Desde que a Marinha do Brasil decidiu dar continuidade ao Programa de Construção de submarinos, uma grande luta foi travada nos bastidores para ver quem é que conseguiria fechar o novo contrato bilionário.
Os alemães, que nos últimos 25 anos ajudaram o Brasil a construir localmente quatro submarinos IKL-209/1400 no AMRJ (foto acima), eram os favoritos. Além de contar com a base já instalada, que precisaria de modificações mínimas para construir seus submarinos U-214, os alemães possuem experiência na transferência de tecnologias para vários países e escala para garantir um produto mais barato.
Mas os franceses, aproveitando-se da troca de comando da Marinha e de uma aproximação do Governo Francês com o Brasileiro, acenaram com a venda de seus submarinos Scorpène e a transferência de tecnologia para o casco de um submarino nuclear.
Enquanto os estaleiros alemães não contavam com apoio de seu Governo no negócio, os franceses contaram com total apoio do seu para a sua proposta.
A tranferência de tecnologia alemã ao Brasil
Tudo o que a Marinha diz que será novo com os franceses, na verdade é uma repetição do que já ocorreu no passado com os alemães.
Quando o Ministro da Defesa diz que não houve transferência de tecnologia ao Brasil para a construção de submarinos ele contradiz tudo o que a Marinha disse até hoje sobre o assunto.
Sobre a construção dos submarinos Tupi segue um texto da Marinha:
“Durante o período de construção do submarino Tupi no estaleiro HDW, um grupo de Engenheiros, Técnicos e Operários, perfazendo um total de 70 funcionários, foi enviado àquele estaleiro para a realização de estágios, de acordo com as suas especializações técnicas. A duração média destes estágios foi de aproximadamente 5 meses. Nesta oportunidade foi possível acompanhar as principais etapas da construção e adquirir os conhecimentos técnicos necessários à realização e construção no Brasil. Todas as informações obtidas no decorrer dos períodos de treinamento dos estagiários foram registrados em inúmeros relatórios, para que pudessem posteriormente, já no Brasil, servirem de fonte de consulta e banco de dados para a preparação das equipes de construção”.
Sobre a transferência da tecnologia do casco resistente:
“A tecnologia de construção do casco resistente, absorvida pela Marinha no estaleiro HDW, foi então implantada na NUCLEP. Isto só pode ser viabilizado através da participação conjunta do pessoal técnico daquela empresa com o pessoal técnico da Marinha que havia sido treinado na Alemanha.”
Sobre a transferência de tecnologia ao pessoal brasileiro para o projeto do submarino brasileiro (SNAC-I), que seria o precursor do submarino nuclear:
O então Ministério da Marinha contratou a HDW / IKL para fornecer um programa de treinamento para a elaboração de um projeto próprio de submarino no Brasil. Para esta finalidade, cerca de 30 engenheiros foram destacados para participar do treinamento durante os anos 1985 e 1986, seguido de uma fase de concepção de projeto entre os anos 1986 e 1990.
Houve treinamento de projeto de submarino no Rio de Janeiro, na forma de palestras, de 1º de abril a 7 de maio de 1985. Foram abordados os assuntos hidrodinâmica, resistência de materiais, termodinâmica, arquitetura naval de submarinos, física e química relacionada a submarinos.
Também foi feito o treinamento de projeto de submarinos na IKL em Lübeck, Alemanha, na forma de palestras, de 20 de maio a 19 de julho de 1985. Foram abordados os assuntos de projeto de casco de submarinos, propulsão, “lay-out” e eletricidade de submarinos.
Entre 5 de agosto a 6 de dezembro de 1985, foram abordados temas sobre mecânica, elétrica, automação e eletrônica, comunicações e sensores/sistemas de combate de submarinos.
Entre janeiro de 1986 e junho de 1990 (54 meses), o treinamento consistiu da Fase de Projeto de Concepção de um projeto próprio, baseado nos requisitos da Marinha do Brasil para um submarino convencional de grande porte, compreendendo as seguintes partes:
1.Estudo de Viabilidade (janeiro de 1986 a março de 1986)
2.Projeto de Concepção (abril de 1986 a dezembro de 1986)
3.Fase Preliminar do Projeto (janeiro de 1987 a maio de 1987)
4.Fase de Projeto de Contrato (julho de 1988 a junho de 1990).
