USS Arthur W. Radford

O casco do destróier Arthur W. Radford (DD 968) da classe “Spruance” será transferido para o estado americano de Delaware, para ser transformado em recife artificial. O Arthur W. Radford terminará seus dias beneficiando a vida marinha, a pesca e o mergulho recreativo.

Na foto, o USS Arthur W. Radford navega no Mediterrâneo, em 27 de novembro de 2002. O navio foi desativado em 2003, depois de 26 anos de serviço. A superestrutura facetada que aparece à meia-nau, era o mastro conhecido como “Advanced Enclosed Mast/Sensor System”, que integrava sensores e materiais avançados, visando a redução de assinaturas. O sistema foi instalado em 1997.

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Despesas com projeto são objeto de polêmica e ainda não tinham sido publicamente detalhadas pela Marinha

vinheta-clipping-navalO governo brasileiro pagará, à estatal francesa DCNS, € 3,66 bilhões pelos cinco submarinos que está comprando da França. A cifra é a soma do custo da construção do casco do primeiro submersível nuclear do País (cerca de € 2 bilhões) com os quatro Scorpène convencionais ( € 415 milhões, cada um), informou a Marinha.

O total dos gastos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), porém, será bem maior – € 6.790.862.142 – , por incluir transferência de tecnologia e a compra de sobressalentes, torpedos, um estaleiro e uma base para a nova embarcação. O negócio foi acertado em 2008 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente francês, Nicolas Sarkozy. As despesas com os submarinos são objeto de polêmica e ainda não tinham sido publicamente detalhadas pela Força.

A Marinha deu as informações por escrito, em resposta a perguntas do Estado. O custo de € 2 bilhões (R$ 5,2 bilhões) do submarino a propulsão nuclear brasileiro é maior (em valores de 2008) que o dos primeiros submarinos nucleares das classes Astute (britânico, 1,5 bilhão de libras ou R$ 4,5 bilhões) e Barracuda (francês, €1,9 bilhão ou R$ 4,97 bilhões). E menor do que o gasto dos EUA com o primeiro Virginia (US$ 4,9 bilhões ou R$ 9 bilhões).

O Brasil, porém, fornecerá o reator. Por cada um dos seis Scorpène comprados em 2004, a Índia pagaria € 400 milhões; o Chile pagou US$ 500 milhões cada, em 1997, o que hoje seria € 350 milhões. A Marinha diz que os Scorpène do Brasil serão cinco metros maiores e com maior autonomia.

“Convém assinalar que existe um custo, previsto em contrato, para a transferência de tecnologia de construção, que em muitos aspectos será diferente e aprimorada, quando comparada à nossa experiência prévia”, diz o texto. “A transferência de tecnologia de projeto de submarinos, incluindo os sistemas de combate e de controle da plataforma, representa aspecto decisivo e crucial, sobretudo pela dificuldade em encontrar parceiros internacionais que realmente estejam dispostos a concretizar tal transferência de tecnologia, o que possibilitará projetar, no futuro, os nossos próprios submarinos.”

O restante do valor do contrato será distribuído da seguinte forma: € 1.868.200.000 (R$ 4.894.684.000), pela base e o estaleiro; € 900 milhões (R$ 2,35 bilhões) pela transferência de tecnologia de projeto do submarino convencional e do nuclear; €100 milhões ( R$ 262 milhões) pela aquisição de torpedos; € 240 milhões (R$ 628 milhões) pelo chamado apoio logístico integrado (sobressalentes para os submarinos).

A Marinha espera que o submarino brasileiro a propulsão nuclear esteja pronto em 12 anos. O Prosub será pago por meio de um empréstimo de €4.324.442.181 (R$ 11,3 bilhões), a ser feito ao Brasil por um consórcio de bancos liberado pelo BNB Paribas, que será pago ao longo de 20 anos. Haverá uma contrapartida brasileira, €598.219.961 (R$ 1,56 bilhão).

A compra de submarinos pelo Brasil tornou-se objeto de controvérsia porque a empresa alemã HDW, fabricante dos cinco submarinos atualmente em atividade na Marinha do Brasil, apesar de ter apresentado uma proposta supostamente mais barata, foi preterida. Vinculada ao grupo ThyssenKrupp, que constroi no Rio de Janeiro a siderúrgica CSA em parceria com a Vale, a HDW é líder no mercado mundial de submarinos não-nucleares. O Brasil preferiu os Scorpène franceses, alegando que poderia, a partir deles, se preparar para construir o submarino a propulsão nuclear.

