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O resgate do Comandante do Maersk Alabama

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Manama, Bahrain – Aproximadamente às 11:19h (horário de Brasília) do dia 12 de abril, forças navais dos EUA resgataram o Capitão Richard Phillips, capitão do navio  Maersk Alabama.

“Este foi um trabalho incrível de equipe e estou muito orgulhoso dos incansáveis esforços de todos os homens e mulheres que tornaram este salvamento possível” firmou o vice-almirante Bill Gortney, comandante, do Comando Central das Forças Navais dos EUA. “As ações do Capitão Phillips e os tripulantes do  Maersk  Alabama foram heróicas. Eles lutaram para recuperar o controle de sua embarcação, e o Capitão Phillips abnegadamente colocou sua vida nas mãos desses criminosos armados, a fim de proteger a sua tripulação”.

Após o salvamento, Phillips foi inicialmente colocado a bordo do destróier USS Bainbridge. Posteriormente, foi transportado em vôo para o navio de assalto anfíbio USS Boxer, quando ele entrou em contato com a sua família e recebeu exames de avaliação médica e está descansando confortavelmente. As forças militares dos EUA têm um pirata na prisão e três foram mortos no salvamento.

FONTE: US Navy

17 COMMENTS

  1. Senhores,

    ainda que não saibamos os pormenores desta ação, realmente temos que dar os parabéns aos gringos por sua fulminante e exitosa ação. Contigentes bem adestrados, dá nisso, “mission acomplish´´.
    Os somalís são um povo extremamente pobre e seu país se encontra arrasado por uma guerra civil que se arrasta a décadas, isto não pode ser usado como desculpa para que sequestrem e pilhem, este não é o caminho…

  2. Aqui esta sendo noticiado que os operadores efetuaram salto livre a noite e se aproximaram do USS Bainbridge para nao serem vistos pelos piratas e que depois da ordem dada efetuaram tres disparos simultaneos.

    Com esse tipo de insercao e MO esta parecendo coisa do DEVGRU/SEAL Team 6…

    Sds!

  3. Caraca, botei USS Bainbridge no wikipedia e apareceu um destroyer nuclear: “(…) she was notable as the smallest nuclear-powered surface warship commissioned by any navy.”

    Só depois que vi que exitia um Arleigh Burke com o mesmo nome.

  4. Esse “Bainbridge” antigo, era um CGN – Cruzador lançador de mísseis Guiados Nuclear, há tempos desativado, nunca foi um Destroyer. A idéia na e´poca desse cruzador, era que Forças-Tarefa nucleares fossem virtualmente independentes de abastecimento de combustível em caso de crise / conflito. O atual “Bainbridge”, é mais um “Arleigh Burke Class Destroyer” – DDG, a Diesel mesmo.
    O fato notável da operação de grande risco, é justamente ter competência para correr o risco, acreditar no sucesso e realizar a empreitada. Pirata bom é pirata morto.

  5. Não que eu me importe, mas apenas por curiosidade, para onde levarão o pirata preso?

    Ainda mais, o fizeram com os corpos dos piratas mortos? Ficaram no “barquinho” curtindo ao sol? isto não vai dar em alguma praia?

    Renato

  6. Marine
    Taí uma informação relevante sobre este fato. Por acaso não houve nenhum comentário do tipo sobre o caso francês? Pergunto porque, por aqui, está havendo, a meu ver, muita diferenciação quando ao destaque do caso francês e o do americano, que no fim das contas foram operações similares a princípio. E também desisti de assistir na CNN porque no caso do foguete coreano a cobertura foi do tipo apocalíptica, então parei com ela por agora.

    COMANDANTE NELK
    O PCC espelha o comportamento da população brasileira? Acho que não. A Somália tem milhões de habitantes, e tenho certeza que a maior parte dela não atua com os piratas e, menos ainda, compartilha do butim.