Em 1º de outubro de 1990, todas as atividades foram interrompidas por parte da Marinha do Brasil.
Então, quando o Ministro da Defesa diz que não houve transferência de tecnologia alemã para projetos de submarinos, ele deve estar no mínimo mal informado.
‘Jogando fora a água da banheira junto com o bebê’
A impressão que fica é que para justificar a compra dos submarinos franceses, a Marinha resolveu desqualificar seus atuais submarinos e todo o trabalho que já foi feito até agora.
Esquecem-se de que até 2015, os únicos submarinos que farão parte da Força de Submarinos do Brasil serão os 5 classe “Tupi” que foram construídos aqui com transferência de tecnologia alemã.
Uma falácia que está sendo usada é dizer que os alemães não sabem construir um submarino nuclear, pois nunca construíram um. Não mencionam que a Alemanha já construiu um navio de propulsão nuclear e que qualquer casco de submarino convencional com diâmetro suficiente, pode receber uma planta de propulsão nuclear, com pequenas adaptações como blindagem anti-radiação e outros detalhes. Coisas que o Brasil também deverá fazer sozinho, pois a França só vai ajudar no projeto do casco e não na parte nuclear.
Agora que o contrato com a França está prestes a ser assinado, resta-nos torcer para que os atrasos na construção dos submarinos não sejam grandes como estão ocorrendo na Índia e que o projeto do casco do submarino nuclear brasileiro possa fluir de acordo com o cronograma.
E, finalizando, que os futuros governos não interrompam novamente este novo ciclo de construção naval militar, para que não tenhamos novamente que reinventar a roda no futuro.
SAIBA MAIS:







Desqualificar por desqualificar, as materias pagas dos alemães na imprensa marron nacional também usou esta tática, além de meias verdades para tentar empastelar o processo. É fato que os alemães por mais boa vontade que tivessem não poderiam dar o passo que precisamos para nosso subnuc. Então para eles é TCHAU E BENÇÃO!
Bem Galante, a questão é que independente dessas questões a oferta francesa é melhor do que a alemã e como você mesmo disse conta com o apoio do governo o que é muito importante num programa como esse.
Já passou da hora dos brasileiros aceitarem que o contrato com a França irá ser assinado e que devemos parar de se lamentar porque a HDW não foi a escolhida. Devemos todos nós agora prestar atenção e fiscalizar do melhor jeito possivel dentro de nossas possibilidades o andamento dessa construção. A Marinha parece disposta a esclarecer todas as dúvidas como já vez por meio de diversas notas já publicadas neste Blog que infelizmente me parecem serem ignoradas apenas para continuar defendendo a HDW como a melhor escolha.
Galante seus dizeres:
“..Uma falácia que está sendo usada é dizer que os alemães não sabem construir um submarino nuclear, pois nunca construíram um. Não mencionam que a Alemanha já construiu um navio de propulsão nuclear e que qualquer casco de submarino convencional com diâmetro suficiente, pode receber uma planta de propulsão nuclear, com pequenas adaptações como blindagem anti-radiação e outros detalhes. Coisas que o Brasil também deverá fazer sozinho, pois a França só vai ajudar no projeto do casco e não na parte nuclear…”
1- És engenheiro naval?
2-”..Uma falácia que está sendo usada é dizer que os alemães não sabem construir um submarino nuclear, pois nunca construíram um. Não mencionam que a Alemanha já construiu um navio de propulsão nuclear”..
- Navio é submario são iguais em requisitos de instalações de segurança? ou seja é tudo igual?
3- sobre a AFIRMAÇÃO…”qualquer casco de submarino convencional com diâmetro suficiente, pode receber uma planta de propulsão nuclear, com pequenas adaptações como blindagem anti-radiação e outros detalhes.”…
- Ou seja…qualquer país HOJE que possua uma planta nuclear compacta pode vir a ter um sub nuclear? basta fazer uma gambiarra e pronto…se tem um subnuc?..você está realmente falando sério?