O enfrentamento entre as duas empresas no Brasil reedita confrontos no Chile, onde a HDW se recusou a fornecer equipamentos para o Scorpène, e na Índia.

FONTE: Estadão

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UH-14 operando a bordo do NDD Rio de Janeiro (G-31)

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vinheta-especial O 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (Esqd HU-2) foi criado em 1986 e dispõe das aeronaves UH-14 Super Puma (Pégasus), estando capacitado para as mais diversas missões, principalmente transporte de tropa, esclarecimento marítimo, lançamento de pára-quedistas e de mergulhadores de combate, guarda de aeronaves no NAe São Paulo (Pedro) e operações de Busca e Salvamento (SAR).

Em 2008, o Ministério da Defesa assinou com a Helibras um contrato para construção de 50 helicópteros EC-725 Super Cougar (Caracal).

Serão destinadas 16 aeronaves para a Marinha do Brasil, sendo 08 unidades com capacidade de realizar esclarecimento e ataque em missões de guerra de superfície (ASuW), missões de Combate SAR (C-SAR), Busca e salvamento (SAR), apoio às Operações Anfíbias, Operações Especiais e Guerra Eletrônica e 08 unidades com capacidade de realizar missões de esclarecimento, SAR, apoio às Operações Anfíbias e Operações Especiais.

Os Super Cougar serão entregues de 2010 a 2016.

UH-14 Super Puma a bordo do A-12 São Paulo

FOTOS: MB

 

Marinha planeja finalizar usina de gás de urânio até 2011

Fernanda Nogueira | Agência Anhanguera de Notícias

vinheta-clipping-navalA Marinha planeja finalizar até 2011 a implantação para início dos testes da primeira usina de produção de gás de urânio brasileira, em Iperó, a 32 quilômetros de Sorocaba e a 102 quilômetros de Campinas. A usina vai permitir que o País passe a ser autossuficiente em mais uma fase do ciclo nuclear (desde a extração, passando pelo enriquecimento do urânio até a produção de combustível para reatores) e ajudará a economizar dinheiro hoje empregado no envio do produto para processamento em outros países e posterior importação. O gás de urânio foi produzido no País entre 1980 e 1996 em uma usina-piloto do Instituto de Energéticas e Nucleares (Ipen) e hoje é importado do Canadá.

O gás gerado a partir do urânio é usado para abastecer a usina de enriquecimento de Resende, no Rio de Janeiro, que, por sua vez, abastece as usinas geradoras de energia elétrica de Angra 1 e 2, no Rio de Janeiro, abastecerá Angra 3, que está em fase de construção, e as futuras usinas que o governo federal planeja instalar até 2021 no Interior de São Paulo e no Nordeste.

Será usado também no primeiro submarino com propulsão nuclear brasileiro, que está em fase de desenvolvimento e teve um protótipo exposto na Semana de Engenharia Química (SEQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A exposição contou ainda com maquetes das usinas de purificação e de produção de tetrafluoreto de urânio, que estão sendo construídas em Iperó.

Assim que o Brasil for capaz de produzir gás de urânio, entrará para um seleto grupo de países que “fecharam o ciclo da energia nuclear”, segundo a capitão-tenente da Marinha Tânise do Amaral, que esteve na SEQ. Estados Unidos, Canadá, Rússia, França, Inglaterra, China, Índia, Israel e África do Sul são os únicos países que dominam todas as etapas da energia nuclear, segundo o professor de energias alternativas da Faculdade de Engenharia Elétrica da Unicamp, Wagner dos Santos Oliveira.

Atualmente, cerca de mil pessoas trabalham no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), em Iperó. Eles são responsáveis pelo desenvolvimento de equipamentos e componentes de uso na usina. O projeto, que começou em 1986, aguarda investimentos de cerca de R$ 1 bilhão do governo federal para ser finalizado.

