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‘Compre Ford, não Ferrari’

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Devido ao alto custo e à vulnerabilidade a submarinos, os dias do Carrier Strike Group como pontos centrais do planejamento de forças navais deveriam estar contados

Por Comandante Henry J. Hendrix, U. S. Navy

Se a Marinha repensar o papel dos Carrier Strike Groups (Ferrari) e implantar novas e mais enxutas estruturas de Influency Squadrons (Ford), o resultado será 320 cascos na água por três quartos do preço.
Um dos fatores de força da US Navy é sua tradição e sua forte ligação com forma e estrutura. É também um dos seus pontos fracos, porque, na sua dedicação ao que se sabe, tende a ignorar a possibilidade de outras opções, outros futuros. Se pretende reconhecer a realidade ou não, a Marinha de hoje se encontra em um ponto de inflexão estratégico e tem que se preocupar com a idéia de que cada pressuposto no qual se baseou para chegar onde está pode não levar aonde precisa ir.
Os problemas que terão o maior impacto sobre a futura estrutura de força da Marinha são grandes e podem ser classificados em dois grupos. O primeiro é o aumento das despesas de construção de novos navios. Os custos envolvidos na pesquisa, desenvolvimento e produção de destróieres, cruzadores, e NAes, incluídas tecnologias novas e de ponta, têm colocado o preço da futura força fora de alcance, mesmo com quatro por cento do PIB destinados ao Departamento de Defesa.

O segundo é a crescente disparidade entre a visão estratégica da Marinha e seu plano de aquisições. A nova estratégia marítima, com pouco mais de um ano de idade, afirmou que a Marinha seria uma força de engajamento, adaptada tanto para evitar guerras como para vencê-las. A nova estratégia sugere uma força maior no futuro em termos de cascos na água, e que esta força seria mais ágil e mais adaptada para missões de apoio nas fases 0-1 da escala de engajamento. Em vez disso, o plano de longo prazo de construção de navios da Marinha continua a enfatizar o Carrier Strike Group (CSG).
O CSG serviu como o ponto central de planejamento da força naval nos últimos 60 anos. Composto por um NAe acompanhado de cruzadores, destróieres, fragatas, submarinos e navios de apoio, este elemento básico da Marinha incorpora poder ofensivo e defensivo de forma espantosa. Tem sido uma ferramenta extremamente eficiente do arsenal militar e diplomático de nossa nação. Mas nos últimos anos, o leque de suas capacidades tem diminuído, e a Marinha corre o risco de cair naquela situação onde, quando tudo que você tem é um martelo, invariavelmente tudo começa a parecer com um prego.

Atualmente, a USNavy tem onze CSG (embora esteja temporariamente buscando permissão do Congresso para operar abaixo do legislativamente mandatórios onze NAe devido à desincorporação do USS Enterprise [CVN-65] antes da incorporação do USS George HW Bush [CVN-77]). A um preço de construção conservadoramente estimado em US $ 30 bilhões para a construção e um custo diário de operação de mais de um milhão de dólares, os CSG estão se tornando, de forma bem rápida, proibitivamente caros tanto para construir quanto para operar. Quando essas características são consideradas juntamente com ameaças crescentes e com ambientes operacionais cada vez mais desafiantes, mais perguntas surgem.

Novo Ambiente

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salvatore-todaro-s-526.jpgOs submarinos se tornaram o “prato do dia” internacional no que diz respeito à segurança do Estado-nação. Os submarinos a diesel da Europa e da Austrália destinados à exportação são relativamente baratos e fornecem uma confiável capacidade defensiva a qualquer país com litoral oceânico. Torpedos lançados a partir desses barcos e navios e mísseis lançados de terra ou de navios podem afundar muitas unidades de combate de superfície e poderiam, pelo menos, diminuir significativamente a eficiência de NAes americanos.
O aumento destas ameaças ao longo das três últimas décadas obrigou a Marinha a enfatizar a capacidade defensiva da força de NAe, dando origem aos comandantes de guerra “anti” (anti-submarino, anti-superfície, e antiaérea). Esta ênfase na capacidade defensiva ocorreu mesmo com a visível diminuição da eficiência ofensiva dos NAe. O venerável Intruder A-6 e o F-14 foram para o cemitério e seus spots nos CONVOO estão ocupados pelas variantes do F/A-18 Hornet, substitutos para o A-4 e A-7, aeronaves de ataque de curto e médio alcance.

As decisões que levaram à atual condição estratégica nos deixaram com uma força que deve operar a maior distância de nossos adversários, a fim de estar segura (e preservar nossas caras plataformas), ao mesmo tempo em que o alcance de nosso poder ofensivo diminuiu ao longo do tempo. Assim, encontramo-nos na situação do falecido Almirante Hyman Rickover, que disse “Eu devo defender a minha força, Senhor, para que eu possa defender a minha força.” A CSG é, curiosamente, uma construção que só pode funcionar eficientemente em um ambiente permissivo, ou ser comprometida em ambiente anti-acesso apenas sob condições mais extremas, quando os interesses nacionais obrigarem os líderes a porem em o risco uma percentagem significativa do orçamento anual da Marinha em um único engajamento.

