pre-sal

Companhias estrangeiras elaboram documento para tentar influenciar a discussão da nova Lei do Petróleo no Congresso

Governo, que quer mudar lei para ficar com fatia maior das reservas, diz que estudo sigiloso da Petrobras reitera o potencial do pré-sal

vinheta-clipping-navalInsatisfeitas com o desenho da nova Lei do Petróleo, empresas estrangeiras produziram um documento em que lançam dúvidas sobre os riscos de explorar petróleo no pré-sal.

Intitulado “Risco zero no pré-sal: fato e ficção”, o texto foi elaborado por técnicos de duas petrolíferas internacionais para subsidiar seus diretores a influenciar a discussão da proposta do governo, que terá de ser aprovada no Congresso.

O texto diz que “é preciso e urgente confrontar a versão do “risco zero” propalada pelo governo Lula, com amparo da Petrobras”. Acrescenta que o pré-sal é “um velho conhecido da indústria petrolífera, que, até a descoberta [do campo] de Tupi, tem desempenhado papel secundário do ponto de vista de sua capacidade de produção comercial”. Em conversas reservadas, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) costuma rebater esse discurso citando que o governo tem um estudo “confidencial e sigiloso” da Petrobras mostrando o potencial da área.

A quem pede acesso ao estudo, ela nega sob o argumento de que o vazamento dele influenciaria o mercado de ações.

Inicialmente, especialistas chegaram a apontar reservas de até 100 bilhões de barris no pré-sal. Um dos números com que o governo trabalha é de 50 bilhões de barris. Atualmente, as reservas brasileiras são de cerca de 14 bilhões de barris.

Nos últimos três anos, o sucesso na exploração do pré-sal -30 poços perfurados pela Petrobras e suas sócias, 87% com indícios de hidrocarboneto- reforçou o “risco zero”. Para o governo, mudar as regras é uma forma de assegurar à União uma fatia maior nas reservas.

O documento das petrolíferas lembra que, no pré-sal brasileiro, foram perfurados 150 poços entre os anos 70 e 90, com taxa de sucesso de 25%. E que os reservatórios que produziram em quantidade satisfatória não chegavam a 10%.

As empresas ressaltam, ainda, que o petróleo do pré-sal em voga nos dias de hoje está em rochas ainda pouco conhecidas -as carbonáticas-, mais especificamente na bacia de Santos. Além disso, elas alegam que ainda é cedo para afirmar que a produção de petróleo terá padrão semelhante em toda a região, porque faltam testes.

Os estudos geológicos indicam que as rochas carbonáticas se encontram em uma faixa distante 300 quilômetros da costa, sob uma camada de sal de dois quilômetros de espessura, cerca de seis quilômetros sob o fundo do mar, entre o Espírito Santo e Santa Catarina.

Por enquanto, apenas um poço de Tupi, do pré-sal de Santos, entrou em teste de produção. Nele, as estimativas são de reservas de 5 bilhões a 8 bilhões de barris. O teste, iniciado em maio, foi interrompido em julho por problemas técnicos.

Ex-funcionários da Petrobras, onde trabalharam por mais de 30 anos, os geólogos Wagner Freire e Giuseppe Bacoccoli discordam da tese “risco zero”. Para Freire, não há como garantir sucesso apenas por analogia geológica.

“As rochas carbonáticas são muito imprevisíveis. Dois reservatórios próximos nessas rochas podem ter características de porosidade e permeabilidade muito distintas. São esses aspectos que determinam a facilidade de o petróleo sair ou não”, explica Freire.

Bacoccoli acompanhou as perfurações nos anos 70 e 80 mencionadas no documento das petrolíferas. Segundo ele, é impossível concluir que não há risco nas áreas do pré-sal não perfuradas. “O sucesso nas perfurações feitas até agora foi usado politicamente para mudar as regras do jogo.”

FONTE
: Folha de S.Paulo

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COMENTÁRIOS VIA FACEBOOK

43 Comentários to “Pré-sal terá risco maior, aponta estudo”

  1. Eduardo disse:

    Uma pergunta que não quer calar:

    Se o Pré-Sal é tão cheio de riscos assim, porque é que as empresas ainda assim querem aumentar a sua participação?

  2. Fernando disse:

    Boa pergunta.

    Abraços.

