Ação combinada resgata náufrago francês

resgate_guarujaDepois de dois dias sem comida ou água em alto-mar, o náufrago francês Remy Alnet foi resgatado por uma ação integrada de busca e salvamento que envolveu o Serviço de Busca e Salvamento da Guiana Francesa, o Salvamar Norte, da Marinha do Brasil, e o Salvaero Amazônico, da Força Aérea Brasileira, que coordenou a busca aérea.

Há pouco mais de um mês, Alnet partiu de Dakar, no Senegal, com destino às ilhas Cayena, na Guiana Francesa. Em um pequeno barco a remo, ele participava de uma competição de travessia do Atlântico. No dia 16 de abril, Alnet fez um último contato com os organizadores da competição através de um telefone por satélite dizendo que sua embarcação estava com problemas.

Na manhã seguinte, o Sistema Brasileiro de Busca e Salvamento recebeu um sinal de emergência captado por satélites vindo de alto-mar. Iniciou então a operação para realizar o resgate.

Por se tratar de uma embarcação, a Marinha do Brasil, através do Salvamar Norte, iniciou os trabalhos de busca na área. Devido às dificuldades de acesso, cerca de 750 quilômetros ao norte de São Luis do Maranhão, e à pequena chance de sobrevida por um longo período, navios mercantes que estavam próximos foram desviados para a área e a ajuda da Força Aérea Brasileira foi solicitada. Uma aeronave C-130 Hércules do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT), matrícula 2451, decolou à meia-noite do Rio de Janeiro com destino a São Luís do Maranhão, base das buscas. Assim que pousou em São Luís, a aeronave foi reabastecida e os tripulantes orientados pelo coordenador da missão de busca que se encontrava no CINDACTA 4, em Manaus.

Devido à complexidade da missão, foi traçado um padrão de busca Pente, que cobriria toda a área de maior probabilidade de localização do náufrago. Como não havia contato com Alnet, todas as possibilidades foram consideradas e todo material de apoio possível estava a bordo da aeronave. Ao nascer do sol, o Hércules lançava voo às 6h05 para socorrer o náufrago. Ao chegar na área de busca, cerca de 400 milhas náuticas mar adentro, um sinal de emergência foi captado, e a aeronave foi em direção a ele. Às 07h48 o barco foi localizado pelo C-130 nas coordenadas N 04° 18.2 W 044° 27.5 e um embarcação de bandeira grega, o ASTRO CHLOE, que se encontrava nas proximidades, fez o resgate de Remy Alnet às 08h20.

O barco virou, e o náufrago estava em cima do casco da embarcação, com menos de um metro quadrado fora da água para enfrentar a imensidão do mar. Ele foi encontrado em boas condições físicas, recebeu os primeiros cuidados no navio mercante e foi resgatado pelo Navio Patrulha “Guarujá” da Marinha do Brasil, que havia partido de Belém para ajudar nas buscas. Segundo o coordenador da operação aérea, tenente-aviador Lucas Galembeck, “toda essa mobilização dos elos envolvidos, que responderam prontamente à delegação de competência recebida do Salvaero Atlântico, só foi possível graças ao esforço diuturno de homens desprendidos, que vivem prontos para ajudar embarcações e aeronaves que estejam com problemas e que ficam felizes com uma simples recompensa, que é a sensação do dever cumprido e a certeza de que para aquela vida eles fizeram a diferença”.

FONTE/FOTO: FAB

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COMENTÁRIOS VIA FACEBOOK

Se comentários » to “Ação combinada resgata náufrago francês”

  1. CorsarioDF disse:

    Bravo Zulo mais uma vez para nossas Forças Armadas.

    Sds.

  2. Luiz Antônio Cavalcanti disse:

    Muito boa essa história, lembra bastante a do casal resgatado do veleiro pela Fragata. No entanto, me chamou a atenção a necessidade de deslocar um Hércules do Rio de Janeiro. Não havia uma aeronave na região Norte ou Nordeste? Olha quanto tempo foi perdido na busca a um náufrago, justamente uma situação em se corre contra o tempo. Isso só mostra como nossas FA estão carentes dos recursos mais básicos. Parabéns aos militares que empreenderam a missão!

