tomahawk-foto-gde-raytheon

A Raytheon noticiou nesta segunda-feira, 4 de maio, que desenvolveu um plano tecnológico para aprimorar as capacidades do Tomahawk Block IV para alcançar alvos móveis, o que permitirá às forças navais engajarem efetivamente alvos marítimos de superfície com a arma.

Segundo a empresa, essa capacidade permitirá que a embarcação lançadora ataque com o míssil um alvo a mais de 900 milhas náuticas de distância, esteja ele em terra ou no mar. O Tomahawk Block IV pode ser lançado de navios e submarinos, e foi desenvolvido para realizar ataques precisos e de longa distância contra alvos de grande valor e bem defendidos. Mais de 1.900 mísseis Tomahawk já foram disparados em conflitos desde 1991, e a produção do Block IV já superou 1.300 unidades.

A Raytheon já havia divulgado, em janeiro, as tecnologias-chave necessárias para o desenvolvimento da capacidade antinavio do Tomahawk Block IV: integração de uma cabeça de busca; integração de sensor para detecção de assinaturas eletrônicas de navios; aumento da velocidade de transmissão e da largura de banda do datalink existente; e desenvolvimento da carga explosiva para permitir a penetração das blindagens dos navios de guerra do século XXI.

tomahawk-linha-montagem-foto-raytheon

Fonte e fotos: Raytheon

 

34 Comentários to “Raytheon desenvolve capacidade antinavio para o Tomahawk Block IV”

  1. Wilson Johann disse:

    A desvantagem desse míssil (ou a vantagem dos navios) é a sua baixa velocidade (subsônica), propiciando maior tempo para engajamento pelo sistema de defesa dos navios. Me parece um alvo facil para os sistemas CIWS e mísseis dos navios.

    Abraços!!!

  2. Wilson Johann disse:

    E tem também o tamanho deles, o que facilita sobremaneira sua detecção. Mas, por outro lado, se atingirem o alvo o estrago será imenso, dado a poderosa carga explosiva que transportam.

    Sds!!

  3. Max Loco disse:

    e como anda o SCALP Naval dos Franceses? disseram que teria capacidade de um tomahawk

  4. Cantarelli disse:

    Que vcs me disem sobre esse missil comparado ao missil matador da avibras ele é superior?

  5. marlos barcelos disse:

    é muito caro. um míssil desses custa mais de 1 milhão de dólares, na realidade em torno 1,5 milhões. Não dá pra ficar comprando esses mísseis.

  6. Zorann disse:

    Do jeito que a coisa anda, daqui alguns anos navios serão completamente desnecessários. Isso deve assustar qualquer um. Mesmo que ele possa ser detectado, imaginem o desespero dos tripulantes vendo na tela do radar uma arma desta se aproximando de seu navio. Não deve ser fácil não…

  7. Dalton disse:

    Caro Zorann

    navios podem levar seu poder de fogo a qualquer lugar, e nao deve ser fácil para aqueles em terra ou a bordo de navios “inimigos” ver na tela de radar tais misseis aproximando-se e com o aumento do alcance de tais misseis, os navios que os lançam podem mesmo passar despercebidos, embora o melhor meio de lança-los continue sendo o submarino.

    abraços

  8. Tiago Jeronimo disse:

    Será que ele vai ser do tipo sea-skimming? Se for a velocidade sub-sônica não é um problema, afinal todos os bons misseis antinavios ocidentais são sub-sônicos, apenas os russos usam misseis supersônicos que tem a desvantagem de maior assinatura térmica e baixa capacidade de manobra.

  9. Francisco AMX disse:

    Alvo fácil para um Trinity!

  10. RaphaelSC disse:

    Caro Cantarelli,

    O “matador” da AVIBRAS nunca existiu de fato. É apenas uma proposta aguardando um investidor.

  11. RoLoUcO disse:

    vai chegar o dia, que quem for soldado dos estados unidos, vai receber um computador em casa i pronto! ja estara em combate!!

  12. Antonio disse:

    As notícias recentes dão conta de que a Marinha do Brasil estaria satisfeita com o desenvolvimento de um míssil nacional cujo alcance estivesse dentro do horizonte radar dos navios da MB, ou seja, apenas 60km.

