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NaPa ‘Grajaú’ está no local dos destroços

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O navio patrulha Grajaú (P40), da Marinha do Brasil, chegou antes das 10h na região onde a Força Aérea Brasileira (FAB) localizou os destroços do Airbus, de acordo com informações da FAB. A embarcação está sendo monitorada por aviões da Aeronáutica e até agora não localizou partes da aeronave da Air France, que transportava 228 pessoas quando se acidentou no oceano Atlântico.

Outros quatro navios da Marinha partiram em direção à região. Além deles, três navios mercantes – dois holandeses e um francês – estão auxiliando na busca de destroços, segundo o vice-chefe do Centro de Comunicação Social da FAB, coronel Jorge Amaral.

O material coletado será levado pelas embarcações da Marinha a até 250 km de Fernando de Noronha (PE). De lá, helicópteros levarão o material até a ilha, onde peritos da Polícia Federal (PF) e do Instituto Médico Legal (IML) farão uma primeira análise. De acordo com o coronel, posteriormente, o material será levado a Recife para uma análise mais aprofundada.

É possível, segundo o major (sic) da Marinha Marcelo Moura, que cada helicóptero recolha três corpos por vez, desde que estejam em uma área próxima ao arquipélago, em função da limitada autonomia de voo. Um grupo de cinco médicos e legistas é esperado hoje em Fernando de Noronha, enviado pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, para ajudar na identificação das vítimas que forem, eventualmente, encontradas.

Amaral afirmou nesta manhã que a aeronave R-99 da FAB identificou, às 3h40 (horário de Brasília), mais quatro pontos de destroços, a 90 km da região em que caiu o Airbus da Air France com 228 pessoas a bordo. Segundo o coronel, foram localizados vários objetos espalhados numa área circular de 5 km de raio, entre eles, um objeto de 7 m de diâmetro e dez objetos metálicos. O avião da Aeronáutica identificou também uma mancha de óleo de 20 km de extensão.

FONTE: UOL / FOTO: MB

NOTA do BLOG: Clique aqui para conhecer mais sobre os navios-patrulha da classe “Grajaú”.

 

Fragata ‘Grajaú’?

O site ‘The Economic Times’ da Índia publicou uma nota sobre o acidente com o voo AFR447 da Air France. Para ilustrar o texto, foi publicada uma foto do Poder Naval (reproduzimos acima). O navio foi identificado com fragata Grajaú.

NOTA do BLOG: A foto é de Alexandre Galante. A Agência AFP Photo entrou em contato conosco ontem e cedemos as duas fotos abaixo (clicar nelas para ampliar), essa da fragata Constituição e outra do NaPa Gurupi, da mesma classe do Grajaú, envolvido nas buscas ao voo AF 447. Mas os jornais, na pressa em publicar, erram nas legendas e também nos créditos.

No site do Globo pode ser vista também a nossa foto cedida à AFP, mas identificada como sendo da Marinha do Brasil.

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Servidor do Poder Aéreo fora do ar

O site Poder Aéreo (www.aereo.jor.br) está fora do ar. Estamos tentando saber junto ao provedor Locaweb o que aconteceu.
Na semana passada, tivemos que aumentar a capacidade do servidor por causa do grande número de acessos simultâneos. O Poder Aéreo bateu o recorde ontem com 100 leitores simultâneos online e quase 12 mil acessos durante o dia.

 

A localização pela Força Aérea Brasileira (FAB) de possíveis destroços do avião da Air France desaparecido desde ontem no Oceano Atlântico foi recebida hoje na França com cautela, à espera da confirmação de que são ou não do Airbus A330 que voava entre Rio de Janeiro e Paris.

O primeiro-ministro da França, François Fillon, declarou hoje durante a sessão de controle ao Governo da Assembleia Nacional francesa que, caso os materiais encontrados pela FAB sejam do avião da Air France, isso permitirá “reduzir a área de buscas”.

