Página 1 de 812345...Última »

Desafio ‘Poder Naval’ da WWII

quiz-mb-wwii

Qual era a classe do navio da imagem, qual o seu apelido na MB, quantas unidades e quais os nomes dos que foram operados pela Marinha do Brasil, na Segunda Guerra Mundial ?

 

Aprovada abertura de crédito para construção de submarinos

O Congresso aprovou nesta quarta-feira (30/9) projeto que abre crédito especial para a construção do primeiro submarino a propulsão nuclear da Marinha Brasileira. São R$ 2,1 bilhões, a serem investidos também na construção de quatro submarinos convencionais, além de estaleiro e base naval específicos para suporte a este tipo de equipamento.

O crédito viabilizará contratos, a serem firmados com a França, visando à transferência de tecnologia de construções de submarinos para o Brasil, inclusive treinamento de engenheiros brasileiros junto a fábricas francesas.

A sessão do Congresso foi presidida pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). O projeto segue agora para sanção presidencial.

FONTE: Agência Senado

Tagged with:
 

mb-na-ww2

A Esquadra comemora, no dia 5 de outubro, às 15h, na Base Naval do Rio de Janeiro, os 67 anos da Força Naval do Nordeste, criada para aumentar a capacidade de combate da Marinha do Brasil durante a 2ª Guerra Mundial.

A 2ª Guerra iniciou-se como um conflito Europeu e avançou para o mundo. Em fevereiro de 1942, navios mercantes brasileiros começaram a ser torpedeados e, em agosto do mesmo ano, um único submarino alemão afundou seis navios de bandeira brasileira, resultando na morte de 607 pessoas. Após este fato, o Presidente Getúlio Vargas declarou “Estado de Guerra” contra as nações do Eixo.

A missão da Marinha do Brasil foi a de patrulhar o Atlântico Sul e proteger os comboios de navios mercantes que trafegavam entre o Mar do Caribe e o litoral Sul brasileiro contra a ação dos submarinos e navios corsários germânicos e italianos. A criação da Força Naval do Nordeste foi parte do rápido e intenso processo de reorganização das forças navais para adequar-se à situação de conflito.

A cerimônia comemorativa será presidida pelo Comandante de Operações Navais, Almirante-de-Esquadra Alvaro Luiz Pinto, e contará com a presença de autoridades civis e militares. Após a oração, proferida pelo Capelão Naval do Comando-em-Chefe da Esquadra, será realizada uma aposição floral junto ao busto do Almirante Soares Dutra, primeiro e único Comandante da Força Naval do Nordeste, e o toque de silêncio em homenagem aos integrantes falecidos da Força. Componentes da Força Naval do Nordeste e representações de Segundos-Tenentes da Esquadra, Aspirantes da Escola Naval e Alunos da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante também estarão presentes à cerimônia.

mb-na-ww2-2

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

USS ‘Long Beach’ (CGN-9)

cgn-9-1

cgn9_1O USS Long Beach (CLGN-160/CGN-160/CGN-9) foi o primeiro cruzador de mísseis guiados da Marinha dos EUA, único da sua classe. O navio foi o primeiro projetado e construído no pós-guerra.

O Long Beach foi projetado como um navio armado somente com mísseis, mas teve que ser equipado depois com dois reparos 5″/38 singelos, remanescentes de destróieres desativados. Os velhos canhões foram colocados à meia-nau, por ordem do Presidente John F. Kennedy, após este ter assistido a uma demostração mal-sucedida dos mísseis antiaéreos a bordo.

O navio deveria originalmente ser equipado com mísseis nucleares de cruzeiro Regulus, à meia-nau, e depois 4 mísseis Polaris, mas tudo isso foi cancelado. No lugar, colocaram um lançador de ASROC.

A alta superestrutura em “box” (parecida com a ilha do NAe USS Enterprise) continha o sistema SCANFAR, com radares phased array AN/SPS-32 e AN/SPS-33. O sistema era experimental e foi o precursor do AN/SPY-1 do sistema Aegis.

