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O Porto de Vitória recebe nesta quinta-feira (21) o Navio de Salvamento Submarino (NSS) “Felinto Perry”. O navio pertencente à Marinha do Brasil comporta uma tripulação de 65 homens, sendo 9 oficiais e 56 praças.

O Felinto Perry estará aberto à visitação pública neste sábado (23) e domingo (24), das 14h às 16h, no Cais da CODESA, defronte ao Palácio Anchieta. A entrada é franca.

Navio

O Navio de Salvamento de Submarinos Felinto Perry – K 11, ex-Holger Dane, ex-Wildrake, é o primeiro navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem ao Comandante Felinto Perry, um dos grandes responsáveis pela criação de nossa Flotilha de Submarinos.

O Navio de Salvamento Submarino (NSS) “Felinto Perry” foi lançado ao mar em julho de 1979. Incorporado à Marinha do Brasil em 28 de dezembro de 1988, ele possui 77.80m de comprimento.

O Felinto Perry foi construído pelo estaleiro Smedvik Mek. Ele é um navio de apoio completo. Como Wildrake, a serviço do Armador Anders Wilhelmsen & Co., de Oslo, onde tinha o Código Internacional LKAW, era classificado pelo DNV (+1A1) para operações de Apoio a Mergulho, Reboque, Abastecimento (Supply), Combate a Incêndio categoria II, Recuperação de Óleo.

FONTE: Gazeta onlilne

FOTO: via NGB

 

Desde a década de 1960 a Marinha dos EUA adotou o regime de 18 horas/dia para a comunidade da Força de Submarinos. Neste regime os submarinistas alternam um turno de seis horas com 12 horas de descanso. Mas isto pode acabar em breve.

Segundo os estudos do Submarine Medical Research Laboratory mesmo na ausência da luz solar e de relógios a biologia humana funciona melhor em ciclos de 24 horas. O corpo do ser humano produz um hormônio chamado melatonina que tipicamente possui um pico a cada 24 horas, durante o sono profundo. No entanto, a produção de melatonina não se ajusta a um ciclo de 18 horas.

Sem um período de sono adequado, submarinistas podem desenvolver baixos níveis de alerta, tempo de reação lento e irritabilidade. Outros estudos civis demonstram que ciclos diferentes de 24 horas podem desenvolver doenças do coração, diabetes, problemas de pressão arterial e obesidade.

Estudos desenvolvidos a bordo do SSBN Maryland e do SSN Pittsburg no ano passado mostraram que ciclos de 24 horas, com 16 de descanso, melhoram a performance dos marinheiros. Outros estudos mais prolongados ocorrerão no segundo semestre deste ano e servirão de base para uma decisão final.

No entanto, os comandantes dos submarinos possuem a liberdade de alterar o regime diário para manter a segurança do navio e atingir o máximo de eficiência.

 

Indústria naval brasileira não é capaz de atender à demanda

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As oportunidades e desafios que o pré-sal acrescenta à economia brasileira foram discutidos ontem no 21º Forum Nacional, em um painel sobre como transformar o Brasil em um dos grandes players no mundo do petróleo. O diretor da área de Planejamento do BNDES, João Carlos Ferraz, apontou entre os problemas da indústria nacional a assimetria tributária, engenharia nacional insuficiente e a dependência da indução da Petrobras. Ele calcula que o setor de petróleo e gás precisará de investimentos de US$ 5 bilhões até 2011 para fazer frente à expansão esperada do setor.

Ferraz lembrou que a demanda aumentará em todos os segmentos da indústria fornecedora, principalmente nas atividades mais ligadas à exploração de petróleo em águas profundas, como tubos e equipamentos de automação. E apontou os estaleiros nacionais como maior foco de preocupação atual. Os estaleiros nacionais, diz ele, precisam resolver problemas, inclusive logísticos, que não existem em seus pares sul-coreanos.

