Janio de Freitas
Os indícios de manobras do Ministério da Defesa para forçar determinada escolha dos novos caças da FAB estão acompanhados, agora, da revelação de que o ministro Nelson jobim, na França, inicia a compra de quatro submarinos e um casco por preço dez vezes maior do que outra oferta, de submarinos mais qualificados. E cujo pacote, como negócio e tecnologia, é mais adequado à Marinha brasileira.
A revelação de José Meirelles Passos, repórter consagrado por muitos anos de excelente trabalho para o “Globo” nos Estados Unidos, inclui duas exigências da vendedora francesa mas tipicamente brasileiras: a construção de uma base naval para os submarinos superados, não reivindicada pela Marinha, e a entrega da obra à empreiteira Norberto Odebrecht. Já se sabe, portanto, quem induziu o negócio escorchante no Brasil e, conhecidos os processos das empreiteiras, como foi conquistado.
Também fica compreendida uma providência: a licitação pública foi relegada.
Os submarinos da classe francesa Skorpène foram comprados por apenas dois países: Chile e Malásia, que explicam as três únicas unidades dadas como ativas no mundo. Nem a própria França os utiliza. Em contrapartida, a Marinha brasileira, com quadros técnicos formados na Alemanha, já comprovou sua capacitação tecnológica na construção de quatro submarinos com projeto alemão (são os atuais Tamoio, Tapajó, Timbira e Tikuna), mais atualizados do que o Skorpène.
Assim como na FAB há reservas à compra do caça francês Rafale, na Marinha há reservas ao amplo negócio em torno dos também franceses Skorpène. Os negócios foram articulados por Nelson jobim e Mangabeira Unger, que para isso chegaram a viajar juntos.
FONTE: Folha de São Paulo
NOTA DO BLOG: A opinião transcrita acima não necessariamente reproduz a opinião do blog.
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Não serve nem para limpar a __________…
“(são os atuais Tamoio, Tapajó, Timbira e Tikuna), mais atualizados do que o Skorpène.”
Sou leigo no assunto mas pelo q sei o Scorpène é mais avançado q os IKL-209 q a MB possui
(desculpe se falei algo q não condiz com a realidade)
abraços
Vai recomeçar a cantilena.
Interessante, o Brasil inteiro sabe que o MD está comprando Subs da França. E sabe a muitos meses, mas agora, na véspera da assinatura aparece um jornalista para questionar, de um jornal absolutamente tendencioso…
Vamos aguardar o nosso honestíssimo congresso posicionar-se a respeito, como já disse, alias q fará.
Se cada compra do END for assim, teremos muita novela mexicana para acompanhar.
Um abraço
Agora, reparem uma coisa, pelo o q o cara escreveu, ele SEQUER se deu ao trabalho de contatar um reprresentante da MB ou do MD pra confirmar as informaçoes, ele simplesmente pegou a reportagem do ” Globo ” , babou o vovo do jornalista que escreveu e comentou em cima da materia do cara, ou seja, o cara não fez absolutamente nada!!!!
Fez um comentario em cima de uma reportagem repleta de erros e extremamente tendenciosa….
realmente, lamentavel a nossa imprensa….
Abraços a Todos!
Se o blog se propoe a colocar notícias da semana publicada por outras fontes como o GLOBO tambem deveria colocar a notícia da ISTO É DESTA SEMANA sobre a prisão do Sr. Euclides Matos ex-chede do Estado Maior. Por que não coloca?
Tudo o que o Brasil compra é ruim, segundo alguns. Quando a MB tinha escolhido o IKL U-214 apareceram os problemas com os da Grécia e da Coréia do Sul. Coitado do caça escolhido. Acho que o blog não precisa procurar aqui e alí para justificar sua opinião. Tá ficando até chato. Parece que todo mundo é incopetente. Ninguem na MB presta. Todos já sabiam que os alemães nunca facilitaram as coisas para MB. A questão não é os equipamentos franceses e sim a posição de independência da França na Política mundial. Alguem já viu algum chefe de estado Europeu da atualidade viajando o mundo e oferecendo seus produtos. Eles devem estar incomodando muita gente. O Grande problema do scorpene foi a parceria com os espanhois. Ninguem fala dos subs deles. Não é igual ou parecido.
