barracuda-suffren.jpg

O ministro da defesa francês Hervé Morin, anunciou hoje a encomenda do segundo submarino nuclear de ataque da classe “Barracuda”. O Programa Barracuda, que compreende a construção de seis submarinos entre 2017 e 2028, no valor de 7,9 bilhões de euros (cerca de R$ 21,5 bilhões), vai gerar um grande número de empregos na DCNA, AREVA-TS, Atomic Energy Commission (CEA) e em mais de 100 pequenas e médias empresas até 2027.

A Délégation générale pour l’armement (DGA) fechou contrato com a DCNS e AREVA-TA para a construção do segundo submarino. Em paralelo, a montagem do primeiro navio da classe, o Suffren, começou com a soldagem das primeiras duas seções do casco.

A classe “Barracuda” terá como característica a baixa detectabilidade (baixo nível de indiscrição) e capacidade de “caça e destruição” (hunt and kill), visando os teatros de operação no Atlântico, Mediterrâneo e Oceano Índico.

ssn-barracuda

O Programa “Barracuda”

Em dezembro de 2006, o Ministério da Defesa da França fechou um contrato com o então estaleiro DCN e com o grupo de energia nuclear Areva-TA. O contrato total de cerca de € 7,9 bilhões (US$ 10,4 bilhões), com um acordo inicial de cerca de € 1,4 bilhão, seguido de 6 opções para cobrir o desenvolvimento, a produção e o apoio logístico para os primeiros anos de serviço.

Os submarinos terão 5.300t de deslocamento e vão substituir os submarinos da classe “Rubis/Amethyste”.

Seus tubos lança-torpedos serão capazes de disparar uma combinação de torpedos pesados guiados a fio (incluindo o novo torpedo Artemis), mísseis anti-navio SM-39 Exocet e mísseis de cruzeiro Scalp/Storm Shadow. Poderão levar também 12 commandos (forças especiais) cujo equipamento será levado num casulo fixado atrás da vela.

A profundidade de operação dos “Barracuda” será de 350 metros (1.150 pés) e a velocidade máxima será de 25 nós. Terá autonomia de víveres para 70 dias contínuos. O combustível nuclear dos submarinos será trocado a cada 10 anos e será do mesmo tipo usado nas usinas nucleares francesas, o que trará economia significativa.
Os navios da classe “Barracuda” receberão os seguintes nomes: Suffren, Duguay-Troin, Dupetit-Thouars, Duquesne, Tourville e De Grasse.

NOTA do BLOG: Durante as negociações do acordo sobre submarinos entre o Brasil e a França, foi divulgado que o “Barracuda” teria sido oferecido à Marinha do Brasil, sem o reator nuclear, e que o casco nos custaria cerca de R$ 3,6 bilhões. A informação não foi confirmada, mas faria muito mais sentido do que desenvolver um submarino nuclear do zero.

No entanto, segundo uma fonte, o reator nuclear que a Marinha do Brasil está desenvolvendo em São Paulo não cabe no “Barracuda” e será necessário projetar um casco com boca ainda maior.

A França vai pagar R$ 21,5 bilhões por 6 SSN “Barracuda” e o Brasil terá de pagar R$17,6 bilhões por 4 SSK “Scorpène” e um SSN.

NOTA do BLOG 2: Clique aqui para conhecer a história da Força de Submarinos da Marinha do Brasil.

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COMENTÁRIOS VIA FACEBOOK

Se comentários » to “França encomenda segundo submarino nuclear classe ‘Barracuda’”

  1. ARCANJO disse:

    INACREDITÁVEL! Os franceses vão construir 6 submarinos nucleares, de último modelo, os mais modernos, PELO MESMO PREÇO COBRADO AO BRASIL PARA A CONSTRUÇÃO DE 4 OBSOLETOS SCORPENES SUBMARINOSCONVENCIONAIS (€ 7,9 bilhões). Sim aqueles mesmo, que mergulham no máximo 3 dias sem ter NENHUM CONCEITO NO MERCADO MUNDIAL.O tal submarino que ninugém compra -.
    É bom que não falem da promessa do nuclear, mera quimera para daqui a décadas, e que deverá ser um SCORPENE espichado … assim não dá!!!
    Sinceramente, tudo tem limite!
    Essa operação NUCLEAR BRASILEIRO tem de ser questionada e revisada desde a estaca zero!

  2. Gui_Bronco disse:

    Quem tem, vende; Quem não tem e precisa, compra.

    E o valor não se resume apenas aos submarinos mas também às instalações, à transferência de tecnologia e à diversos outras compensações presentes no contrato.

    Fazer custa caro. Aprender a fazer pode custar mais caro ainda.