“Por enquanto, nenhuma hipótese será privilegiada. Nossa única certeza é de que não houve mensagem de alerta”, mas avisos automáticos durante os três minutos nos quais os sistemas da aeronave ficaram inutilizados, comentou o chefe de Governo.

Fillon informou que a França enviou dois navios à região para participar dos trabalhos de buscas.

Em entrevista à rede de televisão “France 3″, o ministro da Defesa francês, Hervé Morin, explicou que um deles é o “Foudre”, que zarpou de Portugal. O outro é a fragata “Ventose”, que virá das Antilhas francesas, no Caribe.

FONTE: EFE / FOTOS: Netmarine

 

Dois navios mercantes de bandeira holandesa e um de bandeira francesa estão bem próximos do local onde a Aeronáutica localizou partes de uma aeronave que pode ser o Airbus da Air France, desaparecido desde a madrugada de ontem. As embarcações devem auxiliar na identificação das partes e na busca de possíveis sobreviventes, de acordo com Henrique Afonso, tenente do Comando do 3º Distrito Naval da Marinha de Natal.

Por volta das 9h30 desta terça-feira (2), a aeronáutica confirmou que encontrou no mar, a 650 km a nordeste de Fernando de Noronha, uma poltrona de avião, pequenos pedaços brancos, uma boia laranja, um tambor e vestígios de óleo e querosene boiando. “Dos três navios, um de bandeira holandesa deve ser o primeiro a chegar ao local, mas não sabemos precisar em que horário”, afirmou o tenente.

De acordo com Afonso, o navio francês passou informações sobre as condições marítimas e climáticas da região por volta de 1h de hoje. “Eles informaram que a temperatura da água é de aproximadamente 30ºC, a visibilidade e o tempo são bons, as ondas não estão altas – em torno de 1,5 m e 2 m – e o vento, de aproximadamente 15 nós, não é forte”.

Essas condições, segundo o tenente, são bem favoráveis à permanência de pessoas no mar. Ele não descarta a possibilidade de encontrar sobreviventes do voo AF 447. “É possível que existam sobreviventes. Não podemos abandonar a possibilidade”, diz.

Henrique afirma, ainda, que há casos de pessoas que foram resgatadas após ficarem mais de 30 horas no mar. “Aqui no Rio Grande do Norte mesmo temos dois casos recentes de pessoas que estavam em um naufrágio e foram resgatadas. Se a pessoa conseguir algo para se apoiar, sua chance de sobreviver aumenta muito”.

Um navio da Marinha saiu de Natal, mas só deve chegar à região onde as partes foram localizadas amanhã pela manhã. De acordo com o tenente, nesse tipo de ocorrência o resgate é feito com barcos menores que ficam no navio. “Uma embarcação menor vai até o local com um mergulhador a bordo para fazer o resgate”, diz.

FONTE: UOL

 

Pressão européia?

Está confirmada a presença do presidente da França, Nicolas Sarkozy, no Brasil durante as solenidades de 7 de setembro. O dirigente francês vai aproveitar seus encontros com o presidente Lula para fazer um relato sobre as pressões que vem recebendo do Reino Unido e da Holanda contra os termos do acordo MILITAR entre a França e o Brasil. Teme-se na Europa a transferência sem limites de tecnologia, principalmente no que se refere à construção de submarinos nucleares.

Os países europeus não admitem que a Marinha brasileira deixe de ser coadjuvante no jogo geopolítico do Atlântico Sul.

FONTE: Revista IstoÉ

 

SALVAMAR

Clique na imagem para ampliar.

 

Corveta Caboclo

O navio da foto é a corveta Caboclo, da classe “Imperial Marinheiro”, que foi despachada pela Marinha do Brasil a fim de cooperar nas buscas ao Airbus da Air France, desaparecido no Atlântico.

A Caboclo, que foi incorporada à MB em 1955, é um navio lento, com velocidade máxima mantida de apenas 14 nós (26Km/h). Com essa velocidade, só conseguirá chegar à área de busca no dia 3.06, às 20h.