    Parece-me insensato em pleno século 21 contentar-se com um míssil de alcanse tão ínfimo e não fazer uso de tecnologias que permitam ao míssil atingir alvos além do horizonte.

    Vamos ter em mente que a área de negação de uso do mar de um míssil corresponde à área que ele pode atingir a partir do ponto de lançamento. Isso equivale à área de um círculo, centrada no ponto de lancamento, com raio igual ao seu alcance, ou seja, a área de negação de uso do mar de um míssil = PI * quadrado do alcance do míssil.

    Com 60km de alcance o míssil nacional teria uma capacidade teórica de “negar o uso do mar” numa área de 11 mil quilômetros quadrados (PI*60*60).

    Só para efeito de comparação, o Tomahawk com um alcande de 900 milhas (ou 1.666,8km) “nega o uso do mar” dentro de uma área de 8.728.042 quilômetros quadrados (PI * 1.666,8 * 1.666,8) !!!!!

    Para aqueles que não foram maus alunos em geografia na escola, salta aos olhos o número acima pois ele equivale à área do Brasil !!!

    >>>>>> Um único Tomahawk teria a capacidade teórica de cobrir uma área equivalente à do Brasil !!!! <<<<<<<

    Cada um que reflita sobre o assunto e tire as suas próprias conclusões.

  13. Cronista disse:

    Antonio, o que a Marina busca, realisticmente, é ter um míssil anti-navio com alcance na casa dos 60Km inteiramente nacionalizado!

  14. Roberto CR disse:

    RoLoUcO

    Pra pensar junto com a sua afirmação, veja uma das manchetes da BBC hoje: Governo americano quer criar força de guerra digital.
    Pois é, o uso da maquininha tem de ser discutido também.

    Abraços

  15. Bosco disse:

    Wilson,
    o Tomahawk block IV tem 1,5 t. O Brahmos que todo mundo acha o máximo tem 2,5 toneladas. Tem outros mísseis russos que têm mais de 3 t.
    E o Tomahawk é grande?
    A versão IV do Tomahawk incorporou a tecnologia stealt que já era similar ao do Harpoon nas versões anteriores. Agora ficou mais “furtivo”, o que compensa a sua baixa velocidade. Que diga-se de passagem não é menor que a do Harpoon, nem que a do RBS15, nem do Otomat, nem que a do Exocet Block 3, etc.
    Ou seja, se velocidade for um problema é para todos os outros mísseis ocidentais que adotaram esse conceito. Ter baixa velocidade, ser pequeno e discreto.
    O Tomahawk além do mais usa um sistema de orientação passivo, o que junto com seu turbojato “frio” e seu baixo RCS faz dele um alvo extramamente furtivo.

    Cantareli,
    o Matador da avibrás seria, se tivesse sido desenvolvido, um “peso leve”. O Tomahawk é um “peso pesado”

    Marlos,
    Um milhão e meio de verdinhas? Os nossos Penguin custaram o dobro.
    Esse aí deve bater fácil os 6 milhões de dólares.

    Tiago,
    embora ele provavelmente possa operar “sea skiming” na verdade ele não precisaria desse artifício já que é altamente “furtivo”. Deve adotar um perfil de vôo mais alto para poupar combustível. Não que ele precise.
    Para um míssil stealth o perfil de vôo sea skiming não é vantajoso já que desobriga o navio a procurar em um maior volume de espaço. Sendo furtivo o defensor tem que tentar achá-lo em qualquer nível o que dificulta a detecção.

    Francisco,
    provavelmente um Trinity, caso o engajasse a tempo, não conseguiria fazer sua expoleta de proximidade funcionar.rsrs…
    Um míssil anti-navio ocidental típico tem um RCS de 0,1 m2 e em geral é detectado a cerca de 20 km do navio. Bem menos que o horizonte radar que está a cerca de 40 km.
    O Tomahawk por ser stealth, tem um RCS bem menor que o típico míssil anti-navio ocidental e deve ser detectado a distâncias bem menores.

