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Os Futuros Navios de Escolta da MB

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O atual Programa de Reaparelhamento da Marinha do Brasil (PRM 2006-2025) prevê a construção de pelo menos 6 novos navios de escolta. Atualmente a Marinha do Brasil, assim como as demais Forças, está elaborando seu Plano de Equipamento e Articulação (PEA), que deverá ser entregue ao Ministério da Defesa no próximo mês junho.
O PEA visa informar o Ministério da Defesa sobre as necessidades da Força. Nele deve conter quais meios devem ser adquiridos, qual a quantidade a ser adquirida e qual será a articulação com a indústria nacional de material de defesa para o desenvolvimento e construção dos mesmos.

Em 2008 foram estabelecidos os Requisitos de Estado Maior (REM) dos futuros navios de escolta. Esses meios deverão deslocar cerca de 6.000 toneladas de deslocamento, serão de múltiplo emprego, capazes de realizar todas as tarefas destinadas aos escolta.
Tendo como objetivo a diminuição no tempo de construção, bem como a redução nos custos de obtenção, a MB optou por adquirir um projeto internacional reconhecido, que estivesse em operação, ou mesmo em construção, em suas respectivas marinhas nacionais.

Além disso, o projeto deverá ser capaz de receber sistemas, sensores e armas de livre escolha da MB, Os navios deverão ser construídos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) utilizando os mais modernos métodos de construção naval e, para isso, o vencedor deverá financiar a reforma do AMRJ, além de capacitar os engenheiros e técnicos da MB.
Ainda em 2008, a MB começou a receber propostas de diferentes estaleiros.

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A Hyundai ofereceu o projeto de seus contratorpedeiros KDX-II, além da reforma do AMRJ. A DCNS ofereceu o projeto de suas futuras fragatas FREMM, bem como a reforma do AMRJ, o mesmo fez a Navantia, que ofereceu suas modernas fragatas F100.
Após uma análise preliminar das propostas, a MB decidiu por adotar um novo modelo para obtenção de meios, muito semelhante ao realizado pela FAB, abrindo assim a possibilidade para que outros estaleiros participem da concorrência.

O processo será dividido em fases. Na primeira, será elaborado uma matriz de qualificação em que serão incluídos todos os candidatos ao fornecimento do projeto. Na segunda fase, especialistas da própria MB, através de critérios técnicos, atribuem uma pontuação, e assim, selecionam os participantes que passarão para a próxima fase.
Durante o processo, será emitido um short list que possibilitará a abertura de negociações com cada um dos classificados. Vencerá a concorrência, o participante que atender melhor aos requisitos estabelecidos.

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Além dos projetos supramencionados, outras empresas resolveram entrar na concorrência. A Northrop Grumman Ship Systems (NGSS) informou durante a LAAD 2009, que estaria disposta a oferecer dois projetos à MB. O primeiro seria um navio de cerca de 6.000 toneladas e o segundo, um navio muito maior, com cerca de 8.100 toneladas de deslocamento, dotado de sistema AEGIS.

Os alemães já informaram que irão apresentar o projeto de suas fragatas da Classe “Sachsen” (Typ 124) e, caso haja interesse por parte da MB, também apresentariam o projeto das modernas fragatas Typ 125. Além disso, estariam dispostos a oferecerem as corvetas da Classe “Braunschweig” ( K130) para o projeto dos futuros NaPaOc.

A DCNS apresentou à MB em dezembro, toda a sua gama de projetos, desde navios patrulha de 900 toneladas até navios-aeródromo de 65.000 toneladas de deslocamento, passando por corvetas, fragatas, contratorpedeiros, NDD, LHD, entre outros. A DCNS informou estar disposta a construir qualquer um desses meios para a MB em parceria com estaleiros nacionais.

Vale destacar ainda que estaleiros da Rússia, Índia, Holanda, Reino Unido, China e Dinamarca solicitaram informações sobre o programa dos futuros navios de escoltas de 6.000 toneladas de deslocamento.

Os futuros escoltas deverão ser construídos a partir de 2011. Os participantes deverão apresentar seus projetos até meados de 2010 e deverão atender a todos os requisitos estabelecidos pela MB.

