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vinheta-especialO 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (EsqdHA-1) foi criado em 1978 com a missão de prover os meios aéreos do sistema de armas das fragatas classe “Niterói”, a fim de ampliar as possibilidades dos sensores de bordo, assim como a capacidade de reação destes navios.

Ao HA-1 são também atribuídas missões de esclarecimento de área marítima, acompanhamento de alvos além do horizonte radar dos navios, busca e salvamento (SAR) e EVAM.

O HA-1 atualmente opera com 12 aeronaves Westland Super Lynx Mk-21A (AH-11A), que substituíram os Westland Sea Lynx Mk-21 (SAH-11).

Com a chegada das novas aeronaves, a missão do Esquadrão foi ampliada para atender a todos os meios de superfície, com plataforma de pouso, da Esquadra.

Armamentos como torpedos anti-submarino (Mk-44 e 46), bombas de profundidade e os mísseis ar-superfície Sea Skua, fazem parte de sua configuração de combate.

Em 2008 foi assinado contrato com a empresa FLIR Systems INC. para a aquisição do sistema estabilizado multi-sensor de vigilância “FLIR” (Equipamento de Observação Infravermelho) SEA STAR SAFIRE III, a ser instalado nas aeronaves do HA-1, como parte do programa de modernização da frota dos AH-11A da MB.

AH-11A operando a bordo do NDD Rio de Janeiro (G-31)

FOTOS: MB

 

vinheta-clipping-navalEm audiência pública nesta terça-feira, marcada pela ausência dos interlocutores da área de Defesa Nacional, o acordo com a França para a aquisição de equipamentos e tecnologia nuclear para a Marinha brasileira foi fortemente questionado pelos deputados da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

A assinatura do acordo é prevista para coincidir com a visita do presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao Brasil, durante os festejos da independência, em 7 de setembro.

O acordo, que terá de ser analisado pelo Congresso Nacional, prevê a transferência de tecnologia, a construção de um submarino nuclear e a aquisição de outros quatro submarinos convencionais ao custo total de 6,8 bilhões de euros (cerca de R$ 19 bilhões), a juros de 5,5% ao ano.

Para que os questionamentos dos deputados fossem esclarecidos em tempo hábil, a audiência foi marcada para hoje. O Ministério da Marinha (sic) não se fez representar, e o Ministério da Defesa alegou “compromissos anteriormente assumidos” para a ausência do ministro Nelson Jobim, que também não enviou representante. O presidente da comissão, deputado Severiano Alves (PDT-BA), abriu a sessão lamentando a falta de interesse da sociedade pelos grandes temas nacionais, entre os quais a Defesa Nacional.

Equipamentos ultrapassados

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG), autor do requerimento da audiência, questionou os fundamentos técnicos e econômicos do acordo. O parlamentar disse que os equipamentos franceses são ultrapassados e que o valor da transação vai onerar o endividamento do País. “Esse pacote envolve R$ 19 bilhões na compra de quatro submarinos convencionais franceses que não são utilizados por nenhuma potência mundial. Esse valor todo seria financiado pelo País em empréstimos externos a juros muito altos pelo prazo de 25 anos. É extremamente oneroso para o Brasil estar comprando algo tão desatualizado e tão caro em troca da chamada transferência tecnológica.” Delgado acrescenta que está incluída a aquisição de um casco para receber um propulsor nuclear em um futuro incerto e a construção de um estaleiro e de uma base.

Prazo

Delgado também questionou as datas diferentes divulgadas pela Marinha para o lançamento do submarino nuclear (2014, 2017 ou 2021, conforme as versões).

Segundo o deputado, todos os especialistas são unânimes em dizer que serão necessários entre 10 e 15 anos para produzir um gerador nuclear terrestre, que terá de funcionar chumbado a uma base de concreto. Depois disso, mais 10 ou 15 anos serão precisos para “marinizar” esse gerador de forma que possa ser usado no casco móvel de um submarino.

Júlio Delgado também não se mostrou convencido da necessidade desse equipamento, pois considera que uma quantidade maior de submarinos convencionais traria melhor proteção para o litoral brasileiro.

A forma das negociações e o custo final do contrato com a França, segundo o deputado, não se justificam pelos argumentos apresentados.

Licitação

Para o deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), o acordo deveria ter sido precedido de uma licitação ou alguma espécie de certame internacional, envolvendo técnica e preço. É o que está fazendo a Aeronáutica, para a escolha dos caças que está adquirindo. “O custo do projeto da Marinha é tão alto que vai onerar não só o seu próprio orçamento ou o da Defesa, mas o orçamento da União.”

