A Marinha do Brasil realizou o salvamento de dois tripulantes do veleiro “Dalkiri” (África do Sul) que estava naufragando no Oceano Atlântico, a aproximadamente 2.000Km da costa do Estado do Rio de Janeiro. A tripulação era formada por um casal que residia no próprio veleiro: uma cidadã inglesa com 59 anos de idade e um sul africano, com 63 anos.

Nesta viagem, o “Dalkiri” partiu do porto de São Francisco do Sul (Santa Catarina) no dia 30 de maio e dirigia-se para a África do Sul, quando foi surpreendido por uma violenta tempestade, após ficar alguns dias parado no mar em meio a uma calmaria.

As buscas e o resgate
O pedido de socorro do veleiro “Dalkiri” foi emitido no dia 1º de maio e recebido por outro veleiro chamado “Far Away” que, por sua vez, o retransmitiu para uma estação rádio amadora da África do Sul.

A estação rádio acionou o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento de Cape Town (África do Sul) que pediu apoio à Marinha do Brasil, por intermédio do SALVAMAR BRASIL, pelo fato do veleiro encontrar-se em águas sob responsabilidade brasileira, no que se refere às atividades de Busca e Salvamento.

O Centro de Coordenação de Busca e Salvamento do Rio de Janeiro (SALVAMAR SUESTE), que funciona no Comando do 1º Distrito Naval (RJ), assumiu a coordenação das buscas, realizando contato com diversas estações rádio costeiras e navios mercantes que estavam navegando na área.

A Marinha do Brasil acionou a Fragata “Bosísio”(F-48), que suspendeu às 2h da manhã do dia 2 com um helicóptero, enquanto a Força Aérea Brasileira acionou uma aeronave Hércules (C-130), no dia 3, para auxiliar nas buscas.

No dia 4, a Marinha do Brasil solicitou o apoio de dois navios mercantes que foram ao encontro do “Dalkiri”. No final da tarde, os dois conseguiram estabelecer comunicações com o veleiro, que encontrava-se com problemas de alagamento e sem possibilidades de navegar.

Na madrugada do dia 5, os navios encontraram-se com o veleiro, reportando que o mar estava bem melhor e que os tripulantes passavam bem. Nesse mesmo dia, a Fragata “Bosísio” chegou à área e, ao final da manhã, realizou o salvamento dos tripulantes, utilizando o seu helicóptero, em uma manobra conhecida por “pickup”, quando o casal foi resgatado do veleiro para o helicóptero por meio de um guincho. O veleiro “Dalkiri” foi abandonado em processo de afundamento.

Devido à distância do local do resgate e às buscas realizadas, a Marinha do Brasil precisou acionar, também, o Navio Tanque “Gastão Mota”(G-23), que partiu do Rio de Janeiro e encontrará a Fragata no seu regresso, para reabastecimento de combustível. A Fragata “Bosísio” chegará no Rio de Janeiro na noite do dia 8 para 9 de maio.

Fonte: MB

 

belgrano-sinking

guerra-no-mar-batalhas-e-campanhas-navais-que-mudaram-a-historiaNos últimos anos tem havido uma maior aproximação entre a comunidade acadêmica e as Forças Armadas brasileiras. Entre os frutos desta aproximação está o excelente livro recém-lançado pela Editora Record, Guerra no Marbatalhas e campanhas navais que mudaram a história, organizado pelo almirante Armando Vidigal e pelo comandante Francisco Eduardo Alves de Almeida. O livro reúne 15 artigos escritos por sete oficiais da Marinha do Brasil e sete professores universitários (sobretudo de instituições do Rio de Janeiro), que abarcam batalhas navais da Grécia Antiga ao conflito pelas ilhas Malvinas.

Todos os artigos dão grande atenção ao contexto político no qual se desdobram os combates navais. É possível perceber como as potências em ascensão ambicionam a construção de poderosas marinhas de guerra, para garantir o domínio de rotas comerciais, acesso a matérias-primas ou negar o espaço marítimo a adversários.

Através das batalhas, o leitor pode acompanhar a evolução da tática naval e as inovações tecnológicas, dos remos às velas e depois a energia a vapor, que revolucionaram a maneira de lutar no mar; a formação de grandes linhas de batalha, como as de Trafalgar, combate que resultou no fim das ambições oceânicas napoleônicas.

O livro começa pela Batalha Naval de Salamina, depois a de Mylae (260 a.C.), que marcou o início da conquista do Mare Nostrum Romano; Lepanto; A Invencível Armada; Guerras Anglo-Holandesas; Trafalgar (1805); Hampton Roads; Batalha Naval do Riachuelo; Batalha Naval de Yalu, entre Japão e China; Tsushima; Jutlândia; A Batalha do Atlântico; Midway; Leyte e, por último, Falklands/Malvinas.

O artigo sobre a Guerra das Malvinas detalha o episódio do afundamento do HMS Sheffield, com alguns dados interessantes e desconhecidos. As lições do conflito, em particular a importância do submarino nuclear, que afundou o cruzador General Belgrano (foto do alto), são muito bem expostas no artigo do almirante Vidigal.

Guerra no Mar é um livro obrigatório para todos os estudiosos do Poder Naval.

 

Complementando as fotos dos acidentes no Porto de Santos provocados pela chuva torrencial da última segunda-feira, dia 04.05, seguem mais fotos do temporal na cidade. A primeira foto foi às 15:30h e a imagem de número 13, às 17:00h, com um belo arco-íris.

Notar o “anoitecer” no meio da tarde ! O que é a natureza…

Imagens: Fraga via Wanderley Duck