    Só de curiosidade eu já havia em um post anterior cogitado da possibilidade do Tomahawk ter capacidade anti-navio. Tal possibilidade havia sido aventada em fóruns de discussão estrangeiros e eu achava muito lógico, principalmente pelo fato dos novos Burkes não levarem os Harpoons.
    A capacidade anti-navio do Tomahawk Block IV reverte o quadro em relação a um combate mano a mano entre navios, que era teoricamente favorável aos supermísseis gigantes russos.
    Para contrapor a esses mísseis, a US Navy usa seus F-18/Harpoon.

    Um abraço a todos.

  16. Bosco disse:

    Algumas mudanças externas do Block IV em relação aos modelos anteriores é a presença de uma cauda com 3 aletas e não 4, e a tomada de ar embutida a lá Harpoon. Nas versões anteriores a tomada de ar era saliente, o que aumentava o arrasto e o RCS.
    Correção do meu comentário anterior: o Tomahawk tem um turbofan e não um turbojato.
    Essa notícia vem de encontro a outra, que é o cancelamento do Harpoon block 3.
    Também devemos ter surpresas em relação ao programa do míssil anti-navio americano de longo alcance “Long Range Anti-Ship Missile Demonstration” que estuda conceitos para um novo míssil que iria substituir o Harpoon . Provavelmente será cancelado (?).

  17. Bosco disse:

    Para alcances abaixo do horizonte radar os escoltas americanos contam com seus mísseis sup-ar (ESSM e Standard). Em distância médias (até 130 km) com o Harpoon, que pelo jeito não será modernizado.
    Para distância maiores, bem maiores, contarão com o Tomahawk.
    O LCS terá os mísseis PAM com alcance de 40 km.
    Acredita-se que haja uma versão do SLAM-ER (300 km) lançada verticalmente. O que daria uma outra opção stealth anti-navio mais econômica para os americanos em distâncias além do alcance do Harpoon, também com capacidade de operar em águas marrons e contra alvos no solo, inclusive móveis.

  18. Bosco disse:

    Complementando: o RAM block I também possui capacidade de engajar pequenos barcos, portanto, é mais uma arma guiada anti-navio à disposição da US Navy.

  19. Bosco disse:

    É muito pouco provável que ocorram engajamentos navais a 1000 milhas navais, mas sem dúvida poderão ocorrer a distâncias menores, em torno de 900 kilômetros acho razoável para um força dotada de AEWs. Embora pouco provável.
    A vantagem do alcance do Tomahawk será a de possibilitar que o míssil fique “vadiando” em determinado ponto esperando a hora de atacar. Também a possibilidade do míssil atacar vindo de direções inesperadas é uma possibilidade, já que com esse excesso de alcance o míssil pode literalmente vir por trás.
    A capacidade de reataque também é uma grande vantagem de mísseis como o Tomahawk. No caso do sistema de busca perder o travamento ele simplesmente pode tentar de novo, e de novo, até acertar ou ser abatido.
    Pelo visto a cabeça de busca terá, além do sistema de formação de imagem IR, um sensor passivo anti-radiação, o que lhe permitira uma capacidade “todo tempo”, além de maior flexibilidade e precisão.

  20. Bosco disse:

    Olá! Alguém aí?
    Só eu que falo, é?
    Cadê o povo?
    Só eu que me animai com o post. rsrsrs……

  21. Rodrigo Rauta disse:

    Bosco, vc é o Brainiac????
    Porra!!! Vai ter informção assim la em Kripton!!!
    vc deve ter assustado a galera!!!!!ahahahahahha!
    Abraços amigo!!!!!!!

  22. Patriota disse:

    Seria interessante comprar alguns destes Tomahawk Block IV para
    a marinha pois o grande alcance destes misseis seria algo interessante ainda mais devido a grande extensão de nossa costa
    maritima

    saudações

  23. Dalton disse:

    Bosco,

    valeu a “aula” !!

    abraços

  24. Wolfpack disse:

    Bosco, já que você comentou tanto. Qual a “vaciana” para este tomahawk naval? Seria os PHALANX CIWS?

    http://www.youtube.com/watch?v=cP6GpAnmAPU&NR=1

  25. Francisco AMX disse:

    BOSCO SEU “ANALFABETO”! RSRSRSRS
    sempre bom ler suas “aulas” !

