Marinha do Brasil, elogios e ataques aos seus IKL
Essa opção [pelo IKL-214] baseia-se, basicamente, além do fato da Marinha estar satisfeita com o desempenho dos seus atuais submarinos, nas indiscutíveis vantagens decorrentes da manutenção de uma linha logística já existente, tanto na parte relativa ao material (construção e manutenção), como na concernente à formação do nosso pessoal.
(Almirante-de-Esquadra Roberto Guimarães Carvalho, Comandante da Marinha, em dezembro de 2006)
A Alemanha não transfere tecnologia de projeto nem de manutenção dos submarinos. Na construção dos atuais submarinos que o Brasil opera (IKL-209), a “seção de vante” (proa), onde ficam os tubos de lançamento de torpedos, veio pronta da Alemanha e a manutenção dos sistemas de combate (sonares, sistema de direção de tiro, etc.) só é feita com a presença de técnicos alemães.
(Comando da Força de Submarinos, 17 de julho de 2009)
SAIBA MAIS:
- Construindo submarinos no Brasil
- Mostra de armamento do submarino Tikuna
- A cooperação alemã na construção de submarinos no Brasil
- Inédito: a proposta alemã para o Novo Programa de Submarinos do Brasil
- Submarinos: a visão da Marinha (2006)
- Submarino nuclear brasileiro: Quo Vadis?










As coisas evoluem. De uma proposta simples para modernização dos nossos subs e construção de mais dois em 2006, para a proposta da França, em 2009, imbatível, contemplando todo o espectro teconológico e de desenvolvimento de nossa força de submarinos até a completa independência no setor. Alguém mais ofereceu o mesmo? Não, ninguém mais, apenas a França de dispôs a repassar tudo o que queríamos, por isso o concenso em torno da proposta francesa.
Simples!
Abraços!
Gostei do Título: “…Elogios e “ATAQUE”…” sugestivos não? por que não Elogios e Críticas..
…na MINHA OPNIÃO…o sentido da palavra ATAQUE define bem o que vem acontecendo ultimamente em relação ao programa de submarinos da Marinha do Brasil com essa enxurrada de “NOTÍCIAS” com informações deveras questionáveis.
Gerson
Fico com a opinião do submarinista. O que é fato.
Concordo com sua opinião Gerson e demonstra mais uma vez que o Editor do Poder Naval têm sua preferência clara demonstrada no título acima. Quando existe esta parcialidade fica difícil a defesa da Força Naval Brasileira.
Realmente, a segunda afirmação tira a base da primeira.
Se não transfere tecnologia, e tudo tem que ser feito com autorização dos alemães, que tipo de linha de manutenção é essa?
O programa da marinha com aparelhamento francês é caríssimo e deixa margem a suspeição. Assim como o programa de helicópteros, onde cada unidade sairá por 27 milhões de euros, quAndo a poucos anos foram comprados 8 helicópteros do mesmo modelo por menos de 12 milhões de dólares a unidade.
A última compra de UH60 saiu por 15 milhões de dólares a unidade.
NOSSAS FORÇAS ARMADAS PRECISAM SER MELHOR EQUIPADAS, MAS NÃO A ESSE PREÇO.
Henrique
Não vejo nada de errado,pois não será só a base,será também o estaleiro,C&T e etc.
Enquanto isso a Austrália gasta US$27 bilhões naquele projeto e nem estaleiro está incluído.
A Austrália pode e nós não?
Abraços.
henrique,
você pode até nao gostar dos franceses, isso é um direito seu, acredito inclusive que muitos aqui o acompanhem, agora….jogar uma informação sem uma análise mais profunda em nome da conveniência…pode, repito, pode gerar discussões inócua.
O “programa de helicoptero” ao qual você se referiu, acredito eu, seja o do modelo EC-725 isso? pois bem, seria interessante você mencionar no seu post que esse valor não se refere apenas à compra do helicopetro em si, e sim um programa de transferência de tecnologia, com fabricação e montagem, com partes feitas aqui no país. daí o preço ser naturalmente maior que uma simples compra.
Os “8 helicopteros por menos de 12 milhões…” acredito ser os Cougar do Exército Brasileiro isso? pois bem, seria interessantes você dizer que se tratam de modelo menos sofisticado que o EC-725, muito mais capaz, na verdade o modelo Cougar é o mais básico possível, dai seu preço, seria no coloquial…um “popular”.
sobre o “UH60 por 15 milhões”…gostaria se possível que me indicase a fonte dessa informação, seria possível? além do mais é preciso esclarecer que este helicoptero não terá nenhuma parte dele fabricado aqui, obviamente tornando seu preço mais acsesível. será uma “compra de pratelheira” como diria nosso Ministro da Defesa.
Grande abraço
Gerson
primeiro o pessoal senta a ‘lenha” que precisa, por a + b comprar …adquirir e recomecar a producao uma vez que perdida!E digo decadas perdidas!! Agora que precisa pagar o preco do ‘Atrazo’…ta muito caro…porque pagar tudo isso….tem alguma coisa escondida pelo meio, isso esta obscuro….!Isso naum eh loja de R$1.99!Quem intende essa gente?!!!Sera que naum sabem que nem injecao na testa naum eh de graca?!!Inda mais tecnologia que sera em outras palavras como uma venda “unica” e acabou!!!quem ira produzir o resto se investir e fazer um bom trabalho de absorvicao da tecnologia repassada vai ser o Brazil e naum a Franca!!E tem mais …tera que aprimorar seus conhecimentos!!!Isso Custara o olho da cara!!!Por quanto vcs acham que o Brazil venderia ou repassaria a tecnologia de energia nuclear brasileira depois de pronta?!!!!
sds
atrazo=atraso
desculpem-me os erros de digitacao!meu pc naum ta config em portugues!
Se não compra tá errado!
Se vai comprar, tá caro!
A idéia da lojinha de R$ 1,99 cabe bem neste racíocinio.