Quando foi lançado, o Long Beach tinha o passadiço mais alto de todos os navios da US Navy.

O sistema de armas original do navio consistia de:

  • Mísseis superfície-ar  Talos de defesa de área, com alcance de 80 milhas (150 km).
  • Mísseis superfície-ar Terrier de defesa de área, com alcance de 30 milhas (48 km).
  • Sistema de foguetes antiisubmarino ASROC, capaz de lançar um torpedo ou carga de profundidade a 10.000 jardas (9.1 km).
  • Dois reparos triplos de torpedos anti-submarino Mark 46.
  • Dois canhões de 5″/38 de duplo emprego, com alcance de 18.000 jardas (16 km).

O navio recebeu diversas modificações ao longo da sua vida útil. A configuração final ficou assim:

  • Dois lançadores de mísseis Standard no lugar dos Terrier e Talos.
  • O lançador da popa de Talos foi substituído por dois lançadores em “box” de mísseis de cruzeiro BGM-109 Tomahawk. Cada lançador levava 4 mísseis.
  • Dois sistemas antimíssil Phalanx CIWS.
  • Dois lançadores quádruplos de mísseis antinavio RGM-84 Harpoon.

O navio era propulsado por dois reatores nucleares C1W, um para cada eixo, e era capaz de fazer 30 nós (56 km/h).

cgn-9-3

cgn-9-2

Em maio de 1964, o Long Beach juntou-se ao navio-aeródromo USS Enterprise (CVN-65) e à fragata de mísseis guiados USS Bainbridge (DLGN-25), para compor a Força-Tarefa Nuclear 1. No final de julho, os três navios começaram a Operação Sea Orbit, num cruzeiro de dois meses ao redor do planeta. Foi a primeira formação de batalha totalmente nuclear da história do Poder Naval.

Em outubro de 1966, o Long Beach foi deslocado para o primeira das muitas comissões no Pacífico Ocidental. Durante esta missão inicial, a tarefa do cruzador foi atuar como PIRAZ (Positive Identification Radar Advisory Zone) ao norte do Golfo de Tonkin. A principal responsabilidade do navio era “sanear” as grupos aéreos americanos que voltavam das missões no Vietnã, garantindo que nenhuma aeronave inimiga tentasse se infiltrar entre os aviões amigos.

Adicionalmente, o navio dava apoio SAR para helicópteros. Durante essa comissão, o Long Beach ajudou a abater uma aeronave An-2 ‘Colt’ que estava tentando engajar unidades navais do Vietnã do Sul. O abate foi realizado por um F-4 Phantom II, vetorado pelo Air Intercept Controller (AIC) do Long Beach.

O cruzador retornou para os EUA em 1967 e voltou ao Vietnã no ano seguinte, quando abateu dois MiG com seus mísseis RIM-8 Talos no Golfo de Tonkin.

Depois do Vietnã, o navio cumpriu missões no Pacífico e Oceano Índico, ao longo dos anos 1980 e também atuou na Guerra do Golfo de 1991.

O USS Long Beach foi desativado em 2 de julho de 1994, na Estação Naval de Norfolk. Ele foi finalmente descomissionado em 1 de maio de 1995, depois de 33 anos de serviço. O casco do navio está no Estaleiro Puget Sound, em Bremerton, à espera da reciclagem do material nuclear.

cgn-9-4

Características Gerais:

Contratado: 15 de outubro de 1956
Quilha batida: 2 de dezembro de 1957
Lançamento: 14 de julho de 1959
Comissionamento: 9 de setembro de 1961
Descomissionamento: 1 de maio de 1995
Construtor: Bethlehem Steel Company Shipyard, Quincy, Mass.
Propulsão: 2 reatores nucleares Westinghouse C1W, 2 turbinas a vapor, dois eixos
Comprimento: 219.8 metros
Boca: 22.3 metros
Calado: 9.4 metros
Deslocamento: 17.500t
Velocidade: 30 nós
Aeronave: nenhuma, mas possuía plataforma para helicópteros
Tripulação: 79 oficiais e 1.081 praças (depois da modernização: 55 oficiais e 770 praças

Tagged with:
 

INACE entrega AviPa ‘Dourado’

Com capacidade para desenvolver velocidades superiores a 25 nós (aproximadamente 45 Km/h) e autonomia para permanecer até três dias no mar sem necessidade de reabastecer, foi entregue no fim da tarde de ontem, à Marinha do Brasil, o Aviso de Patrulha (AviPa) “Dourado”. Esta é a terceira embarcação da classe “Marlin” e a segunda de cinco que serão entregues pela Indústria Naval do Ceará (Inace) até o final de 2010.