3- Olha, o inicio desta matéria é digna de louvor, se realmente a Marinha escreveu(faltou a fonte/Link/Revista, ect…. das informações), gostaria de dar meus parabéns pela iniciativa, pois o discurso é o mesmo utilizado para defender o novo projeto de Submarinos, agora….não precisa apelar com afirmações sem as comprovações tecnica minimas necessárias, o buraco é mais embaixo, e a verdade é uma só, os Alemãoes nunca fizeram um submarino nuclear mesmo podendo ter competência pra tal, já os franceses fizeram, isso faz a diferencia goste você ou não.
Transferência de tecnologia para construção de subs houvem por parte dos alemães. Tanto é que construimos o Tikuna e alguns Tupis aqui no Brasil.
O que estamos querendo e fazendo agora, com o acordo com a França, é, além da TT para construção, determos também a capacidade de projetar submarinos.
Com a Alemanha demos um passo. Com a França daremos um salto.
Não vejo contradição alguma por parte da MB.
A não ser que se confunda TT de construção com TT de projeto. Mas creio que todo mundo sabe a diferença entre uma coisa e outra, nem é precisa dar o exemplo dos automóveis, que construimos há décadas, mas não sabemos projetar nenhum.
E nem preciso falar novamente que o que a MB agora quer é deter a capacidade de projetar submarinos novos e não apenas construí-los. E é claro que tem o sub nuc como objetivo final, por isso que com a Alemanha não conseguiríamos dar este salto tecnológico que daremos. Pois a Alemanha não projeta e nem constrói subs nucleares.
Em tempo: sobre o que acabei de dizer, basta olhar o cronograma de TT da MB para o caso dos Subs, está tudo lá e de forma bem didática.
abraços a todos
Parei aqui: …”Mas os franceses, aproveitando-se da troca de comando da Marinha e de uma aproximação do Governo Francês com o Brasileiro, acenaram com a venda de seus submarinos Scorpène e a transferência de tecnologia para o casco de um submarino nuclear….”
sou só eu ou o trecho “…Mas os franceses, aproveitando-se da troca de comando da Marinha…” ultrapassa o limite do bom senso? bah…
[]´s
ótimo artigo pra ser aproveitado por Janio de freitas, Clovis Rossi, Folha, Estadão, Globo etc
Hornet! vc além de brilhante nos comentários, tem uma paciencia impar!
Bem,
considerando que segundo o autor, os Alemães tem experiência na construção nuclear, afinal construiram um mercante nuclear há quatro décadas;
Considerando que os Alemães, segundo o autor, transferiram técnologia para nossos engenheiros na construção do IKL; então por analogia, conclui-se que a “agua não foi jogada fora com o bebê”, afinal se os Alemães depois de construirem um mercante (1969) ainda nos ajudariam no projeto do subNuc em 2010, nossos engenheiros que receberam a tecnologia dos alemães, não perderão esse conhecimento aplicando no projeto do ScoperneBR, unindo o melhor de “dois mundos”.
tão irresponsável quanto as matérias publicadas por Jânio de Freitas.
Tb acho que com os IKL teriamos nossa subnuc em menor tempo.. mas dae a publicar “isso”… bah!
Senhores gostaria de dizer apenas…
Até tú Galante!!!!!!
Senhores, meus sais por favor…
Srs.
Fato agora é que iremos de sub nacional daqui umas duas decadas pegando o que há de melhor nos projetos alemão e francês.
E vamu que vamu!
Abs
Pela foto me pareceu mesmo bem modesto nosso estaleiro.