O diretor do BNDES se disse impressionado com a extensão das instalações dos estaleiros da Coreia. Somando-se todos os estaleiros brasileiros, a área total corresponde a 3,5 milhões de metros quadrados, o que equivale, a apenas um estaleiro sul-coreano. Apesar da diferença de escala, Ferraz destacou que os investimentos que serão feitos pela Petrobras impressionam. Segundo ele, a apresentação dos investimentos da estatal na Coreia do Sul provocou alterações nas cotações das ações dos estaleiros asiáticos.

O diretor do BNDES estima que o Brasil represente hoje entre 20% e 25% da demanda mundial prevista para o setor de petróleo nos próximos anos e vê necessidade de crescimento da capacidade dos estaleiros nacionais para atender às demandas da Petrobras. Mas alertou para a pouca competitividade brasileira em produtos de alta tecnologia. “Quanto mais sofisticada e maior a densidade tecnológica, menos competitivos somos.”

FONTE: Valor Online

 

Pegasus 70 spotada para a virada

O Período de Manutenção Geral da Aeronave (PMGA) do UH-14 N-7070 Super Puma, neste caso  Inspeção “GOLF” (realizada a cada 12 anos ou 7500 horas de voo), ora em realização pela Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA), alcançou um importante marco que permitirá a disponibilização deste importante meio para a Aviação Naval, para a Esquadra e para a Marinha do Brasil: foi realizada, no dia 13 de maio de 2009, a 1ª VIRADA DE MANUTENÇÃO dessa aeronave, que encontra-se indisponível desde 26 de abril de 2002.

Após mais de 7 anos de imobilização desse meio, é esperada a conclusão do PMGA em Junho de 2009, fato esse que contribuirá significativamente para a ascensão das qualificações e adestramentos das tripulações do Esquadrão HU-2 (2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral), bem como para o atendimento das diversas missões em prol da Marinha delegadas a esse importante Esquadrão de nossa Aviação Naval.

Cabe ressaltar que a realização da Inspeção “GOLF” ,teve a Marinha do Brasil como pioneira em sua realização no território nacional, contando, fundamentalmente, com mão de obra especializada formada pela própria MB, aliado ao correto planejamento logístico, demonstrando a capacidade e o compromisso profissional da OMPS-I BAeNSPA em atender as diversas demandas técnicas.

Fonte e foto: ComForAerNav

 

parnaiba

O prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra Ribeiro (PSDB), o comandante da Agência Fluvial de Porto Murtinho, Capitão – Tenente Carlos Henrique de Souza Gomes e demais autoridades recepcionaram, dia 20, quarta-feira, pela manha, comandantes, oficiais e marinheiros de cinco navios brasileiros da Marinha do Brasil dos estados de MS e MT no porto geral.

Segundo o Capitão – de – mar e guerra, comandante da Flotilha de Mato Grosso, Cláudio da Costa Lisboa, a estada em Porto Murtinho trata-se da Operação Multinacional – Acrux IV, com a participação da Marinha do Brasil e as Armadas do Paraguai, Argentina, Uruguai e Bolívia que atracarão em Porto Murtinho, amanha, dia 21.

A Operação ACRUX é uma operação ribeirinha combinada que possibilita estreitamento dos laços de amizade entre os países, consolidação de entendimentos profícuos entre as Marinhas e, marca, a presença das forças na região de fronteira.

Informou que só de participantes da marinha brasileira serão quatrocentos homens, e dos demais países, cerca de trezentos marinheiros que permaneceram em Porto Murtinho até o dia 31 de maio.

Segundo o prefeito Nelson Cintra receber a visita das autoridades e seus respectivos comandados do Brasil e dos demais países ser muito importante. Disse que a Prefeitura Municipal em parceria com a 2ª Companhia de Fronteira e diversos colaboradores organizaram algumas atividades esportivas e culturais para que os militares possam conhecer a cidade, interagir com os moradores e conhecerem o trabalho bem sucedido realizado pelo Poder Executivo murtinhense através da Secretarias de Assistência Social e Educação e Cultura que assistem mais de 2 mil crianças, adolescentes e jovens, a exemplo dos projetos sócio – culturais, Coral Meninas Cantoras, Banda Musical e Toro – Candil – Encantado e Bandido.