A fabricação do navio custou o montante de R$ 20 milhões e é fruto do contrato assinado com a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) em dezembro de 2007.

Construído no estaleiro do Inace e lançado ao mar em 20 de julho de 2009, a embarcação foi e desenvolvida primordialmente para atender às atividades subsidiárias da Marinha do Brasil. Segundo o diretor-geral do Material da Marinha, almirante-de-esquadra Marcus Vinicius Oliveira dos Santos, “o AviPa ´Dourado´ terá contribuição importante nas ações de patrulha e inspeção naval e prevenção de qualquer delito na costa onde estará atuando”, destacou.

A embarcação foi recebida, batizada e transferida para o setor operativo da Marinha do Brasil em solenidade realizada no Píer do Marina Park Hotel, na Praia de Iracema (Fortaleza) na presença de várias autoridades civis e militares tais como o comandante do 3º Distrito Naval, vice-almirante Edison Lawrence Mariath Dantas, o comandante do 2º Distrito Naval, vice-almirante Arnon Lima Barbosa, o diretor-técnico da Emgepron, contra-almirante Robério da Cunha Coutinho e do diretor presidente da Inace, Antônio Gil Fernandes Bezerra.

Para fiscalização

A embarcação tem capacidade para 10 pessoas e sua função principal é realizar ações de patrulha naval, fiscalização do tráfego aquaviário e ações de busca e salvamento e prevenção da poluição hídrica ao longo do litoral. O AviPa “Dourado” ficará subordinado ao 2º Distrito Naval, com sede em Salvador (BA) e sob a responsabilidade direta do Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Leste. O AviPa entregue possui casco e superestrutura construído em alumínio e comprimento total de 22,80 metros. O nome é uma homenagem ao peixe peculiar, tanto pelo seu forte colorido quanto pela forma alongada e comprimida de seu corpo, a qual afina em direção à cauda, fato que o transforma em um peixe marinho rápido e aguerrido, características que devem acompanhar o navio, segundo os idealizadores.

avipa_dourado-foto-mb

FONTE: Diário do Nordeste / FOTO: José Leomar / MB

LEIA MAIS:

Tagged with:
 

O Exercício de Adestramento Combinado Operação Laguna é uma manobra conjunta que envolve a Marinha, o Exército e a Força Aérea, sob a coordenação do Ministério da Defesa. Será executada no período de 28 de setembro a 09 de outubro de 2009 no estado do Mato Grosso do Sul.

Esse tipo de exercício é desenvolvido todos os anos e tem como foco principal promover o treinamento das Forças Armadas Brasileiras a partir da simulação de um conflito. O local da operação é definido em sistema de rodízio entre as regiões do Brasil. Os principais objetivos da Operação Laguna são:

  • Aperfeiçoar a logística conjunta das Forças Armadas;
  • Treinar ações humanitárias e de apoio a evacuados em uma situação de conflito simulado;
  • Difundir o sentimento de patriotismo junto à população;
  • Realizar ações de apoio à população das localidades da área do exercício.