    Agora chamar o Scorpène de "OBSOLETO" é complicado. O que o leva a crer que submarinos de projeto recente, no estado da arte como os Scorpene sejam obsoletos? Sucesso comercial não depende apenas da capacidade de um meio operativo, mas também do valor de venda, custo de operação e habilidade do vendedor em negociar o produto.

  3. ARCANJO disse:

    Quem precisa compra???? É essa a filosofia????
    Instalações para serem transferidas a leite de pato para uma empreiteira????
    SCORPENE no estado da arte????? O que é isso! Os pobre chilenos penando feito loucos!
    No final tudo depende da habilidade do vendedor em negociar o produto, independentemente da qualidade do produto???? É isso? … Céus!!!
    DEFINITIVAMENTE ESTAMOS MUITO, MAS MUITO MAL MESMO!
    Depois disso fica evidente que tudo precisa ser total e radicalmente revisto porque agride e faz desmoronar os mais razoáveis princípios de gestão pública, isso para não ir mais longe!

  4. Paulo Subtil disse:

    Eu prefiro gastar mais e aprender a fazer do que comprar pronto e continuar ignorante.

    O aprendizado tem um custo.

  5. Patriota disse:

    Bem o valor não me surpreende, pois os franceses já tem o estaleiro com os recurços para realizar a construção dos submarinos nucleares assim como as bases para estes.
    Pessoal nós vamos começar do zero ,temos que construir um novo estaleiro , construir a base para os submarinos nucleares , capacitar mão de obra e etc.
    Está tecnologia que os franceses vão passar para o Brasil custou muito mais que
    17 bilhôes para ser desenvolvida foram décadas de pesquisa .
    Ainda digo mais os SCORPENE estão longe de serem obsoletos

  6. ARCANJO disse:

    É pelo jeito está valendo tudo!
    Parece que as normas referentes aos gastos públicos foram torpedeadas!
    O dia em que "aprender" exigir torrar dinheiro público dessa maneira chegamos no fundo do poço!
    Eu ainda acho que isso vai "pipocar" e aí ….sei não.

  7. Paulo Silva disse:

    Boa noite a todos!

    Imagino que este preço, do pacote Frances, seja como é feito no Brasil.Arcanjo, temos que pensar, que como exemplo, uma venda da Embraer para a FAB, e uma venda para o exterior, sempre existirá uma diferença. Para o país comprar um produto bélico sempre será sem impostos e outras taxas. Também no caso brasileiro, a empresa francesa ira construir o estaleiro e repassará toda a tecnologia de construção do Scoperne e do casco do nuclear, e isto custa muito dinheiro.

    Abraços

    Paulo

  8. Luís Aurélio disse:

    A Marinha Chilena é sem dúvida alguma, uma marinha altamente profissional, e, não optaria pelos Scorpene, se não fossem submarinos no estado da arte. No dia em que eles resolverem operar submarinos nucleares, não levarão vinte anos para desenvolverem um reator nuclear , como a nossa marinha está fazendo. Só tem moral para criticar os submarinos nucleares franceses, quem souber construir melhor, o que , não é o caso do Brasil.

  9. adlermedrado disse:

    Quem precisa compra???? É essa a filosofia????

    R: Sim. Quem precisa e não tem meios de produzir ou compra ou fabrica.

    Instalações para serem transferidas a leite de pato para uma empreiteira????

    R: Você virou vidente? Você deve ter conhecimento de alguma informação que ninguém mais tem para afirmar isso.

    SCORPENE no estado da arte????? O que é isso! Os pobre chilenos penando feito loucos!

    R: Levando em conta que são submarinos convencionais compatíveis com os seus concorrentes eu acredito que estão no estado da arte pelo menos no nível de meios que estão disponíveis para exportação por seus países de origem.

    Poderia nos dizer como os chilenos estão penando?

    No final tudo depende da habilidade do vendedor em negociar o produto, independentemente da qualidade do produto???? É isso? … Céus!!!

    R: Na prática é isso. Nem sempre o melhor produto é vendido pelo melhor vendedor. Isso é fato e contra fatos não há argumentos.

    DEFINITIVAMENTE ESTAMOS MUITO, MAS MUITO MAL MESMO!
    Depois disso fica evidente que tudo precisa ser total e radicalmente revisto porque agride e faz desmoronar os mais razoáveis princípios de gestão pública, isso para não ir mais longe!

    R: Eu acho que tudo está bem transparente e não vejo agressão à transparência dos gastos públicos. Existem coisas piores como presidente do senado empregar parentes, prefeituras comprar 1 ambulância pelo preço de 10 e etc e é com isso que devemos nos preocupar pois isso que corroe o nosso país. Mas se mesmo assim você acha que devemos ficar chiando com custos de equipamentos militares ( que normalmente são caros mesmo porém necessários) você pode fazer uma faixa e ir protestar na frente do ministério da defesa ou do palácio do planalto.