FONTE: MS Notícias

 

Em Alta Floresta, nesta 4a feira, 20, o Comandante Aderaldo, da Marinha do Brasil, que esteve reunido com representantes do Poder Legislativo e do Executivo Municipal, onde expôs o objetivo desta visita considerada preliminar, que tem como propósito fazer um levantamento das potencialidades do município, já que num futuro próximo será instalada na cidade de Alta Floresta, uma Agencia Fluvial.

De acordo com informações do Comandante Abelardo, “ainda na 2a quinzena do mês de junho, o Almirante Adelar dos Santos, Comandante do 6o Distrito Naval da Marinha do Brasil, sediado em Ladário, Mato Grosso do Sul, juntamente com uma comitiva visitará Alta Floresta onde deverão ser confirmadas as informações resultantes desta visita preliminar, confirmando assim a implantação de uma Agencia Fluvial já no início de 2010, na cidade de Alta Floresta, para cuidar de todos os aspectos hídricos, tais como poluição dos rios, capacitação de pilotos, registro de embarcações, entre outras medidas, garantindo segurança no tráfego aquaviário dos rios da região.”

FONTE: O Diário

 

Concurso: Sargentos Músicos CFN

O concurso para sargentos músicos do Corpo de Fuzileiros Navais tem 29 vagas. É exigido nível médio e altura mínima de 1,52 para homens e 1,54 para mulheres e altura máxima de 2m para ambos os sexos – veja edital.

O curso de formação no Rio de Janeiro dura 18 semanas e o candidato receberá ajuda de custo de R$ 465. Após essa etapa, a remuneração é de R$ 2,3 mil.

As inscrições poderão ser realizadas até 23h59 do dia 29 de maio, exclusivamente pela internet, pelo site www.mar.mil.br. A taxa de participação é de R$ 44.

As vagas são para trompa em fá; flauta em dó; trompete SIB; trompete tenor; tímpanos; flautim em dó; contra baixo cordas; clarinete em SIB; sax alto MIB; sax tenor SIB; trombone baixo; bombardino em dó; bombardão SIB.

Podem participar pessoas com no mínimo 18 anos e no máximo 24 anos de idade na data da matrícula no curso, prevista para 5 de janeiro de 2010.

O concurso será composto por sete etapas: exame de escolaridade, prova prática de música, verificação de dados biográficos, inspeção de saúde, teste de suficiência física, exame psicológico e verificação de documentos.

O exame de escolaridade será realizado dia 4 de julho em Recife (PE); Fortaleza (CE); Brasília (DF); Ladário (MS); Rio de Janeiro (RJ); Vila Velha (ES); São Paulo (SP); Florianópolis (SC); Rio Grande (RS); e São Luis (MA).

FONTE: G1

 

Três corpos foram encontrados no mar e dois tripulantes continuam desaparecidos.

HH-60H em ação

Um helicóptero HH-60H da USN caiu no mar matando três dos seus ocupantes. Outros dois continuam desaparecidos e a Guarda-Costeira, juntamente com a Marinha, continuam as buscas.

O helicóptero decolou do USS Nimitz na noite de terça-feira (19 de maio) para uma missão de treinamento. O helicóptero estava na região da ilha de Coronado, sudeste de San Diego, próximo
à costa do México e distava cerca de 87 milhas do NAe quando o radar perdeu contato com a aeronave.

Esta versão do Sea Hawk foi produzida entre o final dos anos de 1980 e início de 1990. Existiam aproximadamente 35 aeronaves como esta no serviço ativo da USN.

FOTO: USN

 

A Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) anunciou a prorrogação do prazo de inscrição do processo seletivo de admissão à Escola Naval em 2010. O atendimento aos interessados vai de 2 a 30 de junho, e não mais até o dia 18 do mesmo mês. O concurso visa ao preenchimento de 55 vagas. É preciso ser brasileiro, solteiro, sem filhos, ter mais de 18 anos e menos de 23 anos de idade no primeiro dia do mês de janeiro do ano do início do curso, previsto para 3 de fevereiro de 2010. Além disso, é necessário ter concluído o ensino médio ou equivalente ou estar em fase de conclusão. A taxa custa R$ 55. Os interessados podem acessar o site www.ensino.mar.mil.br. O curso de formação tem duração de quatro anos e os participantes receberão auxílio de cerca de R$ 700, mais adicionais.