Efetivos Empregados na Operação

  • Marinha: 907
  • Exército: 1.438
  • Força Aérea: 411
  • Total: 2.756

Principais Localidades

  • Campo grande
  • Ponta Porã
  • Aquidauana
  • Jardim
  • Coimbra
  • Corumbá
  • Ladário
  • Guia Lopes da Laguna
  • Albuquerque

Meios empregados pela Marinha do Brasil

  • Monitor Parnaíba
  • Navios-Patrulha Poti, Pirajá e Penedo
  • Navio-Transporte Fluvial Paraguassu
  • Aviso de Transporte Fluvial Piraim
  • Navio de Apoio Log. Fluvial Potengí
  • 2 LAEP
  • 3 Aeronaves IH-6B
  • 1 Aeronave UH-14
  • 1 Elemeneto Anfíbio
  • 1 Companhia de Fuzileiro Navais
  • 1 Destacamento Mecanizado
  • 2 Navios-Patrulhas
  • 12 LAEP
  • 30 Fuzileiros Navais Posicionados em Coimbra

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

F-41 em Las Palmas

vinheta-clipping-navalA Fragata “Defensora” (F41) atracou em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, no dia 19 de setembro, para uma escala técnica de dois dias, a caminho da Escócia, para participar da Comissão “Joint Warrior 092”.

Naquela cidade, o navio ficou atracado no “Arsenal da Armada Espanhola nas Canárias”, tendo sido recepcionado pelo Adjunto do Adido Naval do Brasil na Espanha, Tenente-Coronel (Av) João Luiz Ribeiro, e pelo Cônsul Honorário do Brasil, Sr. Pedro Afonso Yúfera Heras.

Durante a travessia de Recife para Las Palmas, ocorrida de 9 a 19 de setembro, o navio realizou diversos adestramentos com vistas à sua participação na operação, entre os quais destacam-se: realização de “Fast Rope”, com aeronave AH-11A Super Lynx N-4009, pelo Destacamento de Mergulhadores de Combate; e o uso de lancha pelo Grupo de Visita e Inspeção (GVI) do navio, que serão empregados nos exercícios de MIO (Maritime Interdiction Operation) e de defesa contra ameaças assimétricas.

GIV

Lince 09_Fast Rope

FONTE e FOTOS: MB

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

Marinheiros: protagonistas de revolta se reencontram

vinheta-clipping-navalO lançamento da reedição ampliada do livro “A Luta dos Marinheiros” – sobre o movimento por melhores condições de trabalho na Marinha do Brasil, iniciado em 1962, e que precipitou o golpe militar de 1964- reuniu, na noite de segunda, protagonistas do episódio que não se viam havia mais de 40 anos. Ex-dirigentes da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais vieram de vários Estados para o evento, no Rio.

O autor do livro é o antropólogo e ex-marinheiro Antônio Duarte, exilado na Suécia de 1971 a 1980.

FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp

M22

vinheta-clipping-naval A Aeronavale perdeu na última quinta-feira, os Rafale matrículas M22 e M25, originalmente F2 e que tiveram o up-grade para o padrão F3, ambos pertecentes a Flottille 12F.

Dos tripulantes das aeronaves, um pertencia ao Centre d’Essais en Vol (CEV) de Istres (ex-piloto da Aeronavale funcionário da Délégation Générale pour l’Armement) e o outro pertencente ao Centre d’Etudes Pratique de l’Aéronautique Navale (CEPA), baseado em Mont-de-Marsan.

O Capitão-de-Fragata da reserva François Duflot, piloto da DGA, continua desaparecido enquanto que o Capitão-de-Corveta Yann Beaufils, foi resgatado pelos meios empregados pela MN nas buscas.

A queda das aeronaves ocorreu durante o regresso para o PA Charles de Gaulle e estão sob investigação para se determinar as circunstâncias exatas do acidente.

M25

Leia mais sobre este acidente:

FONTE e FOTOS: Mer et Marine

Tagged with:
 

Como seria uma operação de resgate dos brasileiros na Embaixada do Brasil em Honduras?

Veja o planejamento da missão, o problema da distância, os obstáculos logísticos e discuta os possíveis resultados no Blog das Forças Terrestres, clicando aqui.

Tagged with:
 

A Marinha britânica anunciou a apreensão de cinco toneladas e meia de cocaína com valor estimado de vendas nas ruas de US$ 380 milhões (cerca de R$ 703), na costa da Colômbia.