Tá parecendo Tapetão.
Djba, já publicamos antes da Isto É:
http://www.naval.com.br/blog/?p=13258
Janio de Freitas + Folha de SP = folhetim de 5ª categoria!
Tudo que diz respeito ao Gov federal este jornalista deturpa, distorce. É um verdadeiro “colonista”!
Descordo completamente da matéria. O Scorpene foi adquirido pela India também, e ele é, sim, mais avançado que o IKL 209. Essa matéria é de uma irresponsabilidade gritante. Eu considero o Blog Naval e seus blogs irmão, otimos pois são atualizados com artigos interessantes diariamente, porém sugiro que não publiquem matérias escritas por leigos e visivelmente tendenciosa. Esse tipo de artigo destoá da qualidade do Blog.
Abraços
Galante,
Assim como o site tem reproduzido na íntegra as várias notícias publicadas por outras fontes sobre o mesmo tema também deveria reproduzir na íntegra a notícia da Isto é, mesmo que esta notícia também já tenha sido apresentado em primeira mão pelo blog antes. Pois, se site não publica esta por que issiste reinterada vezes em publicar notícias sobre acordo de construção dos submarinos já amplamente debatidos em várias notícias?
Ja ta dando no saco… Quando um IKL 209 é mais “qualificado” do que o Scorpene ? Se vai fazer a afirmação tem que vir a “sustentação” da ideia, e os argumentos ?
Tem hora que fico de saco cheio da imprensa burra.
Inclusive na ISTO É desta semana tem a foto do IATE DE 3 Milhões que dizem pertencer ao ex-militar.
Djba, a matéria que publicamos do Janot foi reproduzida porque julgamos de interessa do Blog, uma vez que o estaleiro INACE está envolvido e o mesmo tem importante atuação na construção dos NAPAs.
Mas ficar publicando foto do barco do Janot foge do escopo.
Quanto à publicação das matérias dos submarinos, é o assunto do momento, e precisamos mostrar o que a imprensa leiga tem dito.
Alexandre Galante em 14 Jul, 2009 às 23:06
Leiga mesmo! Vamos deixar os caras trabalharem em paz. Tudo bem que quem paga somos nós e a imprensa (felizmente) é livre. Todo este negócio (e não negociata como querem fazer crer) tem o objetivo de nos capacitar a construir subs nucleares (e caças “quase” no estado da arte). Que os alemães ou não sabem ou não podem (consequencia da WW2?) fazer. Pô, então será que não vale a pena pagar? E os scorpenes não servem para nada? Bom, os cães ladram e a caravana passa (e até prova em contrário, Jobim, Mangabeira e os altos escalões, não são bandidos). Ou seja, estas matérias ou são “de encomenda” ou são para vender jornal (ou revista).
“A opinião transcrita acima não necessariamente reproduz a opinião do blog.”
Correção: a opinião acima não necessariamente reproduz a opinião da MB, do Brasil, das FAs, dos brasileiros e nem de coisa alguma.
A única opinião que o Jânio de Freitas representa é a da Folha de SP…o jornal que acredita em “ditabranda”…
Falar mais o quê? Deixa pra lá…
abraços a todos
Galante,
A notícia de corrupção envolvendo o estaleiro Inace também é notícia do momento. Mais enfim se a administração do site só considera como notícia do momento a compra dos submarinos, paciência. Pois, a meu ver seja a construção dos NAPAS ou do acordo de construção dos submarinos merecem ser amplamentes discutidos e apurados todos os contratos.
PARA TODOS LEREM: UMA OPINIÃO SENSATA DE UM “PATRÍCIO LUSO” sobre o assunto
http://www.areamilitar.net/opiniao/opiniao.aspx?nrnot=133
Acho interessante o fato de que na época que o Chile comprou os Scorpene, grande maioria daqui ficou morrendo de inveja. Entretando aqora que a imprensa lança uma “estória” desconexa sobre valores, cria-se um clamor de que o submarino francês é caro e não serve aos nossos propósitos. Recomendo a todos uma leitura de livros especializados, na dúvida um final de semana em Santos ajudaria muito.