 

Apoio do NDD ‘Rio de Janeiro’ à MINUSTAH

A Marinha do Brasil está apoiando a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH), por meio da “Operação Haiti VII”, transportando material da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) e do Exército Brasileiro (EB) àquele país, no período de 11 de maio à 02 de julho de 2009.

Operação Haiti VIIO Navio de Desembarque-Doca (NDD) “Rio de Janeiro” foi designado para a Operação, sob o comando do Capitão-de-Mar-e-Guerra Jefferson Gusmão Scofield, contando com uma tripulação de 20 Oficiais e 335 Praças. O navio desatracou do Rio de Janeiro, no dia 11 de maio, com um helicóptero UH 12 (Esquilo) orgânico, transportando 70 viaturas, entre blindados, retroescavadeiras, caminhões, jipes e ambulâncias; 26 containeres banheiro/alojamento; 5 containeres frigoríficos; gêneros alimentícios e outros materiais, totalizando 700 toneladas.

Nos dias 17 e 18 de maio, o NDD “Rio de Janeiro” esteve atracado no Porto de Fortaleza, permanecendo aberto à visitação pública no dia 18, das 14h às 17h, tendo recebido centenas de visitantes.

A chegada a Porto Príncipe, capital do Haiti, está prevista para o dia 29 de maio.

FONTE: MB

 

A Fragata Constituição participou da Operação “Alianza”, juntamente com navios das Marinhas dos Estados Unidos da América, Colômbia, Peru e Chile, atracando no porto de Cartagena, na Colômbia, no dia 13 de maio de 2009, após cinco dias de mar.

Durante a Operação, foram realizados exercícios de tiro de superfície, guerra anti-aérea e guerra eletrônica, que contribuíram para elevar o nível de adestramento do navio.

No dia 15 de maio, o navio recebeu a visita do Comandante da Marinha da Colômbia, Almirante Guillermo Enrique Barrera Hurtado e do Comandante da Força Naval do Caribe, Contra-Almirante Roberto Garcia Marques, no porto de Cartagena-Colômbia.

Após três dias de estadia na Colômbia, a Fragata Constituição suspendeu demandando Belém, no Brasil, com atracação prevista para o dia 23 de maio, nesse porto.

FONTE: MB

 

A experiência do recebimento do NDCC ‘Garcia D´Avila’

No próximo dia 21 de maio (amanhã) a Marinha do Brasil incorporará oficialmente o o Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) Almirante Saboia (ex-RFA Bedivere). O Almirante Saboia é o “irmão mais velho” do Garcia D’Ávila e ambos guardam muitas semelhanças.

A experiência adquirida durante o processo de incorporação do Garcia D’Ávila foi e continua sendo uma referência valiosa, fonte de muito aprendizado. Apenas para ilustrar o caso, aquela foi a primeira vez que a MB incorporou um navio pertencente à RFA (Royal Fleet Auxiliary).

Portanto, o blog do Poder Naval julga bastante oportuna a reprodução do texto de autoria do Capitão-de-Corveta Ricardo Silveira Mello, originalmente publicado na Revista Passadiço da MB.

Título Original: O projeto de entrega do navio para a Marinha do O DIAsA no Recebimento do NDCC Garcia D´Avila

Dando continuidade ao Programa de Reaparelhamento da Marinha, o Governo Brasileiro firmou junto ao Reino Unido, em 2007, o contrato de compra do ex-RFA Sir Galahad. Esse navio seria classificado como Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) e passaria a receber o nome de Garcia D’Avila. Para completar o Grupo de Recebimento (GR), foram designados dois oficiais e duas praças do Departamento de Inspeção e Assessoria de Adestramento (DIAsA) do Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão (CAAML) para compor o Grupo de Apoio de Adestramento (GrAde), que teria a missão de aprimorar os conhecimentos sobre a condução de Inspeções Operativas na Marinha do Reino Unido, elaborar listas de verificação específicas para o meio e prestar assessoria de adestramento nos setores de Controle de Avarias, Fainas Marinheiras e Operações Aéreas.