TEXTO: Luiz Monteiro (LM)

1 COMMENT

  1. Bom, parece que realmente vamos sair da estaca zero. Espero que a MB saiba aproveitar a oportunidade e para além da simples substituição de meios, possa avançar também em sua postura estratégica e doutrinal, deixando de ser uma marinha de um porto só. Ficaria muito feliz também se os offset obtidos venham de encontro ao atendimento das determinações da END.

    Que possamos vislumbrar novos horizontes e navegar definitivamente em mares mais calmos por longos anos…

    Um Bravo zulu ao futuro de nossa armada!

  2. Qualquer que seja o escolhido, a MB estará bem servida. Isso tenho plena certeza.

    As Niterói já estão na fase final da carreira, e devem mesmo ser substituidas por um novo modelo de escolta.

    abraços.

  3. Desejo que seja escolhido um projeto mais moderno, como a FREEN, senãoa própria. Tanto o KDC quanto o F-100 ficam velhos quando se vê em conjunto as três ilustrações.

  4. Prezados(as),

    em outro comentário sugeri que em 20 anos tenhamos duas flotilhas nucleadas por porta-aviões, sediadas no Rio de Janeiro e no Nordeste (Suape/PE ou Maranhão). E que cada flotilha tivesse o acompanhamento de 3 navios de escolta, além de um submarino nuclear. Pelo visto a escolha dos navios escolta está em curso.

    Vamos adiante!

    Para comentários.

    Grato.

    Rodrigo Botelho Campos

  5. Será que mais uma vez vai dar DCNS e os franceses com a FREMM? Seria muito bom, uma vez que os Franceses irão construir os Marlins “Scorpene” no Rio. A integração seria a melhor possível. Por outro lado se der algo errado, como no caso com os Espanhois, a coisa fica feia. Se for colocado tudo bem certinho em um contrato, não têm porque dar errado.

  6. Eu era fan das KDX-II… acho elas muito bem armadas, mas vendo pelas fotos agora, concordo com o marujo, as FREMM tem um desenho muito mais moderno e sao muito bem armadas tb. Tava torcendo pra da França no FX-2 agora vo torcer pra da frança com as fragatas tb =) O problema é ficarmos dependentes demais da França :~~

  7. sei não, mas seria uma boa dar uma olhada no que os russos tem a oferecer! e falando nisso nessa categoria oque eles tem de moderno a oferecer?

    valeu rapaziada, mengão penta tri cariocaaaa!!!
    minha felicidade só não é total pq essa raposa serra do sol tira o meu sono!!!!!!

  8. Particularmente, sou partidário dos KDX-II. Me parecem os mais bem armados, e a proposta dos coreanos contempla, além da reforma do AMRJ, o fornecimento de várias corvetas (que de imediato supririam a falta de navios patrulhas). Proposta que agora também é imitada pelos alemães, com a oferta conjunta das K-130 (melhores que as coreanas). Certamente essas corvetas, tanto de uma como de outra proposta, viriam com um preço bem mais em conta (quase simbílico) como um atrativo para o fechamento do negócio. Esse tipo de oferta é a que mais me agrada, dado as vantagens que oferece.
    Depois do KDX-II, minha preferência recai sobre a classe De Zeven Provinincien, tão bem armadas e modernas quanto as demais, mas que possuem um desenho mais harmonioso. Sei que isso não é um cocurso de beleza, mas os holandeses conseguiram unir eficiência e poder de fogo num projeto muito bonito.

    Abraços!!!

  9. Esdras,
    Cuidado amigo ou a ghihad do Blog vai te taxar, assim como eu, de urubulino….
    Com todo o respeito ao colega LM, só acredito vendo !!

    Sds.

  10. Muito bom,estamos no caminho certo,porém serão de 6 há 16 escoltas se não me engano(vai depender do $$$$$$)porque,se for só 6,não poderemos aposentar os outros escoltas,perderíamos poder de fogo,mas acredito que serão mais escoltas,assim como o FX-2 serão 120 aviões.

    Baschera,já estou acreditando!

    Abraços

  11. Tb torço pela escolha do KDX II, porêm, digo que vai dar FREMM na cabeça.

    Só espero que os franceses cumpram o que estão prometendo. Esse é meu medo.

    abraços.