Ou seja, defesa de país de 3º mundo tem que se adquirida em loja de produtos baratos.
Tamu ferrado mesmo!!!
Brasilsilsilsil!!!!!!!
Amigo Corsário 01,
tens razão!
só um adendo: antes era o governo brasileiro que pensava e agia com a mentalidade recalcada de “país de terceiro mundo”, agora parece que o “terceiro-mundismo” mudou de lado.
Triste fim de Policarpo Quaresma!!!! Já dizia o bom e velho Lima Barreto!
abração
Os comentários sobre esta matéria começaram bem, no meu modo de ver. É bom ver nomes como Gerson Vitório, Wolfpack, Musashi, Ulisses e MCV, entre outros, unidos sobre este tema que está gerando tanta controvérsia. O caminho é esse pessoal, união para não deixarmos que desvairados jornalistas de uma imprensa sensacionalista acabem com projetos/programas tão importantes para nós brasileiros, para a defesa do nosso pais.
Au revoir mes amis!
Johann
desculpe, re-postando sua msg
on 2009/07/27 at 5:00pm
URGENTE!
Não deixem de ler, sugue o link:
http://www.defesanet.com.br/dn/24JUL09.htm
Matéria do Nelson During sob o título “U-Boat War – Lobbies ou Mensagens”.
Parece que o nefasto trabalho levado a cabo pelos “traidores da Pátria” começa a surtir efeito. Tem muita gente querendo ver tudo cancelado e o Brasil entregue às traças. Lamentavelmente.
Para quem já esqueceu, lá no início do plano, antes mesmo do lançamento oficial da END, o ex-ministro Mangabeira Unger já alertava contra essas aves de rapina, que tentatariam bombardear o plano de todas as maneiras. Eu confesso que também esperava críticas (ou ingenuamente, debates em torno do plano), mas não tão sorrateiras e sem pincípios como estas que agora estão ocorrendo. Eu só não esperava ver é muita gente dos blogs de defesa, os primeiros que deveriam partir em defesa de nossas forças armadas, entrando no jogo desses manipuladores, e até mesmo argumentado a fovor deles.
Confosso que fico decepcionado, tudo o que queríamos e PRECISAMOS foi nos oferecido, MAS PARECE QUE NADA SERVE OU NADA É BOM DEMAIS.
Alguêm já escreveu neste blog sobre a “síndrme do vira-lata” e, pelo que vejo, é o que alguns querem que sejamos, eternamente.
Um abraço a todos os que estão resistindo aos ataques sorrateiros da imprensa mercenária!
URGENTE!
Não deixem de ler, sugue o link:
http://www.defesanet.com.br/dn/24JUL09.htm
Matéria do Nelson During sob o título “U-Boat War – Lobbies ou Mensagens”.
Parece que o nefasto trabalho levado a cabo pelos “traidores da Pátria” começa a surtir efeito. Tem muita gente querendo ver tudo cancelado e o Brasil entregue às traças. Lamentavelmente.
Para quem já esqueceu, lá no início do plano, antes mesmo do lançamento oficial da END, o ex-ministro Mangabeira Unger já alertava contra essas aves de rapina, que tentatariam bombardear o plano de todas as maneiras. Eu confesso que também esperava críticas (ou ingenuamente, debates em torno do plano), mas não tão sorrateiras e sem pincípios como estas que agora estão ocorrendo. Eu só não esperava ver é muita gente dos blogs de defesa, os primeiros que deveriam partir em defesa de nossas forças armadas, entrando no jogo desses manipuladores, e até mesmo argumentado a fovor deles.
Confosso que fico decepcionado, tudo o que queríamos e PRECISAMOS foi nos oferecido, MAS PARECE QUE NADA SERVE OU NADA É BOM DEMAIS.
Alguêm já escreveu neste blog sobre a “síndrme do vira-lata” e, pelo que vejo, é o que alguns querem que sejamos, eternamente.
Um abraço a todos os que estão resistindo aos ataques sorrateiros da imprensa mercenária!
graphicsinfo@ig.com.br
Wilson Johann
1
Essa prática de pegar frases isoladas é complicado, pode dar margem pra interpretações equivocadas. Não gosto muito disso, não.
Fui ler a entrevista completa do Almirante Roberto de Guimarães e a questão é bem pontual. O que ele falou sobre os IKL está num contexto de resignação por não poder ter (naquele momento) a continuidade do projeto do sub nuc.
É como se ele dissesse: a MB quer o sub nuc, mas como não pode, vamos continuar com os submarinos alemães mesmo, que dentro das circustâncias, apresentam uma melhor possibilidade de manutenção do que se comprássemos outro sub convencional. Uma coisa assim.
deslocar frases do contexto é complicado por causa disso. gera mal entendidos e ajuda nessa batalha que a MB está travando com a imprensa.
Desde já me (desde sempre, pra falar a verdade) coloco do lado da MB nesta guerra submarina…e contra a imprensa safada.
abraços a todos
Frases soltas…
“Evidentemente, o sonho de poder um dia contar com alguns SNA no inventário dos meios navais brasileiros permanece. Entretanto, o Comandante da Marinha e o Almirantado, que o assessora, somente podem tomar decisões com base na fria realidade dos fatos. Em meio a um cenário de absoluta escassez orçamentária, devem identificar, entre as opções possíveis, a que melhor atende aos interesses do País e os da sua Força, e apenas esses.”
ROBERTO DE GUIMARÃES CARVALHO
Almirante-de-Esquadra
Comandante da Marinha
frases soltas…só que agora contra este ataque da Imprensa safada:
“Todas as marinhas do mundo que operam submarinos nucleares dispõem desses recursos, todos de elevado custo de obtenção e de manutenção, mas que, infelizmente, ainda não temos.”
