Com a chegada de Valparaíso da fragata brasileira Liberal, do contratorpedeiro britânico HMS Manchester e da fragata francesa Prairial, foi lançada a primeira fase do exercício multinacional Teamwork Sul 2009 (TWS 09).

Nesta versão da TWS vão participar unidades do Brasil, Chile, França, Estados Unidos e do Reino Unido, que irão formar uma força de mais de vinte navios de superfície e submarinos, aviões e helicópteros de combate e quase três mil homens e mulheres, para realizar diversas operações em duas semanas.

O exercício nasceu como uma forma de complementar o exercíco UNITAS, procurando uma maior ênfase no treinamento anti-submarino. O Team Work South se realiza desde 1995, a cada dois anos nas costas do Chile, envolvendo todos os aspectos da guerra naval no litoral, guerra anti-submarino e guerra antiaerea, com o objetivo de incrementar de forma progressiva o treinamento operativo das unidades partipantes. Abaixo, as forças que participarão do exercício. (Texto em espanhol)

Brasil
Fragata “Liberal” (F43)

Clase: Niteroi
Desplazamiento: 3.707 tons
Dimensiones: 129,2×13,5×5,5 (con sonar) metros
Velocidad: 30 nudos
Armamento principal: Misiles Exocet y Aspide, 1 cañón de 4.5 pulgadas, lanzador de ASROC (sic) y tubos lanzatorpedos.
Capacidad para helicóptero: Si, un Super Lynx
Comandante: Capitán de Fragata Flávio Haruo MATHUIY

Chile


Fragata “Almirante Lynch” (FF-07)

Clase: Tipo 23
Desplazamiento: 4.200 tons
Dimensiones: 133×16,1×7,3 (con sonar) metros
Velocidad: 28 nudos
Armamento principal: Misiles Harpoon y Seawolf, 1 cañón de 4,5 pulgadas y tubos lanzatorpedos.
Capacidad para helicóptero: Sí, un SH-32 “Cougar”
Comandante: Capitán de Navío Luis Fernando SÁNCHEZ Pérez


Fragata “Almirante Cochrane” (FF-05)

Clase: Tipo 23
Desplazamiento: 4.200 tons
Dimensiones: 133×16,1×7,3 (con sonar) metros
Velocidad: 28 nudos
Armamento principal: Misiles Harpoon y Seawolf, 1 cañón de 4,5 pulgadas y tubos lanzatorpedos.
Capacidad para helicóptero: Sí, un SH-32 “Cougar”
Comandante: Capitán de Fragata Jorge PARKER Sanfuentes


Fragata Misilera “Capitán Prat” (FFG-11)

Clase: L
Desplazamiento: 3.750 tons
Dimensiones: 130,5×14,6×6,2 metros
Velocidad: 30+ nudos
Armamento principal: Misiles Harpoon, Standard SM-1 y Sea Sparrow, Sistema Goalkeeper y tubos lanzatorpedos.
Capacidad para helicóptero: No
Comandante: Capitán de Fragata Ricardo Marcos Vivanco


Fragata “Almirante Riveros” (FF-16)

Clase: M
Desplazamiento: 3.320 tons
Dimensiones: 122×14,6×4,3 metros
Velocidad: 30 nudos
Armamento principal: Misiles Harpoon, y Sea Sparrow, 1 cañón  OTO Melara de 76 mm., Sistema Goalkeeper y tubos lanzatorpedos.
Capacidad para helicóptero: Si, un SH-32 “Cougar”
Comandante: Capitán de Fragata Guillermo DíAZ Avello


Submarino “Carrera” (SS-22)

Clase: Scorpene
Desplazamiento: 1.700 tons
Dimensiones: 66×6,2×5,5 metros
Velocidad: 21,5 nudos (sumergido) 11 nudos (en superficie)
Armamento principal: 6 tubos lanzatorpedos de 21 pulgadas.
Comandante: Capitán de Fragata Renato Navarro Genta