O que é necessário é uma Marinha barata o suficiente para ser construída em grande número ao mesmo tempo suficientemente eficiente para defender interesses americanos no mar. Precisamos de Fords, não de Ferraris. Em consonância com a nova estratégia marítima, a força deve ser concebida com suficiente flexibilidade para responder aos diferentes compromissos, de missões humanitárias a ataques de precisão a longa distância. A estrutura de força da Marinha deve ser organizada para maximizar o potencial dos seus meios durante tempos de paz e também proporcionar uma rápida concentração de poder de combate para responder a qualquer necessidade emergente de vulto. Parece pedir demais, mas há um caminho.
O primeiro passo é abandonar a idéia de uma Marinha construída em torno de onze ou doze CSG. Estes se tornaram demasiado caros para operar e muito vulneráveis para valer o risco em ambientes hostis. Isto não quer dizer que devemos nos livrar dos CSG e sim discutir sobre quantos ter e onde estarão inseridos em uma nova estratégia. Os dólares e o pessoal recuperados a partir de um menor número de CSG devem ser investidos em navios que estão bem adaptados para engajamentos de baixa a média intensidade.


Steady-state force

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Um princípio fundamental do pensamento estratégico pós-9/11 é que o terrorismo religioso extremista é evitável. Sociedades com recursos de infra-estrutura tais como eletricidade, água potável, educação pública e algum cuidados médico, em geral, não geram grupos extremistas em seu meio. Forças navais que tenham habilidades básicas para policiar linhas de comunicação marítimas e, ao mesmo tempo, aproveitar as estadias nos portos para apoiar o atendimento destas necessidades básicas devem ser componentes importantes da futura Marinha.
O próximo passo no caminho da Marinha para um novo futuro deve ser a criação de “Esquadrões de Influência” (“Influence Squadrons”), composto de um navio-mãe anfíbio (uma LPD-17 ou um navio comercial mais barato com capacidades semelhantes); um destróier com capacidade defensiva contra ameaças aéreas, de superfície, e submarinas; um Littoral Combat Ship para estender o alcance do esquadrão para o ambiente de águas verdes e capaz de algumas tarefas de guerra de minas; um Joint High Speed Vessel para aumentar a capacidade de carga transportada; um navio-patrulha (NPa); e um M80 Stiletto para velocidade e versatilidade.

O deve empregar fortemente tecnologias não-tripuladas para ampliar o ainda mais o alcance de sensores e armamentos. Plataformas não tripuladas poderiam ser desdobradas e monitoradas pelos vários navios, estendendo o alerta e a presença americanas.
Estas forças, operando todos os dias ao redor do mundo, representariam a preponderância do visível poder naval dos EUA As suas menores capacidades seriam a epítome da América pacífica, de intenções não-agressivas, e seriam consistentes com o propósito declarado de proporcionar influência positiva da nova estratégia marítima. Por outro lado, o poder de fogo do Esquadrão de Influência serviriam para dissuadir ou destruir redes de pirataria que ameaçam linhas de comunicação marítimas cada vez mais vulneráveis.

A criação de dezesseis desses esquadrões, dez na região do Pacífico, seis no Atlântico, permitiria que a Marinha desdobrasse seis a oito deles, em determinado momento, expandindo a influência americana em todo o mundo. Esquadrões baseados no Pacífico rotineiramente se deslocariam para a costa leste da África, o Golfo Pérsico, a Malásia para incluir o Estreito de Málaca, o arquipélago da Indonésia, as Filipinas, o Japão e a Coréia.
Esquadrões baseados no Atlântico visitariam o Caribe, Américas do Sul e do Norte e o litoral ocidental da África, bem como adentrar o Mar Negro para visitar a Geórgia, a Ucrânia e outros parceiros na região. Às vezes, contudo, os Esquadrões de Influência, não importa o quão bem eles estejam dispostos colocados, não terão a necessária concentração de capacidades para responder a desafios emergentes. Seria este o momento de despachar a próxima força da escala de resposta naval.

Força Anti-Terrorismo

esg-1Durante os últimos 30 anos, o Amphibious Ready Group-Marine Expeditionary Unit (ARG-MEU) tem servido como a unidade básica da força de reação rápida da América para litorais. Em 2001, porém, com o anúncio do conceito Sea Power 21, esta força sofreu uma mudança evolutiva. Com a adição de um cruzador, um destróier, uma fragata, um submarino de ataque rápido, e um estado-maior de oficial general; a ARG-MEU rapidamente se tornou um Expeditionary Strike Group (ESG).
A característica fundamental da ESG reside no reconhecimento de que seus Fuzileiros e sua capacidade de travar uma guerra de quatro blocos (Four-Block War – de manutenção da paz ao combate casa-a-casa) representam o bem maior de ataque deste arranjo. Assim, a principal vantagem deste grupo reside nos fuzileiros e em sua capacidade de escalar as ações em todo o espectro de engajamento. Tais características fazem da ESG a força ideal do Departamento da Marinha na guerra contra o terrorismo.