Abs
Amigo Galante,
já manifestei várias vezes meu reconhecimento e agradecimento pelo trabalho maravilhoso que vcs fazem nos 3 blogs, mas acho que vc fez uma análise muito simplista quando colocou “Não mencionam que a Alemanha já construiu um navio de propulsão nuclear e que qualquer casco de submarino convencional com diâmetro suficiente, pode receber uma planta de propulsão nuclear, com pequenas adaptações como blindagem anti-radiação e outros detalhes.” Sou leigo no assunto, no entanto posso lhe passar minha experiência c/ indústria química e petroquímica : nada é tão simples como parece. Dois pontos me vem logo à mente : morar por dias a fio nas profundezas dentro de uma lata c/ um reator nuclear não pode ser simplificado, exige rígidos procedimentos de operação e segurança, além disso a forma de empregar um SSN me parece ser diferente de um SSK coisas que a marinha francesa pode nos transmitir, já a alemã, nem que quisesse. Já li aqui em comentários postados por experts que fazer um subnuc realmente discreto não é fácil, citaram questões como geração de calor e ruído, problemas c/ os quais os franceses já se deparam há décadas, os alemães nunca. E por aí vai.
Para finalizar concordo que não devemos engolir qualquer coisa que o poder público nos empurre. É lícito pensar que se temos homens públicos que só geram notícias por seus escândalos, e não por seus bons projetos e realizações, algo envolvendo bilhões seria um prato cheio p/ essa alcateia ( uma pequena alusão aos lobos do mar : U-BOATs ), mas há menos que alguém tenha alguma prova esse é um acordo em prol do interesse nacional, uau !!!
Abraço.
Tanta tecnologia absorvida com os alemães né!
4 subs construídos no Brasil né?
Pois 0 prôas foram construídas aqui no Brasil. Por que será?
Faltou capacidade ou absorção de tecnologia?
Eles passaram tanta, mas tanta tecnologia, que o Tikuna nas provas de mar tinha sempre que depender de engenheiros alemães pagos a peso de ouro para podermos coloca-lo logo na ativa.
Ora bolas, se temos ou tivemos tanta absorção assim, porque diachos ainda temos que pagar aos alemães por algo que, na teoria do texto acima, deveriamos ter faz tempo.
Esta é a minha opinião.
Bôa Noite
Srs. qualquer das duas estórias, me parecem mal contadas, tenho a sensação de que qualquer um dos dois fornecedores, está nos aplicando um tremenda 171. Prestem atenção no que virá por ai.
Notoriamente pro-alemão esse blog. E esse tipo de noticia já encheu o saco.
O Blog é totalmente tendencioso pró-Alemanha.
Galante, é verdade que vc foi pra Alemanha com tudo pago pela HDW ?
Abraços,
Bem….Todos ja sabem meu posicionamento. Isso não é torcida de futebol. Esse assunto de novo…. Até a imprensa marrom já está desistindo. Está tudo muito claro. Vou repetir o que disse em outro poste: vale a pena mostrar também os pontos positivos deste acordo. Querer mostrar so pontos negativos é implicância.
A transferência de tecnologia dos alemães não deu tão certo assim, já que até hoje não temos condições de projetar submarinos.
Que vergonha esse artigo.
Foi por conta só da viagem e do modelo de pRástico?
Espero contribuir…
Esqueçamos por alguns instantes a polarização maniqueista alemães versus franceses e olhemos para o esforço da MB para construir um SubNuc.
Ele começou como um projeto de Estado no fim do período militar, que dava autonomia às FFAA, inexistente hoje (para o bem e para o mal). Quem acompanhou pode dizer que era algo ufanista no propósito, mas era abrangente na implementação, era razoavelmente consistente com o aprestamento da Esquadra, não teria vingado por restrições orçamentarias, aliadas aos contextos políticos internos e externos, e, por isto, perdeu a oportunidade de ser adequado. A sua ressuscitação no século 21, independentemente do apoio ser francês ou alemão, na forma do SubNuc de defesa (sic), parece desconectada da realidade da Marinha no seu todo e extremamente dependente da vontade de terceiros, sejam eles governos, políticos, comunidade científica, indústrias, público desejoso de participar do esforço e mercado de trabalho, a título de exemplo.
Planejar forças é complicado até para potências tarimbadas nesse negócio de guerra e com mais recursos. Guinadas bruscas sem muita água para manobrar não são usuais nesse processo.
Estou quase mandando entregar aqui em casa um IKL214, mas umas duas reportagens destas e eu me convenço.
É ISSO AE GALANTE BATE NELES, BATE NELES!!! SE VEIO DA PETRALHADA, SOU CONTRA!!!