ROBERTO DE GUIMARÃES CARVALHO
Almirante-de-Esquadra
Comandante da Marinha
frases soltas… ainda agora contra este ataque da Imprensa safada…
“Também, no Brasil, não há um único estaleiro dimensionado para esse empreendimento; teríamos de construir ou adaptar um, para essa finalidade, com custos difíceis de imaginar, mas certamente bem elevados, até porque a escala das “encomendas” será pequena.
A base de submarinos existente, situada na Baía de Guanabara, não possui calado (profundidade local) suficiente para receber um SNA, nem capacidade de expansão para o atendimento de suas necessidades. Será necessário, então, selecionar área litorânea apropriada para se investir na construção de sofisticada base naval, capaz de lhe garantir todo o apoio necessário, ocasião em que, certamente, surgirá a questão ambiental.
Enfim, é preciso compreender que um SNA não pode existir isoladamente, mas como parte de um complexo e dispendioso conjunto; também, para a obtenção de um meio, não se pode considerar apenas seu custo de aquisição, mas, principalmente, o custo de posse, que, no caso de um SNA, com os requisitos de segurança e controle de qualidade requeridos para a manutenção de seus sistemas nucleares, excedem as possibilidades dos orçamentos alocados à Marinha ao longo dos últimos vinte anos. Na verdade, para se ter um SNA – e não poderíamos ficar em apenas um – é preciso não apenas capacitar-se a construí-lo, mas criar, antes, uma fantástica estrutura capaz de abrigá-lo, mantê-lo e apoiá-lo, juntamente com aquela capaz de operá-lo.”
ROBERTO DE GUIMARÃES CARVALHO
Almirante-de-Esquadra
Comandante da Marinha
Todas as frases e trechos que eu citei acima são do Almirante Roberto de Guimarães.
Todas foram feitas antes do acordo com a França, pois foram faladas em 2006.
Mas a imprensa safada insiste que não precisamos de estaleiro, insiste que os valores são 10 vezes mais e essas coisas todas.
É, realmente o amigo Wilson Johann está coberto de razão. Estão querendo afundar o nosso sub nuc mesmo antes de ele ficar pronto.
E tem inocente (ou “inocentes”) caindo no truque da imprensa safada. Uma pena.
abraços a todos
Ulisses,
é chegada a hora de colocar em prática o plano B da Resistance…
precisamos ficar atentos, mais ainda, com a sabotagem da imprensa safada. Acho que é chegada a hora de começar a sabotar os que querem sabotar o nosso sub nuc.
Sabotage, Resistance!!!…hehehe
abração
Nada irá agradar a todos nunca, sempre haverá preferências distintas tanto de nós entusiastas como dos comandantes ou políticos ligados a estes tipos de licitações.
O importante é o que estará ESCRITO
acabei enviando antes de terminar….
O importante é o que estará ESCRITO no contrato pois bem ou mal negociado, caro ou barato, se as cláusulas contratuais não contemplarem o que realmente precisamos será sempre uma dor de cabeça!
Abraços
Henrique,
pois é, como eu disse em outro post (no post que reviveu este defunto – que eu achava morto e enterrado desde o ano passado – da discussão entre subs alemães X subs franceses)…o contrato não está pronto ainda. Só será assinado quando a Carla Bruni vier ao Brasil em setembro próximo.
O acordo Brasil-França assinado em dezembro de 2008 é geral (que define as regras gerais), é acordo entre Estados, falta o detalhamento técnico que está sendo feito agora, neste ano, pelas equipes técnicas dos dois países. O próprio Jobim disse no mês passado, em entrevista para um jornal de TV, que nem ele ainda sabia dos valores exatos de cada submarino.
Não sabemos de preço, não sabemos de nada em detalhes ainda. Mas o Jânio de Freitas já sabe de tudo. A Folha de SP já sabe de todos os detalhes do contrato, e sabe que foi imposição da França a compra dos Scorpenes, a construção do estaleiro e da base naval etc. O jornal O Globo já sabe também.
Haja paciência!!!
E como falei: tem inocente entrando de gaiato nesta história e referendando ou ampliando uma discussão inóqua.
poderíamos estar discutindo outras coisas sobre a Forsub…mas a Folha de SP e o Globo pautaram a discussão. É o fim da picada. Acho ridículo isso. Mas enfim…
abraços
ps. E num outro post, a turma da hiena hardy já decretou que o nosso sub nuc não sai antes de 2030. O cronograma da MB é para daqui 12 anos, mas a turma da Hiena Hardy aposta em 2030, ou mais. Por que não 2050, ou 2100? Até pra urubuzar os caras pensam pequeno. Se é pra urubuzar, vamos urubuzar de acordo: o sub nuc (de acordo com esse pensamento “ó dia, ó azar”) não deve ficar pronto antes da extinção do Sol. Acho uma estimativa mais de acordo com o pessimiso do pessoal devoto da hiena Hardy que volta e meia aparece pra jogar suas urucubacas nos planos da MB e achar que o Brasil vive na idade da pedra. Esses caras nunca entraram num laboratório avançado da USP ou da Unicamp na vida, nem sabem que isso existe aqui no país, mas eles têm certeza que o Brasil não tem capacidade crítica para desenvolver em parceria com a França um submarino nuclear. Tenha dó! Haja paciência.
A não ser que 2030 seja alguma data mítica, algum ano macabro, ou ano da hiena Hardy, vai saber?!!!…pode ser isso também!…hehehe
vai entender de onde esses caras tiraram esta data…a partir de qual reflexão lógica, de qual argumento sensato, de qual planejamento técnico!!! baseados em qual capacidade de construção do estaleiro? Baseado em qual princípio da engenharia naval? Ou coisa assim…
Dizer que atrasos fazem parte de projetos complexos como este, até concordo. Mas de onde veio esta data? 2030?
Puro chute! E depois ainda dizem que não acreditam no cronograma da MB.
Tudo bem, cada um acredita no que quiser. Mas entre um cronograma razoável (isto é, baseado na razão) e concreto, e um chute descabido, prefiro o cronograma da MB.