A fragata HMS Iron Duke apreendeu a droga, na maior apreensão do tipo já feita pela corporação, em um barco pesqueiro de 138 pés (cerca de 42 metros).

A Marinha britânica e a guarda-costeira americana interceptaram o barco depois de ele ter sido avistado pela tripulação de um helicóptero da marinha.

A carga de 212 pacotes de cocaína, pesando cerca de 26 quilos cada, foi apreendida em uma área conhecida pelo movimento do tráfico – mas não revelada pelas autoridades.

Segundo o comandante da fragata, Andrew Stacey, essa foi “a maior apreensão de cocaína já feita em termos de valor e volume. É um grande golpe para a indústria dos narcóticos.”

Sucesso contra as drogas

Stacey disse que a tripulação, com o apoio de um helicóptero e barcos infláveis, interceptou o barco, MV Cristal, no dia 15 de setembro e passou 24 horas fazendo buscas até encontrar as drogas, escondidas em tanques ocultos sob o deque por uma camada de concreto.

Depois da apreensão, o barco dos traficantes foi afundado pela Marinha.

O comandante Stacey afirmou que foram presos vários traficantes, de diferentes nacionalidades, mas não revelou mais detalhes.

Outro navio britânico, o RFA Fort George, também esteve envolvido na operação.

A primeira tarefa do HMS Iron Duke, durante sua missão de seis meses, é dar assistência aos moradores dos territórios britânicos – dentre eles algumas ilhas do Caribe, como Anguilla, Bermudas e Ilhas Virgens Britânicas – durante a temporada de furacões.

O navio de guerra também coopera com operações anti-narcotráfico.

Em julho e agosto, o navio esteve envolvido em duas operações que apreenderam cocaína com valor de venda nas ruas de cerca de R$ 115 milhões.

O príncipe William serviu a bordo do HMS Iron Duke em julho de 2008, quando a tripulação apreendeu cocaína no Caribe, com valor de mais de R$ 118 milhões em vendas nas ruas.

FONTE: BBC Brasil

Tagged with:
 

classe-vanguard-foto-royal-navy

Alega-se que a redução de 4 para apenas 3 submarinos lançadores de mísseis balísticos não seria por motivos econômicos, mas políticos

Os substitutos da atual frota de submarinos lançadores de mísseis balísticos (SSBN), composta pelas quatro unidades da classe Vanguard, poderá ser somar apenas três embarcações. Gordon Brown, Primeiro Ministro Britânico, está preparando a redução do sistema Trident de dissuasão nuclear, como contribuição da Inglaterra para o corte de arsenais nucleares do mundo. Da mesma forma, a quantidade e o poder das 160 ogivas nucleares britânicas também poderão ser reduzidos.

Brown quer deixar claro que essa redução não é devido a fatores econômicos, mas que é parte de um esforço liderado pelo presidente dos EUA, Barack Obama para reduzir os estoques de armas nucleares e forçar países como o Irã a abandonar seus projetos de construção de armas atômicas.

A redução da futura frota para apenas três unidades levanta questões sobre sua real efetividade como elemento de dissuasão, dado que, numa frota de três submarinos, um sempre estará na base, a qualquer momento, deixando apenas dois em patrulha.

trident-ii-d5-lancado-do-hms-vanguard-foto-royal-navy

Toda essa movimentação estaria no contexto da decisão de Obama de não levar adiante o sistema de defesa anti-mísseis da Europa Oriental, e da resposta favorável da Rússia a essa decisão, levando a um prognóstico de que um novo acordo de não proliferação poderia ser assinado no segundo trimestre do ano que vem. Embora a proposta britânica de redução pareça insignificante, quando comparada aos arsenais nucleares dos EUA e da Rússia, Brown deverá argumentar que representará mais pressão para que o Irã se junte a um futuro tratado.

Internamente, a questão não é simples de resolver: Brown tem sofrido pressões dos que defendem a opinião de que a Inglaterra não poderá arcar com os custos de substituição das atuais plataformas, algo entre 15 e 20 bilhões de libras. Por outro lado, essa atitude não agradará os Conservadores. Assessores também têm deixado claro que a redução de quatro para três unidades não reduzirá na mesma proporção (25%) os custos de construção e manutenção.

