Foi realizado um lançamento submerso de míssil AIM-9X, a partir de uma cápsula de Tomahawk
A Raytheon informou nesta segunda-feira, 14 de setembro, que a equipe de armas para combate próximo ao litoral (Littoral Warfare Weapons – LWW), liderada pela empresa, realizou com sucesso uma demonstração de lançamento de um AIM-9X, a partir de uma cápsula de lançamento de míssil Tomahawk, que estava submersa. Trata-se, segundo a empresa, de um passo significativo na demonstração da flexibilidade da carga de armas para submarinos.
O AIM-9X é um míssil ar-ar de última geração, com guiagem por sensor infravermelho. É a versão mais recente da família que tem a alcunha de “Sidewinder” (espécie de cobra).
O teste foi conduzido no Centro de Aberdeen (do Exército dos EUA), e faz parte do programa LWW dirigido pelo departamento do programa executivo de submarinos da Marinha dos EUA (US Navy). O objetivo é expandir a luta submarina para a arena de combate litorânea, atingindo um novo patamar de autodefesa dos submarinos contra ameaças aéreas (helicópteros e aeronaves de asa fixa) e de superfície (lanchas rápidas). E também fazê-lo a uma fração do custo de desenvolvimento de um novo sistema de armas.
Em novembro de 2005, já havia sido realizado o lançamento de um AIM-9X a partir de uma plataforma vertical fixa (um lançador XM-85 Chaparral). Após ser lançado, o míssil realizou com sucesso o travamento no alvo (lock-on after launch) e destruiu um helicóptero utilizado como drone, testando sua potencial utilização a partir de um submarino, em cota periscópica - a ideia básica do programa é instalar o míssil em uma cápsula de lançamento de Tomahawk que, quando atinge a superfície, permite o lançamento do AIM-9X para que este possa adquirir seu alvo.
FONTE e FOTO: Raytheon
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Mas uma dor de cabeça para as forças anti-submarinas.
A cada dia que passa eu me convenço mais de que é absolutamente impossível sobrepujar as forças americanas em uma guerra regular.
É impressionante como eles cobrem todas as esferas do campo de batalha, como garantem aos seus meios tecnologia suficiente para funcionarem bem de forma multidimensional e multifuncional no campo de combate.
É tecnologia pura em todos os sentidos e aperfeiçoamento de tecnologia diariamente, numa velocidade impressionante.
Só resta a qualquer país a guerra irregular e torcer para que haja interesse me recursos naturais em caso de invação. Ou isso, ou ainda sobra a alternativa de usarem bombas nucleares caso a guerra se prolongue por muito tempo em um território pobre em recursos de interesse dos caras.
Deixo claro que sou contra a proliferação nuclear, mas acho que essa é a única garantia de não invasão nos próximos 100 anos: possuir artefatos nucleares e a possibilidade de colocá-lo em qualquer lugar do globo.
Caro Bronco,
é por isso que a guerra irregular é a tônica em conflitos com as potências. Aí, meu amigo, não tem tecnologia que dê ganho de guerra no cenário irregular. Neste conflito, a estilingada come solta e não se sabe de onde vem. Hehehehe.
Um abraço.
O bom filho a casa retorna! O Sidewinder não foi desenvolvido a pedido da US Navy, na década de 50?
Marcelo…
justamente por isso…o bom filho nunca deixou a casa, portanto nao houve retorno. (rs)
abraços
Vôo lento, a baixa altura, lançando sonobóias, vôo pairado, com sonar mergulhado… O coeficiente de cagaço não apenas aumentou, mas também furou o gráfico na parte superior.
Se o disparo do missil não resultar em abate(oque é possível)…babau sub… pois sua posição é revelada.
É verdade. Diríamos que este seria o último recurso do sub, preferindo óbviamente ocultar-se.
Walderson,
boa!
Na verdade, acho que só existem dois países que poderiam travar uma batalha regular com os EUA hoje em dia, com capacidades reais de vencer ou pelo menos de fazer um estrago danado nas forças americanas (a tal ponto que os EUA não entrariam numa barca furada dessas): Russia e China. Mais até a China, hoje em dia, que a Russia; embora o problema da Russia seja mais econômico que propriamente de capacidade bélica. Enfim, pra todos os efeitos, vamos deixar a Russia aqui também…
Fora esses dois, apenas os países nucleares possuem capacidade de dissuasão efetiva diante dos EUA (e com dissuasão nuclear, a conversa muda. Essa dissuasão funciona e muito bem): França, Inglaterra e até certo ponto a Índia (além, é claro, da Russia e da China também).