No dia 4 de novembro de 2007, os componentes do GrAde viajaram para Portsmouth, juntamente com mais quarenta militares pertencentes ao Grupo de Recebimento CHARLIE, sendo recebidos na Base Naval HMS Nelson pelos grupos ALFA e BRAVO, que já se encontravam no Reino Unido desde setembro. O pessoal foi instalado em uma barca-alojamento, pois o navio ainda passava por diversas obras, incluindo a parte de habitabilidade. Além da barca, foram disponibilizados três contêineres com telefone e acesso à internet, que serviram como escritórios durante três meses.

No dia seguinte à chegada, os novos componentes do recebimento foram conhecer o Garcia D’Avila. O navio, que ainda ostentava em seu costado o nome Sir Galahad havia operado na Royal Fleet Auxiliary (RFA) durante 20 anos, tendo participado de importantes missões, tais como as duas Guerras do Golfo, em 1991 e 2003. Diversas obras estavam em andamento, sendo executadas pelas firmas inglesas subcontratadas. Os militares brasileiros tinham autorização para ir a bordo realizar inspeções e para, principalmente, iniciar o processo de familiarização com o navio. Seus recursos e suas peculiaridades iam sendo “descobertos” graças ao interesse e à dedicação da tripulação, pois não havia ninguém da RFA designado para transferir esse conhecimento. Além disso, alguns compartimentos permaneciam lacrados e com acesso vetado.

O projeto de entrega do navio para a Marinha do Brasil coube à Disposal Sales Agency (DSA), órgão do Ministério da Defesa (Ministry of Defence – MOD), responsável pela execução do contrato de venda (Sales Agreement) firmado entre os dois países. Naquela ocasião, muitas eram as obras sendo realizadas no navio e várias pendências foram surgindo à medida que os equipamentos eram inspecionados e postos para funcionar. Devido à complexidade desses equipamentos, foi designado um Grupo de Apoio Técnico (GrApT), composto por engenheiros do AMRJ, DCTIM e DEN, com a missão de auxiliar o GR no reparo e recebimento do navio. O conhecimento técnico e a experiência desses oficiais muito contribuíram para que várias discrepâncias, a maioria surgida com o passar do tempo e não contemplada no Sales Agreement, fossem apontadas e suas resoluções requeridas pelo GR.

Devido a essas “novas” pendências, principalmente na parte de máquinas, o handover (data em que o navio passaria para a responsabilidade da MB) somente ocorreu no dia 5 de dezembro. Pela programação inicial, a cerimônia seria realizada no dia 13 de novembro, porém os atrasos fizeram com que essa data não fosse exeqüível. Alguns eventos programados foram prejudicados, tais como o intercâmbio do GrAde com o Flag Officer Sea Training (FOST), departamento responsável pelos adestramento e pelas inspeções nos navios da Marinha do Reino Unido. Esse tipo de intercâmbio permitiria aos militares do CAAML conhecerem novas técnicas de adestramento que pudessem ser aplicadas nas futuras inspeções nos navios da Esquadra, além de lhes proporcionarem a oportunidade de contato com os simuladores utilizados por aquela Marinha e sua respectiva doutrina baseada em situações de combate.

cav-g29Após o handover, a tripulação deixou a barca e os contêineres, passando a habitar o navio. Junto com a mudança vinha a responsabilidade de assumir um navio, até aquele instante, “desconhecido” e ainda com diversas obras em andamento. A tripulação passaria a controlar o trânsito a bordo e teria a responsabilidade de combater qualquer sinistro que viesse a acontecer a partir daquela data. Além do esconhecimento e da diferença no grau de adestramento entre os militares do GR, alguns recursos de CAv foram retirados antes de o navio ser transferido e os adquiridos para substituí-los não haviam sido entregues.