  3. Capitão disse:

    Na verdade elas não querem que as regras mudem como o governo quer assegurando maiores retornos ao povo brasileiro ( se vai chegar no povo é outra história ).
    Há interesses de grandes conglomerados internacionais, muito grande mesmo para que o governo não mude a regra do jogo…querem que continue, no mínimo.
    O jogo agora é outro, é pré sal. Um negócio bem diferente. Envolve interesses de Estados e Transnacionais.

    Deus não permita que negociemos isso mal.

    Capitão

  4. Lucas Calabrio disse:

    Prezado Eduardo
    Toda atividade altamente lucrativa, tem seus risco (e não são poucos), pode ser que tenha menos ou pode ter muitíssimo mais e as grandes petroleiras mundiais estão de olho, pois os custos são infinitamente menores , tanto para os norte-americanos como para os europeus, em relação com o Oriente Médio.
    Concordo contigo, e por quê esse interesse? por quê não deixar o Brasil quebrar a cara?
    Nesse mato tem coelho digo nesse mar tem petróleo
    SDS

  5. Harpia disse:

    Resta saber quanto o Sr. Gioseppe Bocócolli esta levando nessa para dizer isso. Além disso, a Petrobrás é uma empresa séria, tem moral e tecnologia pra dizer o que quiser sobre as potencialidades do pré-sal, viabilidade econômica, etc… Ora, se o pré-sal é tão ruim assim, é só deixar pra lá, vão para outras partes do mundo e deixem o pré-sal só para a Petrobrás!!!Simples assim :) Não vai faltar capital de investimentos à Petrobrás e tecnologia ela tem de sobra e melhor do que qualquer uma, além de ser a dona da casa. Prefiro confiar muito mais nos dados da Petrobrás do que em quaisquer petrolíferas. Estão morrendo de inveja da nossa Petrobrás, que conhece o pré-sal à palmo, muito melhor do que qualquer petrolífera estrangeira !!!
    Sds.

  6. Flavio disse:

    Acho que mais fora o Brasil quer ficar com os lucros do pré-sal.

  7. jack_the_ripper disse:

    pelo visto a Folha de SP agora defende os interesses das petroleiras gringas…

  8. Marino disse:

    A Folha, parece que depois dos esclarecimentos da MB com respeito aos S e SN, sentiu que a matéria não venderia mais jornal.
    Agora, encontraram novo tema pra faturar.

  9. Roberto CR disse:

    Escrevi um comentário que não apareceu e não pude enviar outro porque afirma que é duplicado. Algum problema????

  10. Marcos T. disse:

    “Quem desdenha quer comprar”.

  11. Alfredo_Araujo disse:

    Imagina esses planos nas maos desses politicos…
    Se realmente o pré-sal tiver o tal do “risco zero”, esses caras devem ter gasto todo o seu dinheiro comprando ações da Petrobras…

  12. Felipe Cps disse:

    Quanto ufanismo galvãobuenês, nem vou comentar mais nada, desanimei…

  13. gerson disse:

    Caros amigos,

    As vezes temos que ser radicais, neste caso em especial é simples de resolver, as empresas que não quizerem as novas regras podem optar por sairem do país.

    Atenciosamente

  14. gerson disse:

    Há so pra lembra o canalha FHC já tava vendendo a Petrobras, que desde aquela época já sabia do pre sal!

  15. bulldog disse:

    A Folha de S. Paulo é ANTI PT. Pura e simplesmente. A opinião pública e a ética pouco importam. Será sempre assim.

  16. BRAVURA disse:

    O Brasil não pode perder nesse negórcio. Os lucros do pré-sal é nossa única chance desenvolver uma marinha moderna.

  17. Hornet disse:

    Uma parte do dinheiro do pré-sal será destinado á MB. Isso já foi anunciado, ao menos como uma intenção concreta do governo.

    E, é claro, pra isso acontecer o pré-sal precisa ficar com o Brasil, seja com a Petrobrás, ou ainda com alguma outra empresa brasileira a ser criada para isso.

    No meu modo de ver, se o pré-sal for liberado para as empresas privadas de capital internacional, o Brasil sairá perdendo. Sou contra esta hipótese. Capital internacional no pré-sal, só se for pra comprar o petróleo que venderemos depois, e com lucro para o Brasil. Mas a expoloração do pré-sal precisa ser feita pelo Brasil. E temos totais condições, tanto de grana para o investimento como de tecnologia, para fazer isso. Não precisamos de nenhuma empresa estrangeira metendo o bico neste negócio.

    abraços a todos

  18. CosmeBR disse:

    Aí Gerson e caros colegas,

    Vocês se lembram de além de tentar vender a PETROBRÁS, o FHC depois queria mudar o nome dela pra PETROBRAX pra facilitar a pronúncia pros gringos?!