Submarino “Thomson” (SS-20)
Clase: U-209 1400 L
Desplazamiento: 1.390 tons
Dimensiones: 59,5x?x5,5 metros
Velocidad: 21,5 nudos (sumergido) 11 nudos (en superficie)
Armamento principal: 8 tubos lanzatorpedos de 21 pulgadas.
Comandante: Capitán de Fragata Marcelo URBINA Puyo

Lancha Misilera “Serrano” (LM-32)
Clase: Tiger 148
Desplazamiento: 265 tons
Dimensiones: 47x7x2,1 metros
Velocidad: 36 nudos
Armamento principal: Misiles Exocet, 1 cañón  OTO Melara de 76 mm.
Capacidad para helicóptero: No
Comandante: Capitán de Corbeta Claudio MALDONADO Naveas

Lancha Misilera “Uribe” (LM-33)
Clase: Tiger 148
Desplazamiento: 265 tons
Dimensiones: 47x7x2,1 metros
Velocidad: 36 nudos
Armamento principal: Misiles Exocet, 1 cañón  OTO Melara de 76 mm.
Capacidad para helicóptero: No
Comandante: Capitán de Corbeta Jaime SEPÚLVEDA Rodríguez

Lancha Misilera “Riquelme” (LM-36)
Clase: Tiger 148
Desplazamiento: 265 tons
Dimensiones: 47x7x2,1 metros
Velocidad: 36 nudos
Armamento principal: Misiles Exocet, 1 cañón  OTO Melara de 76 mm.
Capacidad para helicóptero: No
Comandante: Capitán de Corbeta Roberto ZEGERS Leighton

Lancha Misilera “Orella” (LM-37)
Clase: Tiger 148
Desplazamiento: 265 tons
Dimensiones: 47x7x2,1 metros
Velocidad: 36 nudos
Armamento principal: Misiles Exocet, 1 cañón  OTO Melara de 76 mm.
Capacidad para helicóptero: No
Comandante: Capitán de Corbeta Álvaro MARCCHESSI Acuña

Petrolero “Araucano” (AO-53)

Desplazamiento: 23.600 tons
Dimensiones: 161,7×22,9×8,9 metros
Velocidad: 16,5 nudos
Armamento principal: 2 cañones de 40 mm.
Capacidad para helicóptero: No
Comandante: Capitán de Navío Jorge RODRÍGUEZ Urria

Remolcador “Galvarino” (ATF-64)

Desplazamiento: 2.200 tons
Dimensiones: 58,3×12,2×4,5 metros
Velocidad: 12 nudos
Armamento principal: 1 montaje de 40 mm.
Capacidad para helicóptero: No
Comandante: Capitán de Fragata Jaime McINTYRE Astorga

Patrullero de Servicio General “Contramaestre Ortiz” (PSG-72)
Clase: Taitao
Desplazamiento: 518 tons
Dimensiones: 42,5×8,5×2,9 metros
Velocidad: 15 nudos
Armamento principal: Un cañón de 40 mm.
Capacidad para helicóptero: No
Comandante: Capitán de Corbeta Gino GIAMBO Soto

Lanchas de Servicio General “Iquique” y “Arica” (LSG-1615 y LSG-1624)

Clase: Danubio
Desplazamiento: 210 tons
Dimensiones: 33×6,6×1,9
Velocidad: 25 nudos
Armamento principal: 1 ametralladora .50 pulgadas

Aeronaves

  • P-3ACH “Orión”
  • P-111
  • C-212
  • PC-7 “Pilatus”

Francia


Fragata de vigilancia “Prairial” (F-731)

Clase: Florèal
Desplazamiento: 2.900 tons
Dimensiones: 93,5x14x4,4 metros
Velocidad: 20 nudos
Armamento principal: Misiles Exocet y Simbad, 1 cañón de 100 mm.
Capacidad para helicóptero: Sí, un Alouette III

