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Neste domingo, ao redor das 21h00, atracou no Terminal de Containers da margem esquerda – TECON, o full container de bandeira do Panamá “MSC Stella“, com 303,92 m de comprimento total, 85.650 t. de dwt e capacitado para o transporte de 6.724 teus. O navio pertence ao armador MSC – Mediterranean Shipping Co., Geneve, Suíça. Em cerca de um mês, foi novamente batido  o recorde de maior navio em comprimento linear a atracar em Santos.

FOTO: Dirk Van Leer

 

vinheta-exclusivoA América do Sul passa por um momento de transição. À medida que cresce sua importância no mundo, principalmente devido às suas grandes reservas de petróleo e gás, sua imensa biodiversidade, tanto no continente, quanto nos oceanos Atlântico e Pacífico, e, principalmente, abundância de água potável, tem feito com que os interesses das “Nações Centrais” se voltem para nossa região.

Hoje, é possível perceber um movimento das “Nações Centrais” para criar áreas de influência na região. A Rússia, nos últimos anos aproximou-se da Venezuela e tenta expandir sua área de influência também para o Equador, Bolívia e Paraguai. Os Estados Unidos mantém fortes laços com a Colômbia e o Chile, e tenta uma aproximação maior com o Peru. Já há algum tempo, a China tenta uma aproximação com a Argentina e o Uruguai.

O Brasil, que tem sua própria visão para o futuro do continente, com maior independência para os países, tem procurado não entrar em nenhuma dessas áreas de influência. Dessa forma, buscou uma parceria estratégica que permitisse à Nação, se contrapor a essa nova geopolítica. Como resultado dessa visão, foi assinado o acordo com o Governo Francês.

Para manter sua autonomia e representatividade, não só na região sulamericana, como, também, no restante do mundo, o Governo Brasileiro entendeu que é necessário manter Forças Armadas bem equipadas e treinadas, com quantidade de meios suficiente para fazer valer seus interesses.

Nesse contexto, o Ministério da Defesa solicitou às Forças Armadas, a elaboração de seus respectivos Planos de Equipamento e Articulação (PEA). Cada plano deveria conter as necessidades de meios para os próximos anos e as ações de articulação com a indústria de defesa.

O PEA da Marinha do Brasil, conhecido como PEAMB, apresenta a necessidade de meios para os próximos 30 anos. Orçado em cerca de R$ 250 bilhões, é bastante ambicioso, nele a MB apresentou suas reais necessidades para fazer frente a esse novo contexto.

O PEAMB, prevê a necessidade de 2 navios-aeródromo com cerca de 40.000 toneladas; 4 LHD com cerca de 20.000 toneladas; 30 navios de escolta; 15 S-BR; 5 SN-BR; além de 62 navios de patrulha.

São números ambiciosos que objetivam acabar com o perigoso vazio de poder existente no Atlântico Sul. A MB tem consciência da necessidade de preencher ostensivamente o vácuo estratégico em nosso Teatro de Operações, pois se não o fizer, certamente alguém o fará.

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Forças Armadas mostram preocupação com vulnerabilidade do espaço marítimo brasileiro, incluindo a área do pré-sal

Chico Otavio

vinheta-clipping-navalPrimeiro, foram as fronteiras do Sul do país. Depois, a Amazônia. Agora, o eixo da inquietação dos militares se volta para a vulnerabilidade do mar brasileiro. Embora não admitam publicamente, as Forças Armadas reconhecem, em apresentações internas, que a defesa dos espaços marítimos brasileiros, incluindo a área do pré-sal, é um desafio abissal. Além da conhecida defasagem tecnológica, cenários não afastam a possibilidade de questionamentos futuros sobre a soberania nacional nos campos mais remotos de exploração oceânica de petróleo.

No passado, os militares concentravam tropas e armas na fronteira gaúcha por acreditar que, caso necessário, teriam pela frente um conflito clássico. Na Amazônia, apostam até hoje no território inóspito como aliado e na guerra assimétrica (não convencional) para derrotar um inimigo mais forte. Mas, no caso da defesa em alto-mar, sabem que o emprego da melhor tecnologia é decisivo. E que, mesmo com a compra de submarinos e caças modernos, como o governo pretende, o país continuará longe de se opor a uma potência inimiga porque a diferença é muito grande.

Os problemas, porém, não se restringem à hipótese bélica. Nem todos os países reconhecem os direitos de outros sobre as águas mais distantes da costa. Em outubro do ano passado, o capitão-de-mar-e-guerra Marcos Almeida, oficial do Estado-Maior da Armada, em palestra no Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval, alertou que 40 nações, entre as quais Estados Unidos e Venezuela, não haviam assinado a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1982).