Sub Nuc para daqui 12 anos, para 2021, junto com mais 4 Scorpenes, e não se fala mais nisso…hehehe
enfim…
abraços a todos
Hornet,
É isso aí, mandou ver! Fico contente com suas palavras, e foi muito bom você trazer à lembrança as palavras do Comandante da Marinha. Muito esclarecedoras.
Pessoal, leiam atentamente os trechos transcritos pelo Hornet, e pensem 10 vezes antes de sairem com perguntas do tipo: “Que negócio é este de base especial e estaleiro próprio para construção de subs nucleares? “Onde isto estava previsto? Ou do tipo: “Como é que vamos pagar essa exorbitância, se o programa do pais tal vai sair por tanto?”.
Pessoal, a Marinha não está brincando de montar barquinhos, tipo “kit da Ravel”. São muitos anos de planejamento, estudo e adequações às melhores propostas/projetos do mercado. Finalmente a Marinha conseguiu montar um projeto que aponta um caminho definitivo para nossa auto-suficiência, e não podemos retroceder agora…
Todos nós sonhamos com um Brasil grande, um Brasil POTÊNCIA, não só no tamanho, mas nas áreas econômica e militar também, e pela primeira vez, em mais de 40 anos, estamos presenciando um fato novo, inédito, um projeto para nos colocar em pé de igualdade com as grandes nações (potências) do mundo, algo que acalentamos durante tantos anos e desejamos ver acontecer.
Respondam todos vocês que participam do blog, não é isso que nós queremos? Vermos o Brasil não mais como coadjuvante, como periférico, mas sim como ator principal, influindo e decidindo os destinos da humanidade ao lado das grandes nações do mundo?
Qualquer coisa em contrário é render-se incondicionalmente a interesses alienígenas de pessoas ou grupos que querem ver o Brasil em mãos estrangeiras.
Au revoir mes amis!
Quanto a questão de submarinos na visão de um leigo, depois de conversar com um parente que desenvolve pesquisas como engenheiro nuclear.
Mas por favor, apenas pensem, quase beirando a especulação.
Destarte, quando vejo comentários sobre a escolha dos Escorpenes em detrimento dos IKLs, como vários já postaram, existem motivos bem claros e fartos pela escolha feita em vários comunicados e textos da própria MB e talvés alguns escondidos por motivos estratégicos.
Vemos apenas a ponta do iceberg, e esquecemos que submarinos, usinas e bombas nucleares são apenas a utilização prática de um processo muito mais complexo do qual, por enormes esforços e por diferentes governos, foi conduzido como política de Estado principalmente pela MB, ou seja, o completo domínio do ciclo nuclear, que tem seu começo no próprio combustível. Mesmo no caso da demora do programa de enrequicimento de uranio, levamos vantagens, pois aplicamos tecnologias que estavam prematuras na época, mas apostamos certo neste sentido (Vide a tecnologia empregada nas ultracentrífugas, bem mais eficientes do que das próprias potencias nucleares). O mesmo pensamento se aplica a não escolha do sistema AIP em nossos submarinos convencionais.
Não sei, se os Srs, perceberam, mas nestes tempos há um bom em novas tecnologias, que por enquanto estão engatinhando, porém, em um prazo de 10 a 15 anos ou menos, elas já estaram disponíveis aos países que se comprometeram a gastar altas somas em seu desenvolvimento.
É bem provavél que submarinos atômicos, como o indiano, estejam obsoletos por causa da emergencia destas tecnologias.
Na atual condição geopolitica futura, monstros como estes que precisam de enormes recursos para construção e principalmente manutenção de reatores baseados no ciclo nuclear-calor-vapor-turbina (por motivo de complexidade e segurança), não serão mais uma escolha inteligente.
Infelismente esta tecnologia é classificada em países que a desenvolvem, incluindo por incrível que pareça nosso próprio Brasil!).
De forma resumida, é possível gerar eletricidade diretamente do calor (termoelétrico) ou radiação (radioelétrico) emitida por reatores nucleares. O problema da não utilização, é que estes matériais tinham pouca eficiência, na ordem dos 4%, daí a escolha natural pelo ciclo vapor, apesar do tamanho, complexidade e custos de manutenção carrissimos e barulho.
Porém com o advento de novos materiais decorrentes do avanço da nanotecnologia, estes mesmos materiais em condições normais chegam agora próximo aos 60% e em condições especiais (criogênia, próximo aos 90% ou mais), pelo que tenho conhecimento há pelo menos um estudo não classificado sendo desenvolvido em base de cerâmica para uso em reatores em usinas no Brasil.
Mesmo utilizando motores elétricos como interrmediário (devido aos avanços espetaculares nesta área) para transmitir energia cinética aos eixos, este sistema em pouco tempo será mais eficiênte do que o tradicional ciclo vapor. É so verificar o quanto os contrutores de usinas nucleares tem envestido neste sentido nos últimos 20 anos.
A vantagem, além da segurança, é o tamanho muito inferior (é possível fazer um do tamanho de uma geladeira, conforme minha fonte) ao do tradicional e a quase nula manutenção durante o ciclo do combustível.
“AIP” nuclear…talvés… (Imagina um Escorpene…sonhar não custa nada). Mas apenas para aqueles que dominam todo o ciclo nuclear…
Percebem o grande interesse dos francesses… Não se trata de tranferencia de tecnologia, isto no meu ponto de vista não existe, mas sim TROCA de tecnologias…
Para maior compreensão do assunto, repito um post meu, que pelo visto não chamou muita atenção.
Segue alinhavado logo abaixo:
Nanomaterial transforma radiação nuclear diretamente em eletricidade
Redação do Site Inovação Tecnológica – 01/04/2008
Há pouco mais de uma semana, cientistas alcançaram o maior avanço nos materiais termoelétricos nos últimos 50 anos (veja Materiais termoelétricos têm eficiência aumentada em 40%). Esses materiais são capazes de transformar diretamente o calor em eletricidade.