  10. TiagoJeronimo disse:

    O que seria mais barato? Diminuir o tamanho do reator ou aumentar o tamanho do casco? Acho que se a frança realmente ofereceu o casco do barracuda, a marinha deveria estudar a questão antes de rejeitar a oferta. Que tal os franceses num venderem uns “Rubis/Amethyste” ou pelo menos arrendarem um ou dois enquanto não temos o nosso para criarmos uma doutrina operacional?

  11. RicardoPinto disse:

    Eu prefiro gastar mais e aprender a fazer do que comprar pronto e continuar ignorante. ( 2 )

    Falou tudo… Conhecimento não vem de graça e quem tem não vende a preço barato, e quem possui desenvolve algo melhor…

    Tem muito engenheiro de obra pronta que adora questionar, mas não se da o trabalho de pesquisar… @!$#% isto é de doer.

    Para chega rno SUB ou qualquer outro "meio" precisa-se desenvolver o projeto desde o inicio todos nós sabemos, mas e para contruir e depois mante-lo ? Isto nunca é levado em conta pelos que "adoram criticar" ou melhor os criticos compulsivos…

  12. corsario01 disse:

    E para acrescentar, quem afirma que os Scorpenes não são modernos, desculpe, mas não tem o devido conhecimento sobre a questão.
    E não tem o devido conhecimento também, dos custos de se construir um estaleiro e criar as facilidades para a construção de 4 ou mais subs sejam feitos no Brasil.

    Sim, eu disse 4 ou mais subs, por que 4 foram contratados agora, mas a MB pleiteia mais alguns, pois os classe Tupi não são eternos.

    Mas, cada um com seus pensamentos! O meu é de que estamos no caminho certo!

    É caro? Claro que é, não estamos comprando iates e sim vasos de guerra, que é sabido por quem tem conhecimento, possuidores de custos elevados.

  13. MOSilva disse:

    Acredito que, como foi escrito anteriormente, o preços a serem pagos pelo Brasil com o acordo de cooperação Brasil/França estão dentro do esparado/pagável devido as muitas necessidades que temos (aprendizado, infraestrutura, etc). Não dá para comparar com uma “compra pura e simples” (como o que a França fez) sem necessidade de outros gastos.
    Os submarinos modelo Scopene estão sim entre os mais modernos subs convencionais (propulsão diesel/elétrica). Claro que eles são bem diferentes de um sub nuclear. Mas isso não quer dizer que sejam “ultrapassados”.
    Uma dúvida: pelo acordo, os Scopene brasileiros terão AIP?
    SDS.

  14. MOSilva, não, os “Scorpène” brasileiros (SBR) não terão AIP, até porque o sistema AIP francês MESMA é muito ruim.

  15. MOSilva disse:

    Obrigado pela resposta Alexandre.
    Então, o acordo é semelhante ao que seria feito com a Alemanha: subs convencionais sem AIP.
    Fico intrigado como será (se é que será…) o futuro SNB; um “Scorpènão”? Um “Barracuda Gordo” (para caber o nosso reator)? Um híbrido Type 209-1500 com Scorpène e com Barracuda? Que medo…
    SDS.

  16. MOSilva, também tenho medo…rs
    Afinal, é muito dinheiro em jogo e nossa proteção dependerá dessas plataformas.

    O ideal seria se pudéssemos ter o casco do “Barracuda” já pronto e colocarmos nosso reator nele.

    Se o objetivo é queimar etapas, não faz sentido projetar um submarino nuclear do zero, que vai levar muito mais tempo (isso, SE conseguirmos terminá-lo).

  17. MOSilva disse:

    Bem colocado Alexandre. Porém, para se queimar etapas, algumas destas etapas devem estar prontas, ou, no mínimo, se ter a tecnologia (teórica e de fabricação) para fazê-las. Por exemplo, se há domínio da técnica de fabricação do casco do submarino, vale a pena comprar um reator (ou sua tecnologia de fabricação). E vice-versa.
    Qual é a tecnologia que dominamos para se produzir um SN? Como você disse, começar agora (descartando o que foi feito nos últimos 30 anos) é perda de tempo e dinheiro (um recurso sempre limitado). Se for aproveitada a tecnologia (dura e lentamente) desenvolvida no país, corremos o risco de criar “uma Ferrari com motor à vapor” (não é menospreso; apenas a constatação de que poderia haver uma disparidade enorme entre as tecnologias utilizadas).
    Assim, parece que o melhor seria comprar o equipamento pronto e acabado. Mesmo que fosse para ser construido localmente.
    Minha opinião…
    SDS.