Divulgação

De acordo com a capitão-tenente da Marinha Tânise do Amaral, que apresentou as maquetes e o protótipo do submarino na SEQ, a área nuclear precisa ser mais divulgada nas universidades. “Trouxemos para despertar o interesse dos estudantes na área, que é estratégica”, disse. “Nossa ideia foi trazer inovação para a universidade”, disse o estudante do terceiro ano do curso Caio Delforno de Carvalho, um dos organizadores da SEQ.

“O Brasil domina a tecnologia de produção de combustível nuclear desde 1990”, disse o professor. De acordo com Oliveira, a energia nuclear é considerada ecologicamente correta por não emitir poluentes para a atmosfera. Além disso, na opinião dele, é mais segura do que se imagina. “Há 450 reatores nucleares no mundo, construídos no último meio século, e só houve dois acidentes até hoje (em Chernobyl, na Ucrânia, e Three Mile Island, nos Estados Unidos), que ocorreram devido a projetos frágeis”, afirmou o professor.

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Em setembro do ano passado, o Correio Popular informou com exclusividade que o governo federal pretendia instalar duas usinas nucleares no Interior de São Paulo a partir de 2010. As unidades estão previstas no projeto de ampliação do parque de geração de energia nuclear no Brasil. O investimento para as obras, que devem ser concluídas em 2021 e 2023, é de R$ 12 bilhões. As duas unidades devem ser construídas juntas, a exemplo do sistema feito em Angra dos Reis (RJ), onde operam no mesmo lugar as usinas de Angra 1 e 2. Porém, o local escolhido deve ter capacidade para receber até seis unidades do mesmo tamanho. O objetivo do governo é criar cerca de 60 usinas até 2050.

SUBMARINO VAI USAR O COMBUSTÍVEL

Um dos usos do combustível nuclear será em um submarino que está sendo desenvolvido pela Marinha brasileira também em Iperó. Um protótipo da embarcação foi exposto na SEQ, nesta semana, na Unicamp. A principal função dos submarinos nacionais é o patrulhamento da costa brasileira para preservar o território. Atualmente, o País tem cinco veículos convencionais, que usam diesel como combustível. Segundo a capitão-tenente Tânise do Amaral, o uso de energia nuclear tornará os submarinos mais velozes e aumentará sua autonomia. Até o momento, não há previsão para quando esse dispositivo estará navegando. Boa parte dos componentes que serão usados no submarino é nacional. A construção é dividida por sete blocos, quatro deles fazem parte da propulsão nuclear, que está sendo construída e testada em Iperó.

ENTENDA

CICLO DA ENERGIA NUCLEAR
1) Mineração do urânio (feito no Brasil em Caetité, na Bahia)
2) Fabricação de gás urânio (já foi feito pelo Ipem entre 1980 e 1996 e a partir de 2011 começará a ser produzido pela Marinha)
3) Enriquecimento de urânio (feito em Resende, no Rio)
4) Elemento combustível para reatores nucleares (Angra 1 e Angra 2)
5) Construção de reatores nucleares (o Brasil tem conhecimento para fazer, mas até hoje não construiu nenhum. Os de Angras 1, 2 e 3 são importados)
6) Estocagem de resíduos (hoje, são feitas nas usinas)

FONTE cosmo.com.br

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vinheta-clipping-navalAtivistas do Greenpeace realizaram uma manifestação neste sábado, no Centro do Rio, contra a transferência de tecnologia francesa para a construção de submarinos nucleares no Brasil. O governo está prestes a adquirir da empresa estatal francesa DCNS (Direction des Constructions Navales Services) quatro submarinos convencionais (diesel-elétricos) Skorpène, mais um casco que – daqui a 20 anos – viria a receber um reator nuclear desenvolvido pelo Brasil.

Durante a manifestação, os ativistas simularam uma situação de vazamento de energia nuclear e ficaram dez minutos deitados no chão como se estivessem mortos. O Greenpeace defende o uso de fontes de energia renováveis, uma vez que o modelo nuclear é mais caro e gera mais riscos de danos ao meio ambiente e à população.

Na semana passada, reportagem do jornal O GLOBO revelou que o custo do pacote negociado pelo Brasil com a França equivale a cerca de R$ 19 bilhões – dois anos de Bolsa Família. Ao justificar a compra, a Marinha sugeriu – em carta enviada ao GLOBO – que a operação tem como objetivo final permitir ao país construir um submarino nuclear com a ajuda francesa.