    Abraço!!!

  19. The Captain disse:

    É, realmente bem lembrado; no governo, o FHC sempre quis facilitar “as coisas pros gringos”.

  20. germa disse:

    cara eleição no brasil é um tipo de magicá que nem o MR M poderia nos explicar.

    se votar no Serra e ele fizer como o FHC e vender tudo a preço de banana??

    se votar na dilma,vixi…ela vai continuar todas as grandes reformas do PT e do LULA, ou seja NADA!

    sobraram a Marina SIlva, que eu votaria sem medo, se o presidente mandasse alguma coisa em algum lugar do mundo e o ciro gomes que nunca terão governabilidade sem mensalões ou outros tipo de máfia.

    O governo ta de olho na grana pra eles e as grandes empresas estão olhando o delas…e nós??

    abs ;)

  21. The Captain disse:

    “Nóis”, povão, como sempre “dança”, né?

  22. João Curitiba disse:

    Só deveríamos vender o óleo do pré-sal com venda casada: para cada litro de óleo, outro litro de álcool. Ou então vendermos produtos já refinados como gasolina e diesel ou ainda produtos da indústria petroquímica.
    Precisamos agregar valor ao petróleo. Rende muito mais.

  23. pazolini disse:

    Todo este marketing sobre o pré sal merece alguns comentarios. Apesar de toda utilizaçao politica do governo sobre estas reservas de petroleo, conheci alguns engenheiros que me passaram algusn dados interessantes. Um grande e perigoso p0roblema do pre sal é a grande quantidade de gás sulfidrico gerado no processo de extraçao ; este gás é anestesico, mata de forma silenciosa e indolor, sendo um grande perigo para os trabalhadores de plataforma. Outro dado é o alto teor de enxofre extraido do pré sal, requerendo uma queima de quantidades enormes de gas para purificar o petroleo. Que o pre sal é uma grande reserva de petroleo , não há duvida. Que os problemas para extrair este petroleo são enormes, esta é uma certeza.Precisamos parar com propaganda irresponsavel e populista; devemos sim , planejar e aproveitar ao maximo o que estas reservas de petroleo podem gerar de beneficios para o pais e, se possivel , nao ouvirmos jargoes do passado de que “ o petroleo é nosso “,“este é um pais que vai pra frente “, etc.Responsabilidade, trabalho e competencia e menos propaganda.

    Saudaçoes a todis

  24. Lucas Calabrio disse:

    Prezado Hornet
    O Brasil não pde cair no erro da Vale que exporta o minério no seu estado bruto sem transformação alguma (verticalização)para a China.
    O ideal é termos refinarias e exportar o que vai gerar renda e trabalho.
    Abração

  25. Azul&branco disse:

    nova Lei??? já acabaram com o congresso ou ainda tem que ser votada lá???

  26. Hornet disse:

    Lucas Calabrio,

    sem dúvida. Precisamos explorar o petróleo do pré-sal, mas ao mesmo tempo deter o ciclo completo…do fundo do mar até a lata de óleo vendida no posto de gasolina (um exemplo bobo apenas).

    Mas, salvo engano, é justamente isso que estamos querendo fazer, não é verdade?

    abração

  27. COMANDANTE MELK disse:

    Senhores,

    em meio a um momento convulsivo em escala mundial, em que à crise hipotecária norte-americana vem se seguindo uma forte especulação com commodities, repercutindo na inflação alimentar e na escalada dos preços do petróleo, a Petrobrás-Pré Sal está no olho do furacão.

    Falando sobre a Petrobrás: a Petrobrás pesquisou durante 30 anos a província do pré-sal. Havia dificuldades geológicas porque a camada de sal mascarava os levantamentos sísmicos. Com o advento das novas tecnologias, a empresa pôde identificar com mais precisão o local adequado para perfuração. Furou o primeiro poço com o custo de US$ 260 milhões, com riscos elevados, e achou o petróleo que seus técnicos esperavam. Fez isto tudo sozinha.

    Gostaria de dizer que 65% das reservas mundiais estão em mãos das seguintes `irmãs`: Saudi Aramco, Petrochina, Inoc (Iran), Gazprom (Rússia – renacionalizada), Petronas (Malásia), PDVSA (Venezuela), Pemex (México) e Petrobrás – todas elas são estatais, sendo que a maioria é 100% estatal. Portanto, não é nada extraordinário a Petrobrás ser uma estatal responsável pela produção do pré-sal(mas…).