  12. Que venha os Franceses, os Noruegueses e os Coreanos, necessariamente nessa ordem !! mas as FREMM e as De Zeven são uma obra prima, de parar o transito…ops!! a navegação !!!

  13. Ficaria tudo lindo se fossem 10 escoltas de 6.000 ton + 4 de 8100 tom.
    Agora seria tudo muuuito lindo mesmo se fosse: 6 DDG de 8100 tom + 14 de 6000 ton, somando a isso os SUB convencional + SUB nuclear + corvetas Barroso modificada, ou seja, teríamos uma esquadra da p…
    e os argentinos irian se matar de inveja, rsrsrsrs.

  14. Também só acredito vendo. Quando foram concebidas, havia a previsão de construção de, salvo engano, 12 “inhaúmas”, não é mesmo? (me corrijam se estiver enganado). Bom, todos sabem quantas foram efetivamente construídas…

  15. so acho o design das KDXII meio defasado…
    o pacote americano eh interessante, mas eu fico com um pe atras…
    o pacote alemao e sensacional… se eh bayer, eh bom…
    mas acho que deveriamos ficar com o combo frances…

  16. As KDX-II são as mais bem armadas e talvez uma das mais baratas. O grande problema é que seus equipamentos são quase todos americanos e sujeitos a limites maiores que se fizermos o negócio com os americanos. Para um projeto grande como esse que envolve não só o navio, mas tambem os sistemas e o armamento o melhor é fazer uma parceria estratégica. Por isso acho que a melhor são as franco-italianas Fremm. Sem sombra de dúvidas as Fremm são as F-35 dos mares.

  17. Justamente hoje estava matando a saudade das Pohnag Koreanas… parecem contra-torpedeiros leves com suas várias torretas, e não “corvetas”…

    Que pena que não vieram!

  18. Já estou sem paciência com esses “programas” de 30 anos pra fazer o que países sérios fazem em uma canetada.
    Isso está cheirando a EMBROMAÇÃO.
    A Marinha sabe o que quer e o que precisa, então que este molusco pare de ficar cultivando o “bolso” dos cumpadis e libere a grana pra defesa do Brasil.
    Chega de churumelas.

  19. O momento atual é de ter o pe no chão:
    Devido a crise econômica internacional se se fará nada de plano de contrução de novos navios, o que vai ser é o velho procedimento de compra de oportunidade, de material usado mas com alguma renovação tecnológica para a Marinha, o material novo está “muito mas muito caro” para o padrao do BRASIL com pre-sal ou sem pre-sal.
    O Buraco é mais em baixo…

  20. O momento atual é de ter o pe no chão:
    Devido a crise econômica internacional nao se fará nada de plano de contrução de novos navios, o que vai ser é o velho procedimento de compra de oportunidade, de material usado mas com alguma renovação tecnológica para a Marinha, o material novo está “muito mas muito caro” para o padrao do BRASIL com pre-sal ou sem pre-sal.
    O Buraco é mais em baixo…

  21. Amigo F-15, realmente o desenho das FREMM é mais modernos, mas em relação ao armamento as KDX são levemente superiores, ja que nos oferecem os Satandard! Enquanto que as FREMM que serão oferecidas(pelo menos inicialmente) virão com Aster 15, muito inferior em alcance…mas se nossos amigos da DCNS tb colocarem os Asters 30 na parada ja melhora….

    Abraços!!

  22. Parabéns a marinha pela iniciativa!Só espero que o FX naval possa ser objetivo e rápido e que possa ser aprovado antes do fim do mandato do atual governo!Volto a afirmar que na minha humilde opinião deveria haver um misto de Fremms e Kdx III!Uma parceria Hyundai, DCNS e MB serias tudo de bom!As Fremms seriam os escudos e os olhos da esquadra brasileira valendo-se dos seus Áster 15 e 30 e suas características furtivas e os seus potentes radares e grande capacidade de guerra anti-submarina enquanto que os Kdx III estariam prioritariamente preparados para ataques em terra e superficie-superficie claro que mantendo capacidades de guerra anti-submarina e de defesa aérea!Dois belos projetos de classes diferentes que proporcionariam amplos horizontes à esquadra brasileira!Chegou à hora do Brasil tomar as decisões que necessita na área de defesa como uma potência econômica que já é!!!
    Sds!