Tá parecendo aquela época do FX-1, em que a Embraer queriq pq queria empurrar o Mirage 2000 á Fab, esta tinha que aceitar s/ chiar e pto final e c/ total respaldo do Palácio do Planalto ainda.
Não há nada que esse design frances acrescenta á capacidade da MB, que não possa ser adquirido em outro lugar.
Insistir na opção francesa é somente menos pior que reformar antigos submarinos classe “Upholder” britânicos, conforme feito pelo Canadá ou em um devaneio saudosista, atualizar a antiga classe italiana “Sauro”.
Bem o “patrício luso” não puxa a sardinha explicitamente p/ o Type 214, mas de forma mto clara não se mostra nem um pingo favorável, á empreitada francesa do MD.
Bem, acredito que todos que lêem o blog e estão acompanahdo a evolução dos processos de renovação de equipamentos das FFAA brasileiras sabem que existem (muitos) interesses em jogo. Como já foi (muito) bem dito, aparentemente existe um grupo de jornalistas/intelectuais que sistematicamente criticam o atual governo. Qualquer que seja a posição ou decisão tomada. É uma oposição franca. Assim, não me parece estranha tal matéria. E acredito que seja muito bom que o blog aqui a exponha. Além de permitir o debate de idéias, permite que seja vista a opinião “radical” deste grupo que se opõe ao atual governo que, bem ou mal, está modernizando as FFAA brasileiras como há muito não se via.
SDS.
Janio de Freitas + Folha de SP = Colonialismo.
Tem índio sentado na tampa do poço. Brasileiro não bebe água.
Ficar discutindo o sexo dos anjos é tática do colonizador , através
dos puxa-sacos, para manter a colônia.
Temos que importar “técnicos” e não tecnologia ,capital e empresas.
A oitava maior economia do mundo tem dinheiro para tanto. Só não
vê quem não quer … ou é cego mesmo.
Caius.
A intenção dessas “matérias” jornalísticas (folha e Globo) são claras: desqualificar o governo criando suspeita sobre o acordo com os franceses e atacar a Marinha do Brasil em razão da sua escolha, resta a nós interpretar de forma correta toda essa celeuma criada em razão da compra dos submarinos franceses e da opção pelo sub nuclear e identificar claramente a quem interessa desestabilizar o governo e o tentar impedir a concretização do negócio.
1º Setores da Imprensa ligados a oposição ao atual governo (que numa análise política assume a paternidade de um cobiçado projeto nacional);
2º Loby a favor do grupo alemão HDW (o grande perdedor do episódio), pois vê sua hegemônia no mercado sul-americano ser ameaçada por franceses (Chile e Brasil) e russos (Venezuela);
3º Países interessados na manutenção do status quo internancional, ou seja contrários ao surgimento de uma potência regional com capacidade oceânica ilimitada proporcionada por uma força de submarinos convencionais e nucleares.
De igual modo o intempestivo ataque desfechado por parte da grande imprensa a o importante projeto da Marinah Brasileira nos deve fazer obrigatoriamente lembrar da reativação da IV Frota Americana no Atlântico Sul e do crescente interesse pelo continente Antártico notadamente manisfetada por países da OTAN (sobretudo Inglaterra que faz sua presença frequente nos mares ao sul do equador).
Resta a nós aguardarmos pacientemente os esclarecimentos por parte do camando da MB (os quais certamente virão) e confiarmos na competência dos nossos lideres civis e militares na condução de tão importante projeto para o Brasil e para as Forças Armadas ao mesmo tempo que trocemos para que aqueles que busquem impedir seu andamento sejam devidamente identificados e neutralizados a tempo de impedir suas manobras conspiratórias contra a sagrada nação brasileira.
“…..ao mesmo tempo que trocemos para que aqueles que busquem impedir seu andamento sejam devidamente identificados e neutralizados a tempo de impedir suas manobras conspiratórias contra a sagrada nação brasileira.”
tem Hugo Chavez neste blog….