A Marinha deveria ter em operação navios-patrulha oceânicos (NaPaOc) de 1.200 toneladas, cujo projeto foi cancelado na década de 1990 por falta de recursos, mas é obrigada a manter navios como a Caboclo em operação, pela falta de meios mais modernos.

A FAB também possui problema semelhante: está usando aeronaves de transporte C-130 Hercules nas buscas, pois não possui aeronaves de patrulha marítima de longo alcance atualmente em operação. Os P-95 Bandeirulha são limitados em raio de ação e equipamentos e os P-3AM Orion, que estão sendo modernizados na Espanha, só começarão a ser recebidos em 2010.

 

A Marinha do Brasil decidiu empregar três navios para iniciar as buscas à aeronave desaparecida do voo AF 447, da Air France. Esses navios partiram de seus portos de origem, abaixo discriminados, e rumaram para o local das buscas, na direção nordeste de Natal-RN.

A última posição conhecida da aeronave Air France (fonte: Força Aérea Brasileira – FAB) é a da Latitude 00º 26´,59 S e Longitude 031º 52`, 64 W, localizada a cerca de 421 milhas náuticas (aproximadamente 800 Km) a NE de Natal – RN.

O Navio-Patrulha (NPa) “Grajaú” suspendeu hoje de Natal-RN, às 09:30h, demandando a posição estimada do desaparecimento, com previsão de chegada no local dia 02/JUN às 21:30h.

A Corveta (Cv) “Caboclo” suspendeu de Maceió-AL, às 10:00h de hoje, atestada de combustível, demandando a posição estimada do desaparecimento, com previsão de chegada na área dia 03/JUN, às 20:00h. A Cv “Caboclo” será empregada nas buscas SAR (Search and Rescue) e no reabastecimento do NPa “Grajaú”.

A Fragata (F) “Constituição”, atracada em Salvador (BA), de regresso da Operação Unitas Gold, recebeu ordem de suspender hoje, às 15:00h, para demandar a cena de ação. O navio dispõe de um helicóptero Super Lynx embarcada. A previsão de sua chegada na posição é dia 03/JUN, às 21:00h.

O Navio de Serviço da Esquadra, Fragata (F) “Bosísio” e o Navio-Tanque (NT) “Gastão Mota”, estão de sobreaviso para suspender, caso necessário.

Além disso, a Marinha coordena ações de buscas junto a possíveis Navios Mercantes (NM) que estejam previstos para cruzarem a área estimada do sinistro. Caso se confirme rotas convergentes, esses navios são contactados para atuarem conjuntamente com os navios desta Força.

No presente momento, o SALVAMAR BRASIL conseguiu contato, via satélite IMARSAT, com navios mercantes (NM) navegando naquela área, os quais foram alertados sobre o incidente. Quatro NM foram acionados para ajudarem nas buscas: LEXA MAERSK, JO CEDAR, UAL MTEXAS e STOLT INSPIRATION.

O Comando do 3º Distrito Naval, sediado em Natal-RN, assumiu o controle operativo dos navios e aeronave da MB, nas ações no mar, em apoio à FAB (SALVAERO-Recife), por meio de seu SALVAMAR NORDESTE.

Estão sendo efetuadas divulgações no “Aviso aos Navegantes” sobre o desaparecimento, com as informações disponíveis no momento (posição estimada e tipo de aeronave), sendo solicitado aos navegantes na área procurar, assistir e informar, caso avistem qualquer sinal da aeronave desaparecida.

A Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da Marinha manterá atualizados os dados sinóticos referentes ao local estimado do desaparecimento.

 

Serviços realizados em oito submarinos e um porta-aviões da Marinha dos EUA não foram inspecionados

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Mais de dez mil soldas realizadas em oito submarinos e um porta-aviões, feitas pelo estaleiro Newport News da Northrop Grumman, devem ser reavaliadas depois da descoberta de relatórios de inspeção falsificados.