Uma decisão final sobre o tamanho da futura frota de SSBN britânicos deverá ser tomada após uma recomendação do sub-comitê do Gabinete, o que é esperado para antes do final deste ano. Os substitutos dos atuais submarinos não deverão entrar em serviço antes de 2025, mas decisões cruciais de design precisam ser tomadas nos próximos dois ou quatro anos.

O desafio da próxima classe poderá ser, então, diminuir as necessidades de manutenção de rotina e pesada, assim como aumentar o tempo de operação em relação a esses períodos de aprontamento. Estima-se que a substituição da atual frota por outros quatro submarinos, combinada à extensão da vida útil dos estoques atuais de mísseis Trident D5, que receberiam uma ogiva aprimorada, custaria entre 15 e 20 bilhões de libras: 14 bilhões para as embarcações, 2 a 3 bilhões para os mísseis e 2 a 3 bilhões para infraestrutura. O sistema Trident atual, com os quatro submarinos classe Vanguard, custou 14,5 bilhões de libras.

hms-vengeance-foto-royal-navy

Os atuais submarinos classe Vanguard

A classe é composta pelos HMS Vanguard (S28) Victorious (S29), Vigilant (S30) e Vengeance (S31). O primeiro da classe foi lançado em 1993. Deslocam 15.980 toneladas submersos, e têm comprimento de 149,9 metros, 12,8 metros de boca e 12 metros de calado.

São operados por 135 tripulantes e o armamento é composto por 16 tubos verticais lançadores de mísseis balísticos Trident II D5, além de 4 tubos de torpedos (Spearfish). São equipados com sonares na proa, nos bordos, de interceptação ativa e também do tipo Towed Array. Os mísseis Trident II D5 têm alcance de 4.000 milhas náuticas, e capacidade para carregar 12 ogivas cada um.

vanguard-raio-x-ilustracao-royal-navy

FONTES: Times Online e Royal Navy

FOTOS: Royal Navy Colaborou: Franz Neeracher

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

FREMM da Grécia

fremm-05

As imagens acima e abaixo são concepções artísticas do CIOC (Centro de Informações e Operações de Combate) da fragata FREMM, proposta para a Marinha da Grécia.

Segundo a DCNS, é possível integrar quaisquer sensores e sistemas ao projeto FREMM, como o APAR na configuração mostrada no perfil do navio.

O APAR pode ser uma opção para a MB equipar os futuros escoltas, pois é mais barato que o SPY americano.

O CIOC é muito parecido com o da Forbin.

fremm-06

fremm-03

Tagged with:
 

90 graus para bombordo

Acordos com a França mudam os rumos da Marinha do Brasil

parada_naval-foto-podernaval

vinheta-exclusivo O Brasil já deu início a um processo de parceria estratégica com a França com a assinatura de algums acordos na área de equipamentos de defesa. Dentre os mais importantes estão o acordo para a construção de quatro submarinos convencionais e o casco de um submarino nuclear e a aquisição de meia cententa de helicópteros.

Outros resultados provenientes desta parceria poderão vir como a compra de caças Rafale pela FAB e a escolha de uma nova escolta baseada em um modelo francês. Deve-se observar que nestes dois últimos casos citados, os equipamentos franceses apenas fazem parte do processo de escolha e não foram apontados como vencedores.

O Brasil ainda não é um país dependente do equipamento militar francês. Aliás, isto está longe de acontecer (se realmente acontecer). Mas vale analisar o presente e o futuro próximo.

A única unidade naval de grande porte da Marinha do Brasil de origem francesa é o NAe São Paulo (ex-Foch). Em breve a MB incorporará também navios de patrulha de desenho francês e a médio/longo prazo serão incorporados os submarinos derivados do Scorpène, além de um casco de projeto francês para o submarino nuclear brasileiro.

