VL MICA naval

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vinheta-destaqueO MBDA VL MICA é um sistema de defesa antiaérea que emprega o mesmo míssil ar-ar usado no caça Mirage 2000 e no Rafale, adaptado para o lançamento vertical (Vertical Launch), a partir da superfície. Cada míssil pesa 112kg e tem uma ogiva de fragmentação de 12kg. O VL MICA oferece cobertura de 360°, alcance efetivo de cerca de 10km (máximo de 20km, segundo o site do fabricante), para alvos a cerca de 9.000m de altitude.

O desenvolvimento do VL MICA começou em 2005, pelo financiamento da DGA (Délégation Générale pour l’Armement) no âmbito do Programa “Salva”, com o apoio das Forças Armadas francesas.

Segundo o fabricante, o míssil MICA é o único em sua categoria no mundo capaz de ser equipado com uma cabeça rastreadora por radar ativo ou um rastreador IR: esta capacidade oferece a garantia de uma resposta eficaz contra ataques de saturação em um ambiente com severas contra-medidas eletrônicas.

O VL MICA utiliza um sistema de lançamento vertical para garantir cobertura em todos os azimutes. A munição está alojada num ambiente fechado, que atua tanto como recipiente de armazenamento e lançamento (ver os silos verticais nas imagens abaixo), garantindo a proteção dos mísseis contra as condições ambientais. Este sistema tem a vantagem de reduzir as operações de manutenção preventiva, com uma simples verificação periódica, que melhora significativamente a vida útil do míssil.

O VL MICA faz parte do sistema de armas das fragatas FREMM oferecidas à Grécia. O sistema também seria uma opção de baixo custo para o Brasil, no lugar do Aster, caso a FREMM seja selecionada como a futura escolta brasileira.

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NOTA do BLOG: Leia aqui como é feita a proteção de forças-tarefa no mar contra aeronaves e mísseis inimigos.

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20 Comentários to “VL MICA naval”

  1. Gui_Bronco disse:

    Para um míssil com alcance efetivo entre 45 e 60 Km na versão aerotransportada, acho 10 mil metros muito pouco para o mesmo míssil na versão naval. Aceitaria até uns 25 ou 30 Km por conta do gasto de propelente na aceleração. 10 mil metros é, sinceramente, muito, mas muito pouco para um míssil dessa categoria.

    Chega a ser um desperdício de recursos usar um míssel guiado por radar e reconhecidamente eficiente em ambientes de elevadas contramedidas eletrônicas para um alcance tão curto.

    Continuo achando os Aster 15/30 uma opção mais interessante (e provavelmente muito mais barata).

  2. Galante disse:

    Bronco, segundo a MBDA, o VL MICA é muito mais barato que o Aster. O VL MICA tem alcance muito mais curto que a versão lançada do ar porque ele não possui um booster (estágio acelerador), normalmente usado nos mísseis especificamente antiaéreos. No caso do MICA lançado do ar, a velocidade do vetor aumenta sensivelmente o alcance da arma.

  3. Gui_Bronco disse:

    Exato, Galante. Por isso eu disse que aceitaria uma redução na casa de 40 a 50% do alcance por conta da aceleração que o míssil é obrigado a fazer na corrida para o alvo, uma vez que no caso de ser transportado por um caça ele partiria de uma velocidade inicial de pelo menos 600 km/h, em um ambiente de ar mais rarefeito, enfim.

    Então que os franceses resolvam o mais rapidamente possível esse problema adaptanto um booster ao Mica que é, reconhecidamente, um senhor míssil, de características muito próximas aos de sua classe nos EUA.

    Do contrário estará fadado ao fracasso ou ao uso limitado apenas às forças armadas francesas, como acontece com muitos equipamentos fabricados lá e que tem como diretriz principal servir aos requisitos daquelas forças armadas, se esquecendo que são produtos com grande potencial de exportação e que, portanto, deveriam atender à outros requisitos.

    A notícia de que são mais baratos que o Aster (mais simples e de uso disseminado com custos diluídos) é um choque para mim. De qualquer forma o primeiro tem versões de 15 e 30 km de alcance com uma taxa de acerto muito grande e perfeitamente capaz de engajar outros mísseis.

    Bom, se o Mica VL vai emplacar, só o tempo dirá. Mas que o Block II deveria vir com o booster e o alcance aumentado, isso deveria.

    Abraços, Galante.

  4. Galante disse:

    Prezado Bronco. O VL MICA já foi vendido pra duas Marinhas e pode emplacar, justamente por ser uma alternativa de baixo custo ao Aster 15, muito mais complexo.

  5. Gui_Bronco disse:

    Obrigado Galante, não sabia das vendas do Mica VL.

