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Segundo o Grupo Jane´s, a Marinha alemã está mantendo conversações com a ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS) acerca do submarino U214 originalmente encomendada pela Marinha Helênica, após prolongadas dificuldades contratuais entre a Alemanha e a Grécia.

A unidade em questão é o submarino Papanikolis (S120), o primeiro de quatro submarinos U214 encomendados por Atenas no ano 2000. O Governo grego se recusou a aceitar o submarino em 2006, após as primeiras provas de mar, por causa de “deficiências técnicas”. A Grécia ainda se recusa a aceitar o submarino e tem deixado de efetuar os pagamentos, pedindo uma revisão do contrato de nove anos.

u214

Em setembro de 2008, a Agência de Defesa alemã BWB (Bundesamt für Wehrtechnik und Beschaffung) realizou extensas provas de mar com o Papanikolis e certificou a navegabilidade do submarino.

A integração do Papanikolis à Marinha Alemã seria relativamente simples, porque a classe U214 é similar à U212 em serviço naquela marinha. No entanto, o negócio seria feito fora do orçamento regular, para não obstruir o terceiro lote do U212 planejado.

Uma vez que o U214 foi construído sob especificações gregas, será necessário fazer modificações em alguns equipamentos, para satisfazer exigências operacionais da Marinha Alemã.

Segundo o Jane´s, a Grécia deve à TKMS um total de 609 milhões de euros (US$ 839 milhões) em pagamentos pendentes. O segundo U214 grego Pipinos (S121) encontra-se fazendo provas de mar em Piraeus. A prontificação das demais unidades, Matrozos (S122) e Katsonis (S123), prossegue normalmente.

Abaixo, o vídeo promocional grego do U214 e do programa de modernização Neptune II para a instalação de propulsão AIP nos U209 helênicos.

 

Nota de falecimento

Faleceu, no último dia 19 de maio, o Almirante-de-Esquadra José Maria do Amaral Oliveira. O Alte Amaral teve uma longa carreira na MB, mas será eternamente lembrado pela sua contribuição ao renascimento da Aviação Naval . Na década de 1960 o então Capitão-de-Fragata Amaral tornou-se o primeiro comandante de um esquadrão de helicópteros da MB. Assim nasceu o HU-1.

O Alte Amaral, mesmo depois de reformado, nunca deixou de contribuir com a Aviação Naval. Há poucos meses atrás, proferiu a aula inaugural do CAAVO T1/2009.

Nossas condolências aos familiares do Alte Amaral.

 

SinoO Comando da Força de Submarinos (ComForS) resgatou, em exercício realizado a 6 milhas ao sul da cidade de Salvador, quatro tripulantes do Submarino Tamoio, no dia 13 de maio de 2009.

A “Operação SARSUB-II/2009” ocorreu por meio do Sino de Resgate Submarino do NSS FELINTO PERRY, a uma profundidade de 68 metros, com o apoio de mergulho saturado. O resgate foi realizado em mar aberto, com duração de 10 horas, em função das difíceis condições ambientais, sendo concluído, após o pôr-do-sol.

O Comando do 2º DN e o Centro de Hidrografia da Marinha participaram intensamente do planejamento da Operação, que foi realizada, pela primeira vez, fora da área do Rio de Janeiro.

FONTE: MB

 

Militar também destacou a preparação profissional da força, uma das “melhores do mundo”

O chefe da Marinha chilena, o almirante Rodolfo Codina, afirmou que a força armada de seu país está entre as maiores do mundo e que apenas o Brasil têm uma esquadra maior na América do Sul.

“Quanto à preparação profissional estamos entre as melhores do mundo; por emprego dos instrumentos não temos nada a invejar a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte); pela quantidade dos instrumentos, a marinha brasileira é maior, mas temos a segunda mais numerosa da América do Sul”, declarou em entrevista ao jornal local El Mercurio.

Consultado sobre o reforço da defesa da soberania na região norte do país, após a demanda judicial do Peru frente Corte Internacional de Haia pela demarcação da fronteira marítima o Chile, Codina assegurou que seu país não mudou em nada seu “sistema de controle”, segundo ele, “exercido como sempre”.

“Também não houve nenhuma oposição quando (peruanos) ultrapassaram o limite marítimo e foram presos. Há pequenas embarcações peruanas que, quando atravessam o limite marítimo, informam que não pescarão em nossas águas, e apenas cruzam rumo ao sul para pescar em alto mar”, acrescentou Codina.

O chefe da Marinha, que deixa o cargo este ano, foi o primeiro representante desta força em seu país a visitar a Bolívia e navegar pelo Lago Titicaca (entre Peru e Bolívia) com um típico traje do planalto andino.

Ele também se referiu sobre a potencialidade que a cidade argentina de Ushuaia está adquirindo. “Essa é a opção escolhida por cada país e escapa à Marinha. Criamos Puerto Williams como base naval para exercer a soberania, mas este cresceu depois do nosso quase conflito com a Argentina (1978). Não houve necessidade de ter barcos de guerra, como tínhamos antes, então a Marinha se ocupou da gestão marítima e uma estação de salvamento marítimo”, declarou.

FONTE: Ansalatina