo com as suas missões principais. Deste modo os navios cuja função primordial é a defesa aérea são classificados como “destroyers” enquanto aqueles cuja função primordial é a anti-submarina são classificados como “frigates”.

    Como a classificação de navios militares não é um tema em que seja possivel ou indispensável existir consenso cada um pode dar-lhe o nome que lhe apetecer. Recordo que os franceses também classificam como fragatas os seus “Floreal” o que também pode ser discutível.

  14. Galante disse:

    Dalton, a classificação de escoltas como fragatas, destroier etc acabou virando uma questão de semântica. Cada Marinha tem seu sistema de classificação.
    Na Inglaterra, os Type 45, que são derivados da “Horizon”, são considerados destroieres.
    Até a JMSDF classifica navio-aeródromo como “destroier porta-helicóptero”…rs

  15. LM disse:

    Galante,

    São caros mesmo, até para a MN. O CO me informou que eles não irão mais construir as outras 2 unidades que estavam previstas. Ao invés disso, estão desenvolvendo uma versão AAW da FREEM, que terão um valor de aquisição menor.

    Sds

  16. LM disse:

    O COC, chamado por eles de SETIS – Sisteme de Combat Pour Batiment de Suface, lembra o do “Mistral”, porém com mais “terminais de acesso”

    Até a ergonomia das cadeiras é perfeita.

    Sds

  17. Sobre a classificação de navios, o Galante disse muito em poucas palavras. Não podemos esquecer que essas classificações, em parte, seguem critérios políticos. O exemplo do Galante foi bem atualizado. Outros exemplos podem ser encontrados no texto do Poder Naval – Reclassificação de meios navais de superfície.

    Comandante Viana,

    Diferentes marinhas adotam diferentes classificações, mas não é aceitável usar a classificação britânica para a Marinha da França (no caso da Forbin em questão).

    Dalton,

    Esqueça o “divisor de águas”. As classificações não são claras e os critérios são escusos. Não vale apena entrar numa discussão para defender este ou aquele lado.

  18. Dalton disse:

    Pois é Galante…

    o ironico é que o atual Hyuga japones de certa forma lembra seu ancestral da segunda guerra que acabou sendo convertido em uma mistura de encouraçado com porta-avioes nao sendo nem uma coisa nem outra.

    Claro no caso atual, houve politica no meio, para disfarçar o que de fato é um pequeno porta-avioes, mas achei interessante os nomes serem os mesmos.

    abraços

  19. Galante disse:

    É verdade, Dalton. É que tem gente dentro da JMSDF com saudade dos velhos tempos da Nihon Kaigun.

  20. Paul disse:

    Pelo visto apenas integrantes da Marinha serão convidados a visitar essa beleza de belonave…hahaha é isso mesmo? Ou o público poderá tbm. visita-la? Galante, LM vc. confirmam? Muito obrigado.

    Abraços.

  21. Parthenon disse:

    Fico pensando, se a MB conta com uns 3 desses, eu diria até que temos 3 Cruzadores… hhehehehehe.

    É bonito demais, só fica meio estranho com os dois canhões na proa, me lembra aquele dinossauro ROY, o que tinha os braços curtos, da família dino (seriado de TV), parei… já fui longe.

  22. Douglas disse:

    esse navio saiu muito mais caro que o mais avançado dos Destroyers Arleigh Burke americanos.

  23. Voluntário da Pátria disse:

    Ei Poggio, é só uma opinião, certo? Não tenho a pretensão de contrariar vcs especialistas. Apenas tomo por base a própria definição de termos navais no próprio Blog do Poder Naval.

  24. J Roberto disse:

    Caramba! só 1,35 bilhões de euros!Por enquanto o jeito é só conhecer mesmo.