War,
O cara estava indo relativamente bem, quando derepente…….” ainda mais porque para patrulhar mesmo em áreas oceânicas, os novos submarinos oceânicos com AIP são igualmente eficientes e muito mais baratos.”
Ai ele derrapou feio, pisou na batatatinha ou viajou na maionese do 214 com AIP.
Nunca que um 214 poderá impor velocidade maxima por tempo maior que um Nuke afim de perseguir um GT.
Se um 214 com AIP pisar no acelerador, além dele não passar de 21 nós( o que é pouco, pois os Gts normalmente “voam” acima de 29nós), suas baterias iriam zerar rapidamente e nessa hora, o AIP iria ajudar em que? A por o 214 navegando a 5 nós e isso é uma piada quando pensamos neste tipo de missão. Buscar, caçar um GT.
Em suma, o NUKE é vital para se patrulhar uma costa como a nossa.
Amigos,
Se a decisão foi pela compra dos Scorpenes, então assinemos logo, porque se demorarmos um pouco(e estas reportagens podem provocar percalços), corremos o risco de em pouco tempo termos um presidente
tucano e aí já vimos como eles dão importância às Forças Armadas. Se não as privatizarem(pasmem!), vão criar PDVs(Planos de Demissão Voluntária)para os militares, congelamento de salários, corte de gastos, contingenciamentos de tudo,etc. No final, nem Scorpenes nem nada. Bem, a minha memória não é fraca.
Abraços
PESSOAL, É TIDO BALELA!! A QUEM INTERESSA O REEQUIPAMENTO DAS FFAA? QUANDO VOAMOS COM B.707 A IMPRENSA O CHAMA DE SUCATÃO, SE A FAB COMPRA UM ACJ, É AEROLULA!!
DESDE QUANDO O SCORPENE É ULTRAPASSADO? ELE ESTÁ ENTRE OS SUBS CONVENCIONAIS MAIS MODERNOS DO MUNDO. E OUTRA COISA, NÃO SERÃO SCORPENES PUROS QUE A MB VAI COMPRAR E SIM, UM PROJETO BASEADO NELES.
A QUEM INTERESSA O BRASIL TER CAPACIDADE DISSUASÓRIA?
AS REVISTAS VEJA, ISTO É, ÉPOCA, OS JORNAIS O GLOBO, FOLHA DE SP, ETC. SERVEM E SE VENDEM AOS INTERESSES, MUITAS VEZES, EXTERNOS E DE LOBBISTAS. QUEREM LER UMA REVISTA SÉRIA: CARTA CAPITAL
QUALQUER AVIÃO ESCOLHIDO PELA FAB VAI SER MALHADO PELA IMPRENSA MARROM. DEPENDE QUE QUAL LOBBY PAGARÁ MAIS PELAS NOTÍCIAS!!!
O BRASIL NÃO PRECISA DE INIMIGOS EXTERNOS, JÁ TEMOS O CONGRESSO E A MÍDIA CHOVINISTA!!!!
novamente a midia não especializada começa a publicar besteiras
sem sequer ter conhecimento sobre as informações que divulgam
Direito de resposta:
Espero que esta noticia seja ganhe um lugar de destaque aqui neste fórum, assim como estas notas falaciosas ganharam, pois isto mostraria que eu estava enganado e que você, nobre galante, é uma pessoa de caráter e neutra…
A NECESSIDADE DE SUBMARINOS PARA O BRASIL
A OPÇÃO“SCORPENE”
Vice-Almirante (Ref) José Luiz Feio Obino
Ex-Comandante da Força de Submarinos
Nos dias de hoje o melhor projeto comercial, testado, de submarino convencional, no mer-cado, é o do submarino francês “Scorpene”. Trata- se de um projeto modular, altamente avançado e flexível que pode ser construído no Brasil e empregado em águas costeiras e áreas oceânicas. A NUCLEP, Indústria de Equipamentos Nucleares, que detém,
no país, a tecnologia de construção de estruturas circulares, com alto nível de precisão, está preparada para construir as seções do casco resistente do mencionado submarino francês e o
AMRJ, Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, ou uma Empresa Brasileira, associada à DCNS, capacitados para a montagem e união dasseções do casco do submarino.