Radioatividade em eletricidade
Agora, pesquisadores de outros dois laboratórios, anunciaram ter descoberto uma forma de aumentar drasticamente o rendimento de materiais capazes de transformar radioatividade – e não calor – diretamente em eletricidade.
A descoberta poderá alterar totalmente o projeto das centrais nucleares, tornando-as menores, mais simples e mais baratas. Hoje essas usinas usam o calor da fissão nuclear para aquecer água, que se transforma em vapor, que faz girarem turbinas, que acionam geradores, que geram a eletricidade. O novo material converte a radiação diretamente em eletricidade.
Segundo os pesquisadores Liviu Popa-Simil e Claudiu Muntele, os materiais que eles estão desenvolvendo são capazes de gerar 20 vezes mais energia a partir do decaimento radioativo do que os materiais termoelétricos disponíveis.
Nanomaterial
Materiais capazes de converter radioatividade em eletricidade já foram utilizados em várias sondas espaciais nos anos 1960 e 1970. Contudo, esses materiais nunca foram eficientes o suficiente para aplicações em larga escala, principalmente em reatores nucleares.
O advento da nanotecnologia permitiu que os pesquisadores desenvolvessem um nanomaterial à base de nanotubos de carbono. Fatias de nanotubos são recobertas com uma película de ouro e circundadas com hidreto de lítio, um material largamente utilizado em baterias recarregáveis.
As partículas radioativas que atingem a camada de ouro empurram uma grande quantidade de elétrons em direção à camada de nanotubos de carbono, que os coleta e transporta com grande eficiência. A seguir, os elétrons atingem a camada de hidreto de lítio, de onde se dirigem aos eletrodos, permitindo que a corrente elétrica flua.
Centrais nucleares e sondas espaciais
Em operação criogênica, o nanomaterial atinge um rendimento de até 99%. Em ambiente real, os pesquisadores asseguram que ele é capaz de gerar até 1 kW/h por cm3, contra 0,2 kW/h por cm3 dos materiais anteriores.
Apesar do entusiasmo gerado pela descoberta, e de já terem aberto uma empresa para comercializar seu invento, os pesquisadores afirmam que o projeto de usinas nucleares não é algo que se altere da noite para o dia, e que eles acreditam que o novo material radioelétrico somente será utilizado em centrais nucleares dentro de uma década.
Contudo, com rendimentos no nível de 1 kW/h por cm3, o novo nanomaterial passa a se tornar interessante também para outras aplicações, inclusive móveis, como o abastecimento de navios, submarinos e até trens. Sem contar uma nova geração de sondas e robôs espaciais.
Em tempo…
Continue assim MB, trabalhando apesar de lento para alguns, porém muito bem direcionado e contínuo, possibilitando incorporações de novas tecnologias, que resultem em aparelhos revolucionários, como as já citadas ultracentrífugas.
Ps. Aos colegas desculpem os erros de portugues, toh morrendo de sono. Boa Noite a todos!
amigo Wilson Johann,
estamos juntos nesta batalha, pode ter certeza disso.
abração
Fernando,
vc tocou num ponto crucial, talvez mesmo sem querer, que é o ponto da má compreensão por parte da imprensa do que seja a END (má compreensão por parte da imprensa honesta, pois por parte da imprensa safada a questão é outra). E muitos colegas nossos aqui dos blog também têm dificuldade de entender a END. Por isso que gera muita discussão infundada, tanto em relação aos submarinos, quanto aos caças do FX2 da FAB etc.
primeiro: não entendem que a END NÂO é um plano de reaparelhamento das FAs. Ou não é apenas isso.
segundo: por não entenderem a END, ficam pensando nos equipamentos militares centrados neles mesmo. Esquecem que as FAs fazem parte da sociedade brasileira como um todo.
terceiro: pensam nas parceria firmadas como sendo uma mera relação de fornecedor/comprador de equipamentos (de onde vêm as pérolas: o Brasil não pode colocar todos os ovos na mesma cesta, onde já se viu “entregar” tudo para a França etc.).
quarto: não entendem o que seja transferência de tecnologia (pensam que tecnologia é mais ou menos como um bastão de corrida, que um passa pra mão do outro…hehehe). E por não entender o que seja isso, desconfiam….ou melhor têm certeza que isso não existe. Transferência de tecnologia seria mais ou menos como ET, todo mundo fala que existe, mas na verdade não existe de fato (isso segundo essa má compreensão do que seja TT)…hehehe
Todas essas questões norteam o debate aqui no Blog, que só complicam as coisas e não ajudam em nada. Estão pensando o Brasil atual com a cabeça do Brasil de vinte ou trinta anos atrás.
vou mudar de post pra esse não ficar grande demais…
abraços
Fernando,
continuando…
Se pensarmos a END como ela de fato é, veremos que muitas dessas discussões aqui sobre submarinos (mas também as discussões sobre caças, helicóteros etc.) acabam sendo sem sentido.
O que é a END?
Basicamente é um documento de Estado, com caráter macro e que estabelece diretrizes perenes – tem como grande mérito conceituar o tema “Defesa” dentro de uma ótica de desenvolvimento, a exemplo de países desenvolvidos que fizeram dos investimentos na área militar a pedra de toque para o domínio completo do ciclo do conhecimento o que lhes permitiu dominar, controlar e aplicar tecnologias críticas que hoje lhes dão vantagem competitiva em relação ao conjunto das nações do mundo.
em poucas palavras: a END visa o desenvolvimento do Brasil como um todo e não somente das FAs.