  18. Robson Br disse:

    MOSilva

    Reator para equipamentos militares ninguem fornece. Até um submarino convencional nas condições que será produzido no Brasil com a participação de fornecedores locais já é dificil. O interesse da França é estratégico. Quanto ao domínio da energia nuclear pela MB é inquestionável. Duvido que os militares e principalmente os políticos brasileiros entrariam num projeto sem a certeza do êxito. Quanto ao casco uma coisa só que questiono nos convencionais: a falta de AIP. Temos tempo suficiente para definir o casco correto para o nosso SNB. QUANTO A FRANÇA: duvido que aceitariam correr o risco de entrar numa fria.

  19. Mauricio R. disse:

    “Instalações para serem transferidas a leite de pato para uma empreiteira????

    R: Você virou vidente? Você deve ter conhecimento de alguma informação que ninguém mais tem para afirmar isso.”

    A parceira escolhida pela própria DCNS é a Odebrechet, que não tem nada de estaleiro, mas faz montagens industriais.
    Maneira sutíl de se transferir tecnologia alguma, a empreiteira simplesmente vai montar um monte de caixas-pretas aonde os franceses mandarem, somente.

  20. Luís Aurélio disse:

    Se a MB, quisesse, já poderia ter o reator nuclear operando em algum navio de superfície. O PA nuclear US Imterprise tinha 8 reatores nucleares; os quais, provàvelmente, deveriam ter potencias semelhantes ao da MB. Quem quer operar submarinos nucleares, deve também possuir navios nucleares de superfície , a menos que queira só ter uma marinha voltada para a defesa da costa.

  21. Srs.
    Este é o mundo dos negocios,niguem dar tecnologia porque o dominio dela dar independencia a qualquer nação e passa ser competidor. Nos pagamos por não ter cuidado da educação, formação de cientistas,
    tecnicos especializados,criarmos uma cultura que existe uma coisa
    chamado Defesa, e que sociedade acha que não precisamos.Mostrar
    atraves de publicidades dando consciencia que precisamos de uma industria de defesa,e porque!..Que dar emprego,que transfere para
    a sociedade novas tecnologia e tantos outros beneficios. Por emquanto temos que comprar para não ficarmos para tras.

  22. Fernando disse:

    Apenas uma divagação de leigo sobre o assunto…

    O pulo do gato não seria exatamente produzir reatores menores (por exemplo: que utilizem esses novos materiais que são capazes de transformar diretamente calor e radiação em eletricidade), porém bem fraquinhos, o suficiente para manter o sub em velocidade baixa por tempo indefinido e mais um pouco para regarregar baterias de nova geração para velocidades altas por pouco período de tempo,… Enfim, sub nuc “high tech” de pobre…

  23. Fernando disse:

    Complementando a “viagem na maionese” anterior… Um sistema destes não daria para ser adaptdo em subs convencionais

  24. Fernando disse:

    Uma notícia interessante sobre materiais termoelétricos.

    “Materiais termoelétricos produzidos em larga escala com força centrífuga

    Módulos termoelétricos constituídos por sete pares p-n de telureto de bismuto.

    Engenheiros japoneses desenvolveram uma película termoelétrica que poderá ser utilizada para revestir equipamentos industriais, motores e até processadores de computador, transformando o calor desperdiçado em energia elétrica.

    Película termoelétrica

    A película termoelétrica funciona como um revestimento de resfriamento, capturando o calor liberado pela superfície onde ela está aplicada e transformando-o diretamente em eletricidade. Até mesmo o calor do Sol incidindo sobre um dos lados da película produz um diferencial de temperatura em relação ao ar que é suficiente para a geração de energia.

    Solidificação pressurizada por centrifugação

    A chave da descoberta foi o processo de fabricação, chamado de solidificação pressurizada por centrifugação. A utilização da força centrífuga permite a aplicação de uma pressão constante e uniforme sobre o material, gerando as películas com uma estrutura semelhante à de um único cristal.

    Esse novo processo tem duas outras vantagens fundamentais em relação aos métodos atuais utilizados na fabricação de materiais termoelétricos: ele é tecnicamente muito mais simples e tem uma produtividade muito mais elevada.

    Múltiplas aplicações

    O material termoelétrico flexível pode ser aplicado até mesmo a canos de trocadores de calor na indústria ou a escapamentos de automóveis e em qualquer superfície irregular. A grande vantagem da geração termoelétrica direta de eletricidade é que esses materiais não têm partes móveis, não exigindo manutenção e não perdendo eficiência ao longo do tempo.

    A película termoelétrica é caracterizada na classe dos chamados “filmes grossos”, possuindo vários micrômetros de espessura, em contraposição aos “filmes finos,” utilizados em vários campos de pesquisas e que normalmente têm espessura na faixa dos nanômetros.