Exceto isso: só guerra irregular. Mas em guerras irregulares o resultado não é previsível nunca…estão aí as guerras em andamento que não me deixam mentir, e as outras que já acabaram, e cujo resultado não foi exatamente o que era previsto.
Portanto, a tecnologia é importante, mas nem de longe garante 100% alguma coisa. Não é verdade?!
É mais ou menos como o ataque dos sonhos do Flamengo dos anos 90: Romário, Edmundo e Sávio. Todo mundo achava que seria um time imbatível. E no papel era mesmo. Só que “papel” não ganha campeonato, né?…hehehe
abração
enquanto isso nossos sub ainda nem lançam exocet SM-39, e ja queremos pular para sub nuc, isso ja foi muito discutido e sempre gerou muitas controversias, mas ainda continuo defendendo que a forsub deveria ser composta de ao menos uns 5 ikl-209 TUPI, 5 ikl-209M TIKUNA e 6 U-214 ou ate mesmo scorpene, equipados mk-48, excocet SM-39, e tambem sistema antiaereo IDAS (ou ate mesmo o aim-9x), distribuidos em quatro bases ao longo do nosso extenso litoral, seria mais em conta do que deslocar um “ÚNICO” SSN do RJ ate a area de um possivel sinistro no extremo norte por exemplo, acredito que antes de dar-mos um passo maior que a perna, deveriamos extrair o maximo dos nossos meios e de nossa capacidade de construçao, não que eu seja contra o sub nuclear, mas todos nos sabemos que ele nao sai antes de uns 15 anos, e no final de tudo sera apenas “um”
somente minha opnião
abraços a todos
Marcelo Tadeu,
Na verdade o Sidewinder foi um desenvolvimento autônomo! Li a matéria a algum tempo na revista Força Área que mostra que o desenvolvimento do AIM-9 foi bem inusitado. O cientista(O qual não me lembro o nome agora) que o desenvolveu trabalhava em casa, mas especificamente no quintal de casa e como era tudo muito simples, numa visita ao “campo de provas” do quintal um figurão da USAF achou aquilo tudo tão simples que mandou cancelar o projeto, mas como não havia nenhum projeto para ser cancelado o cientista continuou com o desenvolvimento e o Sidewinder continuou sendo escolhido como arma da US Navy, mas o tal cientista ainda queria mais e desafiou a USAF paraum duelo contro os AIM-4 Falcon onde o AIM-9 Sidewinder acertou todos os drones e o AIM-4 não acertou nada, assim chegava a USAF o AIM-Sidewinder…
Obs: O nome do cientista é William B. McLean.(Obrigado Google!)
O desenvolvimento do sistema ainda está no início já que seria inviável na prática o uso de uma cápsula de Tomahawk (feita para lançar um míssil de quase 2 t) para lançar um míssil de menos de 100 kg.
Pessoal,
Já postei esta pergunta antes no blog. Alguém pode confirmar se na Guerra das Malvinas existiu um ataque de um submarino britânico a um helicóptero Argentino?
Em cota periscópica o submarino fica muito vulnerável, e com chaffs e flares o helicoptero ou aeronave ASW pode escapar.
Não duvido da eficácia da arma, mas em uma real situação de combate acho pouco provável um submarino se arriscar a tanto.
Abs
Wolf,
eu não sei desse ocorrido nas Malvinas.
Quanto à possibilidade do heli fugir lançando flares é difícil tendo em vista a cabeça de busca formadora de imagem e o alto grau de capacidade de processamento da cabeça de busca dos mísseis de quinta geração. Eles são praticamente imunes às interferências infravermelhas.
E também esses novos mísseis que estão sendo desenvolvidos para a defesa de submarinos podem ser disparados a partir de ‘grandes’ profundidades e não só da cota periscópica. A detecção do alvo se faz através da propagação do som da aeronave no mar e o travamento da cabeça de busca se faz de forma autônoma após o disparo quando o piloto automático do míssil o coloca na direção geral da ameaça.
Esse tipo de arma irá provocar como reação o lançamento de armas e sensores a partir de distâncias cada vez maiores.
Um abraço.