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França liberta iate sequestrado na Somália, mas refém morre

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refens-no-veleiro-frances-tanit_-ecpad_afpUma pessoa morreu nesta sexta-feira após piratas terem sequestrado um iate na costa da Somália, afirmou um comunicado do gabinete do presidente da França, Nicolas Sarkozy, nesta sexta-feira.
Forças Francesas conseguiram libertar outras quatro pessoas que estavam reféns na embarcação. Dois piratas também foram mortos durante a operação militar e outros três, detidos.
O barco, de nome Tanit, transportava dois casais e uma criança de três anos quando foi capturado pelos piratas no último 4 de abril.
O gabinete de Sarkozy afirmou que a criança foi salva, mas não deu detalhes sobre qual dos reféns teria morrido.
O comunicado informou ainda que a Marinha Francesa havia estabelecido contato com os piratas na quinta-feira. A decisão de lançar uma operação de resgate foi tomada depois que os piratas se recusaram a aceitar os termos da negociação, tentando se aproximar da costa.
“Durante a operação, um refém infelizmente morreu”, informou a nota presidencial. “(Sarkozy) confirma a determinação da França de não aceitar chantagem e de derrotar os piratas.”

FONTE: Agência Estado / Reuters – FOTO: ECPAD/AFP

5 COMMENTS

  1. Completamente correta a atitude dos franceses. A partir do momento em que determinadas nações aceitaram pagar resgates, aumentaram o problema. Em vez de solucioná-lo, ativaram mais a cobiça dos piratas. A solução é caçá-los sem trégua. Mas estão usando a solução errada fazendo isso com grandes navios. A solução é uma grande frota de pequenos e médios navios patrulhas, rápidos e bem armados, bloqueando totalmente a costa da Somália, e com o apoio de helicópetros (para ações furtivas e ligeiras em terra contra os acampamentos e/ou bases dos piratas) e um ou dois navios de apoio ao largo da costa para assegurar uma grande permanência em ação das unidades menores (no caso, os navios de patrulha).
    Toda a vez que uma equipe de piratas recebe um resgate, eles conseguem seu intento e saem vitoriosos nessa luta.
    Creio ainda, que incurssões (invassões) mais profundas no território somaliano, mas de pequena duração, teriam um significativo efeito, acabando com linhas de suprimento e apoio de retaguarda dos piratas.

    Abraços!!

  2. Quero ver quem vai assumir o onus de desembarcar tropas, na Somalia p/ caçar esses piratas e mata-los, em terra…
    A Somália é absolutamente “terra-de-ninguém”, manda que pode, obedece quem tem juízo.
    No mar é tdo mto bonitinho, uns tirinhos aqui, outros alí, afundam umas lanchinhas e no mais é aquele monte de barquinho passeando prá lá e prá cá!!!
    Outro dia um navio militar de apoio alemão foi atacado, revidou e capturaram os piratas, soltos em seguida pois não havia regras de engajamento que determinassem a captura dos piratas pelos militares alemães.

  3. É disso que eu tava falando… há pessoal treinado para “retomar” o que foi sequestrado…

    Sei que há riscos, é óbvio, mas é preciso mostrar para os caras que há um risco muito grande para eles também!

    De que adianta treinar tropas de elite para estes eventos, e quando surge a oportunidade, não usá-las!??

  4. Recomendo a leitura, o site não é lá mto imparcial, mas o artigo em questão discute o problema a fundo:

    http://www.strategypage.com/qnd/somalia/articles/20090409.aspx

    “The third option is to go ashore and kill or capture all the pirates, or at least as many as you can identify. Destroy pirate boats and weapons. This is very dangerous, because innocent civilians will be killed or injured, and the property of non-pirates will be damaged. The anti-piracy forces will be condemned in some quarters for committing atrocities. There might even be indictments for war crimes. There will be bad publicity. NATO will most likely avoid this option too. The bottom line is that the pirate attacks, even if they took two or three times as many ships as last year, would not have a meaningful economic impact on world shipping. For example, the international anti-piracy patrol in the Gulf of Aden costs $300 million a year, a fraction of a percent of the defense budgets of the nations involved. Politicians and bureaucrats can stand that kind of pain, and will likely do so and refrain from doing anything bold in Somalia.”

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