A nova estratégia marítima reconhece explicitamente que “evitar as guerras é pelo menos tão importante quanto vencê-las.” A prevenção das guerras pode ocorrer em pequenos atos como construção de uma escola ou de um poço para fornecer água limpa a uma aldeia, ou pode envolver a equipe médica de um navio-hospital ou de um esquadrão anfíbio inoculando toda uma comunidade contra poliomielite, sarampo, caxumba e rubéola.
Estas coisas podem parecer pequenas para o dia-a-dia nos Estados Unidos, mas estas atividades em muitas comunidades próximas ao mar irão garantir que uma geração inteira atinja maturidade em vez de apenas 50 a 60 por cento. A ESG, com a enorme capacidade de transporte vertical de cargas do seu Air Combat Element, também pode servir como uma primeira resposta para as catástrofes naturais como tsunamis, terremotos ou erupções vulcânicas (que podem ocorrer simultaneamente no Pacífico). O transporte de donativos e a evacuação de feridos, a restrição da pirataria, bem como a proteção dos interesses americanos, podem afetar permanentemente a percepção dos Estados Unidos em regiões estratégicas.

A nova estratégia marítima também postula que a U.S. Navy deve ser capaz de vencer “a longa luta contra as redes terroristas.” A cuidadosa análise de toda a gama de operações a realizar dentro de uma campanha anti-terrorismo leva à conclusão de que o ESG pode fornecer aos comandantes de teatro de operações uma caixa de ferramentas cheia de opções.
Se aceitarmos que o NAe, com a sua aviação de ataque, representa o martelo do arsenal da América, então a ESG, com os seus Tomahawk lançados de navios, bem como sua força de fuzileiros que pode escalar de esquadrão a batalhão, representa as chaves inglesas, chaves de fendas e alicates da caixa de ferramentas da nação na guerra contra o terrorismo. Quando a introdução do MV-22 Osprey e os Joint Strike Fighter são considerados na equação estratégica, a ESG constitui uma força que está idealmente estruturada para ações de luta contra o terrorismo em qualquer lugar das águas azuis oceânicas para operações no terreno a 150-200 milhas em terra. A flexibilidade desta unidade a torna candidata ideal para servir como uma força de resposta crítica, capaz de lidar com ameaças que não justifiquem o desdobramento de uma surge force.

Surge Force

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A proposta Surge Force é facilmente reconhecível para o leitor, uma vez que ela representa as capacidades atualmente embutidas dentro da carrier strike force, mas em vez de tomar uma postura regular de deployments, a maioria da força será mantida em elevado estado de prontidão nos EUA . Que fique claro, deployments de carrier strike group ainda irão ocorrer, mas serão menos freqüentes e mais centrados nas necessidades estratégicas emergentes.
Em vez disso, o porta-aviões (nove ou dez neste debate), navios de escolta e de apoio e os esquadrões de aeronaves permanecerão nas águas dos EUA, em adestramento conforme necessário para manter os seis CSGs em alto nível de prontidão de combate. O pressuposto subjacente a esta força é o de que um NAe estará envolvido em manutenção do reator, um estará regressando de deployment regional ou de um importante exercício internacional, e outro estará partindo. Isso deixa cerca de seis NAe em modo de espera, prontos para ação. De onde estes NAe virão é uma questão crítica. Uma pequena força de NAe necessita ser redistribuída para tirar o máximo proveito da diminuição do número de navios.

A maior parte dos interesses estratégicos da América nas próximas décadas estará na região do Pacífico asiático, onde a maioria dos NAe deve estar também. Da força de nove ou dez CSG, seis devem ser baseados no Pacífico; dois em Bremerton, dois em San Diego, um no Japão, e uma base em outra frente a ser determinada. O restante dos NAe na costa leste deverão ser estrategicamente dispersos entre Norfolk e Mayport. Este esquema de distribuição garantirá a sobrevivência da força contra ataques surpresa e reduzirá o tempo de trânsito às crises ao redor do globo. A questão de fundo é que os Estados Unidos deverão ter sempre seis CSG prontos para avançarem a um ponto de conflito dentro de 15 a 30 dias.

Outro componente crítico da surge force serão os Expeditionary Strike Groups e seus NAeL anfíbios. Considerados o núcleo central da força anfíbia, estes NAe altamente capazes pode desempenhar novos papéis neste novo conceito de operações. Assumindo que um está docado para manutenção, uma força de dez LHAs pode proporcionar nove pequenos NAe. Cinco deles vão para o mar com suas MEU embarcadas servindo como seu principal meio de ataque (mais uma vez, a hipótese seria de que dois das MEU estariam em ou regressando de deployment, em determinado momento), enquanto o restante dos LHAs disponíveis estariam em deployment com dois esquadrões da STOVL Joint Strike Fighters cada.
Os quatro LPDs e quatro LSDs que normalmente estariam em deployment com o LHAs configurados para operar o Joint Strike Fighter podem ser alocados para prover transporte do material necessário para a missão do Corpo de Fuzileiros. Essa configuração pode proporcionar maior capacidade de ataque e mais opções de entrada forçada em um ambiente cada vez mais anti-acesso. O novo LHA (R) classe “América” parece particularmente adequado para este papel de NAe STOVL de ataque.