Falando sério, acho que os alemães “cag. o pau” e agora que a crise bateu pesado lá fora, o cagalhão do Mulla diz que achou petróleo (embora já se saiba do “pré-sal” desde 1970, rsrs), e o Brasil virou a “galinha dos ovos de ouro” dos compradores de mat bel, tentam consertar a merla.
Burros pacas esses tedescos também. Se acomodaram, ficaram muito contentinhos com dois pares de subs, e esqueceram de antever pra onde “a maré estava levando o barco”. Ora, “camarão que dorme a onda leva”… Pois eles que tratem de “colocar suas garrafas velhas pra vender”, se é que as tem… Podem subir as apostas, porque senão a “galinha” vai ser dividida entre gauleses e americanos…
No mais, tem duas coisas nessa história dos Scorpéne que “fedem igual queijo podre francês”: o preço pra lá de astronômico (bastante porcamente formulado) e a participação muito mal-explicada (pra dizer o mínimo), do ponto de vista do Princípio da Moralidade (art. 37, caput, da Constituição Federal), da Odebrecht, conhecida financiadora do PeTralhismo, e a única empresa pela qual o Mullismo se abalou a peitar os bolivarianos, no episódio da represa do Equador; uma empresa que foi escolhida unilateralmente pela contratada francesa, totalmente ao arrepio de tudo que se conhece por justiça num processo de tal envergadura.
Eu particularmente não tenho a menor sombra de dúvida de que, do jeito que está, se esse imbróglio for pro Supremo (e tudo indica que irá), era uma vez o sonhado reequipamento da Marinha do Brasil. Acho até que os alemães só estão esperando o ato jurídico se concretizar, com a assinatura do contrato, pra “pôr no pau”. E aí meus amigos marinhófilos, “babau”… até explicar que “berimbau não é gaita”, já trocou o governo e a “vaca já foi pro brejo”…
Desculpem o monte de metáforas popularescas. É que agora há pouco vi o mollusco celenterado falar na TV e acho que peguei um pouco da doença dele, rsrs…
Abs.
Este post, tem somente e intenção de mostrar os números OFICIAIS da MB para a construção dos 4 S-BR (convencionais ou SSK) + 1 SN-BR (propulsão nuclear ou SN) acordado com os françeses:
PROSUB – ASPECTOS ECONÔMICO FINANCEIROS
>> Material dos 4 S-BR + Apoio Logístico : Euro $ 1.674.853.000,00
>> Construção dos 4 S-BR : Euro $ 756.200.000,00
>> SN-BR (Exceto reator) : Euro $ 700.000.000,00
>> Construção SN-BR : Euro $ 551.000.000,00
>> Equipamentos e Sensores : Euro $ 99.700.000,00
>> Estaleiro = Base Naval : Euro $ 1.785.000.000,00
>> Administração do Contrato : Euro $ 215.000.000,00
>> TrasferÇencia de Tecnologia : Euro $ 908.580.000,00
TOTAL GERAL : Euro $.6.690.333.000,00
Sds.
Outro dia o amigo Robson BR (se não estou trocando) disse, e muito bem, que quando tiver um comentário como o desse post, era imperativo que o LM fosse o primeiro a comentar, pois tem conhecimento e bom senso.
Então…..
Comandante, cadê o senhor!!!!!!!!!!
Bah tchê, fazia tempo que a embaixada norte americana não liberava tenta $$$ para contra informação. Putz.
Me retiro, again.
Felipe Cps em 31 Ago, 2009 às 21:11
Tá desculpado maragato…rsrsrr
Abs
Percebo que tem gente aqui que comenta com a faca na boca…
Alguém percebeu que o ponto principal de que trata o artigo é uma mudança de discurso por parte da Marinha e Ministério da Defesa, hoje, desqualificando o que qualificava ontem como positivo para valorizar uma decisão?
Creio ser esse o ponto, a história que era escrita de um jeito por essas instituições, até pouco tempo atrás, sendo reescrita para outros objetivos. E nada mais. Aliás, nada demais: quem lida diariamente com história sabe que é assim que as coisas acontecem. Essa também é, aparentemente, a forma que as instituições escolheram para se defenderem do que consideram lobby de um concorrente que perdeu etc.