O projeto francês é o que mais se aproxima das características do projeto SMB 10, da Mari-nha, e agrega, em seu desenho e em seus equipamentos, o que existe de mais avançado e moderno em tecnologia de projeto e de construção de submarinos nucleares franceses, o que não pode ser dito pelo seu concorrente alemão que, apesar, de sua alta tecnologia, nunca projetou ou construiu submarinos nucleares. Ademais, seus submarinos foram projetados para águas costeiras e mares fechados. Não podemos esquecer, que o projeto dos submarinos da classe “Tupi” é a jumborização dos pequenos submarinos alemães IKL 205/206, de 450 tons, do Professor Gabler, que estão sendo
substituídos, no presente, pelos submarinos IKL 212, com cerca de 1500 tons.
A Marinha do Brasil, e porque não dizer o País, busca o domínio da tecnologia de projeto,de construção e de manutenção de submarinos avançados, o que, de certa forma, só poderá ser alcançado com os franceses, americanos, russos, ingleses e chineses. O concorrente alemão, por mais que disponha de alta tecnologia de projeto, construção e manutenção de submarinos, quer para uso próprio, quer
para exportação, como foi o sucesso do projeto IKL 209, carece do principal, que é ter capacitação em submarinos de propulsão nuclear. Seus projetos atuais, o IKL 212, exclusivo para a sua Marinha e Marinha Italiana, e o IKL 214, para exportação, são bastante diferentes e seus projetos de concepção foram desenvolvidos em torno
da propulsão convencional independente do ar (AIP ), adequada ao emprego dos submarinos próximo de suas bases, como é o caso deles, dos italianos, turcos, gregos, sul coreanos e outros, diferentemente do nosso, que requer submarinos para emprego ao longo de uma costa de 4000 km e áreas oceânicas adjacentes. Até hoje o primeiro da classe do
projeto IKL 214, para exportação, não foi aceito pela Marinha da Grécia, por problemas de não conformidade com as especificações de contrato. Ademais, tal projeto não atendia as orientações da Marinha que não desejava o sistema AIP, já que o submarino fora concebido em torno de tal propulsão. A sua construção sem o sistema de “Fuel Cell” seria a mutilação do projeto. Quando falamos sobre os projetos “Scorpene” e IKL 214, não podemos esquecer do projeto comercial “Amur”, russo, conhecido em 2004,
quando da visita de oficiais brasileiros à Rússia. Apenas o primeiro e o último são operacionais. Para o Brasil a melhor opção é o projeto francês, ainda que a Marinha tenha uma parceria, de cerca de 30 anos, com os alemães. Mas será que essa parceria foi boa? Em alguns pontos acredito que sim, mas em outros não. Senão vejamos:
• permitiu começar a construção (montagem de “kit”) de submarinos
no País, segundo um projeto importado, que os alemães não
acreditavam possível ser construído sem a sua ajuda;
• possibilitou a nacionalização da mão de obra na construção de submarinos, que não poderá ser perdida, sob pena de comprometer todo o esforço brasileiro na consecução de seu projeto maior, o projeto e construção de seu submarino de propulsão nuclear.
• Já nos falta, hoje, no AMRJ as mesmas condições de construção dos “Tupi/Tikuna”, por força da evasão de recursos humanos especializados, decorrente do esgarçamento do programa de construção de submarinos ( adiamento do início da construção do “Tikuna”; falta de dinheiro orçamentário para a sua construção, que
levou 11 anos; cancelamento da construção do irmão “Tapuia”; e falta de perspectiva de novas construções); e
• faltou capacidade de nacionalização de peças para motores, equipamentos e sistemas, prejudicando seriamente a manutenção dos submarinos. Em 28 anos, nacionalizamos, apenas, as baterias, ficando a Marinha refém da importação, da quase totalidade da logística dos demais sobressalentes, materiais e equipamentos, cujos
preços são cada vez mais proibitivos sem qualquer explicação para os aumentos abusivos. Acreditamos que com o projeto francês teremos a oportunidade de recuperar os anos per-didos no campo da logística, ainda mais se
considerarmos que o sucesso de vendas do projeto comercial alemão do submarino IKL 209(submarinos da classe “Tupi”), projeto de mais de 40 anos, hoje se debate com o custo elevado de sua manutenção, que depende de longos prazos de entrega de peças de fabricação
descontinuada, da disponibilidade, para pronta entrega, de materiais e equipamentos, e dos preços abusivos de fornecimento. Tal situação leva a uma baixa disponibilidade operacional desses submarinos no
mundo. Por serem, também, submarinos costeiros, o seu emprego, em áreas oceânicas ou muito afastado de suas bases, sacrifica o material, em especial, os seus grupos motores-geradores, diante do longo trânsito para as áreas de exercício ou de patrulha. Isto não ocorre no cenário europeu ou semelhante, para o qual foram projetados,
por serem as suas áreas de operações muito próximas de suas bases de apoio.