    Por ser uma fragata exclusiva de guerra aérea,o número de células de lançamento é de 48 mísseis, o que garante um alto poder de fogo contra ataques de saturação para a Horizon. Esse lançador está montado a frente dos 2 canhões de fogo rápido de 76 mm da OTO Melara que atinge uma cadência de 120 tiros por minuto e um alcance de 8 km, quando usando munição de alto explosivo (HE). Existem mais 2 canhões leves da OTO Melara Mod 503 de 25 mm montados no navio. Para atacar outros navios, a Horizon pode ser armada também com 2 lançadores quádruplos para mísseis MBDA Tesseo (Otomat) MK-3, guiado a radar, com um alcance de 55 km, ou mesmo número de mísseis MM-40 Exocet. Há também 2 lançadores duplos de torpedos leves Eurotporp MU-90 cujo alcance é de 12 km.
    O sensor principal da Horizon é o radar Thales/ Selex S-1850 M, de busca de superfície e aérea, com um alcance de 400 km, que trabalha de forma integrada com o radar de abertura sintética multifunção Selex EMPAR com capacidade de detectar alvos e rastrear 69 deles a um alcance de 180 km contra alvos de 10m2 ou 50 km contra um alvo de 0,1m2 (furtivo). O radar S-1850 M passa a informação sobre os alvos que se mostrem suspeito ou ameaçadores para o radar EMPAR, para que este faça a mira e controle de fogo para o sistema de mísseis antiaéreo Áster. É um belo navio.

  25. Galante disse:

    Voluntário, o Poggio só pareceu contundente. Fique à vontade para contrariar os especialistas, o debate é sempre salutar.

  26. Rober disse:

    Belas e caras belonaves. Mas creio que o Brasil não precisa de navios deste porte o que pode ser suplantado com unidades menores e em maior quantidade e tão bem armadas quanto. E aproveitando, Virtualxi achei infeliz sua observação.

  27. Alfredo_Araujo disse:

    “Aonde ela esta atracada ou fundeada???
    Pela foto parece ser perto da escola naval.
    Abraços!!!”

    Ela está no Pier Maua… no mesmo lugar onde os Transatlanticos ficam…

    Terça feira passei no Elevado e a vi de la…
    Pena q eu estava dirigindo…

  28. Pedro disse:

    Poxa, quando se sonha não se imagina um corcel II e um passat ts….
    Então, na minha opinião, bem que o Brasil merecia umas 3 ou 4 dessas e mais umas 8 ou 10 FREMM ou KDX II, o que viesse…tudo isso para fazer companhia aos nossos 12 ou 15 subs convencionais e nossos 4 sub nucs….mas caí da cama!

  29. julio disse:

    Caro Douglas, também acho que os KDX II transportam mais armamemtos a um custo mais acessivel. Vi que – sistemasdearmas.blogspot.com – os coreanos estao com projeto para construção de nova classe de fragatas FFX-I de 3.100 toneladas, chamadas de classe Ulsan-I. Talvez seria de interessante ao Brasil adquirir as KDX e participar desse projeto.

  30. Mauro Lima disse:

    110 sargentos
    38 marinheiros… haja faxina!

    Sem dúvido são belos navios… mas eu preferiria ir de KDX II ou III ou mesmo F100/Hobart!

  31. Mauro Lima disse:

    http://www.navy.mil.kr/english/main/main.jsp

    até no desenho a marinha deles arrebenta… simples, equipada, e eficaz!

  32. MARCOS disse:

    OLÁ…..ESTÁ NO ARMAZÉM 08 DO CAIS, PASSEI HOJE À TARDE E A VI, PENSEI QUE ERAM AQUELES NAVIOS ALEMÃES QUE ESTAVAM EM SALVADOR….AMANHÃ VOU LÁ TENETAR FOTOGRAFAR……ALGUÉM SABE SE TEM VISITAÇÃO???

  33. GHz disse:

    Depois de mais de 50, quase 60 unidades construídas, é bem compreensível que as últimas Arleigh Burke custem menos que as Horizon (e ainda assim estão custando mais de US$ 1 bilhão cada uma, Flight IIA)…

  34. [...] hoje pela manhã a bordo da fragata de defesa aérea Forbin, da Marinha Nacional da França. O navio está atracado desde a quarta-feira no Armazém 8, do cais do Porto do Rio de Janeiro. Fomos recebidos pelo comandante do navio, [...]

  35. dhou disse:

    tambem gostaria de elogiar este blog pois a cada dia tras novidades e o pessoal esta cada ves mais ligado e é muito gostoso poder compartilhar nossos pensamentos e opiniões,tambem achei muito caro comparado ao preço dos destroyers americanos de ultima geração,chamados usszumwalt(ddg)com 182mts-14264 de deslocamento e que o primeiro custara2.5 bilhões e os outros 1.2 a 1.4 e que pelas novas tecnologias tera de 92 a 150 tripulantes sera o destroyer mais moderno do mundo e com maior poder de fogo acredito que a maioria aqui já deve ter conhecimento deste navio, estão sendo assim é logico que estes oferecidos ao brasil estão muito caros.

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