A carta dá a entender que a França se comprometeria a transferir tecnologia nuclear ao Brasil – o que não é verdade, de acordo com a Parceria Estratégica assinada em dezembro passado pelos presidentes Nicolas Sarkozy e Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Marinha, a decisão foi a de “buscar parcerias estratégicas com países detentores de tais tecnologias e que estivessem dispostos a transferi-la”.

Mais adiante afirma: “A parceria teria que ser buscada junto a países que produzissem, simultaneamente, submarinos convencionais e nucleares. Depois de longo e acurado processo de escolha, a França foi o país selecionado. É preciso enfatizar que somente quem constrói submarinos nucleares tem condições de transferir a tecnologia necessária para tanto”.

No entanto, o acordo entre Lula e Sarkozy estabelece claramente que “a concepção (expressão dos requisitos e projeto básico), a construção e a manutenção da infraestrutura e dos equipamentos necessários às operações de construção e de manutenção da parte nuclear do submarino nuclear estão excluídas do âmbito do presente acordo”.

FONTE e FOTO: O Globo

NOTA do BLOG: para entender como o Greenpeace vê essa questão,  fomos até a página da organização e encontramos o texto mais abaixo, sobre a manifestação realizada.

Independentemente da interpretação do Greenpeace a respeito do acordo entre o Brasil e a França ser correta ou não, o fato é que a simples citação da  palavra “nuclear” certamente dá margens a reações e interpretações diversas, conforme cada público e interesse – como os leitores do Blog do Poder Naval podem perceber analisando o que saiu na mídia nas últimas semanas e frequentou as páginas do Blog.

É certo que o submarino nuclear da Marinha do Brasil, bem antes de ter sua quilha batida, já luta sua primeira batalha, a da informação. Segue o texto do Greenpeace:

“O Greenpeace organizou hoje uma mobilização relâmpago, a chamada “flash mob”, para protestar contra o acordo de transferência de tecnologia nuclear que o Brasil e está fechando com a França. Três capitais, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, participaram da manifestação que foi realizada simultaneamente em frente a prédios que abrigavam eventos da programação do Ano da França no Brasil. Quase 250 pessoas participaram nos protestos – cerca de 100 em São Paulo, 70 no Rio de Janeiro e 70 em Salvador. Elas deitaram no chão simulando uma morte coletiva.

A estatal francesa Areva é uma das principais patrocinadoras das comemorações que oficialmente tem apenas o objetivo de promover a cultura francesa no Brasil. Entre uma programação e outra, no entanto, os presidentes Lula e Sarkozy vão costurando uma negociação que prevê a venda da falida tecnologia nuclear francesa para o Brasil. Essa transação marca a retomada do Programa Nuclear Brasileiro. “Já assistimos esse filme na década de 70, quando o Brasil pagou bilhões pela sucateada indústria nuclear alemã”, diz André Amaral, coordenador da campanha de nuclear do Greenpeace.

A transação entre os dois países inclui o desenvolvimento de um submarino nuclear, e a construção de um estaleiro e de uma base para submarinos nucleares no Rio de Janeiro, o que custaria aos cofres públicos brasileiros cerca de R$ 28,38 bilhões. No dia sete de setembro o presidente francês estará no Brasil para concluir o processo de venda do navio, que teve início em dezembro do ano passado.

Um bom negócio para a estatal francesa que de acordo com o relatório “Fracassos Nucleares Franceses”, lançado pelo escritório do Greenpeace na França, amargou, em 2008, queda de 20% em seu lucro líquido, na comparação com 2007.

Além de arrombar o erário, os negócios franco-brasileiro, são um atentado contra acordos internacionais que impedem a transferência de tecnologia nuclear para evitar a proliferação de armamentos nucleares no mundo. “Esse pode ser o primeiro passo para o Brasil construir sua bomba nuclear”, diz Amaral.

Do ponto de vista ambiental essa também não é uma boa solução. “O investimento na geração de energia nuclear tem se mostrado um obstáculo para a França cumprir suas metas de redução de emissões dos gases de efeito estufa, o que derruba argumento dos que defendem seu uso para o combate ao aquecimento globa (sic)“, avalia.”

FONTE: página do Greenpeace

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