Dentro desse espírito é fundamental que o Brasil consolide uma Base Industrial de Defesa, entendida de uma forma ampla, que compreenda o desenvolvimento e a fabricação de novas tecnologias e, ao mesmo tempo, se ocupe da parte intangível desse processo (o conhecimento): o desenvolvimento nacional ou a absorção de conhecimento tecnológico feito a partir do investimento em cérebros agrupados em Instituições nacionais (órgãos de pesquisa, universidades, empresas etc.) que tenham a capacidade de interagir com parceiros estrangeiros, trabalhando conjuntamente a partir de marcos contratuais determinados pelo governo, de forma a construir a nossa autonomia tecnológica como é o caso bem sucedido de áreas como o sequenciamento genético (DNA – Projeto Genoma), construção de aviões comerciais (Embraer), exploração de petróleo em águas profundas (Petrobrás), agricultura avançada (Embrapa) etc., em que o Brasil está no mesmo patamar dos países desenvolvidos, ou em alguns casos até em nível superior. Mas conseguiu isso com parcerias iniciais e com transferência de tecnologia.
Sendo assim, engana-se quem pensa no submarino nuclear APENAS como um submarino. Ele é parte significativa do desenvolvimento do Brasil que a END colocou como prioritário.
Ser contra o submarino nuclear, portanto, é ser contra o desenvolvimento mais geral do país. Pois ele é apenas e tão somente a pontinha do ice-berg.
O que, por exemplo, um sistema AIP poderia agragar ao desenvolvimento macro da sociedade brasileira? Provavelmente alguma coisa, mas não consigo imaginar nada de espetacular.
Por outro lado, o que o desenvolvimento de um submarino nuclear pode agregar ao desenvolvimento da sociedade brasileira como um todo? Poderia ficar aqui horas falando…desde a própria energia elétrica aplicada para fins urbanos (gerar energia para uma cidade, por exemplo) até o domínio da tecnologia atômica aplicada à medicina.
Ou seja, o governo está correto em investir no submarino nuclear. A MB está correta em sua escolha. Pois a MB, ao contrário de muitos aqui, pensa o Brasil como um todo…e não apenas em jogar “batalha naval” (o joguinho) como muitos entendem a “Defesa Naval” e o papel da MB na sociedasde brasileira.
este mesmo raciocínio se aplica ao FX2 da FAB e a todo o resto do reaparelhamento das nossas FAs que está em curso. Parceria, afinidade estratégica com o parceiro escolhido, investimento de longo prazo…enfim, a END é aquilo que sempre pedimos: um projeto de Estado. E não de governo.
E só pra confirmar o que eu digo: O Brasil está fazendo parcerias com outros Estados. Não é o Lula e o Sarkozy que fizeram a parceria estratégia. Mas sim o Brasil e a França. Mesmo depois do Lula e do Sarkozy deixarem os respectivos governos, o acordo assinado continuará valendo, será cumprido pelos dois países, sob penas contratuais em caso de descumprimento. Essa é uma das garantias que temos que os projetos já em andamento continuarão daqui pra frente, independente dos governos (o problema é só a imprensa safada que quer criar confusão e interromper esse projeto de independência e soberania do Brasil). Ou seja, são, desde que foram assinados, projetos de Estado.
Quem pensar somente nos equipamentos não entendeu a END. Quem pensar somente em curto prazo (incluindo o investimento a ser feito), não entendeu a END. Quem pensar em investimentos pontuais, não entendeu a END. Quem pensar apenas em termos militares, não entendeu a END.
E quem pensar que o Brasil vai sair declarando guerra a todo mundo, depois que estiver bem equipado militarmente, está delirando…hehe
abração
Hornet
Excelente como sempre, suas colocações.
Sempre quiz fazer um post desta forma, porém ou por preguiça ou falta de tempo, nunca consegui expor nestes termos.
As vezes tenho impressão que foram poucos que tiveram a paciência de examinar a END.
Um grande abraço.
Ps. Vc. atua na área academica, pois seus posts são sempre claros e sem firulas (Orientador dah uma bela bronca quando enrola o gato!)…
Hornet
Maldita insônia.
Bem, apenas complementando quando dizes que o acordo é estratégico entre Brasil e França, e não simples compras de equipamentos militares.
Não que os franceses sejam bonzinhos, mas se tocaram que o mundo está mudando de forma bastante radical, e que novos players serão importantes no futuro próximo.
A frança percebeu que é NECESSÁRIO para a sua nação a parceria com estes novos jogadores, para não perder o bonde da história, ao contrário dos EUA, que na minha opinião, ainda joga como nos tempos da guerra fria, com suas eternas restrições mesmo com parceiros de longa data, hajem ainda como império supremo e não percebem a distribuição de poderes a nível mundial que esta em andamento.
Talvés, você possa explicar melhor isto, para os demais participantes, não se trata apenas de rearmamento de países e sim uma mudança radical em termos de geopolítica.
Sem entender isto, fica difícil compreender porque tal país comprou tal armamento em detrimento de outro.
Deixo para ti uma MALDIÇÃO chinesa que demorei muito tempo para compreender, e se encaixa perfeitamente nos tempos atuais:
“Que você viva tempos interessantes”
Abraços.
Ps. Me parece que ainda presenciarei o começo da “singularidade tecnológica”, devido ao aumento absurdo das inovações, isto me assusta, pois ao contrário da ciência, a tecnologia não existe nem discusões sobre ética e suas consequências.
Cara, vocês não dormem não?
Hornet, estou copiando seu post aqui no meu micro para futura referência, dá gosto de ler. Parabéns.
Senhores…meus parabéns!!!…dá gosto entrar aqui e ler post tão bem redigidos e com CONTEÚDO…uma verdadeira aula!!…é um privilégio ter esta oportunidade.
Gerson
Um texto altamente esclarecedor, num outro tópico, fiquei tão abismado com a capacidade de não entendimento de alguns, que postei ironicamente uma sugestão de cancelamento de tudo, pois alguns parecem querer que o Brasil seja eternamente um pais de FUTURO, já há um tempo considerável, em que podemos contar com pessoas sérias, altamente capacitadas, que objetivam o crescimento nacional em todos os sentidos.
Fernando e amigos,
sim, atuo na área acadêmica. Sou professor de Teoria da História e pesquisador da Unicamp.