A questão veio à tona duas semanas atrás quando um inspetor de soldas do estaleiro denunciou um colega dele ao supervisor, afirmando que o mesmo havia aprovado os trabalhos de solda sem a devida inspeção. O caso gerou uma investigação interna e a companhia acabou levando o assunto às autoridades da USN. A investigação da USN teve início no dia 20 de maio e corre paralelamente à investigação do estaleiro.

No dia da denúncia, o trabalho do funcionário em questão foi revisado. As 12 juntas feitas naquele período foram reinspecionadas e declaradas “satisfatórias”, mas o caso ganhou grandes proporções. “Precisamos voltar atrás e revisar todo o trabalho feito pelo funcionário”, disse uma das fontes do estaleiro.

O funcionário, que se declarou culpado, recebeu o certificado de inspetor de soldas em junho de 2005 e, segundo levantamento do estaleiro, aprovou mais de dez mil soldas de tipos diversos em nove navios. Dentre as unidades em questão estão oito SSN da classe Virgínia (North Carolina, New Hampshire, New Mexico, Missouri, California, Mississippi, Minnesota e John Warner) e o porta-aviões USS George H.W. Bush. Destes, os SSN North Carolina and New Hampshire estão no serviço ativo.

Pouco mais de 10% das soldas executadas e não inspecionadas nos submarinos citados acima envolvem partes críticas como juntas do casco de pressão. Outras 229 soldas estão relacionadas a juntas de dutos e tubulações internas destes submarinos.

Um submarino da classe “Virginia” possui mais de 300.000 soldas e a qualidade da execução das mesmas pode significar a diferença entre a vida ou a tragédia. Solda é um dos itens mais sérios quando o assunto é construção de submarinos.

Em 2007 o estaleiro Newport News utilizou eletrodos de solda não apropriados para unir diversas tubulações em diferentes navios.O material utilizado possuía quantidades significativas de cobre, material que pode enfraquecer as uniões.

A USN teve que reexaminar estas unidades e, em alguns casos, os navios retornaram para o estaleiro. Tanto a USN como a Northrop Grumman afirmaram que o caso atual não está relacionado com aquele evento ocorrido dois anos atrás.

Em outro acaso, aem 2003, soldadores do Naval Air Depot (North Island, Califórnia) sem as devidas qualificações realizaram serviços inadequados de solda nas tubulações do sistema de catapultas de quatro porta-aviões (USS Abraham Lincoln, USS Constellation, USS Nimitz e USS John C. Stennis). O rompimento das soldas, uma opção avaliada com o remota, mas provável, poderia ocasionar a perda da aeronave durante o lançamento.

FOTO: Northrop Grumman

 

A Marinha do Brasil determinou aos navios, fragata Constituição, corveta Caboclo e navio-patrulha Grajaú, subordinados, respectivamente, à Esquadra Brasileira, sediada no Rio de Janeiro, ao Comando do 2o Distrito Naval, sediado em Salvador, e ao Comando do 3o. Distrito Naval, sediado em Natal, que navegassem em direção a área marítima próxima do Arquipélago de Fernando de Noronha, com a finalidade de apoiar a Força Aérea Brasileira nas buscas ao avião da Air France, que fazia o trajeto Rio de Janeiro a Paris.

O navio-patrulha Grajaú já se encontra em deslocamento para o local das buscas, enquanto a fragata Constituição e a corveta Caboclo devem iniciar a viagem, partindo, respectivamente, de Salvador e Maceió, ainda nesta manhã, compondo ao todo três navios da Marinha engajados na operação.

A Força Aérea Brasileira coordena as operações e indicou à Marinha um ponto de onde deverá ser iniciada as buscas.

O ponto informado pela Força Aérea Brasileira fica a 597 milhas náuticas (cerca de 1.100 Km) de Natal e a 425 milhas náuticas (aproximadamente 770 Km) do Arquipélago de Fernando de Noronha.