    Processo de fabricação

    O processo de solidificação pressurizada por centrifugação, criado pelos pesquisadores Yoshiaki Kinemuchi e Hisashi Kaga, começa com um substrato cheio de ranhuras, que são preenchidas com telureto de bismuto – um material semicondutor – de tipos p e n.

    O substrato é aquecido a uma temperatura superior à necessária para a fusão do telureto de bismuto no interior de uma centrífuga capaz de gerar uma força equivalente a 1.000 G. Rapidamente o material pode ser resfriado, produzindo filmes grossos de cristais termoelétricos de tipos p e n, com 200 micrômetros de espessura.

    Redação do Site Inovação Tecnológica”

    Parece que no brasil já existe pesquisas neste sentido, porém utilizando cerâmica, por isso me veio na cabeça, as divagações anteriores.

  25. Marcos T. disse:

    Minha crítica não é quanto a intenção da MB de desenvolver tál técnologia.
    Agora o tempo que levará para que se alcance o resultado é que é absurdo.
    Sei que não se faz um Sub nuclear da noite para o dia, más 20 anos é uma vida (desconsiderando o tempo que já passou).
    Sendo que ao final teremos um PROTÓTIPO de Sub nuclear, provavelmente já ultrapassado técnologicamente.
    Fazendo uma projeção futura é possivel que surjam sistemas de sensoreamento mais poderosos, que anulem a principal arma do submarino, que é permacer oculto, fato que jogaria por terra todo esse tempo e dinheiro.
    Impossível?
    A história é minha aliada nessa afirmação.
    O couraçado já foi o rei dos mares, coroa que passou para o navio aeródromo e que agora pertence ao submarino nuclear, até quando ninguem sabe.
    Penso que é tarde e um tremendo disperdício parar agora, de fato deveriamos canalizar recursos para encurtar esse prazo, se possível pela metade, para que em 20 anos estarmos produzindo alguma coisa de segunda ou terceira geração e derrepente estar em estágio avançado de um propulssor nuclear para um futuro Nae.
    Devo lembrar os amigos que no período de 2015 a 2020 estaremos entrando num Gap de meios navais, que vai parar metade da frota.
    Na minha opinião o que falta é foco, e a MB tem de aprender a trabalhar com os recursos que tem e parar de sonhar com recursos que nunca vem.

  26. Fernando disse:

    Dei uma pesquisada sobre os meus posts anteriores (O que deveria ter feito bem antes de postar). Desculpe galera foi mal!

    Bem,como a maioria acredito que saiba, há três formas distintas de se produzir energia cinética (para os hélices) a partir da energia nuclear, reatores atômicos e baterias atômicas.

    A primeira seria através do aquecimento do vapor gerado pelo calor da fissão que através do vapor movimenta uma turbina que a trânsmite ao eixo do hélice (ou alternador para motores eletricos) e residualmente para gerar eletricidade para os sistemas da embarcação).

    Devido a eficiência deste sistema de transmitir grandes quantidades de energia para o eixo do hélice, são preferidos em embarcações que precisam cobrir grandes distâncias em curto período de tempo (porta aviões e submarinos, US NAVY principalmente). Suas desvantagens seria complexidade e segurança, inerentes a qualquer sistema que opere vapor em altas temperaturas e as vezes, radioativo.

    Outro que acredito, nunca foi tentado (talves em ROVs esperimentais) na área naútica com intuito de propulsão: Baterias Nucleares.

    Elas geram eletricidade, através de um processo físico, diretamente do elemento radiotivo. Podem ser bem pequenas e duravéis mas, produzem muita pouca eletricidade para movimentarem qualquer tipo de embarcação, porém, são vedetes em programas espaciais.

    A outra, que me parece não é nova, é um híbrido das duas formas descritas anteriores, ou seja, há um reator de fusão nuclear, porém a energia térmica ou a própria radioatividade é tranformada diretamente em eletricidade por certo tipo de materiais especiais. Este desenho permite reatores muito pequenos, pois não há o intermediário do vapor, desta forma, bem mais seguros e se ganha espaço.

    Mas, como tudo, tem um porém: Os materiais antigos que transformam a energia térmica ou radioativa tinham um rendimento de até 4%, ou seja pouca energia para uma embarcação de alta performace, por isso o reinado das turbinas vapores tanto no meio militar como civil.

    Acontece , que vem ocorrendo nos últimos anos, através dos avanços da nanotecnologia um aumento dramático nestes materiais, que conseguem transformar normalmente 40% de energia e em condições especiais, acima de 90%, acredito que seja bem mais eficientes (no caso de valores altos, ex: 90%) do que a tradicional tranformação de calor – vapor – movimento, mesmo contando com o intermediário do motor elétrico – que sofreram e sofrem (nanotecnologia) imensos avanços. Inclusive, se não me engano, existem muitos estudos de reatores nucleares para geração de eletricidade, neste intuito, sendo considerado um dos futuros possíveis a curto prazo, por causa da segurança e maior simplicidade.