    Por outro lado, as 7 irmãs privadas estão se fundindo para tentar sobreviver. O Financial Times fez uma matéria em abril desse ano mostrando que, dentro de 5 anos, elas irão desaparecer porque só possuem 3% das reservas mundiais…

    A questão principal aqui é a “propriedade do petróleo e a participação na produção´´.
    Quero apresentar aqui alguns dados inquietantes para o governo:

    1) A Lei 9478/97 (Lei do petróleo) é intrinsecamente ilegal, visto que o seu artigo 3º diz que as jazidas de petróleo pertencem à União Federal; o artigo 21 diz que todo o direito do produto da lavra dessas jazidas pertence à União, ambos em conformidade com a Constituição Federal do Brasil. Mas o artigo 26, fruto do lobby internacional no Congresso Nacional, concede a propriedade do petróleo a quem o produzir, em desacordo com os artigos citados e ainda com o artigo 177 da Constituição;

    2) Essa Lei determina que a União tenha uma Participação Especial na produção do petróleo. O Decreto 2705/98, assinado pelo presidente FHC(sempre ele), estabelece que essa participação varie de 0 a 40%, enquanto, no mundo, os governos dos países exportadores recebem, em média, 84% de participação. Ou seja, a União, dona do petróleo, recebe menos da metade da média mundial como Participação Especial;

    3) Contrariando a Constituição Federal e os seus próprios artigos 3º e 21º., a Lei do Petróleo, através do seu artigo 26, dá a propriedade a quem produzir o petróleo. Isto, além de incoerente, é anti-estratégico, pois estamos entrando no terceiro e definitivo choque do petróleo, devido ao pico da produção mundial, com a demanda superando a oferta e os preços tendendo irreversivelmente à subida (algumas quedas se devem à especulação). Não tem cabimento transferir de mão beijada essa riqueza do povo brasileiro para empresas que não investiram, não correram riscos e ganham áreas onde o petróleo já está descoberto.

    Agora, temos um problema aqui, a Petrobrás teve 40% das ações vendidas a preço de banana pelo governo FHC(olha ele de novo) à Bolsa de Valores de Nova York, logo, estamos falando aqui de uma empresa mista, com capital público e privado, e agora oque fazer?(entenderam???).

    Pelo que eu vejo, é aí que o governo procura mirar com o desenho da nova Lei do Petróleo. Agora é claro que nada disso interesa a muitos, vejamos: A reativação da 4ª Frota, a visita recente do subsecretário de defesa dos EUA ao presidente Lula, as declarações, na Europa, da Exxon e da Shell contra a mudança do marco regulatório são alguns exemplos dessa pressão. Deu no `A Tarde` online, em 14/08: `Multinacionais do petróleo e a Agência Internacional de Energia (AIE) criticaram os projetos de mudança na lei do petróleo e alertam que o país precisa de investimentos estrangeiros para explorar o pré-sal`. A posição das empresas é clara: manutenção do status quo. Os executivos deixaram claro que suas companhias vão pressionar o governo para evitar leis que as prejudiquem. Tanto a americana Exxon/Móbil como a francesa Total/Fina/Elf estimam que o governo pode estar se antecipando de forma ´arriscada´ ao mudar as leis, mas manter leis perniciosas para o Brasil pode…

    Lembro aos senhores que os EUA consomem 10 bilhões de barris por ano (8 bilhões internamente e 2 bilhões nas bases militares pelo mundo) e só tem 29 bilhões de barris de reservas. O pré-sal faz do Brasil um novo Iraque na América Latina e os EUA a consideram o seu quintal.

    Temos tecnologia, capacitação, recursos financeiros e todas as condições para essa exploração. Não sou contra a venda de petróleo para salvar os EUA da situação crítica em que se encontram. Mas isto deve ser feito de forma soberana e buscando sempre o bem-estar dos verdadeiros donos do Pré-Sal, o POVO BRASILEIRO.

    Grato.

  28. RdoCosta disse:

    O COMANDANTE MELK foi muito feliz com seu post e suas indagações.
    Na verdade nenhum pais do mundo entrega suas riquezas para que outros paises explorem, desculpem… o Mexico fugiu deste padrão e as empresas americanas acabaram com o petroleo no golfo do México.
    O governo passado, que muitos querem reeditar, foi o pai e a mãe da lei Lei 9478/97 (Lei do petróleo) que como bem disse o Comandante Melk é ilegal.
    Assim como a poderosa midia ignora as explicações da marinha quanto ao contrato do subs nuclear, atacam a petrobrás e por último, querem entregar o Pré-Sal as empresas estrangeiras. Se tem risco como eles alegam… Goodbay, Goodbay… já vão tarde!!