O desafio era grande. Em função de o navio ter sido transferido à Marinha do Brasil na condição de “desativado”, o GR não teve contato com sua ex-tripulação, tendo de conhecer e aprender sozinho sobre tudo. Nesse momento, a participação do GrAde foi muito importante, tendo iniciado um trabalho de pesquisa sobre os recursos de CAv do navio e a doutrina aplicada pela RFA, visando adestrar a tripulação do Garcia D’Avila para o serviço, não só durante sua permanência em Portsmouth, mas, também, na travessia para o Brasil. No primeiro mês, foram realizados adestramentos e exercícios de CAv com os quartos-deserviço aplicando a doutrina da MB.

A tarefa do CAAML foi árdua, pois, somado ao fato de o navio estar parado há bastante tempo, era a primeira vez que a Marinha adquiria um navio da RFA, com recursos de CAv e procedimentos operativos diferentes dos nossos e da própria Marinha do Reino Unido. Essas diferenças foram visíveis quando o navio passou a receber assessorias de adestramento da FLAG SHIP, firma particular formada por militares da reserva que, juntamente com o FOST, é encarregada da manutenção e condução de adestramentos de Combate a Incêndio (CBINC) e Avarias Estruturais.

Após sua chegada, a FLAG SHIP passou a realizar e a conduzir os exercícios de CAv. Nessa ocasião, a dificuldade de entendimento da língua e a diferença de doutrinas causaram uma estagnação na evolução que o navio estava apresentando com os exercícios que vinham sendo realizados pelo GrAde. Entretanto, a presença da FLAG SHIP era necessária a bordo. Uma reunião entre o GrAde, a FLAG SHIP e o navio foi realizada para que a eficiência fosse alcançada. Após esses entendimentos, houve uma evolução muito grande no grau de adestramento de todo o navio. Foram mais quatro meses de exercícios diários realizados após o expediente, com o foco nos quartos-deserviçode porto.

Devido ao número reduzido de militares componentes do GR, foram formados apenas dois reparos de CAv, com 20 militares cada, não sendo possível cumprir a composição constante no Manual CAAML-1201 (Organização do Controle de Avarias) prevista para um NDCC, que é de três Reparos, com 25 militares. Houve a necessidade de se priorizar as áreas mais sensíveis do navio e com grande potencial de ocorrência de sinistro para a realização dos adestramentos.

Sob esse aspecto, foram realizados os seguintes exercícios e adestramentos:

– uso de máscaras autônomas de ar (BA) e teste de selagem da peça facial;
– uso da roupa especial de CBINC (Fearnought Suit);
– equipamentos portáteis de CBINC;
– material de CBINC (mangueiras, esguichos, reduções etc.);
– técnicas de CBINC (ataque e reentrada);
– controle e recarga de BA;
– plotagem do quadros de avarias;
– controle de alagamentos e seus equipamentos;
– organização do grupo de CAv de serviço;
– noções básicas de escoramentos (técnicas e materiais);
– CBINC no compartimento do DGE, compartimento das hidráulicas e na carpintaria;
– alagamento/CBINC no compartimento do Bow Thruster, máquina do leme, compartimento do Bow Visor,
compartimento de bombas de JP-5 e nas cobertas de tropas;
– lançamento do sistema fixo de CO2;
– sistema de lançamento de espuma;
– alagamento no compartimento de bombas da aguada;
– CBINC na cozinha, na Praça d’Armas e sala de estar de 2º e 3º SG, camarotes e alojamentos; e
– procedimentos de isolamento de ventilação e extração.

Em março, foram iniciadas as experiências de máquinas. Era a primeira vez que o navio, já ostentando o Pavilhão Nacional, se fazia ao mar. Nesse período, foram realizados os primeiros adestramentos em viagem. Era o momento de adestrar a tripulação nos exercícios de Controle de Avarias na condição I (Postos de Combate) e nos exercícios de homem ao mar e abandono, considerados fundamentais para a segurança do navio e de sua tripulação no regresso ao Brasil.