    Afirmei que os Aster eram mais simples por serem sistemas mais dependentes do radar dos navio lançador. Por tudo que li até hoje sobre o Aster, imaginei que fosse um míssil de guiagem semi-ativa mais moderno que os da geração anterior.

    Já o Mica, pra mim, seria um sistema mais independente uma vez que a aquisição do alvo não depende especificamente do sistema de combate do navio. A guiagem ativa pode permitir o lançamento para posterior aquisição, antecipando um ataque por saturação e limitando a capacidade de defesa do navio apenas pelo número de mísseis nos lançadores verticais.

    Além disso o Mica tem uma ótima manobrabilidade aliada a uma capacidade de distinguir o alvo mesmo num ambiente com chaff/flares/jammers.

    Além disso o conceito modular permite a substituição da cabeça do míssil permitindo a escolha entre radar ativo/IR.

    Por tudo isso imaginava o Mica um sistema mais completo, complexo e, portanto, mais caro do que o Aster. Além de tudo é francês, construído por um único país, diferente da associação de países europeis que produz o Aster.

    Agradeço novamente pelas elucidações.

    Um abraço.

  6. rodrigo rauta disse:

    Galante, agora vc me confundiu..o Aster 15 tem duas versões? Ou na verdade o alcance maximo dele seria de 30 km, com alcance efetivo de 15-20km?

    Abraços!

  7. Galante disse:

    Sim Rodrigo, existem duas versões do Aster: Aster 30 (de 80 a 100 km de alcance) e Aster 15 (alcance de uns 30 km).

  8. alfredo.araujo disse:

    Ja passou da hora de termos um sistema de lançamento vertical de misseis…

    Será q existe mta diferença na versão aerotransportada e a navalizada ??

  9. Jonas Rafael disse:

    Bronco, o ASTER não tem guiagem semi-ativa. Ele tem guiagem inercial até uma certa distência do alvo (como todo míssil lançado verticalmente ele precisa saber pra que lado manobrar primeiro). Inercial quer dizer que ele recebe uma indicação aproximada da posição do alvo que ele deve abater e é comunicado sobre correções sobre essa trajetoria até o momento em que o radar do míssil adquire o alvo e ele passa a se guiar sozinho pelo seu próprio.
    Outra coisa, o ASTER é oprvavelmente muito mais manobrável que o Mica, já que possui um sistema de empuxo vetorial inédito. Ele possui aberturas laterais por onde os gases do motor podem ser expelidos para aumentar sua manobrabilidade.
    Eu acho que não importando o modelo de Fragata que o país adquira, um sistema como o ASTER ou mesmo o ESSM seria imprescindível, pois o Mica, por melhor capacidade que tenha, possui alcance menor do que o Aspide por exemplo. Sobre a perda de alcance pela falta de inércia vale lembrar que o Sea Sparrow, sem booster, também tinha cerca de 13km de alcance, mais ou menos um terço do seu alcance quando disparado de uma aeronave…

  10. Patriota disse:

    Acredito que a FREMM é uma das melhores opções para a MB, o VL MICA seria
    uma boa opção para a MB devido ao baixo custo todo mundo sabe que a marinha não dispõe de um grande orçamento e que muitas vezes ocorre contigenciamento de verbas

  11. Rodrigo Rauta disse:

    Entaun era como eu sabia….na verdade, o alcance do Aster 30 é limitado pelo radar usado pelo navio!

  12. Jonas Rafael disse:

    Na hipótese de uma opção "baixo custo" , não seria melhro o Umkhonto sul-africano que tem alcance superior e provavelmente custe ainda menos?

  13. RicardoPinto disse:

    Temos mais alguma noticia sobres as novas escoltas ( eu torço pelas FREMM )

    Não vi mais nada sobre este assunto…

  14. Almeida disse:

    Se é pra falar de relação custo/benefício, prefiro uma versão da classe Lafayette + Mica VL ou invés de FREMM + Mica VL. Se é para baratear, façamos meia dúzia de Lafayettes com Mica VL e duas ou três FREMM GP com uma combinação de Mica VL + Aster 15 e 30 + SCALP Naval. Nesta linha de pensamento, colocaria pelo menos um lançador vertical de 8 Mica VL nas Barroso melhoradas, fecharia com Rafale e Mica no FX-2 e ainda comprava uns caminhões com VL Mica pro EB e pra FAB protegerem suas instalações. Boa capacidade, baixo custo e padronização é a idéia aqui.

    Acho que esse sistema cai melhor em plataformas menores e mais baratas, deixando o Aster para plataformas maiores, mais caras e mais capazes. Como é feito no Mundo todo atualmente.

    PS: eu queria mesmo era que todas as fragatas e CTs atuais fossem substituidos por 10 a 14 FREMM GP, ASuW e AA, mas acho que não vai dar né?

