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As fotos de 23 de abril mostram o submarino NRP Tridente (S167), em provas de mar em Kiel, Alemanha. O outro submarino da classe, NRP Arpao (168), deve ser lançado no início de 2010. Os dois submarinos são designados U209PN, mas são na verdade U214 modificados, dotados de propulsão AIP fuel cell (células de combustível), que ampliam sensivelmente o coeficiente de discrição.

Na concorrência feita pela Marinha Portuguesa, o U209PN derrotou o “Scorpène” em todos os quesitos. Portugal pagará pelas duas unidades cerca de 800 milhões de euros.

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COMENTÁRIOS VIA FACEBOOK

14 Comentários to “NRP ‘Tridente’ (S167) em provas de mar”

  1. muscimol disse:

    O valor do programa é superior a mil milhões de euros….ja incluido o suborno do Ministro da defesa que os comprou….sabem ..o homem so anda de Jaguar!!

  2. Flamenguista disse:

    Jamais desmerecendo os subs alemães mas temos que ver quais eram os quesitos! A foto do link mostra um slide com, por exemplo, os dizeres Operation,Techinique and Logistics, com um sinal de “mais” no sub alemão e um sinal de “menos” no sub francês, ou seja, uma dissertação um tanto vaga para tópicos tão importantes. É óbvio que o slide mostra um “resumão” e que a reunião em questão parece ser com os alemães mas acredito que a aquisição dos Scorpene pelo Brasil não é de todo ruim, tanto pelo vetor em si, como pela expertise francesa em construir subs nucleares.

  3. Mauricio R. disse:

    “mas acredito que a aquisição dos Scorpene pelo Brasil não é de todo ruim, tanto pelo vetor em si, como pela expertise francesa em construir subs nucleares.”

    Mas e os know why??? Serão repassados???

  4. muscimol disse:

    “Mas e os know why??? Serão repassados???”

    para Portugal nao foram de certeza….

  5. João Gonçalves disse:

    Até ao momento não está nada provado sobre esse dito suborno. Nem sequer o antigo ministro foi considerado suspeito. Aliás, ele é menos suspeito desse caso do que outros governantes que em Portugal e no Brasil foram referenciados por corrupção e ainda não foram julgados. Pode ser que um dia algo mais seja revelado, o que já é entrar no campo da expeculação.

    Mas isso nem é importante para este forum. Assim como não é importante considerações como aquela “para Portugal não foram de certeza….”

    Estranha-se que não tenha havido um comentário objectivo, uma dúvida técnica assertiva, sobre aquele que já é considerado um dos melhores submarinos convencionais da actualidade: o U-209PN.

    Mais informação sobre este navio pode ser obtida em:

    http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_set_out2008/pag_18.html
    http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_nov2004/pag_12.html
    http://www.areamilitar.net/ANALISE/analise.aspx?NrMateria=42

    Infelizmente, julgo que o opção Scórpene vai ter um elevado custo e sem o prometido benefício, ou seja de algum dia vir a dar a propulsão nuclear para o Brasil.

    Segundo informação que li no blog PN, o primeiro SNBR deverá entrar em operação entre 2025 e 2030, ou seja dentro de 20 anos. Quais são as garantias do empenho da França neste compromisso, até lá? E será que as opções estratégicas do Brasil se vão manter até lá?

    Ou será que o país irmão vai entretanto optar por uma marinha forte e moderna? Uma marinha sem navios “de ocasião”, que nada a prestigiam, mas também sem navio-aérodromo sorvedor de orçamento. Uma marinha equilibrada, tecnologicamente avançada, de elevado padrão dentro do quadro geoestratégico brasileiro, o Atlântico-Sul?

    João Gonçalves, Lisboa

  6. Cronista disse:

    Como agradar a gregos e troianos?
    Na disputa entre subs alemães e franceses eu tenho uam certeza e uma dúvida:
    certeza: os alemães jamais se empenhariam numa cooperação para desenvolvimento de um casco para submarino nucelar.
    dúvida: as promessas francesas neste sentido (SNBR) irão se manter? Vai valer a pena? Ou ficaremos com uma frotilha de Scórpenes/Marlins e sem o tão sonhado SNA?