Capacitação

O presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (Abed), professor Eurico Lima Figueiredo, defendeu a capacitação estratégica e tecnológica do País, à altura da sua importância política e econômica. Ele considera que a sociedade brasileira está madura para controlar as Forças Armadas e outras instituições, como o Congresso ou a universidade . “Isso já está acontecendo, na medida em que a estratégia nacional de defesa está sendo formulada com a participação de civís e é publicamente discutida.”

Segundo o professor, é preciso dominar a tecnologia que permita dar o salto nuclear, para a energia nuclear em geral, como alternativa para o futuro. “Se as grandes potências consideram importante ter submarinos nucleares, nós, que em 30 anos seremos pelo menos a quinta potência econômica, não devemos nos intimidar”.

FONTE: Portal da Câmara dos Deputados

NOTA DO BLOG 1: Seria muito importante a presença do Comandante da Marinha e do Ministro da Defesa nesta audiência pública. Este é, sem sobra de dúvida, o projeto de defesa mais importante e de maior volume de recursos do país.

NOTA DO BLOG 2: o Blog do Poder Naval já havia questionado o problema das diferentes datas divulgadas e o longo prazo para a conclusão da primeira unidade. Pode ser coincidência, ou os parlamentares estão se baseando nas informações divulgadas pelo Blog.

vinheta-clipping-navalA Marinha enviou à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional uma nota assinada pelo Centro de Comunicação Social para explicar o acordo com a França para a construção de um submarino nuclear. A nota refuta notícias publicadas pela imprensa nos últimos dias. A Marinha diz que não há disputa no fornecimento entre França e Alemanha, porque a Alemanha não dispõe de tecnologia nuclear para submarinos.

A nota da Marinha ressalta ainda que não cabe licitação em projetos nucleares e sigilosos.

O documento ressalta que governo brasileiro não pode recusar a contratação do consórcio indicado pela França para a construção de uma base naval, que envolve a construtora Odebrecht. A Marinha informa ainda que a parceria tecnológica faz parte de uma nova realidade em que o Governo decide investir forte no projeto de defesa nacional.

O coordenador da Frente Parlamentar de Defesa Nacional, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), fez um contato telefônico com o ministro da Defesa expondo o mal-estar pela ausência de representantes do ministério na audiência pública para discutir o tema.

Ele obteve do ministro a promessa de que virá à Câmara prestar todos os esclarecimentos necessários no próximo dia 26 de agosto, após a reunião reservada, já agendada com a comissão para tratar da questão das bases militares americanas na Colômbia.

FONTE: Rádio Câmara

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vinheta-clipping-navalO acordo entre o Brasil e a França para a compra de quatro submarinos convencionais Scorpène e de um modelo modificado do mesmo, capaz de receber um motor de propulsão nuclear, foi criticado na Câmara, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, nesta terça-feira (18).

O principal crítico da proposta foi o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que respondeu item por item ofício do Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto.

A proposta francesa inclui o projeto e a construção, no Brasil, de um estaleiro dedicado à fabricação de submarinos nucleares e convencionais e de uma nova base naval, capaz de abrigar submarinos nucleares. “A construção de uma base e um estaleiro por 4 bilhões de euros, estaleiro este a ser entregue graciosamente à uma empreiteira previamente privilegiada é algo que não pode ser aceito, principalmente quando se sabe que grandes estaleiros foram recentemente construídos ao custo aproximado de 300 milhões de euros”, afirmou o deputado. A empreiteira mencionada é a empresa Odebrecht, parceira brasileira de livre escolha dos franceses.

Tecnologia

Quanto aos submarinos, Delgado argumentou que o modelo francês convencional a ser adquirido pelo Brasil, o Scorpène, tem custo muito mais elevado (750 milhões de euros, contra 600 mil dólares) do que os competidores, e já estaria tecnologicamente defasado, além de não ser usado por outras marinhas do mundo.

“Do submarino nuclear, a França só forneceria o casco”. O deputado não vê sentido em “comprar um casco já existente, concebido há anos, ainda oco, para daqui a décadas ou quando, afinal, ficar pronto, receber um reator nuclear brasileiro”.

Alternativas

A alegada impossibilidade ou desinteresse de outros países em participar do projeto do submarino brasileiro também não se sustenta, segundo Delgado. “A Rússia tem transferido tecnologia para a Índia e China há anos, inclusive emprestando submarinos nucleares à Marinha indiana durante muito tempo para operações de treinamento das tripulações e técnicos locais.”