Mas quem comenta com a faca na boca, só vê lobbies e ataques e coisas que não estão no texto em questão, que busca incentivar a reflexão relembrando um pouco da história recente para quem tem memória curta.
Saudações a todos!
CHORADEIRA DE PERDEDOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Hahahaha
PERDEDORES!!!! Inclusive este blog, que em vez de ressaltar prós e contras, adora ressaltar os contras do Scorpene.
Mauro, vamos lá:
“Noto que há inúmeros artigos criticando a escolha da MB e não vejo o mesmo espaço para a defesa da escolha.”
Olhe bem para todas as páginas do Blog e veja quantos textos há da própria MB e MD defendendendo suas posições em relação ao acordo com a França. Compare-os com o número de artigos levantando críticas, no sentido construtivo da palavra, voltado à reflexão. Cada um lê e faz o seu julgamento.
Há faca na boca sim, no sentido de que, sem entrar no que o texto está tratando, o que mais se vê por aqui é acusações de lobbies etc. Qualquer crítica a qualquer decisão feita pela MB ou MD, por mais embasada que seja, encontra logo essa resposta.
Mas enfim, como disse, cada um faz sua leitura. E o espaço está aberto para quem quiser opinar. Meu comentário teve um sentido: pouquíssimos se ateram ao que o texto trata, foram logo malhando o Blog. São as paixões, talvez, atiçadas pela iminência do contrato. Mas sem paixão a vida fica insossa, certo? Então tudo bem.
Saudações, meu caro debatedor de velhos tempos.
Mauro, esqueci:
“No ALIDE, por exemplo, há uma matéria falando da intenção russa de adquirir navios franceses da classe Mistral e nada foi citado aqui. Fico na dúvida de a posição do blog seria a mesma se fosse um interesse russo por um navio alemão.”
Peço que não faça seu julgamento por uma matéria só que não tenha aparecido. Basta analisar o quanto os navios franceses aparecem por aqui, e de todos os países. Pra falar a verdade, se for olhar com atenção, navios alemães são bem mais raros de aparecerem em matérias…
Prezado Nunão
O grande problema é que o blog é partidário sim dos sub convencional, mas parece temer tomar posição.Por quê o medo? afinal esse blog é democrático
Seria mais interessante, inteligente e honesto que o blog fizesse o seguinte:
Nós achamos mais interessante a tecnologia alemã dos sub convencional que o francês, além do que tem instalações já construída, mas os alemães ainda não transferiram a tecnologia das prôas, que é feito na Alemanha, mas em virtude da crise e da concorrência estaremos transferindo tudo, até projetar.
O que não pode, é querer transferir algo que não tem, que é a construção do sub nuclear. Podemos trabalhar e aprender em conjunto.
Ok. O Brasil tem pressa no conhecimento do sub nuclear, legal quem oferece? A França está disposta a transferir ok vá em frente.
É isso meu caro, tu és uma pessoa inteligente, moderada e centrada.
Acompanho os teus comentários e tuas réplicas, via de regra, são oportunas.
Nunão, para maiores esclarecimento aos foristas, seria interessante postar dois artigos que considero muito centrado publicado na A Carta Capital e no Le Monde Diplomatique.
Abraço
Amigo Galante
Pelo amor de Deus
“Uma falácia que está sendo usada é dizer que os alemães não sabem construir um submarino nuclear, pois nunca construíram um. Não mencionam que a Alemanha já construiu um navio de propulsão nuclear e que qualquer casco de submarino convencional com diâmetro suficiente, pode receber uma planta de propulsão nuclear, com pequenas adaptações como blindagem anti-radiação e outros detalhes. Coisas que o Brasil também deverá fazer sozinho, pois a França só vai ajudar no projeto do casco e não na parte nuclear.”
Nada a ver…
Sinceramente, o post parece uma versão melhorada dos artigos do Jânio de Freitas.
Ninguém disse que a parceria alemã não serviu para nada, mas aprender a montar é muito diferente de aprender a projetar.