Analisando o passado da Marinha do Brasil, a influência francesa chega perto do ‘irrisório’. A única unidade naval de efetivo poder bélico adquirida na França (excluindo os casos atuais citados acima) foi o encouraçado Brasil, fruto da ‘Questão Christie’, incorporado em 1865.

Portanto, estamos diante de uma grande mudança. Alguns ainda não se aperceberam, mas esta será a maior mudança na Marinha da Brasil, em termos de origem de equipamentos, desde que ela foi criada. E como é comum, toda mudança de equipamento acarreta em mudanças de outras ordens.

A Marinha do Brasil, assim como a própria consolidação da independência do país, nasceu das mãos de oficiais provenientes do Reino Unido (diga-se de passagem, estes nunca foram devidamente homenageados, como fez o Chile).

Além de incorporar as tradições marinheiras e até mesmo um uniforme inspirado na Marinha Real, o Brasil adquiriu muitos navios de procedência britânica ao longo de mais de 180 anos. É verdade que existiram incorporações de peso, principalmente a partir da entrada do Brasil na II Guerra Mundial, de unidades provenientes dos EUA. Até mesmo navios de origem italiana e alemã foram mais frequentes na MB do que navios de origem francesa.

A mudança que surge no horizonte é bem maior do que muitos podem imaginar. Não se trata penas da troca de um fornecedor por outro. O Brasil incorporará filosofias logísticas e operativas totalmente distintas daquelas a que está acostumado. Portanto, cabem as seguintes perguntas para uma eventual discussão: O país está preparado para esta mudança? Este é o rumo certo? Ou tudo não passa de um momento geopolítico que ambos os países atravessam?

 

avenger-nael-minas-gerais

Foto rara de um Grumman TBM-3 Avenger a bordo do NAeL Minas Gerais, na sua chegada ao Rio, em fevereiro de 1961. A MB ganhou três aeronaves do tipo da US Navy, para treinamento das equipes de convoo. A pedido dos americanos, as aeronaves não podiam voar.

As três aeronaves vieram para o Brasil a bordo do NAeL Minas Gerais, que chegou ao Rio de Janeiro no dia 2 de fevereiro de 1961. Pouco depois da chegada, o Avenger matrícula N-502 tentou uma decolagem sem catapulta a partir do convés de vôo, rumo à base de São Pedro da Aldeia (então recém inaugurada). Logo após a decolagem, a aeronave acabou caindo no mar, mas o piloto se salvou.

Conheça a história dos Avenger na MB clicando aqui.

SAIBA MAIS:

FOTO: Mauro Lins de Barros

NOTA DO BLOG: Encontramos essa foto no Flickr e o Carlos Filipe Operti nos alertou sobre a autoria da foto, que está no Airliners.net.

Tagged with:
 

Presidente da Petrobras prevê a abertura dessas vagas em oito anos para suprir toda a cadeia produtiva da exploração de petróleo

vinheta-clipping-navalA exploração de petróleo da camada pré-sal vai gerar mais de 240 mil empregos até 2016. A previsão é do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, que participou ontem, em Brasília, de um debate sobre a proposta do novo marco regulatório do petróleo e os desafios tecnológicos para a exploração do petróleo em águas ultraprofundas. “Essas pessoas serão treinadas não para a Petrobras, mas para a cadeia de suprimentos que irá nos atender”, explicou Gabrielli. Segundo o executivo, o treinamento desses profissionais envolve instituições de ensino brasileiras com 29 redes temáticas e mais de 500 pesquisadores. A iniciativa da Petrobras de capacitar mão de obra para o pré-sal está alinhada ao pacote de incentivos que governo está preparando para a indústria nacional.

“Isso cria, fora da Petrobras, laboratórios de alto nível, capacitação de análise e interpretação e capacitação das áreas de ciência básica e aplicada, tendo um impacto não somente sobre a Petrobras, mas também sobre a engenharia brasileira, sobre o desenvolvimento dos projetos e a pesquisa em geral do nosso país”, definiu Gabrielli.