  23. Realmente concordo com algunas companheiros que citaram anteriormente a possível demora para contratação destes meios. Pensando nos possíveis atrasos, acredito que a escolha do vencedor será anunciada (se for anunciada) no final deste governo, se não ficar para o próximo. Se as desculpas continuarem aparecendo (crise econômica, eleição presidencial, contençaõ de despesas), é possível que estes navios só sejam contratados no próximo mandato do “molusco” em 2014,(se não me engano).

    Portanto creio que a decisão mais acertada e mais de acordo com nossas possibilidades, seria o início da construção IMEDIATA de mais algumas Barroso, com armamento mais moderno. O que precisamos é bater quilhas e tornar a extrutura do AMRJ útil para alguma coisa. Gastamos uma fortuna na época para adequarmos o AMRJ para receber o projeto MK 10 (Classe Niterói) , mais outra fortuna para construirmos os IKL 209, sem contar as adequações necessárias para a construção das Inhaúma e Barroso. Tudo isto com a justificativa de que precisávamos de transfereência de tecnologia para alcançarmos a tão desejada independência na construção de navios.

    Passam-se alguns anos e toda a extrutura, pessoal, know-how adquiridos com altos custos aos cofres públicos (e instalados no AMRJ), estão ociosos e não produziram nenhum fruto que os justificasse.

    Portanto, se não for realmente levado a sério um plano contínuo de construção de novos navios (que justifique a existencia de uma extrutura para construção contínua de novas embarcações), não há justificativa nenhuma para que o MD exija a transferência de tecnologia, como parte principal de qualquer contrato que nos contemple com novos meios. Seria muito mais barato, econômico e rápido, comprarmos essas escoltas, submarinos diretamente do exterior, não exigindo sua consrrução por aqui.

    O grande desperdício gerado pela ociosidade do AMRJ, é um caso que merece investigação do Ministério Público. Como podemos não ter nem verbas para manter nossos navios em operação e ao mesmo tempo contratar a construção de novos meios no Brasil, através de um projeto já reconhecido por suas qualidades e que vai demandar mais gastos para a adequação do AMRJ? Por que não compramos diretamente da França, Coréia, Espanha, sem transferência de tecnologia nenhuma e com custos menores que viabilizariam mais unidades? Para que queremos tranferência de tecnologia, se possivelmente haverá “contenção de despesas” e nenhuma unidade adicional, bem como navios melhorados (por assimilação e desenvolvimento do projeto escolhido) jamais se~ro construidos?

    Precisamos decidir oque queremos para o Brasil. Ter uma Marinha mais moderna não implica em construirmos nada por aqui. Pagarmos por “conhecimento” só faz sentido se sempre tivermos, pelo menos, uma ou mais unidades sendo construidas simultâneamente no AMRJ.

  24. Mais um porém…

    Precisávamos pensar na possibilidade de transformar o AMRJ numa empresa de fato. Uma empresa que tenha o lucro como uma de suas principais diretrises. A demanda por novos navios de carga, petroleiros, plataformas de petróleo é grande no mundo todo e inclusive no Brasil. A existência de mais um estaleiro no Brasil, bem como a existência de um especializado na construção de meios dedicados a defesa (navios de patrulha, corvetas, oceanograficos) seria extremamente benéfico ao nosso país.

    A sua transformação em uma empresa, com a posterior venda de 49% das ações, faria do AMRJ um estaleiro muito competirivo, com administração público-privada. Deixaríamos de ter uma extrutura ociosa, para ter um dos únicos (se não for o único) estaleiro especializado em navios de guerra da América Latina.

    Exemplos deste tipo, já existem no Brasil. Não podemos esquecer a Petrobrás e o Banco do Brasil que disponibilizam suas ações na Bolsa, possuem uma administração mista ( o presidente das empresas é indicado pelo Governo Federal, mas os diretores – que representam os acionistas – participam efetivamente da direção das empresas) e todos os anos fazem lucros maravilhosos.