O Chile, um país com grande influência militar germânica, tomou uma decisão drástica e corajosa ao sair da linha alemã para a linha francesa de submarinos oceânicos da classe “Scorpene”, sem o módulo de casco de AIP. A opção chilena, pelo projeto francês, foi devida ao baixíssimo nível de ruído irradiado (plataforma muito silenciosa), ao maior transporte de armamento, a maior facilidade e
rapidez de recarregamento dos tubos de torpedo e mísseis, e a maior profundidade de operação do submarino. Os Chilenos estão muito satisfeitos com seus novos submarinos, ao contrário dos Gregos, com o seu Submarino “Papanikolis”, projeto IKL 214. Os Coreanos parecem não
estar muito satisfeito com o projeto
Ainda que o problema brasileiro seja ligeiramente diferente do chileno, porque o Chile não tem a construção de submarinos, em seu território, como uma premissa básica, o Brasil tem como objetivo estratégico o domínio completo da tecnologia de projeto e de construção de submarinos e a manutenção dos mesmos. Não será com a
transferência de tecnologia alemã que chegaremos ao nosso objetivo maior. A Marinha, e porque não dizer o Governo, se decidiram por uma proposta que atende o médio e longo prazos, isto é, a construção de submarinos convencionais que visualize o futuro, que é o projeto e a construção do submarino de propulsão nuclear. Hoje as parcerias
para vencer tal desafio seriam com os chineses, ou russos, ou franceses. Uma parceria com os indianos, que estão construindo seis submarinos convencionais Scorpene, depois de terem experimentado a construção de quatro submarinos IKL 209, não deveria ser descartada, já que estão prestes a lançar o seu primeiro submarino, com propulsão
nuclear.
A decisão do Governo Federal para a construção de submarinos, significará para a Marinha uma decisão para os próximos 30 anos. Os primeiros 30 anos estão se acabando, sem que tenha havido ganhos positivos, “significativos”, para a Marinha e para o Brasil. As “Orientações da Marinha” para a HDW e a ARMARIS, em princípios de 2005, para a apresentação de propostas, para
construção, manutenção de submarinos e fornecimento de equipamentos / torpedos, mostraram claramente que a montagem de submarinos da classe “Tupi”, no AMRJ, não fora suficiente para dominarmos a tecnologia de projeto de submarinos, bem como a construção de módulos de casco, como os de proa e de popa. As “orientações” demandavam propostas das empresas; de construção de submarino, sem AIP, de transferência de tecnologia de projeto e de construção para o CPN, Centro de Projeto de Navios, e o AMRJ, respectivamente; de homologação do AMRJ como construtor do submarino, a ser adquirido;
e de fornecimento de equipamentos para o estaleiro construtor do novo submarino, já que um novo projeto exige “JIG”, dispositivos, ferramentas especiais específicas, não havendo como aproveitar às do projeto da classe “Tupi/Tikuna”, mesmo que, para um novo projeto
alemão, como o projeto IKL 214. O ferramental de uso geral, no entanto, poderá ser empregado na cons-trução de qualquer projeto a ser escolhido.