Comandante: Capitán de Fragata Luc PAGÈS

Estados Unidos

Fragata Misilera “Doyle” (FFG-39)
Clase: Oliver Hazard Perry
Desplazamiento: 4.100 tons
Dimensiones: 136×13,7×6,7 metros
Velocidad: 30 nudos
Armamento principal: Misiles Harpoon y SM-2, 1 cañón OTO Melara de 76 mm, sistema PHALANX y tubos lanzatorpedos.
Capacidad para helicóptero: Sí, un SH-60 “Seahawk”
Comandante: Capitán de Fragata J. ZUZICH

Fragata Misilera “Ford” (FFG-54)
Clase: Oliver Hazard Perry
Desplazamiento: 4.100 tons
Dimensiones: 136×13,7×6,7 metros
Velocidad: 30 nudos
Armamento principal: Misiles Harpoon y SM-2, 1 cañón OTO Melara de 76 mm, sistema PHALANX y tubos lanzatorpedos.
Capacidad para helicóptero: Sí, un SH-60 “Seahawk”

Comandante: Capitán de Fragata J. WHILSHUSEN

Fragata Misilera “Kauffman” (FFG-59)
Clase: Oliver Hazard Perry
Desplazamiento: 4.100 tons
Dimensiones: 136×13,7×6,7 metros
Velocidad: 30 nudos
Armamento principal: Misiles Harpoon y SM-2, 1 cañón OTO Melara de 76 mm, sistema PHALANX y tubos lanzatorpedos.
Capacidad para helicóptero: Sí, un SH-60 “Seahawk”
Comandante: Capitán de Fragata Dale W. MAXEY

Reino Unido

Destructor “Manchester” (D95)
Clase: Tipo 42 Batch 3
Desplazamiento: 5.200 tons
Dimensiones: 141×15,2 metros
Velocidad: 30 nudos
Armamento principal: Misiles Sea Dart, 1 cañón de 4,5 pulgadas y sistema PHALANX
Capacidad para helicóptero: Sí, un Lynx
Comandante: Capitán de Fragata Paul S. BEATTIE

FONTE: Armada do Chile

NOTA do BLOG: As características nas fichas dos navios participantes contém alguns erros, mas é válida para ter uma ideia geral das unidades participantes. Observar a qualidade do Poder Naval do Chile.

 

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A aquisição de duas fragatas holandesas muito modernas com baixa assinatura radar e excelente equipamento de combate a juntar às três “Vasco da Gama” e a próxima chegada a Portugal dos dois submarinos NRP “Tridente” e NRP “Arpão” (U-209PN) vieram proporcionar à Marinha de Guerra portuguesa um excelente poder militar.

A Espanha possui armamento naval muito superior. Contudo, na leitura de certos blogs militares do país vizinho, verifica-se que está a causar um engulho muito grande a presença dos dois U-209PN (U-214) naquilo que para a Marinha espanhola foi sempre o seu mar e para os portugueses é naturalmente o mar português que se estende à vasta zona exclusiva marítima dos Açores e da Madeira. Os espanhóis escrevem algumas vezes que as águas territoriais portuguesas são a ponte marítima entre o Norte e o Sul da Espanha, sendo, por isso, vitais para os interesses castelhanos.

Além disso, para a Marinha Espanhola, Portugal foi sempre um pequeno país pobre e coitadinho, apesar de estar no trigésimo lugar entre os mais ricos per capita no Mundo num universos de quase 200 nações.
Portugal mostrou já que foi capaz de conter o défice e construir condições para o investimento público. Claro, a crise económica e financeira mundial veio alterar a situação, mas neste campo, os países mais avançados estão a sofrer muito mais que Portugal.

Não devemos esquecer que da grande crise e depressão de 1929-39 resultaram duas guerras importantes para Portugal, a guerra civil espanhola de 1936-39 e a II. Guerra Mundial de 1939-45. Em ambas, Portugal não foi envolvido porque possuía uma liderança forte e o país estava unido, mesmo que à força, mas isso blindou Portugal das influências e apetites estrangeiros que poderiam atirar o País para uma guerra que não era a sua e de que sairia sempre muito prejudicado, principalmente em vidas humanas.