A Resposta

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Há ocasiões, ou assim é dito, em que quantidade tem uma qualidade única. No atual cenário geoestratégico, a US Navy tem que estar em mais lugares do que a quantidade de cascos na água. Ela afirmou que precisa ter mais navios que os 270 atualmente em seu inventário para atender seus compromissos.
Os serviços navais publicaram uma estratégia marítima que enuncia que compromissos são estes, mas a aquisição estratégica da Marinha não se alinhou com os propósitos estratégicos. Em vez de adquirir um grande número de navios com capacidades para responder eficientemente às ameaças de hoje, a Marinha tem alinhado com a indústria da construção naval para construir uma geração inteira de navios, com requintadas tecnologias, as melhores do mundo, mas tão caras que limitam o número de cascos que a Marinha pode pagar.
Ela necessita de navios capazes o suficiente para executar missões básicas, mas ainda assim barato o bastante para serem adquiridos em grandes números e operados de forma econômica. Os planejadores têm também que considerar que tecnologias não tripuladas permitirão que os seus navios ampliem seus alertas muito além do alcance de seus próprios sensores. Além disso, a Marinha precisa dedicar estes navios para as atuais ameaças, não os imaginários bichos-papões de amanhã.

A galopante “próxima-guerrite” (“next-war-ITIS”) precisa ser curada e a Marinha necessita empenhar-se para combater os reais e relevantes conflitos de hoje. Para ter essa certeza, a Marinha terá de manter as suas atuais capacidades de alto nível e a prontidão para dissuadir futuros concorrentes de buscarem conflito com os Estados Unidos. Os dados sugerem que, se a Marinha decidir por uma esquadra como a descrita aqui, com equilíbrio de alta e de baixa capacidades, ela poderia ter 320 cascos na água dentro de 12 anos, com três quartos do orçamento que pretendia gastar. Isto representa uma poupança líquida de quase cinco bilhões de dólares por ano. Novamente digo a que Marinha precisa comprar Fords, não Ferraris.

FONTE: Proceedings Magazine do US Naval Institute / Abril 2009 Vol. 135/4/1,274 – TRADUÇÃO: Azevedo

29 COMMENTS

  1. Traduzindo para a nossa realidade eu entendo que a MB tem capacidade de construir os Esquadrões de Influência. Falta uma escolta antiaérea com capacidade limitada (seria a FREM com os Aster 30) e um navio patrulha oceânico também com esta capacidade.

    Para chegar no nível da ARG-MEU falta o tal porta aviões multifuncional, e mísseis cruise em alguns navios e submarinos.

    A primeira coisa que me veio na cabeça foi colocar a plataforma AEW no EC-725 ao invés do Tracker para poder operar no Esquadrão de Influência.

    G-LOC

  2. Se um especialista da US Navy declara que os air carrier deles são vulneráveis a submarinos imagina o nosso A 12; foi a pior aquisição feita pela MB, está drenando recursos e nunca será uma plataforma eficáz do ponto de vista militar. O A 12 demonstra apenas uma pretensão política – o desejo de ser potência; ao invés de gastar os tubos naquela lata velha deveríamos ter fabricado mais Tikunas, estes sim armas eficazes e com poder de disuasão. É uma irreponsabilidade com o País e a Nação tratar assuntos de defesa sem um enfoque estritamente técnico. Quando o A 12 estiver funcionando vamos ser o único pais do mundo a ter um museu flutuante e operacional. hahahahahahahaha

  3. Esses almirantes estadunidenses não se decidem…

    Advogam comprar navios “Ford” no lugar de navios “Ferrari”.

    Mas o próximo CVN vai se chamar… Ford!!!

    Como diria o velho Obelix, esses estadunidenses são uns loucos…

  4. “O deve empregar fortemente tecnologias não-tripuladas para ampliar o ainda mais o alcance de sensores e armamentos. Plataformas não tripuladas poderiam ser desdobradas e monitoradas pelos vários navios, estendendo o alerta e a presença americanas.”

    Não há nem helo tripulado p/ os esquadrões de influência…

  5. Este texto deveria se tornar leitura de cabeceira do CM, para ver se saímos do mundo Avilâ para o mundo real.

    Grande abraço

  6. Muito bom o artigo! Parabens Galante e Azevedo, so me pergunto se o oficial americano e um submarinista?? Hehehe…

    Bem, espero que o Bosco veja esse artigo pois outro dia mesmo ele estava perguntando sobre isso.

    Semper Fi!

  7. Gostei, a marinha americana prestando ajuda humanitária,quando uma força da ONU vai para um país tem ter duas finalidade,combater e prestar ajuda em todos os sentidos,contruir hospitais,saneamento básico,casas e etc.hoje Haiti,Afegasnistão e Iraque precisa de mais meédico,engeheiro do que soldados,a marinha do Brasil devia pensar nisso. O Lula tava procurando um navio para levar comida para Cuba.

  8. “O Lula tava procurando um navio para levar comida para Cuba.”

    Ajuda esta condicionada a adoção da democracia representativa, pluripartidária, do sulfrágio universal, do estado de direito e da liberdade de imprensa.

    Senão, que morram de chupar cana!!!