O Serviço de Busca e Salvamento da Marinha (SALVAMAR) tem a missão de prover o salvamento de pessoas em perigo no mar, no interior da área marítima de responsabilidade brasileira. É formado por uma complexa estrutura, que envolve diversas Organizações Militares da Marinha e Navios, mantendo-se pronta 24 horas por dia, para atender aos navegantes em dificuldades. Maiores informações sobre o importante serviço prestado pelo Salvamar podem ser encontrados no sítio: http://www.mar.mil.br/salvamarbrasil/.

No caso de incidentes envolvendo aeronaves sobre o mar, a coordenação das operações de busca ficará a cargo da Força Aérea Brasileira, com apoio da Marinha do Brasil.

FONTE: Assessoria de Imprensa do 3o. Distrito Naval / Marinha do Brasil

 

O Comando da Aeronáutica confirmou que as buscas pela aeronave da Air France que desapareceu quando voava do Rio de Janeiro a Paris já começaram e que a base para as operações ficará localizada na ilha de Fernando de Noronha.

Dois aviões Hercules, da Força Aérea Brasileira (FAB), foram enviados à região para ajudar nas buscas e no salvamento.

Além disso, três navios da Marinha também vão participar dos trabalhos. As embarcações saíram das cidades de Natal, Maceió e Salvador e já estão a caminho de Fernando de Noronha.

O avião da Air France, que partiu do aeroporto do Galeão às 19h30 (horário de Brasília), não pousou no aeroporto de destino, o Charles de Gaulle, em Paris, no horário previsto.

A Aeronáutica ainda está colhendo mais detalhes do possível acidente antes de se pronunciar oficialmente, o que deve ocorrer ainda nesta manhã.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, está em viagem pela África, com a volta prevista para a quarta-feira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se encontra no exterior.

O avião partiu do aeroporto do Galeão às 19h30 e, segundo a Infraero, não houve qualquer registro de problemas na partida.

O último contato do avião com a torre de Recife ocorreu às 22h36, portanto mais de três horas depois da decolagem.

Caso se confirme o acidente na região de Fernando de Noronha, a responsabilidade pelas buscas e salvamento fica a cargo do governo brasileiro.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a lista com os nomes dos passageiros será divulgada às 11h00, no Rio de Janeiro.

FONTE: BBC Brasil

 

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A construção da nova sede da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), em Santos, será retomada nesta semana. A continuação da obra, que está 80% concluída, ficará a cargo da Ibeg Engenharia e Construções Ltda., classificada em segundo lugar no processo licitatório realizado em 2007. O contrato com a firma Norenge Engenharia, que vinha tocando o serviço, foi rescindido, segundo o capitão dos portos, capitão de mar e guerra Afrânio de Paiva Moreira Júnior.

“A segunda colocada aceitou o serviço e deve retomá-lo na primeira semana de junho. Pediram quatro meses para terminar a construção. Então, creio que, se tudo correr bem, no começode outubro vamosinaugurar a nova sede, digna do Porto. O maior porto da América Latina tem que ter uma Capitania com instalações à altura”, completou.

A obra é administrada pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), ligada à Marinha, que, conforme apurou A Tribuna, ainda não assinou o contrato com a Ibeg.

O trabalho havia sido interrompido no início do ano, devido a problemas entre a corporação e a Norenge. Na época, o capitão dos portos preferiu não comentar o ocorrido.

A inauguração dos dois prédios da nova sede vem sendo adiada desde abril de 2008, primeiro prazo dado pela Norenge para a entrega. O projeto está orçado em R$ 4,2 milhões.

O primeiro prédio abrigará a administração e o comando do órgão militar, em dois pavimentos. O segundo, com a mesma configuração, concentrará as ações de apoio, o refeitório e os alojamentos. A sede ainda terá um heliponto e uma nova sala de Estado, para o atendimento do público.