Alguns sinais de uma possível ameaça espanhola começam a ser vislumbrados hoje, traduzida na forma agressiva como empresas de comunicação social, inteiramente detidas por capitais espanhóis, leia-se Prisa, procuram desestabilizar a governação portuguesa e impedir que o País venha a ser dotado de uma liderança forte que não se vergue a medos patológicos. As pátrias subsistem ao longo de séculos com sacrifícios pessoais e raramente só com benefícios imediatos. Perdida ou reduzida uma independência é que se vem a saber qual o custo dessa perda. O medo é sempre o maior inimigo de um povo.

Os dois novos submarinos serão, sem dúvida, respeitados por qualquer submarino nuclear de ataque norte-americano como os da classe “Los Angeles” muito ruidosos ou da nova classe “Virgínia” muito simplificados.
Há quem diga que duas unidades são poucas, mas a verdade é que a manutenção dos U 209PN é mais rápida e simples, como dizem os especialistas, e se o ideal de ter três unidades não foi conseguido, as duas representam já algo.

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Pelas suas características de silêncio absoluto, quase nula assinatura sonar e capacidade para navegarem em profundidade durante um largo tempo sem serem detectados por navios ou submarinos adversos, os U 209PN serão verdadeiros “guerrilheiros” do mar, temíveis por poderem atacar submarinos, navios de superfície e mesmo importantes alvos terrestres.

Curiosamente, a detecção deste tipo de submarinos por forças adversas baseia-se não na procura do ruído que não fazem, mas antes na ausência de ruído, isto é, num chamado “buraco de silêncio” relativamente ao ruído habitual dos peixes no mar, o que pode ser evitado pela emissão de ruído marítimo gravado no submarino.
Os novos submarinos poderão impedir o apoio marítimo a uma tentativa independentista dos arquipélagos da Madeira e dos Açores que poderão procurar noutros lados os apoios financeiros que o Continente pode não estar em condições de dar. E não têm faltado ameaças de, pelo menos, um governo regional.

Os EUA teriam sempre interesse numa Madeira e nuns Açores independentes que se tornariam em seus protectorados. Uma Espanha também teria o mesmo interesse, principalmente se Portugal estivesse desgovernado por falta de uma maioria parlamentar ou por lutas intestinas muito graves.

Numa situação dessas, do exterior poderia não haver invasão, mas apenas “apoio humanitário” em medicamentos e, porque não, armas como mísseis anti-navio e anti-aéreos embalados em caixotes com o emblema da Cruz Vermelha Internacional, embarcados num navio mercante. O torpedeamento ou obrigação de paragem de navios “humanitários” faria mudar a situação radicalmente sem que as marinhas estrangeiras estivessem interessadas num combate. É que os meios bélicos próprios para o combate não servem sempre para isso sob o ponto de vista político. Uma coisa é a “ajuda humanitária”, outra coisa é o combate em águas territoriais de outro país. O inverso não é o mesmo. A nação jurídica tem todo o direito de travar combate seja contra quem for no seu território ou no mar adjacente e o direito internacional não o pode impedir.

Os dois submarinos são um instrumento do direito do Estado português que pode ameaçar todo e qualquer contraventor desse mesmo direito e podem impedir a tempo uma situação do tipo Kosovo. Nenhum marinha estaria à vontade nos mares insulares, sabendo da presença de um terrível e invisível inimigo.
As forças armadas de um pequeno país destinam-se a obrigar um agressor a travar combate. Esse facto é intolerável no âmbito do direito internacional, apesar de nem sempre ser bem sucedido.

Recorde-se que apoios “humanitários” do tipo referido não têm faltado no Mundo desde 1945 até hoje.
A crescente desorganização da União Europeia devido à crise leva-nos a imaginar o seu quase desmembramento. Actualmente, cada nação trabalha por sua conta. Já não há disciplina na zona Euro e ninguém sabe o que fazer. O proteccionismo instala-se e pouco falta para surgirem apetites bélicos para desviar as atenções dos 30 a 40 milhões de desempregados que poderão ser registados até ao fim do ano corrente.