    Luiz Antônio

  3. Ricardo disse:

    Espero que não esqueçam de enviar a conta do resgate para Sarkozy.

  4. Jacubão disse:

    É isso aí galera, cadência, bravo zulu.
    Só falta agora aparecer aquele cidadão que fica dizendo que a Marinha só salva ricos e deixa os pobres aos tubarões.
    Muito lamentável essas figuras que aparecem só para criticar o trabalho árduo, honesto, cheio de sacrifícios em prol da vida.
    Viva a Marinha e ao Brasil.

  5. jack_the_ripper disse:

    No Mediterraneo a banda toca diferente…

    O tercho selecionado diz “porém, que desde 1988, 3.163 clandestinos desapareceram entre o Norte da África e Lampedusa.” Sera que nenhum das embarcacoes clandestinas (=naufragos?) emtiu um pedido de ajuda ? Duvido muito. O artigo completo esta aqui http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=9&i=4157

    A verdade eh que sim, se os naofragos sao ricos – ou de paises ricos, as marinhas movem mundos e fundos para salva-los. Se sao pobres – ou de paises pobres, “no problem”. Ate a denominacao muda : ricos x clandestinos. Com brasileiro, depois de rodar meio mundo, nao tenho a menor duvida da denominacao a ser atribuida a um brasileiro nessa situacao, na costa europeia : na melhor das hipoteses cladestino; na pior terrorista ! Vide o “terrorita” brasileiro alvejado no metro de Londres pela policia…

    Nada contra a vida ou contra a marinha. O que defendo aqui eh a reciprocidade. Se ela nao existe, que se cobre pelo servico. Simples assim.

    Quantos navegadores brasileiros foram resgatados pela marinha europeia ? Nunca vi nenhum. Aqui no forum, vi 3 europeus salvos gracas aos nossos impostos. Nao concordo em ver meus impostos sendo usados para salvar cidadaos de paises cuja politicas externas seja xenofobicas. E um forum militar eh o lugar para expor esse ponto de vista.

    Nada mais defensavel que os governos dos paises deles paguem pelos custos do salvamento.

    Respeitosamente

  6. Flamenguista disse:

    jack_the_ripper
    Entendo a sua posição, mas não é assim que a “banda toca”. Ao salvarmos vidas, seja de quaisquer nacionalidades, estamos dizendo ao mundo que o Atlântico Sul não é “terra de ninguém” e que, como reivindicamos o direito ao mar, temos deveres a cumprir.
    E acho que as coisas estão difíceis o suficiente pra que a gente invente um motivo prá salvar ou não salvar vidas humanas. Quanto a xenofobia, vivo num país que talvez seja o mais xenofóbico de todos, o Japão. Só prá ilustrar…Certa vez, nas margens dum rio muito frequentado pelos brasileiros durante o verão, um rapaz se afogou. Tentamos reanimá-lo com massagem cardíaca e tal. Como o lugar é ermo e de difícil acesso, em aproximadamente 15 minutos, tinhamos um helicóptero do resgate pousando numa clareira próxima. Bem, infelizmente o cara morreu, mas tudo foi feito para salvá-lo, mesmo sabendo que o lugar era frequentado majoritariamente por brasileiros.

    Abraços.

  7. andre de poa disse:

    Parabens as equipes envolvidas, como sempre desenvolvendo seu trabalho com competencia. Agora saca a cara do malandro, é ou não é para deixar uns dias no xilindró só pelo trabalho e custos que criou por sua própria irresponsabilidade. É cara de canoa, é cara de velerinho enfrentando o oceano… tinha que ter uma norma rigida para evitar os aventureiros sem noção.

  8. [...] o Serviço de Busca e Salvamento da Guiana Francesa, o Salvamar Norte, … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]

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