    Imaginem o tamanho do mercado existente hoje para estes produtos, levando-se em conta somente a América Latina e principalmente nossos parceiros do Mercosul.

    Um abraço a todos…

  25. Tomara que seja as FREMM, são mais modernas, seja uma salto qualitativo na MB, mas vcs sabem como a vida é ne!
    Nem sempre temos o que sonhamos, estas FREMM não são mais caras do que as concorrentes…

  26. OLÁ VISITEM O SIMÓN BOLIVAR NO CENTRO CULTURAL DA MARINHA…EU FUI NO SÁBADO E ESTAVA ABERTO AO PÚBLICO, ELE FICA NO RIO DE JANEIRO ATÉ QUINTA FEIRA….HOJE O CENTRO CULTURAL ESTÁ FECHADO SE NÃO ME ENGANO MAS AMANHÃ ABRE…GOSTEI MUITO DO NAVIO E OS FORAM TRIPULANTES MUITO EDUCADOS EM ESPECIAL OS CADETES…

  27. Eu acho que as propostas que incluem corvetas e patrulhas não seriam boa escolha, independente da qualidade do meio principal, porque afetaria a retomada que está sendo feita agora, do desenvolvimento de projetos locais. Aí ficaríamos só com a Barroso mesmo de projeto “nosso”, e os questionamentos do Zorann a esse respeito me parecem totalmente corretos . E, pelo tamanho e variedade das ofertas, este deve ser um processo muito mais delicado que o FX-2.

    Abraços

  28. amigos vejam o site defesabr lá tem um bom artigo sobre o FX da MB,mas com uma visão mais politica dos fatos.

  29. Em toda esta discussao gosto muito da idéia das Super Barroso, uma forma de valorizar a indústria nacional.
    Creio que um projeto destes ganha ainda mais força quando consideranos os custos das novas escoltas. Não serão mais do que seis, embora eu possa, na teoria, imaginar vários pacotes.
    No final, a disputa será entre FRança, Coréia e Alemanha na minha opinião. Em termos políticos os EUA já vão levar o FX-2 com o F-18, então haverá margem de manobra para um projeto de escoltas nào americano.
    Eu , pessoalmente, sou KDX-II na cabeça, pelo preço, pela flexibilidade e pela oferta das 10 corvetas de *brinde*. Se fosse concursod e beleza ganhava a FREMM…Depois, ajustes no desenho para incremento das características stealth não é bico de sete cabeças…
    Penso eu que em termos políticos e econômicos seria viável 6 KDX-II e 6 super Barroso. Doze navios modernos e poderosos para escoltar um LPD ou LPH, o São Paulo (longevo!) e, supremo dos sonhos, um novo NAe.

  30. Jacubão ,
    Se for construirem mais Barroso, espero que analisem o seu desenho.
    As Barroso “type Jacuba”. ehehehehe.
    Apesar da brincadeira elas ficaram excelentes e muito bem aramadas!!!
    Abraços!!!

  31. Não tenho noção do que ingleses e dinamarqueses poderão oferecer à MB nesta altura do campeonato. Alguém, no blog, tem alguma idéia.

  32. Zorann,

    Sua idéia não é má, mas eu vejo o AMRJ como um pilar da Marinha na área de defesa, como a Engepron certamente o será na área de projetos.
    A idéia de tornar o AMRJ comercial pode ter seus atrativos- e os tem! – mas o Arsenal serve a outros propósitos também: manutenção, reparos…. Na indústria de defesa a opção *de mercado* nem sempre é a melhor, porque esse é um segmento que envolve estratégias nacionais e, no nosso caso, está intimamente ligado à Esquadra. Tornar o AMRJ uma empresa com ações em bolsa significa buscar o lucro, obedecer à lógia do mercado (esse mesmo mercado que por irresponsabilidade e ganância quase ferra a economia mundial), agradar aos acionistas… Nâo quero ver a Marinha contingenciando seus recursos para poder contratar o estaleiro do qual é sócia só porque a diretoria do mesmo acha o projeto de um petroleiro mais rentável do que o de uma corveta, por exemplo….