Além dos pontos já mencionados acima, o post primeiro afirma que com a proposta alemã a base atual poderia ser aproveitada, para em seguida dizer que qualquer casco “grande o suficiente” pode receber a propulsão nuclear.
Mas, para que o casco seja grande o suficiente, terá de ser maior do que a capacidade da base atual e dos canais internos da Baía de Guanabara! Exatamente por isso uma base nova. Elementar, meu caro Watson!!
Opiniões são opiniões e a discussão é sempre válida, mas eu esperava argumentos mais fundamentos. Profundamente decepcionado com o blog.
Fora do tópico, mas ampliando informação de comentário acima: os russos estudam alternativa holandesa ao Mistral, o HNLMS Johan de Witt (L801).
Caro DV,
pois é, concordo com sua dedução. Mas mesmo assim estão simplificando demais a coisa, no geral.
Um novo estaleiro, para se construir um sub nuclear, se faz necessário por várias razões. E uma nova base também. Não se trata apenas de tamanho da base e do estaleiro, embora tenha isso também.
Existem problemas de ordem ambiental (licença ambiental), de segurança, de defesa da base (e do estaleiro também), de infra-estrutura, enfim…além do tamanho e profundidade dos canais, é claro. Por isso a necessidade de se construir um novo estaleiro e uma nova base, em lugares diferentes dos atuais. Não teria como fugir disso.
E a escolha da baia de Sepetiba tem seus motivos, não é aleatória:
“A área que nós queremos é a Baía de Sepetiba. Por vários motivos: perto dos pólos industriais do Rio e São Paulo, já existe uma cultura nuclear com Angra I e II, além de ter facilidades como o porto de Itaguaí”, revelou Moura Neto.
Mas tá bão, vamu que vamu!
abraços
“..Uma falácia que está sendo usada é dizer que os alemães não sabem construir um submarino nuclear, pois nunca construíram um. Não mencionam que a Alemanha já construiu um navio de propulsão nuclear e que qualquer casco de submarino convencional com diâmetro suficiente, pode receber uma planta de propulsão nuclear, com pequenas adaptações como blindagem anti-radiação e outros detalhes. Coisas que o Brasil também deverá fazer sozinho, pois a França só vai ajudar no projeto do casco e não na parte nuclear…”
Por analogia se lagosta é um peixe porque se desloca dando saltos então o canguru é uma ave……………..
http://www.youtube.com/watch?v=6rMloiFmSbw
“Não mencionam que a Alemanha já construiu um navio de propulsão nuclear e que qualquer casco de submarino convencional com diâmetro suficiente, pode receber uma planta de propulsão nuclear, com pequenas adaptações como blindagem anti-radiação e outros detalhes.”
Trabalho em pesquisas,não nessa área,mas sei o quanto é trabalhoso construir algo.Para falar a verdade,trabalho com pesquisas relacionadas a área médica.
Agora para alguém AFIRMAR isso,”pode receber uma planta de propulsão nuclear, com pequenas adaptações como blindagem anti-radiação e outros detalhes”,quer dizer que nunca trabalhou nessa área e não sabe do que está falando.A vida se resume em detalhes meu amigo,esses detalhes fazem toda a diferença entre,saber fazer um submarino nuclear ou não.
Se é tão simples,façamos nós mesmos e investimos todo esse dinheiro aqui.Fico abismado quando alguém transforma algo complicado em simples.Vai lá e faz isso então camarada,gostaria de ver você tentar.
Ciência não é simples,seu sucesso e o fracasso depende dos detalhes acertados.Ainda acha que esses detalhes não fazem diferença?
^Só digo isso: Lamentável. esse post foi lamentável…. : \
Prezados
Uma declaração infeliz, e a os foristas botaram a boca no trombone e se amotinaram
sds
Nosso amigo editor esteve na Alemanha e teve a oportunidade de conhecer a HDW, mas é impressionante como ele ficou maravilhado com a turma de lá. Estive com a MB qd ela escolheu os IKL, e estou com ela agora com a escolha dos Scorpènes.
Achar que o discurso mudou simplesmente por ter mudado os atores….é substimar a nossa capacidade de escolha…….será que dá pra entender, que até pode existir o fato do produto ser bom mas o vendedor ser péssimo ????