    O que eu quiz dizer nos posts anteriores, é que existem pesquisas destes materiais no Brasil, e mesmo que não consiguam níveis excepcionais das instituições extrangeiras, mais sim, ligeiramente menores, acredito, na minha opinião de leigo, que poderia fazer um pequeno reator (sei lá, do tamanho de uma geladeira) e instalar uma secção de casco em submarinos convencionais e utilizar a força do reator para propulsão em baixas velocidades indefinidas e um sobra para recarga dos acumuladores (outra área que está em revolução) que seriam utilizados para velocidades grandes por pouco período de tempo.

    Enfim, já que esta na moda, um “sub híbrido”

    Aprendi humildemente neste blog, a diferença dos termos Águas Azuis e Marrons.

    Mas, pela minha percepção, em questão de submarinos, um submarino nuclear com ciclo vapor seria apto para “Águas Azuis” por todo o Globo como a US NAVY utiliza com inteligência.

    E para a defesa do Atlantico Sul “Nossas Águas Azuis” um submarino com esta capacidade nós é adequado, ou é “hiper adequado”.

    Meu receio é que daqui 20 anos o tipo de propulsão que almejamos seja suplantado pelas tecnologias, que citei anteriormente.

    Lembre que se optar pelo ciclo vapor se apreende muito sobre isto, mais nada sobre as tecnologias anteriores, que estão mais ligadas a nanotecnogia (setor infelizmente embrionário no Brasil) com qualque outra.

    Bem, se algo tiver errado, fiquem a vontade para corrigir.

    Sausações

  27. Fernando disse:

    Marcos T. em 29 Jun, 2009 às 11:09

    Também concordo com sua afirmação. Em nível de tecnologias, após a década de 90 e suas revoluções de nanomaterias, informatica, condutores, etc… o avanço ainda continua muito acelerado, por isso, enquanto não houver uma freada nas inovações tecnológicas de chave, quaquer projeto longo aplicado (exetuando pesquisa de base) cai sempre na filosofia de Murph:

    Ou sai bem mais caro que se planejava
    Ou nasce obsoleto

    Sds

  28. Fernando disse:

    Sem encher mais liguiça, segue a matéria de onde tive essas elacubraçoes do post anterior.

    “Nanomaterial transforma radiação nuclear diretamente em eletricidade

    Redação do Site Inovação Tecnológica – 01/04/2008

    Há pouco mais de uma semana, cientistas alcançaram o maior avanço nos materiais termoelétricos nos últimos 50 anos (veja Materiais termoelétricos têm eficiência aumentada em 40%). Esses materiais são capazes de transformar diretamente o calor em eletricidade.

    Radioatividade em eletricidade

    Agora, pesquisadores de outros dois laboratórios, anunciaram ter descoberto uma forma de aumentar drasticamente o rendimento de materiais capazes de transformar radioatividade – e não calor – diretamente em eletricidade.

    A descoberta poderá alterar totalmente o projeto das centrais nucleares, tornando-as menores, mais simples e mais baratas. Hoje essas usinas usam o calor da fissão nuclear para aquecer água, que se transforma em vapor, que faz girarem turbinas, que acionam geradores, que geram a eletricidade. O novo material converte a radiação diretamente em eletricidade.

    Segundo os pesquisadores Liviu Popa-Simil e Claudiu Muntele, os materiais que eles estão desenvolvendo são capazes de gerar 20 vezes mais energia a partir do decaimento radioativo do que os materiais termoelétricos disponíveis.

    Nanomaterial

    Materiais capazes de converter radioatividade em eletricidade já foram utilizados em várias sondas espaciais nos anos 1960 e 1970. Contudo, esses materiais nunca foram eficientes o suficiente para aplicações em larga escala, principalmente em reatores nucleares.

    O advento da nanotecnologia permitiu que os pesquisadores desenvolvessem um nanomaterial à base de nanotubos de carbono. Fatias de nanotubos são recobertas com uma película de ouro e circundadas com hidreto de lítio, um material largamente utilizado em baterias recarregáveis.

    As partículas radioativas que atingem a camada de ouro empurram uma grande quantidade de elétrons em direção à camada de nanotubos de carbono, que os coleta e transporta com grande eficiência. A seguir, os elétrons atingem a camada de hidreto de lítio, de onde se dirigem aos eletrodos, permitindo que a corrente elétrica flua.