  33. o Cronista…

    Isto aí será realmente muito interessante no dia em que o AMRJ passar a exercer de fato sua real missão: proporcionar a Marinha os meios necessários ao cumprimento de sua missão constitucional

    Comparar a grandesa do AMRJ à de uma oficina de reparos, é realmente não reconhecer a grandeza de nosso país…..

  34. Já estou sem paciência com esses “programas” de 30 anos pra fazer o que países sérios fazem em uma canetada.
    Isso está cheirando a EMBROMAÇÃO. (2)

    Agora de FATO, os pensamentos dos companheiros acima: Zorann, Jacubão e Clêuber estão certissimo.

    Só NÃO concordo com esta IMPOSIÇÃO que tenha que ser escolhido (vençedor) só um dos meios aqui citados, poxa como o Jacubão citou, o ideal seriamos ter: de 10 a 12 Escoltas de 6.000t, podendo assim serem configurados e classificados, como FRAGATAS, as FREEMMs (6 unidades, configuradas para anti-aereas e anti-subs) e como DESTROIER (Contra-Torpedeiros) as KDX-II (6 unidades, configuradas para guerra de superficie e terrestre).

    O melhor seria era ter tanto a DCN e a Hyunday trabalhando junta com a MB, e não só escolhermos uma opção, e darmos total confiaça a esta empresa, uma ficava com o ARMJ (Reformava e Ampliava suas capacidades) e a outra seria agraciada com a Base Naval de Aratu (reformava e ampliava), e teriamos assim MATADO DOIS COELHOS, com um bela PORRETADA, poís termos só um destes meios, na minha visão continuariamos CAPENGAS, um completa o outro.

    E como muitos colegas acima CITARAM, é impresindivel a continuação da construção de pelo menos + 3 unidades da “Fragata Leve” Super Barroso, ao final teriamos um número de 16 Escoltas (que poderiam se ampliadas até 20, com a compre de +4 tanto de KDX-II, como de FREEMs, ou até compra de ocasião), para mim estaria assim a MB perfeita para ser distribuida em 3 bases navais (Rio, Salvador e Belem).

  35. “Tanto o KDC quanto o F-100 ficam velhos quando se vê em conjunto as três ilustrações.”

    A FREEM que vc está vendo é uma maquete, os outros 2 navios são reais.

    “O problema é ficarmos dependentes demais da França :~~”

    Normal, já parou p/ ver a nossa dependência em relação á Israel???

    “Proposta que agora também é imitada pelos alemães, com a oferta conjunta das K-130 (melhores que as coreanas). Certamente essas corvetas, tanto de uma como de outra proposta,…”

    Não há K-130 suficiente em uso p/ fazer frente á proposta coreana, então alguem vai sim pagar um bom valor $$$ p/ ter-las contruídas.

    “Sem sombra de dúvidas as Fremm são as F-35 dos mares.”

    Então quem seria um DDG-51???

    “…virão com Aster 15, muito inferior em alcance…mas se nossos amigos da DCNS tb colocarem os Asters 30 na parada ja melhora….”

    Alcance é importante mas mais ainda, qual a capacidade em engajar alvos do sistema pretendido??? o Aster-30 empata o que o Standard SM-2 faz??? A que custo???

  36. Mauricio R. , o Aster 30 não empata com o Standartd, pq o Radar usado nas FREMM, o Herakles, não tem um alcance tão grande qt os da KDX,(com os Herakles, o alcance se limita a uns 80 km no maximo) mas o aster 30 tem alcamce de mais de 100KM com o radar das Horizon, que por sua vez tb equipam as Type 45 e vão equipar os novos PA da RN!

    Abraços!

  37. Mas vcs já pararam p/ pensar como é que a MB, que apanha prá burro p/ manter, operar e guarnecer uns barquinhos de 4200-4400 ton.; vai rebolar c/ esses monstrinhos de 6000 ton. atuais???
    A nossa realidade tecnológica vai do “ModFrag” á “Barroso”, mas esses designs aí prá cima tem um nível de automação elevado e sofisticado, então estaria o país e a MB capacitados em atende-lo???
    A questão que eu estou propondo não diz respeito aos sistemas de armas, mas aos sistemas relacionados á operação dos navios em sí.
    Sistemas de controle ambiental, de controle remoto da sala de máquinas, planta de ar condicionado e de ar comprimido, propulssores azimutais, geração de energia elétrica por exemplo.