  29. João Curitiba disse:

    Caro COMANDANTE MELK
    Para “afastar” o olho gordo internacional de cima do nosso Pré Sal, a solução é uma só: SUBMARINOS NUCLEARES e até mesmo otras cositas más nucleares.
    Como disse o Hornet em outro post, está na hora da gente decidir se quer ficar na mesa junto aos “adultos” ou continuar na mesa das “crianças” (claro que ele não usou estas palavras).
    Abraços

  30. Rudi disse:

    É a gurizada finalmente ta se dando conta da sacanagem internacional, cade os que são contra o país? Sumiram…FHC esta na mira da justiça americana…o dinheiro de Luxemburgo logo vai aparecer…aguardem. Se os EUA prenderem Dantas….muita gente do PSDB/DEMO vai se dar mal.

  31. COMANDANTE MELK disse:

    Grato aos amigos João Curitiba, RdoCosta e aos demais pela atenção.

  32. Dalton disse:

    Comandante Melk, Hornet, Joao…e a qualquer um mais bem informado do que eu, poderiam responder-me uma pergunta?

    Entra e sai a temida IV frota aparece aqui nos comentarios…mas, o que eh a IV Frota? Pelo que sei a espinha dorsal dela sao as velhas fragatas da classe Perry ha “seculos” estacionadas em Mayport Florida.

    Sei que nao irei convence-los de que a IV frota nada mais eh do que uma melhor organizacao administrativa, pois os navios e tarefas continuam as mesmas que eram executadas pela II Frota.

    Se os EUA querem nos dar um “recado” porque estao transferindo navios e submarinos do atlantico para o pacifico?

    Serao 6 porta avioes no pacifico e apenas 4, no atlantico e 60 por cento dos submarinos estarao no pacifico.

    Jah li comentarios aqui de que os EUA estao com medo do nosso futuro submarino nuclear…em 2022, eles terao submarinos Virginia ainda mais avancados que os atuais…

    alguem acredita que por termos 4 submarinos nucleares e 4 convencionais em 2030- os escorpenes irao substituir os Tupis gradualmente- 8 submarinos, apenas 4 no mar, seriam uma dissuasao contra os EUA? Que sejam 12 entao…6 no mar.

    Ha uma certa paranoia aqui…ou serei muito ingenuo?

    O Brasil serah um novo Iraque? Mas os americanos nao irao comprar o petroleo iraquiano? Nao seria mais facil para eles invadir a Venezuela que tem muito petroleo tambem antes que invadir o Brasil?

    Ha uma data aproximada para tudo isso ocorrer? 2030, 2050 ? Serah que o pre-sal ‘e tudo isso mesmo? Falava-se que o petroleo estaria com os dias contados, mas h’a noticias de petroleo na costa africana e que os EUA estariam escondendo seu proprio petroleo,,,usando os dos outros, primeiro.

    Nao estou sendo ironico nem nada, mas, estou mais acostumado com historia naval e navios e portanto nao leio tanto quanto os Srs sobre o que se passa atualmente.

    sds

  33. Hornet disse:

    Amigo Dalton,

    de minha parte, não tenho paranóia alguma com a IV Frota ou frota alguma dos EUA. Ao contrário.

    Se vc está se referindo ao meu post acima, minha posição é que não devemos ter ingerência de empresas estrangeiras no pré-sal, não devemos entregar o pré-sal ao capital externo. Mas isso não tem nada a ver com a IV Frota.

    Mas aproveitando a sua deixa, vou colocar aqui um comentário feito por um especialista em assuntos de Defesa da Unicamp, sobre a IV Frota:

    “A citada estratégia nacional pressupõe o emprego das Forças Armadas de diferentes formas, de acordo como os interesses nacionais. Elas deverão estar ajustadas à estatura político-estratégica do país, ou seja, a sua condição de grande potência regional. Embora não esteja explícito esse perfil essa dimensão de potência é inequívoca, sustentada pela superioridade econômica, tecnológica e militar do Brasil na América do Sul e, sobretudo, pelo seu perfil geopolítico.