  7. Robson Br disse:

    As FFAA nunca passaram por uma transformação tão grande como agora. Que eu me lembro tem muito tempo que não se comprava e desenvolvia tantos equipamentos e armamentos. Quando se vê os EEUU desenvolvendo por exemplo o P-8A e o ABL (airbone laser) com o Boeing 747-400F vemos quanto se gasta para ter uma arma superior a qualquer outro. Não é somente a plataforma, paralelamente estão desenvolvendo os sistemas e os novos armamentos. O Brasil não fez diferente disso em relação aos subs. Vamor ter 4 novos de ultima geração convencional e se for com a opção de AIP é só colocar (não vejo tantas vantagens pelo alto custo de operação e do resultado alcançado)e o início de uma nova arma que poucos tem (ou so os melhores). Não tenho nada contra os U-209, 212,214…, pois são excelentes convencionais, mas convenhamos o U-209 para uma marinha que pensa grande. O SBR não vai ser basicamente um scorpene e sim um derivado dentro das especificações da MB. Ter um projeto exclusivo tem um custo. montar um estaleiro aqui tem um custo, treinar o corpo técnico para produzir tem um custo e aí vai. É bem diferente de treinar equipes para operar os equipamentos ou realizar manutenções de certo escalão. Os alemães sempre vão desenvolver excelentes subs, mas vão ficar sempre nesse patamar. O projeto político e militar frances é outro. É a única nação europeia que se manteve de certa forma independente dos EEUU. Fazer parcerias é isso mesmo. Eles estão crescendo e a gente pode pegar carona. Quanto ao custo é isso mesmo. Tudo tem um custo. Não sou partidário, mas tem muito tempo que não vemos um futuro. Mesmo que não seja do modo que a gente quer, mas está ocorrendo.

  8. muscimol disse:

    “”Até ao momento não está nada provado sobre esse dito suborno”"
    Diz-me um unico suborno que foi provado em Portugal?!!!

    “Estranha-se que não tenha havido um comentário objectivo, uma dúvida técnica assertiva, sobre aquele que já é considerado um dos melhores submarinos convencionais da actualidade”

    Isso sobre os melhores nao sei…ainda e cedo.
    mas gostaria de saber qual o armamento que realmente vao equipar os U-209PN….sera que algum dia vao verdadeiramente disparar um Sub-Harpoon em modo de teste? ….quantos Sub-Harpoon vamos comprar?….
    qual a distancia minima que o U209 pode aproximar-se dum Porta avioes moderno sem ser detectado?

    Por ano quantos dias estao projectados que cada submarino passe em missao no mar?

    Qual o custo anual currente de cada um dos dois U209PN?

    cheers

  9. Wolfpack disse:

    Meu Deus mais uma vez, a Marinha do Brasil já testou muito bem a família dos U…. Alemães, operamos alguns deles. O Scorpene, ou Marlim é o único submarino convencional e com tecnologia, acordo comercial sólido, apto a ser convertido em um submarino nuclear. O Brasil não têm o interesse em investor em AIPs, já deixou isso bem claro, o que ele quer é quatro subs convencionais que possibilitem o acordo técnico para uma solução ao submarino nuclear que todos da MB desejam já faz anos. Os U… não se prestam a isso.

  10. João Gonçalves disse:

    Caro muscimol,
    sendo completamente fútil a discussão sobre subornos para este fórum, não o é sobre conceitos de emprego da arma submarina.

    Os “Tridente” virão equipados com o torpedo pesado filoguiado “Blackshark”, dotado duma das mais avançadas cabeças de escuta hidrofónica, com um alcance de 50 Km e capaz de navegar de forma extremamente silenciosa perto dos 50 nós.

    Com este tipo de arma, muito mais vantajosa para a sobrevivência do submarino em cenário hostil, do que o sub-harpoon, o “Tridente” é capaz de realizar múltiplos ataques a alvos de superfície a uma distância de segurança, permanencendo virtualmente indetectável. Hoje, com as novas armas e sensores, o antigo conceito de “distância mínima de aproximação a um alvo” já não faz qualquer sentido.

    A utilização do sub-harpoon, provavelmente, estará reservada para ataques a alvos terrestres. Desconheço de momento quando será assinado o seu contrato de aquisição, mas isso não é de momento o mais importante para o conceito de emprego destes navios, sendo que a grande aposta da sua utilização deva ser a recolha de informações com os ofisticados sistemas de EW com que vem equipado.