  38. Mauricio,

    a idéia do projeto da obtenção destes navios e a modernização do AMRJ é justamente capacitar a MB e dar passos a frente na construção de sua compentencia em operar meios mais modernos.

    Zorann, se nós tivéssemos junto a um planejmanto estratégico de longo prazo para as fa’s, uma política de defesa que não fosse de faz de conta, até poderíamos vislumbrar soluções para o que você corretamente coloca.
    O problema maior de se fazer defesa no Brasil é justamente esse. Não temos visão ( a sociedade civil e governo) do que nos propomosa ser e a fazer como país. Já faz tempo não temos um projeto de país no Brasil. Sem esta noção de projeto de país, não temos direção certa, e menos ainda parâmetros político-estratégicos para alavancar a industria e seus ciclos de produção. Como naturalmente acontece nos paises do primeiro mundo, que tem a consciência do valor de se planejar o desenvolvimento do país em todas as suas vertentes, incluso aí a defesa. Esta característica no Brasil ainda estamos longe de a possuir. E pelo andar das coias ainda vai demorar mais do que um pouco.

    Abraços

  39. Por que a MB não estaria apta a operar esses navios? A MB esta em franco processo de aperfeiçoamento ate chegar a sua excelência!!
    Quando chegaremos a uma Marinha que orgulhe a sua nação? Acho, pessoalmente que vai do ponto de vista de cada um. A nossa MB é em sua plenitude, na minha opinião, de atuação maravilhosa, embora tenhamos tao pouco e insatisfatórios meios para o qual podemos atuar.
    uma outra observação é que cada nação engendra a sua propria marinha. Todas as naçoes agem estrategicamente e doutrinamente segundo as possibilidades que tem. É possivel importar doutrina, estrategias e meios de atuação naval? Se sim, isso se adaptaria a nos?
    Se vamos apanhar, ou não, é bom! Pois faz parte do crescimento da nossa MB! Acredito que a nossa Marinha do Brasil tem, sim, capacidade e um pessoal pronta a ser treinado para tanto! E se não o temos CONSEGUIREMOS!!!!

    Acho que esta nova estrategia de defesa nacional vai possibilitar essa visão polita de defesa. Alias, temos que acreditar nisso -tanto a sociedade civil como o pessoal de marinha. E esta ultima mais ainda! Se não acreditarmos, ai sim, ficaremos na mesmice e uma mudança para melhoros irá se prolongar por mais alguns anos.

    numa luta não importa as armas que temos o mais importante é a alto estima de queremos vencer pois isso lhe trará inteligencia para superar os mais grandes desafios! É como a história de Davi e o gigante Golias que tinha apenas uma pedra…
    Não serão os navios que irão fazer de nos uma boa marinha e sim o seu pessoal!!!! Portanto, companheiros avante!

    Bem vindos aos novos navios!

    abraços

  40. Mauricio R. disse:
    “Mas vcs já pararam p/ pensar como é que a MB, que apanha prá burro p/ manter, operar e guarnecer uns barquinhos de 4200-4400 ton.; vai rebolar c/ esses monstrinhos de 6000 ton. atuais???”

    Eu digo que na década de 1970 Oficiais e Praças brasileiros (no caso destes últimos sabendo quase nada de inglês) — egressos do serviço em cruzadores e contratorpedeiros da 2ª Guerra Mundial, com eletrônica valvular (isso quando tinha eletrônica) e maquinaria a vapor — conseguiram manter, operar e dominar navios com sistemas de combate digitais, mísseis, canhões automáticos, propulsão CODOG com hélice de passo controlado, cidadela NBQ, tudo isso coisa que nunca se vira isso antes no país.
    Espero que vc tenha entendido a msg.

    GHz

  41. […] O VL MICA faz parte do sistema de armas das fragatas FREMM oferecidas à Grécia. O sistema também seria uma opção para o Brasil, caso a FREMM seja selecionada como a futura escolta brasileira. […]

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