    É verdade que ameaças militares aos interesses nacionais, concretas e definidas, não são percebidas na área de interesse do Brasil. Nem mesmo ameaças de outra natureza que poderiam implicar retaliação militar. Por enquanto, e por muito tempo, a América do Sul continuará como área de estabilidade político-estratégica. Quanto ao Atlântico Sul, a IV Frota dos EUA, deverá ser mais eficaz que a Resolução 44/11 da ONU na manutenção dessa estabilidade,

    Este trecho é parte de um excelente artigo sobre a END, publicada neste mês (agosto) no Le Monde Diplomatique Brasil. Pena que só exista versão impressa e vendida nas Bancas. Seria muito interessante o pessoal ler este artigo, mas não tenho link pra indicar, senão indicaria. O jeito é comprar o jornal nas bancas mesmo.

    Seu autor é o Coronel Geraldo Lesbat Cavagnari Filho – Fundador e membro do Núcleo de Estudos Estratégicos (NEE) da Unicamp.

    abração

    ps. Já chegou ao Brasil, ou ainda está aí nos States?

  34. Dalton disse:

    Obrigado Hornet…

    nao referi-me ao seu comentario especificamente, mas sabia que vc
    teria algo “menos assustador” para escrever, pois as vezes parece que estamos vivendo a crise dos misseis em Cuba outra vez.

    ‘e o que escrevi acima…vcs estao mais atentos ao que acontece hoje em dia…eu as vezes me perco no tunel do tempo comparando o Yamato com o Iowa…(rs)

    Ainda estou por aqui sim…familia dividida eh um problema e a saudade bate dos dois lados do hemisferio!

    Fui novamente visitar o velho “Hornet” atracado aqui na California
    e os voluntarios estao fazendo um trabalho magnifico nele , esta ficando cada vez melhor e com mais atracoes.

    H’a inclusive um Skyhawk (biplace) e um Tomcat no hangar, e uma grande surpresa…um Tracker que esta sendo restaurado.

    praticamente me arrastaram para fora, pois por mim teria passado a noite la…navio grande , muito o que ver e rever.

    um forte abraco

  35. Hornet disse:

    Dalton,

    Poxa! manda um abraço ao “velho Hornet” por mim…hehehe

    Sabe o que acontece no Brasil em relação a IV Frota, bases na Colômbia e essas coisas: falta de informação detalhada (ao menos para os mais interessados no assunto, para a imprensa e para as autoridades brasileiras). E isso, creio eu, é um problema tanto da imprensa no Brasil (que não se esforça nem um pouco em pesquisar o assunto, e costuma jogar “bombas” ao léu); quanto da Embaixada dos EUA que também não se esforça nem um pouco em esclarecer determinados pontos, e deixa o barco correr mesmo às custas do desgaste da imagem dos EUA diante da opinião pública brasileira.

    Mas enfim…fazer o quê, né?

    abração

  36. João Curitiba disse:

    Caro Dalton

    O Hornet já esclareceu, como sempre. A IV Frota existe mais no organograma do que no mar. Se é para dar recado a alguém, é para o Chávez. Mas desde que a Venezuela continue a fornecer petróleo para os EUA, o Chávez pode xingar à vontade. Nesta questão eles são muito pragmáticos.
    O nosso subnuc, este sim seria um recado do Brasil ao mundo: queremos participar do jogo também e temos bastante “dinheiro” para apostar. Nós seríamos levados mais a sério e nossas demandas nos organismos internacionais passariam a ser vistas com outros olhos. Nós passaríamos a ser considerados um da turma.
    Esta pressão que as multinacionais estão exercendo sobre o Brasil para não mudar a lei da exploraçãodo petróleo, por exemplo, não existiria ou seria feita de modo muito tímido. Quase que pedindo desculpas.
    Mas nós precisamos de músculos. Só mostrar os dentes não resolve.

    Abraços

  37. Hornet disse:

    Amigo João Curitiba,

    a questão do sub nuc eu vejo por aí também, ele (o sub nuc) teria (ou terá, quando ficar pronto) um papel grande nas negociações internacionais do Brasil, bem como evitaria (ou abrandaria) determinadas pressões tal como vc disse. Concordo com vc.

    É claro que não estou (estamos) falando do sub nuc apenas em seu sentido bélico, militar…estou (estamos) falando em seu sentido político.

    abração

  38. João Curitiba disse:

    Caro Hornet

    Você está certíssimo. Claro que o subnuc é um apelo político. Porque afinal nós não temos inimigos no sentido belicoso. Ainda bem. Nossas encrencas são no âmbito comercial. E quanto mais avançamos neste sentido, mais “concorrentes” vamos ganhando. Aliás, nosso principal entrave hoje pode ser considerado o protecionismo das grandes potências a nossos produtos, quer sejam eles do agronegócio ou mesmo industriais.