    ABRAÇO QUERIDO AMIGO!

  26. Bosco disse:

    Wolfpack,
    sem dúvida os Phalanx não deverão sair de moda tão cedo haja vista serem a melhor opção para mísseis altamente furtivos desses que vêem por aí.
    Só pra citar alguns temos os NSM, Exocet block 3, Tomahawk block IV, JSOW C, SLAM-ER (?), etc.
    Esses mísseis, se fizerem tudo o que prometem, serão detectados muito tarde e seriam melhor engajados por sistemas totalmente automáticos e à queima roupa.
    Sistemas de mísseis precisam de um tempo maior, o que significa que os sensores do navio devem ser capazes de detecção a maiores distâncias, coisa que a tecnologia stealth tenta evitar. E além do mais tem o próprio sistema de busca do míssil que provavelmente encontraria dificuldade em travar em alvos altamente furtivos.
    Ponto para os sistemas à queima roupa baseado em canhões, com sistemas de sensores multiespectrais e totalmente automáticos como o Phalanx Block IB.

    Senhores,
    obrigado pelos elogios mas não são fundamentados. Os comentários dos senhores é que são motivos de elogios em temas que eu fico apenas de espectador, aprendendo todo dia.
    Um abraço meus caros.

  27. J Roberto disse:

    Bom,depois de algumas semanas de um descanso merecido nos States,é hora de voltar,apesar de eu não ter comentado aqui no blog esses dias,mas o acessava diariamente para me manter bem informado!rsrs

    Os Tomahawk(machado de guerra) Blck IV foi tema do blog já no ano passado,quando noticiado que a Armada Espanhola queria adquirir este míssil.
    A US Defense Security Co-operation Agency notificou o Congresso dos EUA sobre a possível venda à Espanha, pelo FMS (Foreign Military Sale), de 20 mísseis Tomahawk RGM-109E Block IV “Land Attack” (Ataque Terrestre), no valor de US$ 156 milhões.

    O valor cobre também a aquisição de 5 sistemas de controle, incluindo hardware/software, canisters, containers, equipamentos de teste, peças de reposição, treinamento e apoio logístico.

    A vontade da Armada da Espanha era equipar suas fragatas F-100 com o Tomahawk, para garantir o apoio à forças terrestres espanholas que estiverem sob fogo inimigo, reduzindo danos colaterais, graças à precisão e o longo alcance do míssil.Resta saber,se realmente a Espanha conseguiu adquirir estes mísseis,não tenho essas informações.

    sds.

  28. Bosco disse:

    Correção: (pra variar.rsr….)
    …desses que “vêm” por aí…, e não desses que “vêem”… rsrs….
    Eu dou cada cacetada no português!rsrs…

  29. Henrique Sousa disse:

    Valeu Bosco, obrigado.

  30. Nunão disse:

    Pois é, Bosco, na hora que subi este post imaginei que vc iria comentar bastante, hehe.

    Saudações!

  31. Mauricio R. disse:

    “Que vcs me disem sobre esse missil comparado ao missil matador da avibras ele é superior?”

    Somente no ego…

  32. Nelson Lima disse:

    Papai, eu quero um desses pro nosso “submalino” nuclear!

  33. Bosco disse:

    O Nunão e os outros editores já sabem o perfil psicológico de todos do blog e de vez em quando fazem a festa da galera.rsrs…

  34. Bosco disse:

    Um abraço meu caro Nunão e manda mais míssil pra nóis dá pitaco. rsr…

Comente

Você precisa estar logado para postar comentários.

Saiu o número 4 da nossa revista impressa Forças de Defesa, com 96 páginas. Garanta já o seu exemplar, por apenas R$18,00. O preço inclui o envio registrado pelos Correios e a embalagem protetora. Para adquirir o seu exemplar, clique num dos botões abaixo. Use o PagSeguro para gerar um boleto pagável em qualquer banco e o PayPal para pagar com cartão de crédito. Para dúvidas sobre outras formas de pagamento e demais informações, envie um e-mail para revista@fordefesa.com.br. Ao comprar a revista, o leitor torna-se assinante dos sites das Forças de Defesa, podendo postar comentários após o seu cadastramento.