O parlamentar lembra que Suécia e Austrália também dominam a tecnologia de construção de grandes submarinos; e que a Alemanha chegou a fazer propostas concretas ao Brasil, que não tiveram resposta. “Ao contrário do se alega, os alemães não têm qualquer limitação para retornar ao projeto do submarino nuclear brasileiro. Os acordos internacionais que os limitavam se exauriram na década de 60 e o governo alemão não apresentou qualquer objeção ao projeto conjunto com a Marinha do Brasil”, assinalou Delgado.

FONTE: Agência Câmara

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Acordo fechado

vinheta-clipping-navalO presidente Luiz Lula da Silva bateu o martelo em relação à polêmica compra de 41 helicópteros de transporte para o Exército e quatro submarinos Scorpène, de tecnologia francesa. Os veículos serão fabricados no Brasil, respectivamente, pela Helibras e um estaleiro a ser construído pela Oderbrecht, com uma nova base naval na baía de Mangaratiba (RJ). O pacote prevê a construção de um submarino nuclear pela Marinha, com tecnologia de propulsão nacional e os demais equipamentos franceses. O acordo militar do Brasil com a França será assinado no próximo 7 de setembro, por Lula e o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou a compra ontem, durante gravação de entrevista para a TV Brasil, que vai ar hoje, às 22h. A compra de 36 caças Rafale, que o governo francês queria incluir no pacote, está fora do acordo. Segundo Jobim, o governo ainda analisa a oferta francesa, ao lado das propostas dos caças norte-americanos F/A-18 e dos suecos Gripen. “A melhor opção será em função datransferência de tecnologia. Queremos construir os aviões no Brasil”, garante Jobim.

FONTE: Correio Brasiliense – Luis Carlos Azedo

SAIBA MAIS:

 

Uma estudante deixou esse comentário hoje no Blog:

oi gostaria de saber qual a importancia da utilizacao do submarino nuclear na protecao de nossa costa.
me ajudem e pra me fazer uma redacao
muito obrigado.beijos

thais nova de lima

 

Os U-boats ‘Walter’

O professor Hellmuth Walter foi  um brilhante engenheiro alemão que, em 1933, criou uma nova turbina a gás no estaleiro Germaniawerft, em Kiel. Foi ali que nasceu o primeiro sistema AIP, de circuito fechado.

Walter idealizou um submarino movido a peróxido de hidrogênio (H2O2), que em sua forma estabilizada chama-se “Perydrol”. A combustão do H2O2 com o óleo era bastante complexa, mas prometia motores mais compactos e mais leves que os motores diesel-elétricos daquele tempo.

O submarino equipado com o sistema “Walter” também não necessitava permanecer longas horas na superfície para recarregar as baterias.

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As propostas

Em outubro de 1934, Walter fez propostas incriveis ao OKM (Alto-Comando da Kriegsmarine), na forma de um U-boat de 300t (similar ao tamanho do Type IIA), com uma velocidade na superfície de 26 nós e a fantástica velocidade de 30 nós submerso! O submarino teria alcande de 2.500 milhas à 15 nós ou 500 milhas em velocidade máxima submerso. O U-boat convencional daquela época tinha uma velocidade máxima na superfície de 11 nós e podia fazer apenas 7 nós submerso.

As ideias de Walter foram prontamente rejeitadas pela Kriegsmarine, por serem pouco convencionais e fantasiosas. Mas Walter não desistiu e em 1937, ele mostrou seus planos ao Kapitän zur See Karl Dönitz, que naquela época era comandante de uma flotilha de U-boat de treinamento.

Dönitz ficou tão impressionado com a proposta de Walter, que ele conseguiu através do canais apropriados fechar um contrato de projeto em 1939, para um pequeno submarino de pesquisas chamado V-80.

O primeiro submarino ‘verdadeiro’

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O V-80 foi projetado por Walter e a Germaniawerft em Kiel e construído sob grande sigilo numa carreira cercada por uma alta cerca. O submarino foi lançado em 14 de abril de 1940 e os resultados obtidos durante as provas de mar, tendo o próprio Walter nos comandos, foram sensacionais.

O V-80 atingiu mais de 23 nós submerso, mais que o dobro do que qualquer submarino da época podia atingir.