    Centrais nucleares e sondas espaciais

    Em operação criogênica, o nanomaterial atinge um rendimento de até 99%. Em ambiente real, os pesquisadores asseguram que ele é capaz de gerar até 1 kW/h por cm3, contra 0,2 kW/h por cm3 dos materiais anteriores.

    Apesar do entusiasmo gerado pela descoberta, e de já terem aberto uma empresa para comercializar seu invento, os pesquisadores afirmam que o projeto de usinas nucleares não é algo que se altere da noite para o dia, e que eles acreditam que o novo material radioelétrico somente será utilizado em centrais nucleares dentro de uma década.

    Contudo, com rendimentos no nível de 1 kW/h por cm3, o novo nanomaterial passa a se tornar interessante também para outras aplicações, inclusive móveis, como o abastecimento de navios, submarinos e até trens. Sem contar uma nova geração de sondas e robôs espaciais.”

    Sei não… Comprar submarinos convecionais sem AIP, e ainda näo fazer nem questäo de pesqisar no assunto, e ao mesmo tempo dar atençäo enorme em pesquisas de baterias de alto rendimento, pesquisas nacionais em materiais termoeletricos e radiotivos, além de baterias de litio enxofre…tsc… Sei näo… acho que vamos ter surpresas agradáveis… Pois o negócio tah estranho demais…

    tenho a impressäo que o pessoal da Marinha tah mostrando um 4 de ouros fajuto e tah escondento o Zap e a Copeta na mäo.

    TRUCO! Desse Seis!!

  29. Fernando disse:

    Fazendo as contas de forma simples do artigo anterior (que transformam radiacäo em eletricidadae – sem contar que haja outro dispositivos como o termoelétrico, que aumentaria em muito a eficiëncia), um multipelicula em um aparato do tamano aproximado de uma geladeira daria para gerar cerca de 20 kw, na minha conta de curioso, este valor náo seria suficiente para a propulsäo de um sub híbrido, ou melhor, Flex… risos.

  30. Marco disse:

    Se não me falha a memória, nesses 17 bilhões de reais tambêm estão inclusos os custos de treinamento das tripulações ,a contrução da nova base naval no sul do estado rio e uma nova doca para contrução de submarinos nucleares.Talvez esses fatores justifiquem o preço do pacote.

  31. ARCANJO disse:

    Fiquei só observando a enxurrada de “argumentos” para justificar a escandalosa compra dos SCORPENES.

    Em qualquer lugar do mundo, a constatação de compra de 4 submarinos sem aceitação, comprovadamente sem aceitação no mercado mundial, pelo mesmo preço de unidades nucelares de primeira linha geraria um processo investigativo.

    Dificilmente isto não acontecerá no futuro!

    Não é possível!!!!

    Os bons produtos disputam certamentes de técnica e preço e VENDEM. Alemães e russos venderam mais de 200 unidades para marinhas aprestadas, modernas e com inimigos potenciais reais. Unidades que navegam em todos os mares e oceanos do mundo servindo a países de todos os tamanos.

    O SCORPENE perdeu TODOS os certames de técnica e preço, simplestemte TODOS os certamos de técnica e preço sendo que em Portugar perderam de 9 a ZERO. Só conseguiram vender 19 gatos pingados TODOS POR NEGOCIAÇÃO POLÍTICA. O Chile comprou inclusive coma promessa de pagamento de comissão em vendas futuras e enfrenta problemas técnicos crônicos. Até os postes sabem disso.

    A DCNS está sendo processada pela Índia pela falta de cumprimento de transferência de tecnologia, 6 anos de atrazo no cronograma de entrega e processo por corrupção no processo de venda.

    Nenhum país da OTAN admite a compra de SCORPENES e quase todos são servidos por submarinos alemães, suecos e italianos.

    Apesar de evidências massacrantes, nesta pátria idolatrada e desrespeitada ficamos tergiversando sobre o tema, apresentando argumentos que menosprezam a inteligência do ilustre leitor.

    É tudo muito triste mas, vamos ver como é que fica no futuro ….

    Em tempo: a empreiteira agradece de coração o estaleiro que vai receber de mão beijada e construído com o dinheiro do contribuinte. Eventualmente construirá quatro SCORPENES e depois é só festa, linha de produção de navios altamente lucrativos … PODE?????

  32. Lenio disse:

    Arcanjo! Vc representava ou representa a equipe de lobby, negociação, da empresa Alemã?
    Para vc os altos integrantes da marinha responsáveis pelo seu planejamenton estratégicos são uns dementes?
    Perdeu muito dinheiro ou teve interesse contrariado com a escolha do scorpene?

  33. ARCANJO disse:

    Feliz ou infelizmente não consegui emprego de representante de fabricantes de submarinos porque se tivesse conseguido estaria ganhando MUIITO DINHEIRO!