  15. Bosco disse:

    Rodrigo,
    o Aster 15 é menor, pesando uns 300 kg e foi concebido para prover o navio dotado do sistema PAAMS de um míssil de defesa de ponto/anti-míssil compatível. Embora pelo seu alcance (30 km) ele provê capacidade de defesa de área curta para os navios na proximidade também.
    Já o Aster 30 pesa 450 kg e tem alcance nominal de 100 km, mas ele só consegue atingir alvos nessa distância que estejam em grande altitude (acima de 6000m). Contra alvos ao nível do mar ele está limitado a engajar alvos que estejam a uns 35/40 km, já que além dessa distância ele não tem como ser designado para nenhum alvo devido ao "horizonte radar". Outra limitação do sistema é relativo ao RCS de um "alvo". O de um míssil como o Exocet por exemplo é muito reduzido, estando na casa do 0,1 m 2, portanto o radar de um navio só detecta esses mísseis a distâncias menores que a do horizonte radar. Na casa dos 20 km.
    Ou seja, o Aster 15 é que seria o míssil ideal para a função anti-míssil e o Aster 30 seria usado contra aviões e helicópteros. Não que o 30 não consiga fazê-lo, mas seria um desperdício de "recursos".
    Na atual tecnologia não é necessário que um míssil de defesa de ponto com potencial anti-míssil tenha mais que uns 20 km de distância já que sistemas de radares não conseguem detectá-los a grandes distâncias mesmo.
    Está em desenvolvimento o Aster 45 com maior alcance e capacidade anti-balístico. Também ele poderá ser usado contra alvos abaixo do horizonte radar desde que seja designado por um AEW num sistema "cooperativo".
    Tal capacidade, semelhante ao do futuro Standard SM6, irá definir as novas táticas anti-navios do futuro já que se proteger abaixo do horizonte radar e lançar mísseis dessa posição privilegiada já não será garantia de sobrevivência, claro, desde que o navio esteja dentro de um "cobertor" fornecido por um sensor externo tipo um AEW.

    Jonas,
    além de tudo o Umkhonto possui data-link (up-link) com o navio lançador, o que o torna mais "completo".
    Também está em desenvolvimento a versão do Umkhonto com radar ativo (e alcance maior ainda) a exemplo do que ocorre com o Mica.
    Embora a VL Mica se gabe de ser o primeiro e único com mísseis com duas cabeças de busca (radar e IR) disponíveis para seus mísseis não podemos nos esquecer que o sistema Spyder israelense usa um conceito semelhante.
    Também é de se comentar que o Standard SM2Block3B (MR e ER) possui um sistema de orientação terminal duplo no mesmo míssil, dotado de um radar semi-ativo e de um sensor IR, o que o torna único também.

    Um abraço à todos.

  16. Bosco disse:

    O sistema de lançamento vertical trás uma série de vantagens, mas também uma desvantagem. Um míssel de pequeno porte tem reduzido seu já curto alcance .
    No caso de lançadores conteráveis o míssil já aponta para a direção do alvo não consumindo combustível no processo de se posicionar em direção ao alvo.
    Mas é claro que as "vantagens" superam essa desvantagem e cada vez mais será adotada.

  17. marujo disse:

    Concordo com os companheiros que acreditam que o VL Mica tem um alcance muito pequeno, logo não é a melhor soluçãos para nossos futuros escoltas de 6 mil toneladas. Mas acredito que eles podem ser um excelente sistema secundário de mísseis AA. Qualquer que for o míssel escolhido (Aster 15. ESSM), é necessário um novo sistema AA do porte do RAM, Unkonto-Ir ou o próprio VL Mica,

  18. Bosco disse:

    Os EUA testaram com sucesso um míssil AIM-9X lançado de terra contra um drone.
    Ele foi lançado de um Hummer.
    Em 2007 foi testado um AIM-9X de um lançador vertical fazendo parte do programa americano para se chegar a um míssil anti-helicóptero lançado por submarino submerso (LWMS ?). Parece que o programa foi descontinuado.
    Tudo indica que o sucesso desse último teste vai abrir caminho para versões sup-ar tanto terrestres quanto navais, incluindo lançado por submarino.

  19. Bosco disse:

    Hummer não, Humvee é mais correto. rsrsrs….

    Voltando ao assunto dos mísseis sup-ar navais, vale salientar que está em desenvolvimento também por parte dos EUA, uma versão do Slamraam (versão do Amraam lançado do solo) com alcance estendido. É o Slamraam-ER.
    Ele usa o radar ativo do Amraam na estrutura de ESSM, o que aumentará o alcance do míssil de 20 para 50 km e permitira o lançamento vertical.
    Esse Slamraam-ER está sendo oferecido à USN no lugar do ESSM tradicional.
    Vale salientar que o míssil Standard SM-6 que deverá estar operacional em 2011 também contará com o radar do Amraam.

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