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Depois do protótipo

O OKM ficou tão impressionado com os resultados do V-80 que sugeriu a construção imediata de seis submarinos costeiros baseados naquele projeto. Mas muitos questionaram que um submarino operacional poderia ser construído com tal sistema e que os estaleiros estavam ocupados produzindo outros tipos de U-Boat, como os Type VII e IX. Um projeto mais convencional de 600t foi então proposto e chamado de V-300 (Type XVII, depois U-791), que poderia atingir 19 nós submerso. Sua construção foi iniciada no Germaniawerft, mas depois foi cancelada quando Walter considerou o projeto muito lento e propôs sua própria versão de U-boat de 220t.

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Na foto acima, o submarino Walter Wa-201 (U-793), sendo parcialmente desmantelado no final da guerra. Na foto abaixo, as bolsas de peróxido de hidrogênio sendo removidas do Type XVIIB, de 300t. O combustível ficava fora do casco de pressão, assim quando era consumido, não provocava mudanças apreciáveis no balanceamento do submarino – a água do mar ocupava o espaço do combustível.

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Nasce a próxima geração

Depois de encontrar Dönitz em janeiro de 1942, contratos foram fechados para a construção de 4 U-boats: (Wk202 – U-792 e U-793) no Germaniawerft em Kiel e (Wa201 – U-794 e U-795) no Blohm & Voss, em Hamburgo.

As quilhas dos quatro submarinos foram batidas em dezembro de 1942 e o primeiro, U-792, foi lançado em 28 de setembro de 1943 e o U-794 em 7 de outubro. Estes submarinos foram usados extensivamente para treinamento e alcançaram mais de 25 nós submersos em 1944. Em uma dessas corridas, o U-794, na Baía de Danzig, Dönitz e outros 4 almirantes foram testemunhas do U-boat atingindo 24 nós!

Em 1942, Walter propôs o grande Type XVIII, de 1.475t, que poderia levar 23 torpedos. Dois contratos foram fechados em 4 de janeiro de 1943, para a Deutsche Werke em Kiel (U-796 e U-797), mas foram cancelados em 28 de março de 1944, em favor do Type XXI, que tinha o mesmo design do Type XVIII, mas com uma grande quantidade de baterias no lugar da propulsão Walter, o que dava ao submarino 17 nós de velocidade máxima submersa.

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O lado ruim

Os submarinos Walter eram extremamente complexos de construir e manter e também dependiam de um fornecimento incerto de Perydrol. O combustível era extremamente inflamável e os britânicos no pós-guerra o consideraram tão perigoso que foi abandonado.

Os submarinos Walter e o final da guerra

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Nenhum desses submarinos entrou em combate com o inimigo e nenhum entrou em serviço na linha de frente, pois somente 3 U-boats planejados para combate foram lançados durante a Guerra e nenhum (U-1405 – U-1407) passou pela fase de testes e treinamento.

Os submarinos Walter não tiveram efeito real na Guerra mas, de acordo com o almirante Dönitz, o seu desenvolvimento, com um pouco de coragem e visão, poderia ter sido feito dois anos antes e certamente teria impacto no conflito.

O destino final dos U-boat Walter

hellmuth_walterTodos os 10 submarinos Walter (3 não comissionados) e o protótipo V-80 (que nunca entrou para a Kriegsmarine oficialmente) foram afundados pelos próprios alemães em maio de 1945.
Além de ser experimentado em submarinos e torpedos, o professor Hellmuth Walter também projetava motores foguetes para a aviação. Sua empresa HWK produzia os motores foguete do Messerschmitt Me 163 Komet e do Bachem Ba 349 Natter. O professor Walter continuou seu trabalho nos EUA depois da Guerra e faleceu em 1980, com 80 anos de idade.

FONTE: Uboat.net

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Quase 15 mil acessos ontem

Por conta da polêmica causada pelas matérias publicadas na grande mídia, acerca do acordo sobre submarinos entre o Brasil e a França, o BlogNAVAL teve ontem quase 15 mil acessos.

O post mais lido foi o “Oportunidade Perdida”.