A tão morosa unidade europeia pode desaparecer de um dia para o outro e ser substituída por eixos como o de Paris-Berlim e, porque não, Paris-Berlim-Madrid. Esse sim, muito perigoso para Portugal a oeste e para a Polónia a leste.
Mesmo fora de um cenário europeu. Os dois submarinos ultra-silenciosos podem intervir para a defesa de cidadãos e interesses portugueses na Guiné, por exemplo, apesar de que as actuais fragatas serão aí suficientes como se verificou no passado relativamente recente. Mas uma unidade submarina pode fazer desembarcar mais facilmente uma pequena força de fuzileiros para libertar portugueses, salvar um chefe de Estado ou observar de perto certas situações ameaçadoras. Os dois submarinos não servem verdadeiramente como arma de agressão, mas apenas como arma defensiva e psicológica com poder real.

Num país com uma certa força aérea, a presença invisível de submarinos portugueses poderia servir também como arma psicológica na defesa de cidadãos portugueses e interesses se acontecesse uma profunda alteração política anti-Portugal ou anti-Europa.
Nessa situação, o bloqueio psicológico ou real de um porto poderia levar a soluções pacíficas sem causar vítimas ou prejuízos para ambas as partes e serenar os ânimos belicosos, fazendo imperar o bem senso e o respeito mútuo.

No contexto actual de crise económica, uma Paz tida como garantida até agora pode repentinamente deixar de o ser. Mesmo um país como Portugal não pode descurar a posse de forças verdadeiramente operacionais, mesmo que em número limitado. Mais importante que o número é, sem dúvida, a dupla operacionalidade dos homens e do material moderno.
O registo contabilístico da despesa com a compra dos dois submarinos vai afectar um pouco o défice orçamental em 2010. Como estes navios são entregues a Portugal em 2010, o Governo é obrigado, segundo o Eurostast, a registar nesse ano os 973 milhões de euros, com juros incluídos, gastos na sua aquisição. Como o custo dos submarinos representa 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), em 2010, o défice das contas públicas aumentará de 0,4 por cento, previsto no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), para 0,9 por cento.

A preço de contrato, os submarinos custaram 779 milhões de euros. Acresce 194 milhões em juros. Total: 973 milhões. Em 2010 estima-se que o PIB seja de 180 mil milhões. Assim, uma despesa de 973 milhões implica a subida do défice previsto para 0,9%. Claro, com a actual crise, as contas públicas de todos os países do Mundo, sem excepções, estão a sofrer profundas alterações.

Para o Ministro das Finanças, a alteração exigida pelo Eurostat não se pode aplicar à compra destes submarinos porque isso representaria um efeito retroactivo, dado que a decisão de Bruxelas é posterior à compra dos submarinos.

Os submarinos serão pagos ao longo de vinte anos num misto de crédito/leasing, pelo que a influência nas despesas públicas de 2010 é quase virtual.
Mas é curioso que uma empresa que adquira bens de equipamento não pode contabilizar o custo total dos mesmos num só ano, pelo terá de considerar os períodos de amortização legais que variam conforme os bens em causa. Porque razão a Comissão Europeia resolveu exigir algo de diferente?

Por Dieter Dellinger – redactor da Revista de Marinha – dedica-se à História Náutica, aos Navios e Marinha e apresenta o seu livro “Um Século de Guerra no Mar”

 

17/06/2009 – 18h00

cabloco-mb

O Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informam que, nesta quarta-feira, dia 17, foram recolhidos pelo Navio-Anfíbio Mistral, da Marinha francesa, despojos avistados na área de buscas. Destroços e bagagens também estão sendo recolhidos na região.

Nesta tarde, às 14h30 (horário de Brasília), um avião C-130 Hercules pousou em Recife -PE conduzindo os seis corpos que estavam em Fernando de Noronha, sendo entregues ao Instituto Médico Legal, a fim de que sejam concluídos os trabalhos de identificação.