Mesmo com a presença de firmas a bordo executando algumas obras pendentes, principalmente no setor de propulsão e máquinas, o período foi muito proveitoso e importante para criar o sentimento do trabalho em equipe e de forjar a “alma do navio”. Vários exercícios de homem ao mar foram realizados. A embarcação orgânica (Lancha Pacific) foi condicionada como o método de recolhimento, pois o navio não possuía no convés um turco capaz de realizar o recolhimento de um náufrago. Além disso, na tabela de lotação do GR, não havia praça especializada em mergulho (MG).

Nos exercícios de abandono, algumas modificações foram aplicadas com relação aos procedimentos anteriormente empregados. A RFA utilizava as embarcações de salvamento (Life Boats) no abandono do navio. No total de quatro, essas embarcações possuíam propulsão, além de serem cabinadas, característica bastante útil em regiões frias como o Hemisfério Norte. Além disso, eram utilizados pontos de encontro (musters) para o reunir da tripulação. Eram quatro musters distribuídos pelo navio, onde cada um possuía uma embarcação correspondente. Em virtude dessas diferenças e da inexperiência na utilização de Life Boats, tornou-se necessário adaptar nossa doutrina aos recursos disponíveis. Foram trocadas as Life Boats pelas balsas, como meio para o abandono, e padronizado o reunir de toda a tripulação no rancho de CB/MN, local protegido das intempéries.

Havia preocupação quanto ao desempenho na fase de mar em virtude de somente ter havido treinamento dos quartos-de-serviço no porto e devido ao pouco tempo disponível até o regresso ao Brasil. Porém, o navio soube superar as adversidades e teve uma reação acima do esperado, fruto da dedicação e da qualidade profissional dos militares do G 29.

No dia 8 de abril de 2008, o navio suspendeu de Portsmouth para uma viagem de quase trinta dias, com escalas em Lisboa, Tenerife e Maceió, cumprindo o tão esperado regresso. Para a viagem, o GrAde elaborou em conjunto com o navio uma programação com exercícios e adestramentos diários. Foram reservadas as manhãs para os exercícios práticos e uma parte da tarde para os adestramentos teóricos.

Na travessia, foram realizados os seguintes exercícios:

– guarnecimento de Detalhe Especial para o Mar (DEM) e em baixa visibilidade;
– navegação em baixa visibilidade;
– Detalhe de Homem ao Mar (método de recolhimento por lancha);
– guarnecimento de Postos de Abandono;
– vazamento de O.C. na caldeira e incêndio;
– fundeio de precisão;
– alagamento na máquina do leme;
– alagamento no compartimento do Bow Visor;
– vazamento de O.C. no MCA 3;
– incêndio no Hold;
– incêndio na coberta de SO/SG da tropa;
– vazamento pela bucha de boreste;
– incêndio na cozinha, na Praça d’Armas e sala de estar de 2º e 3º SG, camarotes e alojamentos; e
– navegação em águas restritas.

Na véspera da chegada ao Rio de Janeiro, o navio fundeou em Arraial do Cabo, suspendendo no dia seguinte, levando a bordo uma comitiva composta por Oficiais-Generais do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN),além do Diretor-Geral do Material da Marinha, a fim de participar de uma parada naval como parte das comemorações dos 200 anos do CFN e em homenagem à chegada do navio ao Brasil.

A chegada ao porto de destino, em 9 de maio de 2008, foi um momento muito especial, mesmo para aqueles já acostumados com viagens longas e com muitos dias de mar em suas carreiras. O cais da Base Naval do Rio de Janeiro estava repleto de familiares da tripulação. A emoção era percebida nos acenos, nas diversas faixas com dizeres de boas-vindas e nas lágrimas de saudades que corriam nos rostos. Depois de encapelada a espia no cabeço da Base Naval e ouvir o apito do NDCC Garcia D’Avila ecoar pela primeira vez em sua nova sede, o GrAde pôde, finalmente, dizer:

“MISSÃO CUMPRIDA”
EM TERRA E NO MAR, NOSSO LEMA É ADESTRAR.

 
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