O projeto “Scorpene” é, em outras palavras, um modelo convencional reduzido do novo projeto francês do submarino nuclear “Barracuda”. O “Scorpene” traz em seu bojo, muito do desenho de casco do submarino estratégico“Le Trionfant”; inúmeros equipamentos de controle de plataforma, empregados nos submarinos de propulsão nuclear; e sensores no estado atual da arte, integrados ao sistema de combate de última geração, SUBTICS, compatível com o emprego dos torpedos IF 21, “Black Shark”, franco-italiano, Mk 48, americano, e SUT, alemão, e com os mísseis submarino-superfície “Exocet”, SSM 39.
Rio de Janeiro, Julho de 2009
Muita ignorancia!
Apenas 4 subs para uma costa ampla igual a nossa,uma compra certa seria a dos U-214.Com o preço dos Scorp. poderiamos comprar 12 U-214,montar 2 bases navais de subs,cada uma com 6,ja temos a mao de obra e ainda fariamos uma reforma no AMRJ!
Olá galera do fórum, saudações!
Sei lá… há pontos bastante questionáveis nas palavras do Sr. Vice-Almirante acima, mas, é claro, ninguem aqui vai chamar um Vice-Almirante reformado de lobbysta, né não? Isso quase não existe… (hahahaha) Ainda mais aqui que a maioria já “abraçou” o Scorpene e as “bondades” francesas como um filho legítimo que nem precisou do exame de DNA.
Senso critico as vezes ajuda. Mas tá todo mundo acreditando no NJ como se fosse um profeta, o “Moisés” das FFAA brasileiras. Não param pra pensar em prazos, preços, capacidades da industria nacional de receber a famosa “tranferencia de tecnologia” (que não é uma via de mão única como muitos pensam, se não tiver capacidade de absorver, tudo se perde). Processo complicado e caro, mas que todo mundo acha que é facil. Tudo isso aqui discutido como verdade absoluta na idéia de muitos, depende de muito mais fatores, e nada disso ocorre em 5 anos. Não é assim. A simplicidade em ver tudo é tipico das cabeças influenciáveis, que pensam pouco e acreditam em tudo e todos.
A mim pouco importa que seja o frances ou o outro modelo lá dos chucrutes, só rogo a todos os colegas que pensem um pouco e tirem suas proprias conclusões pensando no futuro e não nas “apaixonadas” defesas que ocorrem sobre esse assunto hoje. Não sejamos inocentes brasileiros. Chega de ser passado para traz com promessas mirabolantes. Não precisamos mais dos “espelhinhos” do europeus para sobreviver.
Otavio, vc leu o post acima do seu? Por favor leia…
Até que em fim alguém do meio pra explicar. A mídia deveria ouvir o VA José Luiz antes de publicarem asneira. Muito obriga VA José Luiz e marinheiro pelo post!!
A Folha, a Veja, Globo e alguns outros PIGs, são tradicionais sucursais americanas no Brasil. Ta certo, eles estão trabalhando a favor do país deles os EUA, não tem nada de mais, cada país defende seus interesses. O que não pode é ficar vendendo carne suína no Brasil. Mirian leitão…ehehe.
Menos mal pessoal que foi a Folha…ufa! Achei que fosse algun jornal sério…este aí nem pra limpar a b…de cachorro. Viva o acordo com a França, finalmente vamos sair da estaca zero.
[...] a coluna “A Empreitada das Armas”, do jornalista Janio de Freitas (14/7), o Ministério da Defesa [...]
Fico lendo toda essa discussão em torno da tentativa de valorizar o SCORPENE e desvalorizar concorrentes e vejo como isso atrai a atenção de todos para os meros detalhes. Enquanto isso o principal vai se esgueirando e progredindo.
Estamos cortando as unhas do vampiro quano o perigo está nos seus dentes.
O QUE INTERESSA É QUE ESTÁ EM MARCHA BATIDA UMA DAS MAIORES OPERAÇÕES DE LOBBY DA HISTÓRIA O BRASIL. ESCANCARADAMENTE ….
Esse é o ponto, o resto é detalhe.
O Deputado Julio Delgao que denunciou essa operação que se cuide. A mega e poderosa empreiteira, colegas da Câmara, muitos voando para Paris, governo, blog, imprensa e opiniões chapa branca vai tudo desabar em cima dele.
Mas lá na frente, é possível e tudo seja objeto de revisão e investigação.
Pobre Brasil!!!