  9. “…so me pergunto se o oficial americano e um submarinista?? Hehehe…”

    Marine,

    Lamento mas o cara é ex-aviador naval…

    “CDR Hendrix is the author of “Theodore Roosevelt’s Naval Diplomacy” which will be released by Naval Institute Press on May 1st.
    Hendrix holds a PhD from King’s College London, and is a former member of the Institute’s editorial board.
    He is former commanding officer of Tactical Air Control Squadron 11.”

    http://www.tacron11.navy.mil/

  10. Bom, creio que este artigo é um forte indicador do rumo futuro a ser adotado pela USN. Os novos NAes da Classe Ford já estão em curso de contratação/construção. Assim, já há a certeza de que pelos menos 3 destes navios vão ser incorporados pela USN, num prazo de 6 anos, tempo semelhante ao dos 3 primeiros Nimitz (os 3 incorporados em 5 anos). Mas pode indicar que haverá aposentadorias “prematuras” de alguns NAes, reduzindo o número operacional na Marinha. Mesmo a legislação que prevê 11 PAs operacionais pode ser revista, priorizando outros navios. Seria uma nova doutrina para a USNavy.
    Para a MB, defendo que se tenha (pelo menos) um NAe operacional. Mas numa filosofia de emprego completamente diferente da USN. O A-12 pode ser um excelente patrulheiro do Atlântico Sul, função que a MB não tem desempenhado há muito. Para tal, não é necessário ter meios “no estado da arte”. Creio que os falcões (modernizados e apoiados por uma ala ASW) tem condições de desempenhar a função com eficiência por uns bons anos (até o final da vida operacional). A capacidade de combate aéreo não é fundamental neste TO, sendo mais importante o ataque (dentro das caracaterísticas dos A-4).
    O São Paulo (e a MB) não tem, na sua atual configuração/infraestrutura, condições de combater uma força tarefa inimiga de um país de primeiro mundo. E, creio, que nem deve ser esta a sua função primária.
    Cada país deve ter uma doutrina/estratégia para suas forças armadas adequada a sua condição geopolítica e suas necessidades primárias de defesa/ataque. Armar o Brasil para um cenário de confronto com forças da OTAN/ONU é, no mínimo, desperdício de dinheiro.
    SDS.

  11. Concordo MOSilva,

    há um certo exagero quanto à ameaças ao nosso territorio e estamos longe de ter um potencial à altura para revidar um hipotetico ataque de uma grande potencia.

    Todos queremos o melhor para nossa marinha, mas é preciso ter senso de realidade.

    Só um pequeno reparo de um aficcionado por datas: os tres primeiros Nimitz, foram comissionados em um prazo de 7 anos e nao 5, a saber: Nimitz (1975), Eisenhower (1977) e Carl Vinson (1982)

    Parabens ao blog pela materia, apesar de ter que reconhecer que assim como aconteceu com o encouraçado, o grande porta-avioes, que sou fâ incondicional, estar correndo risco de extinçao.

    abraços

  12. Primeiramente há de se parabenizar os administradores do Blog pelo excelente texto.

    Mais uma vez os americanos estão se perguntando se os dispendiosos porta-aviões valem o que pesam, ou melhor, o que custam. Essa discussão não é nova, em meados dos anos 70 se discutia a validade da adoção de uma grande quantidade de porta-aviões menores, tipo “de escolta” em substitição aos caros superporta-aviões. Na época eu creio que essa visão fosse algo equivocada, porém hoje em dia, com a CRISE que nada tem de marolinha, ficar com diversos navios desse porte, suas escoltas e navios de abastecimento permanentemente navegando nos quatro catos do mundo é um dispêndio de recurso$$$ que nem a US NAVY está tendo condições de bancar. Ressalte-se que les não estão descartando o porta-aviões, apenas sugerindo seu uso mais “raciona” ou comedido, em oposição a uma estratégia de presença mais adequada às novas ameaças e aparentemete muito mais eficaz!

    Bastante significativa a menção do autor a outras medidas “indiretas” para vencer os inimigos da América, negar-lhes o caldo de cultura propício ao florescimento de suas idéias e a ganhar “corações e mentes das populações”. Tais idéias são um avanço considerável, quando consideramos que os anos Busch fabricaram muito mais terroristas e prejudicaram muito mais a imagem dos Estados Unidos do que os terroristas que lograram combater ou encarcerar.

    Uma ressalva (de quem não é oficial de marinha e que não se arroga perito em estratégia e assuntos navais) é que as concluões do autor são basedas em su experiência e análise das necessidades mlitares e de projeção d poder da Marinha Americana e não de forças menores, mais acanhadas e cujas resposabiidades ou necessidades sejam mais acanhadas ou restritas. Quando ele diz que “Ela (a Marinha americana) necessita de navios capazes o suficiente para executar missões básicas, mas ainda assim baratos o bastante para serem adquiridos em grandes números e operados de forma econômica”, ele está falando de uma marinha que também já conta com navios extremamente poderosos e sofisticados para provir uma útil cobertura a essas unidades mais baratas (porém igualmente modernas) e mais versáteis, do ponto de vista de guerra anti-aérea, anti-superfície e mesmo anti-submarino. Não me parece que a nossa realidade no Brasil pudesse se enquadrar nessas premissas. Para nós brasileiros, dizermos que “o que é necessário é uma Marinha barata o suficiente para ser construída em grande número ao mesmo tempo suficientemente eficiente para defender interesses americanos no nosso caso, os interesses brasileiros) no mar” não passa de um tremendo lugar comum! Para nós a questão me parece ser de onde virão tais navios, de quais tipos serão, com quais armas estarão dotados, se são armas produzidas aqui ou compradas no exterior, quem tripulará essa maior quantidade de vasos?