E sua análise sobre a geopolítica, ao meu ver está correta. É isso mesmo, uma reordenação do mundo, e a França, como sempre, segue alerta para tudo o que ocorre no mundo.
abração a todos
Senhores, vou colocar aqui um post de um colega forista do Zona Militar. Este forista participa de vários fóruns internacionais e é um profundo conhecedor de assuntos navais militares. Algo como nosso MO na parte Mercante. Vejam que o que acontece aqui, também aconteceu no Chile!
A história se repete.
Do SUT no ZM:
Aca en Chile HDW daba por segura la seleccion del Type 209-1500. Pese a que no cumplia los RAN de la Armada. Se les dijo que el buque que los cumplia es el Type 214, pero HDW queria un cliente europeo como Lead Customer y no lo ofrecio.
Participo en el concurso por tanto el 209-1500, el Scorpene y, si mal no recuerdo, la variante Moray del Walrus holandes y algun diseño sueco.
Cuando se anuncio la preseleccion de Scorpene, los representantes locales de HDW montaron una campaña de prensa atacando el “proyecto de papel” de Scorpene, despues ofrecieron Type 214, antes no disponible, y finalmente iniciaron una “guerra sucia” usando un distinguido Oficial en retiro.
Ademas de muchos viajes de periodistas de todo tipo y laya, etc, etc…
En esencia, y lo mismo que ocurrio despues con Tridente, la gente de HDW/IKL o de B&V no se adaptaron a las reglas del comprador, sino que llegaron pateando la puerta. Y como no se les selecciono,o se les cancelo, salieron llorando y armando todo tipo de problemas.
Eso solo les genero que la impresion local sobre esos proveedores se enfriara notablemente.
Pero, hoy por hoy la cosa ya no es orgullo. HDW y el German Submarine Consortium tiene un problema gravisimo; Type 214 es una mina de problemas en sus dos clientes iniciales ( Grecia y Korea) ya no hay pedidos como antes y la cosa pinta castaño oscuro. Tuvieron que emplearse a fondo políticamente para conseguir el contrato Turco y con los pakistanos en veremos y sin firmar contrato, la cosa pinta mal opara la sobevivencia económica del grupo. No cabe duda que de ser necesario el Gbno los subsidiara ya que son una empresa estrategica, pero HDW ya no es el niño maravilla de los setentas y ochentas en que vendia submarinos como tortas…el nicho de 209, que permitio a una docena de marinas ya sea obtener su primera experiencia en SSKs o reemplazar la masa de submarinos Fleet y Guppy se acabo…ahora estan ofrecindo submarinos de alto costo, donde hay competencia feroz…y el cliente local los complica mas que ayuda ( por las licencias de inexportabilidad de muchos componentes del Type 212)
Asi que alla por Rio mejor se ponen casco, por que los Krauts van a pelear de todas formas, y por las buenas o por las malas.
Muchos saludos,
Sut
Parabéns Hornet e Fernando. Dá gosto ver como o poste infeliz do pessoal do Blog pode ser, com classe, desmascarado e encaminhado para uma discussão lúcida que cala a boca das hienas e seus dentes afiados. Hornet, seu apanhado de citações do Alm Guimarães de Carvalho deve ter deixado o autor do post envergonhado. É o que eu chamo de tapa com luva de pelica.
Castor
Hornet
Pesquisa em que área?
Fernando
Eu não seria tão otimista sobre as novas tecnologias. Além da eficiência existem outros fatores que são muito influentes na escolha de uma planta nuclear, embora concorde que a necessidade de ampliação do parque nuclear deverá trazer novas tecnologias. Existem muitas outras maneiras de transformar calor em outro tipo de energia. O ciclo stirling é um deles.
Oi Castor,
trabalho com pesquisa em música e novas tecnologias. Ou melhor, pesquiso as relações da música com as novas tecnologias (desde a época do rádio, até o CD, Mp3 etc.) e como tais coisas estão afetando (modificando) a escuta musical contemporânea.
Ou seja, não tem muito que ver com “Defesa”….hehe
Mas a Defesa entra na minha área de interesse, em primeiro lugar como cidadão, e depois devido a meu interesse na história do Brasil contemporâneo.
enfim…
Se não me engano vc é engenheiro, não é isso?
abração meu caro
Zé Hornet
o Castor é engenheiro sim, como uma vez ele disse aqui, especialista em serviços anfibios, construção de barragens, contenção de rios e expert em utilização de madeira para esta finalidade
Abs
Mod MO
MO,
é verdade!…kkkkkk
abração
kkkkkkkk
Engenheiro sim Hornet, Engenheiro naval
Mas ainda vai existir aqueles que querem por que querem os IKL e vão sempre dizer mesmo quando o primeiro SNA ficar pronto que o Brasil deveria ter continuado com o acordo Brasil Alemanha na área nuclear. A MB deu um passo decisivo para sua capacitação e modernização, e esperamos que não exista mais sabotagem e que esqueçamos os IKLs de vez.
O pior wolfpack, é que a IKL nem existe mais, foi comprada pela HDW e desmantelada. O projeto do 214 é feito lá, por calouros, daí a quantidade de problemas básicos.
Castor.
Mesmo não sendo engenheiro eu entendo sua colocação. Sei que o ciclo Stirling é teoricamente o mais eficiente das máquinas térmicas (tenho um brinquedinho destes baseado neste ciclo).
O que eu quis dizer é a relação entre a segurança e principlamente complexidade, que se traduz em preços menores em manutenção.
Seria quase como uma pilha atomica (apesar de não usar o decaimento radiotivo – como no texto – para transformar radiação em eletricidade, usaria a radiação da fissão para tanto e eventualmente uma camada de material termoelétrico para completar a operação – um híbrido), o ciclo stirling não transforma radiação em eletricidade, pelo que eu conheço, e sim calor como vc citou.