A Corveta Caboclo, que se encontra com expressiva quantidade de destroços e bagagens a bordo, tem previsão de chegada ao porto de Recife no dia 19 de junho, quando irá transferir para os representantes da Comissão de Investigação francesa (BEA) todo esse material.

Centro de Comunicação Social da Marinha
Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

FOTO: Corveta Cabloco recolhe destroços.

 

O início de tudo

cfn-1983

O site Poder Naval Online (www.naval.com.br) surgiu em 1997, mas sua verdadeira origem data do início da década de 1980, quando alguns garotos que moravam na cidade de Santos fizeram amizade a bordo navios de guerra da Marinha do Brasil, em visitações públicas nos finais de semana. O grupo (CFN – Corpo de Fanáticos por Navios) cresceu, sempre unido pela mesma paixão: navios de guerra e temas militares.

Os desenhos deste post são daquela época, rabiscados por Alexandre Galante. No desenho acima, com a popa de duas fragatas ao fundo, aparecem da esquerda para a direita: Maurício Galante (que mais tarde tornou-se oficial de Marinha, hoje é empresário nos EUA), Alexandre Galante (tornou-se marinheiro e hoje é jornalista), Paulo “Osso”, Marcelo “Ostra” (agente portuário, editor do NGB), Petrovich (José “Jacahead” da Silva, também trabalha em atividade ligada ao porto de Santos, Editor do NGB) e Marcos (tornou-se policial, mas perdeu contato com o grupo).

No desenho abaixo, Paulo “Osso”, Petrovich, Marcelo “Ostra” e Galante, com o submarino Amazonas ao fundo.

cfn-1982

NOTA do BLOG: Agradeço ao amigo Zé da Silva (Petrovich) por ter preservado essa lembrança por todos esses anos.

 

Falcão em testes com AIM-9H Sidewinder

Sidewinder_1

No período de 01 a 04 de junho, o Esquadrão VF-1 (1° Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque) efetuou o deslocamento da aeronave AF-1A N-1021 (Falcão 21) para São José dos Campos/SP, sendo esta apoiada pelo Grupo Especial de Ensaios em Voo (GEEV), do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA).

O propósito deste deslocamento foi a realização de testes funcionais da aeronave N-1021 para o lançamento real do míssil AIM-9H Sidewinder.

Os testes foram realizados pela Empresa Mectron, em caráter preliminar, tendo em vista a assinatura do contrato para prestação de assessoria técnica.

Os testes foram considerados satisfatórios, estando o VF-1 em condições de efetuar o lançamento real do míssil Sidewinder, no que diz respeito a aeronave e seus lançadores.

FONTE e FOTO: ComForAerNav

 

AH-11A Super Lynx – 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (HA-1)

AH-11A Super Lynx

  • Fabricante: Westland
  • Motor: 02 Rolls-Royce Gem 42-1 Mk 1017 de 1.120SHP cada
  • Comprimento: 15,16m (com os rotores girando)
  • Altura: 3,48m
  • Diâmetro do rotor principal: 12,80m
  • Peso: 5.126kg (máximo)
  • Velocidade: 132 nós (cruzeiro)
  • Alcance: 564km (981km com tanques suplementares)
  • Autonomia: 2H10min (3H10min com tanques suplementares)
  • Navio embarcado: Fragata Constituição (F-42)

UH-13 Esquilo Biturbina – 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-1)

UH-13 Esquilo Biturbina

  • Fabricante: Eurocopter
  • Motor: 02 turboeixos Allison 250 C20F de 420SHP cada
  • Comprimento: 10,91(com os rotores girando)
  • Altura: 2,94m
  • Diâmetro do rotor principal: 10,69m
  • Peso: 2.540kg (2.600kg com carga externa)
  • Velocidado: 121,5 nós (cruzeiro)
  • Alcance: 707km
  • Autonomia: 3H20min.
  • Navio embarcado: Fragata Bosísio (F-48)

UH-12 Esquilo – 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-1)