A previsão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), encarregado de elaborar a política industrial para a cadeia produtiva do pré-sal, é de que dois terços dos equipamentos para extrair o pré-sal sejam produzidos no Brasil no período de três anos. Para isso, será necessário oferecer condições de financiamento e tributação semelhantes aos principais concorrentes do Brasil nessa área, em especial, a Coreia do Sul, líder na indústria naval. A estimativa é de investimento de US$ 80 bilhões em 10 anos. Fora isso, a Petrobras tem um plano de investimentos de US$ 174 bilhões para os próximos cinco anos.

Para que o pacote de incentivos tenha os resultados esperados, Alberto Machado, diretor executivo da área de petróleo e gás da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), defende que as isenções tributárias e condições de financiamento especiais sejam estendidas para todos os elos da cadeia produtiva. “As empresas brasileiras têm uma grande produtividade, mas, em alguns casos, acabam perdendo. Primeiro porque, quando tem uma concorrência em que participam empresas brasileiras e estrangeiras, as estrangeiras são exportadoras, e todo país quando exporta incentiva suas empresas com redução de impostos e taxas de juros às vezes até subsidiadas”, justifica.

Vantagens

Segundo Machado, além dos subsídios, as companhias internacionais têm ainda outra série de vantagens sobre as concorrentes nacionais exatamente porque as brasileiras operam no mercado interno. Segundo ele, mesmo quando há mais incentivos às empresas locais, eles não abrangem todo o setor produtivo no qual atua uma organização. “Esse setor não tem, em muitos casos, o incentivo permeando toda a cadeia. Às vezes, esse incentivo fica só no primeiro ou no segundo nível”, explica. E exemplifica: “O fundo de marinha mercante empresta para o armador, o armador compra no estaleiro, mas nem sempre os benefícios do empréstimo do Fundo de Marinha Mercante, que têm condições especiais e até compatíveis com as condições existentes no mundo, migram para a cadeia produtiva. Então, o fornecedor dos equipamentos, o fornecedor das partes e peças que vão para os equipamentos acabam não tendo competitividade para participar desse crescimento”.

Questiona-se, obedecidas essas condições, a indústria nacional tem condições de atender à demanda do pré-sal, Machado é assertivo. “Sem dúvida alguma. Não é nenhum problema para a indústria atender à demanda. É claro que nenhum país do mundo é autossuficiente. Nenhum país do mundo quer vender 100%, mas ter uma participação representativa, significativa dos montantes que a Petrobras e as outras empresas de petróleo vão adquirir é muito importante”, ressaltou. Em 2008, as vendas dos associados da Abimaq para o setor de petróleo e gás somaram cerca de R$ 9 bilhões, entre 10% e 15% de faturamento de R$ 72 bilhões do segmento. Machado estima que esse percentual pode, no mínimo, dobrar.

Tecnologia

Alguns setores já têm participação expressiva da indústria nacional, a exemplo da área de materiais submarinos (75%) e da fabricação de navios (65%). O executivo pondera que alguns equipamentos têm uma complexidade tecnológica restrita a poucos fornecedores e continuarão sendo importados. “Mas aquilo que puder ser feito no Brasil e tiver condições, vai ser feito. E o que o empresário precisa, de alguma forma, é ter uma noção de que forma esses investimentos vão ser distribuídos no tempo. Se tem uma possibilidade e uma probabilidade clara de o investimento existir, aí é risco do negócio investir ou não. E eu não tenho dúvida que o empresário vai investir.”
“Essas pessoas serão treinadas não para a Petrobras, mas para a cadeia de suprimentos que irá nos atender”
José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras

R$ 80 bilhões…

… é o valor necessário, segundo o BNDES, para desenvolver a cadeia produtiva do pré-sal em 10 anos.

FONTE
: Correio Braziliense – 26/09/2009

Operação Fraterno cancelada

Segundo uma fonte, os navios da MB que estão em Rio Grande retornarão ao Rio de Janeiro, pois a Argentina decidiu cancelar sua participação na Operação Fraterno deste ano. O motivo seriam as restrições orçamentárias das forças armadas argentinas.

Tagged with:
 
Página 1 de 812345...Última »