    Finalizando, eu não descredenciaria o São Paulo não! A verdade é que nósé que não tivemos as condições necessárias para operá-lo como deveríamos ou gostaríamos. Pelo que ele era quando foi adquirido e pelo que custou, valera comprar mais de um navio, se estivessm disponíveis.

    A dura questão é que o dinheiro dos Royalties que falta para a nossa marinha, escrre pelos dedos e pelos bolsos de políticos cuja ética, a moral e a verdadeira reputação não vale os resíduos de amianto que se trocou do antigo porta-aviões francês.

  13. Eu fiz uma leitura um pouco diferente dos colegas acima.

    O texto tem duas partes: a primeira fala que, se for reduzido o risco de confronto mundo afora que necessitem de interferência americana, é possível utilizar meios mais adequados a este novo cenário e estes meios podem, e devem, ser mais ágeis; a segunda afirma que, mesmo que a escala de conflitos permaneça nos níveis atuais, a sua característica não pode mais ser plenamente enfrentada com o conceito adotado atualmente pela marinha norte-americana, por isso a analogia do martelo e pregos.

    O uso sugerido de novos instrumentos pela USNAVY me parece algo mais próximo a um canivete suíço, e não a uma caixa de ferramentas. E neste ponto ela não é original, visto que outras marinhas estão, a princípio, adotando este conceito, mesmo que de forma embrionária.

    De qualquer maneira, a noção de inviabilidade do crescente volume de gastos de manutenção da frota é o fator central, já explicitado no título. A qualidade de intervenção ficará prejudicada por conta de custos elevados em cenários de baixíssima intensidade, ou por questões humanitárias. Este último ítem me parece ser o mais importante. Ao afirmar, já no início do texto, que a melhora das perspectivas de vida da população alvo de intervenção é fator facilitador da mesma, sugere que a política externa norte-americana assuma outro enfoque no relacionamento com outros países, o que concordo totalmente. Gasta-se menos para fazer amigos é os dividendos são maiores. A frase “Em vez de adquirir um grande número de navios com capacidades para responder eficientemente às ameaças de hoje, a Marinha tem alinhado com a indústria da construção naval para construir uma geração inteira de navios, com requintadas tecnologias, as melhores do mundo, mas tão caras que limitam o número de cascos que a Marinha pode pagar.” apresenta um quadro em que se deduz que é necessário a diminuição do relacionamento Marinha/Indústria Naval em prol de construções mais sólidas entre EUA e o resto do mundo.

    O que me preocupa é que a noção de projeção de força ainda continua. Como construir bons relacionamentos com uma espada sobre a cabeça? E não pode-se esquecer que os motivos econômicos, que geralmente são os construtores primários da relação entre países, geralmente são conflitantes. Se considerarmos que o texto sugere, levemente, o fim da unilateralidade norte-americana, via mudança da concepção de suas forças navais, os EUA deverão rever a forma como estabelecem relações na política internacional. E aqui é possível perceber uma incoerência no texto: como criar amizade, ajudar países, se você está projetando força? Esta nova sugestão somente será efetiva se, por exemplo, a influência econômica norte-americana perder espaço significativo no mundo, ao mesmo tempo em que deixar de criar/apoiar governos factóides com o explícito objetivo de criar desestabilização interna e regional.

    É bom lembrar, também, que estamos falando com base em hipóteses. Já existe um grande volume de recursos empenhado na manutenção da estrutura atual, e na sua modernização. Então, talvez, nenhuma destas sugestões seja adotada. Acredito que seja necessário a substituição desta geração de pessoas para que novos conceitos sejam adotados, como ocorreu logo após a Guerra da Coréia.

    Abs

  14. Não diziam que os resultados dos exercícios com submarinos convencionais das marinhas amigas e USNAVY eram todos “marmaledas”?

    Então este texto dever ser pura marmelada também! Perda de tempo.

    Leo

  15. Parabéns aos administradores e ao tradutor.
    Matéria super critíca e interessante.
    A MB também tem esta dúvida ainda, não ??
    Quem sonha em termos um novo PA é melhor dormir um pouco mais…..

    Sds.

  16. um porta-aviões hoje é muuuuito vulnerável aos submarinos, que podem destruir um porta-aviões a 50 km de distância, nos dias de hoje,no futuro será mais longo o alcance destes mísseis, além disso os submarinos terão defesa anti-aérea, os submarinos alemães já estão testando mísseis IR para serem lançados por submarinos de baixo d’água, advogo que o Brasil deva ter uma esquadra de 12 submarinos e 8 navios de surpefície, sem porta-aviões, o submarino é a arma mais letal dos mares, é o tubarão, o caçador, o porta-aviões é a baleia grande e poderosa, mas ao mesmo tempo fácil de ser atingida, navios de superfície é bom ter para escoltar navios de desembarques e apoio aéreo a região que tem submarinos, e apoio a tropas em terra, através de disparos de canhões, só isso.