 

125 anos da ‘Esquadra de Evoluções’

esquadra

Há cento e vinte e cinco anos, a alta Administração Naval da Marinha Imperial preocupava-se com o surgimento de novas táticas, especialmente aquelas presenciadas na Batalha de Lissa, que indicavam a dominação dos mares pelas Armadas encouraçadas, agrupadas em Esquadras compostas por unidades com alto grau de eficiência em comunicações e manobra. Nesse contexto, em 19 de agosto de 1884, criou-se a “Esquadra de Evoluções”, integrada pelos Encouraçados RIACHUELO, SETE DE SETEMBRO, SOLIMÕES e JAVARI; Cruzadores GUANABARA, ALMIRANTE BARROSO, TRAJANO e PRIMEIRO DE MARÇO; Torpedeiras de 1ª Classe 1, 2, 3, 4 e 5; e Torpedeiras de 4ª Classe ALFA, BETA e GAMA. Eram ao todo dezesseis navios a vapor, os quais concretizavam todo o avanço que a mecânica, a termodinâmica, a ótica e a eletricidade emprestavam à estrutura dos navios, a sua artilharia e a sua mais nova arma: o torpedo.

O Comando da ESQUADRA DE EVOLUÇÕES foi atribuído ao Chefe-de-Esquadra ARTUR SILVEIRA DA MOTA, Barão de Jaceguai, a quem coube cumprir, dentre outras, as seguintes tarefas, constantes do Aviso n° 1541A de 1884, do então Ministro dos Negócios da Marinha, Almirante JOAQUIM RAYMUNDO DE LAMARE:

- Habilitar os oficiais da Armada na aplicação dos princípios da moderna tática naval;

- Exercitar oficiais e praças no uso das armas ofensivas e defensivas da guerra marítima, e bem assim nas operações de desembarque e ataque de fortificações;

- Estudar a melhor tática a ser adaptada nas Flotilhas de Torpedeiras, quer operem estas isoladamente, quer de combinação com os navios de combate;

- Organizar um novo regimento de sinais adaptados à tática naval moderna; e

- Finalmente, manter, em toda a Esquadra, o mais vivo espírito militar e a mais severa disciplina.”

Naquela época, abnegados marinheiros guarneciam os ninhos de pega e cestos de gávea de nossos navios onde os mais acurados sensores de bordo eram os olhos e ouvidos daqueles homens, que enfrentavam as intempéries da natureza e exploravam os limites da acuidade visual e auditiva para manter a vigilância e dar o alarme da presença do inimigo. Após essa rudimentar detecção, oficiais utilizavam-se de escassos recursos náuticos para calcular, prever e executar as manobras navais que, unidas à iniciativa e à criatividade inerentes ao bom marinheiro, visavam surpreender o oponente. Muito embora as tripulações migrassem da vela ao vapor, as concepções estratégicas de emprego permaneciam as mesmas: batalha decisiva ou esquadra em potência. A independência em relação aos regimes de vento e de correntes facilitava a implantação dessas concepções: buscar o adversário ou evadir-se dele.

Nos dias de hoje, dentro dos nossos passadiços, estações-rádio, oficinas de eletrônica, centros de combate e nos tijupás, verificam-se que a precisão e a rapidez das ações individuais e coletivas durante as operações definem os contornos finais do combate no mar. A despeito do automatismo conferido pelos complexos sistemas navais, permanece o homem, qual no passado, como elemento fundamental para o sucesso das Operações Navais.

FONTE: Marinha do Brasil

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Ao justificar a necessidade de o Brasil gastar 6,8 bilhões de euros (cerca de R$ 19 bilhões) na compra de quatro submarinos convencionais (diesel-elétricos) Skorpène, da França, num casco um pouco maior dessa embarcação, e na construção de um estaleiro e de uma base naval no litoral fluminense, a Marinha sugeriu — em carta enviada ao GLOBO — que a operação tem como objetivo final permitir ao país construir um submarino nuclear com a ajuda francesa.

O comando da Marinha disse ainda que nada tem a se opor ao fato de que tanto o estaleiro quanto a base venham a ser construídos pelo governo da França (*), utilizando a brasileira Odebrecht Engenharia sem licitação pública. “Não teria sentido uma construtora francesa ser mobilizada para realizar obras no Brasil, daí a necessidade de a DCNS (Directions de Constructions Navales Servies) se associar a uma empresa brasileira”, diz a carta, acrescentando: “A escolha da associada foi de livre arbítrio da DCNS”.

Parceria Estratégica não prevê submarino nuclear

Na carta, a Marinha acrescenta que “nada tem a opor à (empresa) escolhida”, e que, “qualquer que fosse a empresa selecionada pela DCNS como parceira para a construção, as obras seriam isentas de processo licitatório, como previsto em lei, em virtude das características de sigilo”. Isso por se tratarem de plantas de instalações nucleares militares.