A convenção fixa os direitos de exploração de um país oceânico em sua Zona Econômica Exclusiva (ZEE), faixa de 200 milhas náuticas situada além de seu mar territorial. No caso do Brasil, é a área onde fica a maior parte do pré-sal. Marcos Almeida destacou que a Inglaterra, mesmo sendo signatária da convenção, fez ressalvas sobre o alcance da soberania em tais áreas, incluindo restrições “àqueles que reivindicam jurisdição do Estado costeiro sobre todas as instalações e estruturas”.

A autonomia de uma nação em sua ZEE é limitada pela convenção. Além de permitir o sobrevoo e a “navegação inocente” (pacífica), um país não pode impedir que outro instale e opere cabos e dutos submarinos no local. Como os mapas mostram que um pedaço do pré-sal está localizado além da ZEE, em área reivindicada pelo Brasil, ele teoricamente ainda é patrimônio da humanidade e pode ser explorado por qualquer um.

A reivindicação brasileira que incorpora esta franja do pré-sal é baseada em outro dispositivo do tratado, que garante aos países direitos sobre a sua “plataforma continental” (áreas submarinas que se estendem além do mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural de seu território).

Em 2004, o governo requereu à ONU direitos sobre 960 mil quilômetros quadrados de plataforma continental, mas a entidade até agora não decidiu – respondeu parcialmente a favor em 2007, mas deixando de fora cerca de 200 mil quilômetros quadrados, “o que representa aproximadamente 5% da Amazônia Azul ou 20% da plataforma continental”, disse o oficial da Marinha.

Militares temem ação preservacionista de ONGs

Outro temor dos militares é a forte conotação ambiental da convenção, que relaciona a exploração dos recursos naturais do mar, do solo e do subsolo ao compromisso de proteger e preservar o meio marinho.

Como o Brasil quer tirar petróleo do pré-sal, atividade reconhecidamente poluidora, há um temor de que as organizações ambientalistas, unidas em torno de uma rede global de reservas marinhas, pressionem pelo veto ao acesso e à exploração de 25 áreas estratégicas espalhadas pelo planeta, sendo uma delas localizada no Centro-Sul Atlântico.

Diferentemente das fronteiras secas, protegidas pela força das armas ou pela ocupação civil, a defesa do mar exige recursos de última geração, embarcados em modernos navios, submarinos e aviões de combate.

- Somente com um único submarino nuclear, a Inglaterra manteve toda a frota argentina parada no porto durante a Guerra das Malvinas – lembra o presidente do Clube Militar, general Gilberto Figueiredo.

Para alavancar as Forças Armadas, o governo Lula investe numa parceria estratégica com a França. Este acordo prevê, entre outros equipamentos, a montagem de quatro submarinos convencionais Scorpène, a integração do reator brasileiro a um submarino nuclear e a construção de uma base e um estaleiro, incluindo a transferência tecnológica. O presidente Lula também manifestou interesse na compra de 36 aviões caça Rafale, franceses, que formariam três esquadrões.

Mas tudo isso é futuro. Hoje, embora não existam dados oficiais disponíveis, é possível indicar que pelo menos metade dos cerca de 100 caças da FAB (modelos F-2000 Mirage, AMX e F-5 modernizado) em atividade não apresenta condições de voo. Além disso, dos 23 caças Skyhawk comprados para embarcar no porta-aviões “São Paulo”, apenas quatro estão voando.

A situação se repete no mar. Dos 18 navios de guerra da Armada, só dez navegam. O próprio “São Paulo” é um dos que estão em manutenção, parado há dois anos, depois da explosão de uma tubulação de vapor.

Marinha tem plano para a defesa do pré-sal

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Força elabora sistema de gerenciamento para garantir a soberania nas áreas marinhas

Indagada sobre o que falta, hoje, para garantir a soberania brasileira no pré-sal e outros campos de exploração de riquezas marinhas, a Marinha brasileira respondeu que, visando a intensificar a sua presença nas “águas jurisdicionais brasileiras”, a Força apresentou ao Ministério da Defesa um projeto para a criação do “Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul” (SisGAAz), que terá a capacidade de efetuar o monitoramento contínuo das águas nacionais. “Como apenas o monitoramento não é suficiente para a garantia da soberania no mar, a ação de presença, efetuada por meios navais, se faz necessária nas áreas marítimas de interesse”, informou.

A Marinha também informou que, em decorrência da Estratégia Nacional de Defesa (END), elaborou o seu Plano de Equipamento e Articulação, com metas de curto, médio e longo prazos, contemplando uma proposta de “distribuição espacial das instalações militares e a quantificação dos meios necessários ao atendimento eficaz das hipóteses de emprego”. A nota garante que a aprovação e a execução do plano produzirão “reflexos positivos para a economia nacional, estimulando diversos setores da cadeia produtiva associados à indústria naval e de defesa, bem como a geração de novos empregos”.

Sobre a defesa da soberania na exploração do pré-sal, a Marinha disse que só haveria preocupação com os países não signatários da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que estabelece todos os direitos inerentes aos Estados quanto à exploração e ao aproveitamento dos seus recursos econômicos no mar, solo e subsolo marinhos.