  17. Você está certo, Dalton. Passou-se sete anos para que se incorporassem os três primeiros navios da classe Nimitz.
    Como escrevi antes, para mim a melhor opção de utilização do A-12 São Paulo é a patrulha do Atlântico Sul. Neste TO, os P-3AM Orion adquiridos podem desempenhar um papel fundamental de apoio/identificação de (possíveis) alvos para a esquadrilha dos Falcões. Mas isso num cenário de baixa intensidade, sem conflitos com outros navios militares (função secundária para o A-12). Caso haja necessidade de confronto com uma FT, o São Paulo poderia atuar como unidade ASW (necessita da incorporação de meios adequados para desmpenhar a função) e como plataforma para ações Ar-Superfície.
    Para funções de ataque a uma esquadra inimiga, creio que os submarinos sejam os meios mais adequados. Se estivessem disponíveis (e não estão atualmente…), navios lança-foguetes seriam bem úteis. Todos com adequada cobertura anti-aérea.
    Atualmente, o São Paulo não tem condições de dar cobertura anti-aérea para esquadra através do uso de seus aviões. Este tipo de função (que é exercido pelos NAes americanos) não pode ser incumbida ao A-12. E, mesmo com extensas reformas, dificilmente esta função poderá será exequível pela nossa belonave. Então, a MB e o comando das FAs do Brasil devem procurar alternativas viáveis.
    SDS.

  18. O problema não é a vulnerabilidade do NAe aos submarinos e aos mísseis anti-navios. O problema é a vulnerabilidade dos “navios de superfície” a essas ameaças. O NAe não é nem mais nem menos vulnerável.
    Então terá que ser abolida toda a marinha tradicional de superfície e baseá-la apenas em submarinos? Acho difícil.
    O grande problema é a concentração de poder em uma unidade apenas, isso não faz o NAe nem menos vulnerável aos mísseis e torpedos (mas faz ele mais cobiçado) e sim a marinha ficar vulnerável a perder um grande parte de sua condição de combate.
    Um NAe nuclear escoltado por destróiers e cruzadores de alta tecnologia, por submarinos nucleares, dotado de sistemas avançados de defesa de ponto, repleto de helicópteros e caças, capaz de fazer 35 nós, com alcance ilimitado, blindado e com sistemas redundantes, é o que tem de mais seguro a cortar os mares. O problema é o “se”. Se ele for atingido, e tendo em vista o atual modelo centralizado ao redor dele, a redução da capacidade operacional do GT seria um golpe muito duro.
    Se for questionarmos a vulnerabilidade de um NAe teremos que fazê-lo em relação a tudo que flutua.
    O problema não é se ele é ou não vulnerável. O problema é a concentração de grande poder em uma única unidade. Sem dúvida o futuro está em meios menores e multifuncionais como os Tarawa e Wasp. Principalmente com o advento do F-35B. Acho que falta agora um AEW eficiente para operar a partir das unidades de assalto.
    A USN já fez grandes avanços para mudar o paradigma anterior à Guerra Fria com a aquisição dos Virgínias, o programa LCS, as 4 unidades SSGM Ohio, etc.
    O avanço da tecnologia vai poder incorporar em versões futuras do submarino Virgína a capacidade de operar com motores elétricos/baterias, sem falar em uma versão totalmente nova de submarinos nucleares de ataque que sem dúvida já deve estar na prancheta e que deverão ser tão silenciosos quanto os “convencionais”, por esse motivo não vejo vantagem na USN em vir a adquirir submarinos com capacidade IAP como foi proposto em outro post.

  19. A USN repensando a utilidade de grandes NAes e seus CSGs no cenario atual/futuro e a MB pensando em operar apenas um NAe tradicional sem aviação e escoltas adequadas. Viva os NaePH, as aeronaves STOVL, helicopteros AEW, misseis de cruzeiro, misseis AA de area, U(C)AVs e fuzileiros navais! Abaixo super e medios NAes tradicionais! A tecnologia de misseis, sensores, aeronaves STOVL e nao tripuladas evoluiu MUITO desde a WW2 pessoal!