Resumindo, um reator nuclear sem partes móveis gerando eletricidade, a vantagem além da segurança e complexidade, é a quase nula manutenção durante o ciclo de vida, por volta de 20 a 30 anos.
Bem caso vc não acredite na evolução tecnológica rápida que esta ocorrendo deixo uma notícia interessante sobre o assunto abaixo:
Fonte: Quanto É, digo, Isto É.
Vai um reator nuclear aí?
É chegada a era do reator nuclear em pequena escala. Em março desse ano, a empresa americana Hyperion já tinha anunciado o lançamento de um desses medindo 1,5 por 2 metros, o tamanho de uma banheira de hidromassagem. Pode ser usado por até oito anos sem recarga e produz energia suficiente para suprir de energia 20.000 casas por até dez anos. Ontem, a Babcock & Wilcox Company (B&W), também dos Estados Unidos, também lançou o seu. Um reator um pouco maior, com maior potência, mas com os mesmos fins. E não interferem no temido aquecimento global, já que, dizem as empresas, não produzem gás carbônico. Os produtos ainda não estão licenciados – o processo só deve terminar depois de 2013 – mas as empresas já estão recebendo pedidos.
Ainda não é um reator nuclear particular, para você colocar no porão de sua casa e esquecer da conta de luz por muitos anos. O aparelho da Hyperion, por exemplo, custa US$ 30 milhões…
Abraços.
Apenas complementando o post anterior.
Mesmo que os americanos resolvessem ter subs do tamanho dos convencionais, acredito que certamente, não gastariam um centavo em pesquiisas de sistemas AIPs.
Pesquisando sobre as empresas que produzem os micro reatores, o estranho é que algumas fontes citam como não tendo partes móveis (faria todo sentido para uso civil a que se destinam, por causa da segurança), outras citam ciclo vapor (que eu acharia um absurdo para estes usos, a não ser, que queiram alguns incidentes a la micro Chernobyl)…
Pelo jeito tem segredo industrial no meio…
Um grande abraço.
Maldita insonia novamente…
Qual o futuro dos sistemas AIPs, diante a notícia anterior…
Na minha humilde opinião, o slogam seria:
“Sistemas AIPs, ótimo para quem vende, péssimo para quem compra”
Percebem agora o porque do não AIP em nossos Subs, mesmo que pagando mais caro (no caso dos IKLs) e a “demora” do nosso primeiro sub nuclear…
Para mim, a MB está tentando o “pulo do gato” como nas já citadas ultracentrífugas…
Mais uma vez avisando: Pesquisa base neste sentido (que é fundamental, caro e demorado) já está rolando no Brasil, pelo menos em Universidades. Agora o que tem lá em ARAMAR, acho que nem o capeta sabe…
Abraços.
Hornet, simplesmente excelente a sua defesa acadêmica do END, e praticamente não há como que discordar. Porém como ficam as necessidades de reaparelhamento das Forças no curto e médio prazo? Refiro-me por exemplo as substituições, ou reposições, de escoltas prá MB; ou das artilharias(campanha e anti-aérea) para o EB; e novos treinadores a reação prá FAB; e mais dezenas de outros itens. Você não acha que deveria haver pelo menos um Plano de reaparelhamento tampão, e que atende-se o “amanhã”, pois é louvavel tudo que tem sido feito até o presente momento, mas nesse rítimo demoraremos ainda muito tempo prá alcansarmos o mínimo, além do que as mazelas do dia a dia continuam, e o desestímulo também, o que gera a evasão de profissionais, e nada que tem sido anunciado, até agora, que reverta esse quadro. Resumindo: as tropas, refiro-me as tropas mesmo, não aos gabinetes com ar-condicionado, mantem-se “roendo o osso”.
Você não acha, que seria interessante um Plano tampão, atrelado ao END, até que o mesmo desse, realmente, seus “frutos”?
Sds
Noel,
achar necessário eu acho (um plano para as contingências de curto prazo). Mas será que já não existe algo planejado neste sentido?
Em termos de equipamentos eu sei (sabemos) que tem: as modernizações dos caças (da FAB e da MB), modernização dos subs Tupis, conserto do Opalão, compra dos helis (não os comprados da França, me refiro aos Blackhawks e tal), modernização dos blindados leves do EB etc.
E a aquisição das escoltas para Marinha deverá entrar em cena assim que termine o FX2.
Já no caso do “ser humano” (soldado, marinheiro e piloto) sei que existe o programa “soldado cidadão” e mais alguns programas disponíveis no site do Ministério da Defesa …será que já não estão rolando? Aos poucos.
Temos que entender que a Defesa estava meio que jogada às traças…apenas nos últimos 2 ou 3 anos que as coisas realmente começaram a ser trabalhadas e planejadas pelo governo. Mesmo para o curto prazo algumas coisas ainda demorarão um pouquinho. Mas creio que acontecerão, ao menos em termos de euqipamentos já estão acontecendo…só tem a demora natural devido aos prazos pedidos pelas próprias empresas e fábricas…quanto a isso não tem jeito.
enfim…
abração
Dia 4 de agosto está chegando….
Finalmente, um tópico em que os comentários fazem jus ao Blog.
Parabéns á todos, já que prometí não mais postar nada sobre a polêmica dos subs da MB. Tem gente mais competente…..
Sds.
Bom, então vamos continuar andando em marcha lenta, e esperar num futuro distante o END realmente dar seus frutos; até lá, pelo menos uma geração, talvez duas, de profissionais frustrada ou perdida.
Quanto á sua lembrança do prograna “Soldado cidadão”, ele está sendo aplicado desde 2005, com maior ou menor intensidade dependendo das OM’s envolvidas, recursos, cidades, etc…porém seu objetivo é capacitar o Soldado quanto ao seu retorno a sociedade/mercado de trabalho, e não, prioritariamente, ao que sua OM necessita, mas é válido, tudo que venha a somar é válido.
Obrigado pela resposta, abraço.
http://www.naval.com.br – da mejor. Guardar va!
Dougles