    Abraços

    PS: aquela champanha está quase, não é mesmo?

  39. Hornet disse:

    Amigo João Curitiba,

    Está quase. Estava tudo planejado para tomá-la com a “patroa” no 7 de setembro, feriado e tal…mas parece que vou ter que esperar mais um pouco, até outubro. Vou manter a palavra que dei a própria champagne (hehe) de só abrí-la depois do anúncio oficial do FX2…hehehe

    abração

  40. COMANDANTE MELK disse:

    Senhor Dalton em 25 Ago, 2009 às 16:19,

    espero que o colega esteja bem, gostaria de lhe dizer primeiro que, o senhor é modesto, porque afinal para quem não lê muito e esta apenas acostumado com historia naval e navios, à sua opnião de que “a reativação da IV frota nada mais é, do que uma melhor organizacao administrativa´´ é de quem sabe muito…( sem ironias é claro…rs).

    Pelo que o senhor afirmou, esta mas acostumado com historia naval, logo deve saber que, a IV frota existia a 59 anos atráz, e o senhor a de convir que não é possivel que os americanos levariam tanto tempo para fazer “apenas uma melhora administrativa´´. Não, eles não são incompetentes assim.

    Senhor Dalton, no linguajar popular “gato escaldado tem medo de água fria”. Na geopolítica do poder e nas relações internacionais não é diferente. A recente recriação, após 59 anos, da IV Frota da Marinha dos Estados Unidos para vigiar o Atlântico Sul, é sim, motivo de atenção.

    O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, ante essa realidade, foi objetivo: “Agora que descobrimos petróleo a 300 quilômetros de nossa costa, queremos que os Estados Unidos expliquem qual a lógica dessa frota, justamente numa região como esta, que é pacífica”.

    No Ministério de Relações Exteriores brasileiro, li outro dia que um destacado diplomata foi enfático: “é difícil desvincular a IV Frota do alto preço do petróleo e das ameaças de suprimento regular no Oriente Médio.” Pensamento quase na mesma linha pelo que li, tem o diretor do Departamento de Defesa da Federação das Indústrias de São Paulo, Jairo Cândido: “A IV Frota está sendo ativada porque deveremos estar entre 2013 e 2014 com 1 bilhão a mais de barris de petróleo por ano, subindo para 2,8 bilhões…

    A América Latina, ao contrário do que muitos imaginam, “é de fato a zona estratégica mais importante para os Estados Unidos”. Porém, dentro da América Latina, configurada pelos países situados abaixo do Rio Grande ou Rio Bravo do Norte, a América do Sul é a região que apresenta maior significação geopolítica, na estratégia dos Estados Unidos, devido ao seu enorme potencial econômico e político.

    A importância geopolítica da América do Sul na estratégia dos Estados Unidos, para manter a hegemonia global, está em larga medida e intrinsecamente vinculada à sua dimensão econômica e comercial.

    Senhor Dalton, o Brasil realmente configura, na América do Sul, o “único rival possível à influência hegemônica dos Estados Unidos”, devido às suas dimensões geográficas, demográficas e econômicas e à sua posição geopolítica e estratégica, ao longo de grande parte do Atlântico Sul, defrontando a África Ocidental.

    O estacionamento permanente de tropas e equipamentos bélicos, no Suriname e na Guyana, bem como na Colômbia e também no Peru, dão aos Estados Unidos enorme vantagem estratégica, para intervir militarmente em qualquer país, se necessário, a fim de defender seus interesses econômicos e ocupar as nascentes do rio Amazonas.
    Em realidade, a militarização da Colômbia, com a presença de mais de 1.400 militares e mercenários americanos, empregados pelas military firmas empreiteiras do Pentágono na região, e em outros países vizinhos, constitui um desafio para a própria segurança nacional do Brasil, na medida em que ameaça a segurança da Amazônia.

    De qualquer forma, o objetivo estratégico imediato dos Estados Unidos é armar e mover a Colômbia como importante peça no xadrez da América do Sul. É fazê-la um pivot country, um enclave, como Israel no Oriente Médio, e empregá-la como contrapeso da Venezuela, para qualquer eventual contingência, de intervenção militar, mas sem usar suas próprias tropas e sim contingentes de um país sul-americano, no caso, a Colômbia, caso o governo do presidente Hugo Chávez ameace ainda mais seus interesses econômicos, suspendendo o fornecimento de petróleo aos Estados Unidos e desviando para a China toda a sua vasta produção.