UH-12 Esquilo

  • Fabricante: Helibrás/Eurocopter
  • Motor: 01 Turbomeca Arriel de 650HP
  • Comprimento: 10,91(com os rotores girando)
  • Altura: 2,94m
  • Diâmetro do rotor principal: 10,69m
  • Peso: 2.100kg (máximo)
  • Velocidado: 126 nós (cruzeiro)
  • Alcance: 666km
  • Autonomia: 3H20min
  • Navio embarcado: Navio de Desembarque Docas Rio de Janeiro (G-31)

UH-14 Super Puma – 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2)

UH-14 Super Puma

  • Fabricante: Eurocopter
  • Motor: 02 turboeixos Turbomeca Makila 1A1 de 1.877SHP cada
  • Comprimento: 14,76m
  • Altura: 4,92m
  • Diâmetro do rotor principal: 15,60m
  • Peso: 9.000kg (máximo)
  • Velocidado: 120 nós (cruzeiro)
  • Alcance: 618km
  • Autonomia: 3H20min.
  • Navio embarcado: Navio de Desembarque Docas Rio de Janeiro (G-31)

Arte: Rudnei Dias da Cunha /FONTE: ComForAerNav, Aviação Naval Brasileira, A Macega, Westland e Eurocopter.

NOTA do BLOG 1: As aeronaves UH-12 e UH-14 foram deslocadas da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia para Fortaleza, de onde partirão para embarcar no NDD Rio de Janeiro, conforme Nota nº25.

NOTA do BLOG 2: As aeronaves AH-11A Super Lynx e UH-14 Super Puma, ainda possuem capacidade de realizar HIFR (Helicopter In Flight Refueling), ou seja, conseguem permanecer “on station” por mais tempo.

 

Bosísio deixa a região e NDD Rio de Janeiro segue para a área

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O Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informam que, nesta terça-feira, dia 16, às 11h30 (horário de Brasília), mais um corpo foi avistado e recolhido pela Corveta Caboclo. No total, 50 corpos foram encontrados.

A definição da área de busca a ser diariamente estabelecida para as aeronaves é obtida a partir de estudo realizado pela equipe do SALVAERO Recife, que analisa diversos dados, como reportes anteriores, correntes marítimas e ventos predominantes. Esses dados são inseridos no programa de computador SARMASTER, que auxilia na identificação de novas áreas a serem recobertas. A área designada para as buscas de hoje alcançou mais de 19 mil quilômetros quadrados.

A fragata Bosísio chegou às proximidades de Fernando de Noronha com os seis corpos anteriormente encontrados pelo Navio-Anfíbio francês Mistral. Às 8h15 (horário de Brasília), um helicóptero H-34 Super Puma pousou no arquipélago com esses corpos. Nesse momento, a fragata segue para Natal–RN a fim de realizar manutenção de rotina.

Amanhã, dia 17, o Navio Desembarque Doca Rio de Janeiro irá se posicionar a cerca de 25 milhas (48 quilômetros) ao norte de Fortaleza-CE, a fim de receber dois helicópteros: um UH-14 Super Puma e um UH-12 Esquilo. Além desse navio, que se desloca para a área de busca, a Marinha brasileira mantém os seguintes meios naquele local: Navio-Tanque Gastão Motta, as Corvetas Caboclo e Jaceguai, o Navio-Patrulha Goiana, além do Rebocador de alto-mar Triunfo. A Marinha francesa opera com o navio Mistral e a fragata Ventôse.

A Força Aérea Brasileira atua com 10 aeronaves, sendo um avião R-99, três C-130 Hércules, dois C-105A Amazonas, dois P-95 Bandeirante de Patrulha, um helicóptero H-60L Black Hawk e um H-34 Super Puma. A França utiliza duas aeronaves: um Falcon 50 e um Atlantic 2. Ainda ontem, a Operação superou um total de mil horas voadas por aeronaves brasileiras e estrangeiras.

Centro de Comunicação Social da Marinha
Centro de Comunicação Social da Aeronáutica