FONTE: Jornal A Tribuna, Santos-SP/SAMUEL RODRIGUES

FOTO: Nunão – aspecto das obras da Capitania, no ano passado, com torreta de canhão de 5 polegadas atrás de muro construído posteriormente.

 

Brasil montará reator nuclear de 20 MW

Equipamento deve ser instalado em Aramar

Técnicos do governo federal estão detalhando o projeto daquele que será o maior reator nuclear de pesquisa da América Latina. Orçado inicialmente em US$ 500 milhões, o Reator Multipropósito Brasileiro tem o objetivo de tornar o país independente na produção de isótopos radioativos para medicina.

O reator, de 20 megawatts (quatro vezes a potência do principal instrumento do gênero em operação no Brasil), deverá começar a ser montado em 2010. Segundo seu coordenador, José Augusto Perrotta, do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), o sítio mais provável é Aramar (SP), onde a Marinha constrói seu submarino nuclear.(*)

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, disse estar inclinado a bancar o projeto. “US$ 500 milhões distribuídos em 6 ou 7 anos não é um número despropositado para o MCT. Já foi um dia, hoje não é mais”, disse Rezende à Folha. “Mas é importante ter outros parceiros, e o governo de São Paulo já manifestou interesse.”

São Paulo abriga hoje, no campus da USP, dois dos quatro reatores de pesquisa do Brasil. O maior deles é usado para produzir radioisótopos (versões radioativas de elementos químicos).

Na medicina, são usados em radiofármacos, que têm diversas aplicações. A maioria é usada como marcador em exames diagnósticos. Mas também, podem atacar tumores.

Hoje, no Brasil, são feitas todo ano 3,5 milhões de aplicações de radiofármacos. Os dois isótopos mais utilizados são o iodo-131, para diagnóstico de distúrbios de tireoide, e o tecnécio-99. Este último é polivalente: pode ser usado em fármacos para diagnóstico de cânceres e outras doenças no coração, cérebro, fígado e nos ossos. O tecnécio é derivado do molibdênio-99, que é importado. E aqui mora o problema.

Primeiro, o de custo. Segundo Perrotta, o país importa R$ 32 milhões por ano em molibdênio (e R$ 40 milhões por ano em outros isótopos). Com o reator multipropósito em funcionamento, a estimativa do Ipen é passar a faturar até R$ 37 milhões por ano só com molibdênio, e até R$ 25 milhões por ano com iodo-131. Além de dobrar o número de atendimentos em medicina nuclear.

Mas há um fator que a Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) diz considerar mais premente para motivar a construção do novo reator: o fornecimento de molibdênio é incerto. Só o Canadá, a Holanda e a África do Sul produzem o elemento em quantidade significativa. E, no último dia 19, a empresa canadense MDS Nordion, que fornece a maioria do molibdênio ao Ipen, anunciou a parada do reator que responde por 40% do fornecimento mundial do isótopo.

Programa nuclear

O novo reator também teria uma aplicação um pouco menos bem vista: ele deverá ser parte integrante do programa brasileiro de energia nuclear.

Após Angra 3, o governo planeja fazer mais quatro usinas. Hoje o Brasil fabrica o próprio combustível nuclear e importa uma série de materiais, mas a expansão do programa demandará investimentos em mais tecnologia nacional. “A tecnologia de combustível nuclear depende de um reator desses”, afirma Perrotta.

O dirigente, também, afasta as preocupações com proliferação atômica. O combustível para o novo reator terá 20% de urânio enriquecido, limite além do qual qual é possível fabricar uma bomba.

“Todas as instalações nucleares do Brasil estão sob inspeção internacional da AIEA [Agência Internacional de Energia Atômica]. Não há dúvida quanto às intenções do país”, diz.

FONTE: Folha de São Paulo / FOTO: Agência Brasil

(*)NOTA DO BLOG: A Marinha não iniciou a construção do submarino nuclear e o mesmo não será construído em Aramar. Ali estão as instalações que desenvolvem pesquisas nucleares.

 
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