    Com as operações navais da IV Frota, os Estados Unidos complementam o anel de bases militares, que envolve Comapala, em El Salvador; Guantánamo, em Cuba; Comayuga, em Honduras; Aruba, em Curaçao; e as bases na Colômbia. Este anel seria ainda arrematado com a base aérea, construída em 1983 e posteriormente ampliada, em Mariscal Estigarribia, no Paraguai, distante apenas 200 quilômetros da fronteira com a Bolívia e a Argentina, e 320 quilômetros do Brasil, muito perto da Tríplice Fronteira. Esta base aérea, aonde as tropas da Special Operations Forces (SOF) começaram a chegar em 2005, com imunidades concedidas pelo governo paraguaio, possui uma pista de 3.500 metros de longitude e tem capacidade para aquartelar 16.000 soldados.

    É evidente que os Estados Unidos, com o domínio dos mares, e do espaço, nunca deixaram de ter navios de guerra trafegando nas águas internacionais da América do Sul, embora a IV Frota, criada em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, houvesse sido extinta, oficialmente, em 1950. A recriação da IV Frota, oficializou uma presença que de fato nunca deixou de existir, mas visando a demarcar e reafirmar o Atlântico Sul como área sob seu domínio, sobretudo em face da descoberta de grandes jazidas de petróleo, na camada pré-sal do litoral de brasileiro.

    Aos Estados Unidos preocupa a crescente presença da China na América do Sul e pretendem controlar seus recursos minerais e energéticos, tais como as jazidas de ferro de Mutum e as reservas de gás natural existentes na Bolívia, a Patagônia da Argentina e o Aqüífero Guarani, o maior reservatório de água subterrânea do mundo, situado nos países que integram o Mercosul.

    Creio que a partir de agora o colega possa compreender o por que, de tanta “atenção´´ não só com a IV Frota mas com toda a presença americana em nosso continente.

    Grato.

  41. walfredo disse:

    No último ano do Governo FHC explodiram uma plataforma da petrobrás, tentaram mudar o nome da empresa para privitizá-la, causaram uns cinco grandes “acidentes ecológicos” impondo gigantescas multas para a empresa.

    Agora, tentam desesperadamente acabar com a aliança do PT com o PMDB para as eleições, pois sabem que ninguém ganha destes dois juntos.

    Começam a elogiar e tratar seriamente a candidatura de Marina e de Ciro, vislumbrando retirar votos da candidatura oficial. Claro que no segundo turno eles jogariam a maior lama em qualquer outro candidato que não seja o deles.

    Não votei nesse governo, mas se é para termos um país seguro, com forças armadas bem preparadas e aparelhadas, para que cada brasileiro receba, não uma bolsa família, mas os dividendos de suas ações do Brasil s.a., ou seja o direito, a porção, que todo brasileiro possui na divisão das riquesas minerais, agrícolas desta terra, terão meu reconhecimento, mesmo que tenha que pagar o salário de R$ 2.400,00 (dois mil e quatrocentos reais) do namorado da neta do Sarney.

    Aliás, para que todo brasileiro receba seu quinhão estou disposto a pagar muito, muito mais aos senadores e deputados. Pois sei, que se não pagar, outros pagarão.

  42. Diogo disse:

    O caso do pré sal é mais um motivo para acreditar q os estados unidos, já está de olho no brasil não me lembro a data mas o EUA mandou um de seus navios nucleares intimidar os brasileiros mostrando sua suberania.
    Na minha opinião tera uma Guerra emtre Paises não somente pelo Pré sal mais pela reserva de minérios como o nióbio que podera futuramente substituir o petroleo na amazonia que tem cerca de 98% das reservas mundias desse Minério.

  43. Wagner disse:

    No meu ponto de vista, um governo consciente não pode deixa tira o petróleo do pré-sal. Por que essa riqueza vai aumentar muito a poluição, vai contribuir com o aumento do aquecimento do planeta tanto direta com indiretamente, vai trazer junto os desastres ambiental no pais, vai morre muita gente pobre, vai privilegiar financeiramente os estrangeiro e muitos políticos que é pago para cuida do povo e vai se lascar quando começarem a tira o petróleo do pré-sal.

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