“A preocupação só seria válida pela possibilidade de violação dos direitos previstos ou mesmo em conflitos de interpretações destes e pela não aceitação desse direito por parte de um país não signatário”, disse o Centro de Comunicação Social da Marinha. E argumentou que os EUA, apesar de não assinarem, têm dado demonstrações de respeito ao acordo.

FONTE: O Globo

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NOTA DO BLOG: O Poder Naval Online auxiliou o repórter do Globo nesta matéria. Ver o crédito na Arte do jornal.

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A agência de notícias RIA Novosti anunciou que o ministério da defesa da Rússia estaria interessado em adquirir submarinos alemães, da classe U212.

A agência informou que a construção de submarinos convencionais Project 677 (classe “Lada”) na Rússia está muito atrasada por causa de sérios problemas de projeto e que esta seria uma solução para cobrir a lacuna.

A Rússia também estaria buscando conhecer novas tecnologias, principalmente a AIP fuel cell, usada nos U212/214.

A dúvida é se a Alemanha estará disposta a ceder este tipo de tecnologia para a Rússia…

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vinheta-destaqueOs governos francês e britânico anunciaram o início de uma fase de avaliação conjunta para desenvolver sistemas e tecnologias para um novo míssil ar-superfície lançados de helicópteros.

O anúncio foi feito na edição deste ano da Defence Systems Exhibition International (DSEi) em Londres, um encontro bianual das maiores empresas do mundo da defesa.

A arma está sendo desenvolvido inicialmente para uso no ambiente naval e será lançada a partir de helicópteros diferentes, incluindo o Lynx Wildcat, o NH90 francês e Panther.

O projeto cooperativo reúne os requisitos da Future Anti-Surface Guided Weapon (FASGW) e do French Anti-Navire Léger (ANL).

O projeto começará com uma fase de avaliação que custará £35 milhões, valor a ser partihado entre ambas as nações. Os trabalhos serão realizados no Reino Unido e França, com indústrias dentro de suas respectivas cadeias de suprimentos.

O novo míssil pesará cerca de 100kg, cabeça de combate de 40kg e o dobro do alcance do do Sea Skua, que vai substituir. Isso vai permitir que os helicópteros fiquem fora do alcance das defesas do alvos.

A nova arma possuirá guiagem por infravermelho e terá como principais alvos as Fast Attack Craft (FAC) e navios-patrulha de 50t a 500t, podendo colocar também fora de combate (mission kill) navios de até 1.000t.

O FASGW/ANL  vai introduzir a capacidade do operador selecionar precisamente o ponto de impacto do míssil, para otimização do efeito destruidor. A cabeça de busca por IR terá um data-link de duas vias com a aeronave lançadora, que possibilitará ao operador fazer mudanças na trajetória e decidir entre colocar o alvo fora de combate ou afundá-lo.

Seu antecessor, o Sea Skua (foto abaixo), também é usado pela MB e tem vida útil até 2016 na Royal Navy.

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O primeiro NaPaOc (Navio Patrulha Oceânico) da MB deve entrar em serviço em 2011. O quinto e último do primeiro lote, em 2015.

Os cinco NaPaOc devem sair por R$ 800 milhões, valor que inclui a a compra do projeto e a transferência de tecnologia de construção. Os navios serão construídos em estaleiros privados.

O projeto favorito parece ser o de origem alemã (FASSMER OPV 80), de 1.700 toneladas de deslocamento, o mesmo da classe do PZM Piloto Pardo, da Marinha do Chile, mostrado nas fotos.

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Rafale operando no PA ‘Foch’

SAIBA MAIS:

NOTA DO BLOG: Este vídeo tem algumas imagens inéditas para os mais céticos com relação à possibilidade de operação do Rafale no NAe São Paulo. O Rafale aparece descendo no elevador de proa do Foch e dentro do hangar.

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O segundo lote de submarinos Type 214 encomendados pela Marinha da Coreia do Sul terá alguns melhoramentos em relação ao lote inicial. O site Defense industry daily revelou que os futuros 214 coreanos terão um sistema AIP melhorado.

Por outro lado, este segundo lote terá modificações no eixo do hélice. Jornais coreanos informaram que os submarinos do primeiro lote emitem ruídos acima do esperado e que a origem do mesmo está ligada ao eixo.

Depois deste segundo lote de 214, a Coreia do Sul pretende projetar e construir sua própria classe de submarinos convencionais denominada KSS-III. Será um submarino com deslocamento próximo de 3.000 toneladas, dotado de sistema AIP e capacidade de ataque terrestre. De acordo com o plano inicial, o mesmo estaria pronto em 2020, mas em maio de 2009 foi informado que o prazo foi esticado para 2022.

NOTA DO BLOG: Segundo cronograma da Marinha do Brasil, o primeiro submarino nuclear brasileiro estará pronto antes mesmo que o primeiro submarino convencional de projeto coreano navegue.

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