A carta, enviada como resposta a uma reportagem publicada sábado no GLOBO sobre o alto custo da transação — equivalente a cerca de dois anos do programa Bolsa Família (**) — não esclarece por que, diante da necessidade de se construir um estaleiro e uma nova base, com profundidade suficiente para atracação de submarinos nucleares, o governo preferiu aceitar a determinação da França de cuidar da construção e impor a Odebrecht como a empreiteira, em vez de abrir uma concorrência pública com a participação de empresas nacionais.

Ao longo de quatro páginas, a Marinha diz ainda que o alto custo da compra — 1,8 bilhão de euros para estaleiro e base, mais 5 bilhões de euros para os submarinos — se deve em especial ao “projeto e à construção de um submarino nuclear, cujo custo é muito superior ao de um convencional”, dando a entender que o Brasil estaria comprando uma embarcação dessa categoria.

A carta sugere que a França se comprometeria a transferir tecnologia nuclear ao Brasil — o que não é verdade, de acordo com a Parceria Estratégica assinada em dezembro passado pelos presidentes Nicolas Sarkozy e Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Marinha, a decisão foi a de “buscar parcerias estratégicas com países detentores de tais tecnologias e que estivessem dispostos a transferi-la”. Mais adiante afirma: “A parceria teria que ser buscada junto a países que produzissem, simultaneamente, submarinos convencionais e nucleares. Depois de longo e acurado processo de escolha, a França foi o país selecionado.

É preciso enfatizar que somente quem constrói submarinos nucleares tem condições de transferir a tecnologia necessária para tanto”.

No entanto, o acordo entre Lula e Sarkozy estabelece claramente que “a concepção (expressão dos requisitos e projeto básico), a construção e a manutenção da infraestrutura e dos equipamentos necessários às operações de construção e de manutenção da parte nuclear do submarino nuclear estão excluídas do âmbito do presente acordo”.

O documento ressalta que o apoio francês é apenas para “a parte não nuclear do submarino nuclear brasileiro”. E registra: “A Parte brasileira não receberá assistência da Parte francesa para a concepção e a colocação em operação do reator nuclear embarcado, das instalações do compartimento do reator nuclear e dos equipamentos e instalações cuja função seja destinada principalmente ao funcionamento do reator ou à sua segurança nuclear”.

FONTE: O Globo, via sinopse diária

NOTA DO BLOG

(*) Segundo informação publicada no Diário da União a construção de um estaleiro e de uma base naval “serão custeados com recursos provenientes do Tesouro Nacional” e não pelo Governo da França como dito acima.

(**) Comparações deste porte são totalmente descabidas e fora de propósito.

 

Resposta da Marinha ao texto da Folha

RESPOSTA À MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL “FOLHA DE SÃO PAULO” DE 18AGO2009, INTITULADA: “SUSPEITA NUCLEAR

(“Há muito está comprovada a insuficiência da garantia de que a França não passará tecnologia nuclear ao Brasil ”)

Resposta à Imprensa

Senhor Editor,

Tendo em vista a recusa recorrente do jornalista Jânio de Freitas em considerar os esclarecimentos da Marinha e do Ministério da Defesa sobre o programa do submarino brasileiro de propulsão nuclear, optando repetidas vezes por ecoar argumentos falsos publicados em outro jornal, solicitamos que sejam informados aos leitores os endereços onde constam as respostas aos ataques perpetrados contra esse programa estratégico para a soberania nacional: www.defesa.gov.br. e www.mar.mil.br.

Desta forma, os leitores poderão ter acesso a abundantes informações que não caberiam neste espaço, e que fornecem o contraditório necessário à uma visão independente sobre o assunto.

Atenciosamente
José Ramos
Coordenador de Comunicação Social
Ministério da Defesa

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA

 

O estaleiro russo Yantar está negociando um acréscimo de 60 milhões de dólares para concluir as três fragatas em construção para a Marinha da Índia.

Os três navios são da classe Krivak IV (Project 11356) e sua construção foi constratada em julho de 2006 por 1,6 bilhão de dólares.

O estaleiro já havia pedido um empréstimo ao banco Vnesheconombank (VEB) de 110 milhões de dólares, mas necessita de mais 60 milhões. Segundo informações prestadas por um representante do estaleiro à agência russa Ria Novosti, o problema financeiro foi causado por “flutuações da cotação rublo-dólar nos últimos anos”.

Quando o contrato foi assinado a cotação era de 28,2 rublos para cada dólar, mas este valor caiu posteriormente para 23,5 rublos por dólar. Nas contas do representante do estaleiro houve uma perda de 500 milhões de rublos. Atualmente a cotação está em 31 rublos por dólar.