    Pelos números envolvidos, seria muito dinheiro mesmo!!!

    Apenas não quero ser tratado como um contribuinte brasileiro idiota que acredita em qualquer versão.

    Se o preço de suspender essa farta distribuição de dinheiro para a francesada for fazer pirraça contra os alemães, que se danem eles. Vamos partir para negociar com russo, suecos, espanhóis, italianos, gregos, australianos, coreanos, etc …

    Não conheço os altos integrantes da Marinha mas são tão falíveis como altos integrantes de qualquer organização. São humanos, não são divindades e, portanto, sujeitos a erros.

    Como cidadão e contribuinte brasileiro eu sou um dos que os paga com o suor do meu trabalho. Quero e exijo, portanto, explicações detalhadas, abertas e decentes. Não tem nenhum segredo de estado na compra de submarinos! É uma questão puramente de gestão públicas, dentro dos seus princípios básicos.

    E como os altos integrantes da Marinha não são divindades, estão sujeitos a contestação e, se tiverem bom senso, devem enfrentar as contestações com tranquilidade e empenho de esclarecimento. Ofender quem questiona é uma grosseria rasteira e inútil.

    Portanto não cheguei a perder dinheiro meu caro Lenio e você, está com medo de perder????

  34. [...] França encomenda o segundo SSN “Barracuda” [...]

  35. [...] A alternativa seria outro casco mais largo, como o do “Turquoise” (um Rubis/Amethyste com propulsão convencional) ou a Marinha entrando de sócia no novo SSN classe “Barracuda”. [...]

  36. Luciano disse:

    Amigos,

    Não tem como nós se conformamos com tal diferença gritante entre os SUBs Alemães e Franceses, Com tal diferença poderiamos muito bem acelerar o desenvolvimento cientifico para nós aprendemos e conquistar o nosso SUB ATI 100% Brasil, ainda mais os prazos que estão em contratos coisa de até 12 anos(brincadeira), só quero ver o programa da FAB FX-2 como que vai ficar se vai oferecer também Rafale desatualizado apesar de ser considerado “ultima geração”.

  37. Alexandre disse:

    Pagamos caro para adquirir tecnogia alemã na construção de submarinos, hoje fabricamos aqui no RJ como o TIKUNA e paramos por aí, porque não continuamos a desemvolver e construir tais submarinos. Na minha opinião deveríamos desemvolver projetos nacionais em cima do que foi repassado pra nóis Brasileiros, teríamos que investir em um novo estaleiro e colocar esta verba que hoje se encontra disponivel na construção dos Tikuna 2, 3 , 4 , 5 , 6 e etc…com novas tecnologias em armamentos. Amanhã vem outro ministro e resolve pagar caro para adquirir tecnologia Americana, Russa, Inglesa e etc… e a gente continuará sempre com meia dúzia de submarinos convencionais e o dinheiro público sendo jogado no fundo do mar!Seria viável a compra de 6 U 214 da Alemanha, construir mais 6 TIKUNAS modernizados no Arsenal do RJ e ainda sobraria verba para aquisição de outras embarcações de que a Marinha do Brasil tanto necessita!
    Alexandre/RJ/Brasil

  38. [...] França encomenda o segundo SSN “Barracuda” [...]

  39. [...] França encomenda o segundo SSN “Barracuda” [...]

  40. Pessoal!
    Não dá para acreditar, estamos comprando Scopenes a preço de equipamento de primeira linha. Não acreditem que algum pais vá vender o “pulo do gato”. Qualqueer publicação naval do mundo classifica o Scopene como modelo de EXPORTAÇÂO. Sabemos o que isso quer dizer, é equipamento para vender a quem quer parecer equipado. É como o freedom fighter ou F-5, modelo barato para nações de programa de ajuda militar. Parece um grande caça mais não decola em qualquer pista com a carga bélica e não conseguiu se firmar no Viet Nam, nem quando os EU estavam necessitando de qualquer meio aéreo disponível.
    O sub vale pelo armamento que pode utilizar. Não adianta produzirmos um convencional barulhento que o primeiro torpedo inteligente “acha” com a maior facilidade. É por isso que as nações mais premidas por inimigos reais estão correndo pelos sistemas AIP. Silencio ( sealth) é fundamental. Podemos desenvolver um sistema de potencia tipo Stirling com a fonte de calor proveniente de reator. É muito mais barato e ao alcance de nosso parque industrial existente. Não tem o mesmo poder em SHP, porém é muito silencioso e é atômico e o combustível podemos produzir (LEU). Ainda temos que desenvolver tecnologia para produzir os torpedos e mísseis, não serve para nada o barco sem a reposição de munição. Lembram dos Argentinos que em guerra com os Ingleses ficaram sem assistência ou reposição para os Exocets???.

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