    Abs

  7. Senhor Roberto CR,

    o meu comentario se baseia em entrevista concedida pelos piratas a redes internacionais de noticias.
    Eles alegavam que a situação de penúria pela qual passavam, não lhes deixava alternativa, a não ser a de praticarem pilhagem e sequestros. É claro que eu não quis generalizar colocando todos os somalís no mesmo “barco´´.
    Grato.

  8. McNamara: “nunca foi um Destroyer”

    Retirado de http://en.wikipedia.org/wiki/USS_Bainbridge_(CGN-25)
    “Initially a guided missile DESTROYER leader in the United States Navy, she was re-designated as a guided missile cruiser in 1975.”

    “While in the shipyard, at the end of June 1975, she was reclassified from DESTROYER leader to cruiser, receiving the new designation CGN-25.”

  9. Com relação a situações que podem ter contribuído para a atual situação da Somália e a intensificação da pirataria:

    Em inglês
    http://wardheernews.com/Articles_09/April/13_armada_not_solution_muuse.html

    Tradução
    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/somalia-a-armada-nao-e-solucao/

    Site da CBC (Canadá)
    http://www.cbc.ca/world/

    No último link não encontrei mais as matérias que li a algumas semanas, mas foi uma rápida olhada. Se estiverem dispostos, tem boas matérias sobre o país e a ação dos navios de guerra no local.

    Abs

  10. Jlito, nao era necessario recorrer ao wilki para constatar o fato, o Baiinbridge começou sua carreira como DLGN 25

    MO

  11. Roberto CR,

    Estive fora do ar essa semana entao nao pude verificar nada sobre a operacao francesa em mais detalhes. Tambem nao e divulgado em detalhes aqui na midia americana tal operacao mas seria sim para propositos de analiticos uma boa comparacao das duas operacoes.

    SF!

  12. Atenção amigos! A Wikipédia é cheia de erros também. Não é uma fonte confiável para pesquisa aprofundada. O que ocorreu com o Bainbridge antigo, é que pensou-se em um Destroyer nuclear, e construiu-se um Cruzador, com deslocamento e custos infinitamente extrapolados.
    A classe Ticonderoga por exemplo, foi pensada com propulsão nuclear, mas os custos do desenvolvimento do sistema Aegis já eram tão elevados, que optou-se pela convencional, uma vez que os navios logísticos eram indispensáveis ao grupo de batalha, devido à necessidade de querosene de aviação, munição, alimentos e abastecimento dos porta-aviões e outras escoltas, em sua grande maioria convencional.
    Abraços.

  13. Marine,

    sua suposição dos SEALs pode estar corretíssima, uma vez que há SEALs baseados no Iraque, e podem ser deslocados para o TO em questão de 2 horas para efetuar saltos HAHO (acredito ter sido essa a opção) ou HALO.

    Essa deve ter sido uma ação bem legal de presenciar. Pena que tais informações são Top Secret, e talvez nunca saberemos o que aconteceu… uma pena…

  14. Mcnamara,

    Nao que seja muito relevante a discussao, mas só para citar uma fonte,Jane´s WAR at Sea 1897-1997 cita nao só o Bainbridige, mas outros navios como os Bleknaps e Leahys classificados como DLGs inicialmente e que foram reclassificados como cruzadores em 1975.

    No livro US Cruisers de Norman Friedman, nem se faz nem mençao ao Bainbridge e outros apenas ao Long Beach, e no apendice de Cruiser designations, há…

    “in 1975, the existing Leahy class(and later class) missile frigates(DLG/DLGNs) were redesignated missile cruisers (CG/CGNs) without any change in their hull numbers…”

    Neste caso, a Wikipédia, está correta sim, mas admito que a confusao é grande hj em dia quando cada marinha identifica tipos de navios conforme gosto proprio.

    abraços

  15. É verdade, Dalton. Você e o amigo Jlito tem razão. É tanta designação diferente, de acordo com várias Marinhas, que eu me confundi efetivamente com a classe Belknap, Leahy e outras. Agora, ao meu ver, Jane’s é uma fonte a princípio bastante confiável, Wikipédia não.

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