    Se os submarinos da 5ª Esquadrilha, navegarem tanto como os da 4ª, (está previsto que naveguem mais), teremos de certo uma das mais longas permanências no mar/ por ano, da Marinha portuguesa.

    Quanto aos custos da sua operação, aqui é que estamos perante números arrasadores, tendo em conta o seu valor militar e área de influência, na razão dos custos de pessoal (só 30 elementos) e de combustível, verdadeiramente irrisório quando comparados com os custos de operação duma fragata.

    João Gonçalves, Lisboa

  11. João Gonçalves disse:

    Caros Wolfpack, Robson Br, Cronista,
    a marinha e o estado brasileiro investiram milhões numa frota de U’s, avançaram para a construção do seu próprio desenho de U, com todos os textos oficiais congratulando-se com o grande programa de construção do SMB-10 (ou SNAC-01), uma evolução natural do esforço aplicado na construção do “Tikuna”.
    Súbitamente, o “Tapuia” foi cancelado e tudo caiu no marasmo. Agora o projecto ressuscita, mas a única tecnologia adequada é a francesa.
    Que se passou? Andaram enganados estes anos todos? Com os U’s sempre disseram que “agora” é que era…
    Como acreditar que “agora (com os franceses) é que é”?
    Como, depois de tudo o que foi feito com os alemães, tudo o que foi dito, se vem agora dizer:
    “Os U… não se prestam a isso” ou “Os alemães (…), mas vão ficar sempre nesse patamar” ou ainda “certeza: os alemães jamais se empenhariam numa cooperação para desenvolvimento de um casco para submarino nucelar”.

    Andaram enganados ou era tudo verdade e agora decidiram deitar tudo fora “know-how”, estaleiro, normalização, para uma aliança mais que duvidosa com a França?

    Se se admite que alguém foi enganado no projecto com os alemães, como agora garantir que não vai acontecer algo semelhante?

    No final desta novela, escrevam, vão ficar com uma frota de U’s parcialmente modernizada (porque o dinheiro vai faltar a meio) e 2 Marlins sem AIP, e um enorme custo para manter duas tecnologias e respectivas cadeias logisticas totalmente diferentes. SNBR, nunca vai acontecer (infelizmente), basta fazer uma leitura das enormes dificuldades economicas que estão para vir, para o Mundo inteiro.

    Julgo que a opção mais acertada para o momento actual, seria dotar os 5 U’s com tecnologia AIP, e modernizar sensores e armas. O resto dos recursos deveriam ser aplicados numa moderna força de superfície, com capacidade de defesa aérea de área, uma capacidade essencial para qualquer marinha e que o Brasil ainda não dispõe.

    João Gonçalves, Lisboa

  12. [...] combate a juntar às três “Vasco da Gama” e a próxima chegada a Portugal dos dois submarinos NRP “Tridente” e NRP “Arpão” (U-209PN) vieram proporcionar à Marinha de Guerra portuguesa um excelente poder [...]

  13. [...] pela TKMS (ThyssenKrupp Marine Systems) e pelo GSC (German Submarine Consortium). No alto, o NRP Tridente em 23.04.09 e embaixo, o NRP Arpão, no dia do batismo. Clique nas imagens para [...]

  14. jose macedo Lisboa disse:

    Julgo que a opção mais acertada para o momento actual, seria dotar os 5 U’s com tecnologia AIP, e modernizar sensores e armas. O resto dos recursos deveriam ser aplicados numa moderna força de superfície, com capacidade de defesa aérea de área, uma capacidade essencial para qualquer marinha e que o Brasil ainda não dispõe.

    João Gonçalves, Lisboa

    Completamente correcto meu caro Gonçalves. A compra de mais U209PN, vulgo U214, seria uma excelente opção e que nos permitiria ter uma enorma capacidade de dissuação a custos bem menores que os que a manutenção, lei-a-se, aparelhagem de uma fragata MEKO200 ou Classe M obriga.
    Se com apenas a aquisição de duas unidades, que quanto a mim o número minimo seria quatro por razões óbvias, já assistimo por parte dos nossos amigos castelhanos, grande alarido saiba-se lá porquê, cínico, então com a classe a quatro seria lindo.

    Excelente compra !!!

    Best regards
    TEN

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