  20. Bosco

    Um Nae é muuito vulnerável, tanto e verdade que vc postou que a nae tem que ser defendida por submarinos e navios de escoltas, concordo com Almeida, os mísseis cruiser, e os helicopteros ou caças que decolem na vertical podem ser utilizados em navios de porte de fragatas e assim darem apoio aéreo necessário a esquadra, hoje em dia temos mísseis anti-navios que atingem um alvo a 300 km, e um porta-aviões é muito fácil de ser detectado e atingido, pois é muito grande, só o fato de preciar de uma grande esquadra para protege-lo já o torna disoendicioso, sou a favor da marinha ter um grande número de submarinos e navios menores como as fragatas finlandesas que são de pequeno porte, mas tem mísseis anti-aéreos e mísseis anti-navios, suficientes para a defesa de pontos e pelo fato de serem pequenos e rápidos são difíceis de serem atingidos e detectados, submarinos a diesel como os nossos Tikunas são praticamente indetectáveis por serem muito pequenos e ficarem debaixo dágua, ou seja para guerrear com um submarino navios de hoje em dia evitam guerrear sozinhos com eles porque a chance de serem destruídos é muito grande, ainda mais se os submarinos tiverem mísseis com alcande de 50km, nunca um submarino será detectado a essa distância, nem um nae americano com escolta conseguiu localizar o submarino italiano quando chegou a 7 km do alvo, imagine a 30 ou 40 km, o submarino é a arma mais letal dos mares e um grande número deles trabalhando em conjunto poderiam destruir qualquer armada por mais grandiosa que seja, uma escolta dessa protegendo um nae pode ser eficiente contra 1 ou 2 submarinos mais 4 ou 5 destroem com certeza a esquadra e o porta-aviões a longas distâncias e é capaz de não se destruído nenhum submarino, 12 é o numero mínimo de submarinos que o Brasil deve ter, com mísseis anti-navios com alcance de 300 km protegendo a nossa costa e fragatas de pequeno porte armadas com este tipo de míssil emíssesi anti-aéreos seria uma combinação excelente até para as mais poderosas marinhas do mundo.

  21. Os grandes porta-avioes modernos nao foram testados em combates classicos e dificilmente veremos uma reediçao da batalha de Midway de 1942.

    Podem ser extintos sim, mas, mais devido ao seu alto custo do que propriamente terem se tornado obsoletos ou serem muito vulneraveis.

    Por que a Russia quer construir 6 grandes porta-avioes? serao menores do que os americanos, mas nao se deve ao fato de serem mais “furtivos”, afinal um porta-avioes de 50.000 toneladas é tao fácil de ser detectado quanto um de 90.000 toneladas, a Russia nao tem condiçoes de cosntruir nada maior devido ao tamanho de suas instalaçoes.

    A Inglaterra quer construir 2 de 60.000 + e os franceses nao estao contentes com o tamanho do seu CDG e podem embarcar no mesmo projeto ingles.

    A China também deseja porta-avioes…

    portanto, os grandes porta-avioes, sao na verdade mais flexiveis que os menores, já que podem transportar mais aeronaves, ter melhores condiçoes de fazer a manutençao das mesmas, transportar uma quantidade maior de armamento e combustiveis para as aeronaves e mesmo maior capacidade de aguentar danos, ter maior alcance etc

    Com o advento do F35C que será superior ao F35B e aos UCAVs, estes novos vetores serao tambem operados em maior numero e com melhores resultados em porta-avioes grandes.

    Enviar porta-avioes em areas infestadas de submarinos nao me parece inteligente e provavelmente meios anti-submarinos seriam enviados na vanguarda o numero de escoltas por porta-avioes seria aumentado tambem.

    Os porta-avioes americanos e suas escoltas sao ao menos hoje em dia, altamente flexiveis. Os cruzadores e destroyers, nao estao lá apenas para escolta, já que todos tem capacidade para transportar misseis de cruzeiro e podem ser destacados da proteçao ao porta-avioes e operar independentes, cobrindo uma serie de missoes, como abordagens de navios suspeitos, proteçao a navios mercantes e plataformas de petroleo.

    Os porta-avioes podem tambem fornecer apoio a tropas terrestres como no Afeganistao por exemplo, e dentro de 24 horas podem estar efetuando outra missao a milhares de milhas dali…sao bases aereas moveis.

    abraços

  22. Anos atrás, lendo em uma revista de defesa importada, sobre um dado exercício da OTAN, um capitão de CVN dizia:

    “Ficamoos 9 dias, completamente invisíveis em alto mar.”

    Mesmo hoje ainda é mto difícil encontrar um alvo no oceano.

  23. A Rússia irá construir porta aviões de no máximo 50/60 ton. Os último porta-aviões americano o USS George H. W. Bush (CVN-77) possui perto 101 ton.de deslocamento.

    Nossos pensadores militares da MB com certeza têm estudado tudo isso que estamos agora discutindo.

    O problema é que nossa marinha não tem dinheiro nem para fazer o mínimo do que realmente precisa. Então é inútil ficar aqui fazendo comparações desmedidas a respeito.

  24. Na minha visão, o que uma marinha moderna precisa é se adaptar aos novos tempos. Da mesma forma como no passado os grandes encouraçados foram largamente substituídos pelos porta-aviões, esses agora serão substituídos pelos grupos baseados em LHD (ou LHA, como queiram).
    Eu chega a discutir até mesmo a necessidade de se possuir meios aéreos de asa fixa a bordo, pois sua tarefa de defesa anti-aérea é provavelmente uma das últimas ameaças a um grupo desse tipo. E se um helicóptero pode ser empregado com mísseis anti-navio, como ASW e até como AEW, como todas as suas limitações de teto e velocidade, porque um helicóptero de ataque tbm não pode se transformar num porta-misseis anti-aéreos?
    De qualquer maneira, há disposição para manter o A-12 em operação, visto a recente decisão pela modernização dos AF-1 (A-4) e pela procura por Turbo Trackers para a Marinha.
    Entretanto, as outras marinhas estão seguindo um caminho bem diferente..

  25. Esta matéria é realmente muito elucidativa de se ler.
    Estes assuntos estratégicos são envolventes.
    Parabéns!

    Mausher

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